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terça-feira, 11 de maio de 2010

Terça, Flashback VII (Jacarandás em flor)

Porque andamos todos a dizer que a Primavera nunca mais chega, e porque os Jacarandás já estão em flor há um tempo, transcrevo um post que aqui coloquei no ano passado. Parece que a primavera se está a habituar a ser teimosa...


Ao ler este "post" no Valkirio que anuncia o florescer dos Jacarandás em Lisboa, lembrei-me que aqui no Funchal os Jacarandás já estão em flor há algum tempo, anunciando a primavera que teima em chegar (continuam temperaturas de inverno).

Aqui ficam umas fotografias tiradas com o telemóvel hoje de manhã.



E você Reflexos? O que recorda hoje?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Terça, Flashback VI (A menina Laura)

Porque ainda está presente o dia da mãe, publico no Terça, Flashback de hoje, um texto sobre a minha mãe que foi publicado no terceiro volume da Fábrica de Histórias.

A menina Laura nasceu num dia de Maio de 1942 numa pequena vila do interior alentejano. Filha do mestre Quim Sapateiro e da menina Maria do Quim, sim, porque por essas bandas as mulheres são todas meninas, a pequena Laura teve uma infância cheia de atenções e mimos dos seus pais. Nada de muitos luxos. O mestre Quim não era nem nunca foi rico, pelo menos do ponto de vista financeiro.

A menina cresce, vai à escola mas completa apenas a quarta classe segundo o que era habitual naquela altura, pelo menos no seio das famílias mais pobres. Não foi, no entanto, o facto de não ter continuado os estudos que fez dela uma pessoa menos inteligente ou menos pronta para enfrentar a vida que tinha pela frente.

Já uma mulherzinha, Laura aprende a bordar com a menina Amália que por sua vez tinha aprendido com uma senhora da Madeira. Aprendeu depressa e bem a arte do bordado mas, curiosamente, não foi nesta altura da sua vida que mais uso dela fez.

Mais uns anos passam e a menina Laura começa a interessar-se por um rapaz meio traquinas que andava já há uns tempos a fazer-lhe olhos bonitos. Havia, no entanto, um problema. A menina era filha do mestre Quim sapateiro e o rapaz filho do senhor Alberto Grilo, um dos homens mais ricos da terra.

O amor, felizmente, venceu e a menina Laura casou com o menino Zé Joaquim num dia de Abril de 68.

Logo após o casamento, começam os problemas financeiros do Sr. Alberto Grilo que é obrigado a encerrar vários dos seus negócios e a despedir muitos dos seus funcionários. Os membros da família têm que arregaçar mangas para salvar o que resta. A menina Laura e as outras mulheres da família Grilo ficam com o trabalho ingrato de cuidar do aviário. Limpar e alimentar os frangos eram as suas tarefas diárias. Quem na altura pensou que Laura casara por dinheiro, imediatamente verificou que tal não poderia estar mais longe da realidade. O afinco com que ajudou a família Grilo era a maior prova de amor que Laura poderia dar ao seu marido.

É nesta época de luta e dificuldades, que Laura tem o seu primeiro filho ao qual é dado o nome do seu sogro, Alberto, segundo a tradição da família Grilo que, chama "Alberto" a todos os primeiros filhos dos casais.

Quatro anos mais tarde nasce uma menina a quem e dado o nome de Alexandra. Nesta altura os problemas financeiros da família Grilo estão já mais controlados e Laura não necessita trabalhar.

Laura e Zé Joaquim levam muito a sério a educação dos seus dois filhos. Laura, mais presente no dia-a-dia, é uma mãe amiga e carinhosa, mas sabe impor respeito e quando os meninos se portam mal, levam com um sapato no rabo. A relação que tem com os dois é, no entanto, franca e aberta e baseada na confiança mútua. Uma forma de educar diferente do que era habitual na altura e que ainda hoje se reflecte no relacionamento com tem com os filhos.

Desenganem-se, os que pensam que Laura nesta altura da sua vida apenas cuidava da casa, do marido e dos filhos. A menina-mulher tinha, entretanto aprendido alguns conceitos básicos de enfermagem e quase todos os dias ao fim da tarde saia de casa para dar injecções ou fazer curativos em pessoas doentes. Durante o dia, os doentes que se podiam deslocar passavam em sua casa para receber este tipo de cuidados. Laura raramente cobrava dinheiro a estas pessoas. A uns porque eram pobres e a outros porque eram amigos. No entanto, a recompensa vinha sempre mais tarde e em géneros. Ovos, galinhas, patos, borregos, legumes e tantas outras coisas que valiam bem mais que o dinheiro que cobrasse.

É com muita alegria que Laura recebe uma proposta de trabalho para auxiliar de Médico, numa fábrica de lacticínios. Trabalha apenas umas horas durante a manhã, mas o dinheiro que ganha sempre ajuda nas despesas da casa. Este foi talvez um dos períodos mais felizes e intensos da sua vida. Conheceu muita gente e fez muitos amigos. Laura tem uma aptidão inata para lidar com as pessoas e teria sido uma excelente enfermeira se tal oportunidade lhe tivesse sido dada.

Os filhos crescem, são bons alunos e não dão preocupações. Laura, embora tenha muito orgulho neles, nunca os recompensa nos finais de ano escolar. Porquê? Porque os filhos devem estudar para se realizarem pessoalmente e não para serem recompensados materialmente por isso.

É com alguma tristeza que vê Alberto partir para longe afim de iniciar os seus estudos universitários. No entanto, Laura é forte e quando o filho sente saudades de casa, faz tudo para não se comover e para lhe dar força para continuar. Uns anos mais tarde parte Alexandra com a mesma finalidade. A casa fica mais vazia, mas Laura não se deixa ir abaixo. Precisa de ocupar o seu tempo, nunca foi mulher de estar parada em casa a tratar do marido, com quem mantém um óptimo relacionamento.

É por esta altura que vê surgir a oportunidade de colocar em prática os seus conhecimentos na área do bordado. A convite de uma entidade pública local, passa a ser monitora de um curso de bordados. Mais uma vez as capacidades de Laura são postas à prova. Desta vez tem que ensinar e ser "professor" não é tarefa para qualquer um.

O primeiro curso corre muito bem, ou não fosse Laura uma excelente comunicadora. Surgem convites para o segundo, o terceiro, o quarto... tantos que já se perdeu a conta. Ainda hoje mantém esta actividade, passados que estão mais de quinze anos.

Como qualquer história de vida, também a história de Laura conta com alguns momentos menos bons:a morte repentina do sogro, o cuidar da sogra acamada durante os últimos meses de vida, a doença do marido que o levou à portas da morte e a morte do pai, são só alguns exemplos.

Laura, enfrentou todas estas situações com tristeza mas determinação. Ela comanda, decide, fala e resolve.

Em 2007 toda a família fica em pânico quando após uma cirurgia sem importância Laura fica às portas da morte. Nova cirurgia e as coisas ficam resolvidas. Laura é forte e não se deixa vencer assim às boas.

Hoje em dia, esta Mulher, continua a viver na pequena vila alentejana onde nasceu. Mantém um casamento de mais de quarenta anos com o seu Zé Joaquim e cuida mãe e da cunhada Isabel que é como se fosse sua irmã. Laura revelou-se uma verdadeira Matriarca e é o pilar da família.

Pediram-me para olhar para uma caixa com lápis de cor e escrever uma história sobre "a cor dos meus dias". Lembrei-me imediatamente da menina Laura. Ela é, sem dúvida, a cor dos meus dias. Meus, e de muita gente...

A menina Laura é também a minha mãe e a minha melhor amiga.

Texto de minha autoria, escrito para a Fábrica de Histórias

terça-feira, 27 de abril de 2010

Terça, Flashback V (Desabafo...)

Publiquei um pequeno post no dia 27 de Abril de 2009, faz hoje precisamente um ano, que dizia assim:

Já experimentaram dar opiniões sobre algo cuja decisão de viabilidade ou não, já está, à priori, tomada?

Experimentem e verifiquem como é inútil e condicionada a vossa opinião. Pura perda de tempo.

Mas atenção! Não esqueçam que algo pode correr mal... Nesse caso, "Quem se lixa é mesmo o mexilhão".

E você Reflexos, o que recorda hoje?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Terça, Flashback IV (Ainda haverá esperança?)

Numa altura em que tanto se fala da saúde do planeta e dos desastres naturais, recordo hoje na rubrica Terça, Flashback, um post que publiquei aqui no Outras Escritas no dia 8 de Maio de 2009:

Hoje de manhã, na curta viagem até ao trabalho, reparei enquanto estava parado numa pequena fila de trânsito, que um motociclista que acabara de sair de casa circulava em cima do passeio a muito baixa velocidade, com uma embalagem de iogurte líquido na boca. Fiquei a pensar porque razão circulava no passeio, embora não houvesse nenhum peão por ali e o risco de acidente fosse diminuto.

Verifiquei que se dirigia ao "ecoponto" e pensei - "Ao menos é por uma boa causa."

O pior veio de pois! A embalagem foi depositada no contentor de lixo indiferenciado. Mesmo com o contentor amarelo (aquele que dá mais nas vistas) ali ao lado.

Perdi a esperança sobre a salvação do planeta. Mas afinal, eu também estava no meu carro e não num transporte público.

E você Reflexos? Que Flashback escolheu?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Desastres naturais

Fotografia: National Geographic

Vulcões, tremores de terra, cheias, chuvas, deslizamentos de terras...

Parece que a natureza está a ficar muito zangada connosco.

sábado, 20 de março de 2010

Primavera

Chega hoje a Primavera. Eu só estava à espera dela amanhã, dia 21.

Um mês depois da tragédia que se abateu sobre estas paragens, é bom ver que a Primavera chega com um dia de sol. Um pouco envergonhado, mas com algum brilho.

Já fazia falta um dia assim...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

HOME

Acabei de ver na RTP2 o documentário "HOME - O mundo é a nossa casa".

Verdadeiramente notável este trabalho assinado por Yann Arthus-Bertrand. As imagens das mais variadas regiões do planeta captadas a partir do ar são o mote para lançar um alerta sobre o que nós, Homo Sapiens, temos feito ao planeta que é a nossa casa nos últimos 50 anos.

Há situações verdadeiramente inacreditáveis como o crescimento desmesurado das grandes cidades e a diminuição assustadora das reservas de água potável.

"Temos 10 anos para salvar o que resta. Já não temos tempo de ser pessimistas."

Está nas nossas mão mudar e salvar a nossa casa. Ainda é possível...

Dia Mundial do Meio Ambiente (II)

Home - O mundo é a nossa casa

Documentário a não perder. Hoje às 20.30 h na RTP2.

O documentário está também disponível no YouTube.

Dia Mundial do Meio Ambiente


A 5 de Junho celebra-se o DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE.

As celebrações este ano acontecem no México.

Saiba mais no site oficial.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ainda haverá esperança?

Hoje de manhã, na curta viagem até ao trabalho, reparei enquanto estava parado numa pequena fila de trânsito, que um motociclista que acabara de sair de casa circulava em cima do passeio a muito baixa velocidade, com uma embalagem de iogurte líquido na boca. Fiquei a pensar porque razão circulava no passeio, embora não houvesse nenhum peão por ali e o risco de acidente fosse diminuto.

Verifiquei que se dirigia ao "ecoponto" e pensei - "Ao menos é por uma boa causa."

O pior veio de pois! A embalagem foi depositada no contentor de lixo indiferenciado. Mesmo com o contentor amarelo (aquele que dá mais nas vistas) ali ao lado.

Perdi a esperança sobre a salvação do planeta. Mas afinal, eu também estava no meu carro e não num transporte público.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Notícia em Destaque - Dia da Terra: A nossa vida tem de mudar

Editorial do Público:

Há 25 anos discutia-se em Portugal a construção de uma central nuclear. A aprovação do projecto esteve por um fio num épico Conselho de Ministros onde o então ministro da Qualidade de Vida, Francisco Sousa Tavares, levou a melhor sobre o ministro da Indústria, Veiga Simão. Dois titãs num executivo que ainda hoje é muito injustamente apreciado, o do Bloco Central.

O país discutiu na altura, com profundidade e grande repercussão na opinião pública, um Plano Energético que, numa época em que algumas das renováveis hoje operacionais eram apenas quimeras, já colocava o dedo na ferida: o país necessitava de apostar mais na conservação de energia, tinha de investir em energias mais limpas e, sobretudo, era preciso que a economia crescesse a um ritmo mais rápido do que o do consumo de energia.

Passados todos estes anos – uma geração – alguns destes problemas continuam em cima da mesa. Introduzimos o gás natural na última década do século passado, mas cometendo alguns erros. Atrasámo-nos demasiado na promoção das energias renováveis – sobretudo na exploração da energia eólica – já que, depois da passagem de Nuno Ribeiro da Silva pelo pelouro da Energia, só voltámos a ter alguém com categoria nesse lugar no final da era de Guterres, com Oliveira Fernandes.

Mas se hoje as renováveis são uma espécie de coqueluche do Governo, o único projecto sustentável e capaz de criar um cluster nacional é o eólico.

O aproveitamento da energia solar tem conhecido demasiadas hesitações e é duvidoso que a opção por mega-instalações seja a mais adequada. Esteve-se muito tempo sem construir novas barragens e pouco se desenvolveu a área das minihídricas.

Há bons projectos de co-geração mas pouco se avançou na micro-geração, para muitos técnicos uma das soluções com mais futuro.

O muito que se andou não evitou, contudo, que o ritmo de crescimento do consumo de energia tenha sido, neste período, muito superior ao ritmo de crescimento da riqueza nacional. Ainda hoje o ritmo de crescimento do consumo de energia é superior ao ritmo de crescimento do PIB quando, há 25 anos, a maior parte dos nossos parceiros europeus já tinham conseguido inverter essa tendência.

Isto que significa que continuamos a ser pouco eficientes na melhor utilização da energia, em boa parte porque o país depende em demasia do transporte automóvel, quer para as mercadorias, quer para as deslocações particulares, porque a qualidade de construção não melhorou, porque os hábitos de consumo dos portugueses levam-nos a consumir muito mais energia nos inúmeros aparelhos que hoje enchem as suas casas.

Tempos de crise como os que hoje atravessamos devem-nos levar a repensar muitos dos hábitos fáceis que adquirimos.

Não basta, por exemplo, trocar as lâmpadas normais por lâmpadas de baixo consumo: é necessário fazer como os nossos avós, que apagavam a luz quando saíam da sala. Não chega escolher um frigorífico mais eficaz ou uma televisão mais económica, é necessário aprender a utilizá-los de forma racional. E não se pode continuar a escolher um automóvel sem olhar para os níveis de emissão de CO2.

Tudo isto e muito mais tem de ser feito porque nem que colocássemos torres eólicas em todas as cristas das nossas serras e forrássemos o Alentejo de painéis solares produziríamos a energia suficiente para as nossas necessidades. As renováveis são boas, mas não resolvem todos os problemas se mantivermos os nossos actuais hábitos de consumo. É bom não ter ilusões.

In Público

sexta-feira, 20 de março de 2009

Chegada da Primavera

A primavera às vezes chega mais cedo. Estava à espera dela só amanhã, dia 21 de Março. No entanto a dita cuja chegou já hoje às 11.44.

Acabei de ver uma reportagem televisiva onde era referido que nesta estação do ano as maioria das pessoas fica mais animada e motivada.

É, no entanto, a estação do ano em que ocorrem mais suicídios.

As flores são do jardim da Reflexos...

sábado, 18 de outubro de 2008

Notícia em Destaque - Temperatura no Ártico bate recordes

Lê-se no IOL Portugal Diário:

A temperatura atmosférica ártica atingiu um novo recorde para o Outono, devido à perda de enormes volumes de gelo numa região que há décadas sofre com o aquecimento, segundo o relatório anual divulgado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA).

A temperatura chega a ser 5 graus Celsius superior à média dos Outonos árticos, porque sem a protecção do gelo a luz solar aquece mais o oceano, refere a agência Reuters.

O aquecimento do ar e do mar pode afectar os ecossistemas e reduzir a quantidade de gelo que sobra no verão seguinte, segundo o estudo, que dá mais uma pincelada sombria num quadro já bastante dramático dos efeitos das mudanças climáticas sobre a região.

«As mudanças no Ártico demonstram um efeito-dominó de causas múltiplas mais claramente do que em outras regiões», disse um dos autores do relatório, o oceanógrafo James Overland, do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico, ligado ao NOAA, em Seattle.

«É um sistema delicado e frequentemente reflecte mudanças de forma relativamente rápida e dramática», acrescentou.

In IOL Portugal Diário