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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Morreu Carlos Pinto Coelho

Acabei de saber que morreu o jornalista Carlos Pinto Coelho.

Era um dos meus preferidos. Foi a cara do Acontece, um dos melhores programas de informação de sempre.

Deixo aqui a minha homenagem...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mário Bettencourt Resendes


Mais um homem de valor que Portugal perde.

A minha homenagem a Mário Bettencourt Resendes.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Faz anos hoje - José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos nasceu a 1 de Abril de 1964.

Da Infopédia:

Jornalista de televisão português, José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964, na Beira, em Moçambique. Em 1975, depois da Revolução do 25 de Abril de 1974, a sua família regressou a Portugal e instalou-se em Vila Nova de Gaia. Depois de uma breve passagem por Lisboa, José Rodrigues acabou por ir viver para Macau em 1979. Foi neste território que, aos 17 anos, se iniciou no jornalismo na Rádio Macau após ter despertado as atenções do meio ao elaborar um jornal escolar. Ainda com 17 anos regressou a Portugal para frequentar o curso de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa. Após ter concluído o curso candidatou-se com sucesso a um estágio de três meses em Londres, na Inglaterra, no canal de televisão da BBC (British Broadcasting Corporation - Companhia Britânica de Radiodifusão). De novo em Portugal foi premiado pelo Clube Português de Imprensa, em 1986, e pelo American Club of Lisbon (Clube Americano de Lisboa), em 1987. Entretanto, a BBC convidou-o a trabalhar em Londres, o que levou José Rodrigues dos Santos a regressar a Inglaterra, onde desta vez ficou três anos. Nesta época passou a ser correspondente da Radiotelevisão Portuguesa, estação onde ingressou em 1990, quando se estabeleceu definitivamente em Lisboa. Na estação pública de televisão começou por ser repórter para, ainda em 1990, apresentar o "24 Horas", jornal emitido por volta da meia-noite, e o "Telejornal", que vai para o ar à hora de jantar. Tornou-se uma das caras mais conhecidas da televisão depois de ter passado dez horas em directo na RTP no dia em que começou a Guerra do Golfo, a 16 de Janeiro de 1991. Como repórter de guerra esteve em Timor Leste, Angola, África do Sul, Koweit, Iraque, Bósnia e Jugoslávia. Mesmo com o aparecimento dos canais privados de televisão SIC e TVI, que levaram a RTP a perder audiências, manteve-se no canal estatal, onde chegou a director de programas e a director de informação. José Rodrigues dos Santos foi premiado diversas vezes ao longo da sua carreira, com destaque para as distinções atribuídas pela CNN, canal de notícias norte-americano. Em 1995 foi premiado devido a uma reportagem sobre a Guerra de Angola e dois anos depois graças a um trabalho jornalístico sobre os bunkers na Albânia. Em Junho de 2001 recebeu o prémio carreira World Report, um dos mais importantes do mundo a nível de jornalismo televisivo. Ainda em 2001, lançou Crónicas de Guerra. Da Crimeia a Dachau (vol.I) e Crónicas de Guerra. De Saigão a Bagdade, (Vol. II) , livros que relatam, as aventuras dos repórteres portugueses em diversos campos de batalha do mundo. Em 2002 publicou mais um livro, intitulado A Ilha das Trevas, em 2004 A Filha do Capitão, em 2005, O Codex 632, no ano seguinte, A Fórmula de Deus, em 2007, O Sétimo Selo e em 2008 A Vida Num Sopro.

José Rodrigues dos Santos. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-04-01]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Faz anos hoje - Leitão de Barros

No dia 22 de Outubro de1896 nasceu José Leitão de Barros.

Da Infopédia:

Realizador de cinema e jornalista português, José Júlio Leitão de Barros nasceu a 22 de Outubro de 1896, no Porto, e faleceu a 29 de Julho de 1967, em Lisboa. Tendo frequentado a Escola de Belas-Artes, as faculdades de Ciências e Letras de Lisboa e também a Escola Normal Superior da Universidade de Lisboa, exerceu a profissão de professor no Liceu Passos Manuel. Para além do ensino, Leitão de Barros dedicou-se também ao jornalismo, actividade que iniciou em 1916. Colaborou nos jornais mais importantes da sua época, através de artigos, reportagens, entrevistas, críticas e crónicas, entre os quais se destaca uma entrevista a Salazar publicada n'O Século e as crónicas surgidas no Diário de Notícias entre 1953 e 1967. Colaborou no teatro como autor e cenografista, ficando o seu nome, por outro lado, também ligado à pintura, área em que o seu valor foi reconhecido em exposições e prémios, tanto em Portugal como no estrangeiro. O facto de ter estado activamente presente em iniciativas muito importantes para o Estado Novo, concebendo e dirigindo festejos históricos (foi ele quem criou a "tradição" das marchas populares em Lisboa), contribuiu igualmente para que se tornasse conhecido. Evidenciou-se no cinema a partir de 1918, através da Lusitânia Film (uma das várias tentativas de lançar uma produção industrial que se deram em Portugal nas décadas de 10 e 20), para a qual realizou dois filmes e um terceiro que não chegou a terminar. Na sua vasta filmografia, distinguem-se as superproduções históricas Bocage (1936), Inês de Castro (1945) e Camões (1946), e também Lisboa, Crónica Anedótica (1930), Maria do Mar (1930), A Severa (1931), As Pupilas do Senhor Reitor (1935), Ala-Arriba e Maria Papoila (1937), que constituem alguns dos mais marcantes momentos do cinema português dos anos 30 e 40.

Leitão de Barros. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-10-22]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Notícia em Destaque - "Yas-e No" é o jornal iraniano com a mais curta história em banca

Lê-se no Público:

Chama-se “Yas-e No”, é um jornal iraniano e foi encerrado logo na primeira edição, no passado sábado, o que o torna um recordista. Apesar de, nos últimos dez anos, a lista de jornais e meios de comunicação encerrados pelo Governo de Ahmadinejad ser extensa, nenhum teve uma tão curta história em banca. Mas a história deste "Yas-e No" não acaba aqui.

São várias dezenas os jornais, principalmente de cariz reformista, que nos últimos dez anos viram as suas redacções fechadas, acusados de ferirem a moral islâmica ou de terem desrespeitado a República Islâmica e os seus líderes

Resta dizer que o “Yas-e No” é alinhado com o partido Mosharekat, um dos partidos reformistas do Irão, fundado em 1998 por apoiantes do antigo Presidente Khatami e que apoia agora Mir Hossein Mousavi, antigo primeiro-ministro, que corre contra Ahmadinejad nas próximas eleições presidenciais marcadas para 12 de Junho.

O título Yas-e No já existiu, tendo sido lançado em 2004 mas foi suspenso por 5 anos e 4 meses, acusado de incitar à revolta da opinião pública e por ofensas ao líder supremo do Irão. Foi multado também, mas o título não foi suspenso, o que levou os responsáveis a reeditá-lo. Na única manchete que fizeram podia ler-se "Khatami-Mousavi, pelo Irão". Khatami tinha anunciado a sua participação nas próximas presidenciais, mas acabou por renunciar a favor de Mousavi.

Mohammed Naimipur, director do título, escreveu uma carta ao Presidente Ahmadinejad, pedindo para que, tal como se passou em relação à detenção da jornalista americano-iraniana Roxana Saberi, o chefe de Estado iraniano quebre o silêncio e diga que a justiça não está a ser feita também neste caso. Foi uma decisão de Ahmadinejad que levou à libertação de Roxana, presa desde Janeiro e que foi libertada este mês com uma pena suspensa de dois anos.

“Esta acção ilegal contra o jornal é um indicador alarmante sobre o poder daqueles que, no seu grupo são intolerantes à crítica e aos rivais e que decidem contribuir para a sua re-eleição à custa de silenciar os adversários”, disse Naimipur na carta.


In Público

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Maria João Avilez

No dia 4 de Fevereiro de 1945 nascia Maria João Avilez.

Da Infopédia:

Jornalista portuguesa, Maria João Rita Filomena Pinto da Cunha de Avilez nasceu a 4 de Fevereiro de 1945, no seio de uma família com raízes aristocráticas. É irmã de Maria José Nogueira Pinto, que se viria a destacar como dirigente do Partido Popular. Maria João Avilez tinha apenas 17 anos quando começou a colaborar num programa da Radiotelevisão Portuguesa chamado "Programa Juvenil". Esta colaboração surgiu a convite da escritora Yvette Centeno, que era professora de Maria João e ao mesmo tempo dirigia o programa. A futura jornalista, desde a juventude interessada no mundo da comunicação, funda com um grupo de amigos dois jornais, Companheiros e AZ. No entanto, estas publicações aguentam-se por pouco tempo devido à falta de dinheiro. Entretanto, Maria João Avilez continuou a colaborar na televisão, o que acontecia com cada vez mais regularidade. Simultaneamente, começou também a escrever e a ler apontamentos na Rádio Renascença. Nesta emissora de rádio passou ainda a fazer programas juvenis e de poesia. Aos 28 anos, começou a colaborar como estagiária no diário vespertino lisboeta A Capital. Em 1974, passou a fazer parte da redacção, mas em Setembro desse mesmo ano mudou-se para o semanário Expresso, onde se tornou conhecida e respeitada como jornalista. Em 1981, ganhou o importante prémio EFE (da agência espanhola de notícias) para a melhor reportagem do ano, graças a um trabalho publicado em Dezembro de 1980 no jornal Expresso intitulado "Sá Carneiro - O Último Retrato". A sua reportagem foi considerada a melhor entre cerca de 350 provenientes de 36 países de língua latina. Em 1982, publicou o seu primeiro livro, intitulado Solidão e Poder, tendo por tema o antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro. Posteriormente lançou Entre Palavras, que reúne uma série de entrevistas realizadas por si entre 1974 e 1984. Ainda como escritora, é autora da biografia autorizada do antigo Presidente da República Mário Soares intitulada Soares - O Presidente. Em Outubro de 2000, lançou Portugal - As Sete Partidas do Mundo, uma obra ilustrada com fotografias da autoria do seu colega do Expresso Rui Ochôa. Paralelamente à carreira de jornalista e escritora, Maria João Avilez apareceu assiduamente na televisão e na rádio e escreveu para diversas publicações.

Maria João Avilez. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-04]