quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quinta Lugares Cruzados VI (A Nossa Casa)


Por escolha da Reflexos, na rubrica Quinta Lugares Cruzados falamos hoje d' "A Nossa Casa".

Já vivi em vários locais e já chamei casa a locais onde nunca me senti bem. A Nossa Casa deve ser um local agradável e onde nos sintamos sempre bem. É nela que passamos grande parte do nosso tempo, é nela que estão os nossos bens mais preciosos e é nela que poderão estar as pessoas de quem mais gostamos.

A Nossa Casa é o nosso porto de abrigo e o local onde nos devemos sentir seguros.

Nada do que referi tem a ver com luxos ou bens materiais. Por experiência própria, sei que viver com alguns luxos não cria o conforto que necessitamos para que um espaço se torne a nossa casa.

Durante a minha vida, vivi durante tempo significativo em locais aos quais não consegui chamar "A Minha Casa", no entanto, hoje vivo como quero e onde quero. Tenho os meus livros, os meus discos, a minha música e a minhas pequenas coisas onde quero e como quero. Vivo sozinho, mas não me sinto só. Afinal estou na Minha Casa e é aqui que me sinto bem depois de um dia de trabalho ou quando chego de uma viagem...


E você Reflexos, onde fica a sua casa?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Desirèe Rancatore (I Puritani)

Soberba interpretação de Desirèe Rancatore, soprano italiano.

Faz anos hoje - Jay Leno

No dia 28 de Abril de 1950, nasceu Jay Leno.

Da Infopédia:

Cómico e apresentador norte-americano de televisão, James Douglas Muir Leno, conhecido por Jay Leno, nasceu a 28 de Abril de 1950, em New Rochelle, Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, mas foi criado no estado do Massachusetts, Jay Leno começou por dar espectáculos cómicos ao vivo e por ano tinha sempre agendadas cerca de 300 actuações em clubes nocturnos. A estreia de Jay Leno na televisão aconteceu em 1977, no Merv Griffion Show, e no mesmo ano experimentou o cinema através do filme Silver Bears. Ainda nesse ano, fez parte do elenco de um programa musical de variedades chamado Marilyn McCoo and Billy Davis Jr Show. O ano de 1977 ficou também marcado pela primeira aparição de Leno como convidado no Tonight Show, programa televisivo que viria a apresentar alguns anos mais tarde na NBC, canal privado norte-americano. No início da década de 80, Jay Leno desistiu da ideia de ser actor de cinema porque a sua carreira como cómico estava a correr muito bem e não deixava espaço para mais actividades. A partir de Setembro de 1987, Jay Leno passou a ser actor/cómico fixo no Tonight Show, na altura apresentado por Johnny Carson, que por vezes substituía na condução deste programa diário emitido em directo. A 25 de Maio de 1992 começou ele próprio a apresentar o programa, no lugar de Johnny Carson. A escolha por Leno causou alguma polémica, pois era esperado que o substituto de Carson fosse David Letterman. Na sua primeira emissão teve como convidado o actor de comédia Billy Crystal. Jay Leno tornou o programa mais liberal e radical, com um estilo mais informal do que era hábito no tempo de Carson. O Tonight Show tornou-se um enorme sucesso, mesmo a nível internacional, e valeu a Jay Leno grandes audiências e uma série de prémios. Em 1995 venceu um Emmy (prémio televisivo) para melhor programa de humor, variedades ou música e, no ano seguinte, conquistou outro troféu, este para a melhor direcção técnica. Em 1999 e 2000 o programa foi considerado pelos leitores da TV Guide, revista norte-americana, o melhor dos que são transmitidos à noite. Paralelamente às aparições na televisão, Jay Leno também actua regularmente como cómico em Las Vegas e em diversos eventos. Em 1995 actuou para os militares em serviço na Bósnia e em 2001 fez o mesmo no Afeganistão.

Jay Leno. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-28]

terça-feira, 27 de abril de 2010

Terça, Flashback V (Desabafo...)

Publiquei um pequeno post no dia 27 de Abril de 2009, faz hoje precisamente um ano, que dizia assim:

Já experimentaram dar opiniões sobre algo cuja decisão de viabilidade ou não, já está, à priori, tomada?

Experimentem e verifiquem como é inútil e condicionada a vossa opinião. Pura perda de tempo.

Mas atenção! Não esqueçam que algo pode correr mal... Nesse caso, "Quem se lixa é mesmo o mexilhão".

E você Reflexos, o que recorda hoje?

sábado, 24 de abril de 2010

Sábado, última hora V ("O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas", diz especialista)


A notícia que hoje comento na rubrica Sábado, última hora, foi publicado no Sapo (Alice Barcellos) no passado dia 21 de Abril.

Referindo-se aos recentes acontecimentos relacionados com a erupção vulcânica, o Sapo refere o seguinte:

O maior vulcão da Islândia, o Hekla, entrou em erupção nesta segunda-feira à tarde. A notícia é falsa. Surgiu ontem no Twitter e, em pouco tempo, já estava espalhada em toda a Web. Ao princípio da noite, o facto já tinha sido desmentido pelo Instituto de Meteorologia da Islândia.

Um erro da televisão pública do país que está na ordem do dia por ter fechado o espaço aéreo europeu com as cinzas do vulcão Eyjafjallajokull foi o que bastou para que a notícia de uma segunda erupção, a do Hekla, tenha sido divulgada no site de microblogging Twitter pelo utilizador @breakingnews.

De acordo com o Huffington Post, foram feitos mais de 600 retweets da mensagem original, que acabou por chegar aos meios de comunicação, como o site norte-americano da MSNBC ou o italiano Ansa. Uma hora depois o mesmo utilizador, gerido pelo site MSNBC, desmentiu o acontecimento.

“Um pau de dois bicos”

“O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas”, diz ao SAPO Helder Bastos, professor de ciberjornalismo da Universidade do Porto. O especialista considera que o Twitter “é uma espécie de pau de dois bicos”. “É um fabuloso instrumento de breaking news mas pode ter um efeito boomerang para os jornalistas”, repara.

“A ferramenta nunca pode ser usada como fonte segura mas sim para dar dicas ao jornalista”, nota Helder Bastos, relembrando que já aconteceram casos semelhantes despoletados pelo Twitter, “como mortes de jogadores de futebol e actrizes”.

Antes mesmo do Twitter, os media online já enfrentavam o problemas de divulgação de falsas notícias por causa da necessidade de “serem os primeiros a divulgarem os acontecimentos sem antes confirmarem os factos e cruzarem as fontes”, sentencia o autor da tese de doutoramento “Ciberjornalistas em Portugal: Práticas, Papéis e Ética”.

O vulcão na Web

Em todo o mundo mais de seis milhões de passageiros foram afectados pela nuvem de cinzas do vulcão Eyjafjallajokull que entrou em erupção a 14 de Abril e há cinco dias está a provocar um cenário de caos principalmente no espaço aéreo europeu.

Nos meios de comunicação online encontram-se aplicações multimédia que explicam os pormenores da erupção, como esta infografia do Guardian, ou mostram imagens do acontecimento, como este vídeo da BBC ou esta galeria de fotos da SIC. O Libération fez ainda uma reportagem sobre a dificuldade de pronunciar o nome do vulcão.


Devo confessar que não sou adepto do Twitter. Sei que é se revela muito útil em algumas situações, mas, como este caso o confirma, o Twitter pode revelar-se perverso e induzir em erro.

Esta situação não se restringe apenas a este caso ou a esta situação. Muita da informação que circula na Internet é de veracidade duvidosa e pode induzir em erro a maioria dos cibernautas.

O que sinto é o cidadão comum deixa de se sentir responsabilizado quando utiliza a Internet, usando-a como se esta fosse um meio virtual paralelo e anárquico onde não há lei nem regra. A fácil dissimulação de identidades ajuda a criar esta ideia errada.

A Internet é um meio poderoso de comunicação, no entanto o seu lado perverso pode ter consequências imprevisíveis a nível global.

E você Reflexos? O que acha do Twitter?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ensaio de Maria Callas

Encontrei no youtube este vídeo que incluí uma gravação áudio de um ensaio da ária final da ópera Anna Bolena de Donizetti com a interpretação de Maria Callas (20 de Novembro de 1957). Uma pérola...



Actualização: do mesmo ensaio, aqui fica mais um vídeo.

Dia Internacional do Livro


Hoje, 23 de Abril, é dia Internacional do Livro

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Faz anos hoje - Robert Oppenheimer

Robert Oppenheimer nasceu a 22 de Abril de 1904.

Da Infopédia:

Físico norte-americano que contribuiu significativamente para o desenvolvimento da mecânica quântica e que teve um papel decisivo na construção da primeira bomba atómica. Oppenheimer nasceu em 1904, em Nova Iorque. Em 1922, foi estudar para a Universidade de Harvard, onde se doutorou em 1925. No ano seguinte, trabalhou em Cambridge com Rutherford, Heisenberg e Dirac. Em 1926, foi para Göttingen a convite de Max Born, onde colaborou em trabalhos sobre a teoria quântica das moléculas e emissão de radiação contínua. Em 1927, regressa aos Estados Unidos da América, e aí se torna professor da Universidade da Califórnia. De 1943 a 1945, Oppenheimer é director dos laboratórios científicos de Los Álamos, no Novo México, e dirige a construção da primeira bomba atómica. Faleceu em 1967.

Robert Oppenheimer. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-22]

Quinta Lugares Cruzados V (Sala de Espera)


Detesto esperar, seja pelo que for ou por quem for. Por este motivo escolhi como tema para a rubrica Quinta Lugares Cruzados desta semana a Sala de Espera.

Sou por norma muito pontual, o que deve parecer a algumas pessoas algo muito estranho. O português, por norma não chega a horas a lado nenhum e considera a pontualidade uma característica dos Ingleses empertigados! Não somos os únicos europeus que agem desta forma, os Espanhóis e os Italianos, conseguem superar-nos.

A desculpa que se costuma dar para os atrasos sucessivos é a de que se tem muito trabalho e que há sempre muita coisa para fazer, o que me leva sempre a perguntar porque motivo somos dos que menos produzem na Europa.

E o trânsito? Deve ser a desculpa mais usada para um atraso.

Como seria previsível, estou rodeado de pessoas que se atrasam. Fazem-no sempre, nem que seja por cinco minutos, o que me leva a colocar em causa a sua capacidade de aprendizagem. É tão fácil aprender que se nos atrasamos sempre cinco minutos a chegar a algum lado, devemos começar a sair de casa precisamente cinco minutos mais cedo.

Quando uns se atrasam, os outros esperam! Um cenário típico de uma sala de espera é um consultório médico. A consulta nunca é à hora marcada e eu à vezes até me pergunto porque fazem um horário se os atrasos chegam a ser superiores a uma hora. E, já agora, haverá espaço mais deprimente que uma sala de espera com uma televisão a passar novelas da TVi e cuja única hipótese de leitura é um conjunto de revistas cor-de-rosa já há muito fora do prazo de validade?

Dedico este post aos meus amigos Reflexos e Jorge Abreu, que são pontuais ao minuto e que como eu, sofrem o carma das esperas.

E você Reflexos, quais são as suas esperas?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Compras

Agora que o tráfego aéreo está restabelecido, resolvi fazer umas compras.

Vejam só estas pérolas da Amazon do Estados Unidos:



Faz anos hoje - Isabel II

Isabel II, nasceu no dia 21 de Abril de 1926 (na Infopédia consta como data de nascimento o dia 6 de Fevereiro)

Da Infopédia:

Soberana do Reino Unido, filha do rei Jorge VI (1895-1952) e de Elizabeth Bowes-Lyon (1900-2002), nasceu a 6 de Fevereiro de 1926, quando seus pais, casados em 1923, eram ainda duques de York e não esperavam jamais reinar. Mas em Dezembro de 1936 tudo se modificou, quando o recém coroado rei Eduardo VIII abdicou do trono inglês para poder contrair matrimónio com uma senhora norte-americana, divorciada, chamada Wallis Simpson, o que fez com que seu irmão Alberto se tornasse no novo monarca sob o nome de Jorge VI, passando a sua sobrinha Isabel a ser a princesa herdeira. Isabel foi educada no palácio de Buckingham e no castelo de Windsor por preceptores privados (como a sua avó paterna, a rainha Maria), tendo recebido um conjunto de lições de História, Direito, Arte e Música. Em 1942 ascendeu ao posto de coronel do Corpo de Granadeiros e em 1944 substituiu seu pai no Conselho de Estado, que superintendia à guerra contra a Alemanha. Seu pai deslocou-se nesse ano a Itália para inspeccionar a frente inglesa no ataque Aliado naquele país. Nem Isabel nem a sua irmã Margarida (1930-2002), apesar dos apelos para tal, abandonaram a Inglaterra como medida de precaução face aos bombardeamentos que a Luftwaffe alemã infligia sobre Londres. Como princesa herdeira que era e com uma consciência de Estado notável, ainda antes da maioridade Isabel assumiu responsabilidades públicas e humanitárias, como presidente do Hospital Infantil Queen Elizabeth, em Hackney, e da Sociedade Nacional para a Prevenção da Violência Infantil. Em 1945 integrou até, como subalterna, o Serviço de Auxílio Territorial (ATS). Depois da Guerra, entre Fevereiro e Abril de 1947, deslocou-se à África do Sul na sua primeira viagem oficial ao estrangeiro. Em 20 de Novembro desse mesmo ano casou com o tenente da Royal Navy Filipe de Mountbatten (1921- ), na abadia de Westminster. Filipe é filho do príncipe André da Grécia e da princesa Alice de Battenberg, sendo sobrinho do vice-rei da Índia Lord Louis Mountbatten e tetraneto da rainha Vitória. Primo afastado de Isabel, portanto, tinha renunciado aos seus direitos sobre o trono grego em 1944 e em Fevereiro de 1947 ao título de príncipe da Grécia e da Dinamarca. O casal, que adoptou o título de duques de Edimburgo e tinha a dignidade de pares do Reino, recebeu a Ordem da Jarreteira, a mais alta condecoração britânica. Tiveram quatro filhos: Carlos (Charles Philip Arthur George), nascido em 1948, duque da Cornualha e de Rothesay, conde de Chester e de Carrick, barão de Renfrew e desde Julho de 1958 príncipe de Gales e herdeiro do trono (casou em 29 de Julho de 1981 com Lady Diana Spencer, de que se divorciou em 1996, um ano antes da morte desta, tendo o casal tido dois filhos, Guilherme, futuro príncipe de Gales, n. 1982, e Henrique, n. 1984); Ana (Anne Elizabeth Alice Louise), nascida em 1950, princesa da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte e princesa real; André (Andrew Albert Christian Edward), príncipe da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, duque de York, nascido em 1960; Eduardo (Edward Anthony Richard Louis), nascido em 1964, príncipe da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte e conde Wessex. Com 25 anos de idade, Isabel foi proclamada rainha do Reino Unido, da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, por ocasião da morte de seu pai em 6 de Fevereiro de 1952. Achava-se a princesa com seu marido em visita oficial ao Quénia quando tomou conhecimento da notícia da morte de seu pai. Em 2 de Junho de 1953 foi solenemente coroada na abadia de Westminster como a quarta soberana da Casa de Windsor. Em Fevereiro de 1957 seu marido, Filipe, recebeu a dignidade de príncipe da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte. Apesar de ter recebido o apelido de Mountbatten pelo casamento, a conselho do Governo, Isabel, dois meses após a coroação, retomou legalmente o de Windsor. São mais de 700 as organizações de todos os géneros que Isabel II apadrinha ou preside com carácter honorífico. Entre as suas prerrogativas reais, é a ela que cumpre, depois de eleições, a leitura do programa de governo do partido vencedor, receber em audiência o primeiro-ministro uma vez por semana (terças-feiras ao meio-dia), conceder as ordens da Jarreteira e do Cardo e nomear os Cavaleiros. É ainda a cabeça da Igreja de Inglaterra e comandante em chefe do Exército, da Armada e da Força Aérea reais, para além de ainda manter o posto de coronel em chefe de todos os regimentos da Guarda Real e do Corpo de Engenheiros Reais, para além de capitão general do Regimento de Artilharia Real. É ainda a chefe máxima da Commonwealth e, no jubileu de ouro de 2002, passou a ser chefe de Estado nominal (simbolicamente) dos outros quinze países (para além do Reino Unido) pertencentes a esta estrutura pan-britânica que não instauraram o regime republicano (Antígua e Barbuda, Austrália, Baamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Saint Kitt's & Nevis, São Vicente e as Granadinas, Santa Lucia e Tuvalu). Ao longo deste meio século, em determinadas ocasiões, no trono britânico, Isabel II foi também chefe nominal de muitas outras antigas colónias inglesas, que se tornaram entretanto estados independentes, até que aboliram a monarquia e se transformaram em repúblicas (Fiji, Gâmbia, Ghana, Guiana, Quénia, Malawi, Malta, Maurícia, Nigéria, Paquistão, Zimbabwe, Serra Leoa, África do Sul, Sri Lanka, Tanzânia, Trinidad e Tobago e Uganda. É considerada a mulher mais rica do mundo actualmente, sendo também o terceiro estadista em termos de longevidade no poder, apenas superada pelo rei Bhumibol Adulyadej, da Tailândia (desde 1946) e pelo príncipe Rainier III do Mónaco (desde 1949). É ainda conhecida pela sua capacidade de trabalho, que começa todas as manhãs ao tomar conhecimento do mundo e principalmente dos assuntos do seu país, que trata minuciosamente, com dignidade e elevado sentido de Estado nas suas reuniões com os primeiros-ministros que conheceu nestes cinquenta anos de reinado e em todas as suas visitas e aparições públicas. 1992 foi o seu anno horribilis, como ela própria comentou na sua mensagem de Natal desse ano: divórcios de seus filhos Carlos e André, envoltos em escândalos públicos e incêndio de parte do castelo de Windsor. Dez anos depois, apesar da alegria do Jubileu, morriam a sua mãe e a sua irmã Margarida com poucos meses de intervalo. Mas uma vez mais Isabel II soube recompor-se e assumir a sua dignidade e postura de mulher de luta e de elevado sentido de Estado e capacidade de trabalho.
Isabel II. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-21]

terça-feira, 20 de abril de 2010

Terça, Flashback IV (Ainda haverá esperança?)

Numa altura em que tanto se fala da saúde do planeta e dos desastres naturais, recordo hoje na rubrica Terça, Flashback, um post que publiquei aqui no Outras Escritas no dia 8 de Maio de 2009:

Hoje de manhã, na curta viagem até ao trabalho, reparei enquanto estava parado numa pequena fila de trânsito, que um motociclista que acabara de sair de casa circulava em cima do passeio a muito baixa velocidade, com uma embalagem de iogurte líquido na boca. Fiquei a pensar porque razão circulava no passeio, embora não houvesse nenhum peão por ali e o risco de acidente fosse diminuto.

Verifiquei que se dirigia ao "ecoponto" e pensei - "Ao menos é por uma boa causa."

O pior veio de pois! A embalagem foi depositada no contentor de lixo indiferenciado. Mesmo com o contentor amarelo (aquele que dá mais nas vistas) ali ao lado.

Perdi a esperança sobre a salvação do planeta. Mas afinal, eu também estava no meu carro e não num transporte público.

E você Reflexos? Que Flashback escolheu?

Última hora - Maioria dos aeroportos reabertos, mas regularização será "morosa"

Do Jornal de Notícias:

A maioria dos aeroportos do espaço aéreo europeu foi hoje, terça-feira, reaberta, prevendo-se que a regularização da circulação seja "morosa", segundo um porta-voz da TAP, que apelou para a "calma e compreensão" dos passageiros.

"Desde o início da manhã que é possível operar para a maioria dos países da Europa, excepto para a Alemanha e norte de Itália, que estão ainda com restrições", adiantou à Lusa André Serpa Soares, da Direcção de Comunicação da TAP, sublinhando que os passageiros da transportadora nacional que tenham como destino as cidades europeias poderão começar a dirigir-se para os aeroportos.

Ainda assim, André Serpa Soares alertou para o facto de a regularização da circulação ser "necessariamente morosa", como resultado do cancelamento de milhares de voos europeus, desde sexta-feira passada, altura em que foi encerrado o espaço aéreo de vários países devido à nuvem de cinzas vulcânicas proveniente de um vulcão na Islândia.

"Não será possível os passageiros voarem todos aos mesmo tempo", sublinhou, explicando que as descolagens estão dependentes das "necessárias autorizações".

"Iremos ter um grande fluxo de gente a dirigir-se para os aeroportos. Apelamos, por isso, à calma, compreensão e tranquilidade, que serão fundamentais", disse ainda André Serpa Soares, assegurando que a TAP "fará todos os voos extras que forem permitidos" para que a situação seja regularizada "o mais rapidamente possível".

Em declarações à Lusa, o mesmo porta-voz adiantou que até ao final de domingo, foram cancelados 233 voos da TAP, situação que afectou um total de 45 mil passageiros.

A este número poderão ainda adicionar-se os"dados preliminares" de segunda-feira, que apontam para o cancelamento de 54 voos da TAP, o que significa que cerca de 11 mil pessoas ficaram em terra.

Livros...

Vi pela primeira vez este vídeo no Jornal 2. Achei excepcional, mas infelizmente não o encontrava no youtube.

Recebi hoje o link para o mesmo por e-mail (obrigado Jorge).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Faz anos hoje - Natalie Dessay

No dia 19 de Abril de 1965 nasceu Natalie Dessay.

Da Wikipedia (Português brasileiro):

Natalie Dessay (anteriormente Nathalie Dessaix, 19 de Abril de 1965, em Lyon) é uma soprano francesa especialista nos papéis de soprano leggero e soprano coloratura de ópera e opereta, e conhecida pelos seus talentos dramáticos e pela sua intensidade cénica. No início da sua carreira, a sua facilidade nos agudos abriu-lhe numerosas portas em papéis secundários mas espectaculares como Olympia em Les Contes d'Hoffmann ou a Rainha da Noite em A Flauta Mágica.

Na sua juventude, Dessay desejava ser bailarina e, posteriormente, actriz[1]. Descobriu o seu talento para o canto quando frequentava aulas de teatro e logo mudou o seu foco artístico para a música[2]. Dessay foi encorajada a frequentar o Conservatório Nacional de Bordéus para estudar voz. Cantou como corista na Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse. No concurso Les Voix Nouvelles ("As Novas Vozes"), promovido pela France Télécom recebe o primeiro prémio que inclui um ano de estudo na Ecole d'Art Lyrique, em Paris, onde interpreta "Elisa" em Il re pastore, de Mozart. Em Viena, participou no concurso International Mozart Competition da Vienna Staatsoper, tendo recebido também o primeiro prémio. Foi posteriormente abordada por vários teatros de ópera, tendo cantado "Blondchen", "Madame Herz" (em Der Schauspieldirektor), "Zerbinetta" e "Zaïde" na Opéra National de Lyon e na Opéra Bastille, bem como "Adele" em Die Fledermaus, em Genebra.

Dessay é casada com o barítono Laurent Naouri, de quem tem dois filhos.[1]

Em Abril e Maio de 1992, Natalie Dessay cantou o papel de "Olympia" Les Contes d'Hoffmann, de Offenbach, com José van Dam. Esta produção de Roman Polanski na Opéra Bastille não foi bem recebida, mas lanço Dessay para a ribalta da ópera. Embora Natalie tenha rapidamente sido contratada para outra produção de Hoffmann, teriam que se passar dez anos para ela regressar a Paris no mesmo papel.

Pouco depois de terminarem as apresentação de Hoffmann, Natalie foi convidada para ingressar na Vienna Staatsoper, para o papel ed "Blondchen" em O Rapto do Serralho, de Mozart. Em Dezembro de 1993, foi convidada para substituir Cheryl Studder num dos três papéis femininos de Hoffman, em Viena. A sua "Olympia" foi aclamada pelas audiências vienenses e elogiada por Plácido Domingo. Em Viena, "Blondchen" em O Rapto do Serralho e "Zerbinetta" em Ariadne auf Naxos tornaram-se as suas interpretações mais frequentes e mais aplaudidas.

Em Outubro de 1994, Dessay estreou-se no Metropolitan Opera, em Nova Iorque, no papel de "Fiakermilli" em Arabella, de Richard Strauss, e regressou em Setembro de 1997 com "Zerbinetta" e em Fevereiro de 1998 com "Olumpia".

A Ópera de Viena abordou Dessay para duas óperas: Die schweigsame Frau, de Strauss, e Lulu, a ópera inacabada de Alban Berg. Dessay rejeitou a segunda, indicando ser demasiado díficil para ela, sendo que a primeira seria já bastante penosa para aprender.

No Festival d'Aix-en-Provence, Dessay apresentou-se pela primeira vez no papel de "Rainha da Noite", em A Flauta Mágica, de Mozart. Apesar de ter hesitado, indicando que não queria representar personagens "maléficos", o director Robert Carsen convenceu-a que esta Rainha seria diferente, quase uma irmã para "Pamina". Dessay aceitou o papel, dizendo que seria uma série de apresentações única, sem repetição. O seu sucesso foi enorme e a esta apresentação seguir-se-ia um grande conjunto de interpretações "definitivas" da "Rainha da Noite".

Durante a temporada 2001-02 de Viena, Natalie experimentou dificuldades com a sua voz, e foi substítuida em praticamente todas as apresentações de La Sonnambula. Subsequentemente, foi forçada a cancelar diversos concertos, incluindo uma versão francesa de Lucia di Lammermoor, em Lyon, e a "Zerbinetta" na Royal Opera House, em Londres. Acabou por se retirar dos palcos e sujeitar-se a uma cirurgia às cordas vocais em Julho de 2002[3]. Em Fevereiro de 2003, regressou às actuações ao vivo com um concerto em Paris. No entanto, teria que voltar a cancelar outras aparições e submeter-se a nova cirurgia, até regressar definitivamente aos palcos em meados de 2005.

No Verão de 2003, Dessay deu o seu primeiro recital nos EUA em Santa Fé, no Novo México. Sentiu-se tão atraída pelo Novo México em geral, e por Santa Fé em especial, que a Companhia de Santa Fe Opera, SFO (!Ópera de Santa Fé") rapidamente alterou a sua programação para a poder incluir numa produção de La sonnambula, em 2004 [4][5]. Regressou à SFO na temporada de 2006 na "Pamina", em "A Flauta Mágica", e já tem agendada a sua aparição como "Violetta", em La Traviatta[1] a 3 de Julho de 2009, numa encenação de Laurent Pelly, com Laurent Naouri como "Germont.[6].

A temporada de 2006-07 incluíu Lucia di Lammermoor e La sonnambula em Paris, La fille du régiment dirigida por Laurent Pelly em Londres e Viena, e Manon em Barcelona. Abriua temporada de 2007-08 no Metropolitan de Nova Iorque, em "Lucia" e repetiu o seu papel em La fille du regiment[7].

domingo, 18 de abril de 2010

Última hora - Nuvem de cinzas estará a diluir-se

Mais boas notícias.

Do SOL:

A nuvem de cinzas vulcânicas oriundas da Islândia desceu 2.000 metros de altitude acima do nível do mar na última noite, tornando-se menos densa, indicou hoje o posto de observação suíço Payerne.

«As partículas estão a começar a cair no chão», disse o especialista do observatório Bertrand Calpini, adiantando que a «nuvem está a começar a desaparecer».

Com base em medições feitas hoje de manhã, o especialista afirmou que os resíduos das cinzas vulcânicas já entraram na camada atmosférica que contém o ar que a Humanidade respira e em breve será capaz de detectar partículas da superfície, como aconteceu sábado à noite na estação suíça Jungfrau, situada a 3 600 metros de altitude.

Apesar da nuvem estar a diluir-se, Bertrand Calpini não exclui a hipótese do vulcão islandês enviar outra onda de cinzas.

Entre quinta feira e o final do dia de hoje serão cerca de 63 mil os voos cancelados em toda a Europa devido ao encerramento da «maior parte» do espaço aéreo europeu causado pela nuvem de cinzas vulcânicas oriundas da Islândia, segundo as autoridades.

Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Navegação Aérea - Eurocontrol, os países europeus que encerraram total ou parcialmente o espaço aéreo são: Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, a maior parte de França, Hungria, Irlanda, norte de Itália, Holanda, Noruega, Polónia, Roménia, Servia, Eslovénia, norte de Espanha, Suécia, Suíça, Ucrânia e o Reino Unido.

Lusa / SOL

Festa da Flôr - Funchal 2010

Centro do Funchal, hoje de manhã...

Notícia em destaque - Cinzas: «Não há danos nos aviões»

Uma notícia animadora no meio do caos que reina por toda a Europa.

Do IOL:

A companhia aérea holandesa KLM anunciou este domingo que realizou dois voos de teste através da nuvem de cinza vulcânica, sem sofrer qualquer dano.

Segundo a companhia aérea, um voo teste no espaço aéreo holandês realizou-se no sábado e não se verificou qualquer dano ou irregularidade provocados pelas cinzas vulcânicas que levaram à proibição do transporte aéreo sobre a Europa desde quinta-feira.

A companhia aérea já realizou um outro voo este domingo, tendo em Boeing 737 com uma equipa de 20 pessoas a bordo descolado às 6h30 locais do aeroporto de Schiphol (Amesterdão) e aterrado em segurança em Duesseldorf (Alemanha).

«Não encontrámos nada de anormal, nem durante o voo, nem durante a primeira inspecção já em terra», afirmou o director-executivo da companhia, Peter Hartman.

Também a companhia alemã Lufthansa fez testes com dez aviões de Frankfurt a Munique. «Todos os aviões foram inspeccionados e não encontramos danos», disse um porta-voz, citado pela EFE.

Estas duas companhias estão a pressionar a Eurocontrol para obterem autorização para realizarem alguns voos internos.

sábado, 17 de abril de 2010

Sábado, última hora IV (Lisboa escapa por pouco ao fim da tabela nos transportes)


A notícia que hoje comento na rubrica Sábado, última hora foi publicada no site do Público no dia 16 de Abril (Luís Filipe Sebastião).

Sob o título "Lisboa escapa por pouco ao fim da tabela nos transportes", a notícia refere seguinte:

Munique pode continuar a orgulhar-se das suas cervejarias, pois quem abusar desta bebida tem ao seu dispor o melhor sistema de transportes públicos europeu. A conclusão é de um recente estudo do EuroTest, organismo da Federação Internacional do Automóvel (FIA), que distinguiu a cidade alemã entre 23 grandes centros urbanos. Lisboa ficou em 18.º lugar, à frente de Madrid e Londres.


"Nada mau, mas pode melhorar", foi o veredicto do estudo realizado pelo EuroTest ao transporte público em diversas cidades europeias. Este organismo, de que faz parte o Automóvel Clube de Portugal (ACP), testou entre Outubro e Dezembro de 2009 os tempos de viagem, as ligações, a informação e os bilhetes e tarifas dos comboios, metropolitano, autocarros e eléctricos. A cidade de Munique alcançou o primeiro lugar, com uma apreciação de "muito bom", seguida de outras 11 com a classificação de "bom", nove ficaram-se pelo "aceitável" - entre as quais Lisboa -, uma teve o carimbo de "mau" e, em último, Zagreb com um "muito mau".

"Ficava admirada se Lisboa tivesse ficado muito bem cotada", comentou, com base na sua experiência pessoal, Patrícia Pereira, do ACP, explicando que o EuroTest trabalhou directamente os operadores (CP, Metropolitano de Lisboa e Carris) para recolher elementos para o estudo. Para Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade na Câmara de Lisboa, estudos destes "são sempre úteis, mas importa perceber os critérios em que se basearam". O autarca reconhece que é preciso maior intervenção municipal para melhorar a mobilidade urbana, mas salienta o investimento dos operadores para atrair mais utentes.

Lisboa é apontada como uma das cidades que não possuem um site comum com os diferentes operadores - o Transporlis (transporlis.sapo.pt), por exemplo, é desconhecido até dos portugueses. Ainda assim, a capital lisboeta ficou à frente de Madrid (19) e de Londres (20), cujo site informativo, com indicações em 16 idiomas, deve servir de modelo.

Munique, por sua vez, convenceu o EuroTest pelas ligações rápidas e informação detalhada nas estações e veículos, apesar das tarifas menos favoráveis. Já a capital croata peca pelas deficientes ligações na cidade, apenas servida a partir do aeroporto por autocarros, e as viagens de eléctrico à velocidade média de 13 quilómetros por hora.

"Transportes eficientes com boas interligações são essenciais para persuadir as pessoas a deixarem os carros em casa", salientou Wil Botman, director do gabinete europeu da FIA.


Tal como comentou Patrícia Pereira do ACP, também a mim esta notícia não surpreende em nada.

Como já por várias vezes referi aqui no Outras Escritas, sou um adepto do transporte público, mas com parâmetros de qualidade e comodidade mínimos.

Mas, falemos primeiro em mentalidades. A mentalidade portuguesa no que a este assunto diz respeito, continua a ser das mais "tacanhas" da Europa (não somos, no entanto os únicos). Somos um país pobre, sempre na cauda, mas o número de viaturas particulares é elevado. Até ficamos à frente no que respeita a congestionamentos de tráfego (o IC 19 é a estrada mais congestionada da Europa). Não gostamos, por norma, de utilizar o transporte público e preferimos, estupidamente, ficar horas dentro do automóvel em filas intermináveis.
Isto faz com que as nossas cidades se encontrem cheias de trânsito e que o sistema de transportes públicos não funcione nas melhores condições. Costumo referir que o transporte publico entrou em Portugal num ciclo vicioso do qual não consegue sair. A oferta não tem qualidade ou eficiência, logo muita gente opta pela viatura própria, por outro lado esta opção faz com que o número do utentes do transporte público seja baixo, o que não dá espaço de manobra às empresas transportadoras para melhorar a qualidade e a eficiência.

A notícia do Público fala apenas da cidade de Lisboa, uma vez que foi a única que entrou no estudo, no entanto, penso que os resultados se podem aplicar a todo o país.

Em Lisboa é a falta de integração entre as diversas empresas de transporte público é, em alguns aspectos, escandalosa. Há bilhetes para os autocarros, bilhetes diferentes para o Metro e para os combois. Recentemente fiquei espantado quando verifiquei que um bilhete recarregável de metro é exactamente igual ao do comboio, apenas varia a forma do quatro cantos (arredondados para o metro e rectos para o comboio).
Tenho verificado no entanto que em Lisboa tem havido melhorias significativas ao nível da integração, com a entrada em funcionamento de várias estações multi-modais, que permitem de uma forma cómoda e rápida, fazer a interligação entre os vários meios de transporte.
Refiro também que conheço muitas cidades europeias e que considero o Metro de Lisboa um dos mais bem conseguidos a nível estético!

No Funchal, cidade onde vivo, o único meio de transporte público disponível é o autocarro. Para elucidar um pouco a qualidade de serviço da companhia de autocarros do Funchal, Horários do Funchal, deixo aqui o conteúdo de um correio electrónico que enviei como reclamação no dia 28 de Fevereiro e para o qual não recebi nenhuma resposta:

Exmos senhores

Em primeiro lugar gostaria de vos dar os parabéns pela forma como a vossa empresa respondeu em termos de serviço aquando da recente tragédia que se abateu sobre a cidade. A forma rápida como foram reintroduzindo o serviço, logo após o dia 20 foi notável.
Infelizmente, o conteúdo deste e-mail tem a ver com uma reclamação aos vossos serviços.
Devo dizer que não uso o transporte público no dia a dia. Não porque faça questão de utilizar viatura própria, mas devido ao facto das vossas carreiras terem praticamente todas um percurso radial e assim sendo, o percurso que faço de carro em cerca de 5 minutos seria significativamente aumentado, uma vez que teria que tomar dois autocarros.
No passado dia 27 de Fevereiro (Sábado) optei pela utilização do autocarro para fazer o percurso desde a minha residência até ao centro da cidade (provisoriamente na Rotunda do Infante).
Cheguei à paragem pelas 10.15, após verificar no horário da carreia 9 que partia um autocarro de Courelas as 10.00. Acontece que esse autocarro já tinha passado e por consulta aos horários disponíveis na paragem, a minha opção seria tomar o 16 A que saía de Papagaio Verde às 10.35 ou o 9 de Courelas as 10.55.
Conclusão: por consulta dos vossos horários não consigo prever qual é o tempo de espera, uma vez que não faço a mínima ideia de quanto tempo demora a chegar à paragem em questão um autocarro que sai de Courelas ou de Papagaio Verde.
Esperei 20 minutos e desisti. Fui para o centro da cidade em viatura própria.
Pelo que consigo analisar da informação disponível nos horários expostos nas paragens, não há qualquer articulação entre os horários das carreiras que passam neste percurso. Chega a haver períodos de quase uma hora em que não há qualquer autocarro e seguidamente passam dois autocarros separados de 10 minutos.
A informação que considero importante é o tempo de espera e não a hora a que o autocarro da carreira X sai do lugar Y pelo que seria bem mais útil que nas paragens estivessem os tempos máximos de espera nos vários períodos diários à semelhança do que acontece em grande parte das cidades Europeias.
Antes de terminar, gostaria ainda de assinalar que a forma como a maioria dos vossos motoristas conduz não é nada confortável a meu ver, devido a uma velocidade excessiva e variações bruscas de direcção.

Melhores cumprimentos
Alberto Velez Grilo


E você Reflexos? Usa o transporte público?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Desastres naturais

Fotografia: National Geographic

Vulcões, tremores de terra, cheias, chuvas, deslizamentos de terras...

Parece que a natureza está a ficar muito zangada connosco.

Faz anos hoje - Bessie Smith

No dia 15 de Março de 1894 nasceu Bessie Smith

Da Infopédia:

Cantora de blues norte-americana, Bessie Smith nasceu a 15 de Abril de 1894, em Chattanooga, no Estado do Tennessee, nos Estados Unidos da América.
Em 1912, integrou, como bailarina, uma companhia viajante de espectáculos de variedades, onde trabalhava também a cantora de blues Ma Rainey, que lançou a carreira musical de Bessie Smith.
Estabelecendo-se em Atlântida, começou a actuar em bordéis e em teatros destinados aos negros e, depois, a fazer digressões a norte e a sudoeste do país, tornando-se numa enorme atracção no final da Primeira Guerra Mundial. Em 1923, mudou-se para Nova Iorque, onde gravou com grandes músicos de jazz, como Louis Armstrong, Benny Goodman e James P. Johnson. Com uma profundidade e expressão na voz, Bessie Smith conseguiu transmitir uma forte intensidade às canções interpretadas e revelou um grande senso rítmico e habilidade nas improvisações.
No auge da sua carreira, tornou-se na cantora de blues mais popular e mais cara da altura, ganhando 2000 dólares por semana. No início dos anos 30, cantou na rádio, em filmes de Hollywood e substituiu Billie Holiday num espectáculo da Broadway. A sua carreira começou, no entanto, a decair, devido ao novo gosto musical do público que era atraído pelo swing. Tentando adaptar-se à era dos swings, mudou o seu estilo pesado de blues para um jazz mais leve aos ritmos do swing. De referir que a cantora era ainda dependente do álcool e tinha fama de ser uma assumida bissexual.
Dos seus 160 álbuns gravados destaca-se Down Hearted Blues (1923), House Rent Blues (1924), I Ain't Gonna Play No Second Fiddle (1925), Me and My Gin (1928), Black Mountain Blues
Bessie Smith, a "Imperatriz dos Blues", como ficou conhecida, faleceu a 26 de Setembro de 1937, em Clarkesdale, no Estado do Mississípi, vítima de um acidente de viação.


Bessie Smith. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-15]

Quinta Lugares Cruzados IV (Torre Eiffel)


Desde pequena que Maria sonhava com Paris. Foi na escola, no livro da terceira classe que viu pela primeira vez uma fotografia da cidade. Naquele tempo a televisão só estava acessível a alguns e a sua família era pobre e pouco instruída, pelo que apesar dos seus oito anos de idade, não tinha a mínima ideia de como seria Paris. Sabia intuitivamente que gostava da cidade, mas não sabia porquê...

Ao ver a fotografia no livro ficou confusa, porque em destaque estava um "edifício" diferente de todos os que já tinha alguma vez visto. Maria sabia que nas cidades grandes havia edifícios enormes com muitas janelas e onde vivia muita gente, já tinha ido inclusivamente uma vez a Lisboa, mas era muito pequena e não se lembrava muito bem. Chamou a D. Chica, sua professora e perguntou-lhe que edifício estranho era aquele. Queria saber também se todos os edifício de Paris eram assim, estranhos mas belos.

- Maria! Que ideia a tua! Essa é uma fotografia da Torre Eiffel um dos monumentos mais famosos do mundo e cartão de visita da cidade de Paris. - explicou a professora.

Maria envergonhou-se. Aparentemente todas as outras meninas da turma já tinham visto fotografias de Paris e sabiam o que era a Torre Eiffel.

- Deixa lá Maria, não tem mal nenhum não saberes que a Torre Eiffel é um monumento de Paris. Amanhã trago um pequeno texto sobre a torre para tu leres em voz alta aqui na aula. - tranquilizou a professora.

Maria no entanto, ficou aflita. No dia seguinte tinha que ler um texto em frente a todas as colegas e ainda por cima sobre um monumento com um nome difícil de dizer - Eiffel.

No dia seguinte leu o texto com muita atenção e ficou a saber que a Torre tinha sido inaugurada em 1889, que tinha 324 metros de altura e que era dos edifícios mais altos do mundo. Saiu-se muito bem na leitura e ficou encantada com um livro que a professora levou para a aula e que tinha mais umas lindas fotografias da torre.

"Um dia vou a Paris só para ver a Torre Eiffel e para subir até lá acima!" - prometeu Maria a si própria, a caminho de casa.

Maria cresceu. Completou a quarta classe, mas não pôde continuar os estudos. Com dez anos começou a trabalhar ajudando a mãe que era costureira. Tinha jeito para a costura, mas sonhava sair dali e conhecer mundo. Sonhava com Paris e com a Torre.

Casou com vinte anos com um rapaz lá da terra. Não lhe sentia amor, mas, como era costume na altura, cedeu à vontade dos pais e não levantou problemas em relação ao casamento. Embora não amasse o João, ele tinha um sonho parecido com o dela. Queria sair da aldeia e trabalhar numa cidade grande.

Naquele tempo, era difícil sair do país, mas o pai do João tinha um amigo que vivia em Espanha já há algum tempo e que os ia ajudar a passar a raia. Despediram-se da família e lá partiram, noite escura. Passaram a fronteira com facilidade, apesar do perigo e do medo.

De Espanha a França foi um pulo e passaram a viver num subúrbio de Marselha. Maria era empregada doméstica de um casal abastado e João era ajudante de mecânico. Não viviam mal, mas Maria não era feliz. João começou a ter problemas com o álcool, regressando a casa bêbado quase todos os dias. A violência doméstica instalou-se e Maria não aguentou. Resolveu fugir. Tal atitude pareceu-lhe na altura um sinal de fraqueza, mas mais tarde veio a concluir que foi das decisões mais acertadas que tomou na sua vida. Tinha um pequeno mealheiro e decidiu usá-lo para para chegar a Paris, aquela cidade que durante toda a sua vida a tinha fascinado e que finalmente lhe parecia tão próxima.

Chegou à Gare de Lyon numa noite escura e chuvosa. Sentia-se perdida, nunca tinha estado numa cidade tão grande e embora falasse muito bem francês, tudo ali lhe parecia confuso. Ficou naquela noite numa pensão bem próxima da estação. Valeu-lhe a ajuda da Madame Etoile a quem contou toda a sua aventura na manhã seguinte. A Madame Etoile era a dona da pensão que ao constatar que Maria falava tão bem francês, resolveu oferecer-lhe imediatamente um emprego como recepcionista.

Foi no dia seguinte que perguntou a Madame Etoile como poderia chegar à Torre Eiffel. A Madame riu-se, e disponibilizou-se imediatamente para ir com a ingénua e inexperiente Maria visitar a torre.

Foram metro, durante a tarde. Ao subir as escadas da estação da Ecole Militaire, Maria pode apreciar finalmente a imensidão da Torre vista a partir do fundo do Champ de Mars. Naquele momento de emoção, Maria, que contava já com trinta anos de idade, voltou aos seus tempos de menina e relembrou a sua professora que lhe tinha dado a conhecer o monumento símbolo de Paris naquela aula da terceira classe.

A Torre era muito maior do que alguma vez tinha imaginado e ao vê-la Maria quase derrubava a Madame Etoile de tanto lhe puxar o braço para chegar rapidamente à entrada. A calma só chegou quando o elevador parou no terceiro andar e pôde apreciar a grandiosidade da cidade de Paris. Chorou e emoção e ali mesmo fez mais uma promessa a si própria: aquela iria ser a sua cidade e viveria ali para sempre.

E assim aconteceu. Maria cumpriu a sua promessa e nunca mais deixou Paris. Teve vários empregos. Estudou, melhorou de vida e casou novamente com um senhor abastado que ficara viúvo recentemente e que vivia num apartamento da Avenue Charles Floquet com uma excelente vista para a Torre Eiffel.

Maria viveu intensamente e foi muito feliz em Paris. Enviuvou anos mais tarde, herdando do marido o apartamento de que tanto gostava.

Morreu já muito velhinha numa tarde de Outono. Diz quem com ela estava nessa tarde, que a morte veio de mansinho enquanto o olhar de Maria se perdia para lá da janela do seu quarto e se fixava no monumento que nunca tinha deixado de a fascinar...

E você Reflexos? Como vê a Torre Eiffel?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Finalmente

Finalmente um dia de trabalho como há muito tempo não tinha.

Senti-me realizado, embora saiba que amanhã volto ao mesmo, mas de espírito renovado...

É só uma fase.

"Os cães ladram e a caravana passa!"

terça-feira, 13 de abril de 2010

Rossini for tenor - Rockwell Blake

Já referi aqui no Outras Escritas por variadíssimas vezes, que o tenor Rockwell Blake é um dos tenores que mais aprecio a interpretar Rossini.

Adquiri recentemente um CD duplo do tenor, lançado em 2004 que conjuga dois álbuns editados em 1987 e 1989.

Neste trabalho o tenor presenteia-nos com a sua interpretação das árias mais famosas do reportório rossiniano que são das árias de mais difícil interpretação para qualquer cantor.

Conheço muito bem a voz de Blake quer por gravações quer ao vivo. Tive a sorte de assistir a uma das últimas aparições do tenor em palco quando interpretou no Teatro Nacional de S. Carlos a personagem de Uberto na ópera La Donna del Lago de Rossini em 2005. Digo que tive sorte porque o tenor não fazia inicialmente parte do elenco, mas acabou por ser o substituto de Juan Diego Flórez que cancelou por motivo de doença. Para muitos, o facto de Flórez não comparecer nas duas récitas programadas foi um infortúnio, mas para mim ter a oportunidade de ouvir Blake foi uma dádiva.

Mas falemos da voz. O timbre não é belo, admito isso, mas é especial. Já aqui referi por variadíssimas vezes que não gosto particularmente de vozes cujo timbre não é facilmente identificável. Por mais belas que sejam, essas vozes parecem-me sempre demasiadamente artificiais e dizem-me pouco.

Não sendo o timbre de Blake a característica que mais se destaca na sua voz, há toda uma série de outras características que fazem dele um dos melhores intérpretes de Rossini que alguma vez ouvi.
Em primeiro lugar devo falar da técnica. É soberba! De tal forma que nem nos apercebemos que existe. Não será isto um contra-senso? - perguntar-me-ão. Não é! A técnica deve existir, mas deve ser o mais imperceptível possível, pelo menos para quem ouve. Por exemplo, Blake parece que não tem qualquer necessidade de respirar. Não há praticamente respirações perceptíveis nas suas interpretações a não ser as que introduz propositadamente para acrescentar alguma emotividade.

Em segundo lugar a extensão vocal. As diferenças de cor entre as passagens graves e agudas são quase imperceptíveis, as notas graves não perdem muito em volume e as agudas são interpretadas sem qualquer evidência de esforço (ré sobre-agudo por exemplo).

Finalmente a agilidade. Inconfundível e incomparável. As passagens mais rápidas são interpretadas sem quaisquer falhas. As notas estão lá todas e de forma clara sem dissimulações (a-a-a e não ah - ah - ah).

Dos CD fazem parte, para além da árias mais famosas de Rossini, dois duetos para tenores (Ermione e Ricciardo e Zoraide) e o famoso terceto para tenores da ópera Armida. Acompanham Blake os temores Peter Jeffes e Peter Bronder.

Este é, sem dúvida, uma das melhores obras em CD da minha vasta colecção. Chama-se Rossini for Tenor, mas atrever-me-ia a chamar-lhe Tenor for Rossini.


Faz anos hoje - Garry Kasparov

Garry Kasparov nasceu no dia 13 de Abril de 1963.

Da Infopédia:

Excepcional xadrezista, nascido em 1963, natural do Azerbaijão.
Desde muito cedo foi evidente o seu talento para o jogo. Em 1985 bateu o xadrezista russo Anatoly Karpov, seu compatriota na União Soviética, conquistando o título de campeão do mundo de xadrez. Nessa altura tornou-se o campeão mundial de xadrez mais novo da história da modalidade. Manteve o título até 1993, tendo nesse interregno derrotado novamente Karpov, bem como outros adversários.
Nos anos 90, chamaram a atenção os seus confrontos com computadores (à falta de jogadores humanos capazes de o bater), nomeadamente com diversas máquinas desenvolvidas pela IBM, que Kasparov venceu por diversas vezes. Em Maio de 1997, no entanto, acabou por perder perante o Deep Blue, um avançado computador com 256 microprocessadores, capazes de analisar cerca de duzentos milhões de jogadas por segundo. Num total de seis partidas disputadas, Kasparov conquistou apenas 2,5 pontos (correspondentes a duas vitórias e um empate), contra 3,5 do Deep Blue.

Garry Kasparov. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-13]

Terça, Flashback III (Gafes)

Passei por este post que escrevi em Fevereiro de 2009. Achei interessante para a rubrica Terça, Flasback de hoje.

Chamei ao post "Gafes".

Aqui fica o texto:

Às vezes cometemos "gafes" de que nos arrependemos logo a seguir.

Pode ser involuntário, aliás, as "gafes" são sempre involuntárias, de qualquer forma podem prejudicar ou ferir pessoas que merecem todo o nosso apreço.

Passo a explicar.

Tenho uma conta no youTube e todos os dias vejo os novos vídeos relacionados com ópera. Ontem depois de ver um vídeo, verifiquei que as pessoas em palco não estavam a cantar, até porque conhecia as vozes dos cantores que se ouviam. Verifiquei também que faziam uns movimentos estranhos. Digamos que me pareceu uma farsa. Uma brincadeira com a ópera em questão.

Antes de ler qualquer explicação sobre o espectáculo coloquei um comentário no vídeo onde identificava as vozes dos cantores e terminava com um "ahahah".

O autor do vídeo respondeu-me dizendo que os actores em palco são surdos e que a coreografia é feita com linguagem gestual. Pedia-me também que fosse mais gentil da próxima vez.

Senti-me estúpido, cruel e muito pequeno.

Tenho o maior respeito pelos surdos e por todas as pessoas que são diferentes. Muitas vezes estas pessoas são diferentes para melhor e dão-nos experiências de vida inesquecíveis.

Enviei uma mensagem de resposta com um humilde pedido de desculpas. Aprendi também que antes de comentar qualquer vídeo devo ler o que o autor escreveu sobre o mesmo.



As cerejas e os blogues


Dantes eram as conversas que eram como as cerejas, que quando se puxa uma, vem um rol delas atrás.

Agora são o blogues, que tal como as conversas e as cerejas, quando se visita um, vêm milhentos por arrasto...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

António Vitorino de Almeida

O Maestro Vitorino de Almeida está a comemorar os 55 anos de carreira como compositor e interprete.

Acabei de ver no Jornal 2 uma pequena entrevista com o Maestro onde, com o humor que o caracteriza, referiu que, prefere compor a interpretar, e quando interpreta, prefere peças de outros compositores e não as suas.

Para além disso, compõe quando tem que o fazer, não ficando à espera de inspiração. "Sou um profissional" - afirma.

Parabéns Maestro...

Faz anos hoje - Montserrat Caballé


Nem de propósito, hoje de manhã nas minhas deambulações pelo youtube, encontrei um vídeo carregado recentemente com uma gravação (áudio) de Montserrat Caballé captada ao vivo no Teatro del Liceu de Barcelona em 1966. A curiosidade do vídeo é que, por essa altura, Caballé estava em excelente forma e chega a interpolar um ré agudo quase no final da ária, o que é para este soprano uma raridade. A ária em questão, Tacea la notte placida da ópera Il Trovatore de Verdi, é toda ela interpretada de forma magistral.



Quando procurava alguém para mencionar na rubrica "Faz anos hoje", fiquei a saber que a cantora nasceu no dia 12 de Abril de 1933, pelo que está hoje de parabéns.



Da Infopédia:

Cantora espanhola de ópera, nasceu a 12 de Abril de 1933, em Barcelona, no seio de uma família de fracos recursos económicos. Apesar das dificuldades financeiras, conseguiu, graças a uma bolsa, estudar durante doze anos num conservatório de música da sua cidade natal. Concluiu o conservatório com distinção e ganhou uma medalha de ouro. Apesar do seu talento, teve dificuldades em se impor no panorama musical de Barcelona e decidiu emigrar. Assim, depois de estudar em Milão, em Itália, Montserrat Caballé ingressou, em 1956, na Ópera de Basileia, na Suíça, fazendo a sua estreia em palco no ano seguinte ao interpretar Mimi da ópera La Bohème. Nos anos seguintes, participou em óperas como Tosca e Aida. Depois de ter estado na ópera de Bremen, na Alemanha, em 1960 e 1961, regressou a Barcelona, onde prosseguiu a sua carreira, desta vez com grande êxito, nomeadamente após a interpretação de Arabella, de Strauss. O primeiro grande êxito internacional de Montserrat Caballé surgiu a 20 de Abril de 1965, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, quando substituiu, em cima da hora, a consagrada Marilyn Horne em Lucrécia Borgia. Caballé recebeu aplausos durante 25 minutos. Ainda nesse ano, actuou na Metropolitan Opera. O ano de 1972 ficou marcado pela estreia em duas salas míticas do mundo do espectáculo, o Scala, de Milão, e a Royal Opera House, em Londres. Ao longo da sua carreira, interpretou mais de noventa personagens, desde a ópera barroca a peças de Verdi, Wagner, Puccini e Strauss. A cantora espanhola participou em mais de quatro mil espectáculos. Em 1992, obteve um dos seus maiores êxitos discográficos, graças a uma experiência na música pop. Em dueto com o vocalista dos Queen, Freddie Mercury, gravou o tema Barcelona, o hino dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Entre 1992 e 2002, Montserrat Caballé abandonou os palcos e o seu regresso, que aconteceu em Barcelona, ficou assinalado por uma ovação de mais de dez minutos. Montserrat Caballé, que foi nomeada embaixadora da boa-vontade da UNESCO, criou uma fundação para ajudar crianças necessitadas da sua cidade natal.

Montserrat Caballé. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-12]

domingo, 11 de abril de 2010

Conversas de escritores


Estou neste momento a assistir ao Câmara Clara que hoje tem como convidados dois escritores lusófonos. José Eduardo Agualusa e Mia Couto.

Os escritores estão pela segunda vez a escrever um texto para teatro. O texto é escrito a duas mãos, segundo as palavras de Paula Moura Pinheiro.

Isto fez-me lembrar do livro que estou a escrever em conjunto com a Reflexos e a que chamamos: História a qu4tro mãos (uma vez que usamos o computador para escrever e cada um usa duas mãos para escrever).

Há muito tempo que não avançamos no livro e a culpa é inteiramente minha, porque é a minha vez de escrever. Acontece que nem sempre temos predisposição para escrever e nos últimos meses esse tem sido o meu caso.

Já prometi à Reflexos que vou tentar recomeçar. Pode ser que um dia destes lhe faça uma surpresa...

Já agora, quando estivermos juntos temos que tirar uma fotografia às quatro mãos!

As coisas que por aí se dizem...

Ouvido na conversa do grupo ao lado durante uma festa:

"Eu não sou racista, só não gosto de pretos! As outras raças não me fazem diferença nenhuma."

Racista, não sei se é, agora burro é certamente!

(Ressalvo mais uma vez que tenho o animal burro em muito boa consideração)

A Polónia de luto

De lamentar o acidente de aviação que matou o Presidente Polaco e tantas entidades oficiais do país.

Algo fora do comum é o facto de tantas entidades oficiais se encontrarem no mesmo avião e o piloto ter tentado a aterragem, mesmo quando lhe foram sugeridos pelo controlo terrestre aeroportos alternativos.


Os meus sentimentos ao povo Polaco.

Faz anos hoje - António de Spínola

No 11 de Abril de 1910, faz hoje 100 anos, nasceu António de Spínola.

Da Infopédia:

Militar de carreira português, António Sebastião Ribeiro de Spínola nasceu a 11 de Abril de 1910, em Estremoz, e morreu a 13 de Agosto de 1996, em Lisboa. Oficial da arma de Cavalaria, consta na sua folha de serviço a participação, como voluntário, nas forças expedicionárias enviadas por Salazar para Angola nos primeiros dias da guerra colonial e o exercício do cargo de governador da Guiné durante cerca de seis anos (1968-1973). Neste cargo, o seu largo prestígio teve origem numa política de respeito pela individualidade das etnias guineenses e à associação das autoridades tradicionais à administração, ao mesmo tempo que prosseguia a guerra por todos os meios ao seu dispor, que iam da diplomacia secreta (encontros com Senghor, Presidente do Senegal) a incursões armadas em territórios vizinhos (ataque de comandos a Conakri). Após o termo do seu mandato de governador e comandante-chefe, regressou a Portugal e foi nomeado vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Foi no exercício deste cargo que entrou em choque com Marcello Caetano. O pretexto para a ruptura foi a publicação de um livro em que Spínola propunha soluções políticas e não militares para o termo da guerra, dentro de uma estrutura federalista que substituiria o Império. Demitido (juntamente com Francisco da Costa Gomes, que, na qualidade de Chefe do Estado-Maior, autorizara a publicação do livro) por Caetano, Spínola regressou a uma posição de grande destaque após o 25 de Abril de 1974, quando o Movimento das Forças Armadas (MFA), vitorioso, entregou o poder à Junta de Salvação Nacional. Spínola acumularia as funções de presidente da Junta e de presidente da República durante alguns meses. No entanto, rapidamente entraria em choque com as correntes mais radicais do Movimento, que o empurraram para a aceitação da independência das colónias, lhe anularam o projecto de concentração de poderes e lhe impuseram como primeiro-ministro um militar esquerdista, Vasco Gonçalves. Bloqueado, recorreu à mobilização de forças políticas da chamada "maioria silenciosa" temerosa da radicalização da revolução e da possível instauração de uma ditadura comunista em Portugal. A manifestação de apoio a Spínola (28 de Setembro de 1974) acabaria por sair frustrada pelas forças de esquerda, que por todo o país levantavam barricadas e impediram o acesso dos partidários do general a Lisboa e outros locais de concentração. Impotente perante os acontecimentos, Spínola renunciou ao cargo (30 de Setembro), sendo substituído por Costa Gomes, mas continuou a organizar forças e apoios contra o regime. Da conspiração que dirigiu ou estimulou sairia o golpe militar de 11 de Março de 1975, em que sofreu nova derrota, exilando-se primeiro em Espanha e depois no Brasil, de onde dirigiu uma organização clandestina (MDLP - Movimento Democrático de Libertação de Portugal) que se empenharia na luta contra o regime democrático, luta que durante o período denominado PREC se radicalizou cada vez mais. A derrota das forças esquerdistas no golpe fracassado de 25 de Novembro de 1975 tranquilizou Spínola e os seus apoiantes, levou à desmobilização do MDLP e criou condições políticas para o seu regresso a Portugal, sendo reintegrado nas Forças Armadas e mais tarde promovido ao posto de marechal (1981) durante o mandato de Ramalho Eanes. Apesar da idade avançada, não se desligou inteiramente da vida política, vindo a falecer no Verão de 1996, pouco depois de, publicamente, ter um inesperado gesto de reconciliação com o general Nino Vieira, presidente da República da Guiné-Bissau, seu antigo adversário militar na Guerra Colonial.


António de Spínola. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-11]