sábado, 25 de outubro de 2008

Amadeo de Sousa-Cardoso

No dia 25 de Outubro de 1918, falecia em Espinho o pintor português Amadeo de Souza-Cardoso.

Da Infopédia:
Considerado o pintor mais representativo do modernismo português do princípio do século XX, Amadeo de Souza-Cardoso nasceu a 24 de Novembro de 1887, em Amarante, e faleceu a 25 de Outubro de 1918, em Espinho, vítima da febre pneumónica. Em 1905 matriculou-se em Arquitectura, em Lisboa, mas, ao partir para Paris, no ano seguinte, prevaleceu a vocação da pintura. Realizou a primeira exposição no seu atelier parisiense, juntamente com o pintor italiano Modigliani, de quem se tornara amigo. Também estabeleceu laços de amizade com Robert Delaunay, Juan Gris e Max Jacob, entre outros. Expõe depois em Berlim, publica o álbum XX Dessins, ilustra o manuscrito de La légende, de Flaubert, e em 1913 é seleccionado para participar na exposição que levaria a conhecer o modernismo europeu aos Estados Unidos - o Armory Show. Amadeo incorpora na sua pintura elementos das novas tendências da arte - o expressionismo, o cubismo, o futurismo, o abstraccionismo -, assim como elementos da arte africana, da tapeçaria oriental, da iluminura, da ilustração. Da abstracção do cubismo passa para o expressionismo alemão em Máscara de Olho Verde (1914). Durante a Primeira Grande Guerra refugiou-se em Amarante. A presença de Sonia e Robert Delaunay, em Vila do Conde, a contemporaneidade do movimento do Orpheu e do Futurismo, de artistas como Eduardo Viana, José de Almada-Negreiros e Santa-Rita Pintor, criaram um momento especial na pintura portuguesa desses anos conturbados. Em o Cristo Vermelho, de 1918, e nos últimos quadros, sintetiza as várias estéticas que abordara, integrando elementos picturais da imagística popular.

Amadeo de Souza-Cardoso. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-10-25]

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Eu vou ... Concerto de Aniversário do Orfeão Madeirense - É hoje

O Orfeão Madeirense é o grupo coral mais antigo da Madeira e um dos mais antigos do país.

Anualmente, no mês de Outubro, o coro celebra o seu aniversário com um concerto.

Este ano o Concerto de Aniversário do Orfeão Madeirense realiza-se no dia 24 de Outubro pelas 21 horas no Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal e será dirigido pelo Maestro José Pereira Júnior.

O programa incluí temas clássicos e ligeiros, religiosos e profanos.

Alguns alunos de canto da Academia Orpheus farão interpretações a solo de árias de ópera, peças clássicas e ligeiras.

A não perder...

Rafal Olbinski - Posters for Performing Arts (IX)

Manon Lescaut - Puccini
Opera Pacific

Nova 'low cost' vai ligar Porto ao Funchal

Lê-se na edição electrónica do Diário de Notícias da Madeira:

A secretária regional do Turismo e Transportes da Madeira, Conceição Estudante, afirmou ontem que decorrem conversações com uma companhia aérea "low cost" para entrar na rota entre o Funchal e o Porto, tal como o DIÁRIO anunciou recentemente.

"Há coisas que estão a ser desencadeadas, temos uma nova proposta para ligações entre o Porto e a Madeira, vamos ver. Não gosto de antecipar até as coisas estarem acertadas, mas em princípio, se tudo correr de feição, tudo deverá ficar concluído até final deste ano", disse Conceição Estudante. A secretária regional, que falava à saída da reunião do Conselho de Governo, pronunciou-se sobre as taxas de combustível praticadas pela TAP e pela SATA e, que ontem mereceram um voto de protesto aprovado por unanimidade na Assembleia Regional, que argumentou que ambas as companhias não fizeram descer essas taxas com a descida dos preços dos combustíveis.

In Diário de Notícias da Madeira

Notícia em Destaque - A eterna rivalidade entre «mouros» e «tripeiros»

Lê-se no IOL Portugal Diário:

«Porto versus Lisboa» tem humor e desdém. Dois jornalistas defendem as maravilhas das suas cidades

A eterna rivalidade entre «mouros» e «tripeiros» passou para as páginas de um livro pela mão de dois jornalistas que defendem no papel as maravilhas das suas cidades e aproveitam para desdenhar os símbolos da cidade rival, escreve a Lusa.

Não é um assunto novo e reza a história que já no século XIX o «ódio» existia. Pelo menos assim escreveu Eça de Queiroz: «Lisboa inveja ao Porto a sua riqueza, o seu comércio, as suas belas ruas novas, o conforto das suas casas, a solidez das suas fortunas, a seriedade do seu bem-estar. O Porto inveja a Lisboa a Corte, o Rei, as Câmaras, S. Carlos e o Martinho».

«O Fantas é o Fantas e está tudo dito»

Hoje, as invejas são outras. No livro «Porto versus Lisboa», António Costa Santos garante que os «mouros» não se importavam nada de ter um Parque da Cidade, «o símbolo acabado da qualidade de vida em ambiente urbano», uma Casa da Música, «um altar dedicado a todas as melomanias», ou um Fantas (festival de cinema dedicado ao fantástico): «O Fantas é o Fantas e está tudo dito».

Já António Eça de Queiroz admite que na Invicta dava jeito um Metro, «a sério, estão a ver? Com túneis debaixo da terra e não no meio de autocarros», um Oceanário, «o que o Porto não daria por um oceanário!», ou o Jardim Zoológico, porque não chega «uma cerca com bichos pálidos» nos jardins do Palácio de Cristal.

«Bebidas e Petiscos» e a «Grande Guerra» (Benfica/FC Porto)

Os autores do livro admitem as invejas, mas só nas últimas páginas. Até lá chegar, dissertam sobre o que de melhor tem a cidade onde nasceram e escolheram viver. A obra foi dividida em capítulos, onde não poderiam faltar os «Santos da Casa» (Santo António e São João), os «Rios do Peito» (Douro e Tejo), as «Bebidas e Petiscos» (pastéis de Belém, francesinhas, pipis, tripas, ginjinha e vinho do Porto), as «Naites» (Bairro Alto e Docas, Ribeira e Cais de Gaia), as «Guerras» (Do levantamento de 1828 ao Cerco do Porto e 1910-1974: a mesma luta) e a «Grande Guerra» (Benfica/FC Porto).

Para que a rivalidade não se tornasse demasiado séria foi dedicado um capítulo às anedotas. E já mesmo no fim do livro, os Antónios assumem que até nem detestam assim tanto a cidade rival.

«Gosto muito da granítica, sólida, reivindicativa capital do Norte», admite o «mouro». «Gosto imenso de Lisboa, e continuarei a gostar enquanto puder contar com o apoio da minha paquidérmica memória afectiva», assume por seu lado o «tripeiro».

«O Porto tem coisas maravilhosas, mas Lisboa é cidade», afirmou convicto à Lusa o lisboeta António Costa Santos.

Já o portuense António Eça de Queiroz admitiu que «não há uma guerra norte/sul, mas há razões de queixa do norte em relação ao sul, porque Lisboa é uma capital política». Lisboa «é maior» que o Porto, mas o futebol da Invicta «é obviamente melhor» que o da capital.

A concordância entre os dois não existe. Costa Santos afirma a pés juntos ter ganho a batalha, «divertida e com momentos épicos de picanço, elogios e muita aprendizagem». «Deu luta, embora eu saiba que tenha ganho», defendeu por seu lado Eça de Queiroz.

Bem escrito e com humor

Escolher estes dois «lutadores» não foi tarefa fácil para a editora Guerra e Paz, na qual surgiu a ideia de se publicar um livro partindo da «rivalidade antiga entre as duas cidades». «Queríamos quem tivesse conhecimento e escrevesse bem, com um toque de humor», disse Mário Sena Lopes, director editorial da Guerra e Paz.

«Porto versus Lisboa» já está nas livrarias e terá duas apresentações oficiais que contarão com a presença de «figuras» que representam as duas cidades.

In IOL Portugal diário


Eu pessoalmente, prefiro Lisboa. É uma cidade mais cosmopolita, mais bonita e com muito mais luz.

Vivi 6 anos no Porto, mas nunca me consegui identificar totalmente com essa cidade. Talvez a razão não se prenda com cidade em si, mas com questões pessoais que não interessa aqui relatar.

Como sempre gostei mais de Lisboa, costumava dizer, brincando, aos meus amigos do Norte, que as pessoas do Porto não gostam de Lisboa porque têm "complexos de inferioridade".

Ultimamente tenho visitado o Porto com "outros olhos" e tenho aprendido a apreciar mais a cidade.

Lisboa é, no entanto, a minha cidade portuguesa de eleição. Apesar de tudo...

Um alerta no telemóvel

Os telemóveis são muito úteis, não só para fazer chamadas, mas também para nos alertar para datas importantes que às vezes, por serem tantas, é impossível que as saibamos todas de cor.

Ontem um pouco antes da meia-noite o meu telemóvel alertou-me para o aniversário do Tony Silva (que seria hoje).

Já falei do Tony aqui no Outras Escritas. Do seu photoblog e das suas paixões, a aviação e a fotografia.

O Tony morreu no início deste ano...

Um abraço amigo, onde quer que estejas.

Quinta-feira negra

O dia 24 de Outubro de 1929 ficou assinalado como a "Quinta-feira Negra" porque marcou o início da Grande Depressão que perduraria por toda a década de 1930.

A Wikipédia tem um extenso artigo sobre este assunto, que recomendo aos mais interessados.

Deixo ainda uma pergunta no ar - O cenário terá repetição nos tempos que correm?

Fotografia: Dorothea Lange

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Pelé

No dia 23 de Outubro de 1940 nasce o futebolista brasileiro Pelé.

Da Infopédia:

Futebolista brasileiro, de seu nome Edson Arantes do Nascimento, nascido a 23 de Outubro de 1940, em Três Corações. Membro de uma família pobre, desde cedo revelou querer seguir as pisadas do pai e tornar-se futebolista. Começou a jogar futebol nas ruas, onde adquiriu o apelido de Pelé. Aos quinze anos já revelava imenso talento e foi o Santos que o acolheu na equipa junior, após o São Paulo o ter recusado. Contudo, pouco tempo esteve nos juniores, pois o talento que revelava, a técnica sobre a bola, a sua extraordinária capacidade de passe aliada a um instinto pouco comum, rapidamente o levaram à equipa principal, onde se afirmou como uma estrela em ascensão. Ainda não tinha 18 anos quando representou o Brasil no Mundial de 1958, na Suécia. Nessa competição Pelé marcou seis golos, três dos quais à França e dois na final contra a Suécia. Pelé venceu mais dois mundiais (1962 e 1970), tornando-se no primeiro jogador a alcançar este feito. Porém, a sua participação nos mundais de 1962 e 1966 ficou marcada pelas lesões que limitaram a qualidade do seu jogo. A nível de clubes, levou o Santos não só à conquista de muitos títulos internamente, como também foi um dos responsáveis por tornar o Santos campeão mundial de clubes em 1962 e 1963. Foi também onze vezes o melhor marcador do campeonato paulista. Em 1969, alcançou a notável marca de 1000 golos. Retirou-se do futebol quando se tornara num dos atletas mais famosos do mundo. Ao contrário do esperado regressou à competição em 1975 para jogar no New York Cosmos da emergente liga norteamericana. Pelé retirou-se, definitivamente, depois de vencer o título no Cosmos, em 1977. Ao longo da sua carreira de futebolista profissional, marcou 1281 golos em jogos oficiais, que ainda hoje são um recorde mundial. Ao longo dos anos foi-se tornando um empresário bem-sucedido. O seu elevado prestígio internacional tem-no levado a ocupar cargos de destaque, como o de Ministro dos Desportos do Brasil e o de embaixador da boa vontade da Organização Mundial de Saúde. Manteve-se, também, sempre atento à evolução do futebol nos Estados Unidos, país onde foi sempre um dinamizador e impulsionador da modalidade Foi considerado, pela sua técnica extraordinária, força, eficácia no remate, velocidade e leitura de jogo um dos melhores e mais completos futebolistas de todos os tempos, sendo provavelmente a figura mais lendária do futebol e que muitos recordam como o "Rei".
Pelé. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-10-19]

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Passeio de barco em Copenhaga









Notícia em destaque - Primeira missão indiana à Lua já descolou

Para que ninguém duvide que os tempos estão a mudar.

Lê-se na TSF on-line:

A primeira missão espacial não tripulada indiana à Lua descolou na manhã de quarta-feira de Sriharikota, no Sueste da Índia, 80 quilómetros a norte de Madrasta, no estado de Tamil Nadu.

O foguetão indiano PSLV já partiu carregando o engenho espacial Chandrayaan-1, equipado com uma sonda lunar, anunciou o Centro Espacial Satish Dhawan, de Sriharikota.

A missão terá a duração de dois anos e tem por objectivo abrir caminho a futuras expedições espaciais da Índia.

A sonda procurará não só aperfeiçoar o mapa da superfície lunar como averiguar o que existe no interior da crosta.

Se o lançamento for bem sucedido, a Índia juntar-se à China e ao Japão como uma nova potência do século XXI a ter engenhos na órbita da Lua.

In TSF on-line

Franz Liszt

No dia 22 de Outubro de 1811 nasce o compositor e pianista húngaro, Franz Liszt.

Da Infopédia:

Compositor e pianista húngaro que nasceu em 1811, em Raiding, na Hungria, e morreu em 1886, em Bayreuth, na Alemanha. Entre as suas composições mais notáveis encontram-se 12 poemas sinfónicos, dois concertos para piano, vários trabalhos corais e uma enorme variedade de peças para piano.
Aos seis anos revelou tanto talento para o piano, que o príncipe Nicolas Esterházy proporcionou à família Liszt meios para se instalar em Viena, para que Franz tivesse a educação musical adequada. Aos oito anos era já aluno de Czerny, de quem recebeu uma sólida preparação pianística e musical, incluindo a técnica de leitura de pauta à primeira vista e a improvisação. Mais tarde, a sua memória era tal que era capaz de tocar de cor partituras complexas que ouvira apenas uma vez. No entanto, em 1823, não foi autorizado a ingressar no Conservatório de Paris por ser estrangeiro, o que o levou a concluir sozinho a sua preparação pianística, continuando com Anton Reicha e com Ferdinando Paër os estudos de composição que começara com Salieri. Pouco depois, viajou por vários países europeus, onde obteve uma enorme fama como concertista. Nessa altura, relacionou-se com Victor Hugo, com Lamartine, com G. Sand, com Chopin e com Berlioz.
Depois da revelação de Paganini, em 1831, Liszt mostrou-se tão interessado que resolveu transferir a técnica do violinista para o seu piano, compondo uma fantasia na peça Campanella. Nessa altura, conheceu Frédéric Chopin, cujo estilo poético musical exerceu em si uma enorme influência. Entre as suas 700 composições, destacam-se Revolutionary Symphony (1830), Hungarian Rhapsodies (1839-40), A Faust Symphony (1854), A Symphony to Dante's Divina Commedia (1855-56), Piano Sonata in B Minor (1852-53), Piano Concerto N.º 1 in E Flat Major (1849) e Piano Concerto N.º 2 in A Major (1839).
Liszt não foi apenas o maior pianista da sua época, foi também um compositor extremamente original e uma figura de destaque do movimento romântico. Como professor, formou alguns dos maiores pianistas da geração seguinte. O seu estilo pianístico, que influenciou Debussy e Ravel, caracterizava-se pela flexibilidade, pela liberdade de execução, pela procura de sonoridades novas e efeitos orquestrais. Quanto ao seu estilo cromático, exerceu uma enorme influência em Richard Wagner. Liszt foi também o criador do poema sinfónico para orquestra e do método de "transformação de temas", em que cada um dos temas, em diferentes formas, pode fornecer bases para um trabalho inteiro. Todas as suas inovações permitiram-lhe desempenhar um papel determinante na música moderna.
Franz Liszt influenciou muitos dos grandes músicos da época, mantendo-se ainda hoje um carácter complexo. Apesar de alguma da sua música ser levada pouco a sério, os grandes pianistas demonstram que, quando devidamente assimiladas e entendidas, as suas composições contêm um elemento espiritual. Bartok disse, referindo-se ao húngaro, "a essência do seu trabalho são as novas ideias, de que Liszt foi pioneiro, apontando definitivamente para o futuro".

Franz Liszt. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-10-19]

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Os comboios da Dinamarca

Estou na Dinamarca em trabalho. O hotel onde estou é em Copenhaga, mas o local onde tenho as reuniões de trabalho é numa cidade chamada Roskilde que fica a cerca de 30Km.

Hoje foi o primeiro dia de trabalho. Estou com um pequeno grupo e resolvemos ir de táxi, uma vez que poderíamos dividir o preço. Claro que os táxis são caríssimos e, por isso, resolvemos regressar de comboio. Devo notar que viajo com alguma frequência em trabalho e raramente uso o táxi por ser caro e estar dependente do tráfego.

Na estação de comboios perto da Universidade de Roskilde só se podem comprar os bilhetes em máquinas automáticas. Depois de conseguirmos mudar a "linguagem" da máquina para inglês, lá comprámos os bilhetes e para pagar usei o meu cartão de crédito. Até aqui tudo normal. Só que a máquina apenas imprimiu o talão do cartão de crédito e bilhetes "nem vê-los". Todos achámos estranho, mas pensámos ingenuamente que o talão do cartão de crédito valia como bilhete.

Entrámos no comboio e ocupámos lugares, mas todos separados uns dos outros. Eu já comecei a pensar que quando viesse o "revisor" iria ser um problema para explicar onde estavam as outras pessoas para as quais tinha comprado um bilhete.

Já tinha passado um bom bocado quando apareceu o "revisor". A primeira coisa que me diz é que o talão que tenho do cartão de crédito não vale como bilhete. Teremos que pagar uma multa de 600 DKK cada um. Ou seja, à volta de 78 €.

Lá fizemos um choradinho a dizer que a máquina não tinha impresso nenhum bilhete. Ao que ele responde que deveríamos ter falado com ele antes de entrar no comboio, mas que ia deixar passar.

Continuámos viagem e como estávamos um pouco separados tínhamos que falar alto para nos conseguirmos ouvir uns aos outros. Passados uns momentos volta o nosso amigo "revisor" para nos chamar a atenção que aquela carruagem era um "silence space" ou seja, não podíamos falar. Mostrou-nos a sinalização. Não se pode sequer usar telemóvel. Não aguentámos, começámos a rir à gargalhada e mudámos de carruagem.

Já viram o filme? Não tínhamos bilhete e ainda fomos fazer uma "barulheira" para a única carruagem em que não se pode fazer barulho.

Amanhã volto a usar o comboio, mas já vou comprar bilhete de ida e volta em Copenhaga e "fugir" da carruagem do silêncio.

Dizzy Gillespie

No dia 21 de Outubro de 1917 nasce nos Estados Unidos da América o trompetista Dizzy Gillespie.

Da Infopédia:

Trompetista norte-americano, John Birks Gillespie nasceu a 21 de Outubro de 1917, em Cheraw, no Estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos da América (EUA). Aprendeu sozinho a tocar trompete e, durante o período da Depressão, abandonou a escola e foi trabalhar nos campos de algodão para ajudar economicamente a família. Em 1935, foi para Filadélfia, onde conseguiu iniciar a sua carreira de músico ao integrar a banda de Frankie Fairfax, que cedo o apelidou de "Dizzy" (tonto) pelo seu jeito caricato. Com essa banda, discutiu assuntos técnicos de música e aprendeu, com outros jovens trompetistas, a imitar Louis Armstrong. Em 1937, partiu para Nova Iorque e foi substituir Roy Eldridge (de quem era grande admirador) no grupo Teddy Hill's, realizando com o grupo uma tournée pela Europa. Entre 1939 e 1941, fez parte da banda de Cab Calloway, contactando então com a música afro-cubana. Em 1941, conheceu Charlie Parker, com quem veio actuar diversas vezes, gravando o primeiro disco juntos, em 1945. Foram estes dois músicos, ambos membros da orquestra Earl Hines, que criaram, nas jamsessions do Minton's no Harlem, as novas sonoridades e ritmos musicais da época. Esse novo estilo de música ficou conhecido pelo nome de bebop (nome onomatopaico que imitava o som frenético dos seus instrumentos). Gillespie trouxe um novo virtuosismo para o trompete de jazz e Parker criou um extraordinário vocabulário musical para o saxofone alto. A obra musical, que marcou definitivamente a época do bebop (o estilo oposto ao do comercial e popular swing), foi Night In Tunisia (1942), composta por Gillespie. Nos anos seguintes, Dizzy Gillespie colaborou com outros grupos musicais, actuando ao lado de grandes figuras do jazz, como Ella Fitzgerald, Benny Carter, Duke Ellington e Lionel Hampton. Gravou com diversas bandas e artistas como Stan Getz, John Coltrane, Quincy Jones, Lalo Schifrin e Arturo Sandoval, com quem actuou, nos últimos anos da sua vida, na United Nation Orchestra. Compôs algumas peças que se tornaram verdadeiros clássicos do jazz, como Groovin´ High, Woody´n You, Con Alma, Birks Works, Things To Come, I Waited For You, Dizzy Atmosphere e Salt Peanuts. Publicou também uma autobiografia To Be or Not to Bop, na qual contou a história da sua vida. Nos anos 60, candidatou-se a presidente dos EUA, mas retirou a sua candidatura algum tempo depois. Sempre com um espírito alegre e descontraído, Gillespie apresentava-se com roupas coloridas e extravagantes e, quando falava, criava palavras novas. Dizzy Gillespie morreu a 6 de Janeiro de 1993, em Englewoo, New Jersey.

Dizzy Gillespie. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-10-19]

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Primeiras impressões de Copenhaga...






João de Barros

No dia 20 de Outubro de 1570 morre o que foi considerado como o primeiro grande historiador português, João de Barros.

Da Infopédia:
Historiador, João de Barros nasceu cerca de 1496, provavelmente em Viseu. Filho do corregedor de entre Tejo e Guadiana, Lopo de Barros, foi, ainda muito jovem, servidor do Paço real e "moço de guarda-roupa" de D. João III. Nomeado por este, após ter tomado posse do trono, para cumprir uma missão no castelo de S. Jorge da Mina, João de Barros segue, a partir de 1525, uma carreira de funcionário, começando por ser tesoureiro das casas da Índia, da Mina e de Ceuta e depois, entre 1533 e 1562, feitor da Casa da Índia. Autor de uma variadíssima obra, começa por escrever a novela de cavalaria O Imperador Clarimundo, obedecendo às leis deste género e enformando já um esboço épico da História de Portugal. Em 1532, escreveu o colóquio Ropicapnefma, texto de prosa filosófica, onde combina habilmente uma apologética cristã e uma sátira à sociedade portuguesa; em 1533, compôs o Panegírico do Rei D. João III, onde desenha o retrato do Príncipe Perfeito. De 1539 a 1545, publicou uma vasta obra: Cartilha para Aprender a Ler, publicada juntamente com Gramática da Língua Portuguesa, Diálogo de Preceitos Morais e Diálogo da Viciosa Vergonha, Diálogo Evangélico sobre os Artigos da Fé contra o Talmud dos Judeus e Panegírico da Infanta D. Maria. Fiel aos princípios do Humanismo, João de Barros deixa transparecer nos seus textos uma antipatia pela forma como eram tratados os cristãos-novos, manifestando o desejo de uma evangelização pacífica dos mesmos. Estas posições, nomeadamente as que defende no Diálogo evangélico sobre os artigos da fé contra o Talmud dos Judeus, levaram à sua perseguição por parte da Inquisição. Conhecedor das obras dos humanistas europeus, não se abstém de louvar O Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdão, um dos principais representantes deste movimento na Europa. No último período da sua vida, levou a cabo uma notável obra sobre a expansão ultramarina dos Portugueses em três aspectos: conquista, navegação e comércio. Em vida, só apareceram as três primeiras Décadas da Ásia (1552, 1553, 1563). A quarta Década da Ásia foi publicada posteriormente em 1615. A insuficiência do conhecimento dos locais e ambientes da expansão e a dureza da censura cortesã impediram-no de construir uma obra de inteira verdade. Mas as Décadas contêm notáveis passos narrativos e descritivos. João de Barros concebeu uma história do mundo centrada na expansão portuguesa, dividida em quatro partes abrangendo os quatro continentes: Europa, Ásia, África e Santa Cruz. Deste grandioso plano apenas ficou a Ásia, dividida, como já se disse, em quatro Décadas. Pretendeu o Autor justificar a expansão ultramarina com argumentos espirituais, apresentando-a como uma cruzada religiosa contra os Mouros. Adoptou um estilo grave, semeado de hipérboles que anunciam Os Lusíadas, em longos períodos alatinados. Bibliografia: D. Clarimundo, 1522; Ropicapnefma, 1532; Panegírico do Rei D. João III, 1533; Cartinha, 1539-1540; Gramática da Língua Portuguesa, 1539-1540; Diálogo em louvor da nossa linguagem, 1539-1540; Diálogo de preceitos morais, 1539-1540; Diálogo de viciosa vergonha, 1539-1540; Diálogo evangélico sobre os artigos da fé contra o Talmud dos Judeus, 1543; Panegírico da Infanta D. Maria, 1545; Décadas da Europa; Décadas da Ásia; Décadas da África; Décadas de Santa Cruz
João de Barros. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-10-19]

domingo, 19 de outubro de 2008

Maria Callas - A Exposição de Lisboa encerrou hoje.

Encerrou hoje a exposição "Maria Callas a Exposição de Lisboa" de que já falei no Outras Escritas e que retratou a passagem de Maria Callas pelo São Carlos em 1958.

Visitei a exposição precisamente há um mês no dia 19 de Setembro. Tirei uma série de fotografias e fiz uns vídeos.

Pretendo fazer um "post" aqui no Outras Escritas com informação sobre a minha visita, mas infelizmente ainda não tive o tempo necessário.

Hoje assiná-lo o fim da exposição. Com a brevidade farei o "post". Fica prometido.

Notícia em Destaque - Gafanhotos podem salvar vidas

Lê-se na edição electrónica do Expresso:

Um fabricante de automóveis está a investir numa pesquisa sobre gafanhotos africanos, para melhorar os sistemas de segurança dos automóveis. Os cientistas estão intrigados sobre como os insectos conseguem evitar colisões.

O trabalho, liderado pela investigadora britânica Claire Rind, da Universidade de Newcastle, incide sobre o gafanhoto-africano (Locusta migratoria) e está a pesquisar as formas de reacção deste insecto que, em voo, consegue evitar colidir com os seus semelhantes, mesmo em nuvens de milhares de gafanhotos.

"Eu acho que foi a minha própria experiência como condutora, mas também como peão [que me levou a este estudo] mas também o facto de me aperceber das capacidades dos gafanhotos, de que poderiam ser valiosos", afirma Claire Rind. "Os gafanhotos são muito rápidos a reagir e os circuitos deles são muito fiáveis. Eles fazem os cálculos deles no meio de uma grande confusão, que é o mesmo que conduzir numa cidade", acrescenta.

A cientista chegou à conclusão que o segredo do gafanhoto reside na capacidade de a informação passar directamente dos olhos para as asas, por impulsos nervosos, sem recorrer ao cérebro, algo que a Volvo, o construtor sueco "famoso" pelas preocupações com a segurança, está a levar muito a sério. "Eles [Os gafanhotos] são mesmo especialistas em evitar colisões e nós estamos a tentar perceber como eles conseguem isto. O cérebro deles é mínimo, não consome quase energia e evitam mesmo assim os acidentes. Queremos perceber porquê", afirma Jonas Ekmark, director do Departamento de Segurança Activa da Volvo.

Se a marca sueca conseguir descodificar os mecanismos de "prevenção de acidentes" dos gafanhotos, espera implementar a médio prazo (10 a 15 anos) uma solução idêntica num chip colocado nos automóveis, de forma a utilizar este conhecimento - adquirido ao longo de quatro biliões de anos pelos insectos - numa forma eficaz de evitar os acidentes rodoviários.

In Expresso

Outros Blogues (XIV) - Photoblog do Rui Sousa

O Rui Sousa é, como eu, um apaixonado pela aviação. Tem particular preferência pela aviação militar.

O Photoblog do Rui Sousa reflecte bem esta paixão, mas é muito mais que aviação. É um espaço de fotografia de excelência.

É a recomendação desta semana para Outros Blogues.

Vinicius de Moraes

No dia 19 de Outubro de 1913 nasce no Rio de Janeiro Brasil, Vinicius de Moraes.

Da Infopédia:

Diplomata e poeta brasileiro, Marcos Vinicius da Cruz de Mello Moraes nasceu a 19 de Outubro de 1913, na Gávea, no Rio de Janeiro, e morreu a 17 de Abril de 1980, na mesma cidade. Em 1933, concluiu um Curso de Oficial de Reserva e formou-se em Direito, passando pelos bancos da Universidade de Oxford. Ao seguir a carreira diplomática, estabeleceu-se nomeadamente em Los Angeles, Montevideu e Paris. Nas Letras, as suas preferências iam para Katherine Mansfield, Georges Bernanos e François Mauriac. Convivia habitualmente com intelectuais como Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Rubem Braga. O livro O Caminho da Distância marcou a sua estreia literária, em 1933. Vinicius publicaria ainda Forma e Exegese (1935), Ariana, a Mulher (1936), Novos Poemas (1938), Cinco Elegias (1943), Poemas, Sonetos e Baladas (1946) e Pátria Minha (1949). Na sua poesia, a crítica encontrava reminiscências do verso livre e generoso de Walt Whitman e do transcendentalismo de um Charles Péguy ou de um Paul Claudel. O erotismo marca o seu percurso poético, refreado todavia pela reserva da sua educação religiosa. A sua relação com a música popular estreitou-se com o encontro com António Carlos Jobim, em 1956, quando este musicou a peça Orfeu da Conceição. Nessa época, Vinicius tinha já publicado um dos seus mais belos poemas, O Operário em Construção. A parceria com Tom Jobim daria lugar aos grandes sucessos do movimento da bossa-nova e ao maior êxito internacional da dupla, Garota de Ipanema. A adaptação cinematográfica de Orfeu da Conceição fora entretanto premiada em Cannes e recebera o Óscar do Melhor Filme Estrangeiro. Da coabitação com a música, a escrita poética de Vinicius surge assim mais comedida, mais segura e mais exacta. Falava agora da vida de todos os dias, da felicidade, da saudade, do amor, da sensualidade, das mulheres. O convívio com Baden Powell questionou-o sobre as raízes africanas da negritude e o candomblé preencheu o seu imaginário e o seu quotidiano, povoando-o de ritos mágicos e de ancestralidade. Os afrossambas Apelo, Berimbau e Samba em Prelúdio datam desta colaboração. Em 1960, publica a sua Antologia Poética e, dois anos depois, Para Viver um Grande Amor, renovando a sua poesia através da colaboração com a nova geração de artistas brasileiros, entre os quais Edu Lobo, Francis Hime e mais tarde Toquinho. Além de autor, tornou-se o seu próprio intérprete, participando em inúmeros espectáculos. Vinicius de Moraes veio a falecer em 1980 na sua famosa banheira, legando-nos a imagem de um espírito irreverente e eternamente apaixonado. Da sua discografia como intérprete merece uma referência o disco Vinicius - 90 Anos, uma edição especial lançada em 2003, em formato duplo, reunindo os temas principais do cantor, quer como letrista quer como cantor/músico. Do alinhamento do disco fazem parte alguns dos grandes clássicos da bossa-nova brasileira, canções verdadeiramente inesquecíveis como "Onde Anda Você" , "Marcha de Quarta-Feira de Cinzas", "Tarde em Itapoã", com voz de Vinicius e guitarra de Toquinho. Além destes, uma nota ainda para outras canções, com letras de Vinicius, autênticos hinos da MPB, como "Garota de Ipanema" (Tom Jobim), "Água de Beber" (Maysa), entre outros. Deste poeta brasileiro se disse que foi um homem sem limites, múltiplo. Nunca foi avaro das suas emoções, dos seus sentimentos, da sua amizade. Vinicius cruzou o caminho de grandes músicos. Trabalhou com os maiores nomes da música popular brasileira: Pixinguinha, Tom Jobim, Baden Powell, Carlos Lyra, Chico Buarque e Toquinho, entre outros. Mas este poeta das boémias e do "anti-establishment" (de tal maneira que dele Drummond de Andrade afirmou um dia: "Vinicius é o único poeta brasileiro que viveu como um poeta") começou por receber uma educação sofisticada, entre jesuítas, poetas latinos e interrogações metafísicas. A influência indelével de Vinicius nas letras musicais do Brasil foi de tal forma abrangente que existe um "antes" e um "depois" de Vinicius. Vinicius de Moraes é e será sempre uma referência eterna, flutuando nas palavras doces que deixou, marcas impetuosas da sua personalidade e do sentimento romântico, melancólico e deliciosamente temperado e festivo da cultura popular brasileira.
Vinicius de Moraes. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-10-18]