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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sarah Vaughan no Cascais Jazz de 1973


A Vaughan em Portugal em 1973. Pouco motivada, o que até se entende...

Obrigado ao baritono1975, pela disponibilização do vídeo no YouTube.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Faz anos hoje - Bessie Smith

No dia 15 de Março de 1894 nasceu Bessie Smith

Da Infopédia:

Cantora de blues norte-americana, Bessie Smith nasceu a 15 de Abril de 1894, em Chattanooga, no Estado do Tennessee, nos Estados Unidos da América.
Em 1912, integrou, como bailarina, uma companhia viajante de espectáculos de variedades, onde trabalhava também a cantora de blues Ma Rainey, que lançou a carreira musical de Bessie Smith.
Estabelecendo-se em Atlântida, começou a actuar em bordéis e em teatros destinados aos negros e, depois, a fazer digressões a norte e a sudoeste do país, tornando-se numa enorme atracção no final da Primeira Guerra Mundial. Em 1923, mudou-se para Nova Iorque, onde gravou com grandes músicos de jazz, como Louis Armstrong, Benny Goodman e James P. Johnson. Com uma profundidade e expressão na voz, Bessie Smith conseguiu transmitir uma forte intensidade às canções interpretadas e revelou um grande senso rítmico e habilidade nas improvisações.
No auge da sua carreira, tornou-se na cantora de blues mais popular e mais cara da altura, ganhando 2000 dólares por semana. No início dos anos 30, cantou na rádio, em filmes de Hollywood e substituiu Billie Holiday num espectáculo da Broadway. A sua carreira começou, no entanto, a decair, devido ao novo gosto musical do público que era atraído pelo swing. Tentando adaptar-se à era dos swings, mudou o seu estilo pesado de blues para um jazz mais leve aos ritmos do swing. De referir que a cantora era ainda dependente do álcool e tinha fama de ser uma assumida bissexual.
Dos seus 160 álbuns gravados destaca-se Down Hearted Blues (1923), House Rent Blues (1924), I Ain't Gonna Play No Second Fiddle (1925), Me and My Gin (1928), Black Mountain Blues
Bessie Smith, a "Imperatriz dos Blues", como ficou conhecida, faleceu a 26 de Setembro de 1937, em Clarkesdale, no Estado do Mississípi, vítima de um acidente de viação.


Bessie Smith. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-15]

sábado, 27 de março de 2010

Faz anos hoje - Sarah Vaughan

No dia 27 de Março de 1924 nasceu Sarah Vaughan.

Da Wikipédia:

Sarah Lois Vaughan (Newark, 27 de março de 1924Los Angeles, 3 de abril de 1990) foi uma cantora estadunidense de jazz. Junto com Billie Holiday e Ella Fitzgerald é considerada por muitos como uma das mais importantes e influentes vozes feminina do jazz.

A voz de Vaughan caracterizava-se por sua tonalidade grave, por sua enorme versatilidade e por seu controle do vibrato. Sarah Vaughan foi uma das primeiras vocalistas a incorporar o fraseio do bebop.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Faz anos hoje - Sheryl Crow

No dia 11 de Fevereiro de 1962 nasceu Sheryl Crow.

Da Infopédia:

Cantora e compositora norte-americana, Sheryl Crow, nascida a 11 de Fevereiro de 1962, em Kennett, no Missouri, é um dos nomes mais marcantes da música rock dos anos 90. As raízes da sua carreira remontam à infância, período em que aprendeu piano e começou a compor as suas primeiras canções. A Universidade do Estado do Missouri marcou a sua evolução em termos musicais com os cursos de composição, interpretação vocal e ensino de música. No início dos anos 80, deu aulas de música numa escola para crianças com necessidades especiais. A transição para o circuito profissional deu-se com a oportunidade de fazer coros na digressão mundial de Michael Jackson para promover o álbum Bad, entre 1987 e 1989. Seguiram-se um conjunto de colaborações com artistas como Eric Clapton, Bob Dylan, Stevie Wonder, Don Henley, Rod Stewart, Joe Cocker ou Sinead O'Connor, entre outros. Sheryl Crow conta três álbuns na sua já sólida carreira: Tuesday Night Music Club (1993), Sheryl Crow (1996) e The Globe Sessions (1998). O álbum de estreia, apresentado uma sonoridade rock-blues, começou por não atingir os objectivos pretendidos em termos comerciais. Só com a edição do single All I Wanna Do, um dos maiores sucessos de 1994, as vendas do álbum dispararam para números que, em 1997, se cifravam em mais de sete milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. Outros êxitos incluíram "Run Baby Run", "Strong Enough" e "Leaving Las Vegas". O ano de 1995 trouxe-lhe ainda três prémios Grammy, incluindo o de Revelação do Ano. Antecedido de uma extensa digressão, que incluiu a prestação no concerto Woodstock II e actuações com outros artistas como Mick Jagger ou Joe Cocker, seguiu-se, em 1996, o álbum homónimo. Este segundo trabalho originou êxitos como "If It Makes You Happy", "Maybe Angels" e "Everyday Is A Winding Road". Em 1997, colaborou na banda sonora de mais uma aventura do agente 007, Tomorrow Never Dies, com o tema do mesmo nome. O terceiro trabalho, The Globe Sessions, marcou o seu regresso em 1998, com o tema "My Favorite Mistake" a dominar as estações de rádio. Este álbum ganhou um Grammy para o Melhor Álbum. O ano de 2002 definiu o lançamento de C'mon C'mon. Os singles "Soak Up The Sun" e "Steve McQueen" atingiram posições de relevo nas tabelas de vendas, puxando o álbum para um bom registo comercial. No ano seguinte, dois lançamentos: Sheryl Crow Live At Budokan, guardando uma actuação no Oriente, e a compilação Very Best Of Sheryl Crow, reunindo os seus principais êxitos e uma versão de "The First Cut Is The Deepest", de Cat Stevens.

Sheryl Crow. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-02-11]

sábado, 12 de dezembro de 2009

Faz anos hoje - Frank Sinatra

No dia 12 de Dezembro de 1915 nasceu Frank Sinatra.

Da Infopédia:

Cantor e actor norte-americano, de seu nome Francis Albert Sinatra, nasceu a 12 de Dezembro de 1915, em Hoboken, New Jersey, e morreu a 14 de Maio de 1998, em Los Angeles, California. Foi sobretudo cantor, tendo-se tornado, ao longo de décadas, um cançonetista extremamente popular, realizando tanto grandes espectáculos como pequenos concertos em clubes nocturnos até muito próximo da sua morte. São inúmeros os temas musicais eternizados por Sinatra, dos quais se podem destacar "(I've Got You) Under My Skin", "Something Stupid", "Singing In The Rain", "New York, New York", "My Way" e "L.A. is My Lady". Como actor de cinema, obteve também grande sucesso como aconteceu, por exemplo, nos filmes From Here to Eternity (1953), Young at Heart (1954), The Man with the Golden Arm (1955), Around the World in 80 Days (1956), Pal Joey (1957), Some Came Running (1958), Never So Few (1959), Can-Can (1960), Come Blow Your Horn (1963) e The First Deadly Sin (1980).
Frank Sinatra. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-12]

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Faz anos hoje - Diana Krall

No dia 16 de Novembro de 1964 nasceu Diana Krall.

Da Infopédia:

Compositora e pianista canadiana nascida a 16 de Novembro de 1964, em Nanaimo, na Columbia Britânica. Diana Krall começou por ter aulas de piano aos 4 anos. Aos domingos costumava ir, juntamente com os seus pais, para casa dos seus avós (a mãe e o pai tocavam piano, a avó era cantora). Todos juntos, interpretavam temas de Nat King Cole, Frank Sinatra, ópera e música dos antigos programas de rádio. Estas foram as suas primeiras influências, a que se juntaram mais tarde Sting, "R&B", Ahmad Jamal (pianista), Nina Simone, Roberta Flack, entre outros. Mais tarde ingressou numa banda jazz liceal, tocando num restaurante local três vezes por semana. Em 1981 no Festival de Jazz de Vancouver ganhou uma bolsa de estudo para o Colégio de Música Berklee em Boston, e em 1982 regressou à Columbia Britânica. Foi então que Ray Brown a ouviu tocar e se tornou o seu mentor, sugerindo a Diana que se mudasse para Los Angeles, onde viria mais tarde a estudar com Jimmy Rowles. Em 1990 mudou-se para Nova Iorque e aí conseguiu desenvolver as suas aptidões como cantora e pianista, formando o seu trio. O seu primeiro álbum, Stepping Out, foi editado em 1993 pela Justin Time Records, mas somente no Canadá e na Europa. Da sua discografia destacam-se: All For You (1996; nomeação para o Grammy na categoria de melhor intérprete jazz ); Love Scenes (1997); When I Look Into Your Eyes (1999; Grammy melhor intérprete jazz ).

Diana Krall. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-16]

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Faz anos hoje - John Coltrane

No dia 23 de Setembro de 1926 nasceu John Coltrane.

Da Infopédia:

Saxofonista norte-americano nascido a 23 de Setembro de 1926, em Hamlet, Carolina do Norte, Estados Unidos da América. Desde sempre esteve rodeado pela música, pois o seu pai tocava vários instrumentos, o que o levou a estudar trompete e clarinete. No liceu, as influências de Lester Young e Johnny Hodges levaram-no a mudar para saxofone alto. Fez os seus estudos musicais em Filadélfia e foi chamado para prestar serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial, na Marinha norte-americana no Hawai. No seu regresso, ingressou na Eddie "CleanHead" Vinson Band. Depois de tocar com Dizzy Gillespie e Jimmy Heath, passou a fazer parte do Miles Davis Quintet, em 1955. Aqui pôde pôr em prática a sua paixão pela experimentação, pois Miles Davis dava-lhe bastante liberdade. Em 1960 formou o seu próprio quarteto com McCoy Turner (piano), Elvin Jones (bateria) e Jimmy Garrison (baixo). O John Coltrane Quartet criou o som mais inovador e expressivo de toda a história do jazz com os álbuns: My Favorite Things (1960), Africa Brass, Impressions, Giant Steps (1959) e a sua obra-prima A Love Supreme (1964), um dos mais profundos testamentos de fé religiosa. Os anos finais de Coltrane foram marcados pela controvérsia. Foi-lhe diagnosticado um cancro no fígado, que juntamente com a sua toxicodependência levou-o gradualmente a perder energia e ganhar peso. Discretamente, Coltrane tentava ocultar estes factos, dado o seu enorme trabalho de composição, gravação e actuações. Morreu a 17 de Julho de 1967, deixando um legado musical que aumenta o seu valor com o passar dos anos. John Coltrane era considerado um "pregador" do jazz contemporâneo e ao mesmo tempo um profeta do que estaria para vir. Na comemoração do seu 75.° aniversário, foi criada a Fundação John Coltrane, com o objectivo de atribuir bolsas escolares a jovens músicos, de modo a encorajar e desenvolver o jazz e outras formas de expressão artísticas no âmbito do jazz, valores esses que estão presentes na música de John Coltrane.

John Coltrane. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-09-09]

domingo, 9 de agosto de 2009

Blogue da Semana (XXVII) - Improvisos Ao Sul

Como o próprio nome indica, o Improvisos Ao Sul é um blogue cujo tema principal é o jazz. Ao sul porque o bloguísta vive em Beja..-

Programação de festivais, programas de rádio e televisão, lançamentos em CD e DVD são ingredientes que tornam este blogue essencial para os amantes de jazz.

Está desde início nos "links" do Outras Escritas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Faz anos hoje - Louis Armstrong

No dia 4 de Agosto de 1901 nasceu Louis Armstrong.

Da Infopédia:

Trompetista e cantor negro norte-americano, de origem humilde, Daniel Louis Armstrong nasceu a 4 de Agosto de 1901, em Nova Orleães, Luisiana, nos EUA. Enquanto jovem aprendeu a tocar vários instrumentos de sopro, mas foi no trompete que mais se destacou. Em grande medida a ele se deve a transição de um estilo de jazz de índole mais folk, para uma forma de arte que destacava a improvisação e a criatividade do solista. Ficaram famosas as suas improvisações de sons vocálicos sem sentido, conhecidas por scatting. Já com um percurso musical distribuído por várias bandas, juntou-se, em 1922, à Oliver's Creole Jazz Band, em Chicago, na altura o centro do jazz norte-americano, tendo aí permanecido até 1924. Neste ano mudou-se para Nova Iorque, onde tocou na banda de Fletcher Henderson, considerada a melhor banda jazz do seu tempo. A sua actividade musical, crescente em solicitações e em reconhecimento pelo seu talento, incluiu algumas gravações com cantores de blues, tais como Bessie Smith, Clara Smith e Ma Rainey. Em 1925 regressou a Chicago e fundou a sua própria banda, os Louis Armstrong And His Hot Five, aos quais se sucederiam os Hot Seven. Nos dois anos seguintes granjeou o sucesso que fez dele um dos melhores trompetistas de todos os tempos e um cantor de eleição. Neste período destacaram-se temas como "Cornet Chop Suey", "Heebies Jeebies", "Potato Head Blues" e "Struttin' With Some Barbecue". Em 1928 formou os "Savoy Ballroom Five", nos quais fez dupla com o pianista Earl Hines. São deste período temas como "West End Blues", "Weather Bird", "St. James Infirmary" e "Basin Street Blues". Os anos 30 constituíram o período de ouro de Armstrong, tendo liderado várias bandas e gravado temas populares da altura, tal como "I Can't Give You Anything But Love", "Ain't Misbehavin", "Tiger Rag", "I've Got A Heart Full Of Rhythm" e "Wild Man Blues". A década de 40 viu a sua popularidade diminuir. Fundou o sexteto All Stars, com o qual tocou em palcos de todo o Mundo. Esta banda notabilizou-se pela postura humorística que tinha em palco. Nos anos 50 e 60 destacaram-se temas como "Mack The Knife" (1955), "Hello Dolly" (1964) e "What A Wonderful World" (1967), entre outros. Nos últimos anos da sua vida, o seu nome era conhecido em todo o mundo, não só pelas qualidades de trompetista, mas também por ser um cantor e um artista de entretenimento de eleição. Trabalhou ainda no cinema, tendo participado nos filmes Cabin In The Sky (1943), Jam Session (1944), High Society (1956) e The Five Pennies (1959). Em 1954, editou a sua autobiografia, Satchmo, My Life In New Orleans (1954). Morreu a 6 de Julho de 1971, em Nova Iorque. A título póstumo, algumas das suas lendárias actuações ao vivo foram lançadas em disco. Além dessas edições, uma nota para as dezenas de compilações da sua obra. Nesse formato, destaque para The Complete Hot Five and Hot Seven Recordings, editada pela Columbia em 2000. Esta edição foi repetida, dois anos mais tarde, numa caixa especial.

Louis Armstrong. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-08-04]

terça-feira, 9 de junho de 2009

Cole Porter

No dia 9 de Junho de 1891 nascia Cole Porter.

Da Infopédia:

Entertainer norte-americano, nasceu a 9 de Junho de 1891, em Indiana, e faleceu a 15 de Outubro de 1964. É considerado, a par de Irving Berlin, um dos grandes mitos musicais americanos. Teve lições de violino e piano enquanto criança, estudou Direito e Música em Harvard, cortesia de um abastado avô que lhe proporcionou uma carreira musical. Serviu no exército francês durante a 1.a Guerra Mundial e casou-se em Paris em meados dos anos 20 do século XX. A sua lista de espectáculos e filmes é extensa. As suas letras eram sofisticadas, reveladoras de uma grande cultura, contudo, podiam ser charmosas, sugestivas e até perversas. O seu primeiro espectáculo realizou-se em Paris no ano de 1928, cidade a que nunca mais regressou, mas mantendo-a sempre no coração. Entre os seus inúmeros espectáculos, destacam-se You do Something to Me , Wake up and Dream , The New Yorkers , The Gay Divorcee , Jubilee , Leave it to Me e Kiss me Kate , onde interpretou temas como What is This Thing Called Love , Love for Sale , Anything Goes , You're the Top , Begin the Beguine e Count your Blessings . Em 1937, devido a um acidente enquanto andava a cavalo, ficou com as pernas paralisadas. Após a sua morte, as suas canções continuam vivas em numerosas antologias, assim como são uma enorme influência para qualquer músico americano.

Cole Porter. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-09]

terça-feira, 26 de maio de 2009

Miles Davis

No dia 26 de Maio de 1926 nascia Miles Davis.

Da Infopédia:

Compositor e trompetista norte-americano, Miles Dewey Davis nasceu a 26 de Maio de 1926, em Alton, Illinois, e faleceu a 28 de Setembro de 1991. Foi um dos músicos de jazz mais inovadores: em 1949, integrou o movimento cool jazz, com Gil Evans, e nos últimos anos da sua vida experimentou a combinação rap-jazz. Entre estes dois pólos extremos, liderou dois famosos quintetos, desenvolveu a jazz fusion, e foi pioneiro, nos anos 70, do som precursor do hip-hop dos anos 90. Na adolescência, fez parte de vários grupos de rhythm & blues. Em meados dos anos 40, em Nova Iorque, decidiu dedicar-se à música em detrimento dos estudos, tendo tocado com os líderes do movimento bebop, o trompetista Dizzy Gillespie e os saxofonistas Charlie Parker e Coleman Hawkins. Em 1953, formou o seu primeiro grupo com John Coltrane, Red Garland, Paul Chambers e Philly Joe Jones. Dez anos mais tarde o seu segundo quinteto seria composto por Herbie Hancock, Wayne Shorter, Ron Carter e Tony Williams. Fazem parte da suas gravações a solo mais relevantes Birth Of The Cool (1949), Round About Midnight (1955),Miles Ahead (1957), Porgy And Bess (uma adaptação da obra-prima de Gershwin para trompete,1958), Kind Of Blue (ao lado de John Coltrane, 1959), Milestones (1958), Sketches Of Spain (1959) e Miles Smiles (1966). Os anos 60 e 70, e artistas como Sly Stone ou Jimi Hendrix, marcaram a evolução de Miles Davis para a improvisação do free jazz (e do rock, visível em trabalhos como In A Silent Way, de 1969). A inovação estendeu-se até à jazz fusion, em trabalhos como Bitches Brew (1970), On The Corner (1972) e Dark Magus (1974). Bitches Brew foi mesmo o álbum de jazz mais vendido de sempre. Em 1981 editou The Man With The Horn, em que interpretou temas pop e colaborou com artistas como John Lee Hooker e Sting, entre outros. No seu último álbum, Doo-bop (1991), Miles Davis entrou nos domínios do hip-hop. Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Miles Davis utilizou o trompete num estilo melódico e introspectivo, tornando o seu som único e pessoal. Examinar a carreira de Miles é olhar para o jazz feito desde os anos 40 até ao início da década de 90, uma vez que ele esteve na linha da frente das inovações relevantes desse estilo musical, incutindo novos desenvolvimentos estéticos. Deixou um legado impressionante, fazendo-se rodear de nomes que posteriormente se tornaram célebres e criaram novos ramos na árvore crescente do jazz, partindo da grande inspiração e alento que Miles Davis sempre foi para os apreciadores do jazz moderno. Há mesmo quem diga que desde a morte do virtuoso músico, o jazz não foi capaz de crescer mais . Miles Davis foi laureado com oito prémios grammy ao longo da sua vasta carreira.

Miles Davis. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-26]

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mario Laginha e Bernardo Sassetti na Casa das Mudas

Assisti ontem ao concerto dos pianistas Mário Laginha e Bernardo Sessetti na Casa das Mudas integrados no Mudas Jazz Sessions.

Devo confessar-vos que foi uma experiência extraordinária.

O concerto teve como base temas de Zeca Afonso, com arranjos dos dois pianistas, e obras de autoria dos próprios. A interacção entre Laginha e Sassetti foi perfeita e os jogos de improviso em que os dois se lançaram tornaram este concerto inesquecível.

Houve magia ontem na Casa das Mudas. O público que encheu por completo o auditório aplaudiu efusivamente os pianistas.

Segue-se um pequeno vídeo de um outro concerto com Laginha e Sassetti.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Notícia em Destaque - Concerto cá junta hoje Laginha e Sassetti

A não perder. Já está esgotado há alguns dias.

Lê-se no Diário de Notícias da Madeira:
Têm uma paixão enorme pelo jazz e fazem questão de demonstrá-lo e partilhá-lo com o público português. Por diversas vezes têm-se cruzado em mundos tão distintos como o jazz, a música clássica ou as canções de Zeca Afonso. E hoje à noite, Mário Laginha e Bernardo Sassetti vão estar na Madeira para dar um concerto ímpar no Centro das Artes, na Calheta, no arranque do primeiro 'Mudas Jazz Sessions' de 2009.

Desde que tocaram juntos pela primeira vez há quase uma década, têm sido vários os pretextos para novos encontros entre estes dois músicos e compositores, considerados dos melhores pianistas portugueses da actualidade.

Sabe-se que o concerto desta noite está a gerar grande expectativa junto do público madeirense, isto tendo em conta a grande procura de bilhetes.

Em todo o caso, aqui fica a informação para os interessados em ver este espectáculo: os bilhetes estão à venda no Centro das Artes e custam 20 euros (individual) e 10 euros (grupos de seis a oito pessoas, membros da OCM, alunos do Conservatório e pessoas com menos de 25 e mais de 65 anos).


In Diário de Notícias da Madeira

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mário Laginha e Bernardo Sassetti no Mudas Jazz Sessions (Madeira)


No próximo sábado o Mudas Jazz Sessions apresenta um concerto pelos pianistas Mário Laginha e Bernardo Sassetti.

Um concerto imperdível!

Serão interpretados temas da autoria dos próprios e também alguns temas de Zeca Afonso. A venda de bilhetes inicia-se hoje na casa da Mudas.

Lá estarei, obviamente!

Obrigado à Virgínia Catanho que me cedeu dois bilhetes.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Elis Regina

A 19 de Janeiro de 1982 morria em São Paulo a cantora brasileira Elis Regina.

Da Infopédia:
Cantora brasileira, Elis Regina Carvalho Costa nasceu a 17 de Março de 1945, em Porto Alegre, e morreu a 19 de Janeiro de 1982, em São Paulo, vítima de overdose, supostamente na sequência de uma combinação excessiva de bebidas alcoólicas e cocaína. Oriunda de uma família relativamente pobre, Elis sempre demonstrou ter um talento natural para a música, reproduzindo desde cedo canções, tanto em espanhol como em português, que ouvia no rádio. Ainda criança, aprendeu a tocar piano e, para conseguir comprar este instrumento, começou a cantar tinha apenas 11 anos de idade. Acabaria por se tornar uma pequena celebridade graças à sua participação num concurso infantil promovido por uma rádio local. Assinou o seu primeiro contrato profissional aos 13 anos e, um ano depois, já ganhava mais dinheiro do que o próprio pai. Gravou o seu primeiro LP, Viva a Brotolândia, em 1961, no Rio de Janeiro, para onde acabaria por se mudar definitivamente em Março de 1964. "Pimentinha", apelido que lhe foi aposto, depressa se tornou uma das mais importantes intérpretes de música brasileira, sobretudo quando, em 1965, obteve o seu primeiro sucesso com Arrastão, uma controversa canção de Vinicius de Moraes e de Edu Lobo, com que se sagrou vencedora do I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior. Estava conquistado o estatuto de "rainha da música popular brasileira". Casou, pela primeira vez aos 22 anos de idade, com Ronaldo Boscoli, 16 anos mais velho que ela e considerado por muitos como o D. Juan do Rio. Deste casamento, teve um filho, João Marcelo. Mais tarde, Elis viria a casar-se com César Camargo Mariano, com quem acabaria por ter dois filhos, Pedro e Rita. Possuidora de uma voz marcante, Elis interpretou canções de grande qualidade lírica e musical, compostas por músicos como Renato Teixeira, Chico Buarque, Edu Lobo, Baden Powell, João Bosco, Vinicius de Moraes, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Ivan Lins, entre outros; participou em vários festivais e movimentos de carácter político; e desenvolveu a sua carreira no estrangeiro, sendo responsável por espectáculos nas principais capitais europeias e latino-americanas. Destacam-se da sua discografia álbuns como Poema de Amor (1962); Dois na Bossa (1965); Elis e Tom (1974); Falso Brilhante (1976); Elis (1980); e Elis Regina - Montreux Jazz Festival (editado postumamente em 1982), entre muitos outros sucessos.

Elis Regina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-01-16]

domingo, 4 de janeiro de 2009

Outros Blogues (XXII) - Jazz e Arredores.

O blogue que recomendo esta semana tem a ver com Jazz e penso ser de muita utilidade para os apreciadores deste género musical.

Chama-se Jazz e Arredores e é um blogue que visto regularmente. Está nos "links" do Outras Escritas.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ao Lado da Música (XXII) - Billie Holiday

Billie Holiday (nome artístico de Elanora Fagan) nasceu em Baltimore, Estados Unidos da América, a 7 de Abril de 1915 e é para muitos considerada das melhores cantoras de jazz de todos os tempos, ao lado de nomes como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan.

Com uma infância particularmente difícil nomeadamente pelo facto de os seus pais serem ainda adolescentes quando nasceu e ter sido violada por um vizinho aos 10 anos de idade, Billie Holiday, torna-se cantora por acaso quando aos 15 anos tentou se contratada como bailarina num bar do Harlem (Nova Iorque). A sua audição para bailarina revelou-se um desastre, mas o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e encantou, tendo sido contratada como cantora.

Sem qualquer tipo de formação musical, Billie Holiday "aprendeu" jazz recorrendo a gravações de Louis Armstrong e Bessie Smith.

Após três anos a cantar em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, que lhe possibilita a gravação do seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Pode-se afirmar que foi nesta altura que a sua verdadeira carreira teve início. A cantora começou a apresentar-se nas casas nocturnas mais importantes do Harlem (Nova Iorque).

Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie, tendo sido uma das primeiras cantoras negras a cantar com uma banda de brancos (Artie Shaw), numa época de segregação racial nos Estados Unidos da América (anos 30).

A sua carreira consagra-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Ted Wilson e ao lado de Louis Armstrong.

Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, a sua dicção, o seu fraseado e a sensualidade expressando uma incrível profundidade de emoção, aproximaram-na do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinquenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Foi Lester Young que a apelidou de Lady Day.

Em 1944 grava o trágico Strange Fruit (Fruta Estranha) que suscitou o escândalo pelo tema da segregação racial que abordava. Os "estranhos frutos" eram uma alusão aos cadáveres dos negros pendurados nas árvores.

Viciada no álcool e nos estupefacientes, foi presa e internada durante um ano (1947-48). O estupro sofrido enquanto criança marcou sempre a sua vida. Uma vida que a droga levou ao fim. A voz, dolorosamente trémula, torna-se áspera e o seu canto sensível torna-se amargo e artificial.

Embora não sendo um cantora preferencialmente de Blues, foi por muita crítica jazzística aproximada a Bessie Smith, enquanto herdeira da música do gueto negro e devido à sua existência penosa e atormentada.

Pouco antes de sua morte, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, tendo Diana Ross no papel principal.

Billie Holiday morre em Nova Iorque a 17 de Julho de 1959.


Lançado pela editora francesa Nocturne, este duplo CD de Billie Holiday faz parte de uma colecção de antologias dos grandes nomes do jazz designada Cabu Jazz Masters.

Com um design de capa bastante original de autoria do caricaturista francês Jean Cabut ou Cabu, cada uma das antologias é composta por dois CD disponíveis a um preço muito apelativo.

No que respeita a Billie Holiday, a antologia cobre o período 1947/1956, isto é, um período em que a voz e a carreira da cantora já tinham atingido a plena maturidade. Nas últimas gravações até é possível notar já alguma decadência a nível vocal.

Faz parte deste trabalho um conjunto de 42 temas, salientando-se as baladas e os swings que tanto caracterizaram a cantora.

Uma vez que cobre um período de nove anos, várias são as bandas e orquestras que acompanham Billie Holiday. Destacam-se:

A orquestra de Bob Haggart O trio de Bobby Tucker A orquestra de Buster Harding A orquestra de Sy Oliver A orquestra de Gordon Jenkins O sexteto de Tiny Grimmes A orquestra de Count Basie A orquestra de Tony Scott

Vários temas são ainda interpretados pela cantora acompanhada pela sua própria banda ou pela sua orquestra.

Louis Armstrong participa em dois temas, You Can't Loose a Broeken Heart e My Sweet Hunk O'Trash.

Destaque ainda para os temas Billie's Blues (I Love My Man) da autoria da cantora e I Cried For You, interpretados ao vivo no famoso concerto do Carnegie Hall (Nova Iorque) a 10 de Novembro de 1956.


Lançado pela Salt Peanuts em Novembro de 2007, o DVD Strange Fruit contém a maior parte das gravações que Billie Holiday fez para televisão.

Contém gravações de 1950, 1956, 1957, 1958 e 1959.

Como será de esperar, a qualidade da imagem não é a melhor, mas no entanto, o DVD consegue transmitir um pouco do que foi a voz e a carreira desta grande interprete.

Curiosamente a gravação com melhor qualidade de imagem é a de 1950.

Fazem parte do DVD os seguintes temas:

God Bless the Child (Herzog-Holiday) 1950
Now Baby, or Never (Holiday - Lewis) 1950
My Man (Charles-Pollack-Yvain) - 1956
Please Don't Talk About Me When I'm Gone (Clare-Palmer-Stept) 1956
Billies's Blues (Billie Holiday) 1956
Easy To Remember (Rodgers - Hart) 1958
What a Little Moonlight Can Do (Woods) 1958
Foolin' Myself (Lawrence - Tinturin) 1958
I Only Have Eyes For You (Dabin - Warren) 1958
Travelin' Light (Mercer - Young) 1958
Strange Fruit (Alan - Marks) 1959
I Loves you Porgy (George & Ira Gershwin) 1959
Fine and Mellow (Billie Holiday) 1957


Publicado no Ao Lado da Música a 24 de Junho de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

Ao Lado da Música (XIX) - Bobby McFerrin

Bobby MacFerrin nasceu em Madeley, Inglaterra, a 11 de Março de 1950. Em criança passou a viver em Nova Iorque e, por isso, é muitas vezes identificado como americano. O pai de Bobby McFerrin, Robert McFerrin, foi um famoso barítono e foi o primeiro afro-americano a cantar regularmente no Metropolitan Opera.

Bobby McFerrin é conhecido por ser detentor de uma voz fora do que considerado comum. Com uma extensão de 4 oitavas, McFerrin alterna muitas vezes a sua voz de peito com o falsete transmitindo um sensação de polifonia, isto é, o músico perece conseguir cantar duas notas diferentes ao mesmo tempo.

Outra característica interessante é que muitas vezes se apresenta em palco sem qualquer instrumento musical para acompanhamento, interpretando os seus temas à capela. Utiliza também batimentos no peito para complemento à sua voz.

Para além destes concertos a solo, Bobby McFerrin é, desde 1990, regularmente convidado para dirigir orquestra sinfónicas em digressões pelos Estados Unidos e Canadá, nomeadamente a Orquestra Sinfónica de São Francisco, a Filarmónica de Nova Iorque, a Sinfónica de Chicago, a Filarmónica de Los Angeles e Filarmónica de Londres, entre outras.

Mesmo nos concertos com estas orquestras, McFerrin não deixa de utilizar a sua capacidade de improviso, interpretando vocalmente as partituras de alguns instrumentos. Os seu concertos terminam usualmente com a abertura da ópera Guilherme Tell de Rossini com os instrumentistas a interpretarem vocalmente as partituras de cada instrumento.

McFerrin ganhou durante a sua carreira 8 Grammys.

O álbum Paper Music foi lançado pela editora Sony Classic em 1995. Embora já com algum tempo, o CD ainda é relativamente fácil de obter nas lojas da especialidade ou nas lojas on-line.

Neste trabalho estão evidenciadas duas facetas de Bobby McFerrin, a regência de orquestra e a voz.

McFerrin dirige a Saint Paul Chamber Orchestra, interpretando temas de Mozart, Boccherini, Fauré, Stravinsky, Vivaldi, Mendelssohn, Bach e Tchaikovsky.

Alguns dos temas contêm arranjos de McFerrin que interpreta vocalmente as partituras de alguns instrumentos.

Com estas duas variantes, este trabalho demonstra a capacidade vocal e de regência de McFerrin.

Fazem parte do CD:

Overture of The Marriage of Fígaro - W.A. Mozart
Minuet from String Quintet Nº 1 - L. Boccherini (voz e arranjos: Bobby McFerrin)
Pavane - G. Fauré (Voz: Bobby McFerrin)
Minuetto & Finale from Pulcinella Suite - I. Stravinsky
Concerto in G (Sol) minor for 2 Cellos Strings and Continuo - A. Vivaldi (voz: Bobby McFerrin)
Scherzo from A Midsummer Night's Dream - F. Mendelssohn
First Movement from Concerto for Violin, Strings and Continuo - J.S. Bach (Voz: Bobby McFerrin)
Eine Kleine Nachtmusik - W. A. Mozart
Andante Catabile for Cello and String Orchestra - P.I. Tchaicovsky (Voz: Bobby McFerrin)

O DVD Live In Montreal com Bobby McFerrin foi gravado no Festival de Jazz de Montreal (Canadá) em 2003.

Sozinho em palco e sem qualquer acompanhamento, este concerto lançado em DVD em 2005 é um excelente exemplo das capacidades vocais de Bobby McFerrin.

Com os seus improvisos vocais, o cantor conquista o exigente público da primeira à última das suas interpretações.

Embora, este seja um concerto essencialmente a solo, Bobby McFerrin contou naquela noite com alguns convidados surpresa. Surpresa para o público e surpresa para o próprio. A sua capacidade de improviso é amplamente posta à prova quando os convidados são uma trapezista, uma violoncelista, um guitarrista, um coro polifónico e um bailarino de sapateado.

Para além destas surpresas, o cantor interage com o público e "força" a sua participação no espectáculo. Um momento alto do concerto foi a interpretação da famosa Ave Maria de Bach/Gounod em que McFerrin interpreta a partitura de Bach (primeiro prelúdio) enquanto o publico interpreta a partitura que Gounod escreveu "em cima" do prelúdio.

Fazem parte do DVD os seguintes temas:

Little Red Book - Improviso
Improvisation with the people on stage - Improviso
Improvisation with Êvelyne Lamontagne on the trapeze (extracts from the opera Carmen) - Improviso
Improvisation with the audience - Improviso
Improvisation with Jorane: Riopel - Improviso
Improvisation: Gonna move - Improviso
The Jump
Drive Ave Maria
Dina Lam - with Richard Bona
Improvisation with Richard Bona - Improviso
Country stuff - Improviso
Baby
Improvisation with Tamango: Well you needn't - Improviso
Bwee do
With Le grand Coeur de Monreal: It's a wonderful world
Circlesong one
Somewere over the rainbow
The wizard of Oz Medely Melody from sun concert 5
Sings walking of stage


Publicado no Ao Lado da Música a 20/5/2008