quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Obama eleito presidente dos EUA
Do Jornal de NotíciasO democrata Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos. A vitória foi anunciada pelas televisões norte-americanas às 4:00 horas de Portugal Continental. Barack Obama torna-se no primeiro presidente negro na história dos EUA.
Com a vitória de Barack Obama, cumpre-se o sonho de Martin Luther King e de todos os que lutaram pelos direitos civis nos Estados Unidos da América.
O senador do Ilinois chega aos 47 anos à chefia da maior economia do mundo, após uma campanha eleitoral onde era considerado o grande favorito para vencer nos Estados ganhos pelo democrata John Kerry em 2004.
A noite eleitoral começou com as primeiras projecções a darem a vitória ao candidato republicano, John McCain, no estado do Kentucky, que elege oito elementos para o Colégio Eleitoral, enquanto Barack Obama, o candidato democrata, vencia no Vermont, que elege três grandes eleitores. Mas a sorte republicana ficou-se por aí.
Daí em diante, os números da grande noite norte-americana passaram a pender rapidamente para o lado democrata. Às 4.20 horas, Obama já possuía uma vantagem de cerca de 2,6 milhões de votos expressos nas urnas e podia já contar com 297 grandes eleitores no Colégio Eleitoral, contra 139 do seu adversário.
Certa é também a maioria conquistada pelos democratas no Senado e no Congresso norte-americano.
Pouco depois de conhecidos os resultados no Ohio e na Pensilvânia, a euforia apoderou-se de milhares de apoiantes de Barack Obama, reunidos num parque em Chicago.
O número de apoiantes de Obama que se deslocou ao parque foi superior ao esperado, situação que obrigou as autoridades locais a desviarem a população para outros locais.
Estas foram as mais participadas eleições presidenciais de sempre, esperando-se que cerca de 130 milhões de norte-americanos tenham corrido às urnas.
O senador do Illinois toma posse a 20 de Janeiro como Presidente dos EUA, 145 anos depois de Abraham Lincoln abolir a escravatura.
Vitórias confirmadas por Estados:
OBAMA
Connecticut Delaware Illinois Iowa Maine Maryland Massachusetts Michigan Minnesota New Hampshire New Jersey New Iorque Novo México Pensilvânia Rhode Island Vermont Washington DC Wisconsin Ohio
MCCAIN
Alabama Arkansas Carolina do Sul Dakota do Norte Geórgia Kansas Kentucky Luisiana Oklahoma Mississípi Tennessee Texas Utah Virgínia Ocidental Wyoming
Art Garfunkel
No dia 5 de Novembro de 1941 nascia no Estados Unidos da América o compositor e cantor Art Garfunkel.Da Infopédia:
Músico norte-americano nascido em 1941, em Forest Hills, Nova Iorque. Possuindo trabalho a solo, como compositor e vocalista, a sua notoriedade é porém alcançada como elemento do duo Simon and Garfunkel, que obteve grande sucesso nos Estados Unidos e no estrangeiro a partir dos anos 60.
Art Garfunkel. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-04]
Simon and Garfunkel - Duo musical norte-americano, constituído por Paul Simon e Art Garfunkel, que conquistou multidões a partir da década de 60. Simon e Garfunkel juntaram-se pela primeira vez em 1957. O primeiro grande êxito foi obtido com o single "The Sounds of Silence" (também nome de um álbum) em 1965. Seguiram-se outros, como "Homeward Bound" (1966), "Scarborough Fair" (1968), "Mrs. Robinson" (1969), "Bridge Over Troubled Water", etc. O duo separou-se depois, voltando a unir-se em 1981, após onze anos de interregno, para um concerto em Nova Iorque. Depois do concerto, Simon e Garfunkel voltaram a apostar em carreiras individuais.
Simon and Garfunkel. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-04]
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Uma boa surpresa
Li hoje com muito agrado este "post" da minha amiga Reflexos no seu blogue Desvios.Então e não é que, por mera coincidência, me aconteceu hoje mais ou menos a mesma coisa? Recebi de um grande amigo um presente de aniversário já com algum atraso.
Foi muito bom, porque além de ser um DVD com uma ópera que eu já há muito tempo estou para comprar, foi completamente inesperado.
A ópera chama-se Marin Faliero e é de Donizetti.
Já agora, para fazer esta compra, o meu amigo recorreu à minha "Wish List" da Amazon. A "Wish List" é pública e contem todos os CD e DVD que são do meu agrado. Por isso, amigos, estejam à vontade para me presentear...
Claro que estou a brincar. O melhor presente que os meus amigos me podem dar e simplesmente existirem.
Aqui ficam uns vídeos com uns excertos desta ópera.
Pulverização com cheiro a alfazema (mosquito)
Começou ontem a pulverização dos aviões que partem da Madeira, para evitar a propagação do mosquito 'Aedes aegypti'.Lê-se na edição electrónica do Diário de Notícias da Madeira:
Após cerca de três anos consecutivos a tentar minimizar os efeitos do mosquito 'aedes aegypti' em terra, numa luta inglória com o insecto a levar a melhor, eis que agora a prevenção se faz no ar e no mar com a desinsectização (termo da Direcção-Geral de Saúde) dos aviões e dos navios. Objectivo: prevenir o risco de exportação do mosquito a partir desta Região.
O 'combate' à exportação do mosquito faz-se com o uso de um spray ('d-fenotrina') no cockpit e na cabina, pulverizado para o tecto e chão, após o encerramento das portas. Idêntico procedimento se repete no porão, imediatamente antes do seu encerramento, em todas as direcções.
Os passageiros até concordam com as medidas de prevenção, mas ao DIÁRIO revelaram desconhecimento. A escassas horas de embarcar, não foram informados dos novos procedimentos anti-mosquito.
A Direcção-Geral da Saúde definiu as medidas de prevenção e as entidades que tutelam o tráfego aéreo e marítimo retransmitiram-nas para os operadores no mesmo dia. Neste momento, companhias de aviação e operadores portuários dizem já estar a cumprir as normas emanadas da Direcção-Geral de Saúde.
Segunda-feira é dia de tráfego aéreo intenso no Aeroporto Internacional da Madeira. Mon Noi Chico Lopes, uma chinesa casada com um português, faz o 'check in' para o voo da TAP1626, 14h15, rumo a Lisboa, onde reside. Ter minaram as "boas" férias na Madeira e é a vez do regresso ao Continente. Abordada pelo DIÁRIO, confessa que não foi picada pelo mosquito, embora já dele tivesse ouvido falar em Lisboa. Não é um problema que a atemorize. Viveu em Moçambique e Macau e está habituada a lidar com tais insectos, normalmente com recurso a repelentes. O que não sabia era que iria viajar num voo cuja tripulação está obrigada a tomar medidas de desinsectização. A tripulação dos voos que saem da Região Autónoma da Madeira rumo ao espaço continental e Açores está obrigada a usar um spray ('d-fenotrina') na cabina e cockpit para evitar a migração do 'aedes aegypti'. Apesar de não ser formalmente informada da medida de prevenção, antes de entrar a bordo, Mon Noi Chico Lopes concorda "em nome da segurança pública." Outros passageiros que pretendiam viajar até Lisboa, levavam uma impressão muito positiva da Madeira. Não chegaram a ser picados pelo mosquito e apontam como factor principal de surpresa, pela negativa, o mau tempo que se fez sentir numa terra que 'vende' o sol o ano inteiro. De uma forma geral, aprovam as medidas de prevenção, desde que o químico usado não tenha efeitos na saúde pública, como sublinha o belga Decelinynck Philip, funcionário da comissão europeia, que veio de férias à Madeira.
Duarte Ferreira, presidente da comissão directiva dos Aeroportos da Madeira, remete para o site na Net da Direcção-Geral de Saúde, onde se explicam os procedimentos de prevenção das aeronaves. Por razões óbvias, não foi dada autorização ao DIÁRIO para registar esse momento de prevenção. Mas as companhias que operam da RAM para o espaço nacional e Açores (TAP, EasyJet, SATA e Portway) já foram informadas das novas medidas, que se aplicam apenas à saída dos voos. Ao mesmo procedimento estão obrigadas as companhias que partam de zonas endémicas com fenómenos de dengue, como é o caso do Brasil, Venezuela e outros.
O insecticida usado também não cria transtornos aos passageiros, assegura Duarte Ferreira, ficando apenas no ar um odor a alfazema que ninguém leva a mal.
O spray usado a bordo das aeronaves faz parte da 'd-fenotrina' e é utilizado na concentração de 0.3% e na proporção de 100ml de produto por 250m3 de área a tratar. Após a pulverização, fica o cheiro a alfazema.
Navios sem água doce
A Direcção-Geral da Saúde definiu também medidas para evitar a exportação do 'aedes aegypti' por via marítima. Tudo se resume a eliminar pequenas quantidades de água doce a bordo que poderão servir de 'viveiro' do mosquito. Ao contrário dos aviões, os passageiros não têm que inalar qualquer odor, resultante da pulverização anti-mosquito.
Os navios que saiam do porto do Funchal rumo ao espaço nacional estão obrigados a mudar os procedimentos. Não são grandes mudanças e, por isso, os operadores portuários, recentemente informados pela tutela, dizem já estar a cumprir as orientações de quem percebe de saúde pública.
De uma forma genérica, a DGS considera que a actuação em termos de embarcações deve visar a eliminação de todos os reservatórios com quantidades de água doce (vide destaque na página).
Conceição Estudante, que tutela também os Transportes, recebeu as orientações do Instituto Portuário e do Transporte Marítimo e disse ao DIÁRIO já ter dado conhecimento aos operadores portuários. Na manhã de ontem, o movimento portuário era grande. Navios de cruzeiro e o ferry 'Armas' povoavam o cada vez mais exíguo - para as solicitações - porto do Funchal. Os passageiros entravavam e saiam dos transatlânticos sem sequer saber que a Madeira procura combater o mosquito 'aedes aegypti'. Já o 'Volcan de Tijarafe', vindo de Portimão e a preparar a saída, mais tarde, para Canárias, merecia outros cuidados da Alfândega e de outras autoridades à civil. Da parte desta companhia, 'Naviera Armas', Manuel Vidal esclarece que o objectivo é "cumprir com todos os regulamentos definidos pelas autoridades portuguesas".
O presidente do conselho de administração da 'Porto Santo Line' e da 'Empresa de Navegação Madeirense' também já foi formalmente informado das medidas de precaução ditadas pela Saúde e já está a actuar nesse sentido, isto é, a eliminar pequenas reservas de água doce que possam alimentar as larvas. Uma situação que exige mais atenção ao nível dos navios de carga e não tanto com o 'Lobo Marinho', ressalva Luís Miguel de Sousa. Quando interrogado sobre o facto de a pulverização com spray no interior dos navios não estar prevista, também como forma de controlo dos passageiros, Luís Miguel de Sousa comenta: "A nós, operadores, não nos compete avaliar da eficácia e abrangência das medidas, mas aplicá-las porque foram tomadas por entidades competentes na matéria. É preciso, no entanto, salvaguardar que não se está perante um problema endémico, mas apenas de medidas de precaução".
O director-geral de Saúde, Francisco George, lembra que "as medidas de prevenção foram definidas por grandes especialistas na matéria" e considerou-se que "em termos de navios, havia que eliminar as reservas de água doce, favoráveis ao desenvolvimentos dos ovos." De resto, lembrou, as aeronaves têm um trajecto normalmente mais curto do que as embarcações, não se justificando a pulverização com spray nos barcos.
Regras portuárias
Adopção de medidas que impeçam a acumulação de pequenas quantidades de água doce (por exemplo bidões, latas e garrafas, pratos e vasos de plantas, poças de água, baldes, etc.) com o objectivo de eliminar os criadouros de larvas a bordo dos navios.
A implementação destas medidas será assegurada através do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.
A definição de uma estratégia de avaliação do cumprimento das medidas preconizadas será feita na Região Autónoma da Madeira, entre as autoridades de saúde e as autoridades portuárias.
In Diário de Notícias da Madeira
Notícia em Destaque: Obama vence para já nas duas primeiras urnas (Vote virtualemente aqui no Outras Escritas)
Lê-se na Agência Financeira esta curiosa notícia:Estas duas localidades mantêm a tradição, desde 1948, de serem as primeiras a abrir no dia da eleição, precisamente à meia-noite local, 05h00 de Lisboa.
Todos os inscritos votam, o que permite abrir imediatamente as urnas para contar os votos, diz a «Lusa».
Em Dixville Notch, o senador democrata Barack Obama venceu o seu rival republicano, John McCain, por 15 votos contra seis. Um grande alarido sublinhou o anúncio do resultado, uma vez que é a primeira vez desde 1968 que ali ganha um democrata.
Em Hart's Location registaram-se 17 votos para Obama contra 10 para McCain.
Recorde-se que as primeiras assembleias de voto abriram hoje às 05h00 (10h00 em Lisboa) para as eleições presidenciais norte-americanas.
Os norte-americanos votam esta terça-feira para escolher o 44º Presidente dos Estados Unidos, renovar um terço do Senado e a totalidade da Câmara dos Representantes.
A maioria das assembleias de voto da costa leste deverá abrir entre as 10h00 e as 12h00 (TMG e Lisboa).
O resto do país deverá começar a votar entre as 13h00 e as 15h00 (TMG e Lisboa), o Alasca às 16h00 e o Havai às 17h00.
Os primeiros resultados poderão ser anunciados cerca das 23h00 TMG (mesma hora em Lisboa) pelos grandes canais de televisão norte-americanos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O Ervedal na televisão
Nem de propósito. Depois de ter publicado o "post" anterior, recebi um telefonema de um familiar que me alertava par ao facto do Ervedal, terra de meus pais na qual vivi até aos 18 anos, ser tema de reportagem do programa Portugal em Directo da RTP1.O tema do programa não foi a vila em si, mas sim uma exposição fotográfica que está patente na Fundação Paes Teles e que retrata os usos e costume das suas gentes entre os anos de 1900 e 1970. Chama-se Património Imaterial de Ervedal.
Gostei de ver... e fiquei com mais saudades ainda.
Já agora, os interessados podem visitar o "site" da Fundação Paes Teles aqui e o da Junta de Freguesia do Ervedal aqui.
Um passeio às Azenhas - Alentejo
O passeio começa pelas 7.30 da manhã.
Nas minha férias de Setembro, acompanhei-as várias vezes.
Deixo aqui umas fotografias de um desses passeios. Digam lá que não vale a pena levantar cedo durante as férias!
Que saudades...
















Notícia em Destaque - A economia portuguesa já está em recessão
Lê no SOL:No boletim das previsões económicas de Outono, Bruxelas refere que o Produto Interno Bruto (PIB) vai sofrer uma contracção no terceiro e quarto trimestres de 2008, recuando 0,3% e 0,1%, respectivamente, face aos trimestres imediatamente anteriores (conceito de recessão técnica).
A crise financeira chegou em força a Portugal: a economia deverá estagnar no próximo ano, o consumo privado também porque as pessoas estão mais contidas nos gastos, o desemprego vai subir e não haverá criação de emprego em 2009 porque as empresas não irão contratar como se dizia, o investimento em construção e em equipamentos irá cair devido ao custo muito elevado do crédito e às perpectivas de quebra da procura externa, o andamento dos salários reais (ou seja o valor dos aumentos descontando a inflação) deverão estagnar entre 2008 e 2010, inclusive. Resultado: a riqueza ‘per capita’ em Portugal, que está em divergência da média europeia há cerca de oito anos consecutivos, fazendo do país o mais pobre da zona euro, irá sofrer uma nova contracção em 2009. Basicamente, os portugueses vão ficar mais pobres em termos absolutos e em comparação com os padrões dos parceiros europeus.
As projecções da Comissão contrariam o aparente optimismo subjacente aos números do Governo, divulgados com o Orçamento do Estado para 2009. O cenário do Governo aponta para um crescimento de 0,8% este ano e 0,6% no próximo; Bruxelas diz 0,5% e 0,1%. No investimento, variável determinante para o emprego e para se garantir uma maior folga salarial dos empregados, o contraste é ainda maior: Lisboa acredita numa expansão de 1,7% (2008) e 1,5% (2009); Bruxelas refere que estagna este ano (0,1%) e que afunda 2,7% no próximo. No mercado de trabalho é tudo pior do que disse o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos: a criação de emprego avança 0,8% este ano, mas irá estagnar completamente em 2009. O Governo espera um avanço de 0,4%. Quanto ao desemprego, o cenário de Bruxelas aponta para uma subida da taxa (em percentagem da população activa) de 7,7% (2008) para 7,9% (em 2008). O Executivo de José Sócretes disse, há menos de um mês, que o nível desemprego deveria ficar em 7,6% nos dois anos em análise.
De acordo com o mesmo documento, há mais países que acompanham Portugal na recessão, todos eles na lista dos maiores parceiros comerciais da economia doméstica: Espanha, Alemanha, Itália, França, só para citar os mais importantes.
O esforço de redução do défice, que tantos «sacrifícios» tem imposto aos portugueses, como já referiu Teixeira dos Santos, irá cair por terra em 2010, ano em que Portugal voltará a violar as regras do Pacto de Estabilidade, com um défice de 3,3% do PIB depois de 2,8% em 2009.
In SOL
Getúlio Vargas
No dia 3 de Novembro de 1930, Getúlio Vargas torna-se chefe do governo provisório do Brasil.Da Infopédia:
Político brasileiro nascido em 1883, no Rio Grande do Sul, e falecido em 1954. Formou-se em Direito e tornou-se presidente do seu estado em 1928. Chefe do governo provisório do Brasil em 1930, após um golpe militar, tornou-se presidente constitucional a partir de 1934. Os conflitos entre os poderes legislativo e executivo levaram-no a fazer um golpe de Estado em 1937, o qual aboliu os partidos e criou o Estado Novo . Após a participação do país na Segunda Guerra Mundial, foi forçado a renunciar, em 1945. Foi reeleito em 1950. Perante uma forte pressão para que renunciasse, acabou por se suicidar em 1954.
Getúlio Vargas. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-02]
domingo, 2 de novembro de 2008
Outros Blogues (XVI) - Folhas Pautadas
O Folhas Pautadas é um blogue recente, onde os autores se propõem falar de Música Erudita.O Folhas Pautadas funciona como uma sociedade na qual cada membro partilha através dos seus "posts", os seus gostos e preferências, as suas opiniões e críticas. Um ponto de encontro de músicos e amantes da música erudita.
Para além disso, são divulgados concertos e outras actividades.
O Folhas Pautadas é um blogue recomendado pelo Outras Escritas, com o qual colaboro, com muito gosto...
A ida "à neve"...
Um amigo desafiou-me para beber uma poncha no Poiso ontem à noite.
Quando chegámos não havia neve nenhuma, mas assim que estacionei o carro começou a cair granizo e tudo se cobriu de branco por algum tempo.
Estavam 5 graus e a poncha seguida de um "café de cevada" souberam a ouro.
Aqui ficam algumas fotografias tiradas com telemóvel (à noite).

Notícia em Destaque - Automóveis a diesel vencem híbridos
Ora aí está uma notícia que me surpreendeu (mais informações aqui e aqui).Lê-se na edição on-line do Expresso:
É uma autêntica surpresa, mas os números não enganam: em termos globais, os carros a diesel consomem menos energia e têm menos emissões de dióxido de carbono (CO2) que os híbridos (gasolina/motor eléctrico). E os híbridos estão apenas ligeiramente abaixo dos carros a gasolina nos dois indicadores. A conclusão consta de um estudo do Departamento de Transportes, Energia e Ambiente do Instituto Superior Técnico (IST) sobre a avaliação energética e ambiental de veículos ligeiros em ciclo de vida total. Este ciclo inclui o fabrico, desmantelamento e reciclagem do automóvel; o consumo de energia na produção e distribuição do combustível desde o poço de petróleo até ao depósito; e o consumo de energia entre o depósito do automóvel, o motor e as rodas. Tiago Farias, coordenador deste departamento único no país, que investiga em simultâneo a energia e o ambiente nos transportes portugueses, desmistifica de certo modo as conclusões inéditas do estudo: "O conceito de híbrido é excelente, porque a alteração do fluxo energético é a primeira revolução no automóvel em 100 anos, mas temos de reconhecer que o resultado prático actual não é brilhante".
A bateria que alimenta o motor eléctrico do híbrido é carregada quase sempre quando este circula no modo a gasolina. A excepção dá-se quando o sistema de recuperação de energia das travagens funciona, "mas a sua contribuição é muito modesta".
Em todo o caso, "o híbrido é um grande passo, é uma etapa de transição necessária para chegarmos ao carro eléctrico, ao chamado "plug-in"" (com tomada eléctrica para carregamento da bateria). Tiago Farias sublinha também que "a tecnologia híbrida está ainda numa fase de demonstração e só deixará esta fase quando o consumidor entrar num concessionário e puder escolher, em qualquer marca e modelo de automóvel comum, entre as opções gasolina, diesel ou híbrido, tal como hoje já acontece na Suécia com os carros a etanol".
A verdade é que, na cabeça da maioria dos automobilistas portugueses, havia a ideia de que os híbridos seriam a alternativa mais limpa e menos 'energívora' num planeta a braços com o aquecimento global e o desafio energético. Mas a realidade parece mais complexa.
Francisco Ferreira tem dúvidas em relação às conclusões do estudo do IST, argumentando que "as estimativas mais conhecidas quanto ao consumo de combustível dizem que os híbridos têm uma vantagem de 20% em relação aos carros a gasolina e andam a par nos carros a diesel". Em todo o caso, o dirigente da Quercus salienta que os números do IST "reforçam uma ideia consensual: os híbridos a diesel vão ter uma clara vantagem em relação aos modelos convencionais, quando forem lançados no mercado em 2010".
O líder ambientalista reconhece que "nos últimos anos todos os modelos convencionais têm reduzido as emissões de CO2 e mesmo o consumo de combustível". Mas recorda que as contas feitas pela Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E) sobre o ciclo de vida dos automóveis híbridos concluem que, "ao fim de três anos de utilização, a uma média de 15 mil km percorridos por ano, o volume de emissões evitadas equivale a 40 mil km, comparando com um modelo convencional".
O estudo do IST analisou seis ciclos de velocidade mas destacou nas suas conclusões o ciclo Cascais-Lisboa. Ao todo, foram comparados os ciclos de vida total de automóveis de passageiros convencionais a diesel e a gasolina com híbridos, eléctricos e a hidrogénio, e ainda com automóveis convencionais flexifuel (a gasolina e etanol, ou a gasóleo e biodiesel). No conjunto, são 32 situações diferentes, que abrangem até carros que não estão à venda no mercado português (os que usam etanol) e outros que, mesmo no mercado mundial, só existem em pequenas séries (os eléctricos) ou em protótipo (os que consomem hidrogénio). Escolhemos as seis situações mais importantes, onde o vencedor no consumo de energia e nas emissões de CO2 é, sem dúvida, o carro eléctrico.
Nos carros do futuro, a alternativa a hidrogénio tem duas situações com um impacto muito diferente: o hidrogénio produzido através do gás natural, mais amigo do ambiente, e o obtido por electrólise (decomposição da água), que é, para já, um verdadeiro desastre ambiental.
In Expresso
Burt Lancaster
No dia 2 de Novembro de 1913 nascia o actor norte-americano Burt Lancaster.Da Infopédia:
Actor norte-americano, de nome verdadeiro Burton Stephen Lancaster, nascido em 2 de Novembro de 1913, em Nova Iorque, e falecido em 20 de Outubro de 1994, na cidade californiana de Century City . Tornou-se conhecido por ter criado, na tela, uma imagem fisicamente forte e dura bem como um carácter sensível. Ainda jovem, evidenciou-se como basquetebolista amador, mas, aos 17 anos, fugiu de casa para se juntar a uma troupe de circo onde actuou como trapezista. Depois dum acidente, alistou-se no serviço militar, tendo também actuado como animador de espectáculos para as tropas. Finda a II Guerra Mundial, decidiu frequentar aulas de interpretação, tendo chegado à Broadway em 1946, obtendo um importante papel na peça A Sound of Hunting . Impressionados pela naturalidade com que actuava nos palcos, os produtores da Paramount propuseram-lhe um contrato cinematográfico. Iniciou o seu percurso com The Killers (Assassinos, 1946), ao lado de Ava Gardner, que se tornaria um clássico do filme negro. A sua estreia não poderia ter sido melhor, visto o filme ter tido uma boa carreira comercial. Após uma série de sucessos, Lancaster decidiu fundar a sua própria produtora, a Hecht-Lancaster, e apostar no filão do filme de aventuras. Dos inúmeros títulos que produziu e protagonizou, destacam-se The Flame and the Arrow (O Facho e a Flecha, 1950) e The Crimson Pirate (O Pirata Vermelho, 1951). A sua confirmação como excelente actor dramático só aconteceria em 1953 quando foi nomeado para o Óscar de Melhor Actor pela sua prestação em From Here to Eternity (Até À Eternidade, 1953), onde encabeçou, ao lado de Deborah Kerr, um dos pares românticos mais emblemáticos da História do cinema. Seguiram-se dois westerns realizados por Robert Aldrich: Apache (O Último Apache, 1954) e Vera Cruz (1954). A sua primeira incursão como realizador mereceu os pareceres negativos tanto da crítica especializada como do público: The Kentuckian (Homem Até ao Fim, 1955) seria prejudicado pela má qualidade do argumento. Lancaster não esmoreceria, protagonizando sucessos como Gunfight at OK Corral (Duelo de Fogo, 1957) e Sweet Smell of Success (1957), onde personificou um implacável jornalista, naquela que muitos críticos consideraram a melhor interpretação da sua carreira. O Óscar de Melhor Actor não demoraria: Elmer Gantry (O Falso Profeta, 1960) mostrou ao mundo um Lancaster em excelente forma na pele dum vendedor com o dom da palavra que se torna evangelista. Em 1962, venceu o prémio para melhor actor no Festival de Veneza pela sua personagem de Robert Stroud, um criminoso que se dedica à ornitologia em The Birdman of Alcatraz (O Homem de Alcatraz, 1962). No auge da sua carreira, será um realizador europeu a entregar-lhe um dos maiores papéis de sempre, o de Príncipe Fabrizio Salina em Il Gattopardo (O Leopardo, 1963) de Luchino Visconti, a partir do romance de Lampedusa. Ainda nessa década, protagonizará o western The Professionals (Os Profissionais, 1966), Castle Keep (O Castelo dos Maiorais, 1969) e Airport (Aeroporto, 1970). À medida que envelhece, será na Europa que solidificará todo o seu talento. Participou no épico 1900 (1976) de Bernardo Bertolucci e maravilhou os admiradores com o seu retrato de Lou, um velho gangster em Atlantic City (1980) de Louis Malle, papel que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor. Daí para a frente, limitou-se a passear o seu talento em produções televisivas, rareando as suas aparições cinematográficas. As excepções foram Tough Guys (Os Duros, 1986), ao lado de Kirk Douglas, e um comovente papel secundário em Field of Dreams (Campo de Sonhos, 1989). O seu último trabalho foi como advogado no telefilme Separate But Equal (1991), baseado em factos verídicos.
Burt Lancaster. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-02]
sábado, 1 de novembro de 2008
Um almoço Outonal..
Almocei hoje com uns amigos que não via há algum tempo.Antes do almoço apanhei chuva, a temperatura também está mais baixa e fiquei com um espírito outonal. Outonal no bom sentido, entenda-se.
Seguiu-se o almoço junto ao mar, com sol, chuva, calor e frio.
A conversa foi excelente e o ambiente muito bom.
Estamos definitivamente no outono...
Vou terminar o dia com uma ida às montanhas, ou à serra como se diz por aqui.
Notícia em Destaque - Morreu humorista e comediante Badaró
Destaco hoje esta triste notícia. Morre um grande comediante de quem, por mero acaso, falei ontem no café com duas amigas.Lê-se na edição on-line do Jornal de Notícias:
O humorista e comediante Badaró morreu este sábado aos 75 anos vítima de cancro, informou o filho.
Badaró, que estava internado no Instituto Português de Oncologia (IPO), faleceu durante a madrugada, e as cerimónias fúnebres realizam-se domingo, em Paço de Arcos.
As 10:30 realiza-se uma missa de corpo presente na Igreja de Paço d'Arcos e o corpo segue depois para a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, cumprindo o desejo do artista de que o seu corpo fosse entregue à ciência, disse Ruben Badaró.
Ao Lado da Música (XVI) - La Traviata
Estreada em Veneza em 1853, La Traviata é uma das óperas mais importantes de Verdi e uma das mais apresentadas nos palcos operáticos.
A acção decorre em Paris no século XVIII e tem como protagonista principal Violeta Valery uma cortesã famosa que acaba por se apaixonar por Alfredo Germont.
A ópera inicia-se numa noite de festa na casa de Violetta Valéry. Violetta, prometida ao Barão Douphol, é apresentada por seu amigo Gastone de Letorières a Alfredo Germont. Gastone conta que ele já conhecia Violetta há algum tempo e a amava em segredo. Alfredo, então, ergue um brinde a Violetta e faz-lhe uma declaração de amor.
Violetta responde a Alfredo que, sendo uma mulher mundana, não sabe amar e que só lhe poderia oferecer a amizade, devendo Alfredo procurar outra mulher. Mas ainda assim, entrega-lhe uma camélia e pede-lhe que volte no dia seguinte. Após o fim da festa, Violetta permanece só e começa a dar-se conta do quão profundamente lhe tocaram as palavras de Alfredo, um amor que ela jamais conheceu anteriormente.
Violetta e Alfredo iniciam um relacionamento amoroso e vão morar numa casa de campo, nos arredores de Paris. Aninna, a criada de Violetta, conta a Alfredo que Violetta tem ido constantemente a Paris vender seus bens, para custear as despesas da casa de campo.
Giorgio Germont, pai de Alfredo, visita Violetta e suplica-lhe que o abandone para sempre. Conta-lhe sobre a sua família e especialmente a sua filha, na Provença, e acredita que ver Alfredo envolvido com uma mulher mundana destruiria sua reputação.
Contrariada, Violetta cede aà súplicas de Giorgio e parte para uma festa na casa de sua amiga Flora Bervoix deixando uma carta a Alfredo. Alfredo lê a carta. Desconfiado de que Violetta possa tê-lo traído, segue-a até à casa de Flora, para se vingar.
A festa tem início com um grupo de mascarados que proporcionam um divertimento aos convidados. Violetta chega à festa acompanhada do Barão Douphol e Alfredo surge logo em seguida. Alfredo começa a jogar com o Barão e ganha. No momento em que o jantar é servido, Violetta e Alfredo permanecem a sós no salão e Alfredo força-a a confessar a verdade. Violetta, mentindo, diz amar o barão. Furioso, Alfredo convoca todos para o salão, atira à cara de Violetta todo o dinheiro conseguido no jogo e desafia Douphol para um duelo. Violetta desmaia, Alfredo é reprimido por todos e a festa termina.
Violetta está doente e empobrecida, depois de se desfazer de todos os bens. Tomada pela tuberculose, recebe cartas de vários amigos e uma, em especial, chama-lhe a atenção. É de Giorgio Germont, arrependido por te-la colocado contra Alfredo.
Giorgio e Alfredo visitam Violetta, e todos se reconciliam. Violetta e Alfredo começam a fazer planos para a sua vida em conjunto, depois de Violetta se recuperar. Entretanto, Violetta está muito debilitada fisicamente. Entrega a Alfredo um retrato seu e avisa-o para que o entregue à próxima mulher por quem ele se apaixonar. Violetta sente os espasmos da dor cessarem, mas em seguida morre.
Sugestões em CD e DVD
Lançado pela Decca em 1991 e já com reedições posteriores, esta é uma Traviata de referência por conter no elenco dois dos seus melhores interpretes: Joan Sutherland e Luciano Pavarotti.
Como curiosidade, Joan Sutherland actuou uma única vez (três récitas) em Portugal, precisamente em La Traviata. Ainda mais curiosas são as datas destas récitas, 18, 21 e 24 de Abril de 1974, ou seja, La Stupenda, como lhe chamam os seu admiradores, actuou em Lisboa na noite da revolução. Acompanhou Sutherland o tenor espanhol Alfredo Kraus que se apresentava regularmente no S. Carlos. Aliás, existe ainda mais um facto curioso relacionado com a Traviata. A única vez que Maria Callas se apresentou em Portugal, foi também nesta ópera em 1959 e também ao lado de Alfredo Kraus.
Para além de Sutherland e Pavarotti, fazem parte do elenco, entre outros:
Matteo Manuguerra - Georgio Germont
Della Jones - Flora
Marjon Lambriks - Annina
O Coro da Ópera de Londres e a National Philharmonic Orchestra são dirigidos pelo Maestro Richard Bonynge.
Lançado pela NVC Arts em 2000, este DVD foi captado numa récita de La Traviata ocorrida no Teatro La Fenice (Veneza) em Dezembro de 1992.
Fazem parte do elenco entre outros:
Edita Gruberová - Violetta Valéry
Neil Shicoff - Alfredo Germont
Giorgio Zancanaro - Giorgio Germont
Mariana Pentcheva - Flora
Antonella Trevisan - Annina
O coro e a orquestra do La Fenice são dirigidos pelo maestro Carlo Rizzi.
Destaca-se a interpretação de Edita Gruberová como Violetta, que imprime à personagem toda a sensualidade e debilidade que lhe são inerentes. O Alfredo de Neil Shicoff não é da mesma qualidade, mas pode considerar-se aceitável. Destaque também para Giorgio Zancanaro que interpreta solidamente a personagem de Giorgio Germont.
Publicado no Ao Lado da Música a 22/04/2008Terramoto de Lisboa (1755)
No dia 1 de Novembro do ano de 1755, a cidade de Lisboa foi abalada pelo maior terramoto de que há memória.Da Infopédia:
Na manhã de 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, ocorreu um violento terramoto em Lisboa, Setúbal e no Algarve. Na capital, onde se fez sentir mais intensamente - estudos posteriores levaram os geólogos a concluir que teria atingido uma intensidade de cerca de 9 graus na escala de Richter - foi acompanhado por um maremoto que varreu o Terreiro do Paço e por um gigantesco incêndio que, durante 6 dias, completou o cenário de destruição de toda a Baixa de Lisboa. Este trágico acontecimento foi tema de uma vasta literatura, que se desenvolveu um pouco por toda a Europa e de que é exemplo o poema de Voltaire Le Désastre de Lisbonne (1756). Lisboa já havia sentido, recentemente, alguns terramotos, como o de 1724 e o de 1750, este último precisamente no dia da morte de D. João V, mas ambos de consequências menores. Em 1755, ruíram importantes edifícios, como o Teatro da Ópera, o palácio do duque de Cadaval, o palácio real e o Arquivo da Torre do Tombo cujos documentos foram salvos, o mesmo não acontecendo com as bibliotecas dos Dominicanos e dos Franciscanos. Ao todo, terão sido destruídos cerca de 10 000 edifícios e terão morrido entre 12 000 a 15 000 pessoas. Foi neste contexto de tragédia e confusão que Sebastião José de Carvalho e Melo, então secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, revelou as suas grandes capacidades de chefia e organização ao encarregar-se da restituição da ordem; enquanto as pessoas influentes e a própria família real se afastavam de Lisboa, Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) passou à prática a política de enterrar os mortos e cuidar dos vivos. Impediu a fuga da população ao providenciar socorros e ao distribuir alimentos. Puniu severamente os que se dedicavam ao roubo de habitações e de imediato começou a pensar na reconstrução de Lisboa. Neste mesmo ano, Manuel da Maia, engenheiro-mor do reino, já se encontrava a estudar o problema da reconstrução e levantava a questão de construir uma nova cidade sobre os escombros da antiga ou construir uma nova cidade em Belém, zona menos sujeita a abalos sísmicos. Escolhida a primeira das soluções, foi adoptado um modelo em que eram proibidas as obras de iniciativa particular; os proprietários dos terrenos foram obrigados a reconstruir segundo o plano geral num espaço de 5 anos, sob pena de serem obrigados a vender os terrenos. De um total de 6 plantas traçadas pelos colaboradores de Manuel da Maia, a escolhida foi a de Eugénio dos Santos, arquitecto do Senado da cidade, que chefiou os trabalhos até 1760, altura em que faleceu e foi substituído por Carlos Mardel, arquitecto húngaro imigrado em Portugal. À cidade medieval de ruas estreitas deu lugar um traçado racional de linhas rectilíneas em que os prédios têm todos a mesma altura. De toda a cidade pombalina, assim designada por ter resultado da iniciativa do marquês de Pombal, destaca-se a praça do Comércio, majestosa "sala de entrada" na cidade, com a estátua equestre de D. José I, monarca da altura, da autoria do escultor Machado de Castro.
Terramoto de 1755 e Reconstrução Pombalina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-01]



