quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Jose Régio
A 17 de Setembro de 1901 nascia em Vila do Conte o escritor José Régio.Da Infopédia:
Poeta, autor dramático e ficcionista, de seu nome verdadeiro José Maria dos Reis Pereira, nasceu em 1901, em Vila do Conde, onde faleceu em 1969. Formou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Coimbra, com uma tese de licenciatura subordinada ao título As Correntes e as Individualidades na Moderna Poesia Portuguesa, na qual ousa apresentar como nome cimeiro da poesia contemporânea Fernando Pessoa, autor que não possuía ainda nenhuma edição em livro. É em Coimbra que colabora com as publicações Bysancio e Tríptico, convivendo com o grupo de escritores que virão a reunir-se em torno da criação da revista Presença. No primeiro número da revista, fundada com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, publicará o texto "Literatura Viva", que pode ser entendido como manifesto programático do grupo, defendendo que "Em arte, é vivo tudo o que é original. É original tudo o que provém da parte mais virgem, mais verdadeira e mais íntima duma personalidade artística", pelo que, "A primeira condição duma obra viva é pois ter uma personalidade e obedecer-lhe". Definindo "literatura viva" como "aquela em que o artista insuflou a sua própria vida, e que por isso mesmo passa a viver de vida própria.", aí reclama, para a obra artística, o carácter de "documento humano" e os critérios de originalidade e sinceridade.
As linhas mestras da sua poética surgem claramente logo no seu primeiro livro de poesia (Poemas de Deus e do Diabo, 1925), no qual o culto da originalidade, entendida como autenticidade expressiva, se processa tematicamente entre os pólos do Bem e do Mal, do espírito e da carne, e, enfim, do divino e do humano. Neste contexto, os neo-realistas criticaram o psicologismo da sua poesia, que consideravam excessivamente voltada "para o umbigo".
Como autor dramático, José Régio coligiu, em 1940, no Primeiro Volume de Teatro, textos dramáticos (Três Máscaras, Jacob e o Anjo) publicados dispersamente desde os anos trinta, a que se seguiriam o drama realista Benilde ou a Virgem-Mãe (1947), uma peça que veio a ser adaptada ao cinema por Manoel de Oliveira, El-Rei Sebastião (1949), A Salvação do Mundo (1954), O Meu Caso ou Mário ou Eu-Próprio - O Outro (1957), peças que, em larga medida, estabelecem uma continuidade entre temas, problemáticas religiosas, humanas e metafísicas já abordadas na obra poética, transferindo o que esta possuía de forma latente em tensão dramática, patético e exibição emotiva para o registo teatral. É de destacar também O Jogo da Cabra Cega (1934), um romance marcado pelo recurso à técnica do monólogo interior. Postumamente foram editadas as memórias Confissão de um Homem Religioso. Comparecendo ainda em publicações como Portucale, Cadernos de Poesia ou Távola Redonda, José Régio organizou vários florilégios de poetas diversos, redigiu estudos prefaciais para poetas da geração da Presença e preparou a primeira série das Líricas Portuguesas.
Bibliografia: Poemas de Deus e do Diabo, s/l, 1925; Biografia, 1929; Encruzilhadas de Deus, s/l, 1935; Fado, Coimbra, 1941; Mas Deus é Grande, Lisboa, 1945; A Chaga do Lado, Lisboa, 1954; Filho do Homem, Lisboa, 1961; Cântico Suspenso, Porto, 1968; Música Ligeira, volume póstumo, Lisboa, 1970; Colheita da Tarde, 1971; 16 Poemas, Póvoa de Varzim, 1971; Jacob e o Anjo, Três Máscaras in Primeiro Volume de Teatro, Porto, 1940; Benilde ou a Virgem-Mãe, Porto, 1947; El-Rei Sebastião, Porto, 1949; A Salvação do Mundo, Lisboa, 1954; Três peças em um Acto, Lisboa, 1957; Sonho de uma Véspera de Exame, fantasia em um acto, Vila do Conde, 1989; O Jogo da Cabra Cega, Coimbra, 1934; Davam Grandes Passeios aos Domingos..., Lisboa, 1941; O Príncipe com Orelhas de Burro, Lisboa, 1942; Histórias de Mulheres, Porto, 1946; As Raízes do Futuro, romance, Porto, 1947; Há Mais Mundos, Lisboa, 1962; A Velha Casa: uma gota de sangue, Lisboa, 1945; A Velha Casa e os Avisos do Destino, Vila do Conde, 1953; As Monstruosidades Vulgares, romance, Lisboa, 1960; Há Mais Mundos, contos, Lisboa, 1963; Vidas São Vidas, romance, Lisboa, 1966; O Vestido Cor-de-Fogo e Outras Histórias, Lisboa, 1971; Correspondência: 1933-1958, Portalegre, 1994; As Correntes e as Individualidades na Moderna Poesia Portuguesa, s/l, 1925; António Botto e o Amor, Porto, 1938; Pequena História da Moderna Poesia Portuguesa, Lisboa, 1941; Em Torno da Expressão Artística, Lisboa, 1941; Ensaios de Interpretação Crítica, Porto, 1964; Três Ensaios sobre Arte, Lisboa, 1967; Confissões de Um Homem Religioso, Porto, 1971; Páginas de Crítica e Crítica da "Presença", Porto, 1977; Páginas do Diário Íntimo, 1984; Crónica e Ensaio, I e II, 1994; Crítica e Ensaios, I e II, 1994; Correspondência, 1994
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Maria Callas
No dia 16 de Agosto de 1977 calava-se para sempre uma das maiores cantoras de todos os tempos, Maria Callas.Il Pirata - Bellini
La Cenerentola - Rossini
Sem palavras...
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
15 de Setembro

Acordar às 7 da manhã.
Tomar um café delicioso com a mãe a as suas amigas. Seguído de caminhada de 2 Km com direito a "roubar" uns figos deliciosos pelo caminho.
Almoço alentejano - Migas de espargos com Carne do Alguidar.
Falta ainda: dormir uma pequena sesta e um lanche ajantarado com a família.
Que óptimo 15 de Setembro...
Bocage
Nasce a 15 de Setembro de 1765 o poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage.Da Infopédia:
Considerado por muitos autores como o mais completo poeta do nosso século XVIII, Manuel Maria Barbosa du Bocage, filho de um advogado e de uma senhora francesa de quem herdou o último apelido, nasceu a 15 de Setembro de 1765, em Setúbal, e morreu a 21 de Dezembro de 1805, em Lisboa. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alistou-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participou na vida boémia e literária e começou a ganhar fama devido à sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarcou para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventurou-se a ir a Macau e logo no ano seguinte regressou a Portugal. Em Lisboa encontrou a amada Gestrudes (em poesia Gestúria) casada com o seu irmão. Infeliz no amor, sem carreira e com dificuldades financeiras, dedicou-se à vida boémia e à poesia, tendo publicado, em 1791, o primeiro volume de Rimas . Aderiu então à Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras) onde recebeu o nome de Elmano Sadino. No entanto, Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abriu conflitos com os seus confrades, sendo expulso em 1794. Três anos depois foi acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes" e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, foi preso e condenado pela Inquisição. Quando saiu da reclusão, conformista e gasto, viu-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Apesar de ter recebido o auxílio de alguns amigos, acabaria por morrer doente e na miséria. Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses. As obras de Bocage encontram-se editadas actualmente nas antologias: Opera Omnia, Poesias (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e Poesias de Bocage. Bibliografia: Rimas de Manuel Maria de Barbosa du Bocage; tomo I, 1791; Rimas de Manuel Maria Barbosa du Bocage;tomo II, 1799 e Rimas de Manuel Maria Barbosa du Bocage, dedicadas à Il. ma e Ex.ma Sr. a Condessa de Oyenhausen, tomo III, 1804
domingo, 14 de setembro de 2008
Livros
No entanto, no Alentejo descubro sempre livros interessantes para ler. Já fiz uma pequena selecção:
"O Ano em que Zumbi tomou o Rio" - José Eduardo Agualusa;
"O Tempo dos Amores Perfeitos" - Tiago Rebelo;
"Servidão Humana" - Somerset Maugham.
Leituras não faltam por aqui...
Outros Blogues (x) - Photoblog do Rui Alves
O destaque de hoje para Outros Blogues, vai para o Photoblog do Rui Alves.A paixão pela aviação está bem patente nas fotografias do Rui. Mas o photoblog é muito mais do que isso.
O Rui é meu amigo e, por isso, o seu Photoblog está nos Blogues dos Amigos do Outras Escritas.
Vale a pena uma visita...
Grace Kelly
No dia 14 de Setembro de 1982 morre num acidente de viação, Grace Kelly.Da Infopédia:
Actriz norte-americana e, depois, princesa do Mónaco, Grace Patricia Kelly nasceu a 12 de Novembro de 1929, em Filadélfia, e veio a falecer, vítima de um acidente de viação, a 14 de Setembro de 1982, em Monte Carlo. Filha dum abastado industrial e duma modelo fotográfica, a jovem Grace, terminados os estudos, decidiu tirar um curso de Artes Dramáticas e trabalhar como manequim. Após ter obtido sucesso quando protagonizou na Broadway a peça O Pai (1949) de August Strindberg, resolveu seguir o conselho do seu tio George Kelly, que era argumentista, e partiu para Hollywood. Aqui, entrou pela porta grande, obtendo um importante papel em Fourteen Hours (Catorze Horas, 1951), de Henry Hathaway. O realizador Fred Zinnemann reparou no seu talento e achou que ela era ideal para desempenhar o papel de sofredora esposa do Xerife Will Kane (Gary Cooper), em High Noon (O Comboio Apitou Três Vezes, 1952). O êxito do filme catapultou-a para voos mais altos: John Ford chamou-a para contracenar com Clark Gable e Ava Gardner em Mogambo (1953). O seu retrato de mulher casada mas reprimida que procura o consolo nos braços dum homem mais velho não passou despercebido aos membros da Academia que a nomearam para o Óscar de Melhor Actriz Secundária. Viria a ser Alfred Hitchcock a conduzi-la à notoriedade primeiro com Dial M for Murder (Chamada Para a Morte, 1954), depois com o célebre Rear Window (Janela Indiscreta, 1954). Em pouco mais de três anos, Grace tinha-se tornado numa das maiores estrelas de Hollywood. A consagração chegou em 1954 quando substituiu a actriz Jenniffer Jones, que entretanto engravidara, no filme Country Girl (Para Sempre, 1954). Pelo desempenho de esposa dum alcoólico, venceu o Óscar para Melhor Actriz. Durante as rodagens na Riviera francesa de To Catch a Thief (Ladrão de Casaca, 1955), teve um encontro que mudaria a sua vida: o Príncipe Rainier do Mónaco, por quem viria a apaixonar-se. Casaram-se em 1956, debaixo de grande cobertura mediática, semanas depois de Grace ter completado as filmagens de High Society (Alta Sociedade, 1956), aquele que viria a ser o seu último filme. Do casamento, resultaram três filhos: Carolina, Alberto e Stephanie. Apesar de ter anunciado a sua retirada das lides cinematográficas para se dedicar às suas funções de Princesa do Mónaco, esteve inclinada a aceitar um convite de Hitchcock para protagonizar Marnie (1964) ao lado de Sean Connery. A sua recusa veio beneficiar a actriz Tippi Hedren que ficou com o papel.
sábado, 13 de setembro de 2008
E assim me vou...

Alentejo, Alentejo,
Vastidão de Portugal
Futuro, continental!
Terra lavrada, que vejo
A ser mar mas sem ter sal.
Ondas de trigo maduro
Onde mais ninguém se afoga:
Danças alegres da roga
Que vindima no meu Doiro
E vem colher o pão loiro
Da inteira fraternidade
Que falta a esta metade
De coração largo e moiro...
Ao Lado da Música (IX) - Herbie Hancock
Herbie Hancock nasceu a 12 de Abril de 1940 em Chicago (estados Unidos da América).Tal como vários pianistas associados ao Jazz, também Hancock começou os seus estudos na música erudita. Aos 11 anos de idade interpretou com a Orquestra Sinfónica de Chicago o Concerto nº 5 em Ré Maior para piano e orquestra de Mozart.
O seu gosto pelo Jazz aparece uns anos mais tarde, quando começa a ouvir e a interpretar ao piano temas dos grandes pianistas da altura (Oscar Peterson, George Shearing, Bill Evans, etc.).
Em 1960 é descoberto pelo trompetista Donald Byrd, que o convida a participar na sua banda. Conhece também nesta altura Alfred Lion da Blue Note Records para a qual viria a assinar um contrato como interprete a solo dois anos mais tarde. Em 1963 é lançado o álbum Takin' Off que se torna de imediato um sucesso.
Ainda em 1963, Herbie Hancock recebe um convite que viria a mudar a sua vida, e seria um dos maiores impulsos da sua carreira. É convidado por Miles Davis para integrar o seu famoso quinteto (segundo quinteto). Hancock permanece no Miles Davis Quintet durante cinco anos. Neste período o quinteto conquista audiências e faz vários lançamentos discográficos. Álbuns como ESP, Nefertiti e Sorcerer são uma referência. Muitos críticos consideram o Miles Davis Quintet como o melhor agrupamento de Jazz dos anos 60. Mesmo depois de deixar o quinteto, Hancock ainda aparecerá com Miles Davis nos álbuns Silent Way e Bitches Brew que dão início ao Jazz-Fusion.
Durante o tempo em que permaneceu no Miles Davis Quintet, Herbie Hancock desenvolveu também uma carreira a solo e lançou sob a tutela da Blue Note Records, álbuns como Maiden Voyage, Empyrean Isles e Speak Like a Child. Em 1966 compõe a banda sonora do filme Blow Up de Michelangelo Antonioni, que o lança também no mundo do cinema e que lhe virá a dar muitos êxitos nos anos seguintes.
Depois de deixar o Miles Davis Quintet em 1668, Hancock dedica-se quase exclusivamente ao Jazz-funk Electrónico. Forma uma nova banda de nome The Headhunters. Em 1973 grava o álbum Head Hunters, que se tornou no primeiro álbum da área do jazz a ganhar um disco de platina nos Estados Unidos da América.
Nos meados da década de 1970, Herbie Hancock enchia estádios nos seus concertos. Os seus álbuns entram nos Top's da música pop e são ainda hoje inspiração para músicos das áreas do hip hop e da dance music.
Embora com enorme sucesso, Hancock não deixa de participar e gravar com os grandes nomes do jazz da altura, nomeadamente com a banda VSOP (reunificação do Miles Davis Quintet com Freddie Hubbard em vez de Miles), em vários trios e quartetos por si liderados e em duetos com outros pianistas como Cick Corea e Oscar Peterson.
A década de 1980 é marcada pela conquista de um Grammy para o melhor álbum R&B instrumental com Future Shock e de um Óscar para a melhor banda sonora (filme Round Midnight).
Outro marco importante na carreira de Herbie Hancock foi o lançamento em 1998 do álbum Gershwin's World (Verve Rocords). Neste álbum reúnem-se grandes nomes das mais variadas áreas musicais. Nomes como Joni Mitchell, Stevie Wonder e Kathleen Battle (cantora de ópera) destacam-se entre outros. O álbum não inclui apenas temas da autoria de Gershwin, mas também de outros compositores que de certa forma estão com ele relacionados ou que influenciaram as suas composições. Destaca-se a interpretação de um concerto para piano e orquestra de Maurice Ravel em que Hancock é acompanhado pela Orquestra de Câmara Orpheus.
Gershwin's World ganhou em 1999 três Grammys, incluindo o de melhor álbum de jazz tradicional e melhor álbumm R&B Vocal (para Stevie Wonder).
Nos últimos anos Harbie Hancock tem mantido uma carreira bastante activa e colaborado com músicos dos mais variados quadrantes. Salientam-se os álbuns FUTURE2FUTURE (hip hop e techno - 2001), Live at Massey Hall (tributo a Miles Davis e John Coltrane - 2002) e Possibilities (2005) com, entre outros, Sting, Annie Lennox, Christina Aguilera, Paul Simon e Carlos Santana.
O seu último triunfo chama-se River The Joni Letters, que conquistou o Grammy para o álbum do ano em Fevereiro de 2008.
Lançado pela Verve Records em Setembro de 2007, o álbum River - The Joni Letters é uma homenagem de Herbie Hancock a Joni Mitchell.Inovador como sempre, Herbie Hancock conjuntamente com Larry Klein, são os responsáveis pela produção e arranjos das melodias e poemas de Joni Mitchell. A abordagem utilizada foi a de fazer a música expressar os sentimentos expressos na letra, mantendo a linha melódica de Mitchell.
O próprio Hancock diz acerca deste trabalho o seguinte: "Nesta altura da minha carreira, quero fazer algo que toque a vida e o coração das pessoas".
Acompanham Hancock neste álbum:
Wayne Shorter - Sax Tenor e Sax Soprano;
Dave Holland - baixo;
Vinnie Colaiuta - Bateria;
Lionel Loueke - Guitarra.
Para interpretar os temas vocais, Hancock convidou alguns cantores de topo:
Norah Jones;
Tina Turner;
Corinne Bailey Rae;
Joni Mitchell;
Luciana Souza;
Leonard Cohen.
Do álbum fazerm parte os seguintes temas:
Court and Spark - Joni Mitchell (voz: Norah Jones);
Edith and the Kingpin - Joni Mitchell (voz: Tina Turner);
Both Sides Now - Joni Mitchell;
Sweet Bird - Joni Mitchell;
Tea Leaf Prophecy - Joni Mitchell, Larry Klein (voz: Joni Mitchell);
Solitude - Edgar De Lange, Duke Ellington, Irving Mills;
Amelia - Joni Mitchell (voz: Luciana Souza);
Nefertiti - Wayne Shorter
The Jungle Line - Joni Mitchell (voz: Leonard Cohen).
River, lançado no final de Setembro obteve várias nomeações para os Grammy's Awards, tenho vindo a ganhar o prémio para o Melhor Álbum do Ano, o que constitui um marco importantíssimo para a história do jazz.
Lançado em 2001 e reeditado em 2004, o DVD Herbie Hancock In Concert foi gravado para o Bet Jazz (The Jazz Channel) em 2000.O concerto tem como base o trabalho de Herbie Hancock realizado no álbum Gershwin's World em 1998 que lhe valeu três Grammy Awards.
No concerto não são apresentados todos os temas do álbum, que incluí, entre outros, um concerto para piano e orquestra de Maurice Ravel.
Assim, fazem parte deste DVD os seguintes temas:
Fascinating Rhythm - George Gershwin;
St Louis Blues - W.C. Handy;
Cotton Tail - Duke Ellington;
Bluebarry Rhyme - James P. Johnson;
The man I love - George Gershwin e Ira Gershwin;
Here Com De Honey Man - George Gershwin;
Cantaloupe Island - Herbie Hancock;
One Finger Snap - Herbie Hancock;
Maidan Voyage - Herbie Hancock e Jean Carole Hancock.
Para além do concerto, faz parte do DVD um entrevista a Hancock onde o artista fala do trabalho realizado para o álbum Gershwin's World.
O som e a imagem são de bastante qualidade. O DVD peca por ter pouca informação escrita acerca do concerto em si.
Alexandre Herculano
No dia 13 de Setembro do ano de 1877, morre o escritor português Alexandre Herculano.Da Infopédia:
Poeta, romancista, historiador e ensaísta português, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu a 28 de Março de 1810, em Lisboa, e morreu a 18 de Setembro de 1877, em Santarém.
A sua obra, em toda a extensão e diversidade, ostenta uma profunda coerência, obedecendo a um programa romântico-liberal que norteou não apenas o seu trabalho mas também a sua vida.
Nascido numa família modesta, estudou Humanidades na Congregação do Oratório, onde se iniciou também na leitura meditada da Bíblia, o que viria a marcar a sua mundividência. Impedido por dificuldades económicas e familiares de frequentar a Universidade, preparou-se para ingressar no funcionalismo, frequentando um curso prático de Comércio e estudando Diplomática na Torre do Tombo, onde aprendeu os rudimentos da investigação histórica. Por esta altura, com 18 anos, já se manifestava a sua vocação literária: aprendeu o francês e o alemão, fez leituras de românticos estrangeiros e iniciou-se nas tertúlias literárias da marquesa de Alorna, que viria a reconhecer como uma das suas mentoras. Em 1831, envolvido numa conspiração contra o regime miguelista, foi obrigado a exilar-se, primeiro em Inglaterra (Plymouth) e depois em França (Rennes).
No exílio, aperfeiçoou o estudo da história, familiarizando-se com as obras de historiadores como Thierry e Thiers, e leu os que viriam a ser os seus modelos literários: Chateaubriand, Lamennais, Klopstock e Walter Scott. Em 1832, participou no desembarque das tropas liberais em Mindelo e na defesa do Porto, onde foi nomeado segundo-bibliotecário e encarregue de organizar os arquivos da biblioteca. Entre 1834 e 1835, publicou importantes artigos de teorização literária na revista Repositório Literário, do Porto, (posteriormente compilados nos Opúsculos). Em 1836, por discordâncias com o governo setembrista, demitiu-se do seu cargo de bibliotecário e publicou o folheto A Voz do Profeta. Em Lisboa, dirigiu a mais importante revista literária do Romantismo português, O Panorama, para que contribuiria com diversos artigos, narrativas e traduções, nem sempre assinados. Em 1839, aceitou o convite de D. Fernando para dirigir as bibliotecas reais da Ajuda e das Necessidades, prosseguindo os seus trabalhos de investigação histórica, que viriam a concretizar-se nos quatro volumes da História de Portugal, publicados no decurso das duas décadas seguintes. Foi precisamente por essa altura que se envolveu numa polémica com o clero, ao questionar o milagre de Ourique, polémica que daria origem aos opúsculos Eu e o Clero e Solemnia Verba. Eleito deputado pelo Partido Cartista em 1840, demitiu-se no ano seguinte, desiludido com a actividade parlamentar.
Voltou à política em 1851, fundou o jornal O País, mas logo se desiludiu com a Regeneração, manifestando o seu desagrado pela concepção meramente material de progresso de Fontes Pereira de Melo. Em 1853, fundou o jornal O Português, e dois anos depois foi nomeado vice-presidente da Academia Real das Ciências e incumbido pelos seus consórcios da recolha dos documentos históricos anteriores ao século XV - tarefa que viria a traduzir-se na publicação dos Portugaliae Monumenta Historica, iniciada em 1856. Neste mesmo ano tornou-se um dos fundadores do partido progressista histórico e em 1857 atacou a Concordata com a Santa Sé. Em 1858, recusou a cátedra de História no Curso Superior de Letras. Entre 1860 e 1865, envolveu-se em nova polémica com o clero, quando, ao participar na redacção do primeiro Código Civil Português, defendeu o casamento civil. Em 1865, fruto das suas reflexões, saíram os Estudos sobre o Casamento Civil. Em 1867, desgostoso com a morte precoce de D. Pedro V, rei em quem depositava muitas esperanças, e desiludido com a vida pública, retirou-se para a sua quinta em Vale de Lobos (comprada com o produto da venda das suas obras), onde se dedicaria quase exclusivamente à vida rural, casando com D. Maria Hermínia Meira, sua namorada da juventude.
Apesar deste novo e voluntário exílio, continuou a trabalhar nos Portugaliae Monumenta Historica, interveio em 1871 contra o encerramento das Conferências do Casino, orientou em 1872 a publicação do primeiro volume dos Opúsculos e manteve correspondência com várias figuras da vida política e literária. Morreu de pneumonia aos 67 anos, originando manifestações nacionais de luto.
Bibliografia: Da imensa bibliografia de Alexandre Herculano salientam-se A Voz do Profeta, 1836 (poesias); A Harpa do Crente, 1838 (poesias); Eurico, o Presbítero, 1844 (romance); História de Portugal, 4 vols., 1846, 1847, 1850, 1853 (historiografia); O Monge de Cister, 1848 (romance); Poesias, 1850 (poesias); Lendas e Narrativas, 1851 (novelas); História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, 3 vols., 1854, 1855, 1859 (historiografia); Estudos sobre o Casamento Civil, 1866 (ensaios); O Bobo, 1878 (romance), Opúsculos, 2 vols., 1873, 1876 (compilação de textos)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Ainda sobre aviação


Para terminar os "posts" de hoje relativos ao tema aviação, gostaria de partilhar convosco, que adquiri há uns meses uma passagem aérea na TAP para a viagem Funchal - Lisboa - Funchal destas férias.
Como o preço era elevadíssimo, ja nem me lembro quanto, resolvi usar os meus pontos do programa de fidelização TAP Victoria. Claro que tive que pagar as taxas ficando a "brincadeira" em 71,63 €.
Faço notar que se comprasse a mesma passagem hoje, teria que pagar mais, uma vez que a TAP já aumentou as taxas de combustível depois daquela data.
Curiosamente, comprei uma passagem Funchal - Lisboa - Funchal para outras datas, mas na EasyJet. O custo total, com taxas incluídas foi 59,48 €.
Conclusão, é mais barata uma viagem na EasyJet do que um bilhete prémio da TAP...
TAP lança campanha de viagens a 71 euros
Já que falei da Transavia.com, aqui fica uma notícia também do Diário de Notícias da Madeira, mas agora sobre a TAP:Apesar de ainda não se ter estreado na rota Madeira-Continente, a concorrência da EasyJet já está a obrigar a TAP a diversificar a oferta na Região. A companhia área portuguesa lançou ontem, em Lisboa, aquela que diz ser "a maior campanha de sempre para a Europa".
Foram colocados no mercado 300 mil bilhetes que podem ser adquiridos de 15 de Setembro a 31 de Outubro, para viagens entre 1 de Outubro e 31 de Maio de 2009, durante o Inverno IATA. Do Funchal, nesta promoção, é possível viajar a 71 euros, só ida, com destino a Lisboa, Porto e Londres. Nos aeroportos continentais a tarifa baixa para 64 euros, devido às taxas aeroportuárias mais caras na Região, e há mais variedade nos destinos: 35 desde Lisboa, 13 desde o Porto.
Os bilhetes são válidos para as vendas on-line, em www.flytap.pt, através de 'call center' ou agências de viagens acresce um valor pela taxa de emissão do bilhete.
No bilhete de regresso, a TAP não consegue garantir um preço fixo, por causa das diferentes taxas praticadas pelos vários aeroportos para onde a transportadora portuguesa voa, mas mesmo assim este não deve ultrapassar os 70 euros, segundo informou o administrador Luiz Mor.
EasyJet ainda não perturba
A TAP esclarece que esta campanha não foi lançada como resposta à EasyJet que começa a voar no final de Outubro para a Madeira. "É uma campanha lançada para todos os mercados e não tem em mente um mercado exclusivo", afirma ao DIÁRIO André Serpa Soares, porta-voz da TAP, à margem da apresentação. O responsável ressalva que "ainda não se sente em termos de ocupação os efeitos da entrada da nova companhia na rota da Madeira". Ainda assim, sublinha, que um "quadro de concorrência é diferente de um quadro de não concorrência".
Apesar de deixar claro que estes bilhetes 'TAP Discount' são altamente concorrenciais às ofertas 'low cost', a transportadora faz questão de deixar bem claras as diferenças. "Nós somos concorrenciais no preço, mas muito melhores em termos de qualidade", explicou o porta-voz. E prosseguiu: "Os preços indicados incluem direito a 20 quilogramas de bagagem, marcação de assento, refeições a bordo, entre outros pontos que são habitualmente cobrados à parte nas companhias 'low cost'".
Na opinião do responsável, que reconhece que "não se vivem tempos dourados", o importante é "as pessoas compararem o preço", até porque lembra que "para muitas cidades europeias compram-se bilhetes mas que deixam as pessoas a 100 km, o que por vezes sai mais caro".
Ryanair a um euro
A ideia da TAP é tentar aproveitar a época baixa das transportadoras, um período em que muitas companhias voam com preços baixos, aumentando as receitas e trazendo novos passageiros à companhia portuguesa. "Pretendemos 12 milhões de euros de aumento de receitas e mais 300 mil passageiros, o que corresponde a uma melhoria de taxa de ocupação em três pontos percentuais", projecta o administrador da TAP.
No entanto a guerra das tarifas já começou e não é fácil bater as propostas das companhias 'low cost'. A Ryanair, que não opera na Madeira, lançou esta semana uma campanha de três milhões de bilhetes a um euro, com taxas incluídas. No entanto, uma consulta à página da companhia (www.ryanair.com) mostra uma longa lista de restrições, que dificultam a marcação de viagens.
Já a easyJet oferece bilhetes a 25 euros por percurso entre Funchal e Lisboa na campanha de lançamento, tendo já vendido mais de oito mil. O DIÁRIO efectuou ontem uma simulação de reserva no site da companhia (www.easyJet.com) e conseguiu um preço total de 86.98 euros ida e volta, com saída da Madeira no dia 1 de Novembro e regresso a 5. O preço inclui seguro e uma bagagem de porão.
Transavia.com prepara voos directos Porto-Madeira
Lê-se no Diário de Notícias da Madeira, esta óptima notícia:A companhia francesa de baixo custo Transavia.com deverá lançar ainda este ano quatro voos semanais entre os aeroportos de Francisco Sá Carneiro, no Porto, e da Madeira. Estão neste momento a decorrer contactos entre a companhia e entidades portuguesas, cujo resultado deverá ser anunciado na próxima semana. O DIÁRIO apurou junto de fontes próximas do processo que a Transavia.com só irá anunciar a programação de Inverno da linha de Paris para a Madeira, actualmente com um voo semanal directo do Aeroporto de Orly-Sul, depois de tomar uma decisão sobre o número de voos que irá realizar entre os aeroportos do Porto e da nossa ilha. De concreto, adiantaram-nos, há um grande interesse na linha e o objectivo é ter um voo diário entre os dois aeroportos já no próximo ano. Fontes ligadas a operadores turísticos que trabalham com os mercados doNorte de Espanha e da França para a Madeira, um reforço de voos à partida da capital nortenha faz todo o sentido, pois será uma forma mais fácil de encaminhar mais turistas. Existe actualmente uma grande procura de transporte aéreo para o nosso arquipélago na capital nortenha, não só no segmento de turistas, mas também de negócios e de passageiros e estudantes residentes na Região. Por outro lado basta verificar que os voos da TAP, actualmente, com três ligações diárias entre o Porto e a Madeira estão com altas percentagens de ocupação e com preços bastante altos, se comparados, por exemplo, com a rota de Lisboa. Tem sido recorrente a tarifa acima dos 300 euros na linha. A Transavia.com, companhia de baixo custo que resultou de uma associação entre a Air France e a KLM, realiza voos entre Paris e a Madeira, desde a Primavera, tendo no período alto do Verão colocado dois voos semanais. Actualmente tem um, não tendo programado quaisquer voos a partir de Outubro. Fontes da companhia garantem que a programação está a ser reformulada e sairá junto com os voos do Porto para a Madeira, que serão realizados com aviões Boeing 737/800 de última geração, com capacidade para 186 passageiros . A companhia tem um voos diário entre Paris e o Porto.
Não nos esqueçamos que se existir uma ligação de baixo custo entre a Madeira e o Porto, ficaremos com acesso a muitas outras ligações de baixo custo asseguradas a partir daquela cidade pela Ryanair.
Júlio Dinis
Da Infopédia:
Escritor português, Júlio Dinis é o pseudónimo literário mais conhecido de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, entre os vários que o autor adoptou ao longo da sua carreira literária. Nasceu a 14 de Novembro de 1839, no Porto, e morreu a 12 de Setembro de 1871, na mesma cidade. Licenciou-se em Medicina, mas dedicou-se sobretudo à literatura, podendo ser considerado como um escritor de transição, situado entre o fim do Romantismo e o início do Realismo. É autor de poesias, peças de teatro, textos de teorização literária, mas destaca-se sobretudo como romancista, deixando em pouco mais de trinta e dois anos de vida uma produção original e inovadora, que contribuiu grandemente para a criação do romance moderno em Portugal.
Órfão de mãe aos seis anos, estudou na Academia Politécnica a partir de 1853, onde se relacionou com o poeta portuense Soares de Passos, e ingressou na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, em 1855, ano em que dois irmãos seus morrem, vítimas da tuberculose. Por essa altura, entrou para um grupo de teatro, o "Cenáculo", e escreveu as suas primeiras peças de teatro, que viriam a ser postumamente reunidas nos três volumes do Teatro Inédito, em 1946-1947. Em 1860, ano da morte de Soares de Passos, abandonou o "Cenáculo" e estreou-se na revista A Grinalda com poesias românticas que viriam a fazer parte das Poesias (1870). Em 1861, concluiu o curso de Medicina. Nos dois anos seguintes, publicou em folhetim no Jornal do Porto alguns dos contos que seriam postumamente compilados em Serões da Província, assinando ora Júlio Dinis, ora Diana de Aveleda. Em 1863, passou uma temporada em casa de familiares, em Ovar, para se tratar da tuberculose, declarada um ano antes. Aí, descobre os encantos da vida rural, que estará presente em grande parte das suas obras - Júlio Dinis foi principalmente um escritor de espaços, oferecendo-nos quadros onde revela uma preocupação pela veracidade nas descrições das aldeias, dos ambientes e caracteres, e na evolução da intriga. Em 1865, ingressou na Escola Médico-Cirúrgica, onde se formara, como demonstrador. O seu primeiro romance, As Pupilas do Senhor Reitor, é publicado em folhetins no Jornal do Porto, em 1866, e em volume um ano depois. Seguem-se-lhe, em 1868, Uma Família Inglesa (retrato da vida citadina, dando especial relevo à pequena burguesia nascente) e A Morgadinha dos Canaviais, no mesmo ano em que As Pupilas do Senhor Reitor, adaptadas ao teatro, são representadas no Teatro da Trindade. Em 1869, parte para a Madeira, em busca de uma melhoria do seu estado de saúde, regressando, um ano depois, ao Porto, onde publica os Serões da Província. No mesmo ano, concluiu o seu quarto romance, Os Fidalgos da Casa Mourisca, cujas provas tipográficas já não acabará de rever. Em 1871, no mesmo ano em que as Pupilas do Senhor Reitor são representadas no Rio de Janeiro, assinalando já a celebridade do escritor além fronteiras, morre prematuramente, vítima da tuberculose. Em 1874, surge o volume póstumo das Poesias e, em 1910, a compilação de textos narrativos e teóricos Inéditos e Esparsos.
Júlio Dinis - cujo conhecimento da língua e da cultura inglesas (a sua mãe era de ascendência irlandesa) lhe possibilitou a leitura de novelistas como Jane Austen, Richardson, Thackeray e Dickens, cujas obras são marcadas pelo realismo psicológico - deixou uma produção romanesca eivada de componentes realistas e românticos. Assim, se a sua concepção do romance, exposta em Inéditos e Esparsos, baseada na lentidão da narrativa, na averiguação da verdade, no tratamento de temas familiares e quotidianos, o aproxima da estética realista, a idealização do campo, da mulher, da família, a tendência para a solução harmoniosa dos conflitos, o pendor moralizador dos desfechos das intrigas, o optimismo do seu ideal social, em que felicidade amorosa e harmonização social são indissociáveis, têm ressonâncias românticas.
Bibliografia: As Pupilas do Senhor Reitor, 1866-1867 (romance); Uma Família Inglesa, 1868 (romance); A Morgadinha dos Canaviais, 1868 (romance); Serões da Província, 1870 (novelas); Os Fidalgos da Casa Mourisca, 1872 (romance, edição póstuma); Poesias, 1874 (poesias, edição póstuma); Inéditos e Esparsos, 1810 (narrativas e ensaios, edição póstuma); Teatro Inédito, 3 vols., 1946-1947 (teatro, edição póstuma)
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
TAP admite descer taxa de combustível mas não se compromete
A TAP, em vez de anunciar viagens a pouco mais de 60€ para vários destinos europeus, que depois naquelas letrinhas pequeninas se verifica ser o preço de apenas uma ida, deveria comprometer-se a descer as taxas de combustível que já aumentaram 4 vezes num ano.Lê-se na agência financeira:
A TAP admite vir a reduzir a taxa de combustível que cobra aos passageiros, à semelhança do que acontece no sector, como forma de repassar algum do peso que os altos preços do petróleo têm na factura de custos da empresa.
Na apresentação da sua nova campanha de preços de baixo custo que a TAP vai lançar, que decorreu esta quinta-feira em Lisboa, o administrador, Luiz Gama-Mór, disse aos jornalistas que «é possível» que a taxa venha a descer, embora no momento «ainda não haja condições para isso», acrescentou.
O responsável diz que para o decidirem estão a acompanhar duas condicionantes: o nível a que se está a manter o petróleo e o que as restantes transportadoras do sector vão fazer.
Air France dá primeiro exemplo
Para já, segundo o mesmo, «só a Air France fez uma pequena redução», assegurou.
Recorde-se que a TAP já aumentou a sobretaxa de combustível quatro vezes este ano. A última aconteceu em Junho, passando de 32 para 35 euros nas rotas da Europa e de 110 para 125 euros nos voos intercontinentais.
No primeiro semestre deste ano, a companhia anunciou prejuízos de 136 milhões de euros, muito por culpa dos combustíveis. Neste item, a empresa gastou 312 milhões de euros, mais 133 milhões do que no primeiro semestre de 2007, o que representa um agravamento de 75%.
Na altura, a manterem-se os elevados preços de petróleo, a TAP estimava poder chegar ao final do ano com um desvio na factura dos combustíveis superior a 250 milhões. No entanto, nos últimos dois meses o preço do crude tem estado em queda. Esta quinta-feira, nos EUA o ouro negro está nos 101,64 dólares o barril e em Londres nos 99,09 dólares.


