domingo, 27 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Ainda antes de ir... (Temporada do Liceu 2011/12)
Acabou de sair um resumo da temporada do Liceu de Barcelona para 2011/12.
Vou certamente voltar a Barcelona para isto:
Vou certamente voltar a Barcelona para isto:
Linda di Chamounix de Gaetano Donizetti
dies 20, 23, 27, 28 i 30 de desembre de 2011 i 2, 4, 5, 7 i 8 de gener de 2012
dies 20, 23, 27, 28 i 30 de desembre de 2011 i 2, 4, 5, 7 i 8 de gener de 2012
Dir. musical: Marco Armiliato
Dir. escènica: Emilio Sagi
Intèrprets: Diana Damrau, Juan Diego Flórez, Silvia Tro Santafé, Pietro Spagnoli, Bruno de Simone, Simón Orfila i altres.
Mariola Cantarero, *Ismael Jordi, Ketevan Kemolidze, Fabio Capitanucci, Paolo Bordogna, Mirco Palazzi i altres.
Em preparativos para a ida ao MET
Encontro-me em preparativos para as idas ao MET de Nova Iorque, pelo que posts no Outras Escritas, só mesmo depois do meu regresso.
Como sei que há leitores à espera dos comentários à ópera Anna Bolena de Barcelona, aqui fica a promessa de que me dedicarei a essa tarefa assim que chegar de viagem. Seguir-se-ão os comentários à Armida e à Lucia di Lammermoor.
Até lá...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
MET 2011/12
O MET anunciou a sua temporada para 2011/12.
Grande destaque é para a Anna Bolena de Anna Netrebko. Na página Internet há um vídeo onde a cantora fala desta ópera. Felizmente está consciente de que estará nos seu limites. Tem como referência as Bolenas da Callas, da (grande) Sills e da Gancer.
Curiosamente, Netrebko tenciona interpretar as três rainhas Tudor de Donizetti (óperas: Maria Stuarda, Roberto Devereuz e Anna Bolena).
Como já aqui referi, Netrebko ainda não me convenceu no repertório do Belcanto. De qualquer forma, desejo-lhe as maiores felicidades e espero que me surpreenda.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Viagens "operáticas"
Intensificam-se os preparativos para as viagens "operáticas". Resta pouco tempo para o Outras Escritas e blogosfera em geral...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
European Opera Days
Mais de 100 companhias de ópera em 25 países da Europa, celebrarão nos próximos dias 7 e 8 de Maio os Dias Europeus da Ópera.
Iniciativas com a que se segue, ocorrida na famosa Lagoa Azul (Blue Lagoon) na Islândia, aparecerão um pouco por toda a Europa.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Tenores II - Chris Merritt
O tenor Chris Merritt é mais um dos tenores incluídos na série de vídeos que o coloraturafan vem dedicando a este tipo de voz.
Sempre considerei Merritt um pouco "louco", aventurando-se muito no registo agudo (ou sobre-agudo, uma vez que interpolava com alguma frequência notas como o ré ou mí bemol). Não o considero um tenor ligeiro, uma vez que tem um registo grave escuro e sustentado, qualidade que lhe aprecio bastante. Será, eventualmente, um tenor lírico mas com uma agilidade e um alcance no registo agudo, fora do comum para este tipo de tenores.
Prefiro-o, definitivamente, na interpretação de Rossini.
Do vídeo que se segue, destaco a interpretações nas óperas: Otello (Rossini), Guillaume Tell (Rossini), I Vespri Siciliani (Verdi) e Elisabetta Regina d'Inghilterra (Rossini, vídeo de muito má qualidade, mas com a "loucura" na interpretação de Rossini no seu expoente máximo).
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Tenores I - Bruce Ford
O coloraturafan, é um utilizador do YouTube que tem publicada uma vasta colecção de vídeos dedicados à ópera, especialmente ao período do Belcanto que é aquele que eu mais aprecio.
Nos últimos dias, o coloraturafan tem dedicado os seus vídeos à voz de tenor.
Nas óperas de Rossini, Bellini e Donizetti, expoentes máximos do Belcanto italiano, os tenores (ligeiros ou lírico-ligeiros) vêem-se "a braços" com passagens de coloratura quase impossíveis, legattos dificílimos e uma boa quantidade de notas estratosféricas. A isto tudo junta-se a necessidade de um timbre belo e elegante.
Aqui fica o que considero ser um bom exemplo de um tenor com as características que mencionei. Bruce Ford.
Tive a oportunidade de ouvir o tenor em Bruxelas, numa récita da ópera Mitridate Re di Ponto de Mozart e considero que o seu timbre é dos mais belos que já tive a oportunidade de ouvir. Certamente, que há tenores com uma melhor técnica, aliás como o vídeo seguinte comprova, há um certa irregularidade em termos vocais nas diversas interpretações apresentadas, por vezes a voz tende a "encolher" quando em esforço no registo agudo, mas de qualquer forma, considero Ford um dos melhores "Rossinianos" que já ouvi.
Do vídeo destaco as interpretações nas óperas: Mitridate Re di Ponto (Mozart), Ermione (Rossini) e Armida (Rossini).
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
As promoções da TAP
Acho graça, para não dizer outra coisa, às promoções que a TAP anuncia com pompa e circunstância. Vivendo no Funchal, interessam-me sobretudo as promoções nos voos entre a Madeira e Lisboa.A TAP anunciou ontem promoções para esta linha. Preços de 36 € para voos Lisboa-Madeira e de 43 € no sentido inverso. Somando os preços, uma viagem Lisboa-Madeira-Lisboa ficará por 79 € (dependendo este valor da disponibilidade de lugares).
Ora, tendo eu comprado recentemente algumas viagens na easyJet por cerca de 30 € para o mesmo percurso, resolvi fazer uma simulação para poder comparar os preços praticados pelas duas companhias. Assim, se viajar de Lisboa para a Madeira no dia 24 de Fevereiro e fizer o voo de regresso no dia 16 de Março, consigo na TAP os preços anunciados na promoção (até um pouco menos, 73,91 €). Se em vez da TAP escolher a easyJet nos mesmos percursos e nas mesmas datas pagarei 36,98 €), ou seja metade.
Resumindo e concluindo, a TAP, companhia por quem tenho um carinho especial, ao fazer promoções, pratica preços que são o dobro dos praticados pela companhia lowcost para a mesma linha.
Já agora, quem, como eu, tem direito ao subsídio de 60€ por viver na Madeira, não deve pensar que neste caso esse subsídio se aplica, uma vez que na simulação feita, o custo da tarifa de ida e volta é de 38 € e das taxas 35,91 €.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Anna Bolena de Barcelona - Dueto Gruberova Garanca
Ainda sem qualquer comentário da minha parte, aqui fica um vídeo oficial do Teatro del Liceu de Barcelona com a interpretação do dueto de Anna Bolena (Edita Gruberova) e Giovanna Seymour (Elina Garanca).
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Regresso ao Lar - Guerra Junqueiro
Um novo desafio nas minhas aulas de canto. Poema de Guerra Junqueiro com música de João Victor Costa.
REGRESSO AO LAR
Ai, há quantos anos que eu parti chorando
Deste meu saudoso, carinhoso lar!...
Foi há vinte?...há trinta? Nem eu sei já quando!...
Minha velha ama, que me estás fitando,
Canta-me cantigas para eu me lembrar!...
Dei a volta ao mundo, dei a volta à Vida...
Só achei enganos, decepções, pesar...
Oh! a ingénua alma tão desiludida!...
Minha velha ama, com a voz dorida,
Canta-me cantigas de me adormentar!...
Trago d'amargura o coração desfeito...
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saíra do meu ninho estreito!...
Minha velha ama que me deste o peito,
Canta-me cantigas para me embalar!...
Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
Pedrarias d'astros, gemas de luar...
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!...
Minha velha ama, sou um pobrezinho...
Canta-me cantigas de fazer chorar!
Como antigamente, no regaço amado,
(Venho morto, morto!...) deixa-me deitar!
Ai, o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!...
Cante-me cantigas, manso, muito manso...
Tristes, muito tristes, como à noite o mar...
Canta-me cantigas para ver se alcanço
Que a minh'alma durma, tenha paz, descanso,
Quando a Morte, em breve, ma vier buscar!...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Anna Bolena no Liceu de Barcelona
A avaliar pela crítica do FanaticoUm no blogue Os Fanáticos da Ópera, a Anna Bolena de Barcelona está com uma qualidade estrondosa.
Lá estarei no dia 18 de Fevereiro.
Lá estarei no dia 18 de Fevereiro.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A pequena Esnart
A Esnart é uma menina de quatro anos que vive com os pais e irmãos na Zâmbia. A família vive em condições de pobreza extrema, numa casa só com uma divisão, com telhado de zinco, sem água nem electricidade.
Através da Children International, uma organização humanitária com sede nos Estados Unidos, eu e a minha irmã resolvemos "adoptar" a pequena Esnart, proporcionando-lhe, a ela e à família, melhores condições de vida, nomeadamente o acesso a cuidados de saúde, alimentação e educação.
O processo do "adopção" (sponsorship) é muito simples e completamente seguro (para os mais preocupados com questões de segurança na Internet). O mais difícil é mesmo escolher a menina ou o menino, uma vez que nos parecem todos fantásticos. A escolha da Esnart teve essencialmente a ver com o facto de o rendimento mensal da família ser apenas de 40 USD.
De qualquer forma, todas crianças necessitam urgentemente de ajuda e por um valor mensal, para nós quase simbólico, podemos melhorar significativamente as suas condições de vida. Para além disso temos a satisfação de poder acompanhar o seu crescimento através de fotografias e correspondência e, se pretendermos, a Children International organiza uma visita.
A Esnart é uma pequena gota num universo de crianças necessitadas que parece crescer de forma descontrolada neste planeta. A nossa ajuda é também muito pouca face a tamanho flagelo, mas no entanto, se fizermos a Esnart sorrir, já ficamos um pouco mais satisfeitos e com a certeza de que estamos a contribuir para que este mundo seja um pouco melhor.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ainda Gruberova no Liceu de Barcelona - Crítica do El País
No dia em que o FanaticoUm, um dos comentadores habituais do Outras Escritas, vai assistir a uma récita da Anna Bolena com Edita Gruberova no Liceu de Barcelona (para mim ainda faltam mais de três semanas), aqui fica a crítica do El País:Fantástica batalla de reinas
Uno de los problemas de tener una historia tan larga y lustrosa como la que tiene el Liceo es que al final todo acaba convirtiéndose en aniversario, conmemoración o, como mínimo, rememoración.
Empecemos por este punto. Anna Bolena fue la primera ópera que se representó en el Liceo, en 1847. El título se representó, entre otras ocasiones, en 1947, en el centenario del teatro, en un momento en que la obra estaba totalmente fuera del repertorio. Por Anna Bolena pasó Caballé en 1982 y 10 años más tarde Edita Gruberova cantaba su primera Bolena en el teatro de La Rambla. En aquellas representaciones de 1992 debutó en el Liceo, sustituyendo al titular, un joven Josep Bros.
Anteayer, 18 años más tarde, el título regresaba al Liceo, Gruberova, volvía a enfrentarse al tremebundo papel de la reina inglesa y un tenor, Gregory Kunde, debutaba en el teatro barcelonés sustituyendo precisamente a Bros. Primera conclusión: cantar el papel del tenor en Anna Bolena no es bueno para la salud. Hasta aquí la historia.
Expectativas de diverso género rodeaban esta Anna Bolena. La primera era si Edita Gruberova podría, a sus 64 años, con un papel agotador y erizado de dificultades. El asunto tiene un punto de morbosidad, pero está justificada: el operístico es uno de los pocos cantos naturales que quedan sin trampa tecnológica ni cartón electrónico, y forma parte de la tradición de la ópera ver si los cantantes pueden o no con las partituras.
La otra gran expectativa se situaba en la nueva producción que el Liceo había encargado al mallorquín Rafel Duran, que debutaba en el teatro con este título.
Por Gruberova no hay que preocuparse, queda Edita para rato. Empezó un poco descolocada, pero enseguida se situó y ofreció una actuación fantástica que coronó con una "aria de la locura" final que enardeció al público pese a calar ligeramente el sobreagudo final. El dominio de Gruberova del papel va mucho más allá de lo vocal, posee el personaje y le saca un rendimiento dramático enorme a un libreto plagado de tópicos.
La otra gran triunfadora de la noche fue Elina Garanca en el papel de Giovanna Seymour. La mezzosoprano letona estuvo en todo momento a un nivel altísimo, con una voz bella e imponente, y una afinación exacta. El dúo del segundo acto entre Bolena y Seymour fue lo mejor de la noche, una fantástica batalla entre reinas vocales. El capítulo femenino se completó con la buena actuación de la contralto Sonia Prina en el papel in travesti del músico Smeton.
El capítulo masculino se saldó a un nivel correcto. Gregory Kunde pudo sin dificultades con el papel de Percy y ofreció una buena actuación; Carlo Colombara resultó suficiente, pero poco contundente en lo vocal, en el papel de Enrico VIII, y Simón Orfila despachó muy correctamente el papel de Rochefort. Bien el coro, especialmente el femenino, y suficiente pero sin especial brillo la orquesta, dirigida por Andriy Yurkevych, debutante en la plaza.
La esperada nueva producción recibió algún abucheo, no muchos, y aplausos, tampoco muchos. La producción, más sosona que mala, va de atemporal, como ya es casi norma últimamente, y se ambienta en un espacio de luz cálida, que nos remite al concepto de prisión de lujo; esto se acrecienta con la presencia de unas cámaras de vídeo que a modo de Gran Hermano vigilan constantemente a los personajes. Unos figurantes disfrazados de cuervos rememoran las célebres aves de la torre de Londres, donde se ambienta parte de la acción, y trasiegan arriba y abajo mesas, sillas y atrezzo. La dramaturgia de personajes y situaciones fue convencional y, aunque con el belcantismomás vale dejar las cosas como están y no meterse en camisa de once varas, se esperaba algo más elaborado.
domingo, 23 de janeiro de 2011
"Posts" no Outras Escritas
Tenho recebido algumas críticas de amigos e conhecidos sobre o facto de ultimamente grande parte dos "posts" do Outras Escritas incidir sobre o tema da ópera.
Confesso que assim é. De qualquer forma é este o tema sobre o qual me apetece mais escrever actualmente e como escrever no Outras Escritas não é uma obrigação, assim vai continuar. Ou talvez não... veremos.
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