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terça-feira, 16 de agosto de 2011

TAP passa a cobrar pela utilização de cartão de crédito

O modelo de negócio da TAP parece aproximar-se cada vez mais do modelo das lowcost. Desta vez anuncia-se o pagamento de 4 € por passageiro (ao que percebi) quando se utiliza cartão de crédito.

A easyJet, companhia aérea que mais utilizo actualmente, cobra-me 16 € por transacção (não por passageiro) pela utilização do cartão de crédito e não me dá outra oportunidade de pagamento, ao contrário da TAP que permite o pagamento por multibanco sem custos, justiça lhe seja feita. De qualquer forma o preço das passagens é substancialmente mais reduzido que o da TAP o que me leva sempre a optar pela lowcost.

Aguardo com expectativa a privatização da TAP!

sábado, 25 de junho de 2011

"Passos Coelho não pagou a viagem para Bruxelas na TAP"

Só tenho um termo para apelidar o jornalista do Jornal de Negocios que publicou a notícia sobre o não pagamento da viagem a Bruxelas, que o PM realizou em classe económica: BURRO (não desfazendo dos simpáticos animais).

Então o Sr. Jornalista não sabe, que mesmo que a viagem tenha sido paga pela TAP (é assim que acontece com todos os membros do Governo) sai mais barato aos contribuintes se a mesma for feita em classe económica? É que a TAP ainda não foi privatizada, caso o Sr. Jornalista não saiba!

Isto para não falar do acto simbólico subjacente. 

Eu prefiro que os membros do Governo viajem em económica!

Tenham lá dó da inteligência do povo Senhores jornalistas!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Religiões

Caros leitores, tentem fazer este exercício: ao verem os telejornais, nomeadamente as notícias que relatam conflitos mundiais, verifiquem quantas vidas se poderiam poupar e quantas bocas se poderiam alimentar e se, pura e simplesmente, as religiões não existissem.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O que por aí se noticia (Nuno Markl já tem carta de condução)

Acabo de ler no Jornal de Notícias on-line que Nuno Markl já tem carta de condução. Fez o exame de manhã e passou.

Mas, isto é notícia que se apresente no Jornal de Notícias? Não lhe vejo qualquer utilidade, a não ser que chamar a atenção para o facto de haver mais um "cromo" a conduzir nas estradas deste país decrépito.

Haja paciência...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Mais uma crítica do Lavanguardia sobre a ópera Anna Bolena com Edita Gruberova -- El elixir Gruberóvico


CRÍTICA DE ÓPERA
El elixir Gruberóvico

Anna Bolena  - ROGER ALIER

La Gruberova todavía tiene pendiente al público de los prodigios de su voz de soprano ligera
Autores: Gaetano Donizetti, sobre libreto de Felice Romani Intérpretes: Edita Gruberova (Anna Bolena); Elina Garanca (Giovanna Seymour); Carlo Colombara (Enrico VIII); Gregory Kunde (Enrico Percy); Simon Orfila (Rochefort); Sonia Prina (Smeton); Sir Hervey (Ion Plazaola). Coro y Orquestra Simfònica del Gran Teatre del Liceu. Dir. del coro: José L. Basso. Dir. de orquesta: Andriy Yurkevych.

Producción: Gran Teatre del Liceu. Dirección escénica: Rafael Duran. Escenografía: Rafael Lladó. Vestuario: Lluc Castells. Luces: Albert Faura.

Lugar y fecha: Liceu (20/ I/ 2011)

Con carácter de solemnidad se ha repuesto en el Liceu la primera ópera que se estrenó en el teatro en 1847, y primer paso de Donizetti hacia la ópera romántica, con un tema que volvería a usar mucho: la monarquía inglesa (la censura católica de Italia permitía que quedase mal en escena por cismática y pecadora). Esta primera vez Donizetti no había llegado todavía a dominar el género y Anna Bolena tiene pocos momentos álgidos pero la escena final de Anna nos compensa de la retórica de otros pasajes. En el Liceu fue también exhumada Anna Bolena con motivo del centenario del teatro (1947) en unos años en que Donizetti estaba casi proscrito y fue un milagro poderla montar. En cambio, ahora el Liceu ha tenido un equipo muy solvente, encabezado por el elixir vocal que destila Edita Gruberova, que ya la había cantado hace casi veinte años y que todavía ha conseguido tener pendiente al público de los prodigios de su voz de soprano ligera y sobre todo ha fascinado en su famosa escena final, cantada tumbada sobre una escalinata (en 1992 lo cantó echada en el suelo). Es cierto que el paso de los años ha dejado huellas en la voz de la cantante, pero conserva esa musicalidad exquisita, ese canto de gradación sonora fascinante y esa elegancia en la interpretación de la reina anglicana víctima del colérico rey Tudor. Y por eso al término de la sensacional aria (que no llega a ser de locura, sino de mera obnubilación ante la muerte inminente), los bravos y los vítores han llenado la sala y la gran artista eslovaca ha tenido que saludar repetidamente con todo el equipo. La acompañó en escena la mezzosoprano letona (y gibraltareña por matrimonio) Elina Garanca, quien se dio a conocer hace pocos años en unas funciones mozartianas en Salzburgo (e intervino en La clemenza di Tito de hace pocos años en el Liceu) y ha sido una excelente Giovanna Seymour; su físico atractivo y su gran estatura se correspondieron con una actuación de primer nivel, con una voz fresca y flexible de mezzosoprano, que supo combinar con la de Gruberova con eficacia y musicalidad. Como Enrico VIII (papel de bajo que carece de arias pero canta importantes dúos), hemos tenido al sólido bajo Carlo Colombara, recordado en la casa por sus Gioconda y Aida recientes, y que con su actuación nos ha disimulado que es casi demasiado joven para el papel del tiránico monarca inglés. Josep Bros tenía que haber cantado el papel de Percy (que ya cantó en la anterior Bolena de 1992), pero por prescripción facultativa ha tenido que renunciar a esta primera función, aunque se le verá en las restantes. En su lugar hemos oído al convincente tenor alemán Gregory Kunde, quien exhibió una profusión de sobreagudos (varios do de pecho entre ellos) resueltos con una voz limpia y grata. Muy notable, con grato timbre de contralto, la italiana Sonia Prina como Smeton y eficacísimo Simon Orfila en el breve rol de Lord Rochefort, así como Ion Plazaola como Hervey. El coro estuvo eficaz y comedido y la orquesta sonó con elegancia bajo la batuta del maestro Yurkevych. Podían evitarse, sin embargo, las campanadas brutales de la escena final. La producción, no muy afortunada, insiste en la moda de presentar animales en escena (un grupo de cuervos cuyo obvio significado acaba cansando con su alusión a la torre de Londres, y unos elegantes perros de caza), pero reduce el espacio de actuación casi siempre a los cinco metros delanteros del escenario (tenemos un teatro algo más grande, ¿no?) y duplica la escena con unas insistentes proyecciones - en blanco y negro-dos metros por encima de la escena. Buenas luces y vestuario a ratos pasable, a ratos no, completan esta ópera tan importante para el Liceu.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A TAP é a quarta companhia aérea mais segura do mundo

Muita gente certamente pensava que a TAP seria a mais segura de todas as companhias aéreas. É, no entanto a quarta, mas tal é apenas devido aos Fokker 100 herdados da Portugalia (De que eu tanto gosto). Penso que os velhos A 340 também terão dado uma "ajudinha".

Curioso é o facto de haver companhias lowcost bem acima de companhias de bandeira.

No entanto, a TAP está de parabéns, apesar do preço das passagens...

Do blogue Fugas:
A companhia de aviação portuguesa ficou a um lugar do pódio nas quotas de segurança das 60 maiores transportadoras aéreas mundiais.

Trinta pontos deram a quarta posição noranking esta sexta-feira divulgado pelo centro de avaliação Jet Airliner Crash Data Evaluation Center (JACDEC). A TAP alcançou a pontuação máxima, a mesma do que a companhia aérea número um em segurança, a australiana Qantas, que a finlandesa Finnair (a segunda), e que a neo-zelandesa Air New Zeland. E só não subiu ao pódio porque a frota tem mais anos do que a média europeia, por causa dos modelos mais antigos da Portugália, que a TAP comprou em 2006. A companhia de low costEasyjet surge à frente de conhecidas grandes transportadoras europeias (em 18.º lugar), à frente da britânica British Airways (no 20.º lugar), da alemã Lufthansa (21.ª da lista), da italiana Alitalia (37.º lugar), da francesa Air France (41.º lugar) e da espanhola Ibéria (47.º lugar).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Hoje - o novo noticiário da RTP2


Devido ao horário, e ao facto de ter uma duração exacta de 40 minutos, o noticiário da RTP 2 sempre foi o meu preferido. Gostava do seu formato sóbrio e simples, dos apresentadores e das entrevistas diárias, tudo isto aliado ao facto de apenas serem dadas as notícias essenciais e de não ser dada demasiada importância ao desporto (leia-se, futebol).

O Jornal 2 mudou recentemente de nome para "Hoje". Infelizmente não mudou só de nome. Os cenários estão completamente "apalhaçados", os apresentadores são os "meninos da moda" e passam o tempo em pé e, a não ser que eu esteja enganado, convidaram o Santana Lopes, imagine-se, para fazer comentário político.

Haja paciência... Voltem por favor ao antigo formato!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O jornal Público destaca a morte de Joan Sutherland (com fotografia na primeira página)



Morreu Joan Sutherland, "La Stupenda"

Por Sérgio C. Andrade
A soprano australiana, vista como a herdeira de Callas e uma das mais extraordinárias cantoras de ópera do século XX, actuou em Lisboa em Abril de 1974
Augusto M. Seabra diz que foi "uma das noites mais memoráveis" da sua vida: começou no Coliseu dos Recreios a ouvir Joan Sutherland cantar La Traviata de Verdi, ao lado de Alfredo Kraus, e continuou, madrugada fora, a festejar a revolução que iria acabar com os 48 anos de ditadura fascista em Portugal.



O crítico de música e ensaísta recorda "o momento premonitório" em que, nessa noite de 24 de Abril, perante um Coliseu cheio e em delírio depois de ouvir a grande soprano australiana, a Joan Sutherland "foi oferecido um ramo de cravos vermelhos".

Rui Esteves, que foi programador do 2.º Canal da RTP e que viria a conhecer bem a soprano, não esteve no Coliseu nessa noite histórica, mas diz que Joan Sutherland lhe contou como tinha ficado "surpreendida no hotel, com o marido, o maestro Richard Bonynge, sem saberem o que se estava a passar em Lisboa" - com uma carrinha, a British Airways deixou o casal em Espanha a caminho de Londres.

São memórias da única passagem e actuação em Portugal da cantora que morreu no domingo na Suíça, na sua casa junto ao lago de Genebra, aos 83 anos. "Faleceu calmamente, após uma longa doença", disse a família num comunicado destinado aos amigos e admiradores de Dame Joan Sutherland (n. Sydney, 1926) e citado pela AP.

Augusto M. Seabra recorda ainda que, nesse distante Abril, a soprano se apresentou, nos dias 18 e 21, no Teatro Nacional São Carlos - "como de costume, o primeiro concerto, à quinta-feira, era só para convidados, seguindo-se o de domingo à tarde e o de quarta à noite (este já no Coliseu) para o restante público". O crítico assistiu aos dois últimos, e aí confirmou ao vivo a ideia que já tinha de que Joan Sutherland era "uma das grandes intérpretes do século XX, a digna sucessora de Maria Callas", com quem, aliás - e também premonitoriamente, realça Seabra -, tinha contracenado fazendo um pequeno papel no início da sua carreira. "Era uma estilista incomparável", que, na senda de Callas, continuou o trabalho de redescoberta e devolução à cena da tradição do bel-canto e da ópera italiana do século XIX".

Rui Esteves reforça a ideia, destacando a "técnica deslumbrante", mas também a "personalidade divertida", com quem privou, por exemplo, em Cardiff, quando Joan Sutherland e Marilyn Horne se tornaram patronas do famoso concurso da BBC Cardiff Singer of the World.

O ex-programador da RTP recorda também que a televisão portuguesa foi co-produtora do espectáculo de despedida dos palcos de Joan Sutherland, na noite de 31 de Dezembro de 1990, no Covent Garden - onde a cantora, de resto, tinha iniciado a fase europeia da sua carreira, em 1952 -, quando ela aparece ladeada por Horne e por Luciano Pavarotti, no 2.º acto da ópera O Morcego, de J. Strauss, também dirigida por Richard Bonynge.

Nessa noite, Pavarotti classificou Joan como "a maior soprano de coloratura de todos os tempos". Os melómanos italianos designavam-na como "La Stupenda".

sábado, 26 de junho de 2010

Sábado, última hora XII (Matemática: segunda chamada «chumbada»)


A notícia que comentamos hoje na rubrica Sábado, última hora, foi publicada no IOL Diário sob o título "Matemática: segunda chamada «chumbada»" e tem o seguinte texto:

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considera que o exame da disciplina do 3.º Ciclo, realizado esta sexta-feira, tem um grau de dificuldade inferior ao da primeira chamada e que uma nota positiva nesta prova não garante preparação para ingressar no secundário, escreve a Lusa.

«Com o fraco grau de exigência que tem, uma classificação positiva nesta prova não garante o mínimo de preparação matemática necessária para ingressar no Ensino Secundário», escreve a SPM no parecer ao exame nacional da segunda chamada.

A SPM diz mesmo que, ao contrário do enunciado da primeira chamada, de dia 18, esta prova representa «um passo atrás no sentido de se vir a alcançar um nível adequado nos exames de matemática» do 3.º Ciclo.

«Vale a pena lembrar que este exame é também o realizado pelos alunos retidos no 8.º ano, com vista à conclusão do Ensino Básico e eventual passagem direta para o 10.º ano», destaca o Gabinete do Ensino Básico e Secundário da SPM.

A prova «não tem os aspectos positivos» referidos no parecer da SPM na primeira chamada e «continua a sofrer de muitas lacunas», lê-se no documento.

A SPM reconhece como aspetos positivos nesta prova as questões de geometria, que se «adequam melhor aos objectivos» deste ciclo de estudos, mas refere que há áreas estruturantes que «não são verdadeiramente avaliadas», como os sistemas de equações e os números reais.

A área de probabilidades, acrescenta, é avaliada «a um nível bastante inferior» ao da primeira chamada.

«Esta prova avalia muito pouco o domínio dos procedimentos e a capacidade de aplicação dos algoritmos. Tal como na primeira chamada, cerca de 30 por cento da cotação do exame corresponde a questões de resposta imediata, o que nos parece excessivo», afirmam.

Para a prova de hoje estavam inscritos 615 alunos e compareceram 396, segundo dados do Ministério da Educação.


Confesso que nunca compreendi o problema nacional da matemática. Desde há uns bons anos que as matérias cobertas pela disciplina de matemática são consideradas difíceis, para a maioria, impossíveis para alguns e apaixonantes para meia dúzia.

No que me diz respeito, a matemática, nunca me assustou e foi sempre das disciplinas de que mais gostei. Reconheço que não será das disciplinas mais fáceis, mas daí a fazer dela um problema nacional, vai muito.

Um dos primeiros erros que surgem neste contexto é o de incutir nas crianças em idade escolar a falsa ideia de que a matemática é difícil. Isto acontece porque muitas vezes os próprios pais nunca foram bons alunos e acabaram por ter grandes dificuldades para realização da disciplina.

Seguem-se os professores que muitas vezes fomentam também a ideia de dificuldade, não conseguindo incutir nos alunos o interesse e o à vontade necessários para que encarem a matemática de ânimo leve e com espírito crítico.

Um outro erro, a meu ver dos mais graves, prende-se com a ideia generalizada de que para um aluno conseguir realizar uma cadeira de matemática terá que ter um bom explicador. Se se generaliza o uso de explicadores então é porque está algo de errado na forma de ensinar.

Segundo a notícia, a forma que parece estar a ser utilizada pelos governantes para resolução do problema é a de utilizar um facilitismo inapropriado para elaboração de exames. Ora este é o maior erro de todos...

E você Reflexos? O que acha desta notícia?

sábado, 5 de junho de 2010

Sábado, última hora XI (Actor islandês vence câmara da capital)



A notícia que hoje comento, conjuntamente com a Reflexos, foi por ela escolhida e consta da edição de hoje do Diário de Notícias on-line.

O título é "Actor islandês vence câmara da capital" e o texto é o seguinte:

Apesar de sempre terem existido, os partidos e os candidatos bizarros correm o risco de ver as suas hipóteses crescer à medida que diminui a credibilidade dos políticos sérios. Foi o que aconteceu na Islândia, ilha vulcânica do Atlântico Norte, após o choque da bancarrota.


Winston Churchil dizia que uma piada é uma coisa muito séria. E aquilo que recentemente aconteceu na capital islandesa encaixa perfeitamente nessa ideia: o mais famoso humorista do país ganhou as eleições autárquicas de há uma semana em Reiquejavique, com um partido que prometia coisas tão absurdas como plantar palmeiras na gelada frente ribeirinha da cidade e adquirir um urso-polar para o seu jardim zoológico. Mas o que começou precisamente por ser encarado como uma piada parece ser agora um caso sério.

Jon Gnarr, d'O Melhor Partido, tem grandes condições para ser presidente da câmara da cidade, depois de a formação política que criou há seis meses ter tido 34,7%, elegendo seis vereadores em 15, ficando a dois da maioria absoluta. Einar Orn Benediktsson, músico que já trabalhou com a banda Sugarcubes e a cantora Björk, é um dos vereadores.

O partido, diz o actor, que é também criativo de publicidade, foi criado para denunciar as responsabilidade das elites políticas e financeiras da Islândia na grave crise em que mergulhou a ilha vulcânica do Atlântico Norte. O seu resultado deixou boquiaberta parte da classe política e dos analistas islandeses. Atrás de si deixou, com 33,6%, cinco vereadores, ficou o Partido da Independência, que liderou o país 18 anos. Os sociais-democratas e os Verdes, que actualmente governam em coligação a nível nacional, elegeram apenas quatro vereadores e o dos progressistas não foi reeleito.

Gnarr, de 43 anos, disse ao Financial Times que está a negociar com os sociais-democratas a hipótese de uma coligação municipal em que ele seja o presidente da câmara. E garantiu que está preparado para o cargo. "Adoro esta cidade e quero mesmo fazer bom trabalho. Vou manter o meu humor e tentar usá-lo como uma vantagem."

O actor diz que a chegada ao poder da sua formação constitui uma nova opção para a política. "Temos que trabalhar a infra-estrutura do partido para que as pessoas tenham uma forma de compreender o que é O Melhor Partido e quais são os benefícios do que nós chamamos anarco-surrealismo", declarou, citado desta vez pelo Wall Street Journal.

Não sendo caso único no que toca a partidos e candidaturas eleitorais bizarras, esta formação chegou mais longe do que era previsto e até a primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdadottir, admitiu que isto pode ditar o fim do tradicional sistema de quatro partidos naquele país. "Nunca vi nada assim", declarou por sua vez o conhecido analista e professor da Universidade de Reiquejavique Olafur Hardarsson.


Ora aqui está um notícia com piada e, como diria Churchil, "uma piada é uma coisa muito séria". Correndo o risco de não conseguirem governar a Câmara da capital da Islândia, os membros d' O Melhor Partido, estão mesmo dispostos a fazê-lo (pelo menos a tentar). O facto do futuro presidente da Câmara ser um actor, não é, a meu ver, obstáculo algum a que faça um bom trabalho.

Já repararam os meus leitores que grande parte dos políticos portugueses não passam de maus actores? A começar no governante máximo e a acabar nos tristes actores do Bloco de Esquerda ou do Partido Comunista.

Ao menos em Reiquejavique ganhou a Câmara um actor de qualidade e se é um humorista, tanto melhor. Afinal, fazer humor é um desafio que nem todos ganham.

E você Reflexos? O que pensa disto tudo?

sábado, 29 de maio de 2010

Sábado, última hora X

Que dizer, que comentar?
Que o Ronaldo chegou à Covilhã, que a selecção está a treinar, ou que ainda não saíram de Portugal e já há uma quantidade deles lesionados. Ou seja, vamos para lá com um monte de pernetas...
Sim, a maioria das notícias são à volta disto, depois de uma pausa para falar sobre os Globos de Ouro e dos vestidos das meninas.
Ah, depois no intervalo disto iam falando da crise. Sabem o que é? Pois não é importante para o país... afinal temos a selecção a caminho da África do Sul... na falta do campeonato de futebol...

E para a semana esperamos que os media sejam mais originais para que possamos trazer uma notícia a comentário...

sábado, 22 de maio de 2010

Sábado, última hora IX (Mil anos de prisão para cada etarra pelo atentado no aeroporto de Madrid em 2006)


Escolhi esta semana uma notícia publicada no site da SIC, por contraposição a uma outra que foi comentada neste rubrica e que reflectia um erro grave na justiça norte americana.

Com o título "Mil anos de prisão para cada etarra pelo atentado no aeroporto de Madrid em 2006", a notícia tem o seguinte texto:

Três elementos da ETA foram esta manhã condenados a 1040 anos de prisão cada pelo atentado de 30 de Dezembro de 2006 no aeroporto de Madrid, que matou dois equatorianos e pôs em causa o processo de paz.

Na prática, cada um vai cumprir 40 anos de prisão efectiva, pena máxima em Espanha pelos crimes de terrorismo.

A Audiência adicional considerou os três elementos da organização separatista basca responsáveis pelos crimes de "assassínio terrorista", "tentativa de assassínio terrorista" e "participação em atentado terrorista", que, além dos dois mortos, fez 40 feridos.


Este tribunal encarregue dos dossiês de terrorismo, condenou ainda Mattin Sarasola, Igor Portu e Mikel San Sebastian a indemnizar os familiares das duas vítimas mortais: 700 mil euros a uma família e 500 mil a outra.


Depois deste atentado, cometido em plenas tréguas, o governo socialista de Zapatero pôs fim ao diálogo iniciado seis meses antes para pôr um fim pacífico ao conflitos com os separatistas bascos.



Dois mortos e mais de 40 feridos


A 30 de Dezembro de 2006, a ETA colocou uma furgoneta armadilhada no parque de estacionamento do Terminal 4 do aeroporto de Madrid Barajas.

Carlos Alonso Palate e Diego Armando Estacio morreram soterrados pelos escombros de um dos módulos do parque de estacionamento do terminal, onde se tinham deslocado para recolher familiares e amigos que chegavam do Equador.


Considerada uma organização terrorista pela União Europeia (UE), a ETA é dada como responsável pela morte de 829 pessoas em mais de 40 anos de luta armada pela independência do País Basco.

O último atentado da ETA remonta a Agosto de 2009 e foi perpetrado nas ilhas Baleares.

É bom ler estas notícias em que a a lei é aplicada implacavelmente para punir actos hediondos. Embora condenados a mais de mil anos de prisão, efectivamente a pena reduz-se a quarenta. Mesmo assim, é mais que a pena máxima em Portugal.

Mais uma vez, desculpem-me o texto telegráfico, mas encontro-me de viagem.


E você Reflexos, o que achas desta notícia?

sábado, 15 de maio de 2010

Sábado, última hora VIII (Concorrentes abrem guerra à Apple nos equipamentos e nos tribunais)

A notícia deste Sábado, escolhida pela Reflexos, foi publicada no Económico do dia 14 de Maio sob o título "Concorrentes abrem guerra à Apple nos equipamentos e nos tribunais" e com o seguinte texto:

A HTC processou a dona do iPhone e a Google vai lançar rival ao iPad.

Seja em que área for a Apple de Steve Jobs parece estar sempre a somar inimigos, desde os processos em tribunais a produtos concorrentes aos lançados pela tecnológica da maçã. A HTC avançou ontem com um processo em tribunal contra a dona do iPhone, em resposta a uma acção judicial interposta, em Março, pela Apple contra a fabricante do Taiwan.

A HTC alega, neste processo, que a Apple viola cinco das suas patentes e pede a suspensão nos Estados Unidos da venda do iPad, iPhone e iPad - os sucessos da tecnológica. Desta forma a HTC, que fabrica o telemóvel da Google, responde à tecnológica de Steve Jobs, que, em Março, acusou a fabricante do Taiwan de violar 20 das suas patentes em telemóveis com sistema operativo Google Android, em particular o Nexus One, considerado a resposta da Google ao iPhone.

Os processos e contra-processos já são uma realidade bem conhecida da Apple: a Cisco chegou a avançar com uma queixa contra a empresa, pela utilização indevida do nome iPhone. Contudo, a guerra contra a empresa de Steve Jobs também se joga ao nível dos equipamentos e sistemas operativos. Desde o lançamento do iPad (e já quando existiam rumores) que as tecnológicas se têm desdobrado em esforços para lançar os seus próprios ‘tablet'. O último anúncio veio da Google, que confirmou estar a desenvolver um ‘tablet' concorrente ao iPad.

Os rumores foram confirmados por Lowell McAdam , presidente-executivo da operadora Verizon Wireless, com quem a Google está a negociar o desenvolvimento do equipamento. O novo ‘tablet' rodará o Android, mas desconhecem-se outros pormenores, como o fabricante ou a data de lançamento.

A Google, que sempre esteve mais vocacionada no ‘software', com o sistema operativo Android, tem apostado no desenvolvimento de equipamento que já inclua o seu sistema operativo para evitar o progressivo crescimento da Apple.

O lançamento do Nexus One, telemóvel de marca própria, foi um sinal de que a Google não quer ficar de fora de um mercado que está a crescer. Em 2009, o Android conquistou uma quota de mercado de 4,1%, segundo dados da consultora IDC, um crescimento exponencial face a 2008. Já o sistema operativo da Apple, o Mac OS X, atingiu uma quota de 14,5%.


Não me é fácil comentar esta notícia, porque uso um computador da Apple, tenho um telemóvel HTC que vou trocar por um A1 com o sistema operativo Androide (Google), uso gmail e googledocs e para completar oiço música num iPod.

Seria bem mais fácil se fosse referida a Microsoft, da qual eu poderia dizer mal à vontade.

A Apple ganha sempre pontos a nível de design e robustez do sistema operativo. O meu Mac nunca "crashou" e aqueles ecrãs azuis tão característicos da Microsoft são coisas que já não vejo há muito tempo.

Tenho uma simpatia especial pela Google, principalidade ao nível das aplicações web gratuitas que disponibilizam. O Gmail que uso a nível profissional e pessoal é um bom exemplo disso. O GoogleDocs e o Google Reader são outros.

A HTC é excelente no mercado dos PDA.

Quanto a estas guerrilhas de que fala a notícia, penso que até são de salutar se forem entendidas como concorrência. Para monopólios já nos basta o que nos foi imposto pela Microsoft durante tanto tempo e que parece estar finalmente a quebrar-se. Que seja tudo para bem do consumidores finais que somos todos nós...

E você Reflexos? É pela Apple ou pela Google?

sábado, 8 de maio de 2010

Sábado, última hora VII (Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso)


A notícia que hoje comentamos na rubrica Sábado, última hora, foi publicada no IOL Diário no dia 6 de Maio com o título "Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso".
O texto é o seguinte:

Um homem passou 29 anos na cadeia e afinal estava inocente. O norte-americano Raymond Towler foi condenado por raptar e violar duas crianças, uma menina de 12 anos e um rapaz de 13. As análises de ADN vieram agora comprovar a inocência e Towler foi libertado esta quarta-feira, segundo informa a BBC.

Raymond Towler, de 52 anos, tinha sido condenado à prisão perpétua em 1981, quando tinha 24 anos e que trabalhava como. Numa audiência rápida, a juíza Eileen A. Gallagher, do tribunal do condado de Cuyahoga, lembrou os detalhes das acusações apresentadas: Towler teria atraído as crianças para a reserva de Rocky River, antes de violentá-las.

No entanto, graças à intervenção da organização não-governamental Ohio Innocence Project, que numa colaboração com o jornal americano Columbus Dispatch investiga centenas de condenações consideradas suspeitas, baseando-se em exames de ADN, ficou comprovado que o homem não é o violador das vítimas.

A notícia revela mais um de muitos casos de injustiça da justiça. É incompreensível que uma pessoa perca 29 anos da sua vida por um erro de julgamento.

Não há muito tempo fui testemunha num julgamento em que estava em causa a decisão de um júri de um concurso público. Confesso que fiquei surpreendido pela atitude do juiz, que rebatia praticamente todas as minhas afirmações. Depois, advogados de defesa e acusação tentaram contorcer factos e contornar a lei de uma forma que eu não pensava possível. Por muitas séries que se vejam na FOX ou no AXN, acho que nunca estamos preparados para este tipo de situações que, a meu ver, são totalmente contra o senso de um comum mortal.

Quanto a esta notícia em si, devo fazer notar que foi uma organização não governamental que interveio para repor a verdade e não qualquer organismo publico. Para além disso, o verdadeiro criminoso deve estar à solta e a rir-se.

Como vai o Estado recompensar esta pessoa injustamente condenada? As lágrimas de uma Juíza não são de forma alguma suficientes.

Errar todos erramos, mas erros destes...

E você Reflexos? O que acha desta notícia?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Teatro Nacional de S. Carlos

Estou com esperança que as coisas vão mudar no S. Carlos com a nomeação do novo Director Artístico, Martin André, um especialista em ópera italiana do século XIX .




Lê-se no Expresso (28 de Abril)

Currículo notável de Martin André

O reportório italiano do século XIX é a especialidade do novo director artístico do Teatro São Carlos. Martin André é reconhecido em particular pelas suas interpretações de Verdi, Mozart e Janácek. Mas o seu currículo está pontuado de inúmeras direcções de concertos dedicados a uma variedade eclética de compositores.

No Reino Unido é considerado o único maestro que já dirigiu todas as grandes companhias de ópera, desde a Royal Opera House à English National Opera, passando pela BBC Concert Orchestra e a New London Sinfonia, da Royal Scottish National Orchestra à Opera Nothern Ireland.

Iniciou a sua carreira como maestro titular da Welsh National Opera. Ganhou popularidade com inúmeras participações nos festivais de Bournmouth e Edinburgh. Mas consolidou o seu percurso artístico através de apresentações regulares nas grandes casas de ópera de todo mundo. É presença assídua em França. Holanda, Itália, Alemanha, Israel, República Checa, Canadá, EUA e África do Sul.

Público português é "entusiasta", diz Martin André

Portugal, onde esteve na origem da Orquestra Sinfónica Portuguesa em 1993, tem vindo a observar o seu trabalho nas muitas apresentações que tem feito com a Orquestra Nacional do Porto. Uma colaboração iniciada em 2002.

De resto, foi num espectáculo na Casa da Música que se cruzou com Gabriela Canavilhas. A ministra da Cultura era à data a personalidade convidada para comentar o concerto incluído num ciclo dedicado ao Brasil.

Martin André tinha planeado para 2010 manter uma colaboração estreita com o Royal College of Music in London, bem como regressar à Central City Opera, no Colorado (EUA). As apresentações com a Orquestra Nacional do Porto na Casa da Música faziam também parte dos seus projectos para este ano.

Conhecedor do público português, Martin André faz dele um retrato curioso. Considera-o "muito entusiasta" e acha que se trata de "um público muito receptivo à música com a qual não está familiarizado".

sábado, 1 de maio de 2010

Sábado, última hora VI (Subsídio de férias pago em certificados de aforro. Concorda?)


A notícia que hoje comentamos foi publicada no IOL Diário no dia 30 de Abril. O texto é o seguinte:

O PSD está disponível para discutir com o Governo a possibilidade de se pagar o 13º mês dos funcionários públicos em títulos de dívida pública. Ou seja, em vez de receberem subsídio de férias em dinheiro, os funcionários receberiam certificados de aforro.

A ideia não é nova e até já foi usada nos anos 80 por imposição do Fundo Monetário Internacional. Mário Soares era então primeiro-ministro e tinha Ernâni Lopes ao seu lado na pasta das Finanças.

Quase 30 anos depois, a ideia de pagar o subsídio de férias com certificados de aforro volta a estar em cima da mesa. Alguns economistas, como Silva Lopes, já a defenderam e o líder do PSD não põe a hipótese de lado.

Mas para o Governo, pagar o décimo terceiro mês com títulos da dívida pública não é solução. Se o executivo viesse a adoptar esta medida o dinheiro era retirado dos salários mas teria que ser gasto na mesma para comprar os certificados de aforro.

A medida não ia ajudar por isso a reduzir o défice, e poderia funcionar apenas como uma forma de financiamento, já que os funcionários públicos se tornariam credores do Estado.


Aparentemente o poder político com o apoio do maior partido da oposição estão mais uma vez a tentar encenar uma estratégia que pretende mais uma vez iludir a população com um pretenso objectivo de diminuir o défice.

Neste momento difícil, o défice tornou-se "pau para toda a obra" e serve de justificação para as tomadas de posição mais disparatadas dos nossos governantes.

De uma vez por todas é necessário que se tomem medidas que estimulem a economia, apoiem o sector privado, nomeadamente as pequenas e médias empresas, e criem postos de trabalho.

Desculpem o post telegráfico, mas estou num pequeno e merecido descanso no Porto Santo...


E você Reflexos, concorda com esta medida?

sábado, 24 de abril de 2010

Sábado, última hora V ("O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas", diz especialista)


A notícia que hoje comento na rubrica Sábado, última hora, foi publicado no Sapo (Alice Barcellos) no passado dia 21 de Abril.

Referindo-se aos recentes acontecimentos relacionados com a erupção vulcânica, o Sapo refere o seguinte:

O maior vulcão da Islândia, o Hekla, entrou em erupção nesta segunda-feira à tarde. A notícia é falsa. Surgiu ontem no Twitter e, em pouco tempo, já estava espalhada em toda a Web. Ao princípio da noite, o facto já tinha sido desmentido pelo Instituto de Meteorologia da Islândia.

Um erro da televisão pública do país que está na ordem do dia por ter fechado o espaço aéreo europeu com as cinzas do vulcão Eyjafjallajokull foi o que bastou para que a notícia de uma segunda erupção, a do Hekla, tenha sido divulgada no site de microblogging Twitter pelo utilizador @breakingnews.

De acordo com o Huffington Post, foram feitos mais de 600 retweets da mensagem original, que acabou por chegar aos meios de comunicação, como o site norte-americano da MSNBC ou o italiano Ansa. Uma hora depois o mesmo utilizador, gerido pelo site MSNBC, desmentiu o acontecimento.

“Um pau de dois bicos”

“O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas”, diz ao SAPO Helder Bastos, professor de ciberjornalismo da Universidade do Porto. O especialista considera que o Twitter “é uma espécie de pau de dois bicos”. “É um fabuloso instrumento de breaking news mas pode ter um efeito boomerang para os jornalistas”, repara.

“A ferramenta nunca pode ser usada como fonte segura mas sim para dar dicas ao jornalista”, nota Helder Bastos, relembrando que já aconteceram casos semelhantes despoletados pelo Twitter, “como mortes de jogadores de futebol e actrizes”.

Antes mesmo do Twitter, os media online já enfrentavam o problemas de divulgação de falsas notícias por causa da necessidade de “serem os primeiros a divulgarem os acontecimentos sem antes confirmarem os factos e cruzarem as fontes”, sentencia o autor da tese de doutoramento “Ciberjornalistas em Portugal: Práticas, Papéis e Ética”.

O vulcão na Web

Em todo o mundo mais de seis milhões de passageiros foram afectados pela nuvem de cinzas do vulcão Eyjafjallajokull que entrou em erupção a 14 de Abril e há cinco dias está a provocar um cenário de caos principalmente no espaço aéreo europeu.

Nos meios de comunicação online encontram-se aplicações multimédia que explicam os pormenores da erupção, como esta infografia do Guardian, ou mostram imagens do acontecimento, como este vídeo da BBC ou esta galeria de fotos da SIC. O Libération fez ainda uma reportagem sobre a dificuldade de pronunciar o nome do vulcão.


Devo confessar que não sou adepto do Twitter. Sei que é se revela muito útil em algumas situações, mas, como este caso o confirma, o Twitter pode revelar-se perverso e induzir em erro.

Esta situação não se restringe apenas a este caso ou a esta situação. Muita da informação que circula na Internet é de veracidade duvidosa e pode induzir em erro a maioria dos cibernautas.

O que sinto é o cidadão comum deixa de se sentir responsabilizado quando utiliza a Internet, usando-a como se esta fosse um meio virtual paralelo e anárquico onde não há lei nem regra. A fácil dissimulação de identidades ajuda a criar esta ideia errada.

A Internet é um meio poderoso de comunicação, no entanto o seu lado perverso pode ter consequências imprevisíveis a nível global.

E você Reflexos? O que acha do Twitter?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Última hora - Maioria dos aeroportos reabertos, mas regularização será "morosa"

Do Jornal de Notícias:

A maioria dos aeroportos do espaço aéreo europeu foi hoje, terça-feira, reaberta, prevendo-se que a regularização da circulação seja "morosa", segundo um porta-voz da TAP, que apelou para a "calma e compreensão" dos passageiros.

"Desde o início da manhã que é possível operar para a maioria dos países da Europa, excepto para a Alemanha e norte de Itália, que estão ainda com restrições", adiantou à Lusa André Serpa Soares, da Direcção de Comunicação da TAP, sublinhando que os passageiros da transportadora nacional que tenham como destino as cidades europeias poderão começar a dirigir-se para os aeroportos.

Ainda assim, André Serpa Soares alertou para o facto de a regularização da circulação ser "necessariamente morosa", como resultado do cancelamento de milhares de voos europeus, desde sexta-feira passada, altura em que foi encerrado o espaço aéreo de vários países devido à nuvem de cinzas vulcânicas proveniente de um vulcão na Islândia.

"Não será possível os passageiros voarem todos aos mesmo tempo", sublinhou, explicando que as descolagens estão dependentes das "necessárias autorizações".

"Iremos ter um grande fluxo de gente a dirigir-se para os aeroportos. Apelamos, por isso, à calma, compreensão e tranquilidade, que serão fundamentais", disse ainda André Serpa Soares, assegurando que a TAP "fará todos os voos extras que forem permitidos" para que a situação seja regularizada "o mais rapidamente possível".

Em declarações à Lusa, o mesmo porta-voz adiantou que até ao final de domingo, foram cancelados 233 voos da TAP, situação que afectou um total de 45 mil passageiros.

A este número poderão ainda adicionar-se os"dados preliminares" de segunda-feira, que apontam para o cancelamento de 54 voos da TAP, o que significa que cerca de 11 mil pessoas ficaram em terra.

domingo, 18 de abril de 2010

Última hora - Nuvem de cinzas estará a diluir-se

Mais boas notícias.

Do SOL:

A nuvem de cinzas vulcânicas oriundas da Islândia desceu 2.000 metros de altitude acima do nível do mar na última noite, tornando-se menos densa, indicou hoje o posto de observação suíço Payerne.

«As partículas estão a começar a cair no chão», disse o especialista do observatório Bertrand Calpini, adiantando que a «nuvem está a começar a desaparecer».

Com base em medições feitas hoje de manhã, o especialista afirmou que os resíduos das cinzas vulcânicas já entraram na camada atmosférica que contém o ar que a Humanidade respira e em breve será capaz de detectar partículas da superfície, como aconteceu sábado à noite na estação suíça Jungfrau, situada a 3 600 metros de altitude.

Apesar da nuvem estar a diluir-se, Bertrand Calpini não exclui a hipótese do vulcão islandês enviar outra onda de cinzas.

Entre quinta feira e o final do dia de hoje serão cerca de 63 mil os voos cancelados em toda a Europa devido ao encerramento da «maior parte» do espaço aéreo europeu causado pela nuvem de cinzas vulcânicas oriundas da Islândia, segundo as autoridades.

Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Navegação Aérea - Eurocontrol, os países europeus que encerraram total ou parcialmente o espaço aéreo são: Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, a maior parte de França, Hungria, Irlanda, norte de Itália, Holanda, Noruega, Polónia, Roménia, Servia, Eslovénia, norte de Espanha, Suécia, Suíça, Ucrânia e o Reino Unido.

Lusa / SOL

Notícia em destaque - Cinzas: «Não há danos nos aviões»

Uma notícia animadora no meio do caos que reina por toda a Europa.

Do IOL:

A companhia aérea holandesa KLM anunciou este domingo que realizou dois voos de teste através da nuvem de cinza vulcânica, sem sofrer qualquer dano.

Segundo a companhia aérea, um voo teste no espaço aéreo holandês realizou-se no sábado e não se verificou qualquer dano ou irregularidade provocados pelas cinzas vulcânicas que levaram à proibição do transporte aéreo sobre a Europa desde quinta-feira.

A companhia aérea já realizou um outro voo este domingo, tendo em Boeing 737 com uma equipa de 20 pessoas a bordo descolado às 6h30 locais do aeroporto de Schiphol (Amesterdão) e aterrado em segurança em Duesseldorf (Alemanha).

«Não encontrámos nada de anormal, nem durante o voo, nem durante a primeira inspecção já em terra», afirmou o director-executivo da companhia, Peter Hartman.

Também a companhia alemã Lufthansa fez testes com dez aviões de Frankfurt a Munique. «Todos os aviões foram inspeccionados e não encontramos danos», disse um porta-voz, citado pela EFE.

Estas duas companhias estão a pressionar a Eurocontrol para obterem autorização para realizarem alguns voos internos.