quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Reflexões...

Andámos a viver acima das nossas possibilidades durante muitos anos. Todos devíamos saber que tal não poderia dar bom resultado, logo a culpa da situação actual é de todos e não só dos políticos.

Dizer mal é fácil! Apontar caminhos é mais complicado.

Receber é fácil, e pedir também. Dar, nem por isso! Logo não podemos estar sempre à espera que nos salvem.

É preciso ter cuidado com os que dizem que querem uma mudança! Repararem que esses são os primeiros a querer que as coisas se mantenham como estão (ou estavam).

O dinheiro não nasce nas árvores, como por vezes nos fazem crer. Se assim fosse, bastava plantar uma floresta e problema estava resolvido.


Atenção, com estas reflexões quero apenas chamar a atenção para alguns pontos que são muitas vezes esquecidos nas críticas que se fazem às medidas de austeridade, não pretendo colocar-me a favor ou contra elas.

domingo, 9 de setembro de 2012

Voce che Tenera (Mariella Devia, Rossini Opera Festival 2012)

Assisti no passado dia 20 de Agosto, no âmbito do Rossini Opera Festival 2012, a um concerto do soprano Mariella Devia intitulado "Voce che Tenera". O concerto ocorreu no Teatro Rossini e o soprano foi acompanhado pela Orquestra Sinfónica Gioachino Rossini dirigida pelo maestro Antonino Fogliani.

Como os meus leitores sabem, considero Mariella Devia uma das melhores cantoras do repertório de bel canto da actualidade. Neste concerto a cantora provou isso mesmo, ao interpretar de forma magistral árias de óperas de Rossini, Bellini e Donizetti.

Este foi o programa do concerto:

Gioachino Rossini

Semiramide - Sinfonia
Adelaide di Borgogna - Cavatina de Adelaide "Occhi miei piangeste assai"
Tancredi - Scena e Cavatina di Amenaide "Di mia vita infelice... No, che il morir non è..."


Vincenzo Bellini

Norma - Sinfonia
I Capuleti e i Montecchi - Recitativo e Romanza di Giulietta "Eccomi in lieta vesta... Oh! quante volte, oh quante!"
Norma - Cavatina di Norma "Casta Diva"


Gaetano Donizetti

Maria Stuarda - Sinfonia
Anna Bolena - Scena e Aria Finale "Piangete voi?... Al dolce guidami... Coppia iniqua"


Tudo menos fácil, é o mínimo que se pode dizer neste programa. De Rossini, a cantora interpretou duas cavatinas que, obrigam a um legatto e controlo respiratório tremendos. Poderia ter interpretado uma ou duas cabalettas, mas para Mariella Devia não há que evitar dificuldades!

Mas foi com Bellini e Donizetti que a cantora demonstrou todas as sua capacidades vocais e interpretativas. "Oh! Quante volte, oh quante" e "Casta Diva" foram interpretadas de forma sublime, com um legatto perfeito, uns pianíssimos sublimes e uns agudos belíssimos. Penso que em 2012 a cantora se estreará no papel de Norma e, a avaliar pela sua interpretação de Casta Diva, este será mais um dos papeis de sucesso da sua longa carreira.

Para terminar o programa, Mariella Devia, apresenta a cena final da ópera Anna Bolena de Donizetti. Quem conhece esta ópera, sabe que esta cena é muito longa e de estrema dificuldade interpretativa. Inicia-se com um recitativo, "Piangete voi", durante o qual a voz fica várias vezes exposta sem qualquer acompanhamento orquestral e cuja intensidade vai de uma serenidade quase absoluta a uma agitação tremenda. Segue-se uma dificílima cavatina, com frases muito longas, sem qualquer possibilidade de respirações intermédias, sob risco de se perder completamente a linha melódica. Por fim, a cabaletta "Coppia iniqua" que exige uma agilidade e um controlo respiratório tremendos.
A cantora interpretou esta cena, como se nada fosse difícil. O legatto foi perfeito, as respirações quase imperceptíveis e nos locais certos (às vezes parece-me que tem 3 pulmões) e as passagens de coloratura sem qualquer falha. Para terminar o público é brindado no final da cabaletta com um mi bemol sobreagudo em fortíssimo que deixou a sala aos gritos!

Como extras, Devia interpretou de Pucini, Quando me'n vo" de "La Bohéme" e repetiu a cavatina "Pangete voi".

Inesquecível este concerto. Ficará certamente na minha memória como um dos melhores concertos a que já assisti.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ewa Podles - Mahler

O contralto Ewa Podles interpreta "Urlicht" de Gustav Mahler, deixando-me sem palavras...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ópera em Estremoz

A ópera regressa ao Teatro Bernardim Ribero em Estremoz. Lá estarei no próximo Sábado à noite...

Lê-se no sítio Internet da Câmara Municipal de Estremoz:


"La Princesse de Jaune" e "The Wandering Scholar" | Ensemble Conteporaneus



Sábado 08 de Setembro de 2012 | 21:30

Nesta, que será a estreia nacional das duas óperas, reorquestradas propositadamente para esta ocasião por Antonio Risueño, o Ensemble Contemporaneus será dirigido pelo maestro João Paulo Santos. A encenação ficará a cargo de Fernanda Lapa, a cenografia será de Rui Alexandre e o desenho de luzes de Paulo Sabino. Os solistas serão Inês Simões (soprano), Marco Alves dos Santos (Tenor), João Merino (Barítono) e Nuno Dias (Baixo.

O Teatro Bernardim Ribeiro reabre a sua temporada de programação 2012/2013 novamente com ópera, numa coprodução do Município de Estremoz e da Contemporaneus, naquela que é a 1ª apresentação nacional destas duas óperas.


Coprodução: Câmara Municipal de Estremoz e Contemporaneus


Reservas/Informações:
CME | Telef.: 268 339 216 ou E-mail: cultura@cm-estremoz.pt
Teatro Bernardim Ribeiro | Telef.: 268 339 222

domingo, 2 de setembro de 2012

Ciro in Babilonia (Rossini Opera Festival 2012)



A ópera Ciro in Babilonia marcou a minha estreia no Rossini Opera Festival. Assiti à quarta récita desta ópera, no dia 19 de Agosto.

O elenco foi o seguinte:

Baldassare - Michael Spyres
Ciro - Ewa Podles
Amira - Jessica Pratt
Argene - Carmen Romeu
Zambri - Mirco Palazzi
Arbace - Robert McPherson
Daniello - Raffaele Costantini

Encenação - Will Crutchfiled

Orquestra e coro do Teatro Comunale di Bolonha dirigidos pelo Maestro Davide Livermore.

O libretto de Francesco Aventi relata a história de Baldassare, rei da Babilónia, que se encontra cercado na sua cidade pelas tropas de Ciro, rei da Pérsia (sinopse). Baldassare rapta e apaixona-se pela mulher de Ciro e este faz tudo para salvá-la.

A encenação de Will Crutchfield, transporta-nos para uma sala de cinema mudo dos anos 30 do século XX. Para os mais cépticos, esta transposição poderá parecer à partida estranha, uma vez que a ópera retrata cenas bíblicas, nos entanto, devo dizer que foi bastante eficaz e agradável.
Durante a abertura o público, constituído por elementos do coro, entra na sala de cinema e toma o seu lugar. A ópera é assim apresentada como se fosse um filme a preto e branco, com os cantores como personagens principais e os cenários projectados em telas no fundo de palco. Por vezes é usada uma tela transparente na frente de palco onde são projectados uns efeitos que fazem parecer que se está mesmo a ver um filme de cinema mudo.
Curiosamente, os figurinos das personagens masculinas respeitam, aparentemente, os trajes de época, mas os das personagens femininas são muitos inspirados nos anos 20/30 do século passado.


Quanto às vozes:

Carmen Romeu, Mirco Palazzi e Raffaele Costantini estiveram bem nos seus papeis secundários e não desvirtuaram o trabalho dos cantores principais, tendo constituído um bom elenco de suporte.

Robert McPherson, tenor, interpretou Arbace, personagem secundária, mas com uma ária tipicamente rossiniana no primeiro acto. A voz é ligeira, mas ouve-se bem (o Teatro Rossini não é muito grande, penso que será um pouco mais pequeno que o S. Carlos), o timbre não é dos mais agradáveis, mas tem um bom legatto e domina bem as passagens de coloratura. No registo agudo, denota-se um certo stresse e, para compensar uma certa diminuição de volume, o cantor parece entrar em esforço, o que se traduz em alguma estridência.

Michael Spyres, tenor interpretou Baldassare, rei da Babilónia. O cantor de timbre muito agradável esteve em excelente forma, e "portou-se" como um verdadeiro tenor rossiniano, com uma excelente agilidade e um registo agudo cheiro e nada stressado (penso que terá atingido por várias vezes o ré sobreagudo). No segundo acto interpreta o que parece ser uma "ária de loucura", de forma extraordinária, mesmo que passe grande parte do tempo em cima de uma passadeira rolante. Uma característica interessante da voz do cantor é que tem um registo grave bastante bem suportado. Isto é importante porque Rossini usou e abusou do registo grave (e do agudo também).

Jessica Pratt, soprano, interpretou Amira, mulher de Ciro. A cantora tem uma voz cheia e potente (quase lírica), de timbre agradável e com um bom legatto. Denotei no entanto um uso excessivo do pianíssimo nas passagens mais agudas, principalmente no primeiro acto. Isto pode ser apenas uma questão de gosto e não uma dificuldade técnica, uma vez que nas cabalettas os agudos eram alcançados em forte sem dificuldade. A coloratura não foi também perfeita no primeiro acto, tendo melhorado no segundo. No geral achei o desempenho de Pratt muito bom, as críticas que faço são apenas de pormenor. 

Ewa Podles, contralto,  interpretou Ciro, personagem central da ópera. Já falei várias vezes aqui no blogue da voz de Podles uma vez que é das minhas cantoras favoritas. Já tinha ouvido a cantora em Barcelona a interpretar Orsini na ópera Lucrezia Borgia de Donizetti e desta vez fiquei ainda mais satisfeito com a sua prestação. Tudo em Podles é perfeito. A voz é escura (escuríssima), maleável, e potente e cheia em todos os registos (a cantora tem 3 oitavas de voz).
Na récita, a cantora foi uma verdadeira rainha vocal, embora tenha interpretado o papel de "rei"! Ciro tem duas grandes (longas) árias, uma no primeiro acto e outra no segundo, quase no fim da ópera. Podles interpretou de forma perfeita estas árias (vocal e cenicamente), fazendo delas o ponto alto da récita. No segundo acto os aplausos foram tantos e tão prolongados que a cantora teve que "sair da personagem" para agradecer.
Para além da voz, Podles é também uma boa actriz, o que abona ainda mais a seu favor.


Depois da récita tive oportunidade de cumprimentar Michael Spyres, Jessica Pratt e, claro, Ewa Podles. Apesar de cansados, todos foram bastante simpáticos e distribuíram autógrafos. Com Podles tirei também a fotografia que está destacada na barra lateral do blogue, porque afinal como alguém dizia, "a Podles é um fenómeno da Natureza!".




Cabalettas (IV)

E termino com Verdi, este pequeno ciclo dedicado às "Cabalettas".


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cabalettas (II)

Continuo hoje com o tema das "Cabalettas", desta vez com as de Donizetti.

Desfrutem!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cabalettas (I)

O termo "Cabaletta" é usado na ópera para identificar a segunda parte de uma ária, caracterizada por ter mais ritmo e extremar emoções ou sentimentos.

A "Cabaletta" foi muito explorada pelos compositores do Bel canto italiano (Rossini, Donizetti e Bellini), mas aparece também em variadas óperas de Verdi.

Geralmente a "Cabaletta" é repetida sendo que na repetição é costume os cantores introduzirem variações que evidenciam as suas capacidades vocais.

Deixo-vos alguns vídeos com "Cabalettas" de óperas de Rossini, interpretadas por várias cantoras (mais tarde virão as de Donizetti e Bellini).


sábado, 25 de agosto de 2012

Rossini Opera Festival

O meu primeiro destaque no que diz respeito ao Rossini Opera Festival 2012, vai para a extraordinária prestação de Ewa Podlés (contralto), na ópera Ciro in Babilonia.

Dentro de uns dias, farei uma descrição detalhada das récitas e concertos a que assisti. Para já, gostaria apenas de referi que, na minha opinião, Ewa Podlés foi a melhor cantora presente no festival.

Aqui ficam uns excertos da sua interpretação da personagem Ciro.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Este blogue está parado?

Ultimamente parece que sim! Só agora reparei que o último post que aqui deixei tem data de 22 de Julho.

Devo confessar que, ultimamente, a leitura me dá mais prazer que a escrita e por isso... vou lendo! À cabeceira tenho "O Intruso" do William Faulkner e "Mozart, O supremo Mago" de Christian Jacq. No tablet, para experimentar os eBooks, vou relendo "O Amor de Perdição" do nosso Camilo.

Volto com notícias do Festival Rossini de Pesaro!

domingo, 22 de julho de 2012

Curiosidade...

Plácido Domingo interpreta a ária Da quel di che... Ah!Cosi nei ridente da ópera Anna Bolena de Donizetti.

Apesar de estar fora do seu reportório habitual, Domingo em 1966, terá feito um bom Percy. No final da cabaletta faz alguma "batota", mas é perdoável...


sábado, 21 de julho de 2012

José Hermano Saraiva



Cresci a ouvir a História e as histórias de José Hermano Saraiva, um dos maiores comunicadores portugueses.


RIP.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Paulo Ferreira - Recital no dia 13 de Julho em Lisboa

Finalmente um recital do Tenor Paulo Ferreira em Lisboa. 

Infelizmente, mais uma vez, não posso assistir.

Sexta-feira, 13 de Julho, o cantor apresenta-se na Sala dos Espelhos do Palácio Foz pela 18 horas. Interpretará árias da ópera Tosca de Puccini acompanhado pelo pianista Pedro Vieira de Almeida e pelo Soprano Sónia Alcobaça. Para além disso o Paulo dará a conhecer a sua experiência profissional na Alemanha e na Itália, num colóquio moderado por João Maria de Freitas Branco.

Imperdível...

Toi, toi, toi, meu caro Paulo!

Cinco anos



Este blogue faz hoje cinco anos! Uma vitória e uma prova de resistência, minha e dos que ainda me vão lendo, apesar da concorrência das redes sociais.

Deixo-vos com algumas estatísticas:

Artigos publicados ("posts") - 2279
Comentários - 2713
Visitas - 127 163

Não está mau! Para um blogue generalista.

Obrigado a todos os que lêem e comentam o Outras Escritas...

sábado, 7 de julho de 2012

Mariella Devia em Lucrezia Borgia (Ancona 19/2/2010

Encontrei finalmente no Youtube, um vídeo com a interpretação de Mariella Devia, do final da ópera Lucrezia Borgia a que assisti em Ancona a 19 de Fevereiro de 2010.

Para além da interpretação excepcional da cantora, chamo a atenção para o tenor, Giuseppe Filianoti que no final, olha para Devia certamente sem certeza da interpolação ou não, do mi bemol sobre-agudo. Como é evidente, o mi bemol surgiu (e em crescendo) e o cantor não pôde deixar de sorrir.


sábado, 30 de junho de 2012

Edita Gruberova em Roberto Devereux

Edita Gruberova tem 65 anos e continua a interpretar magistralmente o papel de Elisabetta na ópera Roberto Devereux.

Tive a oportunidade de ouvir a cantora interpretar esta ópera em 2005 e considero esse um dos momentos altos das minhas idas à ópera.

Desde há uns anos que a cantora vem sendo criticada pelos seus maneirismos e muitos acham que já não se deveria ter retirado. Não posso estar mais em desacordo. Gruberova continua a encher os teatros onde se apresenta. São os seus fãs? Talvez sim! Eu sou um deles e viajo com muito gosto para assistir a uma récita ou concerto seu.

Deixo-vos com o final da ópera Roberto Devereux numa récita que ocorreu em Viena em Maio do presente ano. Chamo a atenção para a interpretação quer a nível cénico, quer a nível vocal. Não nos devemos esquecer que esta ópera é de Donizetti, compositor do período do belcanto, altura em que os sentimentos eram transmitidos essencialmente pela voz.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Diana Damrau em Linda di Chamounix

Diana Damrau, uma das melhores vozes femininas da actualidade, interpretou Linda na ópera Linda di Chamounix de Gaetano Donizetti no início da presente temporada do Liceu de Barcelona.

O soprano alemão, que tem gerido a sua carreira de forma bastante inteligente, interpretando o reportório que é mais indicado para a sua voz, apresentou-se em Barcelona em topo de forma, interpretando Linda de forma extraordinária. A voz tem vindo a ganhar robustez no registo grave, o que é uma característica bastante positiva para um soprano de coloratura, e no registo sobre-agudo está mais aberta, luminosa e potente.

Infelizmente ainda não tive oportunidade de ouvir Diana Damrau ao vivo, pelo que, devo salientar que esta minha apreciação se baseia no acompanhamento que tenho feito da sua carreira através de gravações áudio e vídeo.

Deixo-vos com dois excertos de uma da récitas de Barcelona, destacando a cena de loucura (segundo vídeo) que a cantora interpreta de forma magistral brindando-nos no final com um extraordinário mi natural sobre-agudo.

Dois aspectos negativos: o som é ligeiramente distorcido nos agudos em forte e o maestro, ou a orquestra, andaram um pouco "perdidos" a meio da cena da loucura.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Segundo "F" e o Diário do Tripulante



Quando o país está quase todo agarrado a um dos três "F's", eu acabei por me prender a outro que, na minha opinião, é o único que tem algum valor.

Explico! Para evitar o Futebol, mudei de canal e deparei-me com o ... Fado. Porquê? Porque acabei de ver uma reportagem sobre uma excelente iniciativa das Festas de Lisboa - o Fado nos Eléctricos.

Para além das entrevistas a fadistas e passageiros, fiquei a conhecer o Rafael Santos, guarda-freio de profissão e de coração, que já foi motorista de autocarros e, entre outras coisas, jornalista. Para além disto o Rafael tem um blogue, o Diário do Tripulante, e vai lançar um livro de sua autoria no próximo dia 2 de Julho.

A entrevista foi feita a bordo do célebre 28E, onde eu costumo passar parte do meu tempo, nas minhas idas a Lisboa.

FFF


Está aí alguém?