quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Faz anos hoje - Carl Maria von Weber

No dia 18 de Novembro de 1786 nasceu Carl Maria von Weber.

Da Wikipédia:

Carl Maria Friedrich Ernest von Weber (Eutin, 18 de novembro de 1786Londres, 5 de junho de 1826) foi um barão e compositor de Holstein (hoje parte da Alemanha). Conhecido pelo seu sobrenome, Weber, foi um dos primeiros compositores significantes da Era Romântica.

Interessado em novas sonoridades e combinações instrumentais, tornou-se um dos maiores compositores do Ocidente. Na transição do Classicismo para o Romantismo, sua obra introduziu a nova estética na Alemanha.

Carl Maria von Weber foi um pioneiro do drama musical alemão, e a ele se deve a criação da ópera Der Freischütz (O Franco-Atirador), a primeira ópera romântica alemã. Outras de suas óperas são Das Waldmädchen, Oberon e Euryanthe. Sua música influenciou a inspiração musical de Wagner.

Destacou-se como pianista, violinista e teórico do Romantismo. Mais tarde teve predileção pelo clarinete e pela trompa.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sílvia Tro SantaFé (mezzo soprano)

Fiz uma pesquisa no youTube sobre o mezzo soprano Silvia Tro SantaFé que referi no "post" de ontem sobre a ópera L' italiana in Algeri.

Não existem muitas gravações da cantora. Gostava de demonstrar os seus dotes vocais em Rossini, mas a maioria das gravações é de Handel.

Em Handel a agilidade vocal da cantora pode ser questionável, no entanto, o timbre é bastante agradável. Um daqueles timbres que se identifica com alguma facilidade.
Alguns críticos referem que a cantora usa a voz de peito até um registo muito agudo. É verdade, mas eu vejo nisso uma qualidade vocal,que lhe pode danificar as voz é certo, mas que é agradável ao ouvido.

Aqui ficam dois vídeos, um deles com uma ária da ópera Serse de Handel e o outro num dueto do Barbeiro de Sevilha de Rossini.



"Link" para o dueto do Barbeiro

Faz anos hoje - Danny DeVito

No dia 17 de Novembro de 1944 nasceu Danny DeVito.

Da Infopédia:

Actor norte-americano, Danny Michael DeVito nasceu a 17 de Novembro de 1944, em New Jersey, Estados Unidos da América. Estudou na American Academy of Dramatic Arts de Nova Iorque e, após alguns papéis pequenos, teve a oportunidade de fazer parte do talentoso elenco de um filme que seria um êxito, com nove nomeações e cinco Óscares conquistados: One Flew Over the Cuckoo's Nest (Voando Sobre Um Ninho de Cucos, 1975). Contracenou com Jack Nicholson, no filme Terms of Endearment (Laços de Ternura, 1983), um drama que conta também com as participações de Shirley MacLaine e Debra Winger. Trabalhou com Michael Douglas e Kathleen Turner em Romancing the Stone (Em Busca da Esmeralda Perdida, 1984), na sequela The Jewel of the Nile (A Jóia do Nilo, 1985), e na comédia negra The War of the Roses (A Guerra das Rosas, 1989). Fez parelha com Arnold Schwarzenegger nas comédias Twins (Gémeos, 1988) e Junior (1994). Para além da sua carreira de actor, DeVito tem trabalhado como realizador e produtor, possuindo uma produtora, a Jersey Films. Entre as suas produções mais importantes contam-se Pulp Fiction (1994), Get Shorty (1995) e Living Out Loud (O Jogo da Sedução, 1998), tendo também actuado nestes dois últimos. Realizou, produziu e actuou no filme Matilda (Matilda-A Espalha Brasas, 1996). Outros filmes importantes na carreira deste actor baixinho, calvo e dinâmico são Batman Returns (1992), no papel do grotesco Pinguim, Space Jam (1996), na voz de uma das personagens, Mars Attacks! (Marte Ataca!, 1996), L. A. Confidential (1997), Hercules (Hércules, 1997), novamente na voz de uma personagens deste filme de animação, The Virgin Suicides (As Virgens Suicidas, 1999), o filme de estreia de Sofia Coppola onde tem um papel secundário, Man on the Moon (Homem na Lua, 1999), um filme sobre a vida e a carreira do excêntrico comediante Andy Kaufman, desempenhado por Jim Carrey e realizado por Milos Forman e Drowning Mona (Tramaram a Mona, 2000). Em 2003, voltou a trabalhar sob a direcção de Tim Burton, participando em Big Fish (O Grande Peixe, 2003).

Danny DeVito. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-17]

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

L' italiana in Algeri - Teatro Real de Madrid (13 e 14 de Novembro)

Como tinha referido neste "post", desloquei-me a Madrid para assistir a duas récitas da ópera L'italiana in Algeri em cena no Teatro Real desde o início do mês.

As expectativas eram boas visto fazerem parte do elenco nomes como Kasarova, Pertusi e Mironov que, não sendo cantores de de topo, têm carreiras com alguma consolidação e cantam regularmente em teatros de renome.

Antes de qualquer récita, costumo "preparar o ouvido" com uma audição da obra em CD ou DVD. De L' italiana in Algeri possuo DVD de uma récita no MET com a Marylin Horne que ouvi atentamente antes da partida para Madrid.

Pensará o leitor mais habituado às lides operáticas, que fiz uma grande asneira ao proceder desta forma! Dou-lhe razão. É imperdoável preparar-me para uma récita desta ópera de Rossini ouvindo uma das melhores mezzos (contraltos) rossinianas de sempre. De qualquer forma é a única gravação de que disponho e assim sendo: ou ouvia a Horne, ou lia somente o libretto.

A primeira récita, com o elenco principal, ficou um pouco aquém das minhas expectativas. Achei o Pertusi muito canastrão e demasiadamente sério para a personagem de Mustafá que exige qualidades de um verdadeiro Basso Buffo. Gosto deste baixo e considero que tem excelentes capacidades vocais, mas que se adequam mais a ópera séria.
Mironov possui uma voz bela e ágil, mas falta-lhe volume para um teatro de grandes dimensões como o Real. Nos agudos a voz do tenor parece "encolher" e o uso excessivo da mezza voce, a parecer muitas vezes falsetto, não me convenceu.
A desilusão maior foi com Kasarova. O uso excessivo de um registo de contralto não me foi nada do meu agrado. Nos graves a voz tornava-se demasiadamente cavernosa e o timbre escuro e desapropriado. Outra abordagem que não me agradou foi o uso excessivo de Staccato nas passagens de coloratura. Não sei se isto se deveu a questões de técnica vocal ou se foi usado para enfatizar a astúcia da personagem. Sei que não resultou.
A surpresa da noite (que não foi tão surpresa assim, uma vez que já tinha lido as críticas) foi a interpretação de Carlos Chausson no papel de Taddeo. A voz bem encorpada e ágil conjuntamente com os dotes de representação do cantor convenceram-me plenamente (bravíssimo).

Para a segunda récita não estava com expectativas tão elevadas, uma vez que o elenco não era tão forte (famoso). Estava com curiosidade na Silvia Tro SantaFé, um mezzo soprano espanhol que já tinha visto no S. Carlos a interpretar o Malcolm na ópera La Dona del Lago de forma brilhante. A curiosidade foi satisfeita e as expectativas largamente superadas. A cantora apresentou uma Isabella num registo de mezzo soprano com variações sobre o registo agudo muito bem inseridas e interpretadas. Na ária "Penso alla Pátria" dei-lhe dois merecidos "Brava".
Nicola Ulivieri esteve bem. Melhor que Pertusi.

Resumindo, considero a produção bastante aceitável. Idealmente juntaria a Tró SantaFé com o Chausson, o Ulivieri e o Mironov. Mas, não se pode ter tudo.

Cenários e figurinos como muita cor como seria de esperar. A condução do Jesús López Cobos não é das minhas preferidas, mas considero-a aceitável.

Obrigado ao meu amigo Rui Alves pela óptima recepção em Madrid.

Blogue da Semana (XXXVI) - Jorge Abreu Photography

Destaco esta semana um "site" (blogue) de fotografia.

De nome Jorge Abreu Photography, este "site" está recheado de fotografias de aviões e barcos com a qualidade a que o Jorge Abreu já nos vem habituando.

Se fizerem o registo podem comentar, comprar ou pedir informações ao autor.

Faz anos hoje - Diana Krall

No dia 16 de Novembro de 1964 nasceu Diana Krall.

Da Infopédia:

Compositora e pianista canadiana nascida a 16 de Novembro de 1964, em Nanaimo, na Columbia Britânica. Diana Krall começou por ter aulas de piano aos 4 anos. Aos domingos costumava ir, juntamente com os seus pais, para casa dos seus avós (a mãe e o pai tocavam piano, a avó era cantora). Todos juntos, interpretavam temas de Nat King Cole, Frank Sinatra, ópera e música dos antigos programas de rádio. Estas foram as suas primeiras influências, a que se juntaram mais tarde Sting, "R&B", Ahmad Jamal (pianista), Nina Simone, Roberta Flack, entre outros. Mais tarde ingressou numa banda jazz liceal, tocando num restaurante local três vezes por semana. Em 1981 no Festival de Jazz de Vancouver ganhou uma bolsa de estudo para o Colégio de Música Berklee em Boston, e em 1982 regressou à Columbia Britânica. Foi então que Ray Brown a ouviu tocar e se tornou o seu mentor, sugerindo a Diana que se mudasse para Los Angeles, onde viria mais tarde a estudar com Jimmy Rowles. Em 1990 mudou-se para Nova Iorque e aí conseguiu desenvolver as suas aptidões como cantora e pianista, formando o seu trio. O seu primeiro álbum, Stepping Out, foi editado em 1993 pela Justin Time Records, mas somente no Canadá e na Europa. Da sua discografia destacam-se: All For You (1996; nomeação para o Grammy na categoria de melhor intérprete jazz ); Love Scenes (1997); When I Look Into Your Eyes (1999; Grammy melhor intérprete jazz ).

Diana Krall. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-16]

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Faz anos hoje - Whoopi Goldberg

No dia 13 de Novembro de 1955 nasceu Whoopi Goldberg.

Da Infopédia:

Actriz norte-americana, de seu verdadeiro nome Caryn Elaine Johnson, nasceu a 13 de Novembro de 1955, em Nova Iorque. Desde cedo sentiu-se atraída pela vida artística, fazendo espectáculos cómicos itinerantes. Durante um espectáculo em São Francisco, é descoberta pelo realizador Mike Nichols, que a coloca a fazer o seu one man show na Broadway. O seu trabalho não passa despercebido a Steven Spielberg, que a convida para protagonista do filme The Color Purple (A Cor Púrpura, 1985), no papel de Celie, uma jovem negra sulista que é obrigada pelo pai a casar-se. O filme retrata a personagem de Celie durante quatro décadas e a versatilidade da actriz convenceu os críticos e a Academia de Hollywood que a nomeou para o Óscar de Melhor Actriz. A partir daí, Goldberg resolveu apostar nos papéis cómicos, alguns deles em filmes de pouca qualidade como Jumpin'Jack Flash (Uma Mulher dos Diabos, 1986), Burglar (Delinquente e Detective, 1987), The Telephone (O Meu Telefone é um Sucesso, 1987) ou Kiss Shot (A Última Solução, 1989). As suas prestações em filmes pouco convincentes tornaram-na pouco credível junto dos críticos e, nesse período, Whoopi foi mesmo uma cliente assídua dos Razzies (prémios destinados aos piores filmes e interpretações). Seria, contudo, com o papel da medium Oda Mae Brown, na comédia romântica Ghost (O Espírito do Amor, 1990), que Goldberg guindaria a sua carreira para o sucesso, tendo ganho nesse ano o Óscar de Melhor Actriz Secundária. Daqui para a frente, os êxitos acumularam-se: filmes como The Player (O Jogador, 1992), Sister Act (Do Cabaré para o Convento, 1992), National Lampoon's Loaded Weapon (Arma Infrutífera, 1993), Eddie (1996), Girl, Interrupted (Vida Interrompida, 1999), Monkeybone (O Rei da Macacada, 2001) e Rat Race (Está TudItálicoo Louco, 2001) vieram consolidar a sua carreira. Whoopi Goldberg foi também a apresentadora da cerimónia dos Óscares em 1994, 1999 e 2002.

Whoopi Goldberg. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-12]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Amanhã e depois no Teatro Real

Já estou de malas aviadas para Madrid. Parto amanhã para assistir a duas récitas da ópera L'Italiana in Algeri de Rossini no Teatro Real.

O prato principal (sexta dia 13): Kasarova, Pertusi, Mironov e, segundo as críticas, um excelente Carlos Chausson.

O prato secundário (sábado dia 14): Tro Santafé (que aprecio muito), Nicola Ulivieri, David Alegret e Paolo Bordogna.

Obrigado ao meu amigo Rui Alves pela sua imprescindível colaboração nesta viagem.

Aqui ficam uma fotografias desta produção (obtidas no "site" do Teatro Real).

Allô Allô, uma retrospectiva... (V) - Rose Hill

A actriz Rose Hill encarnou durante todas a temporadas da série a personagem de Madame Fanny La Fan, a velhota rabugenta, mãe de Madame Edith.

Quem não se lembra das maçanetas da cama a piscar ("The flashing knobs!") quando os ingleses faziam contactos via rádio?

Da Wikipédia:

Rose Lilian Hill (5 June 1914 - 22 December 2003) was an English actress best known for her role as Madame Fanny La Fan in the British television series 'Allo 'Allo!.

Rose Hill was born in London and won a scholarship to the Guildhall School of Music and Drama. She started her career as a soprano in 1939, singing at the Sadler's Wells Opera (later English National Opera) in London; soubrette and lyric soprano roles such as Despina in Così fan tutte. For the Glyndebourne Festival she sang Barbarina in Le nozze di Figaro. In 1948 she sang Lucy in the world premiere of Benjamin Britten's adaptation of The Beggar's Opera.

Hill's career in film and TV started with the 1958 film The Bank Raiders and ended in 1994 with a guest appearance in A Touch of Frost. Her longest-running role as an actress was as Madame Fanny La Fan in the British sitcom 'Allo 'Allo!, in which she featured from 1982 to 1992.She slso appeared briefly in the Dad's army episode: Uninvited Guests where she acts as an elderly ARP warden by the name of Mrs.Cole.

She spent her final years in Denville Hall, a retirement home for actors, until her death in 2003.


Madame Fanny La Fan is a fictional character in the BBC sitcom 'Allo 'Allo!, which ran from 1982 to 1992. She was played by the actress Rose Hill.

An elderly woman, Fanny is also a misanthrope who often moans at anything or anyone with whom she comes into contact. Even her daughter Edith, who is one of the few people who makes an effort to be nice to her, can rarely meet her constant demands or appease her crankiness. She often uses a walking stick to bang on the floor of her bedroom so that the other characters below will hear and come to her assistance. More often than not, however, the reasons for the calls for help are nothing more than complaints about what was served for lunch.

René and (his mother in law) Fanny have a mutual hatred of one another, despite constantly both being caught up together in the plans of the French, English or German intelligence - René because of how "out of the way" his cafe is, and Fanny because since she is by and large bed-bound. While it is sometimes unclear whose side René is really on, Fanny is fiercely patriotic and extremely anti-German.

Fanny is rarely seen not lying in her bed. The bed itself (especially its "flashing knobs"), her chamber pot and other boudoir-related objects are constantly used to conceal or disguise radio communication equipment or various unorthodox weapons to be used in the cause of the French Resistance. Many of the show's characters, including Monsieur Alfonse, Monsieur LeClerc, and even René, have hidden beneath her bedsheets to escape capture by German army officials or the Gestapo. Lt. Gruber once found a book under her pillow with the title Wheelchair Jujutsu which contained, among other things, 12 ways to disable a man with a crutch. On the few occasions when Fanny ventures out of her bedchamber, she is usually seen consuming liquor at the café's bar or attempting to entertain its patrons with a song.

Fanny is also known for her many dalliances with men in her youth, some of whom later became famous. She mentions in one episode that she used to have a relationship with Vincent van Gogh (she called him Bobby), from whom she received a painting as a present as well as a part of his body ("by registered post"). Despite her own randy past (she claims to have once been the most talked-about woman in Paris), she constantly pressures her daughter Edith to remarry once Edith's marriage to René becomes officially ended.

Many allusions are made to her long-held disdain of all things German, including her bad experiences with German soldiers during the first World War and her possession of a clock once belonging to Marie Antoinette that was stolen by one of her ancestors. In fact, when someone merely says the words "German," "Gestapo," or the like, she will spit in defiance, even if food is in her mouth.

Aleksandr Borodin

No dia 12 de Novembro de 1833 nasceu Aleksandr Borodin.

Da Infopédia:

Compositor russo, Aleksandr Borodin nasceu em 1833, em São Petersburgo, e morreu em 1887, na mesma cidade. Foi também um notável cientista no campo da pesquisa de aldeídos. Mostrou muito cedo o seu dom para a linguagem musical. Ainda na escola, aprendeu a tocar piano, flauta e violoncelo. Embora nunca tenha colocado de parte a música, decidiu dedicar-se à área das ciências, sendo professor de Química, depois de se formar em Medicina. Enquanto professor da Academia Médico-Cirúrgica, compôs o seu primeiro grande trabalho, Symphony N.º 1 in E-Flat Major (1862-67), depois de ter conhecido Mili Balakirev, que pertencia ao "Grupo dos Cinco" (integrado também por Rimski-Korsakov, Modest Mussorgski e César Cui). Em 1869, começou a trabalhar na Symphony N.º 2 in B Minor, na mesma altura em que compunha a sua obra-prima, a ópera Prince Igor (completada postumamente por Rimski-Korsakov e por Aleksandr Glazunov). O trabalho musical de Borodin nunca foi mais do que uma pausa relaxante no seu trabalho científico. Contudo, coloca-se entre os melhores compositores russos, com uma sensibilidade rítmica fora do comum. Notabilizou-se pelos coloridos orquestrais e pelas melodias, que reflectem a música popular russa.

Aleksandr Borodin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-12]

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Canal oficial da Emi & Virgin Classics no YouTube

Encontrei hoje no YouTube o canal oficial da Emi & Virgin Classics onde se podem ver pequenos vídeos de apresentação de todos os lançamentos desta editora.

Aqui ficam dois exemplos (com a devida vénia ao Mário do Livro de Areia que publicou há dias o vídeo da Vivica Genaux).



Faz anos hoje - Leonardo DiCaprio

No dia 11 de Novembro de 1974 nasceu Leonardo DiCaprio.

Da Infopédia:

Actor norte-americano, Leonardo Wilhelm DiCaprio nasceu no dia 11 de Novembro de 1974, em Hollywood, estado da Califórnia, filho de pai italiano e de mãe alemã. Depois de anos a filmar anúncios publicitários e a participar em séries televisivas, DiCaprio estreia-se no cinema em Critters 3 (1991), uma comédia de baixo orçamento. Em 1993, participa num filme de maior notoriedade ao lado de Robert de Niro e Ellen Barkin: This Boy's Life (A Vida Deste Rapaz), desempenhando a personagem de Toby Wolfe, um rapaz sujeito a maus tratos pelo padrasto. A sua actuação, apesar de secundária, mereceu as melhores apreciações dos críticos Nesse mesmo ano, o realizador sueco Lasse Hallström apostou em DiCaprio para interpretar o difícil papel de Arnie Grape, um adolescente com graves perturbações mentais no filme What's Eating Gilbert Grape?. A sua performance não passou despercebida à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood que lhe atribuiu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário. Apesar de ter visto o prémio ser destinado a Tommy Lee Jones, Leonardo DiCaprio viu-se lançado para uma carreira segura, aceitando papéis cada vez mais exigentes. Em Total Eclipse (Eclipse Total, 1995) deu vida a Arthur Rimbaud, poeta homossexual francês do século XIX, e em The Basketball Diaries (Grito de Revolta, 1995), filme realizado por Scott Kalvert, assumiu o papel do basquetebolista Jim Carrol. No western The Quick and the Dead (Rápida e Mortal , 1995), contracenou com Sharon Stone e Gene Hackman como Kid, um pistoleiro inexperiente. Em 1996, fez par romântico com Claire Danes em Romeo & Juliet (Romeu e Julieta), uma versão musical moderna da peça de William Shakespeare e, dirigido por Jerry Zaks, encarnou o papel de um difícil adolescente em Marvin's Room (Duas Irmãs), ao lado de Diane Keaton e Meryl Streep. Titanic (1997) viria a ser o filme que trouxe maior notoriedade a Leonardo DiCaprio, no papel de Jack Dawson, um aventureiro de origem humilde que embarca na fatídica viagem do transatlântico e se apaixona por Rose de Witt (Kate Winslet), uma rapariga da "high society", a quem acabará por salvar a vida. O filme arrebatou 11 Óscares, inclusive o de Melhor Filme, e tornou-se no mais rentável do "box-office" mundial. Na senda dos filmes históricos, DiCaprio aceitou protagonizar The Man in the Iron Mask (O Homem da Máscara de Ferro, 1998) numa adaptação livre da obra homónima de Alexandre Dumas. Nesta obra, DiCaprio desempenhou um duplo papel, o de Luís XIV e o de seu irmão gémeo Phillippe, devidamente coadjuvado por D'Artagnan (Gabriel Byrne) e pelos três Mosqueteiros (interpretados por John Malkovich, Gérard Depardieu e Jeremy Irons). Posteriormente, as suas participações cinematográficas foram escasseando. Foi dirigido por Woody Allen em Celebrity (Celebridades, 1998), onde desempenhou um astro de cinema, e por Danny Boyle em The Beach (A Praia, 2000). 2002 marcou o seu regresso às grandes produções, protagonizando o épico de Martin Scorsese, Gangs of New York (Gangs de Nova Iorque) e a comédia de Steven Spielberg Catch Me If You Can (Apanha-me Se Puderes). Em 2004, foi seu o papel principal em The Aviator, um filme de Martin Scorsese sobre a vida de Howard Hughes, que valeu ao actor a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Principal, prémio que acabaria por perder para Jamie Foxx. Em 2006, voltaria a ser o escolhido por Martin Scorsese para desempenhar o papel principal no thriller The Departed (The Departed: Entre Inimigos), e, ainda nesse ano, seria nomeado para Melhor Actor Principal pela sua interpretação em Blood Diamond (Diamante de Sangue) de Edward Zwick. Paralelamente à sua vida artística, Leonardo DiCaprio tornou-se um grande defensor das questões ambientais, financiando campanhas de informação sobre o estado da camada de ozono.

Leonardo DiCaprio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-11]

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (IV) - Arthur Bostrom

O Officer Crabtree é, sem dúvida umas das personagens mais apreciadas pelos entusiastas do Allô Allô. A personagem interpretada pelo actor Arthur Bostrom, retrata um agente inglês que pensa saber falar francês, e que acaba por fazer uns trocadilhos com a língua inglesa que são de ir às lágrimas.


Eis alguns exemplos (da Wikipédia):
  • "Gid Moaning" for "Good Morning" (his catchphrase);
  • "I was pissing by the door, when I heard two shats. You are holding in your hand a smoking goon; you are clearly the guilty potty." for "I was passing by the door, when I heard two shots. You are holding in your hand a smoking gun; you are clearly the guilty party.";
  • "Do you have the long-distance dick?" for "Do you have the long-distance duck?";
  • "And who is peeing for the ponsoir?" for "And who is paying for the pissoire?" after it was damaged by an overriding tank;
  • "It is a dick night" for "It is a dark night";
  • "Half pissed sox" for "Half past six" ;
  • "Will you please stop bonging the bill" for "Will you please stop banging the bell";
  • "I have good nose" for "I have good news";
  • "I will go out the bock pissage" for "I will go out the back passage";
  • "I thonk it would be woose if we all left tin" for "I think it would be wise if we all left town";
  • "Too loot, the bummer is already on the wee" for "Too late, the bomber is already on the way";
  • "I have a mop if you would like to take a leak" for "I have a map if you would like to take a look";
  • "I have the two British earmen in the sill at the poloce station, I will return them to you as soon as pissable" for "I have the two British airmen in the cell at the police station, I will return them to you as soon as possible";
  • "Do not weary, Ronnie" for "Do not worry, René";
  • "I have come to collect my bersicle - René asks "What bersicle?" - "The bersicle that produces the electrocity for the roodio when you piddle in your wife's mothers' bedroom" for "I have come to collect my bicycle. The bicycle that produces the electricity for the radio when you pedal in your wife's mothers' bedroom";
  • She's as possed as a newt" meaning "She's as pissed as a newt" Referring to René's mother-in-law.

One of his only lines that received almost no garbling produced one of his longest laughs:

  • "They will take this spinner (spanner) and unscrew their nuts.";
  • "I was wonking at you!" for "I was winking at you!";
  • "The British Air Farce have dropped their bums on the water works..They have scored a direct hot on the pimps" for "...a direct hit on the pumps";
  • "You must get your hands on some girls' knockers" (knickers);
  • "There's obviously no piss for the wicked".
  • "Can you not see me wanking?" for "Can you not see me winking?"

Segue-se uma pequena biografia do actor (da Wikipédia):

Arthur Bostrom
(born 6 January 1955 in Rugby, Warwickshire) is an English actor, most famous for his role as Officer Crabtree, in the long-running BBC sitcom 'Allo 'Allo!.

Biography

Bostrom attended Lawrence Sheriff School in Rugby, and graduated from St Chad's College, University of Durham. Besides his television career, he acted on the stage regularly, also being a trained life coach. He lived in Manchester for a long time.

Bostrom had a recurrent character in 'Allo 'Allo!, first appearing mid-way through the second series and remaining until the show's finale. Officer Crabtree was played as an idiotic English undercover officer, disguised constantly as a French gendarme during the Second World War. Much of the character's humour derived from his supposed inability to speak good French, which, on an English-language television programme, was represented by ludicrous exaggeration and mispronunciation of ordinary words. For example, "Good Morning" would be pronounced as "Good Moaning!" and, famously, "I was just passing round the corner" would be "I was just pissing roond the corner". Bostrom actually spoke fluent French.[1] In 2005, Bostrom guest-starred in Dead Man Walking, an audio drama based on the television series Sapphire and Steel. Between December 2007 and January 2008, he continued his pantomime run when he appeared in a production as an ugly sister in Cinderella in Middlesbrough. On 8 January 2008, he appeared in an episode of Big Brother's Big Mouth on E4. He discussed events in the house after introducing the show in the familiar character of Officer Crabtree.

Bostrom appeared (alongside fellow 'Allo 'Allo! alumnus Sam Kelly) in the BBC radio dramatisation of The Good Soldier Švejk by Jaroslav Hasek in November 2008, playing the part of Wendler.

Faz anos hoje - Álvaro Cunhal (Manuel Tiago)

No dia 13 de Novembro de 1913 nasceu Álvaro Cunhal (Manuel Tiago).

Da Infopédia:

Político português, Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu a 10 de Novembro de 1913, em Coimbra, e faleceu a 13 de Junho de 2005. Foi estudante da Faculdade de Direito de Lisboa e, em 1931, filiou-se no Partido Comunista. Em 1935, foi eleito secretário-geral da Juventude Comunista e, um ano depois, passou à clandestinidade. Em 1937, entrou para o Comité Central do partido. Os anos 30 foram ainda marcados pela colaboração em jornais como O Diabo, Seara Nova e Vértice e nas publicações clandestinas Avante e Militante. Após várias prisões temporárias, foi preso em 1949 no Forte de Peniche, de onde conseguiu evadir-se em 1960. No ano seguinte passou a ser secretário-geral do partido, cargo que ocupou até Novembro de 1992, data do último congresso, que elegeu, para o mesmo cargo, Carlos Carvalhas. Regressou a Portugal a 27 de Abril de 1974, sendo ministro sem pasta dos governos provisórios de 1974 e de 1975. Foi eleito deputado várias vezes, mas raramente ocupou o lugar na Assembleia da República. Cunhal distinguiu-se também como escritor. Escreveu vários livros de índole política, como Rumo à Vitória (1964), O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista (1970), Contribuição para o Estudo da Questão Agrária (1976), A Revolução Portuguesa (1976) e Passado e Futuro (1976), Do 25 de Novembro às Eleições para a Assembleia da República, As Eleições para a Assembleia da República, O Partido com Paredes de Vidro e ainda Falência da Política de Direita do PS 1983-1985 I , Falência da Política de Direita do PS 1983-1985 II. No campo do romance, entre outros livros, publicou, sob o pseudónimo de Manuel Tiago, Até Amanhã, Camaradas (1975), Cinco Dias, Cinco Noites (1975), A casa de Eulália (1997) e o livro de contos Fronteiras (1998). Ambos os primeiros romances têm por referente os tempos em que o PCP se movia na clandestinidade, durante o regime corporativista deposto no 25 de Abril. A primeira versão do ensaio As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade Média foi publicada pela primeira vez em Portugal em 1975. A Arte, o Artista e a Sociedade (1996) revelam a admiração de Álvaro Cunhal pela mulher e a conotação do nu feminino como expressão de liberdade. Em 2002, foi publicada a tradução que Cunhal fez da obra O Rei Lear de William Shakespeare. Também se distinguiu como artista plástico. Os seus Desenhos de Prisão (1974 e 1989) realizados quando cumpriu pena por "actividades subversivas pró-comunistas", dão uma carga estética à visão política do seu autor. Em 1997 foi publicada a tese que Cunhal apresentou em 1940 para exame no 5.º Ano Jurídico da Faculdade de Direito de Lisboa intitulada O Aborto - Causas e Soluções. Em 2001 foi publicada uma biografia sobre a vida política de Álvaro Cunhal, em dois volumes, da autoria de José Pacheco Pereira e intitulada Álvaro Cunhal - Uma Biografia Política. Três anos mais tarde, foi publicada a obra de Maria João Avilez Conversas com Álvaro Cunhal e Outras Lembranças que, segundo a autora, revela a grande personalidade que foi Álvaro Cunhal. Também em 2004, com 90 anos, o líder histórico do PCP viu-se impedido de participar nas eleições para o Parlamento Europeu devido ao seu estado de saúde.
Álvaro Cunhal. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-10]


Manuel Tiago

Homem político, ficcionista, ensaísta e desenhador, filho do escritor Avelino Cunhal (v. Pedro Serôdio), licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa. Envolveu-se desde a juventude na acção política, constituindo os seus discursos, intervenções e ensaios políticos documentos fundamentais quer da história do Partido Comunista Português, quer da História Portuguesa Contemporânea. Filiado no PCP desde 1931, integrou, em 1935, o Comité Central do Partido Comunista, tendo, nessa qualidade, efectuado diversas deslocações ao estrangeiro para participar em congressos. Nesse mesmo ano, entrou para a clandestinidade tendo, pela sua actividade de resistência ao regime salazarista, conhecido diversas vezes a situação de preso político, numa experiência de tortura e isolamento, evocada, em 1994, no romance A Estrela de Seis Pontas. Nomeado secretário-geral do PCP, em 1961, viveu desde essa data no estrangeiro, regressando a Portugal, em 1974, e tomando posse como ministro sem pasta dos I, II, III e IV governos provisórios. Foi eleito deputado à Assembleia da República em todas as eleições legislativas e integrou o Conselho de Estado entre 1982 e 1992, data a partir da qual abandonou a vida política activa, dedicando-se à vida literária e à reflexão estética. No domínio da história literária, Álvaro Cunhal distinguiu-se pela sua intervenção teórica na defesa do neo-realismo, entrando, nas páginas de publicações como O Diabo, Sol Nascente, Seara Nova, Vértice, em conflito aberto com os intelectuais presencistas e alicerçando uma concepção marxista do fenómeno literário, pela qual proclama que "todas as actividades humanas intervêm de uma forma operante na determinação do destino do mundo" (cf. Seara Nova, n.° 615, 1939, pp. 285-286). Com o pseudónimo de Manuel Tiago, assinou vários romances, mantendo em incógnita, até aos anos 90, a sua identidade como romancista, enigma adensado pela "Nota sobre o autor" que precede Até Amanhã, Camaradas, original atribuído a um "homem sem nome, tal como as personagens do seu romance". Trazidas à luz após o 25 de Abril, mas situadas no contexto histórico e político do regime salazarista, esse conjunto de narrativas, fiel à estética neo-realista, evoca experiências de clandestinidade, de actividade revolucionária, de prisão política e de fuga à máquina de repressão fascista. Bibliografia: Até Amanhã Camaradas, Lisboa, 1974; Cinco Dias Cinco Noites, Lisboa, 1975; A Estrela de Seis Pontas, romance, Lisboa, 1994; A Casa de Eulália, Lisboa, 1997; A Luta Popular de Massas, Motor da Revolução, Lisboa, 1965; O Internacionalismo Proletário, Lisboa, 1975; Discursos Políticos, Lisboa, 1978; A Revolução Portuguesa: Passado e Futuro, Lisboa, 1976; Uma Política ao Serviço do Povo, Lisboa, 1977; Em Defesa das Conquistas da Revolução, Lisboa, 1978; A Acção Revolucionária, Capitulação e Aventura, Lisboa, 1994; A Arte, o Artista e a Sociedade, Lisboa, 1996; Álvaro Cunhal: Desenhos da Prisão, Lisboa, 1989

Manuel Tiago. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-10]

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (III) - Carmen Silvera

Carmen Silvera encarnou o papel de Madame Edith Melba Artois em todas as temporadas da série.

Madame Edith era a fiel esposa de René (excepto quando Mr. Alfonse lhe fazia a corte). Era pouco inteligente, aventureira e fazia uns magnífico "shows de cabaret" no café René.

Carmen Silvera era sem dúvida inigualável, o que fez com que Madame Edith fosse sempre uma das minhas personagens favoritas.

Curiosidade: Camene Silvera faleceu em 2002, antes de Rose Hill (Madame Fanny) que interpretava o papel de sua mãe.

Seguem-se a biografia da actriz e da personagem.

Da Wikipédia (em inglês):

Carmen Blanche Silvera (2 June 1922 - 3 August 2002) was a Canadian-born British comic actress of Spanish descent who moved to Coventry with her family when she was a child. Silvera was possibly best known for her starring role in the British television programme, 'Allo 'Allo! as Edith Artois.

During World War II, Silvera was evacuated to Montreal and narrowly escaped death when, at the last minute, her name was taken off the passenger list of a troopship that was sunk by the enemy shortly afterwards, drowning 350 children. In Canada, she took classes with the Ballet Russes and appeared in three of its productions. On her return to Britain, she felt called to acting and trained at the London Academy of Music and Dramatic Art, before gaining experience in repertory theatre.[1]

Carmen Silvera first made her name as a television actress in the 1960s British police drama Z Cars in 1962, going on to appear in the BBC soap opera Compact from 1964 to 1965. She played Mrs Van Schuyler in Lillie in 1978, ITV's drama series about the future Edward VII's mistress, Lillie Langtry.

She appeared twice in Doctor Who, in the episodes The Celestial Toymaker as Clara the Clown, Mrs. Wiggs, and the Queen of Hearts, and as Ruth in Invasion of the Dinosaurs. She also appeared in the Dad's Army episode Mum's Army as Mrs Gray, the love-interest for Captain Mainwaring.

She appeared with Ted Rogers at the New Wimbledon Theatre in 1997 in Jimmy Perry's stage musical That's Showbiz. Her West End stage appearances included roles in Waters of the Moon, starring Ingrid Bergman, Hobson's Choice with Penelope Keith, A Coat of Varnish and School for Wives, which was directed by Peter Hall. She also played a grandmother in the 1997 film La Passione.[1] and had roles in Keep It Up Downstairs (1976), Mrs Berkley in On The Game, and in the American film Clinic Exclusive.[1]

In 1990, she was the subject of a This Is Your Life television programme. She did charity work for the Grand Order of Lady Ratlings, the ladies branch of the Grand Order of Water Rats.

Death

Silvera, who was a smoker, died after a battle with lung cancer, aged 80.


Edith Melba Artois (Edith spelled Édith in French), also referred to as Madame Edith, is a fictional character in the BBCsitcom 'Allo 'Allo!, which ran from 1982 to 1992. The character was played by actress; the late Carmen Silvera.

Personality

Edith is the wife (and subsequently, sister-in-law) of her husband René Artois. After Rene's 'execution' and fake death, she became the legal owner of the cafe, which gave her greater influence over her husband's actions than she had had before. She does however dream of the day when René will remarry her (as his own false twin brother).

Madame Edith, despite being tone deaf, fancies herself a cabaret singer, and insists on treating cafe customers to displays of her talents. Her concerts usually clear the cafe; those who remain stuff cheese in their ears to muffle her wails. While one of the waitresses, Mimi Labonq, actually does have talent, Madame Artois will not usually permit her to entertain the customers with music. She has no problem with the waitresses taking favoured customers upstairs, though.

Madame Edith is a jealous wife, but very easy to hoodwink, and whenever she catches her husband in a clinch with one of the waitresses, she swallows whatever transparent lies Rene chooses to tell her. Since she is thought to be a widow, she occasionally has suitors of her own, who flatter her enormously. They include Monsieur Alfonse, the local undertaker; and Bertorelli, an Italian captain.

Edith appeared in the pilot episode and every subsequent episode. She is sometimes the butt of several jokes about her looks and exaggerating her age.

Character Development

First Appearance

Madame Edith attempts to sing in her café, to no avail. Later, she delivers a message to René. Her mother upstairs, Madame Fanny La Fan, interrupts during the radio transmission.

Edith's accent is greatly exaggerated in this episode. It nearly bears no resemblance to the voice she quipped in later episodes. Also, she is less of a pushover.

Subsequent Episodes

Edith is later shown to be adopted, that Madame Fanny is not her birth mother. Edith was delivered to Madame Fanny in a basket. She could also have been a gypsy princess: a Gypsy read her palm, and all clues pointed to her being a long lost princess. However, none of the Gypsies could take her voice, so they forced her away.

Last Appearance

She appears on the last episode of 'Allo 'Allo!. But René elopes with the serving girl Yvette Carte-Blanche, so she is left alone in Nouvion.

Chegaram...

Acabaram de chegar.
Adivinhem lá qual estou a ouvir em primeiro lugar?


Faz anos hoje - Queda do Muro de Berlim

Embora hoje em dia os muros continuem a existir (em Israel, no Chipre e entre as duas Coreias), o Muro de Berlim, talvez o mais emblemático de todos os muros, caiu há vinte anos.

Da Wikipédia:

O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.

Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.[1]

Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs, mais tarde, equipamentos industriais foram usado para remover quase todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim, abriu o caminho para a reunificação alemã, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Alemanha pós-guerra

Após o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, o que restou da Alemanha nazista à oeste da linha Oder-Neisse foi dividido em quatro zonas de ocupação (por Acordo de Potsdam), cada um controlado por uma das quatro potências aliadas: os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética. A capital, Berlim, enquanto a sede do Conselho de Controle Aliado, foi igualmente dividida em quatro setores, apesar da cidade estar situada bem no interior da zona soviética.[2] Em dois anos, ocorreram divisões entre os soviéticos e as outras potências de ocupação, incluindo a recusa dos soviéticos aos planos de reconstrução para uma Alemanha pós-guerra auto-suficiente e de uma contabilidade detalhada das instalações industriais e infra-estrutura já removidas pelos soviéticos.[3] Reino Unido, França, Estados Unidos e os países do Benelux se reuniram para mais tarde transformar as zonas não-soviéticas do país em zonas de reconstrução e aprovar a ampliação do Plano Marshall para a reconstrução da Europa para a Alemanha.[4][5]

O Bloco de Leste e o Bloqueio de Berlim

Após a Segunda Guerra Mundial, o líder soviético Joseph Stalin construiu um cinturão protetor da União Soviética] em nações controladas em sua fronteira ocidental, o Bloco do Leste, que então incluía Polônia, Hungria e Tchecoslováquia, que ele pretendia manter a par de um enfraquecido controle soviético na Alemanha.[6] Já em 1945, Stalin revelou aos líderes alemãos comunistas que esperava enfraquecer lentamente a posição Britânica em sua zona de ocupação, que os Estados Unidos iriam retirar sua ocupação dentro de um ano ou dois e que, em seguida, nada ficaria no caminho de uma Alemanha unificada sob controle comunista dentro da órbita soviética.[7] A grande tarefa do Partido Comunista no poder na zona Soviética alemã foi abafar as ordens soviéticas através do aparelho administrativo e fingir para as outras zonas de ocupação que se tratavam de iniciativas próprias.[8] Nesse período, a propriedade e a indústria foram nacionalizadas na zona de ocupação Soviética.[9]

Em 1948, após desentendimentos sobre a reconstrução e uma nova moeda alemã, Stálin instituiu o Bloqueio de Berlim, impedindo que alimentos, materiais e suprimentos pudessem chegar a Berlim Ocidental.[10] Os Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e vários outros países começaram uma enorme "ponte aérea de Berlim", fornecendo alimentos e outros suprimentos à Berlim Ocidental.[11] Os soviéticos montaram uma campanha de relações públicas contra a mudança da política Ocidental e comunistas tentaram perturbar as eleições de 1948,[12] enquanto 300 mil berlinenses pediam para que o transporte aéreo internacional continuasse.[13] Em maio de 1949, Stalin acabou com o bloqueio, permitindo a retomada dos embarques de Ocidente para Berlim.[14][15]

A República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) foi declarada em 7 de outubro de 1949, onde o Ministério de Negócios Estrangeiros Soviético concedeu autoridade administrativa a Alemanha Oriental, mas não sua autonomia, onde os soviéticos possuiam ilimitada penetração no regime de ocupação e nas estruturas de administração e de polícia militar e secreta.[16][17] A Alemanha Oriental diferia da Alemanha Ocidental (República Federal da Alemanha), que se desenvolveu com um país Ocidental capitalista com uma economia social de mercado ("Soziale Marktwirtschaft" em alemão) e um governo de democracia parlamentar. O crescimento econômico contínuo a partir de 1950 da Alemanha Ocidental alimentou um "milagre econômico" de 20 anos ("Wirtschaftswunder"). Enquanto a economia da Alemanha Ocidental cresceu e seu padrão de vida melhorou continuamente, muitos alemães orientais tentavam ir para a Alemanha Ocidental.

Emigração para o ocidente no início dos anos 1950

Depois da ocupação soviética da Europa Oriental no final da Segunda Guerra Mundial, a maioria das pessoas que viviam nas áreas recém-adquiridas do Bloco Oriental aspiravam à independência e queriam que os soviéticos saíssem.[18] Aproveitando-se da zonal fronteira entre as zonas ocupadas na Alemanha, o número de cidadãos da RDA que se deslocam para a Alemanha Ocidental totalizou 197.000 em 1950, 165.000 em 1951, 182.000 em 1952 e 331.000 em 1953.[19][20] Uma das razões para o aumento acentuado em 1953 foi o medo de Sovietização mais intensa com a ações cada vez mais paranóicas de Joseph Stalin em 1952 e no início de 1953.[21] 226.000 pessoas fugiram apenas nos primeiros seis meses de 1953.[22]

Construção do muro

Os planos da construção do muro eram um segredo do governo da RDA. Poucas semanas antes da construção, Walter Ulbricht, líder da RDA na época, respondeu assim à pergunta de uma jornalista da Alemanha Ocidental

Assim, Walter Ulbricht foi o primeiro político a referir-se a um muro, dois meses antes da sua construção.

Os governos ocidentais tinham recebido informações sobre planos drásticos, parcialmente por pessoas de conexão, parcialmente pelos serviços secretos. Sabia-se que Walter Ulbricht havia pedido a Nikita Khrushchov, numa conferência dos Estados do Pacto de Varsóvia, a permissão de bloquear as fronteiras a Berlim Ocidental, incluindo a interrupção de todas as linhas de transporte público.

Depois desta conferência, anunciou-se que os membros do Pacto de Varsóvia intentassem inibir os actos de perturbação na fronteira de Berlim Ocidental, e que propusessem implementar um guarda e controle efectivo. Dia 11 de Agosto, a Volkskammer confirmou os resultados desta conferência, autorizando o conselho dos ministros a tomar as medidas necessárias. O conselho dos ministros decidiu dia 12 de Agosto usar as forças armadas para ocupar a fronteira e instalar gradeamentos fronteiriços.

Na madrugada do dia 13 de Agosto de 1961, as forças armadas bloquearam as conexões de trânsito a Berlim Ocidental. Eram apoiadas por forças soviéticas, preparadas à luta, nos pontos fronteiriços para os sectores ocidentais. Todas as conexões de trânsito ficaram interrompidas no processo (mas, poucos meses depois, linhas metropolitanas passavam pelos túneis orientais, mas não servindo mais as estações fantasma situadas no oriente).


Ainda no mesmo dia, o chanceler da Alemanha ocidental, Konrad Adenauer, dirigiu-se à população pelo rádio, pedindo calma e anunciando reações ainda não definidas a serem implementadas junto com os aliados. Adenauer tinha visitado Berlim havia apenas duas semanas. O Prefeito de Berlim, Willy Brandt, protestou energicamente contra a construção do muro e a divisão da cidade, mas sem sucesso. No dia 16 de Agosto de 1961 houve uma grande manifestação com 300 000 participantes em frente do Schöneberger Rathaus, em Berlim Ocidental, para protestar contra o muro. Brandt participou nessa manifestação. Ainda em 1961, fundou-se em Salzgitter a Zentrale Erfassungsstelle der Landesjustizverwaltungen a fim de documentar violações dos direitos humanos no território da Alemanha Oriental.

As reações dos Aliados ocidentais vieram com grande demora. Vinte horas depois do começo da construção do muro apareceram as primeiras patrulhas ocidentais na fronteira. Demorou 40 horas para reservar todos os direitos em Berlim ocidental em frente do comandante soviético de Berlim Oriental. Demorou até 72 horas para o protesto ser oficial em Moscou. Por causa desses atrasos sempre circulavam rumores que a União Soviética havia declarado aos aliados ocidentais de não afectar seus direitos em Berlim ocidental. Seguindo as experiências no Bloqueio de Berlim, os Aliados sempre consideravam Berlim ocidental em perigo, e a construção do muro manifestou esta situação.

Reações internacionais, 1961:

  • A solução não é muito linda, mas mil vezes melhor do que uma guerra. John F. Kennedy, presidente dos EUA.
  • Os alemães orientais param o fluxo de refugiados e desculpam-se com uma cortina de ferro ainda mais densa. Isto não é ilegal. Harold Macmillan, primeiro-ministro britânico.

Contudo, o presidente norte-americano John F. Kennedy apoiou a ideia da cidade libre de Berlim. Mandou forças armadas suplementares e reactivou o general Lucius D. Clay. Dia 19 de Agosto 1961 chegaram em Berlim Clay e o vice-presidente dos EUA, Lyndon B. Johnson. Protestaram fortemente contra o chefe de estado da RDA, Walter Ulbricht, que havia declarado que as polícias popular e fronteiriça da RDA tivessem autoridade de controle sobre policias, oficiais e empregados dos aliados ocidentais. Finalmente até o comandante soviético na RDA mediou pedindo moderação do lado do governo alemão oriental.

Dia 27 de Outubro de 1961 houve uma confrontação perigosa entre tanques dos EUA e soviéticos ao lado do Checkpoint Charlie na rua Friedrich. Dez tanques norte americanos enfrentaram dez tanques soviéticos, mas todos se retiraram no dia seguinte. As duas forças não queriam deixar explodir a guerra fria, com o risco de uma guerra nuclear.


Estrutura e áreas adjacentes

Havia oito passagens de fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental, o que permitia o trânsito de berlinenses ocidentais, alemães ocidentais, estrangeiros ocidentais e funcionários dos Aliados na Berlim Oriental, bem como as visitas de cidadãos da República Democrática Alemã e cidadãos de outros países socialistas na Berlim Ocidental, desde que possuíssem as permissões necessárias. Essas passagens eram restritas às nacionalidades que possuíam autorização para usá-las (alemães do leste, os alemães oeste, berlinenses ocidentais, outros países). A mais famosa foi o ponto de verificação de pedestres na esquina da Friedrichstraße e Zimmerstraße, também conhecida como Checkpoint Charlie, que era limitada aos funcionários dos países Aliados e estrangeiros.

Quatro rodovias ligavam Berlim Ocidental à Alemanha Ocidental, sendo a mais famosa a rodovia Helmstedt, que entrava em território da Alemanha Oriental, entre as cidades de Helmstedt e Marienborn (Checkpoint Alpha), e que entrou em Berlim Ocidental Dreilinden (Checkpoint Bravo) no sudoeste de Berlim. O acesso a Berlim Ocidental também era possível pelo transporte ferroviário (quatro linhas) e de barco através dos canais e rios.

Tentativas de fuga

Nos 28 anos da existência do Muro morreram muitas pessoas. Não existem números exatos e há indicações muito contraditórias, porque a RDA sistematicamente impedia todas as informações sobre incidentes fronteiriços. No dia 17 de Agosto de 1962, Peter Fechter desangrou no chamado corredor da morte, à vista de jornalistas ocidentais, sendo a primeira vitima. A segunda vítima foi Günter Litfin que foi baleado pela polícia dia 24 de Agosto de 1961 ao tentar escapar perto da estação Friedrichstraße. Em1966, foram mortas duas crianças de 10 e 13 anos. O último incidente fatal ocorreu no dia 8 de março de 1989, oito meses antes da queda, quando Winfried Freudenberg, de 32 anos, morreu na queda de seu balão de gás de fabricação caseira no bairro de Zehlendorf, quando tentava transpor o muro.

Estima-se que na RDA 75 000 pessoas foram acusadas de serem desertores da república. Desertar da república era um crime que, segundo o artigo §213 do código penal da RDA, era punido com até 2 anos de prisão. Pessoas armadas, membros das forças armadas ou pessoas que carregavam segredos nacionais eram mais severamente punidas, se considerado culpado de escape da república, por pelo menos 5 anos de prisão.

Também houve guardas fronteiriços que morreram por causa de incidentes violentos no muro. A vítima mais conhecida era Reinhold Huhn, que foi assassinado por um Fluchthelfer (pessoas que ajudavam cidadãos do Leste a passar a fronteira, ilegalmente). Estes tipos de incidentes eram utilizados pela RDA para a sua propaganda, e para posteriormente justificar a construção do muro de Berlim.

Processos pelas mortes do muro

Os processos judiciais do Schießbefehl, a respeito de se atirar em todas as pessoas que tentaram cruzar o Muro entre 1961 e 1989, demoraram até o outono de 2004. Entre os responsáveis acusados, estavam o presidente do Conselho de Estado, Erich Honecker, o sucessor dele, Egon Krenz e os membros do Conselho Nacional de Defesa Erich Mielke, Willi Stoph, Heinz Keßler, Fritz Streletz e Hans Albrecht e ainda o presidente regional do partido SED em Suhl. Além disso, foram acusados alguns generais, como o chefe das forças fronteiriças, Klaus-Dieter Baumgarten e vários soldados que eram parte do Exército Popular Nacional (NVA) ou das forças fronteiriças da RDA.

Como resultado dos processos, 11 dos acusados foram condenados à prisão, 44 foram condenados a uma pena, que foi suspensa condicionalmente, 35 acusados foram absolvidos. Entre estes, Albrecht, Streletz e Keßler foram condenados a vários anos de prisão. O último processo acabou dia 9 de Novembro de 2004, exatamente 15 anos depois da derrubada do Muro, com uma sentença condenatória.

"Mr. Gorbachev, tear down this wall!"

Em um discurso no Portão de Brandemburgo em comemoração ao 750º aniversário de Berlim[23] em 12 de junho de 1987, Ronald Reagan desafiou Mikhail Gorbachev, então Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética, para derrubar o muro como um símbolo de crescente liberdade no Bloco de Leste:

Damos as boas-vindas à mudança e à abertura, pois acreditamos que a liberdade e segurança caminham juntos, que o progresso da liberdade humana só pode reforçar a causa da paz no mundo. Há um sinal de que os soviéticos podem fazer que seria inconfundível, que faria avançar dramaticamente a causa da liberdade e da paz. Secretário Geral Gorbachev, se você procura a paz, se você procura prosperidade para a União Soviética e a Europa Oriental, se você procurar a liberalização, venha aqui para este portão. Sr. Gorbachev, abra o portão. Sr. Gorbachev, derrube esse muro![24]

Queda do Muro

O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. Além disto, houve um enorme fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.

O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski, membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.

Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strabe, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de Novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.

Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha.