Mostrar mensagens com a etiqueta Mundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mundo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Dia Mundial Humantário (Ajuda Humanitária)

As Nações Unidas (The United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs) instituíram o dia 19 de Agosto como o Dia Mundial Humanitário.

Um dos aspectos humanitários mais relevantes para a organização é o voluntariado. Recentemente tomei conhecimento de que se pode ser Voluntário On-line das Nações Unidas, realizando trabalhos nas mais diversas áreas, sem que tal implique qualquer deslocação (basta um computador com acesso à Internet). Claro que não hesitei e tornei-me imediatamente voluntário, estando agora à espera de resposta relativa a um primeiro trabalho a que me candidatei.

Sugestão aos meus leitores: Que tal assinalar o Dia Mundial Humanitário com a inscrição como Voluntário On-line das Nações Unidas?



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Religiões

Caros leitores, tentem fazer este exercício: ao verem os telejornais, nomeadamente as notícias que relatam conflitos mundiais, verifiquem quantas vidas se poderiam poupar e quantas bocas se poderiam alimentar e se, pura e simplesmente, as religiões não existissem.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Madrid e os grandes pintores espanhóis

Passei recentemente por Madrid. Esta é uma cidade que conheço relativamente bem e de que gosto cada vez mais.

Não sendo particularmente monumental, Madrid, longe do mar e com um rio para o qual não está nada virada, impressiona pelas suas gentes com uma actividade e força fora do comum e pela sua cultura riquíssima que contrasta com um ambiente completamente informal mas em que reina o bom gosto.
Madrid tem teatros cheios todas as noites, tem musicais e zarzuelas, tem um dos melhores teatros de ópera do mundo e tem museus tão extraordinários como o Prado e o Reina Sofia.

Como estava um calor brutal, resolvi revisitar em dias consecutivos, os dois grandes museus da cidade. Percorri ambos de forma calma e descomprometida, ao sabor do que me apetecia ver. Devo confessar que, apesar do Velasquez e do Goya, grandes "âncoras" do Prado, continuo a preferir, a irreverência do Picasso, do Dali e do Miró que dominam o Reina Sofia.

Aqui ficam umas preciosidades que fotografei (sem flash, obviamente).


Retrato (Juan Miró -1938)


O Pintor e a Modelo (Pablo Picasso - 1963)


Rosto do Grande Masturbador (Salvador Dali - 1929)


Natureza Morta (Salvador Dali - 1924)


Janela Aberta (Juan Gris 1927)



Guardiã do Guernica (Pablo Picasso 1937)





domingo, 18 de julho de 2010

O Dia Mundial Nelson Mandela e o segundo aniversário (esquecido) do Outras Escritas

Nelson Mandela faz hoje noventa e dois anos. Como forma de homenagear e reconhecer uma das figuras que mais lutou pelas paz e pelos direitos humanos, as Nações Unidas decretaram, e muito bem, o dia 18 de Julho o Dia Mundial Nelson Mandela.

Foi por causa de Mandela que me "lembrei que me tinha esquecido" que o Outras Escritas fez dois anos recentemente. Foi no dia 10 de Julho de 2008 que a aventura começou e, embora ultimamente as coisas por aqui estejam um bocado calmas antecipando talvez o marasmo de Agosto, dois anos e 45.131 visitas depois, o blogue ainda se mantém vivo e com alguma força.

Porque é que Mandela me recordou o aniversário do Outras Escritas?
Porque foi com Mandela que iniciei a rubrica "Faz anos hoje" no dia 18 de Julho de 2008.

Como forma de celebrar e para que não fique tudo igual, resolvi, para já, mudar a minha fotografia. Embora o Outras Escritas não seja um Facebook disfarçado, parece-me importante que os meus leitores tenham uma ideia do aspecto físico do "Bloguista".

Haverá melhor forma de celebrar o aniversário deste blogue que um sorriso de Mandela?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Faz anos hoje - Eva Perón

No dia 7 de Maio de 1919 nasceu Eva Perón.

Da Infopédia:

Actriz de palco e de rádio, nascida em 7 de Maio de 1919 em Los Toldos e falecida em 26 de Julho de 1952 em Buenos Aires. De seu nome verdadeiro Eva Maria Duarte, tornou-se conhecida como esposa do presidente argentino Juan Perón. Nascida num meio extremamente humilde, desde cedo perseguia o sonho de se tornar actriz. Com quinze anos, conhece o cantor Augustin Magaldi de quem se enamora e com quem parte para a capital argentina. Após alguns trabalhos iniciais como cantora e modelo, em 1937, consegue o seu primeiro trabalho como actriz no filme Segundos Afuera (1937). Após algumas prestações teatrais, cedo percebeu que não tinha talento para se tornar numa actriz dos palcos. À medida que o seu círculo de amizades se estende até aos círculos políticos, os seus papeis cinematográficos começaram a ficar mais importantes, destacando-se Una Novia en Apuros (1945), La Cabalgata del Circus (1945) e La Pródiga (1945). Em 1946, conhece o General Juan Péron com quem inicia uma relação afectiva que desembocará em casamento. Participou activamente na campanha eleitoral que levou o marido à presidência, conquistando a simpatia do povo. Durante o primeiro mandato de Perón, tornou-se uma importante figura pública da Argentina, sendo sobretudo venerada pelas camadas sociais menos privilegiadas, que lhe dedicaram, em vida e depois da morte, um verdadeiro culto de personalidade, epitetando-a de «mãe dos pobres». Em 1949, fundou o Partido Feminista Peronista, e foi influente pela extensão do direito de voto às mulheres. Vitimada por um cancro do útero, o seu funeral tornou-se numa das maiores manifestações espontâneas de pesar de sempre na Argentina, a ponto de ainda hoje o seu nome ser venerado.

Eva Perón. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-05-07]

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Faz anos hoje - Golda Meir

No dia 3 de Maio de 1898 nasceu Golda Meir.

Da Infopédia:

Estadista israelita, Golda Meir nasceu a 3 de Maio de 1898, em Kiev, na Ucrânia. Proveniente de uma humilde família judaica, em 1906, emigra com a família para Milwaukee, nos Estados Unidos da América. Após a conclusão dos seus estudos, Golda foi, durante algum tempo, professora primária em Milwaukee e delegada da secção americana do Congresso Judaico Mundial. Em 1917, casou com Morris Myerson, tendo emigrado em 1921 para a Palestina. Golda Meir tornou-se então membro do Kibbutz de Marnavia e, três anos mais tarde, aderiu ao Histadruth (Confederação Geral do Trabalho), passando entre 1932 e 1934 a ser a sua representante no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos da América. Nos anos que antecederam e durante a Segunda Grande Guerra Mundial, Golda Meir ocupou lugares fulcrais na hierarquia política, foi chefe do departamento político da Agência Judaica (a maior autoridade na Palestina, sob administração britânica) e da Organização Mundial Sionista. Após a proclamação da independência do Estado de Israel em 1948, Golda Meir foi nomeada pelo primeiro-ministro, David Ben Gurion, para o cargo de embaixadora de Israel em Moscovo, por quatro anos. Posteriormente à nomeação, entre 1949 e 1956, Golda exerceu a função de ministra do Trabalho e, na década seguinte (1956-1966), foi ministra dos Negócios Estrangeiros, bem como representante máxima da delegação israelita enviada aos Estados Unidos da América. Foi secretária-geral do movimento socialista entre 1966 e 1968. Desde a sua fundação, o novo Estado dotou-se de instituições democráticas, tinha uma câmara única - o Knessel - e foram fundados vários partidos políticos. O partido mais representativo de todos era o Mapai (movimento socialista). Sob o impulso de Golda Meir, o Mapai, o Ahduth Haavoda (União do Trabalho) e o Rafi (Movimento de Esquerda) fundiram-se em Julho de 1968, com o objectivo de formarem o Partido Trabalhista. No ano seguinte, esse novo partido uniu-se ao Mapam (Partido Operário Unificado) constituindo uma aliança eleitoral - a Maarakh (Frente Operária). Em 1969, após a morte do Presidente Levi Eshkol, Golda Meir forma Governo sendo primeira-ministra de Israel por cinco anos (1969-1974). Durante esse período ignorou as resoluções da Organização das Nações Unidas, que invalidavam a anexação israelita de Jerusalém oriental e que ordenavam a retirada de Israel dos territórios palestinianos ocupados. Golda Meir rejeitou, igualmente, acordos de paz com os regimes árabes e aplicou uma política de medidas extremas contra a organização de libertação da Palestina e contra os países que acolhessem os seus membros refugiados. Como resultado da intransigência israelita e mormente da primeira-ministra, a 6 de Outubro de 1973 deu-se a quarta guerra Israelo-árabe, chamada "Guerra do Kippur" (os israelitas celebravam nesse dia a grande festa religiosa do Yom Kippur, daí o nome atribuído à guerra). No início do conflito, os israelitas foram completamente apanhados de surpresa pelos ataques desencadeados pelo Egipto e pela Síria. Graças à mediação americana, nomeadamente do seu Secretário de Estado, Henry Kissinger, Egipcíos e Israelitas subscrevem a 25 de Outubro de 1973 um acordo definitivo de cessar-fogo. Nesse ano, Golda Meir faz uma visita de Estado ao Vaticano, tendo sida recebida pelo Papa Paulo VI, mas da audiência não resultou qualquer acordo sobre a situação de Jerusalém. Em Abril de 1974, Golda Meir apresenta a sua demissão dadas as violentas críticas à sua actuação e à do seu Ministro da Defesa, Mosh Dayan, na Guerra do Kippur, e pelos baixos resultados alcançados nas eleições pelo Partido Trabalhista. Meir foi substituída pelo General Yitzhak Rabin. A 5 de Março de 1976, Golda Meir regressou ainda à cena política como dirigente do seu Partido, em virtude da demissão de Meir Zarmi de Secretário-Geral, tendo publicado nesse mesmo ano um livro de carácter autobiográfico: A minha vida. Golda Meir morreu a 8 de Dezembro de 1978, em Israel.

Golda Meir. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-05-03]

domingo, 11 de abril de 2010

As coisas que por aí se dizem...

Ouvido na conversa do grupo ao lado durante uma festa:

"Eu não sou racista, só não gosto de pretos! As outras raças não me fazem diferença nenhuma."

Racista, não sei se é, agora burro é certamente!

(Ressalvo mais uma vez que tenho o animal burro em muito boa consideração)

terça-feira, 2 de março de 2010

Faz anos hoje - Mikhail Gorbachev

No dia 2 de Março de 1931 nasceu Mikhail Gorbachev.

Da Infopédia:

Político soviético, nascido a 2 de Março de 1931, em Privolnoye, Stravopol. Formou-se em Direito na Universidade de Moscovo em 1955. Foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, de 1985 a 1991, e presidente da União Soviética de 1990 a 1991, sucedeu-lhe no poder Boris Ieltsin. Os seus esforços para democratizar o sistema político e descentralizar a economia (a grande revolução a que deu o nome de Perestroika) levaram à queda do comunismo e ao desmembramento da URSS em 1991. Foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz em 1990 pela sua preciosa contribuição para o fim da Guerra Fria. Em 1993 fundou "Cruz Verde Internacional", organização não governamental que visa criar condições de equilíbrio entre o Homem e a mãe Natureza.

Mikhail Gorbachev. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-03-02]

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Faz anos hoje - Chico Mendes

No dia 15 de Dezembro de 1944 nasceu Chico Mendes.

Da Infopédia:

Activista brasileiro, Francisco Alves Mendes Filho nasceu em 1944, no estado amazónico do Acre, na fronteira brasileira com a Bolívia. Ainda criança de nove anos envereda pela profissão a que já estava destinado à nascença, seringueiro, ou seja, a extrair e tratar a borracha (látex) retirada da hévea brasileira (ou seringa, daí o nome), principal produto do estado e meio de sustento da sua e da maior parte das famílias da região, quase todas oriundas do Nordeste. Na sua condição social, o seu destino não podia ter sido outro. Todavia, Chico Mendes não deixou de ter uma visão do mundo que se estendia para além do seringal e uma perspectiva do trabalho e seus direitos muito mais alargada que os seus companheiros de profissão. Neste sentido, desde os anos 70 que Chico Mendes mobilizava os seringueiros para preservarem o seu "ganha-pão", a floresta virgem amazónica contra o seu desbaste para criação de espaços abertos para a pecuária extensiva. A resistência assentava num plano simples e eficaz: o impedimento dos desbravamentos através da colocação dos seringueiros e suas famílias entre as moto-serras e as árvores. Em meados da década de 80, fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (Acre), abrangendo quase somente trabalhadores da borracha. No ano de 1985, fundou o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS). Homem tolerante e diplomático, encetou diálogos proveitosos entre os índios e os seringueiros, dois grupos desde sempre avessos mas reconciliados por Chico Mendes, que inspirou mesmo a criação de uma associação cívica denominada de "Povos da Floresta". Chico Mendes defendia o desenvolvimento racional e equitativo da floresta, considerando não ser preciso considerá-la um santuário intacto se não se avançasse para a sua devastação. Promoveu, neste âmbito, a elaboração de estudos e projectos de reservas para os seringueiros, com infra-estruturas sociais e materiais de apoio às suas famílias, meios de segurança contra os fazendeiros e mecanismos de escoamento e comercialização dos produtos florestais. Para tal, apelou a meios intelectuais e científicos brasileiros e estrangeiros, desde antropólogos a organizações ambientalistas dos EUA e Europa. A sua actividade sindical e, numa esfera mais alargada, de defesa da floresta da Amazónia e seus ecossistemas naturais, bem como dos seus habitantes de várias raças (índios, brancos, mestiços, negros), tornaram Chico mundialmente conhecido, tanto mais que a sua luta colidia com interesses instalados (governamentais, particulares e multinacionais) e prepotentes, apoiados muitas vezes na lei do "senhor da terra". Os fazendeiros, grandes e poderosos latifundiários, com avultadas fortunas e meios paramilitares e de segurança agresivos (os jagunços ) nunca simpatizaram com as iniciativas e reinvindicações de Chico Mendes e seus companheiros, várias vezes os ameaçando e coagindo no sentido de manterem a Amazónia como sempre estivera, à mercê da sua cupidez e desbaste. A fama de Chico Mendes granjeou-lhe amizades e prémios internacionais, como o Global 500 das Nações Unidas (Londres, 1987) e o Ted Turner´s Better World Society (EUA, 1987). No ano seguinte, participaria ainda na reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD), em Washington, EUA. Para além destas distinções e apelos internacionais, uma miríade de artigos e reportagens nos mais diversos meios de comunicação propagavam o nome e a causa de Chico Mendes por todo o planeta, mobilizando o mundo inteiro para a defesa da Amazónia. Fez inúmeras viagens e empreendeu uma série de reuniões ao mais alto nível, cativando simpatias e apoios. Conseguiu mesmo, na reunião do BIRD, impedir a construção de uma estrada trans-amazónica no Acre que poria em perigo a floresta, os habitantes e as suas actividades produtivas ancestrais, em harmonia com a natureza. Muitos bancos e instituições científicas, ambientalistas ou humanitárias internacionais aplaudiram-no, o mesmo fazendo o Congresso americano. Todavia, no seu Brasil e, mais concretamente, no seu Acre natal, os ódios e juras de morte contra Chico eram cada vez em maior número, com a sua cabeça a prémio entre os fazendeiros, madeireiros ou ganadeiros, embora talvez estes fossem a máscara de forças ainda mais poderosas. Desde há muito, no entanto, que previa a sua morte brutal, consciente dos perigos e ódios que desencadeava na sua luta e os impedimentos de abate florestal. De facto, às 18 horas e 45 minutos de 22 de Dezembro de 1988, à porta da cozinha da sua casa em Xapuri, Acre, Chico Mendes era assassinado a mando de um fazendeiro, de seu nome Darli Alves da Silva. O executante foi o filho deste, Darci, que disparou à queima-roupa uma espingarda de caça. Morria aquele a quem já apelidaram de "Gandhi dos trópicos", uma personalidade carismática e empreendedora que o Brasil só descobriu verdadeiramente depois da sua morte atroz. A sua consciência ecologista era notável, ainda que de nada lhe tenha valido. Numa mensagem de despedida escrita em 5 de Dezembro de 1988, antevendo o seu fim trágico, feito de forma cobarde e odiosa, escreveu: "Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta. Quero apenas que o meu assassinato sirva para acabar com a impunidade dos jagunços, sob a protecção da Polícia Federal do Acre e que, de 1975 para cá, já mataram mais de 50 pessoas". Acusou uma série de autores de homicídios e "justiças de fazendeiros", ainda que a Polícia Federal não tenha usado tais informações, que acabariam por se provar com a morte de Chico. As questões de terra ainda matam no Brasil, como aconteceu já antes do assassinato de Chico Mendes a muitos activistas rurais e têm acontecido no Movimento dos Sem Terra, ciclicamente amputado de alguns dos seus líderes por acção dos jagunços .

Chico Mendes. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-15]

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Faz anos hoje - Bill Clinton

No dia 19 de Agosto de 1946 nasceu Bill Clinton.

Da Infopédia:

William Jefferson Blythe Clinton nasceu a 19 de Agosto de 1946, em Hope, no estado do Arkansas, EUA. Clinton conseguiu realizar um percurso notável, quer no liceu, quer na universidade. Em 1968, ingressou no curso de Negócios Estrangeiros, na Universidade de Georgetown, em Washington, trabalhando em part-time no gabinete do senador do Arkansas, William Fulbright, líder democrata que se opunha à guerra do Vietname. Com a ajuda de Fulbright, conseguiu obter a bolsa de estudos Rhodes, com a qual passou dois anos na Universidade de Oxford, Grã-Bretanha. No regresso aos EUA, Clinton foi para a Universidade de Yale, onde concluiu o curso de Direito, tendo aí conhecido a sua futura mulher e colega de trabalho Hillary Rodham. Em 1972, dirigiu as campanhas presidenciais do candidato democrata George McGovern, no Texas e em 1976, as de Jimmy Carter, no Arkansas. Em 1974, não conseguiu obter um lugar na Câmara dos Representantes, todavia, dois anos depois foi eleito procurador-geral do estado do Arkansas. Em 1978, com trinta e dois anos de idade, Clinton concorreu e conseguiu o lugar de Governador do Arkansas, tornando-se no governador mais jovem que o país teve em quarenta anos. Em 1983, foi reeleito para o lugar tendo então conquistado quatro mandatos consecutivos. Nesse cargo reformou o sistema de ensino e promoveu o desenvolvimento industrial, no estado de Arkansas. Em 1987, foi director da Associação Nacional de Governadores e, posteriormente, ascendeu à cúpula do partido como presidente da Associação dos Governadores Democratas. Em Outubro de 1991, Bill Clinton anunciou a sua candidatura, pelo partido Democrata, para a presidência dos EUA, concorrendo assim com o candidato republicano George Bush que detinha um bom índice de popularidade. Em 1992, Bill Clinton, com Al Gore a candidato a vice-presidente, ganhou as eleições presidenciais, derrotando George Bush em Novembro desse ano. Tomou oficialmente posse como 42.o Presidente dos EUA, a 20 de Janeiro de 1993. No início do mandato, Clinton apresentou um programa de Governo que tinha como medidas base reduzir o défice orçamental e, simultaneamente, libertar verbas para investimentos públicos destinados a relançar a economia e a combater as graves situações de crise social. Seis meses após a sua posse, o Presidente enfrentou várias dificuldades: por um lado, a crise eminente na União Europeia face ao acordo celebrado com os EUA, no âmbito das negociações do GATT; por outro, o falhanço da reforma do sistema de saúde, criado por Hillary Clinton. Em Outubro de 1993, Clinton apoiou o acordo de paz entre Israel e OLP (Organização para a Libertação da Palestina), sofrendo, contudo, uma quebra de popularidade por causa do fracasso da intervenção americana na Somália. A nível interno, surge o escândalo de WhiteWater (traduzido em transacções imobiliárias irregulares envolvendo Clinton, quando governandor do Arkansas) e o alegado envolvimento extra-conjugal, mantido durante doze anos com Jennifer Flowers. Em 1994-95, Bill Clinton continua a política de redução de despesa pública ao seu nível mais baixo, porém realiza fortes investimentos na saúde, ciência, educação e segurança. Em Abril de 1995, depois de trinta anos de guerra aberta e outros conflitos, os EUA assinam um tratado de relações diplomáticas com o Vietname. Em Novembro de 1996, acentua-se a aproximação entre os EUA e a China, nesse mesmo mês, Clinton inicia o seu segundo mandato apoiado por metade do eleitorado, dado que a outra metade se absteve. Em 1997, Clinton e Ieltsin, juntamente com os dirigentes da NATO, anunciam o desmantelamento dos mísseis apontados para a Europa Ocidental. Na política interna, Clinton continuou a sua cruzada contra as empresas tabaqueiras, incrementou o programa espacial - viagem exploratória de Marte com a nave Pathfinder. A nível económico, estes dois últimos anos caracterizaram-se por uma tendência progressiva de diminuição da taxa de desemprego (5%), do nível da inflacção (3%) e pela manutenção de uma balança orçamental positiva. Este segundo mandato ficou igualmente marcado pelas alegadas acusações de assédio sexual a Paula Jones e pelo mediático caso extra-conjugal com uma estagiária da Casa Branca, Mónica Lewinski. Este caso chegou a constituir uma ameaça para a vida política de Clinton, tendo havido investigação e julgamento, facto que levou o presidente a fazer várias declarações ao povo americano. Em 2000, após um conturbado período eleitoral, Bill Clinton foi substituído por George W. Bush.

Bill Clinton. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-08-19]

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Direitos do Homem

Enquanto esperava que o meu computador arrancasse, o que é rápido quando se usa Linux, abri às cegas a Declaração Universal dos Direitos do Homem que um amigo me ofereceu em forma de micro-livro e que guardo religiosamente na minha secretária.

Ao ler o que estava escrito, verifiquei que há artigos que não são respeitados por nenhum dos países do mundo.

Artigo 23º ponto 2:

"Todos têm direito sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual."

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Anne Frank

No dia 12 de Junho de 1929, nascia Anne Frank.

Da Infopédia:

Judia alemã, Anne Frank nasceu a 12 de Junho de 1929, em Frankfurt am Main, e morreu a 31 de Março de 1945, em Bergen-Belsen. Filha de um comerciante, viveu com a sua família em Frankfurt até que à chegada ao poder do partido nazi se seguiu um agravamento das manifestações de anti-semitismo no país. Em 1941, a família emigrou para a Holanda, mais precisamente Amesterdão, onde Anne passou a viver confinada a um esconderijo. Durante dois anos, escreveu um diário em que relata a experiência da perseguição movida pelos nazis e fala dos terrores que se abatiam sobre os que com ela partilhavam aquele pequeno espaço. A família acabou por ser descoberta e transportada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde Anne e sua mãe viriam a morrer. O diário de Anne Frank é um dos mais vivos testemunhos do horror que o nosso século conheceu. Encontra-se traduzido em mais de trinta línguas e fez da sua jovem autora um símbolo do sofrimento dos inocentes perante a injustiça. A casa de Amesterdão que albergou a família Frank é hoje um museu.

Anne Frank. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-09]

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Tiananmen foi há vinte anos...


Foi há vinte anos, mas a repressão e o atropelo aos direitos humanos continuam num país que se afirma como uma das maiores potências mundiais.

A minha homenagem às corajosas vítimas de Tiananmen (4 de Junho de 1989).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Mundial da Criança

Dia 1 de Junho é o dia Mundial da Criança.

Este dia está, no mundo ocidental, completamente desvirtuado. Transformou-se em mais um dia de oferta de presentes.

No entanto, aqui fica a referência...

A fotografia é do PhotoBlog do Rui Alves.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Notícia em Destaque - Gripe pode afectar um terço da população

Confesso que começo a ficar um pouco preocupado...

Do Diário de Notícias da Madeira:

Caso a gripe A atinja proporções de pandemia, um terço da população mundial será atingida, disse ontem o director-geral adjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), Keiji Fukuda. "Se se considerarem as pandemias do passado, uma estimativa razoável será a de que um terço da população será contaminada", disse Fukuda em Genebra.

O responsável da OMS adiantou que, num cenário de pandemia, mesmo que a doença assuma uma forma pouco virulenta o número de pessoas atingidas por complicações que poderão conduzir à morte será "muito importante".

Keiji Fukuda confirmou que o vírus H1N1 da gripe A é mais benigno que o que provocou a pandemia de "gripe espanhola" em 1918, mas advertiu que poderá sofrer mutações - tal como aconteceu em 1918 - e tornar-se mais virulento. "A situação continua a evoluir. Não sabemos o que se vai passar no hemisfério sul", disse Fukuda, lembrando que o Inverno está a chegar às regiões austrais, criando condições propícias à poliferação de vírus gripais.

Ministra lança aviso às empresas

Entretanto, a ministra da Saúde, Ana Jorge, aconselhou ontem os diversos organismos e empresas a accionar ou a construir os seus planos de contingência para a gripe H1N1. "Os planos devem ser accionados ou seja devem estar em funcionamento porque temos de ser capazes de responder a todas as eventualidades", disse a ministra da Saúde, embora garantindo que, apesar de aparecerem casos todos os dias a nível mundial, "não existe nenhuma informação de aumento do grau de pandemia".

Possível caso não se confirmou

Ontem ficou-se ainda a saber que o casal português que esteve no México e encontrava-se internado no Hospital São João, Porto, não tem o vírus da gripe A (H1N1), uma vez que o resultado da investigação laboratorial foi negativo. Em comunicado, o Ministério da Saúde referiu que "o resultado da investigação laboratorial às amostras de dois doentes internados quarta-feira, no Hospital de S. João, no Porto, é negativo para o vírus da gripe A (H1N1)".

Empresa reserva máscaras para Estado

Os muitos pedidos de máscaras cirúrgicas à empresa Bastos e Viegas, distribuidora deste equipamento, obrigaram-na a reservar cerca de 750 mil para o Estado, a suspender as exportações e a racionar as vendas aos clientes. A empresa tinha em stock 1,3 milhões de máscaras.

Estádios mexicanos voltam a ter público

A federação mexicana de futebol autorizou a presença de adeptos nos jogos profissionais marcados para este fim-de-semana, revogando uma ordem em sentido contrário tomada no início da semana devido à gripe. Esta alteração decorre da decisão do governo em baixar o nível de alerta.

In Diário de Notícias da Madeira

terça-feira, 5 de maio de 2009

Noticia em Destaque - Quarentena compulsiva poderá ser aplicada em Portugal só em "casos extremos"

Lê-se no Jornal de Notícias:

O plano de contingência para a pandemia de gripe prevê o "isolamento, voluntário ou compulsivo, de todos os casos suspeitos ou confirmados e a quarentena dos seus contactos", uma medida que, em caso extremo, poderá ser aplicada em Portugal.

De acordo com o Plano de Contingência Nacional para a Pandemia de Gripe, uma das medidas de saúde pública previstas no capítulo dedicado à prevenção, contenção e controlo da pandemia é o "isolamento, voluntário ou compulsivo, de todos os casos suspeitos ou confirmados, autóctones ou importados, e quarentena dos seus contactos".

Mário Durval, dirigente da Associação dos Médicos de Saúde Pública, explicou à Agência Lusa que esta é "uma medida extrema que é eficaz, sobretudo em doenças com uma letaliade agravada".

In Jornal de Notícias

terça-feira, 28 de abril de 2009

Notícia em Destaque - Presos de Auschwitz deixaram mensagem para o futuro

Lê-se no Público:

Trabalhadores de uma obra próxima do campo de extermínio nazi de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, encontraram uma mensagem oculta numa garrafa com a identidade de um grupo de prisioneiros, noticiou a BBC.

O testemunho, escrito a lápis, data do dia 9 de Setembro de 1944 e contém os nomes, os números usados no campo e os lugares de nascimento de sete jovens polacos e franceses, anunciaram fontes do museu local à estação britânica. Pelo menos dois sobreviveram.

A garrafa foi encontrada na parede de uma escola que os prisioneiros foram obrigados a reforçar. A instalação, a cerca de cem metros do campo de concentração, foi na altura usada pelos nazis como armazém.

Um porta-voz do museu afirmou que os autores da mensagem foram “jovens que tentaram deixar algum rasto da sua existência”.

Foram mortas em Auswchwitz, entre 1940 e 1945, 1,1 milhões de pessoas, na sua maior parte judeus e ciganos.


In Público

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Notícia em Destaque - Gripe suína Pandemia é inevitável mas vírus perde virulência ao propagar-se pelos humanos

Lê-se no Sol

Uma pandemia de gripe suína é inevitável a nível planetário, mas a existência de um vírus do mesmo subtipo (H1N1) na população humana confere-lhe maior protecção e permitirá produzir uma vacina em poucos meses, defende um especialista.

Esta é a convicção de Pedro Simas, director da Unidade de Patogénese Viral do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

«Trata-se de um vírus de tipo A, cujo subtipo H1N1 saltou a barreira da espécie, passando do porco ao homem devido a uma alteração genética recente para a qual não há ainda explicação», disse hoje à Lusa o investigador.

«Isso faz com que tenham passado a existir nos humanos dois subtipos do vírus, um de estirpe humana e outro de estirpe suína», acrescentou.

A situação é diferente do que tem acontecido nos últimos anos com o H5N1 (da gripe aviária), um subtipo completamente diferente que não existe nos humanos e que, ao passar das aves para o homem, nunca se adaptou e nunca se propagou de homem para homem.

«Ao contrário disso temos agora um subtipo que já existe nos humanos mas é de estirpe diferente e que saltou para o homem e se adaptou, podendo por isso propagar-se de pessoa para pessoa», precisou

Por isso, «esta estirpe vai tornar-se pandémica e isso, na minha opinião, é incontornável», afirmou Pedro Simas. «Mais cedo ou mais tarde vai afectar toda a gente e vai espalhar-se a nível global».

No entanto, sendo o vírus do mesmo subtipo, o cientista considera que «não terá um impacto muito grande», em comparação com as pandemias anteriores, como a gripe de Hong Kong, que resultaram de subtipos novos que apareceram.

«Agora estamos antigenicamente melhor preparados porque já circula na população humana o subtipo H1N1 e estou mais optimista em relação ao impacto que poderá ter, porque, ao propagar-se nos humanos, o vírus adapta-se mais e perde virulência», insistiu.

Outro motivo de optimismo em relação aos danos que a gripe suína pode provocar na população humana, na perspectiva deste especialista em vírus, é o facto de estarmos no fim da época da gripe no hemisfério norte e se poder preparar melhor a próxima época do vírus, depois do Verão.

«Os vírus da gripe não desaparecem de repente», afirmou. «Uma vez entrado na população humana não vai desaparecer e se não causar muito perturbação agora, causará no próximo ano».

Pedro Simas não tem dúvidas de que será produzida uma vacina em poucos meses, embora «não em quantidade suficiente para imunizar toda a gente».

«Vai haver vacina, mais cedo ou mais tarde, porque é um subtipo com o qual podemos trabalhar bem, e vamos ter algum tempo para preparar a próxima época», afirmou.

Por outro lado, a tendência evolutiva não será o vírus sofrer mutações e tornar-se mais virulento, mas o contrário, já que à medida que for passando de pessoa a pessoa se tornará menos perigoso.

Pedro Simas insistiu em que o mau impacto que esta gripe pode ter não é tão grande como se fosse um vírus de um subtipo completamente diferente, em relação ao qual estaríamos completamente desprotegidos.

«Com um subtipo igual, mas com estirpe diferente, o prognóstico já não é tão mau», concluiu.

In Sol

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Notícia em Destaque - Dia da Terra: A nossa vida tem de mudar

Editorial do Público:

Há 25 anos discutia-se em Portugal a construção de uma central nuclear. A aprovação do projecto esteve por um fio num épico Conselho de Ministros onde o então ministro da Qualidade de Vida, Francisco Sousa Tavares, levou a melhor sobre o ministro da Indústria, Veiga Simão. Dois titãs num executivo que ainda hoje é muito injustamente apreciado, o do Bloco Central.

O país discutiu na altura, com profundidade e grande repercussão na opinião pública, um Plano Energético que, numa época em que algumas das renováveis hoje operacionais eram apenas quimeras, já colocava o dedo na ferida: o país necessitava de apostar mais na conservação de energia, tinha de investir em energias mais limpas e, sobretudo, era preciso que a economia crescesse a um ritmo mais rápido do que o do consumo de energia.

Passados todos estes anos – uma geração – alguns destes problemas continuam em cima da mesa. Introduzimos o gás natural na última década do século passado, mas cometendo alguns erros. Atrasámo-nos demasiado na promoção das energias renováveis – sobretudo na exploração da energia eólica – já que, depois da passagem de Nuno Ribeiro da Silva pelo pelouro da Energia, só voltámos a ter alguém com categoria nesse lugar no final da era de Guterres, com Oliveira Fernandes.

Mas se hoje as renováveis são uma espécie de coqueluche do Governo, o único projecto sustentável e capaz de criar um cluster nacional é o eólico.

O aproveitamento da energia solar tem conhecido demasiadas hesitações e é duvidoso que a opção por mega-instalações seja a mais adequada. Esteve-se muito tempo sem construir novas barragens e pouco se desenvolveu a área das minihídricas.

Há bons projectos de co-geração mas pouco se avançou na micro-geração, para muitos técnicos uma das soluções com mais futuro.

O muito que se andou não evitou, contudo, que o ritmo de crescimento do consumo de energia tenha sido, neste período, muito superior ao ritmo de crescimento da riqueza nacional. Ainda hoje o ritmo de crescimento do consumo de energia é superior ao ritmo de crescimento do PIB quando, há 25 anos, a maior parte dos nossos parceiros europeus já tinham conseguido inverter essa tendência.

Isto que significa que continuamos a ser pouco eficientes na melhor utilização da energia, em boa parte porque o país depende em demasia do transporte automóvel, quer para as mercadorias, quer para as deslocações particulares, porque a qualidade de construção não melhorou, porque os hábitos de consumo dos portugueses levam-nos a consumir muito mais energia nos inúmeros aparelhos que hoje enchem as suas casas.

Tempos de crise como os que hoje atravessamos devem-nos levar a repensar muitos dos hábitos fáceis que adquirimos.

Não basta, por exemplo, trocar as lâmpadas normais por lâmpadas de baixo consumo: é necessário fazer como os nossos avós, que apagavam a luz quando saíam da sala. Não chega escolher um frigorífico mais eficaz ou uma televisão mais económica, é necessário aprender a utilizá-los de forma racional. E não se pode continuar a escolher um automóvel sem olhar para os níveis de emissão de CO2.

Tudo isto e muito mais tem de ser feito porque nem que colocássemos torres eólicas em todas as cristas das nossas serras e forrássemos o Alentejo de painéis solares produziríamos a energia suficiente para as nossas necessidades. As renováveis são boas, mas não resolvem todos os problemas se mantivermos os nossos actuais hábitos de consumo. É bom não ter ilusões.

In Público