quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010

Depois de um ano "de treta" (desculpem a expressão), não consigo fazer votos ou estabelecer metas para 2010.

Vou viver mais o dia a dia e, como a minha amiga Reflexos dizia há uns tempos, vou pensar mais em mim.

Um excelente 2010 para todos...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

XII Festival 'Natal no Funchal' termina hoje na igreja do Colégio

Do Diário de Notícias da Madeira:

O XII Festival 'Natal no Funchal', que reúne vários grupos corais e é uma iniciativa organizada pelo Orfeão Madeirense, continua hoje, pelas 21h30, na igreja do Colégio. Após dois dias (27 e 28) em que actuaram múltiplos coros, as vozes voltam hoje a unir-se em harmonia para o último dia do Festival. Hoje, o concerto inicia-se com a actuação do Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo da Ponta do Sol, que, sob a direcção de Inácio Silva, interpretará temas populares madeirenses e algarvios, e ainda 'Natal, Natal', de Moreira das Neves/ J. Victor Costa. Segue-se o Grupo Coral Vozes da Abrunheira (Sintra), que cantará o original 'Natal em Sintra', e temas tradicionais da Colômbia e do Douro, entre outros.

Por sua vez, o Coro de Câmara da Madeira interpretará 'Joy to the World', de Haendel (arr. W. Llewellyn), entre outros temas natalícios tradicionais e conhecidos.

O Orfeão de Almeirim, outro grupo convidado a participar neste acontecimento de música coral, cantará por seu turno 'Cum Decore', de Tielman Susato (1951), entre outros temas alusivos à quadra, sem esquecer o popular 'White Christmas' (arr. Gonçalo Lourenço).

O Grupo Coral do Estreito de Câmara de Lobos interpreta 'Deus menino dorme, dorme', do compositor madeirense João Victor Costa, além de um gospel e temas de Ennio Morriconne e E. Crocker. Finalmente, o Orfeão encerrará o evento com canções de A. Sullivan e A. Charles Adams, entre outras.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Faz anos hoje - Ted Danson

No dia 29 de Dezembro de 1947 nasceu Ted Danson.

Da Infopédia:

Actor norte-americano, de nome verdadeiro Edward Bridge Danson III, nasceu a 29 de Dezembro de 1947 em San Diego, Califórnia. Começou a sua carreira de actor na televisão num pequeno papel na série Somerset, em 1975. Em 1979, estreou-se no cinema no thriller The Onion Field (Crime em Campo de Cebolas), protagonizado por John Savage e James Woods. Tornou-se conhecido internacionalmente pelo seu papel de Sam Malone, o dono do bar na série Cheers (Aquele Bar), em exibição de 1982 a 1993. Durante os onze anos de exibição, recebeu nove nomeações para os Emmys de Melhor Actor numa Série de Comédia e ganhou dois em 1990 e em 1993. Ganhou também dois Globos de Ouro na mesma categoria, em 1989 e em 1990. No cinema, participou ainda em Body Heat (Noites Escaldantes, 1981), de Lawrence Kasdan, interpretando o papel de Peter, o amigo de Ned (William Hurt). Em 1984, recebeu mais um Globo de Ouro para Melhor Actor pelo seu desempenho no telefilme Something About Amelia, onde contracenava com Glenn Close. Um dos seus papéis mais emblemáticos na Sétima Arte foi o de Jack Holden, um dos pais (o actor) juntamente com Tom Selleck e Steve Guttenberg na comédia familiar realizada por Leonard Nimoy Three Men and a Baby (Três Homens e Um Bebé, 1987), que teve a sua sequela em 1990: Three Men and a Little Lady (Três Homens e Uma Menina). Destaque ainda para o seu trabalho na comédia romântica Cousins (Entre Primos, 1989), de Joel Shumacher, Dad (Meu Pai, 1989), onde contracenava com Jack Lemmon, Made in America (Feita por Encomenda, 1993), e como Capitão Hamill, num dos seus poucos papéis dramáticos em Saving Private Ryan (Resgate do Soldado Ryan, 1998) de Steven Spielberg.

Ted Danson. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-29]

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Desabafo...

Trânsito fora do comum na baixa, parques de estacionamento cheios, gente por todo o lado... chuva, vento, voos cancelados...

Esta semaninha entre o Natal e a Passagem de Ano é mesmo para esquecer aqui por estas bandas. Não se podem já adiantar os calendários para 2 de Janeiro?

Festival 'Natal no Funchal' continua

Da edição de hoje do Diário de Noticia da Madeira:

Prossegue hoje, pelas 21h30, na igreja do Colégio, o Festival 'Natal no Funchal', uma iniciativa do Orfeão Madeirense que inclui vários outros grupos corais.

No concerto de hoje, actuará o Grupo Coral do Estreito de Câmara de Lobos, sob a direcção da prof. Maria José Ferreira, o Orfeão Madeirense, dirigido por José Pereira Júnior, e o Orfeão de Almeirim, dirigido pelo maestro Abílio Figueiredo.

O primeiro destes agrupamentos interpretará desde cânticos com melodias francesas do séc. XVI a tradicionais do Jardim do Mar e da Boaventura, com arranjos de Rufino Silva; outras peças são de Ennio Morriconne, com arranjo de P. Rowlands, de Antonio Vivaldi, com arranjo de H. Hopson, um cântico gospel, com arranjo de Norman Luboff, e uma peça de Emily Crocker. O Orfeão cantará desde peças natalinas de autor anónimo a outras de Arthur Sullivan e A. Charles Adams, uma canção com melodia oriental, outra tradicional do Alentejo, e uma tradicional madeirense (da Boaventura).

Finalmente, o Orfeão de Almeirim, grupo convidado, interpretará desde espirituais negros a canções harmonizadas por F. A. Geavaert ou C. Geoffray, uma canção de cariz popular com harmonia de F. Lopes Graça, outra de J. Reading, outra ainda de Howard Goodal e, para finalizar, 'White Christmas', com arranjo de Gonçalo Lourenço.

O Orfeão de Almeirim foi fundado em 1993 no seio da Banda Marcial de Almeirim, e organizou-se como associação cultural no ano seguinte. É formado pelo coro adulto, composto por cerca de 30 elementos das mais variadas camadas etárias e profissionais, e o grupo juvenil, com cerca de 16 elementos dos 6 aos 16 anos.

Faz anos hoje - Domingos Bomtempo

No dia 28 de Dezembro de 1771 nasceu João Domingos Bomtempo.

Da Infopédia:

Pianista e compositor, foi um dos reformadores da música portuguesa da sua época. João Domingos Bomtempo nasceu em Lisboa, a 28 de Dezembro de 1771, e morreu a 18 de Agosto de 1842. Descendia do músico italiano Francisco Xavier Bomtempo. Depois de ter concluído os estudos de Música, estudou oboé e contraponto com o seu pai no Seminário Patriarcal de Lisboa. Aos 14 anos ingressou na Irmandade de St.a Cecília como cantor da capela real da Bemposta. Após a morte do pai, partiu para Paris (1801) com uma carta de recomendação do Barão do Sobral. Durante a estadia em Paris contactou com grandes músicos como Clemente Muzio e o seu discípulo John Field, que o influenciaram artística e estilisticamente. Desde então publicou uma série de obras, de que se destacam Grande Sonata Pour le Piano Fort e Composé et dedié à son Altesse Royale la Princesse de Portugal. Algum tempo depois produziu um Primeiro Concerto em Mi Bemol Para Piano e Orquestra e Variações Sobre o Minueto Afandagado. Teve o previlégio de tocar com o primeiro rabequista francês Filipe Liber. Em 1809 compôs a sua primeira grande sinfonia de orquestra, que seria executada um ano depois. Após as várias vitórias do exército português sobre o exército de Napoleão, Domingos Bomtempo partiu para Londres onde se tornou uma celebridade. Foi nesta cidade que grande parte das suas obras foram impressas. Para a celebração da expulsão dos franceses de Portugal, compôs uma cantata intitulada Hino Lusitano, com versos de Nolasco da Cunha. Em seguida publicou a Primeira Sinfonia para Dois Executantes a Piano; Quarto Grande Concerto para Pianoforte (foi executado pelo músico num concerto em Hannover Square); Uma Sonata Fácil; Grande Fantasia; Duas Sonatas e Uma Ária Popular para Piano Forte. Em 1815 voltou para Portugal. Aquando da ascensão ao trono do rei D. Fernando IV de Espanha foi-lhe encomendada uma obra que ele denominou de Anúncio da Paz. Voltou para Paris em 1818 mas a política baniu a vida artística. De regresso à pátria, compôs Requiem à Quatre Voix... consalée à la memoire de Camões. A 28 de Março de 1821, fez ouvir em S. Domingos uma nova missa em homenagem à Regeneração portuguesa, seguida de um Te Deum. Tornou-se o músico oficial do constitucionalismo. Escreveu uma sinfonia fúnebre e um Liberta-me para celebrar o primeiro aniversário da morte de D. Pedro (1835). Nesse mesmo ano fundou o conservatório do qual foi director. A 7 de Agosto de 1842 alunos e professores do Conservatório executaram uma missa festiva na Igreja dos Caetanos, escrita e dirigida pelo músico. Passados onze dias deste acontecimento morreu. D. Maria II fez-lhe pomposas exéquias.

Domingos Bomtempo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-28]

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Orfeão Madeirense realiza XII Festival de Natal

Na edição de hoje do Diário de Notícias da Madeira:

O Orfeão Madeirense promove novamente o Festival intitulado 'Natal no Funchal', que contará com a participação de vários agrupamentos corais e que promete trazer muita animação musical à quadra natalícia. A própria entidade organizadora, dirigida por José Pereira Júnior, abre o acontecimento, no dia 27, pelas 21h30, interpretando 'A Virgem Recebeu um Anjo', de Arthur Sullivan, 'O Holly Night', de A. Charles Adams, a melodia oriental 'O Verbo de Deus' e o tema 'É Natal', de um autor anónimo. Segue-se um coro convidado, dirigido por Hernani Santos, o Grupo Coral Vozes da Abrunheira (Sintra), com 'Bate o Sino' (Joseph Mohr), 'No Coração da Noite' (canção tradicional alemã, com letra de Nadir M. P.), 'Lá na Noite de Natal' (trad. portuguesa), 'Natal em Sintra' (Marcelo Fortuna), 'Natal de Elvas' (Mário de Sampaio Ribeiro), 'Meia Noite Dada' (trad. madeirense, harmonia de M. Simões), 'Da Serra Veio um Pastor' (trad. madeirense) e 'A Caminho do Presépio' (Pierre Kaelin).

Depois será a vez de actuar o Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo da Ponta do Sol, com três temas populares madeirenses ('Dizei à Senhora', 'Meu Deus que Alegria' e 'Um Pastor Vindo de Longe'), um tema popular do Algarve ('Linda Noite), uma melodia inglesa ('O Primeiro Natal'), uma siciliana ('Noite Jubilosa'), 'Natal, Natal', de Moreira das Neves/João Victor Costa e 'Já é Natal', de Haendel. Este coro será dirigido por Inácio da Silva Finalmente, sob direcção artística da maestrina Zélia Gomes, actuará o Coro de Câmara da Madeira, interpretando 'The First Noel' (arr. Arthur Harris), 'Eu hei-de me ir ao presépio' (arr. Bachman), 'Oh Holy Night' (Adolphe Adam, com arranjo de A. Harris), 'Cantique Jean Racine' (Gabriel Fauré), e 'Hark! The Herald Angels Sing' (Mendelssohn, com arranjo de Brant Adams). Isto encerra o primeiro dia de concertos. No segundo, actuará o Grupo Coral do Estreito de Câmara de Lobos, sob direcção de Maria José Ferreira, o Orfeão Madeirense, e o Orfeão de Almeirim, dirigido por Abílio Figueiredo. Todos apresentarão um programa diversificado, que inclui desde melodias francesas do séc. XVI a composições de Vivaldi ou do compositor italiano contemporâneo Ennio Morricone; desde Arthur Sullivan ou A.Charles Adams ao compositor madeirense contemporâneo João Victor Costa; desde espirituais negros a temas populares. Finalmente, no dia 30 de Dezembro, sempre pelas 21h30 (a igreja do Colégio acolhe os três concertos do Festival nos três dias referidos com início sempre à mesma hora) actuarão o Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo da Ponta do Sol, o Grupo Coral Vozes da Abrunheira, o Coro de Câmara da Madeira, o Orfeão de Almeirim, o Grupo Coral do Estreito de Câmara de Lobos e o Orfeão Madeirense.

Este último agrupamento tem ainda outros concertos programados para esta quadra: no dia 24, actua na igreja de São Pedro, pelas 18 horas, entoando cânticos à virgem peregrina; na noite de Natal (dia 24) actuará às 23h15 na igreja do Colégio, num concerto que será seguido pela solenização da Missa do Galo, à meia-noite. A 27 de Dezembro, pelas 10 horas, o coro participa na missa a S. João Evangelista, com diversos cânticos. Já a 3 de Janeiro, dá um concerto de Ano Novo pelas 18 horas, na mesma igreja, seguido de nova solenização de missa, durante a qual serão interpretados também múltiplos temas de cariz religioso.

Já para 8 de Janeiro, está previsto um concerto no Palácio de São Lourenço, pelas 19 horas.

O Orfeão Madeirense foi fundado em 1919 e é o grupo coral mais antigo da Região, e um dos mais antigos de Portugal.

Allô Allô - Inicio da colecção

Começou neste Natal o início da minha colecção de DVD do Allô Allô.

Não havia a série 1, pelo que comecei pelas séries 2 e 5.

Obrigado mana...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Noite de Natal em Lisboa

Resolvemos dar um volta por Lisboa nesta noite de Natal...



Feliz Natal...

Este ano, pela primeira vez, tenho um Natal triste.

Parece que cresci demasiado e que a magia se perdeu completamente...

Um Feliz Natal para todos os leitores do Outras Escritas.


Jantar de Natal dos Primos

Ontem foi o dia de Jantar de Natal dos Primos. Foi o primeiro ano em que tentámos juntar os primos, alguns do quais não vemos há tanto tempo.

A ideia partiu da minha irmã que utilizou o facebook para fazer os convites (afinal o facebook sempre serve para alguma coisa, será desta que vou criar um perfil?).

Fomos cinco a jantar, ou seja, um grupo muito reduzido. O jantar, no entanto, foi muito agradável. Fomos ao Meco e comemos obviamente mariscos.

Soube muito bem esta pausa na minha depressão natalícia. Hoje estou mais animando e com um pouco mais de vontade para encarar esta época.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Desabafo

Às vezes, em situações de stresse ou quando não estamos bem, por questões pessoais ou profissionais, acabamos por agir de forma inconsciente, agredindo as pessoas que mais gostamos.

Aconteceu-me hoje e fiquei triste e desiludido comigo próprio...

O espírito natalício teima em não chegar...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Férias Natalícias

O Outras Escritas vai de férias durante o Natal. O ritmo de "postagens" vai ser reduzido.

Volto para vos desejar Boas Festas...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Faz anos hoje - Brad Pitt

No dia 18 de Dezembro de 1963 nasceu Brad Pitt.

Da Infopédia:

Actor norte-americano, William Bradley Pitt nasceu a 18 de Dezembro de 1963 em Shawnee, Oklahoma, EUA, filho dum empresário de camionagem. Estudou Jornalismo na Universidade do Missouri e foi aqui que se apaixonou pelo teatro. Abandonou o curso e partiu para a Califórnia para estudar Interpretação Dramática. Os primeiros tempos foram difíceis, obrigando-o a trabalhar como empregado de mesa em bares e restaurantes. Alcançou algumas prestações em séries televisivas, entre as quais Dallas (1978-1991), onde participou em alguns episódios. Cinematograficamente, as suas primeiras prestações foram decepcionantes, limitando-se a aparições como figurante em filmes que passariam despercebidos como No Man's Land (1987) e Less Than Zero (1987). A sua grande oportunidade surgiu com o papel de J.D em Thelma & Louise (Thelma e Louise, 1991). Apesar de a sua participação se cingir a 15 minutos de filme, Pitt demonstrou muita segurança e carisma. Após um forte desempenho dramático, encarnando o sociopata Early Grayce no filme independente Kalifornia (1993), Pitt foi chamado a protagonizar o seu primeiro filme de nomeada: Legends of the Fall (Lendas de Paixão, 1994). O êxito deste filme tornou-o num símbolo sexual especialmente junto do público adolescente. Seguidamente, foi o vampiro Louis em Interview With the Vampire (Entrevista Com o Vampiro, 1994) e demonstrou toda a sua versatilidade dramática no famigerado Se7en (Sete Pecados Mortais, 1995). Pela sua prestação no thriller Twelve Monkeys (12 Macacos, 1995), onde desempenhou o papel Jeffrey Goines, um paciente mental, recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário. A partir daí, todos os títulos que protagonizava eram sinónimo de sucesso garantido: recriou a figura histórica de Heinrich Harrer em Seven Years in Tibet (Sete Anos no Tibete, 1997), simbolizou a Morte em Meet Joe Black (Conhece Joe Black?, 1998) e liderou, ao lado de Edward Norton, o controverso Fight Club (Clube de Combate, 1999). Em Snatch (Porcos e Diamantes, 2000), encarnou Mickey O'Neill, um cigano pugilista, embarcando, em seguida, numa série de êxitos comerciais: a comédia romântica The Mexican (A Mexicana, 2001), ao lado de Júlia Roberts; o filme de acção Spy Game (Jogo de Espiões, 2001), onde contracenou com o veterano Robert Redford; Ocean's Eleven (Façam as Vossas Apostas, 2001), onde encabeçou, juntamente com George Clooney, um elenco de luxo; e o épico Tróia (2004), realizado por Wolfgang Peterson, no qual vestiu a pele de Aquiles. Mais recentemente contracenou com Angelina Jolie no grande êxito Mr. & Mrs. Smith (2005). Em 2008, Brad Pitt integrou o elenco do filme The Curious Case of Benjamin Button (O Estranho Caso de Benjamin Button), filme realizado por David Fincher e baseado no conto homónimo de F. Scott Fitzgerald. Pitt interpreta o papel de Benjamin Button, um homem que nasce velho e rejuvenesce com o passar dos anos. O actor foi nomeado para o Óscar de Melhor Actor Principal, no mesmo ano, pela sua interpretação, mas o prémio foi atribuído a Sean Penn, pelo filme Milk.

Brad Pitt. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-18]

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (XI) - Richard Marner

Richard Marner desempenhava com imensa graça o papel do atrapalhado e um pouco pateta, Colonel Kurt von Strohm.

Curiosamente o actor chamava-se na realidade Alexander (Sacha) Molchanoff e nasceu na Rússia. Faleceu em 2004.

Da Wikipédia (em inglês):

Richard Marner

Born in Petrograd, Soviet Russia, Molchanoff was the eldest son of Colonel Paul Molchanoff, of the Semionovsky regiment, one of two that were set-up for children of children who had played with Peter the Great of Russia. In 1924, his entire family left Russia and went to Finland and then Germany, before ending up in London, where Alexander's grandmother, Olga Novikov (known in the family as "Babushka London") lived in Harley Street.

After being educated at Monmouth School in Wales, Molchanoff became an assistant to the Russian tenor Vladimir Rosing, where he performed at Covent Garden. During World War II he joined the RAF, and was posted to South Africa with the Air Training Corps. After being invalided out, he changed his name to Richard Marner, and began his long successful career as a stage and film actor.

One of Marner's early stage roles - as Dracula, with Howard Dean - is still regarded by some as the definitive interpretation of the role.[1]His films include You Only Live Twice, The Boys from Brazil, The Spy Who Came in from the Cold, The African Queen and the Swiss film Four in a Jeep, in which he did all the Russian dialogue. He was also in the television movie Birth of the Beatles, as the club boss, and in 'Allo 'Allo!.

Latest work included guest shots in Lovejoy (1994) and the movie The Sum of All Fears (as the Russian president).

In 1991, when the then-mayor of Moscow, Boris Yeltsin, convened a "Congress of Compatriots" (an olive branch to some of the post-1917 White Russian diaspora), Marner was one of the 600 people who returned to the motherland. Despite being caught up in a coup, he stayed long enough to watch, through tearful eyes, the first Imperial Russian flag flown in Moscow since the 1920s.

He died in Perth, Scotland and left a wife, actress Pauline Farr, who retained Molchanoff as her off-stage name. Marner was fluent in Russian, English, French and German, and was also survived by a daughter - Helen - and three grandchildren.

Colonel Kurt Von Strohm is a fictional character in the BBC sitcom 'Allo 'Allo!, which ran from 1982 to 1992. He was played by the actor Richard Marner.

Von Strohm is a Colonel, which is similar to the rank of the Oberst in the Wehrmacht. He is the town Commandant in Nouvion, and often visits the Café René with his assistant Captain Hans Geering and his secretary Private Helga Geerhart. In the later series, after Hans goes missing, he mostly comes with Lieutenant Gruber.

The Colonel enjoys special treatment by the maid Yvette Carte-Blanche in exchange for paraffin, gasoline, sugar and butter. He also forces René Artois to hide some silver, the first cuckoo-clock ever made, and the world famous The Fallen Madonna by van Klomp (or "The Fallen Madonna With The Big Boobies") from Herr Flick of the Gestapo. These valuable artifacts were found in the town's chateau. Von Strohm wants to sell them after the war to have a good pension, but he has to share with the captain, the secretary, with René Artois the café-owner and later on with Gruber. To increase his pension, he also plans to sell the well known Vase with Twelve Sunflowers by Vincent Van Gogh (or "The Cracked Vase With The Big Daisies"), which was found in the café. Its original owner is Madame Edith's mother Madame Fanny La Fan. She got it as a present from the nowadays popular artist.

But the Colonel fears the Gestapo and his superior General Von Klinkerhoffen, who is a ruthless man. He orders to make forgeries of the paintings, so Herr Flick can send them to Hitler as a birthday gift for Eva Braun. But the Gestapo officer also wants to get rich, so he makes more forgeries. The General is also rapacious, and wants to get his hands on the paintings too. Later Lieutenant Gruber is also involved, as he is ordered to make copies. The artifacts were hidden in various places, like in knockwursts sausages, in wardrobes, in René's cellar, in his kitchen, at the old sawmill, etc.

But the paintings were never sold. In the last episode Gruber finds The Fallen Madonna by mistake in the statue of René. By this time the Madonna has only one big boobie. But Helga possesses the other one, so the painting is complete again. In this episode we also find out that many years after the war Gruber married Helga and hired Von Strohm as his chaffeur.



Faz anos hoje - Humphrey Davy

No dia 17 de Dezembro de 1778 nasceu Humphrey Davy.

Da Infopédia:

Químico britânico nascido a 17 de Dezembro de 1778, em Penzance, Cornualha, na Inglaterra, e falecido a 29 de Maio de 1829, em Genebra, na Suíça. Ficou conhecido por ter inventado uma lâmpada designada com o seu nome, que resolveu os graves problemas originados pela explosão do metano nas minas de carvão, e por ter descoberto o sódio e o potássio. Começou por estudar Clássicas em Truro mas, devido à morte do seu pai, teve de começar a trabalhar com apenas 16 anos. O seu interesse pela química começou, através da leitura, em 1799, do Traité elémentaire, de Lavoisier. Devem-se-lhe numerosas descobertas no campo da electroquímica, nomeadamente, a formulação da teoria que defendia que o mecanismo da electrólise podia ser explicado em termos de espécies com cargas eléctricas contrárias, que se podiam associar numa escala de afinidades relativas; esta teoria constituiu a base da actual série electroquímica. Davy, depois de ter isolado, em 1807, o sódio e o potássio por electrólise dos sais fundidos, isolou o cálcio, o estrôncio, o bário e o magnésio e, mais tarde, o boro. Embora tenha apoiado inicialmente a concepção de Lavoisier, que defendia que todos os ácidos continham oxigénio, após diversos trabalhos de análise quantitativa com ácido muriático, verificou que estava errado e que o elemento comum a todos os ácidos era o hidrogénio. Contemporâneo de Dalton, mostrou-se muito relutante em aceitar a teoria atómica; no entanto, face à evidência, acabou por aplicar no seu trabalho as leis de combinação química formuladas por aquele cientista.

Humphrey Davy. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-17]

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Boeing 787 Dreamliner - Primeiro voo 15/12/2009

Faz anos hoje - Ludwig van Beethoven

No dia 18 de Dezembro de 1770 nasceu, provavelmente, Ludwig van Beethoven.

Da Infopédia:

Compositor alemão de ascendência flamenga. Nasceu, provavelmente, em 1770, em Bona, no arcebispado de Colónia (actualmente na Alemanha), e morreu em 1827, em Viena, Áustria. A sua figura musical é típica do período de transição entre as épocas Clássica e Romântica.
Aos onze anos tornou-se músico profissional. Foi ensinado por Christian Gottlob Neefe, organista da corte no arcebispado de Colónia. Com doze anos substituiu o seu mestre na orquestra da ópera e aos catorze foi nomeado organista-assistente da Corte. Em 1787 fez a sua primeira viagem a Viena, Áustria, onde conheceu Wolfgang Amadeus Mozart. Algum tempo depois, regressou a Bona e à orquestra da ópera como violetista. Em 1792 fixou-se definitivamente em Viena, onde estudou, primeiro, com Joseph Haydn e, posteriormente, com Schenk Albrechtsberger e com Salieri. Depois de aprender as técnicas de contraponto e de composição vocal, passou a compor peças para piano de uma forma muito emocional, conquistando imediatamente a aristocracia austríaca. Apesar de receber algumas compensações financeiras por parte de alguns nobres, gabava-se de ser o único músico a viver decentemente sem subsídios da Corte ou da Igreja.
A partir de 1794, a carreira musical de Beethoven em Viena foi dividida em três períodos. O primeiro período inclui os três primeiros concertos para piano e a Sinfonia N.º 1 em Dó Maior (1800), embora se caracterize, essencialmente, pela música de câmara. A segunda fase (1801-14) é marcada pela Sonata em Dó-Sustenido Menor (1801; Luar ) e pela Sonata em Fá Menor (1804; Appassionata ); pelo quarto e pelo quinto concertos para piano (Emperor ); pelas oito sinfonias, especialmente a N.º 3 em Mi-Bemol Menor (1804; Eroica ); e pela única ópera que compôs, Fidelio (1814). Nas composições finais, a sua preocupação com o contraponto aumentou, especialmente na última sinfonia que escreveu, a Sinfonia N.º 9 , e em alguns quartetos para cordas (1824-26). Atormentado pela surdez e pelos problemas emocionais, Beethoven compôs muito pouco durante a década de 1820.
Beethoven, considerado um poeta-músico, foi o primeiro romântico apaixonado pelo lirismo dramático e pela liberdade de expressão. Foi sempre condicionado pelo equilíbrio, pelo amor à natureza e pelos grandes ideais humanitários.

Ludwig van Beethoven. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-16]

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O meu presente de Natal

Já está!! O meu presente de Natal, de mim para mim.

Viagem a Ancona com passagem por Roma em Fevereiro do 2010. Tudo para ver e ouvir Mariella Devia na Lucrezia Borgia de Donizetti.

Está tudo marcado... só falta chegar o dia.

É um sonho tornado realidade.

Joan Sutherland - Maria Stuarda

Como já aqui referi, Joan Sutherland, com todos os defeitos que lhe possam encontrar, foi, para mim, a melhor voz do século XX.

Aqui fica um vídeo que eu ainda não tinha visto. Não será a melhor performance de Sutherland na Maria Stuarda (a diva estaria com problemas no registo grave, facilmente identificáveis), mas de qualquer forma é de nível superior. O agudo final é não é deste mundo...


Faz anos hoje - Chico Mendes

No dia 15 de Dezembro de 1944 nasceu Chico Mendes.

Da Infopédia:

Activista brasileiro, Francisco Alves Mendes Filho nasceu em 1944, no estado amazónico do Acre, na fronteira brasileira com a Bolívia. Ainda criança de nove anos envereda pela profissão a que já estava destinado à nascença, seringueiro, ou seja, a extrair e tratar a borracha (látex) retirada da hévea brasileira (ou seringa, daí o nome), principal produto do estado e meio de sustento da sua e da maior parte das famílias da região, quase todas oriundas do Nordeste. Na sua condição social, o seu destino não podia ter sido outro. Todavia, Chico Mendes não deixou de ter uma visão do mundo que se estendia para além do seringal e uma perspectiva do trabalho e seus direitos muito mais alargada que os seus companheiros de profissão. Neste sentido, desde os anos 70 que Chico Mendes mobilizava os seringueiros para preservarem o seu "ganha-pão", a floresta virgem amazónica contra o seu desbaste para criação de espaços abertos para a pecuária extensiva. A resistência assentava num plano simples e eficaz: o impedimento dos desbravamentos através da colocação dos seringueiros e suas famílias entre as moto-serras e as árvores. Em meados da década de 80, fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (Acre), abrangendo quase somente trabalhadores da borracha. No ano de 1985, fundou o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS). Homem tolerante e diplomático, encetou diálogos proveitosos entre os índios e os seringueiros, dois grupos desde sempre avessos mas reconciliados por Chico Mendes, que inspirou mesmo a criação de uma associação cívica denominada de "Povos da Floresta". Chico Mendes defendia o desenvolvimento racional e equitativo da floresta, considerando não ser preciso considerá-la um santuário intacto se não se avançasse para a sua devastação. Promoveu, neste âmbito, a elaboração de estudos e projectos de reservas para os seringueiros, com infra-estruturas sociais e materiais de apoio às suas famílias, meios de segurança contra os fazendeiros e mecanismos de escoamento e comercialização dos produtos florestais. Para tal, apelou a meios intelectuais e científicos brasileiros e estrangeiros, desde antropólogos a organizações ambientalistas dos EUA e Europa. A sua actividade sindical e, numa esfera mais alargada, de defesa da floresta da Amazónia e seus ecossistemas naturais, bem como dos seus habitantes de várias raças (índios, brancos, mestiços, negros), tornaram Chico mundialmente conhecido, tanto mais que a sua luta colidia com interesses instalados (governamentais, particulares e multinacionais) e prepotentes, apoiados muitas vezes na lei do "senhor da terra". Os fazendeiros, grandes e poderosos latifundiários, com avultadas fortunas e meios paramilitares e de segurança agresivos (os jagunços ) nunca simpatizaram com as iniciativas e reinvindicações de Chico Mendes e seus companheiros, várias vezes os ameaçando e coagindo no sentido de manterem a Amazónia como sempre estivera, à mercê da sua cupidez e desbaste. A fama de Chico Mendes granjeou-lhe amizades e prémios internacionais, como o Global 500 das Nações Unidas (Londres, 1987) e o Ted Turner´s Better World Society (EUA, 1987). No ano seguinte, participaria ainda na reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD), em Washington, EUA. Para além destas distinções e apelos internacionais, uma miríade de artigos e reportagens nos mais diversos meios de comunicação propagavam o nome e a causa de Chico Mendes por todo o planeta, mobilizando o mundo inteiro para a defesa da Amazónia. Fez inúmeras viagens e empreendeu uma série de reuniões ao mais alto nível, cativando simpatias e apoios. Conseguiu mesmo, na reunião do BIRD, impedir a construção de uma estrada trans-amazónica no Acre que poria em perigo a floresta, os habitantes e as suas actividades produtivas ancestrais, em harmonia com a natureza. Muitos bancos e instituições científicas, ambientalistas ou humanitárias internacionais aplaudiram-no, o mesmo fazendo o Congresso americano. Todavia, no seu Brasil e, mais concretamente, no seu Acre natal, os ódios e juras de morte contra Chico eram cada vez em maior número, com a sua cabeça a prémio entre os fazendeiros, madeireiros ou ganadeiros, embora talvez estes fossem a máscara de forças ainda mais poderosas. Desde há muito, no entanto, que previa a sua morte brutal, consciente dos perigos e ódios que desencadeava na sua luta e os impedimentos de abate florestal. De facto, às 18 horas e 45 minutos de 22 de Dezembro de 1988, à porta da cozinha da sua casa em Xapuri, Acre, Chico Mendes era assassinado a mando de um fazendeiro, de seu nome Darli Alves da Silva. O executante foi o filho deste, Darci, que disparou à queima-roupa uma espingarda de caça. Morria aquele a quem já apelidaram de "Gandhi dos trópicos", uma personalidade carismática e empreendedora que o Brasil só descobriu verdadeiramente depois da sua morte atroz. A sua consciência ecologista era notável, ainda que de nada lhe tenha valido. Numa mensagem de despedida escrita em 5 de Dezembro de 1988, antevendo o seu fim trágico, feito de forma cobarde e odiosa, escreveu: "Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta. Quero apenas que o meu assassinato sirva para acabar com a impunidade dos jagunços, sob a protecção da Polícia Federal do Acre e que, de 1975 para cá, já mataram mais de 50 pessoas". Acusou uma série de autores de homicídios e "justiças de fazendeiros", ainda que a Polícia Federal não tenha usado tais informações, que acabariam por se provar com a morte de Chico. As questões de terra ainda matam no Brasil, como aconteceu já antes do assassinato de Chico Mendes a muitos activistas rurais e têm acontecido no Movimento dos Sem Terra, ciclicamente amputado de alguns dos seus líderes por acção dos jagunços .

Chico Mendes. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-15]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Blogue da Semana (XXXVIII) - Passos na Calçada

Passos da Calçada é um blogue madeirense de autoria de Nelson Veríssimo e que visito regularmente,

Joyce DiDonato - Dunque io son (Barbeiro de Sevilha)

Joyce DiDonato - Lição de Canto (Barbeiro de Sevilha)

Mais um excerto das récitas do Barbeiro de Sevilha do Covent Garden com uma "bravíssima" Joyce DiDonato em cadeira de rodas.



Dedicado ao Mário do Livro de Areia.

Faz anos hoje - Michel de Nostradame

No dia 14 de Dezembro de 1503 nasceu Michel de Nostradame.

Da Infopédia:

Médico do século XVI, Michel de Nostradame nasceu a 14 de Dezembro de 1503, em Saint Remy, na França, no seio de uma família judia. Graças aos ensinamentos dos seus avôs, quando Michel foi para a escola, em Avignon, aprender filosofia, gramática e retórica, já tinha conhecimentos profundos de literatura clássica, história, medicina, astrologia (que na altura era considerada uma ciência legítima) e medicina natural. Nostradamus (versão do seu nome em Latim) tornou-se conhecido pelo tratamento que concebeu para combater a Peste Negra, que deflagrou na Europa durante o século XVI. A cura utilizada por Michel de Nostradame consistia na limpeza do corpo e administração de vitamina C aos seus pacientes. Sempre que entrava numa localidade para dar consultas, o médico pedia que fossem retirados das ruas todos os corpos que lá se encontravam abandonados. Em 1537 a peste chegou a Agen, onde Nostradamus vivia com a família. Ocupado com a cura da população, não conseguiu salvar a mulher e os dois filhos. Começou a questionar as suas capacidades enquanto médico e, desapontado, viajou pela Europa sem destino durante seis anos. Foi nessa altura que Nostradamus se apercebeu dos seus poderes proféticos. Dez anos depois da morte da sua família, Michel de Nostradame mudou-se para Salon, onde voltou a casar. Na sua casa montou um estúdio privado, onde instalou um astrolábio, espelhos "mágicos", um tripé e um recipiente de vidro de forma redonda, que ele desenhou a partir dos modelos usados nos oráculos. À noite Nostradamus retirava-se para o estúdio, onde fazia experiências com ervas pungentes. Durante alguns anos o médico optou por não divulgar as suas descobertas científicas. Em 1550 publicou o primeiro almanaque de profecias, Quadras um conjunto de doze quadras com profecias genéricas para cada altura do ano que se aproximava. As críticas favoráveis encorajaram Nostradamus a continuar. O seu trabalho mais conhecido, As Centúrias, foi iniciado em 1554. A primeira centúria foi publicada em Lyon, em 1555. As restantes publicaram-se nesse mesmo ano, sendo finalizadas em 1558, mas Michel de Nostradame decidiu não as distribuir em grande número. As Centúrias foram impressas por mais de 400 anos. No seu tempo, bem como actualmente, as quadras proféticas tiveram várias interpretações. As combinações de francês com o provençal, o grego, o latim e o italiano escritas como enigmas, anagramas e epigramas são complexas e exigem que o potencial intérprete tenha conhecimentos de vários campos temáticos. Algumas quadras de Nostradamus podem encontrar significações em diversas épocas, mas as que lhe deram a fama de ser um dos maiores profetas foram as quadras precisas. À excepção das profecias que se concretizaram no tempo de Nostradamus, é difícil poder dar uma interpretação exacta das previsões que o profeta fez e que ainda não se cumpriram. Apesar de nos últimos anos da sua vida Michel de Nostradame ter sofrido de artrite e de gota, parentes e amigos seus afirmaram que o médico sempre se manteve alerta às profecias. Um dos factos que admirou grande número de pessoas foi a previsão que Nostradamus fez da sua própria morte. Nostradamus morreu na madrugada do dia 1 de Julho de 1566. O seu epitáfio é uma exaltação ao seu carácter profético.

Nostradamus. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-14]

domingo, 13 de dezembro de 2009

Natal no Funchal





Um passeio pelas ruas do Funchal...

Faz anos hoje - Ernest Werner von Siemens

No dia 13 de Dezembro de 1816 nasceu Ernest Werner von Siemens.

Da Infopédia:

Engenheiro electrónico alemão, nasceu em 1816, na Prússia (actual Alemanha), e morreu em 1892, em Charlottenburg (Berlim). Desempenhou um papel importante no desenvolvimento da indústria telegráfica. Em 1841 tirou a primeira patente: para doirar e pratear por galvanoplastia. Fundou a firma electrónica da Siemens, em 1847. Construiu as primeiras linhas telegráficas subterrâneas da Europa (1848/1849) e o primeiro comboio eléctrico (1879). Foi o inventor da borracha como isolador eléctrico, do dínamo eléctrico de corrente alterna, do fotómetro de selénio entre outras. Charles William Siemens (1823-1883), irmão de Ernst, contribuiu para o desenvolvimento das indústrias do aço e telegráficas. Fixou-se em Inglaterra em 1884 e ali estabeleceu uma indústria eléctrica filial da do seu irmão. A William Siemens se deve uma nova técnica no forno de recuperação (1867), utilizada na produção de aço. Instalou um cabo submarino através do Atlântico e construiu na Irlanda um dos primeiros comboios eléctricos (1883).

Ernst Werner von Siemens. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-13]

sábado, 12 de dezembro de 2009

Faz anos hoje - Frank Sinatra

No dia 12 de Dezembro de 1915 nasceu Frank Sinatra.

Da Infopédia:

Cantor e actor norte-americano, de seu nome Francis Albert Sinatra, nasceu a 12 de Dezembro de 1915, em Hoboken, New Jersey, e morreu a 14 de Maio de 1998, em Los Angeles, California. Foi sobretudo cantor, tendo-se tornado, ao longo de décadas, um cançonetista extremamente popular, realizando tanto grandes espectáculos como pequenos concertos em clubes nocturnos até muito próximo da sua morte. São inúmeros os temas musicais eternizados por Sinatra, dos quais se podem destacar "(I've Got You) Under My Skin", "Something Stupid", "Singing In The Rain", "New York, New York", "My Way" e "L.A. is My Lady". Como actor de cinema, obteve também grande sucesso como aconteceu, por exemplo, nos filmes From Here to Eternity (1953), Young at Heart (1954), The Man with the Golden Arm (1955), Around the World in 80 Days (1956), Pal Joey (1957), Some Came Running (1958), Never So Few (1959), Can-Can (1960), Come Blow Your Horn (1963) e The First Deadly Sin (1980).
Frank Sinatra. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-12]

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Joan Sutherland 2009

Como está velhinha a minha Prima Donna Assoluta...

Faz anos hoje - Hector Berlioz

No dia 11 de Dezembro de 1803 nasceu Hector Berlioz.

Da Infopédia:

Compositor, crítico e maestro francês do período Romântico, nasceu em 1803, em La Côte-Saint-André, em França, e morreu em 1869, em Paris. Ficou conhecido pela Symphonie Fantastique (1830) e pela peça dramática La Damnation de Faust (1846). Foi enviado pelo seu pai para estudar medicina, mas acabou por ingressar no Conservatório de Música e, algum tempo depois, compôs Sinfonia Fantástica (Symphonie Fantastique ), que se tornou num dos trabalhos mais importantes do século XIX. A seguir, revelou-se um excelente chefe de orquestra, na mesma altura em que se estreou como ensaísta e crítico musical. No entanto, o seu génio criador, e desconcertante para a época, foi mais reconhecido no estrangeiro do que em França. Só depois de morrer é que foi reconhecido como um dos maiores românticos e inovadores, especialmente a nível da instrumentação. Os seus trabalhos mais significativos incluem as óperas Benvenuto Cellini (1838), Les Troyens (1855-58) e Béatrice et Bénédict (1862); as composições corais Huits Scènes de Faust (1829), Lélio ou le Retour à la Vie (1831), Requiem (Grande Messe des Morts (1837), Roméo et Juliette (1839), Grande Symphonie funèbre et Triomphale (1840), La Damnation de Faust (1846) e L'Enfance du Christ (1854); e os trabalhos orquestrais Waverly (1823), Les Francs-Juges (1827), Symphonie Fantastique (1830), Le Roi Lear (1831), Le Corsaire (1831-52), Harold en Italie (1834) e Le Carnaval Romain (1844).

Louis-Hector Berlioz. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-11]

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (X) - Kristen Cooke

"Listen very carefully, I shall say this only once". Esta é talvez a frase que mais impacto causou durante toda a série.

A Michelle of the Resistence era interpretada pela actriz Kriten Cooke.

Da Wikipédia (em inglês):

Kirsten Cooke (born 4 October 1952, Cuckfield, East Sussex, England) is an English stage actress who trained at the Webber Douglas Academy of Dramatic Art, London. Almost all of her acting work has been in the field of comedy.

She is best known for her role as Michelle Dubois in the British television series 'Allo 'Allo, produced by the BBC. Before then, she was an occasional member of the ensemble of comedy actors that appeared in Dave Allen's sketches across several of his BBC series. More recently, she starred in several episodes of the BBC children's comedy series ChuckleVision.

Her other television credits include Woolcott, Rings On Their Fingers, The Dawson Watch, and The Upper Hand. She has now gone on to play the role of "Molly" in the British television series Down To Earth. She also appeared as a panelist on Blankety Blank [1]



Michelle Dubois is a fictional character in the situation comedy 'Allo 'Allo. The part was played by the actress Kirsten Cooke.

She is a young, dark-haired woman who usually dresses in the unofficial "uniform" of the Gaullist French Resistance, a tan trench coat and black beret. Unlike the other French characters, she speaks fluent English, and is the only local person in Nouvion who can communicate with the two downed Royal Air Force men who are hidden in the town (the only other character to do this is Officer Crabtree). Her undercover alias is that of the post mistress in the other village, who has a lisp.

Her recurring catch-phrase (delivered in a faux-French accent) is: "Listen very carefully, I shall say this only once." She also has a habit of jumping out on Rene with her gun drawn, and asking him "are we alone?", even when in a crowded cafe, and has an obsession with secrecy and disguises.

Although, unlike most of the other women in the show, she is not even remotely attracted to René Artois, she pretends to be in love with him at one point to get him to cooperate with her schemes; René himself is not enthusiastic about the Resistance or the Germans, and would much prefer, given his own inclinations, to just run his cafe and have affairs with his waitresses.

Although Michelle is devoted to the Resistance, there have been episodes when her morals are doubtful. In one episode she shoots the ceiling of René's café to make the customers pay 400 franc for a bottle of wine instead of 200. In another episode she takes some money from the till of the café. She even takes small sums of money from the Resistance and spends it on a hairdresser visit. In another episode she even threatens René and Edith with a gun for money.

Her catchphrase "Listen very carefully, I shall say this only once" was the most used catchphrase in the show and had several variations, the most recurring one being "Look very carefully, I shall show you only once", which was first used when showing off her legs to René and Monsieur Alfonse. Due to the shows popularity "Listen very carefully, I shall say this only once" has also been used infrequently on other show, especially those set in World War II France. A notable example is a Seventh season episode of Goodnight Sweetheart when the main character Gary Sparrow, disguised as a French General, made contact with a member of the French Resistance.



Faz anos hoje - Carla Sacramento

No dia 10 de Dezembro de 1971 nasceu Carla Sacramento.

Da Infopédia:

Atleta portuguesa, nascida em 1971, já na categoria de júnior alcançava resultados de bom nível internacional. Especializou-se na prova dos 1500 metros, em que se afirmou como um dos grandes valores dos anos 90. Conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1996 e a medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo de 1997.

Carla Sacramento. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-10]

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fábrica de Histórias 3


Já foi publicado o terceiro voluma da Fábrica de Histórias, que, mais uma vez, tem algumas histórias da minha autoria (publicadas aqui no Outras Escritas).

Pode ser comprado aqui.

É Natal, é Natal...

Faz anos hoje - José Rodrigues Miguéis

No dia 9 de Dezembro de 1901 nasceu José Rodrigues Miguéis.

Da Infopédia:

Romancista, novelista, contista, dramaturgo, desenhador, cronista, licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, em 1924, e, como bolseiro da Junta de Educação Nacional, obteve uma pós-graduação em Ciências Pedagógicas, na Universidade de Bruxelas, em 1933. Ligado ao grupo literário da
Seara Nova , colaborou em periódicos como Alma Nova, O Diabo e Revista de Portugal , e dirigiu, com Bento de Jesus Caraça, o semanário Globo , apreendido em 1932. Professor do ensino secundário e secretário da Liga Propulsora da Instrução, distinguiu-se pelos seus dons de orador, pedagogo, ideólogo. Em 1930, rompeu com a Seara Nova , depois da publicação de artigos onde defendia que os intelectuais têm o dever de passar das afirmações doutrinais à acção, cabendo-lhes, numa perspectiva marxista, um papel de condução e de comunhão com as massas populares organizadas, até ser atingido, por todos os meios, o fim da renovação nacional. Em 1932, publicou a sua obra de estreia, Páscoa Feliz , à qual foi atribuído o Prémio Casa da Imprensa, nitidamente impregnada pela grande admiração que nutria por Raul Brandão, nesses anos de definição literária e ideológica. Impedido de leccionar e de publicar em jornais portugueses, progressivamente coarctado nas suas possibilidades de actuação, à medida que a ditadura instituída em 1926 afinava os seus instrumentos de repressão, expatriou-se nos Estados Unidos, não deixando contudo de colaborar com a imprensa portuguesa e espanhola e de revisitar Portugal. Nos Estados Unidos, foi editor assistente das Selecções do Reader's Digest, tradutor e professor universitário. Nomeado membro efectivo da Hispanic Society of America, correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, e agraciado, em 1979, com a Ordem Militar de Santiago de Espada, no grau de Grande Oficial. Na Bélgica, nos Estados Unidos, no Brasil, cenários do itinerário pessoal, a experiência do exílio impõe-se como uma das marcas da ficção de José Rodrigues Miguéis, ressentida, para Eduardo Lourenço (cf. O Canto do Signo , 1994), desse estatuto permanente de "estranho e estrangeiro" que atravessa temáticas, perspectiva do narrador e personagens. Alheia às etiquetas literárias que desde as suas primeiras publicações pretenderam rotulá-lo de "russo ou queirosiano, romântico ou realista", a escrita de José Rodrigues Miguéis parte da preocupação com uma função pedagógica da literatura, da necessidade de compreender a relação entre o indivíduo e a sociedade, não coincidindo, porém, com a estética neo-realista portuguesa, entre outros aspectos por um ponto de vista subjectivo sobre o universo social. A opção por um realismo que recusa simultaneamente o modelo queirosiano ("A frieza caricatural de Eça repelia-me", "Nota do Autor" à 2.ª edição de Páscoa Feliz , 1958, p. 155) e um neo-realismo "dos que se metem pelos olhos dentro" (Ibi, p. 151), por um realismo que não se confunde com a especificidade do realismo social brasileiro e norte-americano, por um realismo simultaneamente pessoal e consciente da sua responsabilidade ética e social, conferem ao escritor um espaço único na ficção realista contemporânea. Traduziu em língua portuguesa Erskine Caldwell, F. Scott Fitzgerald, Carson MacCullers, Stendhal. Parte da sua obra encontra-se traduzida em inglês, italiano, alemão, polaco, checo e russo. Bibliografia: Páscoa Feliz, Lisboa, 1932; Onde a Noite se Acaba, Rio de Janeiro, 1946; Saudades para Dona Genciana, Lisboa, 1956; O Natal do clandestino, Lisboa, 1957; Léah e Outras Histórias, Lisboa, 1958; Uma Aventura Inquietante, Lisboa, 1958; Um Homem Sorri à Morte - Com Meia Cara, Lisboa, 1959; A Escola do Paraíso, Lisboa, 1960; Gente de Terceira Classe, Lisboa, 1962; É Proibido Apontar. Reflexões de um Burguês - I, Lisboa, 1964; Histórias de Natal, Lisboa, 1970; Nikalai! Nikalai, seguido de A Múmia, Lisboa, 1971; O Espelho Poliédrico, Lisboa, 1972; Comércio com o Inimigo, Porto, 1973; As Harmonias do "Canelão". Reflexões de um Burguês - II, Lisboa, 1974; O Milagre Segundo Salomé, 2 vols., vol. I, Lisboa, 1974, vol. II, Lisboa, 1975; O Pão não Cai do Céu, Lisboa, 1981; Pass(ç)os Confusos, Lisboa, 1982; Uma Flor na Campa de Raul Proença, Lisboa, 1985; Idealista no Mundo Real, Lisboa, 1986; Aforismos e Desaforismos de Aparício, Lisboa, 1996; Arroz do Céu, Lisboa, 1994; O Passageiro do Expresso, Lisboa, 1960

José Rodrigues Miguéis. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-09]

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Orfeão Madeirense - Início da temporada de Natal

O Orfeão Madeirense inicia hoje a temporada de Natal com a solenização de uma missa na Igreja de S. Pedro (Funchal), seguida de concerto.

Convido todos os apreciadores de música natalícia a estarem presentes.

Embora com alguns problemas de garganta, lá estarei, pronto a dar o meu melhor.

Faz anos hoje - Jim Morrison

No dia 8 de Dezembro de1943 nasceu Jim Morrison.

Da Infopédia:
Músico norte-americano, vocalista do grupo rock The Doors, é uma das figuras mais carismáticas e mitificadas da história da música. De nome completo James Douglas Morrison, nasceu a 8 de Dezembro de 1943 em Melbourne, Florida. Estudou na Universidade de Los Angeles em 1964 e aí colheu a influência da poesia de William Blake e Arthur Rimbaud e da filosofia de Friedrich Nietzsche. Em 1965, juntou-se a Ray Manzarek (n. 1939, teclas), Robbie Krieger (n. 1946, guitarra) e John Densmore (n. 1944, bateria) para formar os The Doors. Da sua discografia fazem parte seis álbuns de originais: The Doors (1967), Strange Days (1967), Waiting For The Sun (1968), The Soft Parade (1969), Morrison Hotel (1970), L.A. Woman (1971). Os seus maiores êxitos incluem "Light My Fire", "People Are Strange", "Hello, I Love You", "Touch Me", "Riders On The Storm", "L.A. Woman" e "Roadhouse Blues". Os textos de Jim Morrison são dominados pela violência, pelo sexo, pelo álcool, pelas drogas e pela autodestruição, num constante desafio ao conservadorismo norte-americano que ele tentava levar à justa no seu modo de vida. Destruição de material do grupo, detenções por incitamento à violência e por atentado ao pudor em palco resultaram do excesso por que sempre pautou a sua vida. Morreu aos 27 anos, a 3 de Julho de 1971, no seu apartamento de Paris. O seu corpo encontra-se sepultado no cemitério Père Lachaise, e a sua campa foi transformada em local de culto e de peregrinação pelos seus inúmeros fãs de todo o mundo. O actor Val Kilmer interpretou a figura de Jim Morrison no filme "The Doors" (1991) de Oliver Stone.

Jim Morrison. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-08]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Una voce poco fa - Joyce DiDonato

Um vídeo das récitas do Covent Garden (Londres) é que a cantora interpretou Rosina numa cadeira de rodas por ter partido um pé na primeira récita.

Aplausos efusivos no final. Muito merecidos, na minha opinião.


Tótos



Há os tótos da faixa do meio...

Os tótos que carregam sempre nos dois botões para chamar o elevador...

E por aqui abundam os tótos da faixa exterior da rotunda!!!

Haja Paciência!

Uma lição de bel canto por Edita Gruberova (legendas em inglês)



Faz anos hoje - Mário Soares

No dia 7 de Dezembro de 1924 nasceu Mário Soares.

Da Infopédia:

Político português, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em Lisboa, a 7 de Dezembro de 1924. Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou activamente, desde a juventude, em actividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe custou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio - primeiro em S. Tomé e depois em França, onde se encontrava aquando o 25 de Abril de 1974. Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em actos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, no entanto, eleito. Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que foi o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressou prontamente a Portugal e ocupou a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas. No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical. Foi primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira e outras), governando, ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Foi o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional. Homem controverso, as suas relações com correligionários e com outros políticos destacados (Francisco Sá Carneiro, António Ramalho Eanes, Salgado Zenha, Aníbal Cavaco Silva) foi por vezes tempestuosa ou, pelo menos, difícil; no entanto, conseguiu conservar grande capital de simpatia popular até ao fim do seu segundo mandato. Aquando da sua primeira candidatura presidencial, renunciou à filiação partidária e, contrariamente a algumas expectativas, quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras actividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objectivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais. Enquanto Presidente da República reuniu em livros as dez intervenções, onde relata os principais discursos de 1987 até 1986. Para além das obras que publicou antes do 25 de Abril, Mário Soares editou ainda Resposta Socialista para o Mundo em Crise (1983), Persistir (1984), A Árvore e a Floresta (1985). Recentemente lançou o livro Incursões Literárias (2003). Em 1991, ano em que foi reeleito Presidente da República, nasceu a Fundação Mário Soares, da qual se tornou presidente. Esta Fundação tem como objectivos patrocinar projectos de investigação e publicação de estudos bem como a formação cívica e política. Os debates e as conferências de divulgação cultural, em especial dirigidas à juventude e aos trabalhadores imigrantes em Portugal, nomeadamente dos países africanos lusófonos, do Brasil, Macau e Timor-Leste são também o propósito da Fundação. Contrariamente à sua decisão de não voltar à política quando terminou o seu mandato como Presidente da República em 1996, Mário Soares decidiu candidatar-se novamente à presidência da República em 2005, para as eleições a realizar no início do ano seguinte, competindo com Aníbal Cavaco Silva, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Garcia Pereira. O pretexto apresentado para a sua candidatura relacionava-se com a crise que se instalou no país e a sua intenção de poder fazer algo para melhorar a situação. Nas eleições realizadas a 22 de Janeiro não saiu vencedor, tendo perdido para Aníbal Cavaco Silva, que ganhou com a maioria absoluta de 50,59% dos votos. Mário Soares ficou em terceiro lugar na percentagem de votos, com 14,34%, e em segundo lugar ficou Manuel Alegre com 20,72%.

Mário Soares. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-07]