sábado, 8 de maio de 2010

Sábado, última hora VII (Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso)


A notícia que hoje comentamos na rubrica Sábado, última hora, foi publicada no IOL Diário no dia 6 de Maio com o título "Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso".
O texto é o seguinte:

Um homem passou 29 anos na cadeia e afinal estava inocente. O norte-americano Raymond Towler foi condenado por raptar e violar duas crianças, uma menina de 12 anos e um rapaz de 13. As análises de ADN vieram agora comprovar a inocência e Towler foi libertado esta quarta-feira, segundo informa a BBC.

Raymond Towler, de 52 anos, tinha sido condenado à prisão perpétua em 1981, quando tinha 24 anos e que trabalhava como. Numa audiência rápida, a juíza Eileen A. Gallagher, do tribunal do condado de Cuyahoga, lembrou os detalhes das acusações apresentadas: Towler teria atraído as crianças para a reserva de Rocky River, antes de violentá-las.

No entanto, graças à intervenção da organização não-governamental Ohio Innocence Project, que numa colaboração com o jornal americano Columbus Dispatch investiga centenas de condenações consideradas suspeitas, baseando-se em exames de ADN, ficou comprovado que o homem não é o violador das vítimas.

A notícia revela mais um de muitos casos de injustiça da justiça. É incompreensível que uma pessoa perca 29 anos da sua vida por um erro de julgamento.

Não há muito tempo fui testemunha num julgamento em que estava em causa a decisão de um júri de um concurso público. Confesso que fiquei surpreendido pela atitude do juiz, que rebatia praticamente todas as minhas afirmações. Depois, advogados de defesa e acusação tentaram contorcer factos e contornar a lei de uma forma que eu não pensava possível. Por muitas séries que se vejam na FOX ou no AXN, acho que nunca estamos preparados para este tipo de situações que, a meu ver, são totalmente contra o senso de um comum mortal.

Quanto a esta notícia em si, devo fazer notar que foi uma organização não governamental que interveio para repor a verdade e não qualquer organismo publico. Para além disso, o verdadeiro criminoso deve estar à solta e a rir-se.

Como vai o Estado recompensar esta pessoa injustamente condenada? As lágrimas de uma Juíza não são de forma alguma suficientes.

Errar todos erramos, mas erros destes...

E você Reflexos? O que acha desta notícia?

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