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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Faz anos hoje - Enid Blyton

No dia 11 de Agosto de 1897 nasceu Enid Blyton.

Da Infopédia:

Escritora inglesa nascida a 11 de Agosto de 1897, em Londres, e falecida a 28 de Novembro de 1968, em Hampstead. Com apenas alguns meses de vida, a sua família deixou Londres e mudou-se para uma zona rural de Kent. Enid teve no seu pai uma forte influência, já que este se dedicava a diversas artes, como a pintura, a escrita e a fotografia. Em criança era uma grande apreciadora da leitura, embora isso desagradasse à mãe. Já com os pais separados, Enid foi estudar para um colégio privado, onde desenvolveu o seu gosto pela escrita. Aos 20 anos, publicou pela primeira vez um poema seu, intitulado Have You?, que apareceu na revista Nash's Magazine. Em 1922, Enyd Blyton publicou o primeiro dos seus livros, uma colectânea de poemas chamada Child Whispers. Entretanto, tornou-se professora e, a partir de 1929 e até 1945, teve uma página semanal numa revista de professores dedicada a crianças. Em 1938, editou o seu primeiro livro de aventuras com crianças por protagonistas: The Secret Island. Quatro anos mais tarde, em 1942, criou a série "The Famous Five" ("Os Cinco"), que tinha por protagonistas três irmãos (Julian, Dick e Anna) e uma prima, Georgina, uma maria-rapaz que gostava de ser tratada por George. O quinto elemento do grupo era um cão chamado Timmy. Em Portugal os heróis chamavam-se Júlio, David, Ana e a Zé e o cão Tim. Até 1963, à cadência de um por ano, Enid Blyton, escreveu 21 livros de "Os Cinco", que foram todos editados em Portugal. O primeiro chamava-se Five on a Treasure Island (Os Cinco na Ilha do Tesouro), mas houve outros como Five on Kirrin Island (Os Cinco Voltam à Ilha), Five Go to Smuggler's Top (Os Cinco e os Contrabandistas), Os Cinco e o Comboio Fantasma, Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco no Lago Negro, Five on the Demon's Rock (Os Cinco na Torre do Farol) e Os Cinco e a Torre do Sábio. As histórias de "Os Cinco" deram origem a duas séries de televisão, uma em 1957 e outra em 1995. Em 1949 Enid Blyton publicou Noddy Goes to Toyland, criando uma personagem que ainda hoje em dia é muito apreciada pelas crianças, nomeadamente através de séries de televisão difundidas em todo o mundo, um filme, banda desenhada e jogos. Um ano mais tarde, lançou a série "Os Sete", também muito popular, mas não tanto quanto "Os Cinco". Morreu vítima da doença de Alzheimer, depois de ter escrito mais de 600 livros. As suas obras foram traduzidas para cerca de 70 línguas, tendo vendido mais de 60 milhões de exemplares em todo o mundo.

Enid Blyton. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-08-11]

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Notícia em Destaque - DECO quer que Governo aprove legislação sobre publicidade de alimentos para crianças

A propósito do Dia Mundial da Alimentação, dos excessos de uns e carências de outros, lê-se na TSF on-line esta notícia, com a qual concordo inteiramente, uma vez que a obesidade é uma doença:

No Dia Mundial da Alimentação, que se celebra esta quinta-feira, a DECO vai entregar ao secretário de Estado do Consumidor um pedido para que o Governo aprove legislação sobre a publicidade de alimentos dirigida às crianças. Em Portugal, uma em cada quatro crianças é obesa.

A DECO vai entregar, esta quinta-feira, um pedido ao secretário de Estado do Consumidor para «promover a criação de uma legislação que regule a publicidade dirigida às crianças, quer em termos de quantidade, quer da qualidade da informação».

«Não somos contra a publicidade, mas achamos que ela deve ser usada na promoção de alimentos mais saudáveis», explicou Sílvia Machado à TSF.

Esta responsável da DECO alertou ainda para o facto dos mais novos serem bombardeados por anúncios em excesso, sobretudo através da televisão.

O alerta da DECO, que resulta da contribuição de 400 cidadãos, já mereceu a aprovação do coordenador da plataforma contra a Obesidade, que lembrou que a sua plataforma e a Direcção-geral de Saúde não têm competências legislativas nesta matéria.

Também ouvido pela TSF, João Breda considera positivas «iniciativas que visem estudar e propor medidas que reduzam o impacto da publicidade dirigida às crianças, de alimentos que tenham uma quantidade excessiva de calorias, de gorduras e de sal».

In TSF

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ainda sobre o Star Tracking Lisboa

Recebi um comentário ao "post" que coloquei aqui no Outras Escritas relativo ao evento do Star Tracking em Lisboa, que decorreu ontem no Campo Pequeno. O comentário dá conta de que estão disponíveis neste endereço, um conjunto de vídeos sobre o evento.

Obrigado RM.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

The Star Tracking versus Hi5 e Facebook

Pode ler-se numa notícia da disponível no site da RTP o seguinte texto:
Mais de 800 portugueses com experiência de vida e de trabalho no estrangeiro vão estar reunidos quinta-feira no Campo Pequeno, em Lisboa, para mostrarem o empreendedorismo, a iniciativa e o "talento global português" que existe fora de Portugal.

Organizado pela Odisseia de Talento The Star Tracking, o evento vai contar com a presença do chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva, e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Nascido de uma iniciativa privada, o The Star Tracking pretende identificar o talento global português e incentivar a partilha de experiências e informações dessa comunidade com o objectivo de criar valor para o país.

Com a filosofia de que "o que é nacional é bom" e que tem de se valorizar o "ser português", o The Star Tracking proíbe que os seus mais de 15 mil membros falem mal de Portugal.

Iniciativa louvável. Afinal o talento dos portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro deve ser reconhecido e valorizado. O conceito de que os emigrantes portugueses apenas realizam trabalhos "menores" (sem desprestígio para qualquer tido de trabalho) começa a estar ultrapassado. Não nos esqueçamos que, nos idos anos 60 e 70, do século passado, os portugueses procuravam um trabalho no estrangeiro apenas com o objectivo de ter uma vida melhor do ponto de vista financeiro. As qualificações académicas eram diminutas.

Hoje em dia a situação está a alterar-se. No estrangeiro existem muitos jovens portugueses com qualificação superior que procuram evoluir na sua carreira.

Mas, perguntar-me-ão, qual a razão do título deste "post"? O que tem esta iniciativa a ver com o Hi5 ou com o Facebook?

É que o Star Tracking tem também uma rede de contactos na Internet, ou seja, uma rede social, onde os inscritos partilham as suas experiências de vida no estrangeiro.

Continua a notícia da RTP:
Questionado pela Lusa sobre a adesão dos portugueses a este projecto, Tiago Forjaz admitiu que "as expectativas de angariação estão satisfeitas"

"Perspectivámos 18 mil membros no primeiro ano. A rede nasceu em Novembro e está bastante bem encaminhada para isso", afirmou.

No entanto, o responsável lamentou que haja "pouca informação sobre redes sociais".

"Confundem com o Hi5 e Facebook. Há desinformação sobre o que é uma rede social e isso é o nosso maior obstáculo e o nosso maior desafio", concluiu.


Ou seja, o facto de se confundir este tipo de redes sociais com redes como o Hi5 e o Facebook, é um obstáculo ao seu desenvolvimento. Se bem que Tiago Forjaz diz, e muito bem, que é também o maior desafio.

Infelizmente a maioria dos jovens (e menos jovens) vive quase dependente deste tipo de sites cuja utilidade é duvidosa.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Obesidade Infantil

Estava, há uns dias atrás, a almoçar uma sopa e um bolo do caco num centro comercial, quando me deparo com uma situação que me deixou boquiaberto. Na mesa ao lado sentaram-se duas mulheres e 3 crianças. Duas delas não deviam ter mais que um ano e a terceira um pouco mais velha mas, certamente, com menos de dois anos.

Uma das mulheres, supostamente uma das mães, ausentou-se por uns momentos para comprar os almoços. Os bebés ficaram a brincar com uns pratos de papel coloridos (do McDonalds, penso eu). Qual não é o meu espanto quando chega a mãe com o que, supostamente, deveria ser o almoço dos bebés. Dois "Happy Meals" do McDonalds.

Claro que crianças tão pequenas não comem hamburgers, pensei. Pois é, não comem "hamburgers", mas comem batatas fritas, constatei.

Os pratos coloridos eram para as batatas. Os "hamburgers" para as mães.

Lembrei-me na altura de ter lido na imprensa, que a Comissão Europeia tinha elaborado uma proposta para aprovação no Parlamento que prevê a criação de um programa de distribuição gratuita de fruta e legumes nas escolas dos 27 estados.

Fiz uma pequena pesquisa pelos "sites" de notícias e pelos blogues que costumo acompanhar e verifiquei que o tema da obesidade infantil está na ordem do dia.

Deparei-me com títulos como estes:

Crianças nos Estados Unidos da América, Malta e Portugal são as que revelam maior excesso de peso

Obesidade infantil vai fazer diaparar diabetes


Obesidade infantil quase imbatível após os 11 anos

Obesidade Infantil: Especialistas estão contra a realização de dietas em idade pediátrica


Portugueses desconhecem iniciativas de prevenção contra obesidade

Obesidade infantil aumenta nas férias do Verão


Plataforma Contra a Obesidade congratula-se com a proposta de distrubuir fruta e legumes nas escolas

Ao ler estas notícias, constato que realidade portuguesa no que diz respeito à obesidade infantil, ou mesmo à obesidade em geral, é preocupante.

A iniciativa da Comissão Europeia é de louvar, mas o problema não está na escola. O problema está em casa. Está na forma como os pais educam os filhos no que diz respeito à alimentação. Claro que uma criança vai preferir almoçar batatas fritas em vez de sopa de legumes ou peixe. Mas, porque se dá a provar batatas fritas a uma criança com um ano? Porque se deixa que as crianças comam somente o que lhes apetece, quando lhes apetece e na quantidade que lhes apetece?

Dá que pensar...


sábado, 12 de julho de 2008

Os "meninos" e o YouTube

As notícias dos últimos dias sobre um grupo de jovens (entre os 12 e os 16 anos) que na Madeira se "divertiam" a agredir crianças e idosos, filmando essas agressões para posterior disponibilização na Internet em sites como o YouTube, são chocantes e fazem-me pensar.

Segundo a última notícia sobre este assunto, publicada no Diário de Notícias da Madeira de ontem, os vídeos já não estão no YouTube e os jovens estão arrependidos e assustados com as consequências.

Mas será que estes "meninos" que agora estão arrependidos e com medo, não são já "crescidinhos" para pensarem na gravidade dos seus actos?

É que, segundo o que é noticiado, as agressões foram devidamente premeditadas e até incluíram o "fabrico" de complexas substâncias químicas. Escreve o DN Madeira com base numa nota da PSP: "Os menores em causa, de forma organizada e deliberada, preparavam complexas combinações de substâncias químicas e alimentares, de forma a obterem cocktails viscosos e com forte potencial de toxicidade, utilizando seguidamente essas matérias para violentar gratuitamente as suas vítimas na via pública."

O DN Madeira refere ainda que os jovens vão ser presentes a Tribunal de Família e de Menores do Funchal e que as medidas tutelares variam consoante a gravidade dos factos (aferível pelo Tribunal): vão desde a admoestação; reparação ao ofendido; realização de prestações económicas ou de tarefas a favor da comunidade; imposição de regras de conduta; imposição de obrigações; frequência de programas formativos; acompanhamento educativo; e (a mais grave) internamento em centro educativo.

Sou pela realização de tarefas a favor da comunidade. Neste caso estaria indicado o trabalho com crianças e com idosos.

Como sempre, espera-se que este casos sirvam de exemplo para os outros jovens. No entanto, relembro a "famosa" agressão à professora do Carolina Micaelis, que, aparentemente não serviu de lição a ninguém.

Deixo ainda no ar uma pergunta: Porque razão é que o próprio Youtube (refiro este site porque é de longe o mais visto) não proíbe os vídeos violentos à semelhança do que faz com vídeos com pornografia?