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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Faz anos hoje - Diogo Infante

Diogo Infante nasceu a 28 de Maio de 1967.

Da Infopédia:

Actor e encenador português, nasceu a 28 de Maio de 1967, em Lisboa. Começou por fazer teatro amador no Algarve, vindo, mais tarde, para Lisboa, onde frequentou o Conservatório até 1991. Após algumas colaborações com o Teatro Aberto, estreou-se cinematograficamente com Nuvem (1992), de Ana Luísa Guimarães, ao qual se seguiu o thriller Encontros Imperfeitos (2003), de Jorge Marecos Duarte. Só se tornou um rosto conhecido do público português quando, ao lado de Eunice Muñoz, Raul Solnado e Alexandra Lencastre, protagonizou a telenovela A Banqueira do Povo (1993), baseada na figura verídica de Dona Branca, uma burlona lisboeta presa e julgada por fraude em 1984. Após um curto estágio na Grã-Bretanha, onde participou em diversos workshops, voltou ao cinema, protagonizando alguns dos títulos mais significativos do panorama nacional contemporâneo como Adeus Princesa (1994), de Jorge Paixão da Costa, as comédias Mortinho por Chegar a Casa (1996), de George Sluizer, e Pesadelo Cor de Rosa (1998), onde contracenou com Catarina Furtado, bem como a Sombra dos Abutres (1998), de Leonel Vieira, A Jangada de Pedra (2001), baseado no romance homónimo de José Saramago, e Portugal S.A. (2004), de Ruy Guerra. Também fez televisão, apresentando os concursos Pátio da Fama (1994) e Quem Quer Ser Milionário (2000), sucedendo a Carlos Cruz e Maria Elisa nessa posição. Foi presença constante em telenovelas brasileiras, como O Campeão (1997), e nacionais, como Os Lobos (1998) e Jóia de África (2002) e séries como Tudo ao Molho e Fé em Deus (1995) e Jornalistas (1999). Afirmou-se também como um dos jovens valores do panorama teatral português quer como encenador, em Odeio Hamlet (1999), de Paul Rudnick, quer como intérprete, em Sexo, Drogas e Rock N'Roll (2001), de Eric Bogosian. Participou ainda na colectânea musical As Melhores de João Gil (2001), ao lado de Jorge Palma e Lena D'Água, no tema "Laura".

Diogo Infante. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-05-28]

quarta-feira, 31 de março de 2010

Faz anos hoje - Eugénio Salvador

No dia 31 de Março de 1908 nasceu Eugénio Salvador.

Da Infopédia:

Actor, bailarino, dramaturgo e encenador português, de nome completo Eugénio Salvador Marques da Silva, nascido a 31 de Março de 1908, em Lisboa, e falecido na mesma cidade em 1992. Foi futebolista do Sport Lisboa e Benfica, tendo alinhado nas camadas jovens e nas reservas do clube. Optou depois por seguir a carreira de actor, tendo completado o curso do Conservatório. Estreou-se profissionalmente em 1928 na revista Grão de Bico. Daí para a frente, tornou-se uma das figuras maiores do teatro português, tendo protagonizado perto duma centena de peças, na sua grande maioria do género revisteiro no Teatro Maria Vitória e no Variedades. Das mais célebres, salientam-se Pernas à Vela (1958) e Abaixo as Saias (1959). Também se destacou como empresário teatral, tendo feito parceria com Rui Martins na gestão do Maria Vitória. Trabalhou amiudamente em cinema, tendo-se estreado em Lisboa, Crónica Anedótica (1930), de Leitão de Barros, a que se seguiram prestações em Maria Papoila (1937), também de Leitão de Barros, Fado, História Duma Cantadeira (1948) e Sonhar É Fácil (1951), ambos de Perdigão Queiroga, Eram Duzentos Irmãos (1952), de Constantino Esteves e A Maluquinha de Arroios (1970), de Henrique Campos. Permaneceu activo no teatro de revista até 1988, ano em que se retirou definitivamente. As suas últimas aparições artísticas foram feitas no programa televisivo Herman Circus (1990) e no filme Aqui D'El-Rei (1992), de António Pedro Vasconcelos.

Eugénio Salvador. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-03-31]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Faz anos hoje - Bertolt Brecht

Bertolt Brecht nasceu no dia 10 de Fevereiro de 1898.

Da Infopédia:

Bertolt Brecht nasceu na Alemanha em 1898. Estudou Medicina e cumpriu o serviço militar num hospital, durante a I Guerra Mundial. É deste período que data a sua primeira peça. No após-guerra, desenvolveu uma atitude de oposição aos valores e à sociedade burguesa, exprimindo um profundo desapontamento em relação à sua geração, incluindo aqueles que se encontravam ligados a certas correntes do Modernismo. Com o compositor Kurt Weill, escreveu a célebre Die Dreigroschenoper ( A Ópera dos Três Vinténs , 1928). Com a ascensão ao poder do nacional-socialismo em 1933, Brecht partiu para o exílio, primeiro na Dinamarca e depois nos Estados Unidos da América, onde fez alguns filmes em Hollywood. Entretanto, na Alemanha era-lhe retirada a cidadania e os seus livros eram lançados à fogueira, no zelo persecutório que percorria as autoridades do país. Porém, seria justamente entre 1937 e 1941 que Brecht escreveria algumas das suas grandes peças - nomeadamente Mutter Courage und ihre Kinder ( Mãe Coragem e os seus Filhos , 1941) -, alguns dos melhores ensaios teóricos, diálogos e poemas. Em 1948, Brecht regressou a Berlim, na então República Democrática Alemã, onde se tornou director do Berliner Ensemble e onde viria a morrer em 1956.Outras peças dignas de especial referência são Leben des Galilei ( Vida de Galileu , 1943) e Der kaukasische Kreidekreis ( O Círculo de Giz Caucasiano , 1949). Brecht foi um dos grandes reformadores do teatro no século XX, desenvolvendo uma forma de drama capaz de realizar um certo tipo de intervenção social, ideologicamente marcada por um posicionamento político assumidamente de esquerda.

Bertolt Brecht. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-02-10]

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Faz anos hoje - Molière

No dia15 de Janeiro de 1622, nasceu Jean-Baptiste Poquelin.

Da Infopédia:

Dramaturgo e actor francês (1622-1673), pseudónimo de Jean-Baptiste Poquelin, é considerado o melhor autor de toda a comédia francesa. Foi um dos fundadores do Illustre Théâtre em 1643. A sua primeira peça, les Précieuses ridicules (1659), alcançou um certo êxito, o que o levou a estabelecer-se em Paris. As peças mais conhecidas são: l'École des femmes (1662), le Tartuffe (1664), le Misanthrope (1666), l'Avare (1668), le Bourgeois gentilhomme (1670) e le Malade imaginaire (1673). As comédias de Molière constituem uma exposição da hipocrisia da sociedade francesa da época, o que o tornou alvo de muitas críticas.

Molière. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-01-15]

domingo, 6 de dezembro de 2009

Faz anos hoje - António Feio

No dia 6 de Dezembro de 1954 nascei António Feio.

Da Infopédia:

Actor e encenador português, nasceu a 6 de Dezembro de 1954, em Lourenço Marques (actual Maputo), em Moçambique. António Feio foi viver para Lisboa com a família, aos sete anos de idade. Enquanto frequentava o liceu, costumava ir assistir aos ensaios da mãe, no Teatro Experimental de Cascais, e foi assim que surgiu o convite de Carlos Avilez para fazer parte de elenco da peça O Mar, de Miguel Torga, que estreou a 6 de Maio de 1966 e que marcou o início de uma promissora carreira de actor. Em 1974, fez a digressão do Teatro Experimental de Cascais por Moçambique. De novo em Lisboa, leva a cena inúmeras peças em teatros, como o S. Luiz, o Teatro Adoque, o Teatro ABC, a Casa da Comédia, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o Teatro Aberto, o Teatro Variedades, entre outros. Começou a tornar-se conhecido do grande público devido às suas aparições televisivas: a primeira foi na série policial Zé Gato (1980). Seguiram-se papéis secundários em Sabadabadú (1981), na telenovela Origens (1983) e no programa infantil Zarabadim (1985). Em 1993 actuou, em parceria com José Pedro Gomes, na peça Inox - Take 5, e assim teve início uma "dupla" de sucesso. O seu trabalho no teatro alargou-se também à encenação de espectáculos que têm sido apresentados no Centro Cultural de Belém e nos Teatros Nacionais de Lisboa e Porto, entre outros. Com José Pedro Gomes actuou e encenou peças que alcançaram um enorme êxito, destacando-se O Que Diz Molero (1994), Conversa da Treta (1997), que se tornou tão popular que passou também na televisão sob a forma de vários episódios, e Arte (1998), num trio que inclui Miguel Guilherme, e que fizeram rir um público entusiasta. Encenou outras peças de referência, como A Partilha (1994), Perdidos em Yonkers (1996), Duas Semanas com o Presidente (1996), O Aleijadinho do Corvo (1997) e Bom Dia Benjamim (1998). Após ter assumido a personagem Johnny Bigodes no concurso Ai os Homens (1998) e ter co-apresentado, ao lado de Rui Paulo, o programa televisivo Mulher Não Entra (2001), voltou ao teatro de cariz cómico: Inox (2002), ao lado de Maria Rueff, a Treta Continua (2003), com José Pedro Gomes, e Deixa-me Rir (2004), com Virgílio Castelo.

António Feio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-06]

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Faz anos hoje - Vivien Leigh

No dia 5 de Novembro de 1913 nasceu Vivien Leigh.

Da Infopédia:

Actriz inglesa nascida a 5 de Novembro de 1913, em Darjeeling, na Índia, e falecida a 7 de Julho de 1967, em Londres, vitimada por tuberculose. Filha de um corretor inglês e de uma doméstica irlandesa, foi educada na Inglaterra, França e Itália em diversos colégios de freiras. Desde menina que almejava seguir uma carreira ligada aos palcos. Estudou Interpretação na Royal Academy of Dramatic Art, mas foi obrigada a interromper os estudos quando se casou com o advogado Herbert Leigh quando tinha apenas 19 anos. Estrear-se-ia profissionalmente, em 1935, na West End de Londres com a peça The Sash. A sua beleza e talento não passaram despercebidos aos produtores cinematográficos que se apressaram em assegurar os seus serviços. Estreou-se em 1935 na comédia Look Up and Laugh. Durante as rodagens de Fire Over England (Inglaterra em Chamas, 1937) apaixonou-se por Laurence Olivier com quem viveria um apaixonado e conturbado idílio. Ambos casados, abandonaram os seus respectivos consortes para viverem juntos. Segundo se conta, o produtor David O. Selznick ficou positivamente impressionado com o desempenho da actriz no filme Sidewalks of London (Ilusões Perdidas, 1938) e decidiu convidá-la para fazer uma audição para o papel de Scarlett em Gone With the Wind (E Tudo o Vento Levou, 1939). A força e a energia de Leigh, tão indispensáveis para a personagem, foram condições essenciais para que o papel lhe fosse atribuído. Scarlett tornar-se-ia a imagem de marca da actriz, uma personagem inesquecível e imortal que lhe valeu o Óscar para Melhor Actriz. Apesar do galardão, Leigh procurou moderar as suas aparições artísticas, de modo a dedicar-se a Olivier. Ambos contracenariam em That Hamilton Woman (A Batalha de Trafalgar, 1941). Os seus trabalhos cinematográficos tornaram-se cada vez mais raros: nos dez anos seguintes, apenas filmou por mais três vezes, protagonizando Caeser and Cleopatra (César e Cleópatra, 1945), Anna Karenina (1948) e A Streetcar Named Desire (Um Eléctrico Chamado Desejo, 1951), onde voltou a ter uma interpretação magistral na pele de Blanche DuBois, uma mulher presa num mundo de fantasia e que valeu a Leigh o seu segundo Óscar para Melhor Actriz. Gradualmente, os seus problemas de saúde, agravados pela dependência do álcool e das drogas, começaram a afectar a sua carreira. A actriz sofria sucessivas crises de instabilidade emocional, procurando conforto em relações extra-conjugais. Em 1960, Vivian Leigh e Laurence Olivier separaram-se definitivamente. Ship of Fools (A Nave dos Loucos, 1965) foi o seu último trabalho cinematográfico. Ainda acedeu ao convite de John Gielgud para protagonizar, na Broadway e durante seis meses, a peça Ivanov (1966). Regressou a Londres para produzir e protagonizar a peça A Delicate Balance (1967) de Edward Albee. Seis dias antes da estreia, foi encontrada morta no seu apartamento. Como homenagem, as luzes do West End ficaram apagadas durante uma hora.

Vivien Leigh. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-05]

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Faz anos hoje - Raul Solnado

Faria hoje oitenta anos o "nosso" Raul Solnado.

Da Infopédia:

Comediante e actor português de teatro, cinema, rádio e televisão, nascido a 19 de Outubro de 1929, no bairro da Madragoa, em Lisboa. Faleceu a 8 de Agosto de 2009, aos 79 anos, na sua terra natal. Iniciou a sua carreira artística aos 17 anos como actor amador na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, onde foi colega de José Viana, de Varela Silva e de Jacinto Ramos. O gosto pelo teatro levou-o a inscrever-se, em 1951, num curso nocturno do Conservatório Nacional. A sua estreia como profissional foi feita a 10 de Dezembro de 1952 no Maxime integrando o elenco do espectáculo Sol da Meia-Noite escrito por José Viana. Numa noite em que Vasco Morgado estava na plateia do Maxime, o empresário convidou-o para trabalhar no Parque Mayer. A sua primeira revista foi Canta, Lisboa! (1953) onde trabalhou ao lado de Laura Alves. Nos primeiros anos, fez a aprendizagem ao lado das primeiras figuras da revista da época, onde se incluíam nomes como os de António Silva, Irene Isidro, Vasco Santana, Teresa Gomes, João Villaret, Assis Pacheco e Manuel Santos Carvalho. Solnado passou também pela opereta, na altura já um género em decadência, integrando o elenco de Maria da Fonte (1953) e de O Zé do Telhado (1955). A estreia cinematográfica de Solnado fez-se numa curta-metragem de Ricardo Malheiro: Ar, Água e Luz. Seguiu-se um pequeno papel de detective ao lado de Humberto Madeira em O Noivo das Caldas (1956) de Arthur Duarte. Em 1956, casou-se com a actriz brasileira Joselita Alvarenga, de quem se separaria em 1970. Deste casamento, nasceriam dois filhos, Alexandra e José Renato. Gradualmente tornou-se um dos actores mais promissores do panorama artístico nacional. Começou a protagonizar as suas primeiras revistas: Música, Mulheres e... (1957) e Três Rapazes e Uma Rapariga (1957). Depois de pequenos papéis em Perdeu-se um Marido (1957) de Henrique Campos e Sangue Toureiro (1958) de Augusto Fraga, fez o primeiro filme como protagonista: a comédia O Tarzan do Quinto Esquerdo (1958), também realizado por Augusto Fraga. Em 1958, deu os seus primeiros espectáculos no Brasil, país onde desfrutou de enorme popularidade e sucesso. De novo em Portugal, regressou ao Parque Mayer, desta vez ao Teatro ABC, para protagonizar a revista Vinho Novo (1959), ao lado de José Viana. Em 1961, enfrentou os seus primeiros problemas com a Censura: Solnado e Camilo de Oliveira são julgados por ofensas contra a Comissão de Exame e Classificação dos Espectáculos por terem representado falas que tinham sido abolidas pela censura. Em 1960, juntamente com Humberto Madeira e Carlos Coelho, tornou-se sócio da Companhia Teatral do Capitólio. Pelo seu desempenho secundário de sacristão no filme As Pupilas do Senhor Reitor (1961) de Perdigão Queiroga, foi agraciado com o Prémio SNI para Melhor Interpretação Masculina. Marcou presença num dos momentos mais emblemáticos do Cinema Novo português: foi o protagonista de Dom Roberto (1962) de José Ernesto de Sousa. Ao lado de Glicínia Quartin, Rui Mendes e Adelaide João, Solnado desempenhou João Barbelas, um pobre fantocheiro de rua que salva a sua amada do desespero, passando ambos a viver num mundo de esperança e de ilusões. O registo dramático de Solnado foi elogiado em todos os panoramas jornalísticos nacionais que glorificaram a versatilidade interpretativa do actor. Dom Roberto veio a ser o primeiro filme português a ser distinguido no Festival de Cannes com o Prémio da Jovem Crítica. Em 1961, Solnado atingiu o auge da sua popularidade com a rábula A História da Minha Ida à Guerra de 1908, representada pela primeira vez na revista Bate o Pé. A rábula seria mesmo transcrita para disco, tornando-se um fenómeno de vendas pouco usual para a época. Após uma discreta participação no filme O Milionário (1962), de Perdigão Queiroga, e depois de muitos sucessos revisteiros em Portugal e no Brasil, fundou, em 1964, o Teatro Villaret com uma Companhia própria. Aí protagonizaria sucessos de público como O Impostor-Geral (1965), Braço Direito Precisa-se (1966), Desculpe Se o Matei (1966), Pois, Pois (1967) e A Preguiça (1968). Juntamente com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, entrou para a História da Televisão portuguesa, apresentando o programa Zip Zip (1969). Esta mistura de talk-show com números cómicos e musicais acabou por alcançar uma popularidade nunca antes vista, a ponto de o cancelamento do programa ter sido recebido com grandes manifestações de pesar e protesto. Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, filiou-se no Partido Socialista e optou por passar largas temporadas no Brasil, onde protagonizou o filme Aventuras de um Detective Português (1975). De volta ao seu país natal, encarnou as personagens principais das peças Isto é Que Me Dói (1978), Felizardo e Companhia (1978), Há Petróleo no Beato (1981) e SuperSilva (1983). Em palco, foi ainda actor convidado do Teatro Nacional D. Maria II (O Fidalgo Aprendiz, de Francisco Manuel de Melo, em 1988) e do Teatro Nacional de S. Carlos (O Morcego, de Strauss, em 1992), e teve também papéis de destaque em As Fúrias, de Agustina Bessa-Luís (1994), O Avarento, de Molière (1995), e O Magnífico Reitor, de Diogo Freitas do Amaral (2001). Relativamente ao cinema e depois do seu regresso a Portugal, voltou a esta arte pela mão de José Fonseca e Costa num impressionante registo dramático de Inspector Elias Santana em A Balada da Praia dos Cães (1987). Daí para a frente, para além das participações em palco já mencionadas, apostou sobretudo em trabalhos televisivos: ao lado de Armando Cortez e de Margarida Carpinteiro, protagonizou a sitcom Lá em Casa Tudo Bem (1988), participou nas telenovelas A Banqueira do Povo (1993) e Ajuste de Contas (2000) e no telefilme da SIC Facas e Anjos (2000) onde pôde realizar o velho sonho de vestir a pele de um palhaço. Em 1991, lançou a biografia A Vida Não Se Perdeu. Foi também sua a ideia de criar a Casa do Artista, concretizada depois por Armando Cortez, Manuela Maria e Carmen Dolores, e inaugurada oficialmente em Setembro de 1999.

Raul Solnado. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-10-19]

sábado, 10 de outubro de 2009

Faz anos hoje - Miguel Falabella

No dia 10 de Outubro de 1956 nasceu Miguel Falabella.

Da Wikipédia (desculpem o português brasileiro):

Miguel é um artista multimídia, considera-se um "worklover". Ainda quando pequeno, quando morava na Ilha do Governador, assistiu ao musical Hello, Dolly, estrelado por Bibi Ferreira, e se encantou pelo mundo da dramaturgia.

Estreou na televisão em 1982, no programa Caso Verdade, no episódio Jam e Jim, onde dava vida ao personagem título. Logo depois, participou de sua primeira novela, Sol de Verão, de Manoel Carlos, como o médico Romeu.

Conquistou o sucesso em 1986, ao interpretar Miro, no remake Selva de Pedra, de Janete Clair. Muitos não acreditavam no talento dele, primeiramente por ser novo na televisão, mas principalmente por na primeira versão da novela, em 1972, Carlos Vereza ter dado um show interpretando o personagem. Porém, Miguel se superou e sua atuação foi comparada a de Verez. Houve quem dissesse que ele superou a do veterano.

Estreou como apresentador de televisão no programa Vídeo Show, em agosto de 1987. O sucesso foi tanto, que Miguel permaneceu a frente do programa até 2002, quando foi substituído por André Marques, no mês de janeiro. Segundo Miguel, ele mesmo pediu para sair, por achar que as coisas têm um ciclo e que sempre é bom deixar saudades.

É um artista bastante ativo no teatro e na televisão. Nos palcos, além de musicais nacionais, costuma trazer a Broadway para o Brasil. Atuou no grande sucesso Loiro, Alto, Solteiro, Procura e escreveu também A Partilha, peça que ganhou versão para o cinema (com direção de Daniel Filho). Na televisão, dentre muitos trabalhos, alcançou grande popularidade apresentando o programa Vídeo Show durante 15 anos, e também representando Caco Antíbes no humorístico Sai de Baixo.

Sua ligação com a poesia e a escrita é forte. Participou de alguns CDs de poesia, e escreveu alguns livros. Foi também autor de várias crônicas publicadas em jornais e revistas, sua coleção mais famosa delas era intítulada Coração Urbano.

Está no ar atualmente em Toma Lá, Dá Cá (Rede Globo), como o ex-surfista Mário Jorge. Também assina o roteiro, ao lado da amiga Maria Carmem Barbosa.

Com tradução e direção dele, está em cartaz o musical Hairspray.

domingo, 23 de agosto de 2009

Faz anos hoje - Tônia Carrero

No dia 23 de Agosto de 1922 nasceu Tônia Carrero.

Da Infopédia:

Conceituada actriz brasileira nascida a 23 de Agosto de 1922, de seu nome completo Maria Antonieta de Farias Porto Carrero. Aos 18 anos, casou-se com um reputado médico e viajou para Paris, onde teve as primeiras aulas de teatro. Regressou ao Brasil após o fim da Segunda Grande Guerra e em breve a sua casa tornou-se palco de animadas tertúlias onde pontificavam nomes como Érico Veríssimo e Paulo Autran. Foi ao lado deste que se estreou no teatro com a peça Um Deus Dormiu Lá em Casa (1949). O êxito desta peça catapultou-a para uma sólida carreira teatral que atingiu o seu auge quando em 1956 protagonizou a peça Cândida de Bernard Shaw. Foi das actrizes mais requisitadas no cinema, encabeçando o elenco de Querida Susana (1947), Tico-Tico no Fubá (1952), Mãos Sangrentas (1955) e Fogo e Paixão (1988). Portugal conheceu-a através de telenovelas como Água Viva (1980), Louco Amor (1983), Sassaricando (1987), Kananga do Japão (1989) e Sangue do Meu Sangue (1995) e pela co-produção luso-brasileira Cupido Electrónico (1993). É mãe do actor e encenador Cecil Thiré.
Tônia Carrero. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-08-23]

sábado, 22 de agosto de 2009

Morreu Morais e Castro

Acabei de ouvir no noticiário que morreu o actor Morais e Castro. Deixa-nos cedo mais um grande actor.

Da Infopédia:

Actor português nascido em 30 de Setembro de 1942, exerce paralelamente a profissão de advogado. Após ter frequentado o Conservatório Nacional, estreou-se no cinema com um pequeno papel no filme Pássaros de Asas Cortadas (1963). Foi um dos precursores do teatro independente português, tendo participado juntamente com Rui Mendes e Irene Cruz na fundação do Grupo 4 (1966) e do Teatro Moderno de Lisboa (1968) onde teve como colegas actores consagrados como Carmen Dolores, Ruy de Carvalho e Rogério Paulo. Assumidamente comunista, foi diversas vezes interrogado pela PIDE. Após o 25 de Abril, foi presença constante no Teatro Vasco Santana, onde, ao lado de Amália Rodrigues, fez sessões de esclarecimento sobre a Revolução dos Cravos. Ganhou extrema popularidade através da televisão, especialmente no papel de professor na série cómica As Lições do Tonecas (1996-99). Entre outros registos, contam-se participações nas séries Eu Show Nico (1988), Euronico (1990) e nas telenovelas Desencontros (1995), Filhos do Vento (1997) e Amanhecer (2002). É casado com a actriz Linda Silva. Morais e Castro.

In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-08-22]

sábado, 8 de agosto de 2009

Morreu o Raul Solnado

Acabei de saber que morreu Raul Solnado, um dos maiores vultos do teatro do nosso país. Deixo aqui a minha homenagem.

Da Infopédia:

Comediante e actor português de teatro, cinema, rádio e televisão, nascido a 19 de Outubro de 1929, no bairro da Madragoa, em Lisboa. Iniciou a sua carreira artística aos 17 anos como actor amador na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, onde foi colega de José Viana, de Varela Silva e de Jacinto Ramos. O gosto pelo teatro levou-o a inscrever-se, em 1951, num curso nocturno do Conservatório Nacional. A sua estreia como profissional foi feita a 10 de Dezembro de 1952 no Maxime integrando o elenco do espectáculo Sol da Meia-Noite escrito por José Viana. Numa noite em que Vasco Morgado estava na plateia do Maxime, o empresário convidou-o para trabalhar no Parque Mayer. A sua primeira revista foi Canta, Lisboa! (1953) onde trabalhou ao lado de Laura Alves. Nos primeiros anos, fez a aprendizagem ao lado das primeiras figuras da revista da época, onde se incluíam nomes como os de António Silva, Irene Isidro, Vasco Santana, Teresa Gomes, João Villaret, Assis Pacheco e Manuel Santos Carvalho. Solnado passou também pela opereta, na altura já um género em decadência, integrando o elenco de Maria da Fonte (1953) e de O Zé do Telhado (1955). A estreia cinematográfica de Solnado fez-se numa curta-metragem de Ricardo Malheiro: Ar, Água e Luz. Seguiu-se um pequeno papel de detective ao lado de Humberto Madeira em O Noivo das Caldas (1956) de Arthur Duarte. Em 1956, casou-se com a actriz brasileira Joselita Alvarenga, de quem se separaria em 1970. Deste casamento, nasceriam dois filhos, Alexandra e José Renato. Gradualmente tornou-se um dos actores mais promissores do panorama artístico nacional. Começou a protagonizar as suas primeiras revistas: Música, Mulheres e... (1957) e Três Rapazes e Uma Rapariga (1957). Depois de pequenos papéis em Perdeu-se um Marido (1957) de Henrique Campos e Sangue Toureiro (1958) de Augusto Fraga, fez o primeiro filme como protagonista: a comédia O Tarzan do Quinto Esquerdo (1958), também realizado por Augusto Fraga. Em 1958, deu os seus primeiros espectáculos no Brasil, país onde desfrutou de enorme popularidade e sucesso. De novo em Portugal, regressou ao Parque Mayer, desta vez ao Teatro ABC, para protagonizar a revista Vinho Novo (1959), ao lado de José Viana. Em 1961, enfrentou os seus primeiros problemas com a Censura: Solnado e Camilo de Oliveira são julgados por ofensas contra a Comissão de Exame e Classificação dos Espectáculos por terem representado falas que tinham sido abolidas pela censura. Em 1960, juntamente com Humberto Madeira e Carlos Coelho, tornou-se sócio da Companhia Teatral do Capitólio. Pelo seu desempenho secundário de sacristão no filme As Pupilas do Senhor Reitor (1961) de Perdigão Queiroga, foi agraciado com o Prémio SNI para Melhor Interpretação Masculina. Marcou presença num dos momentos mais emblemáticos do Cinema Novo português: foi o protagonista de Dom Roberto (1962) de José Ernesto de Sousa. Ao lado de Glicínia Quartin, Rui Mendes e Adelaide João, Solnado desempenhou João Barbelas, um pobre fantocheiro de rua que salva a sua amada do desespero, passando ambos a viver num mundo de esperança e de ilusões. O registo dramático de Solnado foi elogiado em todos os panoramas jornalísticos nacionais que glorificaram a versatilidade interpretativa do actor. Dom Roberto veio a ser o primeiro filme português a ser distinguido no Festival de Cannes com o Prémio da Jovem Crítica. Em 1961, Solnado atingiu o auge da sua popularidade com a rábula A História da Minha Ida à Guerra de 1908, representada pela primeira vez na revista Bate o Pé. A rábula seria mesmo transcrita para disco, tornando-se um fenómeno de vendas pouco usual para a época. Após uma discreta participação no filme O Milionário (1962), de Perdigão Queiroga, e depois de muitos sucessos revisteiros em Portugal e no Brasil, fundou, em 1964, o Teatro Villaret com uma Companhia própria. Aí protagonizaria sucessos de público como O Impostor-Geral (1965), Braço Direito Precisa-se (1966), Desculpe Se o Matei (1966), Pois, Pois (1967) e A Preguiça (1968). Juntamente com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, entrou para a História da Televisão portuguesa, apresentando o programa Zip Zip (1969). Esta mistura de talk-show com números cómicos e musicais acabou por alcançar uma popularidade nunca antes vista, a ponto de o cancelamento do programa ter sido recebido com grandes manifestações de pesar e protesto. Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, filiou-se no Partido Socialista e optou por passar largas temporadas no Brasil, onde protagonizou o filme Aventuras de um Detective Português (1975). De volta ao seu país natal, encarnou as personagens principais das peças Isto é Que Me Dói (1978), Felizardo e Companhia (1978), Há Petróleo no Beato (1981) e SuperSilva (1983). Em palco, foi ainda actor convidado do Teatro Nacional D. Maria II (O Fidalgo Aprendiz, de Francisco Manuel de Melo, em 1988) e do Teatro Nacional de S. Carlos (O Morcego, de Strauss, em 1992), e teve também papéis de destaque em As Fúrias, de Agustina Bessa-Luís (1994), O Avarento, de Molière (1995), e O Magnífico Reitor, de Diogo Freitas do Amaral (2001). Relativamente ao cinema e depois do seu regresso a Portugal, voltou a esta arte pela mão de José Fonseca e Costa num impressionante registo dramático de Inspector Elias Santana em A Balada da Praia dos Cães (1987). Daí para a frente, para além das participações em palco já mencionadas, apostou sobretudo em trabalhos televisivos: ao lado de Armando Cortez e de Margarida Carpinteiro, protagonizou a sitcom Lá em Casa Tudo Bem (1988), participou nas telenovelas A Banqueira do Povo (1993) e Ajuste de Contas (2000) e no telefilme da SIC Facas e Anjos (2000) onde pôde realizar o velho sonho de vestir a pele de um palhaço. Em 1991, lançou a biografia A Vida Não Se Perdeu. Foi também sua a ideia de criar a Casa do Artista, concretizada depois por Armando Cortez, Manuela Maria e Carmen Dolores, e inaugurada oficialmente em Setembro de 1999.
Raul Solnado. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-08-08]

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Faz anos hoje - Nicolau Breyner

No dia 30 de Julho de 1940 nasceu Nicolau Breyner.

Da Infopédia:

Nicolau Breyner nasceu a 30 de Julho de 1940 em Serpa. Depois de passar a infância em plena planície alentejana, instalou-se em Lisboa onde começou a estudar Canto na Juventude Musical. Em 1957, aos 17 anos, ganhou uma bolsa de estudo e passou dois meses em Itália. Quando regressou, optou por frequentar o curso de Direito e matriculou-se também no Conservatório. Em 1959, o actor Ribeirinho, um dos seus professores no Conservatório, convidou-o, juntamente com a actriz Florbela Queirós, para o elenco da peça Leonor Teles. O pequeno papel de Breyner não passou despercebido aos principais produtores teatrais e brevemente o actor tornou-se cabeça de cartaz nos teatros de revista do Parque Mayer, dividindo as atenções com Laura Alves, Raul Solnado e Eugénio Salvador. Ao mesmo tempo, dedicou-se ao teatro radiofónico na Emissora Nacional e participou em filmes como Pão, Amor e... Totobola (1964), O Diabo Era Outro (1969) e Malteses, Burgueses e às Vezes... (1974). Contudo, Breyner só se torna um fenómeno de popularidade após a Revolução dos Cravos com o programa televisivo Nicolau no País das Maravilhas (1975), onde, juntamente com Herman José, celebrizou a rábula O Senhor Feliz e o Senhor Contente, em que satirizavam, de uma forma lúdica, a situação política e económica vigente. Depois do sucesso do programa humorístico Eu Show Nico (1980), Breyner apareceu associado ao projecto da primeira telenovela portuguesa: Vila Faia (1982). Juntamente com Thilo Krassman e Francisco Nicholson, foi autor e director de actores, tendo também encarnado a personagem de João Godunha, um camionista ligado a uma empresa de produção vinícola. Com um elenco onde também pontificavam nomes como os de Ruy de Carvalho, Mariana Rey Monteiro e Varela Silva, a telenovela foi um êxito a nível nacional. Participou também na série humorística Gente Fina é Outra Coisa (1983), que marcou a última aparição televisiva da actriz Amélia Rey Colaço, entrou como actor na telenovela Origens (1983) e fez uma derradeira incursão no teatro musical com a peça Annie (1984). Nessa fase, fundou a produtora NBP e figurou em séries como a segunda versão de Eu Show Nico (1987) e Os Homens da Segurança (1988). Na década de 90, Breyner dedicou-se exclusivamente à televisão com Euronico (1990), Nico de Obra (1993), Cinzas (1993) e Reformado e Mal Pago (1996), não deixando de fazer incursões no cinema em Jaime (1999) de António Pedro Vasconcelos, Inferno (1999) de Joaquim Leitão, Os Imortais (2003) de António Pedro Vasconcelos e O Milagre Segundo Salomé (2004) de Mário Barroso.

Nicolau Breyner. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-07-30]

terça-feira, 23 de junho de 2009

Armando Cortez

No dia 23 de Junho de 1928 nasceu Armando Cortez.

Da Infopédia:

Actor português, nasceu a 23 de Junho de 1928, em Lisboa, e morreu a 11 de Abril de 2002, vítima de complicações cardíacas. A sua carreira artística iniciou-se no Liceu Pedro Nunes, onde fez teatro radiofónico amador. Findos os estudos liceais, ignorou as pretensões do pai em vê-lo pintor e decidiu entrar no Conservatório. Ainda como aluno, estreou-se no Teatro Estúdio de Salitre, com a peça Um Chapéu de Palha de Itália (1949), de Labiche, ao lado de Canto e Castro e Rogério Paulo. Terminado o Conservatório, profissionalizou-se no Teatro Apolo, e integrou a Companhia Teatro do Povo, tendo feito dezenas de tournées pelo país. Estreou-se no cinema com um pequeno papel em O Cerro dos Enforcados (1954), mas a sua grande paixão era, sem dúvida, o teatro. Cortez começou a granjear aura de actor dramático, tendo protagonizado À Espera de Godot, de Samuel Beckett, em 1957, ao lado de Ribeirinho e de Fernando Gusmão, e um inesquecível Rei Lear, em 1958. Com o advento da televisão em Portugal, Cortez tornou-se mais conhecido junto do grande público, nomeadamente com a sua participação nas peças de teatro semanais e na parceria cómica que fez com Francisco Nicholson em Riso e Ritmo (1960). Em 1962, fundou o Teatro Moderno de Lisboa, actuando e encenando, no Cinema Império, peças como O Pato e O Crime do Padre Amaro. Fez também incursões pelo teatro de revista, contracenando com Laura Alves, Raul Solnado e Ivone Silva. Em 1975, foi protagonista, ao lado de Raul Solnado, duma das peças teatrais mais bem sucedidas do pós-25 de Abril: Schweik na Segunda Guerra Mundial, de Bertolt Brecht, com um elenco composto por nomes como Ruy de Carvalho, Lourdes Norberto, Fernanda Borsatti e Adelaide João. Na década de 80, o actor preferiu dedicar-se à televisão, embora não tenha colocado de parte o teatro, participando em títulos como Tragédia na Rua das Flores (1981) e a comédia Aqui Há Fantasmas (1987), de Henrique Santana. Pelo meio, teve uma sólida participação no filme Sem Sombra de Pecado (1983), de José Fonseca e Costa, naquela que foi a sua prestação cinematográfica mais célebre, ao lado de Mário Viegas. No ecrã televisivo, o nome de Cortez apareceu associado às telenovelas: a primeira foi Chuva na Areia (1984), ao lado de Virgílio Teixeira e de Mariana Rey Monteiro. Posteriormente, seguiram-se Palavras Cruzadas (1986), Passerelle (1988), uma inesquecível parceria com Raul Solnado na comédia Lá em Casa Tudo Bem (1988), Cinzas (1993), Na Paz dos Anjos (1994), Vidas de Sal (1996), Filhos do Vento (1996), A Grande Aposta (1997) e Os Lobos (1998). Em 1999, viu cumprido o seu sonho: a inauguração da Casa do Artista, uma casa de repouso para pessoas do espectáculo. Por isso e pelo seu percurso artístico, foi galardoado, em 2000, com a Ordem do Infante D. Henrique. Profissionalmente, foi através da televisão que o actor se despediu do grande público: com a série Alves dos Reis (2000) e com a telenovela Ajuste de Contas (2000), onde interpretou magistralmente a personagem de Mestre Eugénio, um pintor alcoólico que desperdiça o seu talento a falsificar quadros. Neste último trabalho (como em muitos outros), contracenou com a sua mulher Manuela Maria, com quem casara em 1960.

Armando Cortez. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-23]

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Manuel Teixeira Gomes

No dia 27 de Maio de 1860 nascia Manuel Teixeira Gomes.

Da Infopédia:

Cronista, dramaturgo, crítico de arte, ficcionista e político português, nasceu a 27 de Maio de 1860, em Portimão, e morreu a 18 de Outubro de 1941, em Bougie, na Argélia. Depois de ter frequentado o Seminário de Coimbra, onde foi companheiro de José Relvas, matriculou-se na Faculdade de Medicina, não chegando, porém, a concluir o curso. Depois de uma vivência de boémia, entre Coimbra, Lisboa e Porto, durante a qual conviveu com algumas das figuras mais conhecidas da literatura do último quartel de Novecentos, como Sampaio Bruno, Teófilo Braga, Fialho de Almeida, António Patrício, Malheiro Dias e António Nobre, adquirindo uma cultura artística e literária rica e diversificada, regressou a Portimão para se dedicar ao comércio de exportação de frutos secos na empresa que o pai detinha, sendo, então, obrigado a efectuar múltiplas viagens ao estrangeiro, sobretudo pelo Norte de França, Países Baixos e Mediterrâneo. A partir de 1895, estabeleceu novos contactos literários e ficou a conhecer, entre outros, Marcelino Mesquita e Gomes Leal. Entretanto, entusiasmado pelos seus amigos, publicou a sua primeira obra O Inventário de Junho, em 1899. Obrigado a permancer em Portimão durante mais tempo, devido à avançada idade do pai, dedicou-se, por esta altura, à escrita, tendo publicado Cartas sem Moral Nenhuma e Agosto Azul, ambos os escritos em 1904, Sabrina Freire, em 1905, Desenhos e Anedotas de João de Deus, em 1907, e Gente Singular, em 1909. Com a eclosão da revolução republicana, aceitou o cargo de ministro em Londres, encetando um papel interveniente na vida política externa portuguesa - temporariamente suspenso durante a ditadura de Sidónio Pais -, tendo sido responsável pela intervenção de Portugal na Primeira Guerra Mundial, e representou Portugal na Conferência de Versalhes e na Sociedade das Nações. Num período particularmente conturbado da vida política e social portuguesa, foi eleito, em 1923, presidente da República, resignando em 1925. Com a instauração da ditadura militar de 1926, encetou um novo período de peregrinação pelo estrangeiro, assumido agora como exílio voluntário. Retomou então a escrita, revendo e reeditando as suas primeiras obras e dando à estampa um novo ciclo de volumes de narrativa, memórias e impressões de viagem. Um dos pontos de abordagem da sua obra utilizados com mais recorrência é o de repertoriar continuidades e diferenças entre as obras do início do século com aquelas publicadas depois de quinze anos de silêncio. Como fio condutor entre ambos os momentos encontra-se o recurso frequente a processos evocativos, já que no hiato entre a narração e o acontecimento evocado, joga-se o estranhamento necessário a um desvendar progressivo da acção ou situações insólitas, estratégia que confere à sua escrita características próximas do fantástico. Novelística que se compraz na subversão de lugares-comuns, que se assume como desafio ao sublime e ao romanesco, integrando, por consequência, o grotesco e a ironia como estratégias que permitem o distanciamento e repelir qualquer sentimentalismo, e a expressão inédita de um erotismo plenamente assumido, enquanto adesão incondicional e deslumbrada "à arte e à mulher" (cf. RODRIGUES, Urbano Tavares - Prefácio a Novelas Eróticas, 3.ª edição, Venda Nova, Bertrand, s/d, p. 8). Ao mesmo tempo radicalmente anti-romântica, pela forma como os impulsos idealistas das personagens são continuamente aviltados pelo confronto com a materialidade ou com o ridículo, e anti-naturalista e anticientifista, pela forma caricatural como questiona uma realidade cuja compreensão escapa ao racionalismo, a prosa de Manuel Teixeira Gomes recupera um esteticismo classicista, patente em descrições onde a frase longa, bem cadenciada, sem recusar, para maior propriedade da expressão, o uso de arcaísmos e neologismos, adquire, na evocação imaginária e sensual de lugares, mulheres, amigos que conhecera, uma beleza raras vezes atingida na literatura portuguesa. Morreu em Outubro de 1941, num quarto de hotel da Argélia, país onde viveu os seus últimos dez anos. No entanto, nove anos mais tarde, os seus restos mortais seriam trasladados para Portimão, a pedido da família. Bibliografia: Inventário de Junho, Lisboa, 1899; Cartas sem Moral Nenhuma, Lisboa, 1903; Agosto Azul, Lisboa, 1904; Sabina Freire, Lisboa, 1905; Anedotas de João de Deus, isboa, 1907; Gente Singular, Lisboa, 1909; Cartas a Columbano, Lisboa, 1932; Novelas Eróticas, Lisboa, 1934; Regressos, Lisboa, 1935; Miscelânea, Lisboa, 1937; Maria Adelaide, Lisboa, 1938; Carnaval Literário (2.ª parte de Miscelânea), Lisboa, 1939; Londres Maravilhosa, Lisboa, 1942; Correspondência I e II, Lisboa, 1960

Manuel Teixeira Gomes. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-27]

quinta-feira, 23 de abril de 2009

William Shakespeare

No dia 23 de Abril de 1564 nascia William Shakespeare.

Da Infopédia:

Poeta e dramaturgo inglês nascido em 1564, em Stratford-Upon-Avon, e falecido em 1616. O seu aniversário é comemorado a 23 de Abril e sabe-se que foi baptizado a 26 de Abril de 1564. Stratford-Upon-Avon era então uma próspera cidade mercantil, uma das mais importantes do condado de Warwickshire. O seu pai, John Shakespeare, era um comerciante bem sucedido e membro do conselho municipal. A mãe, Mary Arden, pertencia a uma das mais notáveis famílias de Warwickshire. Shakespeare frequentou o liceu de Stratford, onde os filhos dos comerciantes da região aprendiam Grego e Latim e recebiam uma educação apropriada à classe média a que pertenciam. São conhecidos poucos factos da vida de Shakespeare entre a altura em que deixou o liceu e o seu aparecimento em Londres como actor e dramaturgo por volta de 1599. Em 1582 casou com Anne Hathaway, oito anos mais velha do que ele, e o casal teve três filhos: Suzanna (nascida em 1583), e os gémeos Hamnet e Judith (nascidos em 1585). A primeira referência a Shakespeare como actor e dramaturgo encontra-se em A Groatsworth of Wit (1592), um folheto autobiográfico da autoria do dramaturgo londrino Robert Greene, onde o escritor é acusado de plágio. Nesta altura Shakespeare era já conhecido em Londres, embora não se saiba com exactidão a data do seu aparecimento na capital. Em virtude do encerramento dos teatros londrinos entre 1592-94, Shakespeare compôs nessa época dois poemas narrativos: Venus and Adonis (publicado em 1593) e The Rape of Lucrece (publicado em 1594). No Inverno de 1594 integrou a mais importante companhia de teatro isabelina, The Lord Chamberlain's Men, onde permaneceu até ao final da sua carreira. A companhia deveu à popularidade de Shakespeare o seu lugar privilegiado entre as restantes companhias de teatro até ao encerramento dos teatros pelo Parlamento inglês em 1642. Em 1598 foi inaugurado o Globe Theatre, o teatro da companhia a que Shakespeare se associara, construído pelo actor e empresário Richard Burbage no bairro de Southwark, na margem sul do Tamisa. Depois da ascensão ao trono de Jaime I (em 1603) a companhia The Lord Chamberlain's Men passou para a tutela real, e o seu nome foi alterado para The King's Men. A passagem de Shakespeare pelos palcos associa-se a breves desempenhos: Adam na peça As You Like It e o fantasma (Ghost) em Hamlet. Depois de ter comprado algumas propriedades em Strattford, Shakespeare retirou-se para a sua terra natal em 1610, mantendo todavia o contacto com Londres. O Globe Theatre foi destruído pelo fogo no dia 23 de Junho de 1613, durante uma representação da peça Henry VIII. Além de uma colecção de sonetos e de alguns poemas épicos, Shakespeare escreveu exclusivamente para o teatro. As suas 37 peças dividem-se geralmente em três categorias: comédias, dramas históricos e tragédias. Entre os dramas históricos, género que primeiro cultivou, destacam-se Richard III (Ricardo III), Richard II (Ricardo II) e Henry IV (Henrique IV). Entre as suas comédias contam-se Love's Labour's Lost, The Comedy of Errors, The Taming of the Shrew, a comédia de intenção séria The Merchant of Venice (O Mercador de Veneza), As You Like It (Como Quiserem) e A Midsummer Night's Dream (Um Sonho de Uma Noite de Verão). A tragédia não é uma forma que pertença exclusivamente a um determinado período na evolução da obra de Shakespeare. Sob influência de Marlowe, a forma de tragédia já se encontrava nas peças que dramatizavam episódios da História inglesa. Em Romeo and Juliet (Romeu e Julieta) e Julius Caesar (Júlio César) Shakespeare combinou a perspectiva histórica com uma interpretação trágica dos conflitos humanos. O período em que Shakespeare escreveu as suas grandes tragédias iniciou-se com Hamlet, escrita entre 1600-1602, a que se seguiram Othelo, Macbeth, King Lear, Anthony and Cleopatra e Coriolanus, todas elas compostas entre 1601 e 1608. Na última fase da carreira de Shakespeare situam-se as peças de tom mais ligeiro: Cymbeline, The Winter's Tale e The Thempest. Parte das obras de Shakespeare foram publicadas durante a vida do autor, por vezes em edições pirateadas, mas só em 1623 apareceu a edição "Fólio", compilada por John Heminges e Henry Condell, dois actores que tinham trabalhado com Shakespeare. No século XVIII as peças foram publicadas por Alexander Pope (em 1725 e 1728) e Samuel Johnson (em 1765), mas só com o Romantismo se compreendeu a profundidade e extensão do génio de Shakespeare. No século XX reforçou-se a tendência para considerar a obra de Shakespeare integrada nos contextos dramáticos que a suscitaram. Embora em muitos casos seja impossível datar precisamente as peças do autor, uma cronologia aproximada revela a evolução da sua obra: Antes de 1594: Henry VI; Richard III; Titus Andronicus; Love's Labour's Lost; The Two Gentlemen of Verona; The Comedy of Errors; The Taming of The Shrew. Entre 1594-1597: Romeo and Juliet; A Midsummer Night's Dream; Richard II; King John; The Merchant of Venice. Entre 1597-1600: Henry IV; Henry V; Much Ado About Nothing; Merry Wives of Windsor; As You Like It; Julius Caeser; Troilus and Cressida. Entre 1601-1608: Hamlet; Twelfth Night; Measure for Measure; Alls Well That Ends Well; Othello; King Lear; Macbeth; Timon of Athens; Anthony and Cleopatra; Coriolanus. Depois de 1608: Pericles; Cymbeline; The Winter's Tale; The Tempest; Henry VIII. Poemas (datas desconhecidas): Venus and Adonis; The Rape of Lucrece; Sonnets; The Phoenix and The Turtle.
William Shakespeare. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-04-23]

domingo, 28 de dezembro de 2008

Mariana Rey Monteiro

No dia 28 de Dezembro de1922 nasceu em Lisboa a actriz Mariana Rey Monteiro.

Da Infopédia:

Actriz portuguesa, nascida em 1922, em Lisboa, filha de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro. Desde cedo se sentiu atraída pelo teatro. Depois de alguns recitais de poesia feitos em Sevilha e em Lisboa, estreou-se no Teatro Nacional, em 1946, na peça Antígona, de Sófocles. Veio a representar papéis de destaque em inúmeras peças, merecendo grandes aplausos do público e elogiosas referências da crítica. Em 1962, pela sua prestação no filme Um Dia de Vida, recebeu o Óscar da Imprensa. Tem também feito trabalho para televisão, nomeadamente em séries como Gente Fina é Outra Coisa (1983), onde trabalhou ao lado da mãe e em telenovelas como Vila Faia (1983), onde desempenhou a personagem de Dona Ifigénia, Cinzas (1993), Vidas de Sal (1996) e Roseira Brava (1996). Em 1996, foi agraciada com o grau de Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada.

Mariana Rey Monteiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-12-28]

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Fernanda Montenegro

No dia 16 de Outubro de 1929 nasce no Rio de Janeiro Arlette Pinheiro Esteves da Silva, que viria a adoptar o nome artístico de Fernanda Montenegro.

Da Infopédia:

Conceituada actriz brasileira, Arlette Pinheiro Esteves da Silva nasceu a 16 de Outubro de 1929, no Rio de Janeiro. Versada em línguas, aos 20 anos já dava aulas de Português a estrangeiros e fazia traduções de textos literários, adaptando-as para o formato de radionovelas. Esta ocupação levou-a a tentar o teatro, onde se estrearia em 1950 com a peça Alegres Canções nas Montanhas, tendo adoptado o seu nome artístico. Aqui se enamorou do seu colega de elenco Fernando Torres e com ele casaria em 1953. Gradualmente, tornou-se um dos grandes nomes do teatro carioca e paulista, contracenando com "monstros" como Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Natália Thimberg e Cacilda Becker. Em 1962, deu os primeiros passos na televisão, participando em dramas exibidos em directo e marcando presença constante em telenovelas e séries. Chegou ao cinema pela mão de Leon Hirszman em A Falecida (1965), uma adaptação cinematográfica do livro de Nélson Rodrigues. A sua popularidade e as claras tendências políticas de esquerda que assumia publicamente tornaram-na persona non grata entre o regime ditatorial brasileiro. Em 1979, ela e o seu marido foram alvos de um atentado levado a cabo por uma força paramilitar afecta ao governo. Apesar de terem saído ilesos, tiveram que cancelar digressões teatrais. Em 1980, um filme por si protagonizado, Eles Não Usam Black-Tie, venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza. Teatralmente, a década de 80 assistiu à sua consagração nacional, tendo vencido, em 1982, o prémio Molière para Melhor Actriz com a peça As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant. Com as telenovelas, chegou aos recantos mais obscuros do Brasil e granjeou enorme popularidade em Portugal com Baila Comigo (1981), Guerra dos Sexos (1983), Cambalacho (1986) e O Dono do Mundo (1991), todas elas realizadas pela Rede Globo. Depois de um interregno de três anos em que procurou dedicar-se à sua carreira teatral e ao seu marido debilitado por um acidente vascular, regressou em força com a telenovela Zazá (1997), imortalizando a cómica figura de uma milionária filantropa que se crê filha ilegítima de Santos Dumont. No ano seguinte, tornou-se, surpreendentemente na primeira brasileira a ser nomeada para o Óscar de Melhor Actriz pelo drama Central do Brasil (1998), em que desempenhava a figura comovente de Dora, uma funcionária pública de uma pequena cidade do interior que ajuda a população analfabeta, escrevendo cartas para os seus familiares das grandes metrópoles. Apesar de tentadoras propostas para seguir uma carreira internacional, não saiu do Brasil: voltou ao cinema para a adaptação da obra de Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida (2000), e protagonizou as telenovelas As Filhas da Mãe (2001) e Esperança (2002). A sua filha Fernanda Torres seguiu também as suas pisadas, sendo um dos valores seguros do teatro e televisão brasileiros.

Fernanda Montenegro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-10-16]

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

WebÓpera - Teatro Nacional de São Carlos

Recebi hoje a "Newsletter" do Teatro Nacional de São Carlos, que anuncia um novo serviço do teatro chamado WebÓpera.

Como o próprio nome indica, a WebÓpera, permite o visionamento via Internet e em directo, das óperas do Teatro.

Neste momento está a decorrer uma transmissão piloto da ópera Siegfried de Wagner.

Está a correr bem. Espero que o teatro mantenha o serviço durante todas as óperas desta e de outras temporadas.

É caso para dizer que "se Maomé não vai à montanha, vem a montanha a Maomé".

Pode-se aceder à WebÓpera no sítio do Teatro Nacional de São Carlos ou da RTP

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Eunice Muñoz

Há 80 anos, precisamente no dia 30 de Julho de 1928, nascia na Amareleja (Alentejo), Eunice do Carmo Muñoz, uma das maiores actrizes de sempre do teatro Português.

Com origens numa família de actores, Eunice Muñoz estreou-se em 1941, na peça Vendaval, de Virgínia Vitorino, com a Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II.

Depois de uma longa carreira dedicada ao teatro, em 1991, celebraram-se os seus 50 anos de carreira, com uma exposição no Museu Nacional do Teatro, sendo Eunice condecorada, em cena aberta, no palco do Teatro Nacional, pelo Presidente da República,Mário Soares.

A Maçon (1997), escrito por Lídia Jorge propositadamente para a actriz e A Casa do Lago (2001), de Ernest Thompson, encenada por La Féria são duas das suas mais recentes participações nos palcos. Em 2006 representou pela primeira vez na casa a que deu nome, o Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, na peça Miss Daisy, encenada por Celso Cleto. Em 2007 co-protagoniza com Diogo Infante, Dúvida de John Patrick Shanley, sob a direcção de Ana Luísa Guimarães no Teatro Maria Matos. Em Maio de 2008 é agraciada com o Globo de Ouro de Mérito e Excelência.