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Os destroços retirados das águas do Oceano Atlântico pela Marinha brasileira não pertencem ao Airbus da Air France, como tinha sido anunciado na manhã desta quinta-feira.
“Até este momento, nenhum pedaço do avião (da Air France) foi recuperado”, disse Ramon Cardoso, director do departamento de controlo do espaço aéreo brasileiro.
Esta quinta-feira de manhã, Ramon Cardoso anunciou que tinha sido recuperado um fragmento do porão das bagagens do Airbus A330 que se despenhou em pleno Oceano Atlântico, na madrugada de segunda-feira, com 228 pessoas a bordo.
Queda livre pode ter sido a causa
O presidente da Air France e o director-executivo da empresa reuniram-se, esta quinta-feira, com familiares das vítimas num hotel perto do aeroporto Charels de Gaulle. A companhia garante não haver sobreviventes. «Não há possibilidade de os dispositivos terem sido accionais», afirmou o porta-voz do grupo de apoio aos familiares, Guillaume Denoix-Marc, escreve o «O Globo».
Corpos deixam de ser prioridade
A Força Aérea Brasileira informou, esta quinta-feira, que as operações passam agora a ter como prioridade a recolha dos destroços, uma vez que nenhum corpo foi localizado.
«Estávamos a dar prioridade aos corpos, mas como ainda não foi encontrado nenhum, não podemos aguardar mais tempo para recolher os destroços. Vamos então começar a fazer as duas coisas o mesmo tempo», disse ao «FolhaOnline» o brigadeiro Ramon Borges de Cardoso, director do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
Depois de recolhidos, os restos do avião são enviados para Fernando de Noronha, a base das operações, seguindo depois para França, que ficou encarregue de investigar as causas do acidente.
Quatro dia de buscas, mais destroços
A aeronáutica brasileira encontrou, esta quinta-feira, novos destroços que deverão ser do Airbus330 que se despenhou na segunda-feira no Oceano Atlântico, quando fazia a ligação entre Rio de Janeiro e Paris.
20 KM de mancha de óleo no mar
O avião-radar R-99 voltou a identificar os destroços. Ao quarto dia de buscas as autoridades encontraram destroços a sudoeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo, escreve a Reuters.
Os vestígios pertencem à parte interna e externa do avião.
«Foram encontrados objectos castanhos, brancos e dois amarelos, o que não corresponde à parte externa da aeronave e sim à interna, à parte que nós temos depósito de bagagens cadeiras e materiais de cobertura», disse o brigadeiro Ramon Borges de Cardoso, director do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, citado pelo «O Globo».
Air France e Airbus sob suspeita
O governador do Rio de Janeiro responsabiliza a Airbus e a Air France pela queda do avião que vitimou 228 pessoas.
O acidente «não é uma tragédia natural. Não há uma explicação que não seja por uma falha técnica muito grave», acusa Sérgio Cabral Filho, ao «Estadão».
«Acredito que as autoridades internacionais da aviação civil, a empresa fabricante do avião, e a companhia aérea propriedade da aeronave têm muito por explicar. Porque se há uma nota técnica de problemas no A330, há reponsabilidades civis sérias», acrescenta o governador.
Velocidade «errada» pode ter desintegrado o A330
A investigação a cargo das autoridades francesas deve estar concluída no final do mês de Junho.A Airbus deverá emitir, esta quinta-feira, uma nota com recomendações sobre a velocidade a manter em caso de mau tenmpo. A recomendação, aprovada pelo Bureau d'enquêtes et d'analyses (BEA), que investiga o desaparecimento do voo 447 da Air France, destina-se às companhias que viajam com o aparelho bi-reactor A330.
Segundo a edição online do jornal francês "Le Monde", que cita fonte próxima da investigação, o construtor pretende "relembrar que, em caso de condições meteorológicas difíceis, devem manter a potência dos reactores e assumir as medidas correctas para manter o avião nivelado.
Ainda de acordo com o "Le Monde", uma "cadeia de eventos catastróficos conduziu à desintegração em voo" do Airbus A330 da Air France, como "testemunham as mensagens emitidas automaticamente pelo aparelho nos últimos minutos de voo". Tragédia do Airbus durou quatro minutos
Uma perspectiva em linha com a opinião de Robert Francis, antigo vice-presidente do Comité de Transportes e Segurança a Bordo dos EUA. "Os pilotos que voam naquela zona estão muito atentos ao radar e estão muito, mas muito conscientes do estado do tempo", disse.
Em declarações ao programa "360" de Anderson Cooper, na CNN, Robert Francis disse que "os ventos muito fortes não são incomuns" na zona onde desapareceu o avião da Air France, ao lado da ilha de Fernando Noronha. "É muito difícil determinar onde o avião se partiu", acrescentou aquele especialista.
O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que a presença de óleo no mar onde foram encontrados destroços do Airbus da Air France pode indicar que não houve explosão antes da queda.
"Se temos mancha de óleo é porque o óleo não foi queimado", disse o ministro durante uma conferência de imprensa em Brasília.
Jobim afirmou não haver mais qualquer dúvida sobre o local do acidente, que ocorreu perto do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, próximo à cordilheira meso-atlântica, cuja origem está relacionada com a dinâmica tectónica das placas sul-americana e africana.
Segundo fontes próximas da investigação técnica citadas pelo jornal francês «Le Figaro», as primeiras observações permitem perceber que os destroços estão espalhados no mar por uma zona muito extensa. Os peritos necessitam de mais informações, mas este primeiro dado aponta para uma explosão que terá afectado o avião em pleno voo.
A confirmar-se esta hipótese, uma desintegração a uma altura aproximada de dez mil metros pode ter sido causada por um fenómeno meteorológico muito violento - perfeitamente possível nesta zona de convergência intertropical -, assim como por uma brusca despressurização ou por um atentado terrorista.
Os responsáveis do Gabinete de Investigação e Análise, que conduzem a investigação, não dão prioridade, no entanto, a nenhuma das hipóteses.As espécies galha-branca oceânico e tubarão azul são as mais frequentes naquela área e investigam qualquer movimento abrupto, bem como alterações da composição da água, como é o caso de combustíveis. Recorde-se que na quarta-feira a Força Aérea Brasileira localizou uma mancha de óleo de cerca de 20 KM entre outros destroços metálicos.
«O galha-branca oceânico é reconhecido pela literatura científica como o primeiro a chegar em naufrágios ou acidentes marítimos. Ele é especialista em naufrágio e esse perfil foi identificado desde a II Guerra Mundial», explica ao «O Globo» o director do Instituto Ecológico do Rio de Janeiro, Marcelo Szpilman, que é também especialista em peixes marinhos e tubarões.
Tubarões com sensores para naufrágios
O impacto do avião na água é suficiente para atrair tubarões. AF447: impacto na água terá sido em queda livre
«Os tubarões possuem vários sensores e apercebem-se da movimentação das ondas do mar a quilómetros do local do acidente. Além da movimentação, eles percebem qualquer alteração na composição da água, seja por pequenos dejectos humanos ou por combustível», acrescenta o especilista.
Marcelo Szpilman acredita que os tubarões investiguem a área uma vez que existe «muito material orgânico», além das alterações na movimentação e composição da água.
O tubarão-azul vive por hábito em cardumes e pode atingir os quatro metros de comprimento. Já o gralha-branca pode chegar aos dois metros e, embora viva de forma mais isolada, movimenta-se em cardumes aquando da possiblidade de alimentação.
O director do Instituto Ecológico do Rio de Janeiro informou ainda ao «O Globo» que estas duas espécias «não têm o hábito de atacar seres humanos».
A revista «Aviation Herald», especializada em acidentes aéreos, refere que o avião iniciou uma descida de altitude em queda livre. De acordo com o mesmo órgão de informação, a primeira mensagem, que alertava para o facto do aparelho estar em voo vertical, foi recebida já com o piloto automático desligado. Ao fim de quatro minutos de contactos a partir do avião supõe-se que o aparelho tenha chocado com o oceano.
Entretanto, a agência Reuters revelou que o ministro da defesa brasileiro, Nelson Jobim, afirmou que a presença de óleo no oceano sugere que não houve qualquer explosão no ar. O mesmo responsável declarou ainda que já foram encontradas partes internas do avião, mas nenhum corpo foi ainda localizado. «Não há mais dúvida da situação de queda neste local», disse Jobi.
No dia 4 de Junho de 1950 nasce Jorge Palma.En présence du cardinal André Vingt-Trois archevêque de Paris et président de la Conférence des Evêques de France, du Grand Rabbin Haïm Korsia, aumônier Israélite de l’air, de M. Mohammed Moussaoui, président du Conseil Français du Culte Musulman, du Métropolite Emmanuel, président de l’Assemblée des Evêques Orthodoxes de France et du Pasteur Claude Baty, Président de la Fédération Protestante de France.
En plus du Grand Rabbin Haïm Korsia, des aumôniers catholiques, protestants et musulmans de Roissy seront présents : le Père Francis Truptil, le Père Gérard Sqarcioni, le Père Baudouin Tournemire, le Pasteur Jean Pierre Dassonville et l’ Imam Hazem El-Shaffei.
Cette célébration a été préparée conjointement avec Air France. Elle sera un temps de recueillement et de prière pour les familles et les proches des victimes dans un esprit de rapprochement entre les hommes de tous pays et toutes religions. Des lectures seront donc faîtes en français, anglais et brésilien. La prière sera portée par des chants en français, latin et allemand de la Maîtrise de Notre-Dame de Paris et du Chœur d’Air France.
Au début de la célébration, Mgr Vingt-Trois va proposer aux membres des familles et proches d’apporter 228 bougies allumées devant l’autel. Elles symbolisent chacun et chacune des disparus.
Les familles seront invitées à emporter cette bougie à la fin de la célébration.
Musiques et Textes de la célébration :
Un Poème « Des pas sur le sable » d’Ademar de Barros, poète brésilien sera lu à la fin de la célébration.
(extraits)
Une nuit, j'ai fait un rêve,
Je cheminais sur la plage, côte à côte avec le Seigneur, laissant une double empreinte, la mienne et celle du Seigneur. L'idée me vint - c'était un songe - que chacun de mes pas représentait un jour de ma vie. (…) Je remarquai qu'en certains endroits, au lieu de deux empreintes, il y en avait qu'une. Alors, me tournant vers le Seigneur, J'osai lui faire des reproches : "Tu nous as pourtant promis d'être avec nous tous les jours ! Pourquoi n'as-tu pas tenu ta promesse ? Pourquoi m'avoir laissé seul au pire moment de ma vie ? Aux jours où j'avais le plus besoin de ta présence."
Mais le Seigneur m'a répondu :"Mon ami, les jours où tu ne vois qu'une trace de pas sur le sable, Ce sont les jours où moi, je t'ai porté ».
Paris, 02 juin 2009 - 21h25 heure localeDans le respect du deuil des familles et proches des victimes, la presse ne pourra pas assister à la cérémonie organisée demain à 16h à l'intérieur de la Cathédrale Notre Dame de Paris. Une diffusion sonore de la cérémonie sera organisée à l'extérieur sur le Parvis
O min. da Defesa do Brasil confirmou que a Força Aérea Brasileira encontrou destroços do Airbus 330 numa faixa de cerca de cinco quilómetros. Até agora, não foram encontrados sobreviventes. ACTUALIZAÇÃO 08:37
08:37 Estado-Maior das Forças Armadas francês disse hoje não ter dúvidas de que os destroços encontrados no Atlântico pertencem ao A330 da Air France, embora considere ainda necessária uma "confirmação formal".
Destroços estendem-se por 5 km e buscas prosseguem
O ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, confirmou ontem que os destroços encontrados por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) no Oceano Atlântico são mesmo do Airbus A330 da Air France que transportava 228 pessoas em direcção a Paris.
O avião deixou de ser detectado pelos radares cerca das 7:00h (hora portuguesa) de segunda-feira.
Segunda a edição online do jornal O Globo, os destroços, encontrados 650 km a nordeste da ilha brasileira de Fernando Noronha, e que se estendem por uma faixa de 5 km, vão ser recolhidos pelo navio Grajaú, da Marinha brasileira.
Nelson Jobim disse que será a França a investigar as causas do acidente, enquanto as operações de resgate e busca de corpos e destroços ficam a cargo do Brasil. O ministro falou com familiares das vítimas.
Hoje, a Air France vai divulgar a lista oficial de nomes dos passageiros do voo 447, mas não todos: algumas pessoas terão pedido para que os nomes dos seus familia mortos não fossem divulgados.
Três dias de luto nacional no Brasil
O Brasil decretou três dias de luto nacional em homenagem às 228 vítimas do acidente com o avião da Air France cujos destroços foram encontrados na terça-feira ao largo da costa brasileira. O anúncio foi feito pelo vice-presidente brasileiro, José Alencar, em substituição do chefe de Estado Lula da Silva, em visita oficial à Guatemala.
Meios envolvidos nas buscas
Na zona onde foram encontrados os destroços, há dois navios mercantes holandeses e um francês a ajudar nas buscas.
No dia 3 de Junho de 1925 nasceu Tony Curtis.Une cérémonie interreligieuse aura lieu le mercredi 3 juin à 16h00 en la cathédrale Notre-Dame de Paris pour les familles et les proches des victimes.
Avis aux rédactions : des informations pratiques seront communiquées ultérieurement sur l’organisation de la cérémonie interreligieuse.
Paris, 02 juin 2009 - 09h32 heure localeAide aux familles des victimes :
Arrivée à Rio de Janeiro d’une équipe d’Air France
Une équipe d’une vingtaine de volontaires d’Air France, ainsi que deux médecins et une infirmière, est arrivée ce mardi matin à Rio de Janeiro en provenance de Paris-CDG, par le vol AF 442.
Cette équipe est venue renforcer au Brésil les personnels d’Air France afin de soutenir et aider les familles et les proches des victimes.
Numéros de téléphone réservés aux familles et aux proches
0800 800 812 depuis la France,
0800 881 20 20 depuis le Brésil,
et + 33 1 57 02 10 55 depuis les autres pays.
NB : Nous demandons aux journalistes de ne pas appeler ces numéros réservés aux familles et aux proches.
Especialistas já começam a estudar as correntes marítimas que actuam na área provável da tragédia para estabelecer um rumo estimado dos destroços.
Os materiais avistados pela Força Aérea Brasileira (FAB), que podem ser os destroços do Airbus da Air France, devem ser recolhidos por navios mercantes que estão a trabalhar com a Marinha do Brasil, disse à Lusa fonte militar.
A fonte da Marinha disse que os três navios mercantes que se encontram na área ainda não avistaram nenhum vestígio dos destroços do avião, mas já estão a dirigir-se para o local exacto onde foram vistos materiais metálicos e não metálicos no mar.
Especialistas já começam a estudar as correntes marítimas que actuam na área provável da tragédia para estabelecer um rumo estimado dos destroços.
De acordo com a Aeronáutica, os pilotos da aeronave C-130 avistaram esta manhã um assento de avião no mar, pequenos pedaços brancos (não identificados), uma bóia laranja e um tambor, além de vestígios de querosene e óleo, a 650 quilómetros a Nordeste do arquipélago Fernando de Noronha.
Primeiro navio da Marinha do Brasil chega quarta-feira ao local
A recolha dos objectos será feita pelos navios mercantes porque os três navios da Marinha que foram deslocados para participar nas operações ainda não chegaram a Fernando de Noronha.
Helicópteros da FAB também não podem ser usados para recolher os materiais avistados, porque o local é muito longe da costa.
A primeira embarcação da Marinha do Brasil a chegar ao local será o navio-patrulha Grajaú, na quarta-feira, às 11:00 locais (15:00 de Lisboa).
Na quinta-feira, chegam a corveta Caboclo e a fragata Constituição. Esta tem um helicóptero apropriado para uso no mar e todos os navios têm dois mergulhadores cada.
Brasil envia mais dois navios
Além disso, a Marinha resolveu enviar mais dois navios para o local, face aos fortes indícios de que os materiais avistados são os destroços do avião desaparecido segunda-feira, com 228 pessoas a bordo, anunciou o director de Comunicação da instituição, Contra-Almirante Domingos Sávio.
Um deles é a fragata Bosisio e o outro é um navio-tanque, com capacidade para abastecer de combustível todos os outros navios, e devem chegar a Fernando de Noronha no sábado.
O ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, que estava na Namíbia em visita oficial e decidiu antecipar o regresso ao Brasil devido ao desaparecimento do A330 da Air France, já chegou a Recife, na região Nordeste, para acompanhar de perto as operações de busca.
Jobim deverá seguir ainda hoje para o Rio de Janeiro, onde irá encontrar-se com familiares das vítimas.