domingo, 6 de dezembro de 2009

Faz anos hoje - António Feio

No dia 6 de Dezembro de 1954 nascei António Feio.

Da Infopédia:

Actor e encenador português, nasceu a 6 de Dezembro de 1954, em Lourenço Marques (actual Maputo), em Moçambique. António Feio foi viver para Lisboa com a família, aos sete anos de idade. Enquanto frequentava o liceu, costumava ir assistir aos ensaios da mãe, no Teatro Experimental de Cascais, e foi assim que surgiu o convite de Carlos Avilez para fazer parte de elenco da peça O Mar, de Miguel Torga, que estreou a 6 de Maio de 1966 e que marcou o início de uma promissora carreira de actor. Em 1974, fez a digressão do Teatro Experimental de Cascais por Moçambique. De novo em Lisboa, leva a cena inúmeras peças em teatros, como o S. Luiz, o Teatro Adoque, o Teatro ABC, a Casa da Comédia, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o Teatro Aberto, o Teatro Variedades, entre outros. Começou a tornar-se conhecido do grande público devido às suas aparições televisivas: a primeira foi na série policial Zé Gato (1980). Seguiram-se papéis secundários em Sabadabadú (1981), na telenovela Origens (1983) e no programa infantil Zarabadim (1985). Em 1993 actuou, em parceria com José Pedro Gomes, na peça Inox - Take 5, e assim teve início uma "dupla" de sucesso. O seu trabalho no teatro alargou-se também à encenação de espectáculos que têm sido apresentados no Centro Cultural de Belém e nos Teatros Nacionais de Lisboa e Porto, entre outros. Com José Pedro Gomes actuou e encenou peças que alcançaram um enorme êxito, destacando-se O Que Diz Molero (1994), Conversa da Treta (1997), que se tornou tão popular que passou também na televisão sob a forma de vários episódios, e Arte (1998), num trio que inclui Miguel Guilherme, e que fizeram rir um público entusiasta. Encenou outras peças de referência, como A Partilha (1994), Perdidos em Yonkers (1996), Duas Semanas com o Presidente (1996), O Aleijadinho do Corvo (1997) e Bom Dia Benjamim (1998). Após ter assumido a personagem Johnny Bigodes no concurso Ai os Homens (1998) e ter co-apresentado, ao lado de Rui Paulo, o programa televisivo Mulher Não Entra (2001), voltou ao teatro de cariz cómico: Inox (2002), ao lado de Maria Rueff, a Treta Continua (2003), com José Pedro Gomes, e Deixa-me Rir (2004), com Virgílio Castelo.

António Feio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-06]

sábado, 5 de dezembro de 2009

Desabafo

Depois de dois dias de trabalho intenso e stressante, onde nem me restou tempo ou força para escrever aqui no Outras Escritas, eis que hoje, me sinto doente, febril, mas sem febre e com muito poucas forças...

Não! Não é gripe A...

Faz anos hoje - Josep Carreras

No dia 5 de Dezembro de 1946 nasceu Josep Carreras.

Da Infopédia (pouquíssima informação e nada relevante):

Tenor espanhol, nascido em 1946, após ter sofrido uma dramática recuperação de leucemia em 1988, juntou-se a Plácido Domingo e Luciano Pavarotti para gravar um disco produzido para coincidir com a abertura do Mundial de Futebol de Roma de 1990. Em 1984 gravou um disco intitulado West Side Story .

José Carreras. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-05]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Joyce DiDonato




Aqui está uma opinião completamente diferente da minha, relativamente ao último trabalho e Joyce DiDonato.

Faz anos hoje - Gianni Versace

No dia 2 de Dezembro de 1946 nasceu Gianni Versace.

Da Infopédia:

Estilista italiano, Gianni Versace nasceu a 2 de Dezembro de 1946, em Regio Calábria, e morreu a 15 de Julho de 1997, em Miami, nos Estados Unidos da América, baleado à porta da sua vivenda. A partir dessa data, foi a sua irmã Donatella quem tomou conta da casa Versace. Versace aprendeu com a mãe, que era costureira, os primeiros passos da confecção de roupa e, aos nove anos, fez um vestido comprido de veludo. Apesar de inicialmente ter estudado arquitectura, Gianni Versace depressa se mudou para o mundo da criação de moda. Foi, assim, viver para Milão em 1972 e começou por trabalhar na criação de pronto-a-vestir para casas como a Callaghan, Genny e Complice. Quando ainda estava na Complice, convenceu o irmão Santo a associar-se a ele no negócio da moda e, em Março de 1978, surgiu nas passerelles de Milão a primeira colecção de roupa feminina Versace, na altura com um estilo distante do que o viria a tornar conhecido. No ano seguinte, lançou a primeira colecção masculina, mas foi só em 1982 que se tornou realmente famoso, quando apresentou uns vestidos sexy elaborados à base de malhas metálicas. Nesse mesmo ano, e graças a essa colecção, ganhou o primeiro de muitos prémios da carreira, ao ser galardoado com o Occhio d'Oro, destinado a distinguir o melhor estilista da colecção feminina de Outono/Inverno de 1982/83. Ainda nesse ano, iniciou uma colaboração com o Teatro Scalla de Milão, tendo criado o guarda-roupa para uma peça de ballet de Richard Strauss. Ao longo da sua carreira, manteve uma longa e proveitosa colaboração com o mundo artístico. Em 1984, lançou o perfume "Versace l'Homme", com a particularidade de um coreógrafo belga ter preparado uma dança em honra deste lançamento. Dois anos depois, o presidente italiano, Francesco Cossiga, nomeou-o Comendador da República Italiana, para ainda em 1986 ser a vez de Jacques Chirac lhe oferecer a Grande Medalha de Paris. A sua irmã, Donatella, que para ele era uma musa inspiradora, já trabalhava há algum tempo com Gianni mas foi só em 1989 que se tornou definitivamente imprescindível para a casa Versace, ao lançar a linha Versus, dedicada aos que gostam de roupas mais arrojadas. O ano 1991 ficou marcado pelo lançamento do perfume "Versus" (a versão feminina surgiu em 1992) e da linha clássica de vestuário "Signature". O excêntrico cantor britânico Elton John era grande admirador de Giannni Versace e, em Maio de 1992, convidou-o para desenhar o guarda-roupa para uma digressão mundial. Nesse mesmo ano, saiu o relógio "Meduse", o primeiro da marca Versace. Em 1993, o Conselho de Estilistas da América concedeu a Versace o prémio da moda, num ano em que foi também apresentada uma linha de artigos para casa. As criações de Gianni Versace reflectiam a sua personalidade e o seu modo de vida; cometia muitos excessos, nomeadamente nas inúmeras festas que dava nas vivendas que tinha espalhadas pelo Mundo. O próprio estilista afirmava que excesso era entretenimento. Assim, sem espanto, era um criador solicitado por excêntricos artistas pop e rock como Elton John, Prince, Madonna e Courtney Love. Gianni Versace era um grande admirador das top models que desfilavam as suas criações e passava a vida a elogiá-las e a enchê-las de presentes. Ao mesmo tempo, fazia questão de promover a imagem destas belas mulheres nos anúncios às suas criações. Na hora da sua morte, depois do brutal assassinato à porta de casa, os amigos não faltaram à chamada e personalidades como Elton John, Madonna e a princesa Diana foram a Milão assistir ao funeral.

Gianni Versace. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-02]

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caim - José Saramago

Acabei de ler o polémico Caim de José Saramago.

Em primeiro lugar devo referir que não percebo a polémica que se gerou em torno do livro. Claro que Saramago é um escritor importante (para muitos um bom escritor e para outros nem tanto) e que quando se põe em causa o livro sagrado se fica sujeito às mais diversas reacções da Igreja Católica.

Depois de ler o livro, considero que muitos dos comentários que se fizeram são perfeitos disparates. Saramago não ofende a Igreja Católica e também não ofende Deus, ou deus como escreve.

Em Caim, Saramago apenas põe em causa algumas das acções de Deus que são descritas na bíblia. Por exemplo, incendiar Sodoma e Gomorra não fez com que morressem milhares de crianças e mulheres inocentes?

E depois há uns aspectos mais práticos que são hilariantes. Por exemplo na Arca de Noé, as mulheres não tinham mãos a medir com a limpeza. É que colocar tantos animais num espaço fechado fez com que estivesse tudo sempre "mijado e cagado" (palavras do autor).

A maioria dos críticos literários não considera Caim ao nível de outras obras de Saramago, de qualquer forma, penso que o seu humor e a sua inteligência do autor estão sempre presentes.

Recomendo...

PS: nunca li a bíblia. Nunca me despertou qualquer interesse.

Faz anos hoje - Morris

No dia 1 de Dezembro de 1923 nasceu o criador de Lucky Luke, Maurice de Bévère.

Da Infopédia (Luchy Luke):

O mais célebre cowboy da banda desenhada europeia foi criado na Bélgica por Morris, aliás Maurice de Bévère, em 1946. A evolução gráfica da personagem Lucky Luke - o cowboy que dispara mais rápido que a sua própria sombra -, que se tem registado desde 1946, é muito significativa: as formas arredondadas que apresentava inicialmente faziam com que a personagem denotasse muita influência do cinema animado, área onde Morris tinha trabalhado antes. A indumentária era já em tudo idêntica à que lhe é conhecida: chapéu branco, lenço vermelho, camisa amarela e calças pretas, que depois passaram a azuis, mais em consonância com os jeans. O fiel cavalo Jolly Jumper surgiu no primeiro episódio, "Arizona 1880", como seu companheiro, sendo muito rápido, inteligente e ajudando Luke em múltiplas situações. Tem a particularidade de jogar xadrez e de prever por onde o seu cowboy escapará de uma zaragata. Mas a galeria de personagens é extensa. Morris tinha criado e literalmente morto os irmãos Dalton, Bob, Gray, Bill e Emmet, num episódio feito a solo, Fora-da-Lei, tendo Goscinny achado mais tarde que eram personagens com imenso potencial. Uma vez que estavam mortos, "criou" os primos Dalton, em tudo idênticos aos defuntos: Joe, Jack, William e Averell, por ordem de altura, que apareceram precisamente em Os Primos Dalton, contribuindo decisivamente para a popularização da série, pelo seu lado caricatural. Joe, o baixinho mauzão e irascível, e Averell, o alto, delicado e glutão, protagonizam os mais variados e hilariantes gags da série. Rantanplan, criado em 1960, é o oposto do célebre cão Rintintin, pois não tem faro, as pistas que segue são sempre erradas e come como um desalmado, constituindo, com os Dalton, o elemento burlesco da série, de tal modo que o cão mais estúpido do oeste (e até do este) tem direito a uma série própria. Para além dos perigosos bandidos que abundam no velho oeste, como Billy the Kid, Luke também conheceu personagens famosas e bizarras, muitas das quais verídicas, das mais diversas áreas, sem esquecer os aventureiros, os índios e os imigrantes. Chineses, irlandeses, italianos ou russos, que se aventuravam no país das oportunidades, formam uma extensa lista de personagens que, com muito humor à mistura, vão apresentar um mosaico social dos pioneiros do velho oeste. O cigarro foi uma imagem de marca de Lucky Luke durante quase 4 décadas, que deixou de fumar em 1983, surgindo no álbum Fingers com uma palhinha na boca, a pedido dos editores dos EUA.
Edições e produtos derivados
A sua primeira aparição verificou-se no Almanach Spirou 1947, anuário da revista Spirou, publicado a 14 de Novembro de 1946, com a história "Arizona 1880". A 12 de Junho de 1947 começou a publicar-se com regularidade na revista Spirou, com La Mine d'Or (A Mina de Ouro) de Dick Digger, história que daria origem ao primeiro álbum, editado pela Dupuis em 1949. O primeiro episódio que contou com René Goscinny como argumentista foi Carris na Pradaria, publicado na Spirou a partir de 25 de Agosto de 1955. Até 1968 as histórias continuaram a ser publicadas na revista Spirou, com álbuns da Dupuis. Nesse ano, a série passou a publicar-se na concorrente Pilote, dirigida por Goscinny, até 1973, com os correspondentes álbuns da Dargaud. Em 1974 foi criada a sua própria revista, Lucky Luke, de periodicidade mensal mas de duração efémera, aparecendo depois em pré-publicação nas mais variadas revistas, como Tintin, Paris-Match e Le Nouvel Observateur, antecedendo as edições em álbum. Após a morte de Goscinny (1977), Morris teve diversos argumentistas para Lucky Luke: Vicq, Bob de Groot, Xavier Fauche, Jean Léturgie, Dom Domi, Martin Lodewijk, Lo Hartog Van Banda, Guy Vidal, Claude Guylouïs e Michel Janvier. As colaborações alargaram-se também ao desenho, com Janvier e Frédéric Garcia, mas também a Leonard, este sobretudo na coloração. Morris faleceu a 16 de Junho de 2001 mas, ao contrário de Hergé, nunca manifestou discordância na continuação da série, desde que fosse mantido o espírito e o grafismo. Deste modo, a 3 de Julho de 2004 começou a publicação da primeira história da série após o desaparecimento do seu criador, La Belle Province, com pré-publicação no prestigiado jornal francês Le Figaro, feita pela dupla de autores Laurent Gerra (argumento) e Achdé (desenho). A adaptação de Lucky Luke aos desenhos animados aconteceu com Lucky Luke, em 1971, consequência da popularidade que a personagem gozava, pelo que outros filmes se seguiram: Daisy Town (1971), La Ballade des Dalton (1978), Les Dalton en Cavale (1983), entre outros. Em paralelo, surgiram também séries na televisão, em 1984, em 1991 e em 2001. O início dos anos 90 do século XX ficou marcado pela estreia do filme Lucky Luke, adaptação a personagens de carne e osso, realizado e protagonizado por Terence Hill (Lucky Luke) e que contou com a participação de Ron Carey (Joe Dalton) e Nancy Morgan (Lotta Legs), entre outros actores. Por essa altura, os mesmos protagonistas participaram também numa série de televisão, com ambas experiências a não se revelarem particularmente felizes. Em 2005 estreou o filme Os Irmãos Dalton, de Philippe Haïn. Jogos, vestuário, material escolar e publicidade têm sido alguns dos muitos suportes que têm utilizado o famoso cowboy da banda desenhada. Lucky Luke em Portugal A sua estreia em Portugal ocorreu apenas em 1958, quando surgiu no Cavaleiro Andante n.º 340, aparecendo depois em vários outros periódicos: Foguetão (1961), Zorro (1962-1966), Tintin (1968-1982), Flecha 2000 (1978), Diário Popular (suplemento "Flecha 2000", 1985-1986), Jornal da BD (1982-1987) e Selecções BD, I e II série (1988-1991 e 1998-2001, respectivamente). Ao nível dos álbuns, Fora-da-Lei, de 1967, foi primeiro dos quatro editados pela Íbis, a que se seguiu a Livraria Bertrand, com 12 títulos entre 1974 e 1979. A partir dos anos 80 do século XX, a Meribérica, depois Meribérica/Liber, editou quase toda a colecção de álbuns da série, tanto em pequeno como em grande formato. A única excepção foram os quatro primeiros títulos, tendo apresentado também diversos álbuns da série paralela, Rantanplan. Em 2003, as Edições ASA asseguraram os direitos sobre a série, lançando em simultâneo os títulos ainda inéditos e várias reedições. Outras edições a registar: o livro publicitário O Fim dos Dalton (oferta do detergente Azur) no início dos anos 70, o álbum de cromos da Arcádia em 1973 e o volume inaugural da colecção "Os Clássicos da Banda Desenhada", apresentado em 2003 com o jornal Correio da Manhã. Morris esteve presente em Portugal por mais de uma vez, no VI Salão Internacional de BD do Porto (1989) e no 1.º Festival Internacional de BD da Amadora (1990), onde ficou demonstrada a popularidade da sua obra. Em 1999 foi anunciado um arrojado projecto, o Parque Lucky Luke, nos arredores de Palmela, sob iniciativa de Telmo Protásio, da Meribérica/Liber e com o apoio de Morris, mas a morte de ambos inviabilizou o projecto.

Lucky Luke. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-01]

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ai os nossos amigos...

Chego do pequeno almoço e verifico que há um grande envelope com remetente e destinatário escritos à mão e com uma caligrafia conhecida... O que será? Pensei...

Abro e envelope e vejo os meus primeiros presentes de Natal.


- O segundo volume da Fábrica de Histórias, devidamente autografado;
- Um cartão de Natal (vermelho, mesmo como eu gosto);
- Quatro cápsulas Nespresso (dos lotes especiais Rosabaya e Dulsão).

Querem prenda mais original que esta?
Só poderia ser da minha super amiga Reflexos.

Obrigado

Obrigado à humming do [suss]surros por seguir o Outras Escritas.

Obrigado também ao Mário do Livro de Areia que foi quem nos "apresentou".

Faz anos hoje - Mark Twain

No dia 30 de Novembro de 1835 nasceu Mark Twain.

Da Infopédia:

Escritor norte-americano, de nome verdadeiro Samuel Langhorne Clemens, nascido em 1835, na Florida, e falecido em Abril de 1910. Quando tinha 4 anos a família mudou-se para Hannibal, na margem do Rio Mississípi. O pai de Twain morreu em 1847 e ele tornou-se aprendiz de impressor (1847-55). Entre 1853-54 viajou pelos diversos estados, trabalhando como impressor. Após uma breve viagem ao Brasil, tornou-se piloto fluvial no Mississípi (1857-61). Nessa época adoptou o pseudónimo de Mark Twain, que na linguagem de verificação da profundidade dos rios significa "duas marcas" na sonda. Foi jornalista e conquistou a atenção do público com o conto The Celebrated Jumping Frog of Calaveras County, publicado em 1865 num jornal e depois editado em livro com outros ensaios (1867). Em 1867 Twain visitou a França, a Itália e a Palestina, recolhendo material para o seu livro The Innocents Abroad (1869), que estabeleceu a sua reputação de humorista. Twain casou em 1870 e fixou-se em Hartford, Connecticut. Dois anos depois publicou Roughing It, e em 1873 The Gilded Age. Em 1876 foi publicada a primeira das suas grandes obras, The Adventures of Tom Sawyer (Tom Sawyer), romance baseado nas experiências da adolescência do autor no Rio Mississípi. No seu livro seguinte, A Tramp Abroad (1880) o autor revisitou a Europa, regressando ao seu território com Life on the Mississippi. A obra-prima da carreira literária de Twain, The Adventures of Huckleberry Finn (Huckleberry Finn), foi publicada em 1884. O livro, que à semelhança de Tom Sawyer parecia um livro para jovens, constituía na realidade uma fábula da América urbana e industrial que na época de Twain ameaçava o sonho de liberdade junto da natureza. Huck representava muitas das aspirações da sociedade americana, com as quais o público facilmente se identificou. O romance estabeleceu definitivamente Twain como um dos grandes humoristas da literatura mundial. Entretanto foram publicadas outras obras do autor: A Connecticut Yankee in King Arthur's Court (1889), The Tragedy of Pudd'nhead Wilson (1894) e Personal Recollections of Joan of Arc (1896). A década de 1890 foi marcada por dificuldades financeiras e nos últimos anos de vida o gosto de Twain pela caricatura burlesca deu lugar a um pessimismo satírico. A dimensão irónica do mundo e em particular do sonho americano revelaram a nova paisagem americana em toda a sua materialidade. A sensibilidade do escritor, dividida na transição da América para a era industrial, influenciou particularmente William Dean Howells, amigo próximo de Twain.

Mark Twain. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-30]

domingo, 29 de novembro de 2009

Blogue da Semana (XXXVII) - Psicologias da Treta

pSiCoLoGiAs dA TrEtA

Gosto do Psicologias da Treta...

Il Viaggio a Reims (Rossini)

Quase desisti de passar na secção de clássica da FNAC do Funchal. Cada vez há menos variedade e as coisas novas que aparecem cingem-se apenas ao clássico mais "popular".

Hoje, por acaso quando passava, houve um CD que me chamou a atenção. Tratava-se da ópera Il Viaggio a Reims de Rossini numa daquelas récitas magníficas dirigidas por Claudio Abbado nos anos oitenta. Ainda por cima o preço era de apenas 11 euros. Claro que nem hesitei.

Vejam só o elenco:
Ricciarelli (de quem não gosto muito, preferia a Caballé)
Valentini Terrani
Cuberli
Gasdia
Araiza
Gimenez
Nucci
Raimondi
Ramey
Dara

Uma "chuva de estrelas" de onde destaco Raimondi e Ramey.



Faz anos hoje - Jacques Chirac

No dia 30 de Novembro de 1932 nasceu Jacques Chirac.

Da Infopédia:

Nasceu em 1932, em Paris. Foi primeiro-ministro de França nos períodos de 1974 a 1976 e 1986 a 1988. É desde 1995 presidente da República. Foi oficial na Argélia em 1956-1957. Foi eleito para a Assembleia Nacional vezes sucessivas a partir de 1967. Depois de desempenhar os cargos de ministro de Agricultura (1972-1974) e do Interior (1974), foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente eleito Giscard d'Estaing em 1974. Viria a renunciar ao cargo devido às suas disputas pessoais e políticas com o presidente. A sua ambição leva-o a transformar o partido gaullista, conhecido como União dos Democratas para a República (UDR) em União para a República (RPR). Sob a sua liderança, este assumir-se-ia como um partido de centro-direita. Em Março de 1977 é eleito Presidente da Câmara Municipal de Paris, o que acontecia pela primeira vez, já que desde 1871 que a cidade se encontrava dividida em vinte concelhos não tutelados por uma autarquia centralizadora. Nas eleições parlamentares de 1986, uma coligação dos partidos da direita venceu as eleições e Chirac foi nomeado primeiro-ministro do presidente socialista François Mitterrand. Desta coabitação resultou que Chirac era o responsável pela política interna (privatizou indústrias e bancos que tinham sido nacionalizados por Mitterrand), enquanto que o presidente tutelava a política externa. Em 1988 foi candidato presidencial pelo RPR e perdeu as eleições para o seu rival Mitterrand. Viria a triunfar, finalmente, nas eleições seguintes, em Maio de 1995, após um conjunto de vitórias importantes do partido, então dirigido por Alain Juppé. Como presidente, chocou a opinião pública mundial ao anunciar a sua decisão de realizar testes nucleares na Polinésia Francesa. Apesar dos apelos vindos das associações ecologistas e das ameaças de embargo ao consumo de produtos franceses, Chirac não desistiu da realização desses testes, recorrendo ao argumento de que eles eram importantes para a segurança do país. Ainda no domínio da política externa, Jacques Chirac tem continuado os erforços dos seus antecessores na construção de uma Europa unida.

Jacques Chirac. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-29]

sábado, 28 de novembro de 2009

Época Natalícia

Agora sim, é tempo de começar a preparar o Natal.

Na cidade as iluminações já se acenderam e aqui em casa a árvore e o presépio já estão na sala.

No Outras Escritas, o espírito natalício também já se faz sentir.

Algo está mal...

Diz o repórter que o cenário é idêntico ao que é usual na América Latina, referindo-se à entrada de adeptos para o estádio de Alvalade para assistirem ao jogo Sporting Benfica.

Enfim! Futebois...

Faz anos hoje - William Blake

No dia 28 de Novembro de 1757 nasceu William Blake.

Da Infopédia:

Poeta, pintor e gravador britânico, nasceu a 28 de Novembro de 1757, em Londres, e aí veio a morrer em 1827. Foi praticamente ignorado pelos seus contemporâneos, exprimindo as suas visões místicas e encarnando o espírito romântico do artista profético, pessimista e revoltado. Em 1767 ingressou numa escola de desenho e aos 14 anos começou a aprender gravura. Casou-se aos 25 com Catherine Boucher e, juntos, trabalhariam na edição das obras de Blake. Utilizavam a técnica da gravura para a impressão dos poemas e das ilustrações e eles próprios encadernavam os livros. Em Canções da Inocência (1789), Blake revelava uma visão ingénua do Cristianismo, enquanto em Canções da Experiência (1794) assumia uma faceta de natureza mais profética e sombria. De 1804 a 1818 editou o poema Jerusalém, com cem gravuras. Recebeu depois uma encomenda de ilustrações para O livro de Job e iniciou uma outra série, em 1824, para A Divina Comédia, de Dante. Nos últimos anos da sua vida conquistou a admiração pelo seu trabalho, vindo a ser reconhecido como uma das mais importantes personalidades do Romantismo inglês.

William Blake. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-28]

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (IX) - The return of Allô Allô

Andava eu a fazer uma pesquisa no youTube para encontrar um vídeo com o Monsieur Alfonse (sem sucesso), quando descobri vários filmes com o "episódio" de 2007 gravado na Austrália.

Um tesouro. Ainda só vi até ao terceiro filme.

Aguardo os vossos comentários...





















Faz anos hoje - Bruce Lee

No dia 27 de Novembro de 1940 nasceu Bruce Lee.

Da Infopédia:

Actor norte-americano de origem chinesa, Bruce Lee, nome artístico de Lee Yeun Kam, nasceu a 27 de Novembro de 1940, em São Francisco, e morreu a 20 de Julho de 1973, em Hong Kong. Perito em artes marciais, o seu nome está associado ao sucesso do "kung-fu" e ao género cinematográfico nelas inspirado e criado nos estúdios de Hong Kong. De facto, Bruce Lee deixou os Estados Unidos da América em criança, e foi em Hong Kong que começou a aprender artes marciais, tendo-se estreado no cinema aos seis anos. O jovem actor começou a desempenhar papéis em que demonstrava todo o seu talento para essas artes, e usava o nome profissional de Siu-Lung Lee (Pequeno Dragão). Participou em cerca de uma vintena de filmes antes de voltar para os Estados Unidos. Aí, enquanto estudava, ganhava a vida a dar aulas de artes marciais, e teve como alunos algumas celebridades da Sétima Arte, como Steve McQueen, James Coburn, James Garner, Lee Marvin, Roman Polanski, e Kareem Abdul Jabbar. Tirou o curso de Filosofia na Universidade de Washington. Em 1966, estreou-se numa série de televisão americana sobre artes marciais, The Green Hornet, desempenhando o papel de Kato, o que o lançou para a fama. No cinema, os seus principais sucessos foram The Big Boss (Big Boss: O Implacável,1971), Fists of Fury (1972), The Way of the Dragon (A Fúria do Dragão,1973), um filme escrito, realizado e protagonizado por Lee e que conta também com a participação de Chuck Norris, Enter the Dragon (O Dragão Ataca,1973), a primeira co-produção entre os estúdios de Hong Kong e dos Estados Unidos da América, e Game of Death (A Torre da Morte,1978). Este foi também o último filme do actor. Com apenas 32 anos, Bruce Lee morreu em Julho de 1973, em Hong Kong, muito antes de as filmagens daquele filme estarem completas, o que fez com que A Torre da Morte possua muito poucas sequências com o verdadeiro Lee. De facto, este filme foi montado a partir de filmagens antigas e conta com duplos do actor, tendo apenas estreado em 1978. As circunstâncias da morte deste grande mestre de artes marciais nunca foram verdadeiramente explicadas, embora a versão "oficial" a atribua a um edema cerebral. Há quem especule que terá sido provocada por um grupo de peritos de "kung-fu" que acreditavam que o actor estava a expor demasiado aos olhos do mundo os "segredos" das artes marciais. Bruce Lee era casado e tinha dois filhos. Ironicamente, o seu filho Brandon Lee, também ele actor e perito em artes marciais, iria ter uma morte trágica e em circunstâncias misteriosas, em 1993, com apenas 28 anos, ao ser alvejado por uma bala perdida durante as filmagens de The Crow (O Corvo, 1993). Seja como for, a lenda criada em volta do herói não morreu com ele, e durante uma série de anos a seguir à sua morte vários filmes foram feitos utilizando filmagens antigas do actor. Com capacidades quase sobre-humanas e porte atlético, Bruce Lee é considerado a maior estrela dos filmes de artes marciais.

Bruce Lee. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-27]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (VIII) - Kenneth Connor

O actor Kenneth Connor encarnou o papel de Monsieur Alfonse. A sua imagem de marca era o seu "dicky ticker". Infelizmente o actor deixou-nos em 1993.

Da Infopédia (em Inglês):

Kenneth Connor, MBE (6 June 1916 – 28 November 1993) was an English comedy stage, radio, film and TV actor, best known for the Carry On films.

Born the son of a naval officer in London, Connor first appeared on the stage at the age of 2 and by 11 had his own act. After periods at drama school and the army during which time he participated in the British invasion of Rome, he returned to the stage, but found most success in BBC radio comedy, particularly in comedian Ted Ray's Ray's a Laugh in which he played the brother-in-law and other 'odd' characters including 'Sidney Mincing'. He had a small role as a taxi driver in The Ladykillers (1955), and was an occasional guest on The Goon Show on radio, being called upon to fill in during regular cast members' illness.

In 1958 he was cast in the first Carry On film, Carry On Sergeant. He became one of the regulars of the series, appearing in 17 of the 30 original films and many of the television productions. In his earlier Carry On appearances he frequently played sympathetic straight roles, often as the romantic lead. His appearances subsided during the middle period of the Carry On film run; however, he returned in the later films. In his later appearances he often played married men with a wandering eye, various lascivious and lusty men, and pompous unsympathetic characters. His son Jeremy appeared as his son in Carry On Nurse.

Together with Kenneth Williams and Eric Barker, Kenneth Connor was the only star of the Carry On's to appear in the first Carry On Sergeant and last Carry On Emmanuelle of the original set of Carry On films excluding Carry On Columbus.

He also starred with fellow Carry On stars Sid James and Esma Cannon in the 1961 British comedy What a carve up!.

Between 1971 and 1973 Connor joined Dad's Army stars Arthur Lowe and Ian Lavender on the BBC radio comedy Parsley Sidings. In contrast with some of his Carry On co-stars, Connor found further success on the London stage playing a leading role alongside Frankie Howerd in A Funny Thing Happened on the Way to the Forum, and he also appeared in West End revues. On television he appeared in The Black and White Minstrel Show, in the children's show Rentaghost (1983 – 1984), and as Monsieur Alfonse in 'Allo 'Allo! (1984 – 1992) and Uncle Sammy Morris in Hi-de-Hi! (1986 – 1988). He also made guest appearances in sitcoms, including That's My Boy, You Rang, M'Lord? and he made a memorable cameo in an episode of Blackadder the Third in 1987, alongside fellow veteran comic star Hugh Paddick.

His final TV appearance as Mr Warren in The Memoirs Of Sherlock Holmes episode The Adventure of the Red Circle was broadcast posthumously in 1994. He was in over fifty movies and was honoured by the Queen with an MBE in 1991.

He made his first stage appearance at the age of two and was still working just 2 days before his death, with an appearance on Noel Edmond's Telly Addicts.

Connor died of cancer at his home in London in 1993, and was survived by his wife Margaret (Miki), his son and three grandchildren, Thomas, Hayley and Rose, all of whom have been accomplished child actors.


Monsieur Alfonse is Nouvion's undertaker, first being seen when local hero René Artois fakes his own death. Alfonse quickly falls in love with the latter's wife, Edith, and René has to propose to Edith or lose his café as everyone believes he is dead.

Alfonse also has a small fortune in a Swiss bank account; therefore, Edith's mother agrees with the match, as Alfonse would make a better husband financially.

The undertaker's catchphrase is "Swiftly and with style", while announcing his services. In addition, he also has a "dicky ticker", which comes on every time something stressful (or arousing) happens, and also suffers from the less publicised "tricky truss". He admires René for all the brave work he does for the Resistance, and agrees to admire Edith from afar. When he finds out about René's affair with waitress Yvette he tells Edith, but René manages to fob her off with another excuse.

Sem palavras - Benjamin Zander



Obrigado ao Lúcio Quintal pelo envio do "link".