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terça-feira, 3 de março de 2009

Hergé

No dia 3 de Março de 1983 morria em Bruxelas, Hergé.

Da Infopédia:

Autor de banda desenhada, ilustrador e publicitário, Georges Prosper Remi Remi, dito Hergé, nasceu a 22 de Maio de 1907, em Etterbeek, nos arredores de Bruxelas (Bélgica). Oriundo de uma família católica, a sua infância e adolescência foram marcadas pela sua ligação aos escuteiros, tendo desde pequeno enveredado pelo desenho e a ilustração, pelo que a criação de Totor, um escuteiro com traços de Tintim, para a revista Le Boy Scout, em 1926, surgiu naturalmente. Após concluir os estudos secundários, em Humanidades, foi trabalhar no jornal católico Le Vingtième Siècle, em 1925, na área das assinaturas. Em 1928 passou a ser redactor chefe do Le Petit Vingtième, suplemento semanal de Le Vingtième Siècle. Neste mesmo suplemento surgiu pela primeira vez Tintin (Tintim), a 10 de Janeiro de 1929, numa história em que o personagem visita o "País dos Sovietes". O vivo entusiasmo que suscitou nos leitores, levou mesmo à encenação da chegada de Tintim e Milu, acompanhados do próprio Hergé, à estação Gare du Nord, em Bruxelas, onde uma multidão os aguardava. Dessa história, resultou o seu primeiro álbum, Tintin au Pays des Sovietes (Tintim no País dos Sovietes), que foi editado no ano seguinte pelo próprio jornal, sendo o único que, mais tarde, não foi redesenhado nem colorido, encontrando-se na sua versão original a preto e branco. Ainda em 1930, criou os endiabrados Quick et Flupke (Quim e Filipe), no Le Petit Vingtième, que aparecem em curtas histórias de duas páginas, reunidas em doze álbuns, para "desespero" do agente 15 da Polícia de Bruxelas, alvo preferencial das suas traquinices. Em 1934 criou um dos seus trabalhos menos divulgados, Popol et Virginie, também no Le Petit Vingtième, numa incursão pelo oeste americano com animais humanizados, que não teve continuação, trabalho inédito em Portugal. 1936 marcou o surgimento de uma nova série, Jo, Zette et Jocko (Joana, João e o Macaco Simão), de que foram editados, mais tarde, cinco álbuns. Dois irmãos e o seu simpático macaco vivem divertidas aventuras, num ambiente familiar, a pedido dos responsáveis do semanário Coeurs Vaillants, que publicava as aventuras de Tintim em França. Nesta época, a par das suas bandas desenhadas, criou o Atelier Hergé, consagrado à publicidade e demais ilustração, de livros, catálogos ou cartazes, pelo que o trabalho absorvia totalmente o seu tempo. A 10 de Maio de 1940, a ocupação da Bélgica pelos nazis levou ao encerramento de, entre outros jornais, Le XXe Siècle e o seu suplemento Le Petit Vingtième, pelo que a publicação de Tintin au Pays de l'Or Noir (No País do Ouro Negro) foi interrompida por oito anos. Ainda nesse ano, Hergé iniciou uma outra aventura, Le Crabe aux Pinces d'Or (O Caranguejo das Tenazes de Ouro), no jornal Le Soir, suplemento Le Soir Jeunesse, que marca a estreia do Capitão Haddock, que acabará por "rivalizar" com Tintim em popularidade. Em 1942 a Casterman passou a editar as histórias de Hergé em álbuns de 62 pranchas (páginas), de modo a padronizar o formato e tirar potencialidade do uso da cor. Uma vez que os primeiros livros chegavam a ter 140 páginas, foi necessário, progressivamente, remodelar e colorir os primeiros títulos, estando disponíveis ambas as versões. A 26 de Setembro de 1946 surgiu a revista Tintin, que se revelaria um marco na História da BD, numa iniciativa de Raymond Leblanc (das Editions du Lombard). Contou desde o começo com grandes nomes da Nona Arte, como Edgar P. Jacobs (criador de Blake e Mortimer) e Paul Cuvelier (autor de Corentin), para além de, naturalmente, Hergé. Estes, juntamente com outros autores que entraram mais tarde na revista, formaram a que ficou conhecida como a "Escola de Bruxelas". A 30 de Março de 1950 iniciou-se na Tintin a publicação da dupla aventura lunar, Rumo à Lua e Explorando a Lua, em que Hergé "antecipa" a ida do Homem à Lua em perto de 20 anos, aumentando em muito o prestígio de Tintim. Em termos estéticos, o autor foi precursor do estilo Linha Clara (designação criada em 1977 pelo neerlandês Swarte, referente ao desenho elegante e depurado, de linhas bem definidas). Grande admirador da pintura, Hergé não se coibiu de pintar e comprar várias telas nos últimos anos da sua vida, conhecendo nomes como Andy Warhol, que o retratou. Quando faleceu a 3 de Março de 1983 (em Bruxelas), foi notícia em todo o Mundo, tendo o prestigiado jornal francês Libération feito uma edição em que as notícias não foram acompanhadas por fotografias mas sim por desenhos extraídos das aventuras de Tintim. Com a sua morte ficou inacabado o que seria o próximo álbum de Tintim: Tintin et l'Alph-Art, cujos esboços do guião e dos desenhos se encontram reunidos na edição do mesmo título. Este álbum deu, entre 1989 e 2003, o nome aos prestigiados Prémios do Festival Internacional de BD de Angoulême (anteriormente designados Alfred, depois denominados Prix d'Angoulême). A Fundação Hergé, em Bruxelas, é a instituição que cuida de todo o seu vasto acervo documental, procurando disponibilizar aos leitores e estudiosos um grande conjunto de informações, através da realização de exposições e a edição de bibliografia crítica, que atinge largas dezenas de títulos.

Hergé. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-03]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rato Mickey (Mickey Mouse)

No dia 18 de Novembro de 1928 nascia uma das mais importantes personagens de banda desenhada - o Rato Mickey.

Da Infopédia:
Personagem de animação, a primeira aparição do Rato Mickey foi na curta-metragem Steamboat Willie (1929) produzida por Walt Disney. Este filme de animação foi o primeiro do género a utilizar som e elevou a personagem de Mickey a um dos mais populares do século XX. Secundado pela sua namorada Minnie e pelo seu arqui-inimigo João Bafo de Onça, Mickey foi elaborado por Disney como um agente cómico activo influenciado pelo slapstick colocado em voga por Charles Chaplin. O tom burlesco desta curta-metragem foi bem recebido pelo público infantil, mas as associações de pais demonstraram o seu descontentamento pela irreverência de Mickey, inundando o escritório de Disney com veementes cartas de protesto, mostrando-se chocados com as cenas do filme onde Mickey surgiu a utilizar a cauda de um bode como caixa de música ou os dentes de uma vaca como xilofone. Tentando agradar a uma franja mais generalista do público americano, as futuras curtas-metragens revelaram um Mickey mais agradável e com um comportamento temperado. Em 1938, Disney criou a personagem de Pluto, cão de Mickey, procurando com essa iniciativa criar uma imagem mais familiar do rato, dotando-o de características humanizadas. No início da década de 40, Mickey era a personagem de animação mais popular competindo nesse campo com o Pato Donald, Bugs Bunny e Porky Pig da Warner Bros. As tiras diárias protagonizadas por Mickey esgotavam jornais e as suas curtas-metragens enchiam cinemas, agradando a públicos de todas as idades. A sua aparição na longa-metragem Fantasia (1940), liderando o sketch "O Aprendiz de Feiticeiro", foi o ponto alto de uma obra que procurou fazer a simbiose entre a animação e a música clássica, mas que, por ser um produto claramente avançado para a sua época não foi bem recebida pelo público. A popularidade granjeada por Mickey levou mesmo a que a missão Aliada na Segunda Guerra Mundial fosse baptizada com o seu nome. Brevemente, surgiriam outras personagens coadjuvantes: os amigos Pateta, Horácio, Clarabela e Coronel Cintra, os sobrinhos Chiquinho e Francisquinho e os inimigos Mancha Negra e Ranulfo. A partir de meados da década de 50, em plena Guerra Fria, as tiras de Mickey conferiram-lhe um estatuto de herói de policiais, apresentando-o como detective e combatente do crime na cidade de Patópolis ou então como coadjuvante de Sir Lock Holmes (uma sátira à personagem criada por Arthur Conan Doyle). Em Portugal, começou a ser publicada em 1980 uma revista com o seu nome, embora a maioria das histórias fossem de autoria de desenhadores norte-americanos e brasileiros.

Rato Mickey. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-17]

domingo, 12 de outubro de 2008

Outros Blogues (XIII) - Cerium's Blog

O destaque deste fim-de-semana para Outros Blogues vai para o Cerium's Blog.

Escrito em francês, o Cerium's é um blogue sobre design, especialmente design publicitário.

A qualidade e originalidade das fotografias e trabalhos apresentados vale uma visita atenta.

Está nos Blogues Temáticos do Outras Escritas.