domingo, 30 de dezembro de 2012

Allô Allô, trinta anos

Faz hoje 30 anos que estreou a que é, na minha opinião a melhor comédia televisiva de sempre. Allô Allô.

Já falei muito da série aqui no Outras Escritas, pelo que recomendo aos interessados uma leitura atenta destes artigos.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

No 215º aniversário de Gaetano Donizetti / On 215th Donizetti's birthday

Donizetti, um dos meus compositores favoritos, faria hoje 215 anos (Bergamo, 29 de Novembro de 1797).

Deixo-vos com algumas interpretações das mais emblemáticas óperas do compositor.


On the 215th birthday of one of my favorite composers, Gaetano Donizetti (Bergamo, November 29, 1797), here are some of the best interpretations of his most famous operas.


Joan Sutherland - Lucia di Lammermoor (1962)



Edita Gruberova - Roberto Devereux (1990)



Mariella Devia - Maria Stuarda (2008)



Beverly Sill - Anna Bolena (1972)



Joan Sutherland - Lucrezia Borgia (1972)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Coffee, Cafes & Coffee Brands


(in english below)

Durante um excelente fim-de-semana, passado com os meus amigos Cristina Reis e Luís Melo, visitámos com alguma atenção dois cafés de referência na cidade do Funchal, o Golden Gate Grand Cafe e o The Ritz Cafe.

Entre um café, uma torrada e um chá, surge a ideia de criarmos uma página de Facebook dedicada à paixão comum que temos pelo café e pelos cafés. Pusemos mãos à obra e lançámos ontem a página Coffee, Cafes & Coffee Brands, que está já a ter algum sucesso entre amigos e conhecidos "Facebookianos".

Os leitores do Outras Escritas estão desde já convidados a seguir-nos. Basta "clicar aqui" e fazer "gosto".


During last weekend, spent with my dear friends Cristina Reis e Luís Melo, we visited, in Funchal (Portugal) two very nice cafes: the Golden Gate Grand Cafe and The Ritz Cafe.

Between a coffee, a toast and a tea, we came across with the ideia of create together a Facebook page dedicated to our common passion for coffee and cafes. So, yesterday we created the page Coffee, Cafes & Coffee Brands.

I'd like to invite all my readers to visit and follow our page. For that, just click here and press "like".

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Parabéns Avó /Happy birthday grandmother


Estou muito orgulhoso da minha avó que faz hoje 94 anos! Parabéns Avó, gosto muito de ti!

I'm very proud of my granny  on her's 94th birthday! Congratulations granny, I love you!


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pimentos Padrão


Gosto muito de pimentos padrão porque, como diz o ditado: pimentos padrão, uns picam e outros não.

Como na Madeira tudo tem que ser diferente, proponho que o ditado seja adaptado para: pimentos padrão, uns não picam e os outros... também não.

É que ainda não encontrei pimento algum que pique!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Apanhados no Rossini Opera Festival / On "Candid Camera" in Rossini Opera Festival

(in English below)

No concerto do soprano Mariella Devia, integrado no Rossini Opera Festival (ROF 2012 - Pesaro) fui a primeira pessoa a aplaudir de pé a cantora (na plateia), logo seguido da minha amiga Adélia que viajou de Nova Iorque para Itália, para assistir a este evento. Fomos apanhados em flagrante numa fotografia que agora foi publicada no sítio oficial do ROF.

Eis a prova do "crime" (estou a meio da fotografia com camisa azul e a Adélia um pouco mais atrás, de cor-de-rosa)...




I was the first one to offer soprano Mariella Devia a standing ovation, followed by my friend Adélia who came from New York to Italy, for the Rossini Opera Festiva 2012. Someone made a photo of this special moment and now that photo (see above) is published on the official site of the festival.

(in the photo I'm with a blue shirt and Adélia with a pink dress).

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Piero Cappuccilli, o barítono Verdiano / Piero Cappuccilli, the Verdi baritone

(in english bellow)

Piero Cappuccilli foi um dos melhores interpretes do repertório de Verdi para barítono. Fez um Macbeth realmente fora do comum, para além de Rigoletto e Germond, entre outros.

Gostava de, no entanto, chamar a vossa atenção para a sua interpretação da cabaletta É gettata la mia sorte da ópera Attila (Ezio). Embora Verdi tenha escrito esta ópera muito cedo na sua carreira de compositor e por isso não haja ainda grandes evidências do que viram a ser os grandes papeis para barítono Verdiano, a interpretação de Cappuccilli é, sem a menor dúvida, a melhor que já ouvi desta cabaletta.

Como curiosidade, o barítono interpreta (Viena 1980) a cabaletta em da capo, isto é com repetição integral, e interpola um si bemol agudo no final. Como se não bastasse, ainda "bisa" a segunda parte, novamente com terminação em si bemol agudo (bem melhor que o primeiro).



Piero Cappuccilli was one of the best singers of Verdi's repertoire for baritone. His Macbeth was out of this world, not to mention Rigoletto and Germond, among other roles.

In this post, I'd like to draw your attention to the singer's interpretation of É gettata la mia sorte, a cabaletta from the opera Attila (Ezio). Verdi wrote this opera early on his career, so the qualities of the Verdian baritone are not all present here, but Cappuccilli's interpretation is the best I've ever heard.

In the record, from Vienna in 1980, the singer does a da capo in the cabaletta (sings it twice) and interpolates an high b flat at the end. Then he repeats the second part (by the audience request) and with another (even better) high b flat in the end.

sábado, 10 de novembro de 2012

Vídeo de Segurança da Air New Zealand/Air New Zealand's Safety Video

Como sabem, não acho qualquer graça ao actual vídeo de segurança da TAP, para além de considerar que tem falhas graves, como por exemplo a legendagem em inglês.

A Air New Zealand em parceira com a WETA Workshop lançou (não se em que data) o vídeo abaixo que considero bastante original, com graça e, na minha opinião, sem falha alguma a nível de segurança.


As you may know, I don't like the actual safety video from TAP Portugal. The video is not funny and has, in my opinion, several security faults, the subtitles in english are one of them.

Air New Zealand and WET Workshop made the following safety video (I don't know the release date). The video is very interesting, funny and with all the correct informations about safety.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Morte...


Tenho ido ao cemitério vezes de mais para aquilo que considero razoável. Hoje fui enterrar um amigo do coro que morreu precocemente.

A morte faz parte da vida, mas é uma grande CHATICE!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ewa Podles (Concerto de estreia no Carnegie Hall 1998/Carnegie Hall debut concert 1998)

Mais umas pérolas do YouTube! 

Deliciem-se com o concerto de estreia da magnífica Ewa Podles (contralto) no Carnegie Hall (Nova Iorque) no ano de 1998. 

Once more, I found on YouTube, a set of marvelous videos! 

Enjoy the debut concert of Ewa Podles (contralto) at Carnegie Hall (New York) in 1998.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Dê-me um santinho"


Acabei de saber que no Ervedal, pequena vila norte alentejana onde vivi durante a minha infância e juventude, a pequenada anda pelas ruas a "pedir santinhos". Lembrei-me de um texto que escrevi precisamente há um ano aqui no Outras Escritas e que passo a transcrever.


Hoje é dia de Todos os Santos. No entanto, para muitas pessoas hoje é dia de ir ao cemitério, sendo que o dia de finados é 2 de Novembro, e, para 2 grande maioria hoje ou ontem, ou sei lá quando, é o dia das Bruxas, ou Halloween, costume que importámos recentemente dos países anglo-saxónicos, ao qual não acho a menor graça. Passámos a ter o dia de Todos os Santos celebrado como se fosse um Carnaval macabro onde adultos se mascaram durante a noite de véspera e crianças durante o próprio dia assustando, supostamente, tudo quanto é gente. Como diria o meu pai, "mais uma americanice".

Havia no Alentejo quando eu era pequeno, uma tradição mais saudável e menos comercial e que se enquadrava bem mais no espírito deste dia.

A pequenada juntava-se e ia em bando bater à porta das pessoas a "pedir santos". Ao abrir-se a porta todos gritávamos, "Dê-me um santinho", ao que o dono ou dona da casa muitas vezes respondia, "Vão à igreja que há lá muitos". Claro que depois nos punha nas bolsas de pão que todos transportávamos, os mais variados tipos de alimentos: maçãs, marmelos, romãs, nozes, ovos, etc. Havia também quem nos desse umas moedinhas.
No final do dia, já com as bolsas bem aviadas, a festa terminava com um pequeno banquete. A comida era a que estava nas bolsas e os refrescos compravam-se com as moedinhas.

Era um dia bem passado!


Fico contente por saber que esta tradição não se perdeu.

Um feliz dia de Todos os Santos (ou Pão por Deus) para todos....

sábado, 27 de outubro de 2012

"Mayday, Desastres aéreos" (actualização)

Depois do meu comentário na página do Facebook do National Geographic channel Portugal sobre a publicidade que faziam ao programa "Mayday, Desastres aéreos", fiquei contente ao ver a "postagem" de ontem.

Foi utilizada esta imagem:


com o seguinte texto: "Parece difícil de imaginar uma colisão de dois aviões em pleno voo. Perceba o que levou dois aviões a colidir e as regras de segurança impostas depois deste trágico acidente.

‘Mayday, Desastres Aéreos’, de segunda a sexta às 23h.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"Mayday, Desastres aéreos"

Vejo diariamente um episódio da série "Mayday, Desastres aéreos" no National Geographic Channel português. Faço-o porque gosto muito de aviação e porque o programa está muito bem feito.

Não posso, no entanto, deixar de criticar a forma como é publicitado em Portugal. 

Em primeiro lugar o nome escolhido não me parece nada apropriado. No original em inglês (National Geographic channel) a série tem o nome de "Air crash investigation", que em tradução à letra significa "Investigação sobre acidentes, ou desastres, aéreos", ou seja, o nome adoptado em Portugal coloca ênfase no acidente e não na investigação que é feita subsequentemente e que conduz na, maioria dos casos, a melhorias significativas na segurança do transporte aéreo.

Para além do nome, as imagens associadas ao programa, não estão também de acordo com o espírito do mesmo. Há umas semanas deparei-me com anúncios nas paragens de autocarros em Lisboa com a seguinte imagem:


Ora, qualquer pessoa pode concluir que uma aeronave nestas condições (explosão de motor e quebra de asa à descolagem) está envolvida num acidente catastrófico com consequências gravíssimas e um número de vítimas elevado, o que nem sempre acontece no programa. Por outro lado a aeronave aqui representada é, aparentemente, um Boeing 777 que, ao que eu saiba, nunca esteve envolvida em nenhum acidente semelhante.

Para complicar ainda mais as coisas, na página do Facebook é hoje publicada a seguinte imagem: 

com o texto: "Qual é o vosso maior medo quando andam de avião? Descubram-no em "Mayday, Desastres aéreos". Assim sendo, o que os espectadores vão descobrir ou aprender com o programa é o seu maior medo quando andam num avião! Mas isto é totalmente contrário à mensagem que é transmitida em cada um dos episódios.

Decidi reclamar no Facebook e, após vários comentários concordantes com a minha opinião, a National Geographic Portugal respondeu o seguinte: "Obrigado pela opinião, Alberto. Teremos isso em conta nas próximas publicações que faremos aqui.

Vou ficar à espera...

domingo, 14 de outubro de 2012

Mais uma vez juntos (Desvios e Outras Escritas)

Foi já há dois anos que o Outras Escritas visitou o Desvios pela última vez. Estarão neste momento os meus leitores a perguntar, que raio quero eu dizer com isto.

O Desvios é o blogue da minha melhor amiga, a Reflexos. Logo, com isto quero dizer que estou em Braga a visitá-la. Quer dizer, já estou quase a ir-me embora, mas a azáfama tem sido tanta, só agora conesgui um tempinho para vir aqui.

Desta vez até consegui rever um amigo que não via há 19 anos!

Como dizíamos há dois anos:


...é quando Outras Escritas se Desviam para o Desvios ou o Desvios entra n'Outras Escritas!

Como repararam, estivemos e "postámos" juntos!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Ainda há boas notícias (The Ritz)

Hoje "fingi" que era Sábado e saí pela manhã em direcção ao Golden Gate Café, para a tomar a minha bica acompanhada de uma torrada.

Pelo caminho verifique que o café "The Ritz" voltou a abrir portas!

O que até há bem pouco tempo era um stand de automóveis, voltou a ser o café Ritz. O café, em plena Avenida Arriaga, foi inaugurado em 1920 e esteve aberto até finais dos anos 60 do século passado.

O interessados na história do café podem consultar "este documento".

A Avenida Arriaga passa, desta forma, a ter três cafés (no sentido mais tradicional do termo): O Golden Gate, o "The Ritz" e o Café do Teatro.





quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sucesso do tenor Paulo Ferreira em La Wally/Paulo Ferreira's success in La Wally

Primeira crítica ao desempenho do Tenor Paulo Ferreira no papel de Giuseppe Hagenbach na ópera La Wally do compositor italiano Alfredo Calalani, no Tiroler Landestheater Innsbruck (Austria):


"O Tenor Português Paulo Ferreira fez uma estreia fulminante em Innsbruck. O seu radiante, magnifico, maravilhoso e sumptuoso timbre de tenor, florescerá e predestina-lo-à a ser um "primo uomo".



First review from Paulo Ferreira'a performance in the role of Giuseppe Hagenbach from La Wally do by Alfredo Calalani, in Tiroler Landestheater Innsbruck (Austria).


"The Portuguese tenor Paulo Ferreira gave his brilliant debut in Innsbruck. His radiant, wonderful and sumptuousness timbre of Tenor blossomed and predestined him as a "primo uomo".



Traduzido do original em alemão (Krone/Kultur/Von Der Gratl, 01.10.2012).

"Der portugiesische Tenor Paulo Ferreira, gab sein fulminantes Innsbruck-Debüt." Seine strahlende, wunderbar timbrierte Tenor-Prachstimme erblühte und prädestinierte ihn als "primo uomo"."

domingo, 30 de setembro de 2012

Paulo Ferreira em La Wally/Tenor Paulo Ferreira in La Wally/Tenore Paulo Ferreira a La Wally

O Tenor português Paulo Ferreira estreou-se ontem no papel de Giuseppe Hagenbach na ópera La Wally do compositor italiano Alfredo Calalani, no Tiroler Landestheater Innsbruck (Austria). A avaliar pelas primeiras informações este será mais um sucesso na carreira do tenor.

Os meus parabéns ao Paulo!


The portuguese tenor Paulo Ferreira debuted last night in the role of Giuseppe Hagenbach from the opera La Wally by the italian composer Afredo Calalani, in the Tiroler Landestheater Innsbruck (Austria). The first news are very enthusiastic and this will be another landmark in the singer's career.

Congratulations Paulo!



Il tenore portoghese Paulo Ferreira ha debuttato la scorsa notte nel ruolo di Giuseppe Hagenbach da La Wally opera del compositore italiano Afredo Calalani, nel Landestheater Tiroler di Innsbruck (Austria). Le prime notizie sono molto entusiasta e questo sarà un altro punto di riferimento nella carriera del cantante.

Complimenti Paolo!









sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Semiramide com Devia e Podles

A ópera Semiramide de Rossini é uma das minhas preferidas. Os duetos entre Semiramide e Arsace são sublimes e exigem uma sintonia perfeita entre cantoras.

Ficam na história as interpretações de Sutherland e Horne nos as 60 e 70 do século passado, muito conhecidas de todos e com gravações disponíveis.

Num universo diferente, a interpretação de Devia e Podles é, para mim, também uma referência. Curiosamente, ambas as cantoras estiveram em Pesaro este ano.

Deixo-vos com os dois duetos da Semiramide, interpretados por estas cantoras em Veneza no ano de 1992.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Novo brinquedo (II)

Mais umas imagens do novo brinquedo, desta vez da autoria da Sharon Silva.






terça-feira, 18 de setembro de 2012

Novo brinquedo (I)

O presente. Fora da caixa e de baterias carregadas
A experimentar a coisa! Mas com medo de a largar
Nada como um amigo que nos ajude, lendo as instruções
Em voo, depois de várias quedas e tentativas falhadas!


Obrigado mana!
Fotografias de Sílvia Lanhas Massacote.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Reflexões...

Andámos a viver acima das nossas possibilidades durante muitos anos. Todos devíamos saber que tal não poderia dar bom resultado, logo a culpa da situação actual é de todos e não só dos políticos.

Dizer mal é fácil! Apontar caminhos é mais complicado.

Receber é fácil, e pedir também. Dar, nem por isso! Logo não podemos estar sempre à espera que nos salvem.

É preciso ter cuidado com os que dizem que querem uma mudança! Repararem que esses são os primeiros a querer que as coisas se mantenham como estão (ou estavam).

O dinheiro não nasce nas árvores, como por vezes nos fazem crer. Se assim fosse, bastava plantar uma floresta e problema estava resolvido.


Atenção, com estas reflexões quero apenas chamar a atenção para alguns pontos que são muitas vezes esquecidos nas críticas que se fazem às medidas de austeridade, não pretendo colocar-me a favor ou contra elas.

domingo, 9 de setembro de 2012

Voce che Tenera (Mariella Devia, Rossini Opera Festival 2012)

Assisti no passado dia 20 de Agosto, no âmbito do Rossini Opera Festival 2012, a um concerto do soprano Mariella Devia intitulado "Voce che Tenera". O concerto ocorreu no Teatro Rossini e o soprano foi acompanhado pela Orquestra Sinfónica Gioachino Rossini dirigida pelo maestro Antonino Fogliani.

Como os meus leitores sabem, considero Mariella Devia uma das melhores cantoras do repertório de bel canto da actualidade. Neste concerto a cantora provou isso mesmo, ao interpretar de forma magistral árias de óperas de Rossini, Bellini e Donizetti.

Este foi o programa do concerto:

Gioachino Rossini

Semiramide - Sinfonia
Adelaide di Borgogna - Cavatina de Adelaide "Occhi miei piangeste assai"
Tancredi - Scena e Cavatina di Amenaide "Di mia vita infelice... No, che il morir non è..."


Vincenzo Bellini

Norma - Sinfonia
I Capuleti e i Montecchi - Recitativo e Romanza di Giulietta "Eccomi in lieta vesta... Oh! quante volte, oh quante!"
Norma - Cavatina di Norma "Casta Diva"


Gaetano Donizetti

Maria Stuarda - Sinfonia
Anna Bolena - Scena e Aria Finale "Piangete voi?... Al dolce guidami... Coppia iniqua"


Tudo menos fácil, é o mínimo que se pode dizer neste programa. De Rossini, a cantora interpretou duas cavatinas que, obrigam a um legatto e controlo respiratório tremendos. Poderia ter interpretado uma ou duas cabalettas, mas para Mariella Devia não há que evitar dificuldades!

Mas foi com Bellini e Donizetti que a cantora demonstrou todas as sua capacidades vocais e interpretativas. "Oh! Quante volte, oh quante" e "Casta Diva" foram interpretadas de forma sublime, com um legatto perfeito, uns pianíssimos sublimes e uns agudos belíssimos. Penso que em 2012 a cantora se estreará no papel de Norma e, a avaliar pela sua interpretação de Casta Diva, este será mais um dos papeis de sucesso da sua longa carreira.

Para terminar o programa, Mariella Devia, apresenta a cena final da ópera Anna Bolena de Donizetti. Quem conhece esta ópera, sabe que esta cena é muito longa e de estrema dificuldade interpretativa. Inicia-se com um recitativo, "Piangete voi", durante o qual a voz fica várias vezes exposta sem qualquer acompanhamento orquestral e cuja intensidade vai de uma serenidade quase absoluta a uma agitação tremenda. Segue-se uma dificílima cavatina, com frases muito longas, sem qualquer possibilidade de respirações intermédias, sob risco de se perder completamente a linha melódica. Por fim, a cabaletta "Coppia iniqua" que exige uma agilidade e um controlo respiratório tremendos.
A cantora interpretou esta cena, como se nada fosse difícil. O legatto foi perfeito, as respirações quase imperceptíveis e nos locais certos (às vezes parece-me que tem 3 pulmões) e as passagens de coloratura sem qualquer falha. Para terminar o público é brindado no final da cabaletta com um mi bemol sobreagudo em fortíssimo que deixou a sala aos gritos!

Como extras, Devia interpretou de Pucini, Quando me'n vo" de "La Bohéme" e repetiu a cavatina "Pangete voi".

Inesquecível este concerto. Ficará certamente na minha memória como um dos melhores concertos a que já assisti.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ewa Podles - Mahler

O contralto Ewa Podles interpreta "Urlicht" de Gustav Mahler, deixando-me sem palavras...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ópera em Estremoz

A ópera regressa ao Teatro Bernardim Ribero em Estremoz. Lá estarei no próximo Sábado à noite...

Lê-se no sítio Internet da Câmara Municipal de Estremoz:


"La Princesse de Jaune" e "The Wandering Scholar" | Ensemble Conteporaneus



Sábado 08 de Setembro de 2012 | 21:30

Nesta, que será a estreia nacional das duas óperas, reorquestradas propositadamente para esta ocasião por Antonio Risueño, o Ensemble Contemporaneus será dirigido pelo maestro João Paulo Santos. A encenação ficará a cargo de Fernanda Lapa, a cenografia será de Rui Alexandre e o desenho de luzes de Paulo Sabino. Os solistas serão Inês Simões (soprano), Marco Alves dos Santos (Tenor), João Merino (Barítono) e Nuno Dias (Baixo.

O Teatro Bernardim Ribeiro reabre a sua temporada de programação 2012/2013 novamente com ópera, numa coprodução do Município de Estremoz e da Contemporaneus, naquela que é a 1ª apresentação nacional destas duas óperas.


Coprodução: Câmara Municipal de Estremoz e Contemporaneus


Reservas/Informações:
CME | Telef.: 268 339 216 ou E-mail: cultura@cm-estremoz.pt
Teatro Bernardim Ribeiro | Telef.: 268 339 222

domingo, 2 de setembro de 2012

Ciro in Babilonia (Rossini Opera Festival 2012)



A ópera Ciro in Babilonia marcou a minha estreia no Rossini Opera Festival. Assiti à quarta récita desta ópera, no dia 19 de Agosto.

O elenco foi o seguinte:

Baldassare - Michael Spyres
Ciro - Ewa Podles
Amira - Jessica Pratt
Argene - Carmen Romeu
Zambri - Mirco Palazzi
Arbace - Robert McPherson
Daniello - Raffaele Costantini

Encenação - Will Crutchfiled

Orquestra e coro do Teatro Comunale di Bolonha dirigidos pelo Maestro Davide Livermore.

O libretto de Francesco Aventi relata a história de Baldassare, rei da Babilónia, que se encontra cercado na sua cidade pelas tropas de Ciro, rei da Pérsia (sinopse). Baldassare rapta e apaixona-se pela mulher de Ciro e este faz tudo para salvá-la.

A encenação de Will Crutchfield, transporta-nos para uma sala de cinema mudo dos anos 30 do século XX. Para os mais cépticos, esta transposição poderá parecer à partida estranha, uma vez que a ópera retrata cenas bíblicas, nos entanto, devo dizer que foi bastante eficaz e agradável.
Durante a abertura o público, constituído por elementos do coro, entra na sala de cinema e toma o seu lugar. A ópera é assim apresentada como se fosse um filme a preto e branco, com os cantores como personagens principais e os cenários projectados em telas no fundo de palco. Por vezes é usada uma tela transparente na frente de palco onde são projectados uns efeitos que fazem parecer que se está mesmo a ver um filme de cinema mudo.
Curiosamente, os figurinos das personagens masculinas respeitam, aparentemente, os trajes de época, mas os das personagens femininas são muitos inspirados nos anos 20/30 do século passado.


Quanto às vozes:

Carmen Romeu, Mirco Palazzi e Raffaele Costantini estiveram bem nos seus papeis secundários e não desvirtuaram o trabalho dos cantores principais, tendo constituído um bom elenco de suporte.

Robert McPherson, tenor, interpretou Arbace, personagem secundária, mas com uma ária tipicamente rossiniana no primeiro acto. A voz é ligeira, mas ouve-se bem (o Teatro Rossini não é muito grande, penso que será um pouco mais pequeno que o S. Carlos), o timbre não é dos mais agradáveis, mas tem um bom legatto e domina bem as passagens de coloratura. No registo agudo, denota-se um certo stresse e, para compensar uma certa diminuição de volume, o cantor parece entrar em esforço, o que se traduz em alguma estridência.

Michael Spyres, tenor interpretou Baldassare, rei da Babilónia. O cantor de timbre muito agradável esteve em excelente forma, e "portou-se" como um verdadeiro tenor rossiniano, com uma excelente agilidade e um registo agudo cheiro e nada stressado (penso que terá atingido por várias vezes o ré sobreagudo). No segundo acto interpreta o que parece ser uma "ária de loucura", de forma extraordinária, mesmo que passe grande parte do tempo em cima de uma passadeira rolante. Uma característica interessante da voz do cantor é que tem um registo grave bastante bem suportado. Isto é importante porque Rossini usou e abusou do registo grave (e do agudo também).

Jessica Pratt, soprano, interpretou Amira, mulher de Ciro. A cantora tem uma voz cheia e potente (quase lírica), de timbre agradável e com um bom legatto. Denotei no entanto um uso excessivo do pianíssimo nas passagens mais agudas, principalmente no primeiro acto. Isto pode ser apenas uma questão de gosto e não uma dificuldade técnica, uma vez que nas cabalettas os agudos eram alcançados em forte sem dificuldade. A coloratura não foi também perfeita no primeiro acto, tendo melhorado no segundo. No geral achei o desempenho de Pratt muito bom, as críticas que faço são apenas de pormenor. 

Ewa Podles, contralto,  interpretou Ciro, personagem central da ópera. Já falei várias vezes aqui no blogue da voz de Podles uma vez que é das minhas cantoras favoritas. Já tinha ouvido a cantora em Barcelona a interpretar Orsini na ópera Lucrezia Borgia de Donizetti e desta vez fiquei ainda mais satisfeito com a sua prestação. Tudo em Podles é perfeito. A voz é escura (escuríssima), maleável, e potente e cheia em todos os registos (a cantora tem 3 oitavas de voz).
Na récita, a cantora foi uma verdadeira rainha vocal, embora tenha interpretado o papel de "rei"! Ciro tem duas grandes (longas) árias, uma no primeiro acto e outra no segundo, quase no fim da ópera. Podles interpretou de forma perfeita estas árias (vocal e cenicamente), fazendo delas o ponto alto da récita. No segundo acto os aplausos foram tantos e tão prolongados que a cantora teve que "sair da personagem" para agradecer.
Para além da voz, Podles é também uma boa actriz, o que abona ainda mais a seu favor.


Depois da récita tive oportunidade de cumprimentar Michael Spyres, Jessica Pratt e, claro, Ewa Podles. Apesar de cansados, todos foram bastante simpáticos e distribuíram autógrafos. Com Podles tirei também a fotografia que está destacada na barra lateral do blogue, porque afinal como alguém dizia, "a Podles é um fenómeno da Natureza!".




Cabalettas (IV)

E termino com Verdi, este pequeno ciclo dedicado às "Cabalettas".


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cabalettas (II)

Continuo hoje com o tema das "Cabalettas", desta vez com as de Donizetti.

Desfrutem!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cabalettas (I)

O termo "Cabaletta" é usado na ópera para identificar a segunda parte de uma ária, caracterizada por ter mais ritmo e extremar emoções ou sentimentos.

A "Cabaletta" foi muito explorada pelos compositores do Bel canto italiano (Rossini, Donizetti e Bellini), mas aparece também em variadas óperas de Verdi.

Geralmente a "Cabaletta" é repetida sendo que na repetição é costume os cantores introduzirem variações que evidenciam as suas capacidades vocais.

Deixo-vos alguns vídeos com "Cabalettas" de óperas de Rossini, interpretadas por várias cantoras (mais tarde virão as de Donizetti e Bellini).


sábado, 25 de agosto de 2012

Rossini Opera Festival

O meu primeiro destaque no que diz respeito ao Rossini Opera Festival 2012, vai para a extraordinária prestação de Ewa Podlés (contralto), na ópera Ciro in Babilonia.

Dentro de uns dias, farei uma descrição detalhada das récitas e concertos a que assisti. Para já, gostaria apenas de referi que, na minha opinião, Ewa Podlés foi a melhor cantora presente no festival.

Aqui ficam uns excertos da sua interpretação da personagem Ciro.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Este blogue está parado?

Ultimamente parece que sim! Só agora reparei que o último post que aqui deixei tem data de 22 de Julho.

Devo confessar que, ultimamente, a leitura me dá mais prazer que a escrita e por isso... vou lendo! À cabeceira tenho "O Intruso" do William Faulkner e "Mozart, O supremo Mago" de Christian Jacq. No tablet, para experimentar os eBooks, vou relendo "O Amor de Perdição" do nosso Camilo.

Volto com notícias do Festival Rossini de Pesaro!

domingo, 22 de julho de 2012

Curiosidade...

Plácido Domingo interpreta a ária Da quel di che... Ah!Cosi nei ridente da ópera Anna Bolena de Donizetti.

Apesar de estar fora do seu reportório habitual, Domingo em 1966, terá feito um bom Percy. No final da cabaletta faz alguma "batota", mas é perdoável...


sábado, 21 de julho de 2012

José Hermano Saraiva



Cresci a ouvir a História e as histórias de José Hermano Saraiva, um dos maiores comunicadores portugueses.


RIP.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Paulo Ferreira - Recital no dia 13 de Julho em Lisboa

Finalmente um recital do Tenor Paulo Ferreira em Lisboa. 

Infelizmente, mais uma vez, não posso assistir.

Sexta-feira, 13 de Julho, o cantor apresenta-se na Sala dos Espelhos do Palácio Foz pela 18 horas. Interpretará árias da ópera Tosca de Puccini acompanhado pelo pianista Pedro Vieira de Almeida e pelo Soprano Sónia Alcobaça. Para além disso o Paulo dará a conhecer a sua experiência profissional na Alemanha e na Itália, num colóquio moderado por João Maria de Freitas Branco.

Imperdível...

Toi, toi, toi, meu caro Paulo!

Cinco anos



Este blogue faz hoje cinco anos! Uma vitória e uma prova de resistência, minha e dos que ainda me vão lendo, apesar da concorrência das redes sociais.

Deixo-vos com algumas estatísticas:

Artigos publicados ("posts") - 2279
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Não está mau! Para um blogue generalista.

Obrigado a todos os que lêem e comentam o Outras Escritas...

sábado, 7 de julho de 2012

Mariella Devia em Lucrezia Borgia (Ancona 19/2/2010

Encontrei finalmente no Youtube, um vídeo com a interpretação de Mariella Devia, do final da ópera Lucrezia Borgia a que assisti em Ancona a 19 de Fevereiro de 2010.

Para além da interpretação excepcional da cantora, chamo a atenção para o tenor, Giuseppe Filianoti que no final, olha para Devia certamente sem certeza da interpolação ou não, do mi bemol sobre-agudo. Como é evidente, o mi bemol surgiu (e em crescendo) e o cantor não pôde deixar de sorrir.


sábado, 30 de junho de 2012

Edita Gruberova em Roberto Devereux

Edita Gruberova tem 65 anos e continua a interpretar magistralmente o papel de Elisabetta na ópera Roberto Devereux.

Tive a oportunidade de ouvir a cantora interpretar esta ópera em 2005 e considero esse um dos momentos altos das minhas idas à ópera.

Desde há uns anos que a cantora vem sendo criticada pelos seus maneirismos e muitos acham que já não se deveria ter retirado. Não posso estar mais em desacordo. Gruberova continua a encher os teatros onde se apresenta. São os seus fãs? Talvez sim! Eu sou um deles e viajo com muito gosto para assistir a uma récita ou concerto seu.

Deixo-vos com o final da ópera Roberto Devereux numa récita que ocorreu em Viena em Maio do presente ano. Chamo a atenção para a interpretação quer a nível cénico, quer a nível vocal. Não nos devemos esquecer que esta ópera é de Donizetti, compositor do período do belcanto, altura em que os sentimentos eram transmitidos essencialmente pela voz.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Diana Damrau em Linda di Chamounix

Diana Damrau, uma das melhores vozes femininas da actualidade, interpretou Linda na ópera Linda di Chamounix de Gaetano Donizetti no início da presente temporada do Liceu de Barcelona.

O soprano alemão, que tem gerido a sua carreira de forma bastante inteligente, interpretando o reportório que é mais indicado para a sua voz, apresentou-se em Barcelona em topo de forma, interpretando Linda de forma extraordinária. A voz tem vindo a ganhar robustez no registo grave, o que é uma característica bastante positiva para um soprano de coloratura, e no registo sobre-agudo está mais aberta, luminosa e potente.

Infelizmente ainda não tive oportunidade de ouvir Diana Damrau ao vivo, pelo que, devo salientar que esta minha apreciação se baseia no acompanhamento que tenho feito da sua carreira através de gravações áudio e vídeo.

Deixo-vos com dois excertos de uma da récitas de Barcelona, destacando a cena de loucura (segundo vídeo) que a cantora interpreta de forma magistral brindando-nos no final com um extraordinário mi natural sobre-agudo.

Dois aspectos negativos: o som é ligeiramente distorcido nos agudos em forte e o maestro, ou a orquestra, andaram um pouco "perdidos" a meio da cena da loucura.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Segundo "F" e o Diário do Tripulante



Quando o país está quase todo agarrado a um dos três "F's", eu acabei por me prender a outro que, na minha opinião, é o único que tem algum valor.

Explico! Para evitar o Futebol, mudei de canal e deparei-me com o ... Fado. Porquê? Porque acabei de ver uma reportagem sobre uma excelente iniciativa das Festas de Lisboa - o Fado nos Eléctricos.

Para além das entrevistas a fadistas e passageiros, fiquei a conhecer o Rafael Santos, guarda-freio de profissão e de coração, que já foi motorista de autocarros e, entre outras coisas, jornalista. Para além disto o Rafael tem um blogue, o Diário do Tripulante, e vai lançar um livro de sua autoria no próximo dia 2 de Julho.

A entrevista foi feita a bordo do célebre 28E, onde eu costumo passar parte do meu tempo, nas minhas idas a Lisboa.

FFF


Está aí alguém?

terça-feira, 26 de junho de 2012

A ignorância americana! E a minha também...

(Desculpem alguns erros dactilográficos neste artigo. Foi escrito no iPad cujo teclado requer habituação. Estão, agora, corrigidos)

Por razões profissionais deparei-me hoje com um e-mail de uma jovem norte-americana que, pelo facto de ter que passar uns meses aqui no Funchal perguntava, entre outras coisas, se a rede eléctrica por aqui era fiável e se havia ligacões domésticas à Internet, como se estivéssemos aqui num fim de mundo e como se não soubesse que o trabalho que vem aqui realizar deixa implícito que, obviamente, todas essas questões estão devidamente asseguradas. 

Enfim, a ignorância típica dos norte-americanos, pensei na altura! Só que logo de seguida eu próprio fui confrontado com a minha ignorância, uma vez que há quase vinte anos quando pensei em vir viver para esta ilha, não fazia a mínima ideia das suas dimensões (na escola apenas se falava dos nome das ilhas e das capitais) e que ao confrontar-me com os famosos cinquenta por vinte quilómetros, achei que nunca conseguiria viver aqui... 

Que seja muito bem vinda a jovem norte americana e que aprenda muitas coisas novas por aqui, porque, apesar de tudo, é bom viver no Funchal!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mais uma vez o blogger a fazer das suas

O blogger, de vez em quando, gosta de fazer das suas! Hoje é a barra lateral direita onde estão todas as mini-aplicações que pura e simplemente desapareceu. Felizmente que nas configurações toda a informação continua intacta.

Haja paciência...

Actualização: depois de muito procurar, encontrei um artigo com um erro de código. Era isso que fazia desaparecer a barra.
Para já, tudo de volta ao normal.

sábado, 23 de junho de 2012

Juan Diego Flórez em Linda di Chamounix

Juan Diego Flórez é sem dúvida, um dos melhores tenores da actualidade. No reportório de bel canto não tem rival actualmente. A voz é seguríssima, nunca desafina e o timbre, de uma beleza invejável, não se altera de registo para registo.

Para além destas características, Flórez, tem um sentido de estilo e um bom gosto vocal, que não são  muito frequentes.

Deixo-vos com um vídeo do tenor a interpretar uma ária da ópera Linda di Chamounix em Barcelona.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Publicidade - British Airways

Um vídeo muito interessante com a mais recente campanha publicitária da British Airways.

Claro que o avião utilizado tinha que ser o melhor do mundo, que é ao mesmo tempo o meu preferido. Falo, obviamente, do Boeing 777.


terça-feira, 19 de junho de 2012

O Outras Escritas na RTP Madeira

O Outras Escritas está um bocadinho mais famoso depois de ter sido convidado a participar no dia de ontem, no programa Madeira Viva da RTP Madeira conjuntamente com o seu "novo blogue amigo" o Short Story of Life and Style.


A conversa sobre blogues, blogosfera, motivações e paixões correu muito bem. Estive em companhia de uma grande amiga, a Patrícia Lencastre autora do novíssimo Short Story of Life and Style e com uma vasta experiência em televisão.

Para os interessados, o programa pode ser visto aqui (a entrevista é mesmo no início do programa).

Seguem umas fotografia "roubadas" do blogue da Patrícia.






segunda-feira, 18 de junho de 2012

Outras Escritas na RTP Madeira

De saída para a RTP Madeira para falar do Outras Escritas no programa Madeira Viva.

domingo, 17 de junho de 2012

Rossini Opera Festival (novidades)


Depois de ter escrito "isto" aqui no Outras Escritas, como desabafo pelo facto de, mais uma vez, não poder comparecer no Rossini Opera Festival em Pesaro (Itália), uma amiga também apreciadora da ópera, chamou-me a atenção para o facto de "mais uma vez" eu perder um concerto do soprano Mariella Devia que já há uns anos não acontecia neste festival. Fiquei surpreendido, uma vez que, não sei como, não tinha reparado que este concerto estava incluído no programa e Mariella Devia é um dos meus sopranos favoritos da actualidade.


Assim sendo, resolvi mesmo contrariar esta malfadada crise em que o país está mergulhado e partir, pela primeira vez, à descoberta do maior festival dedicado a Rossini, que é um dos meus compositores favoritos.

Neste momento já tenho tudo reservado, incluindo os bilhetes para as récitas e concerto.

Aqui fica o "programa das festas":

19/08/2012 - Ciro in Babilonia (onde destaco a participação de um dos maiores contraltos da actualidade, Ewa Podles);

20/08/2012 - Voce que tenera (concerto com o soprano Mariella Devia, com interpretações de arias de Rossini, Belline e Donizetti)

20/08/2012 - Mathilde di Shabran (com a presença extraordinário Juan Diego Flórez)

21/08/2012 - Il signor Bruschino.


Demoro quase três dias a chegar a Pesaro. mas tenho a certeza que vai valer a pena!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Janelas de Todo o Mundo


A "Menina Laura", minha mãe, fez recentemente setenta anos. Durante toda a sua vida sempre foi uma lutadora e é uma verdadeira matriarca.


Descobriu há pouco mais de um ano as maravilhas da Internet e, como não poderia deixar de ser, o correio electrónico, as pesquisas, o homebanking e o Facebook estão completamente dominados.

Foi com satisfação que recentemente verifiquei que criou por sua iniciativa, um grupo aberto no Facebook, dedicado à fotografia de janelas. O grupo chama-se "Janelas de Todo o Mundo" e está a fazer um sucesso enorme, tendo já 340 membros.

Que tal passarem por lá? 

Está de parabéns a "Menina Laura", pelos setenta anos e por mais uma conquista!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Homenagem a Joan Sutherland na ópera de Sidney

Encontrei recentemente no youtube o vídeo que se segue com uma homenagem à que considero uma das melhores cantoras de sempre, Dame Joan Sutherland, realizada na ópera de Sydney em 2010, ano da sua morte..

Para além de testemunhos de familiares, colegas e amigos, podem também ver-se neste vídeo excertos dos momentos mais marcantes da longa carreira desta extraordinária cantora.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Aniversário do Enock


Hoje é o dia de aniversário do Enock, o meu afilhado da Zâmbia de quem já falei inúmeras vezes aqui no Outras Escritas. O Enock faz cinco anos e teve de presente umas calças de ganga e uma camisola. Ainda estou à espera de notícias para saber se ele gostou dos presentes, isto porque há partes do mundo onde a informação leva muito tempo a chegar, demasiado tempo para nós que estamos habituados a ter tudo à distância de um "click".


Relembro, como sempre, que "apadrinhei" o Enock através da Children International, uma organização humanitária que garante através dos seus centros de apoio que crianças com carências graves, associadas à pobreza extrema, têm acesso a cuidados básicos de saúde e educação.

Como referi, as notícias do Enock levam sempre muito tempo a chegar, mas "apadrinhá-lo" esteve só à distância de um "click".

Feliz aniversário Enock!


domingo, 6 de maio de 2012

Rockwell Blake, o tenor Rossiniano/ Rockwell Blake, the Rossini tenor

O vídeo seguinte é, na minha opinião, a prova provada de que Rockwell Blake é dos melhores rossinianos de sempre.

This video proves that Rockwell Blake is one of the best Rossini tenors of all times.



domingo, 15 de abril de 2012

O tenor Paulo Ferreira continua a deslumbrar o público alemão

Paulo Ferreira como "Grijorij" com Stefanie Rhaue como "Wirtin", Karsten Jesgarz como "Missail" e Thomas Rettensteiner como" Warlaam" durante o 4º quadro da Ópera "Boris Godunov" de M. Mussorgsky.
Continuam a chegar da Alemanha excelentes críticas às interpretações do tenor Paulo Ferreira:


(Traduzido do alemão)


(...)

Após as primeiras notas na Ária de Cavaradossi (do 1º acto) "Recondita armonia" você acha que não pode estar a acreditar nos seus ouvidos: Lá, você tem um maravilhoso Tenor Pucciniano que canto com poder, suavidade, flexibilidade e vigor. (...)

Um Cavaradossi de uma enorme classe, que durante os pouco mais de 23 minutos em que ele tem para cantar, investe com um poder radiante e luminoso de um herói juvenil no seu personagem.

O cantor Português dispõe de uma ampla e luminosa paleta sonora/tímbrica, que brilham com uma abundância de tons/cores, às vezes de aço, bem como (outras vezes) com um piano penetrante.

O ponto mais alto e brilhante da noite, foi com a Ária (do 3º acto) "E lucevan le stelle" que Ferreira canta como um nobre lamento, pleno de nostalgia e fervor, anseio de vida e memória sensorial.

Esta cena também envolve o encantamento do Belcanto (...) (que foram) momentos mágicos que o (cantor) convidado a partir do (Teatro de) Hof, (ofereceu a todo o público).

(de Christoph A. Brander, 22 de Março de 2012 - Kultur - Fuldaer Zeitung)

"Não foi por acaso que Paulo Ferreira partilhou o palco com Anna Netrebko. O tenor Português, membro do ensamble de cantores do Teatro Hof, esteve vocalmente brilhante no papel de Grijorij, uma voz de uma beleza excepcional."

(Crítica de Frank Herkommer)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mariella Devia em Anna Bolena (Florença)

Mariella Devia e restante elenco interpretam Anna Bolena de Gaetano Donizetti com acompanhamento a piano fazendo face a uma greve dos músicos da orquestra.

Aconteceu ontem 18 de Março, no Teatro Comunale.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Críticas ao Grigorij do tenor Paulo Ferreira

Aqui ficam algumas críticas à interpretação do tenor Paulo Ferreira da personagem de Grigorij na ópera de Mussorgsky, Boris Godunov (Teatro Hof - Baviera):



"O personagem Grigorij Otrepjew de Paulo Ferreira é apresentado de forma dinâmica e cheia de entusiasmo! O tenor Português aproxima-se de uma forma mais lírica à sua personagem e apresenta-se com um alemão (entoação) claro e perfeito."

"... enquanto estão a ter uma explosão vocal, o pretendente a filho do Czar, Grigorij (Paulo Ferreira), além de dar poder (potência), também se concentra na a beleza da sua voz. (...) , o tenor Português convidado, fez (deste modo) resplandecer a sua Voz de Tenor ! (...)"

(traduzido do alemão)

Mais uma vez: toi, toi, toi, meu caro Paulo!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Artigo interessante sobre Lisboa na Opera News deste mês (em Inglês)


Road Show: Lisbon

JOHN ALLISON takes a look at the history of opera in the Portuguese capital — and the state of opera there today.
Road Show Lisbon lg 312
© Gregory Downer 2012
"What a day, what a day, for an auto-da-fé! What a sunny summer sky!" It goes without saying that the Lisbon depicted in Candide — Bernstein's as well as Voltaire's — is a very different place from the city that today counts as one of Europe's most enchanting capitals. Indeed, it changed radically and catastrophically on the very day Voltaire was prompted to recount: no "sunny summer's day," it was All Saint's Day, November 1, 1755, when the Great Earthquake struck and was felt as far away as Jamaica. On that morning, most of the population was at Mass, and many who made it down to the seafront to take refuge from falling buildings were swept away by the resulting tsunami. 
There was even an operatic casualty. The 600-seat Casa de Opera, situated near the royal palace and the banks of the Tagus river, had been open for only seven months when it was destroyed. (It had been inaugurated on March 31, 1755, withAlessandro nell'Indie, by David Perez, King José I's mestre de capela.) To judge by engravings of the ruin, it was a handsome building. When the city finally picked itself up again, opera performances were given in a variety of theaters, but the Casa's greatest and most enduring successor — the Teatro Nacional de São Carlos, still home to opera in Lisbon — was opened in 1793.
Attending a performance at the São Carlos today, in its exquisite five-tiered rococo auditorium, which currently seats around 850, may be one of the most overlooked pleasures of European operagoing, but one doesn't have to have had the privilege to picture the scene. With its neoclassical façade opening onto a little square in Lisbon's affluent Chiado quarter, it seems for nearly 220 years to have been a constant focal point of city life, and as such it is well documented in the pages of Portuguese literature. It crops up atmospherically from time to time as a backdrop to the bourgeois life drawn so piquantly in the great realist novels of Eça de Queirós.
With a performance schedule that is not exactly intense, the São Carlos leaves opera-lovers time to explore a fine eighteenth-century city (the legacy of that earthquake), laid out elegantly within a triangle of hills. There are still remnants of the pre-quake Lisbon, none more spectacular than the Mosteiro dos Jerónimos at Belém, a masterpiece of the exuberant "Manueline" architectural style named in honor of Manuel I, who ruled (1495–1521) at the apogee of Portugal's seafaring power. The monastery is built on the site where Vasco da Gama (who makes an appearance in Meyerbeer'sL'Africaine) spent his last night ashore in prayer before setting off to round the Cape and sail to India. This voyage is celebrated by Luís de Camões in his epic Os Lusíadas (The Lusiads); the towering poet himself puts in an appearance in Donizetti's Dom Sébastien, the grand opéra that anticipates Don CarlosDom Sébastien tells of how King Philip of Spain's nephew, Sebastião, crippled the proud seafaring nation with a disastrous crusade against Morocco.
Despite its touchy subject, Dom Sébastien was seen at the São Carlos in 1845, only two years after its premiere, and much other opera history has been made there. The theater is cozy yet capable of holding almost any work, including Wagner, though the composer's most recent appearances here have not involved the pit. In his radically-conceived Ring, staged in annual installments between 2006 and 2009, Graham Vick turned the theater back-to-front and (as it were) inside-out, putting the action on a platform built over the stalls and ranging the audience around in the theater's boxes and even on the regular stage. The in-the-round approach, allowing the audience to get unusually close to the performers, was made possible only through the vision and commitment of then-intendant and artistic director Paolo Pinamonti, an Italian who left in 2007 when the government set up the administrative body OPART, fusing the opera and ballet companies and forcing the former to absorb the latter's debts. 
Since then, CEOs have come and gone, and so has Pinamonti's artistic successor, German stage director Christoph Dammann. British conductor Martin André is now at the artistic helm, and the 2011–12 season (the first he has planned) is a good example of his vision. It opened in October with a new production of Don Carlo and includes such intriguing fare as a double bill of Busoni's Turandot and Rachmaninoff's Francesca da Rimini alongside rarities by Montsalvatge and Marcos Portugal. Nevertheless, the theater often appears to be muddling on and is always in danger of being treated as a political football. State funding commitments in Portugal have always been disclosed later than in most European countries, making advance planning (and the booking of international artists) difficult.
Opera may never have had the easiest time here, yet in a city where the twin impulses of poetry and song run so deep, it is unthinkable that it should disappear. It's not a far walk from the São Carlos up to the fado bars where the spirit of Amália Rodrigues lives on. Evoking a peculiarly Portuguese strand of fatalism — saudade — this is music that could only have evolved in a city perched on the edge of Europe. The same can be said of the melancholy poems of Fernando Pessoa, whose literary review Orpheu — which he founded to introduce modernism to Portugal — carried deep musical resonance in its very title. In the words of George Steiner, all Pessoa's writing "gives to Lisbon the haunting spell of Joyce's Dublin or Kafka's Prague." spacer 
JOHN ALLISON is editor of Opera magazine and chief music critic of The Sunday Telegraph