segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Faz anos hoje - Queda do Muro de Berlim

Embora hoje em dia os muros continuem a existir (em Israel, no Chipre e entre as duas Coreias), o Muro de Berlim, talvez o mais emblemático de todos os muros, caiu há vinte anos.

Da Wikipédia:

O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.

Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.[1]

Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs, mais tarde, equipamentos industriais foram usado para remover quase todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim, abriu o caminho para a reunificação alemã, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Alemanha pós-guerra

Após o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, o que restou da Alemanha nazista à oeste da linha Oder-Neisse foi dividido em quatro zonas de ocupação (por Acordo de Potsdam), cada um controlado por uma das quatro potências aliadas: os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética. A capital, Berlim, enquanto a sede do Conselho de Controle Aliado, foi igualmente dividida em quatro setores, apesar da cidade estar situada bem no interior da zona soviética.[2] Em dois anos, ocorreram divisões entre os soviéticos e as outras potências de ocupação, incluindo a recusa dos soviéticos aos planos de reconstrução para uma Alemanha pós-guerra auto-suficiente e de uma contabilidade detalhada das instalações industriais e infra-estrutura já removidas pelos soviéticos.[3] Reino Unido, França, Estados Unidos e os países do Benelux se reuniram para mais tarde transformar as zonas não-soviéticas do país em zonas de reconstrução e aprovar a ampliação do Plano Marshall para a reconstrução da Europa para a Alemanha.[4][5]

O Bloco de Leste e o Bloqueio de Berlim

Após a Segunda Guerra Mundial, o líder soviético Joseph Stalin construiu um cinturão protetor da União Soviética] em nações controladas em sua fronteira ocidental, o Bloco do Leste, que então incluía Polônia, Hungria e Tchecoslováquia, que ele pretendia manter a par de um enfraquecido controle soviético na Alemanha.[6] Já em 1945, Stalin revelou aos líderes alemãos comunistas que esperava enfraquecer lentamente a posição Britânica em sua zona de ocupação, que os Estados Unidos iriam retirar sua ocupação dentro de um ano ou dois e que, em seguida, nada ficaria no caminho de uma Alemanha unificada sob controle comunista dentro da órbita soviética.[7] A grande tarefa do Partido Comunista no poder na zona Soviética alemã foi abafar as ordens soviéticas através do aparelho administrativo e fingir para as outras zonas de ocupação que se tratavam de iniciativas próprias.[8] Nesse período, a propriedade e a indústria foram nacionalizadas na zona de ocupação Soviética.[9]

Em 1948, após desentendimentos sobre a reconstrução e uma nova moeda alemã, Stálin instituiu o Bloqueio de Berlim, impedindo que alimentos, materiais e suprimentos pudessem chegar a Berlim Ocidental.[10] Os Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e vários outros países começaram uma enorme "ponte aérea de Berlim", fornecendo alimentos e outros suprimentos à Berlim Ocidental.[11] Os soviéticos montaram uma campanha de relações públicas contra a mudança da política Ocidental e comunistas tentaram perturbar as eleições de 1948,[12] enquanto 300 mil berlinenses pediam para que o transporte aéreo internacional continuasse.[13] Em maio de 1949, Stalin acabou com o bloqueio, permitindo a retomada dos embarques de Ocidente para Berlim.[14][15]

A República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) foi declarada em 7 de outubro de 1949, onde o Ministério de Negócios Estrangeiros Soviético concedeu autoridade administrativa a Alemanha Oriental, mas não sua autonomia, onde os soviéticos possuiam ilimitada penetração no regime de ocupação e nas estruturas de administração e de polícia militar e secreta.[16][17] A Alemanha Oriental diferia da Alemanha Ocidental (República Federal da Alemanha), que se desenvolveu com um país Ocidental capitalista com uma economia social de mercado ("Soziale Marktwirtschaft" em alemão) e um governo de democracia parlamentar. O crescimento econômico contínuo a partir de 1950 da Alemanha Ocidental alimentou um "milagre econômico" de 20 anos ("Wirtschaftswunder"). Enquanto a economia da Alemanha Ocidental cresceu e seu padrão de vida melhorou continuamente, muitos alemães orientais tentavam ir para a Alemanha Ocidental.

Emigração para o ocidente no início dos anos 1950

Depois da ocupação soviética da Europa Oriental no final da Segunda Guerra Mundial, a maioria das pessoas que viviam nas áreas recém-adquiridas do Bloco Oriental aspiravam à independência e queriam que os soviéticos saíssem.[18] Aproveitando-se da zonal fronteira entre as zonas ocupadas na Alemanha, o número de cidadãos da RDA que se deslocam para a Alemanha Ocidental totalizou 197.000 em 1950, 165.000 em 1951, 182.000 em 1952 e 331.000 em 1953.[19][20] Uma das razões para o aumento acentuado em 1953 foi o medo de Sovietização mais intensa com a ações cada vez mais paranóicas de Joseph Stalin em 1952 e no início de 1953.[21] 226.000 pessoas fugiram apenas nos primeiros seis meses de 1953.[22]

Construção do muro

Os planos da construção do muro eram um segredo do governo da RDA. Poucas semanas antes da construção, Walter Ulbricht, líder da RDA na época, respondeu assim à pergunta de uma jornalista da Alemanha Ocidental

Assim, Walter Ulbricht foi o primeiro político a referir-se a um muro, dois meses antes da sua construção.

Os governos ocidentais tinham recebido informações sobre planos drásticos, parcialmente por pessoas de conexão, parcialmente pelos serviços secretos. Sabia-se que Walter Ulbricht havia pedido a Nikita Khrushchov, numa conferência dos Estados do Pacto de Varsóvia, a permissão de bloquear as fronteiras a Berlim Ocidental, incluindo a interrupção de todas as linhas de transporte público.

Depois desta conferência, anunciou-se que os membros do Pacto de Varsóvia intentassem inibir os actos de perturbação na fronteira de Berlim Ocidental, e que propusessem implementar um guarda e controle efectivo. Dia 11 de Agosto, a Volkskammer confirmou os resultados desta conferência, autorizando o conselho dos ministros a tomar as medidas necessárias. O conselho dos ministros decidiu dia 12 de Agosto usar as forças armadas para ocupar a fronteira e instalar gradeamentos fronteiriços.

Na madrugada do dia 13 de Agosto de 1961, as forças armadas bloquearam as conexões de trânsito a Berlim Ocidental. Eram apoiadas por forças soviéticas, preparadas à luta, nos pontos fronteiriços para os sectores ocidentais. Todas as conexões de trânsito ficaram interrompidas no processo (mas, poucos meses depois, linhas metropolitanas passavam pelos túneis orientais, mas não servindo mais as estações fantasma situadas no oriente).


Ainda no mesmo dia, o chanceler da Alemanha ocidental, Konrad Adenauer, dirigiu-se à população pelo rádio, pedindo calma e anunciando reações ainda não definidas a serem implementadas junto com os aliados. Adenauer tinha visitado Berlim havia apenas duas semanas. O Prefeito de Berlim, Willy Brandt, protestou energicamente contra a construção do muro e a divisão da cidade, mas sem sucesso. No dia 16 de Agosto de 1961 houve uma grande manifestação com 300 000 participantes em frente do Schöneberger Rathaus, em Berlim Ocidental, para protestar contra o muro. Brandt participou nessa manifestação. Ainda em 1961, fundou-se em Salzgitter a Zentrale Erfassungsstelle der Landesjustizverwaltungen a fim de documentar violações dos direitos humanos no território da Alemanha Oriental.

As reações dos Aliados ocidentais vieram com grande demora. Vinte horas depois do começo da construção do muro apareceram as primeiras patrulhas ocidentais na fronteira. Demorou 40 horas para reservar todos os direitos em Berlim ocidental em frente do comandante soviético de Berlim Oriental. Demorou até 72 horas para o protesto ser oficial em Moscou. Por causa desses atrasos sempre circulavam rumores que a União Soviética havia declarado aos aliados ocidentais de não afectar seus direitos em Berlim ocidental. Seguindo as experiências no Bloqueio de Berlim, os Aliados sempre consideravam Berlim ocidental em perigo, e a construção do muro manifestou esta situação.

Reações internacionais, 1961:

  • A solução não é muito linda, mas mil vezes melhor do que uma guerra. John F. Kennedy, presidente dos EUA.
  • Os alemães orientais param o fluxo de refugiados e desculpam-se com uma cortina de ferro ainda mais densa. Isto não é ilegal. Harold Macmillan, primeiro-ministro britânico.

Contudo, o presidente norte-americano John F. Kennedy apoiou a ideia da cidade libre de Berlim. Mandou forças armadas suplementares e reactivou o general Lucius D. Clay. Dia 19 de Agosto 1961 chegaram em Berlim Clay e o vice-presidente dos EUA, Lyndon B. Johnson. Protestaram fortemente contra o chefe de estado da RDA, Walter Ulbricht, que havia declarado que as polícias popular e fronteiriça da RDA tivessem autoridade de controle sobre policias, oficiais e empregados dos aliados ocidentais. Finalmente até o comandante soviético na RDA mediou pedindo moderação do lado do governo alemão oriental.

Dia 27 de Outubro de 1961 houve uma confrontação perigosa entre tanques dos EUA e soviéticos ao lado do Checkpoint Charlie na rua Friedrich. Dez tanques norte americanos enfrentaram dez tanques soviéticos, mas todos se retiraram no dia seguinte. As duas forças não queriam deixar explodir a guerra fria, com o risco de uma guerra nuclear.


Estrutura e áreas adjacentes

Havia oito passagens de fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental, o que permitia o trânsito de berlinenses ocidentais, alemães ocidentais, estrangeiros ocidentais e funcionários dos Aliados na Berlim Oriental, bem como as visitas de cidadãos da República Democrática Alemã e cidadãos de outros países socialistas na Berlim Ocidental, desde que possuíssem as permissões necessárias. Essas passagens eram restritas às nacionalidades que possuíam autorização para usá-las (alemães do leste, os alemães oeste, berlinenses ocidentais, outros países). A mais famosa foi o ponto de verificação de pedestres na esquina da Friedrichstraße e Zimmerstraße, também conhecida como Checkpoint Charlie, que era limitada aos funcionários dos países Aliados e estrangeiros.

Quatro rodovias ligavam Berlim Ocidental à Alemanha Ocidental, sendo a mais famosa a rodovia Helmstedt, que entrava em território da Alemanha Oriental, entre as cidades de Helmstedt e Marienborn (Checkpoint Alpha), e que entrou em Berlim Ocidental Dreilinden (Checkpoint Bravo) no sudoeste de Berlim. O acesso a Berlim Ocidental também era possível pelo transporte ferroviário (quatro linhas) e de barco através dos canais e rios.

Tentativas de fuga

Nos 28 anos da existência do Muro morreram muitas pessoas. Não existem números exatos e há indicações muito contraditórias, porque a RDA sistematicamente impedia todas as informações sobre incidentes fronteiriços. No dia 17 de Agosto de 1962, Peter Fechter desangrou no chamado corredor da morte, à vista de jornalistas ocidentais, sendo a primeira vitima. A segunda vítima foi Günter Litfin que foi baleado pela polícia dia 24 de Agosto de 1961 ao tentar escapar perto da estação Friedrichstraße. Em1966, foram mortas duas crianças de 10 e 13 anos. O último incidente fatal ocorreu no dia 8 de março de 1989, oito meses antes da queda, quando Winfried Freudenberg, de 32 anos, morreu na queda de seu balão de gás de fabricação caseira no bairro de Zehlendorf, quando tentava transpor o muro.

Estima-se que na RDA 75 000 pessoas foram acusadas de serem desertores da república. Desertar da república era um crime que, segundo o artigo §213 do código penal da RDA, era punido com até 2 anos de prisão. Pessoas armadas, membros das forças armadas ou pessoas que carregavam segredos nacionais eram mais severamente punidas, se considerado culpado de escape da república, por pelo menos 5 anos de prisão.

Também houve guardas fronteiriços que morreram por causa de incidentes violentos no muro. A vítima mais conhecida era Reinhold Huhn, que foi assassinado por um Fluchthelfer (pessoas que ajudavam cidadãos do Leste a passar a fronteira, ilegalmente). Estes tipos de incidentes eram utilizados pela RDA para a sua propaganda, e para posteriormente justificar a construção do muro de Berlim.

Processos pelas mortes do muro

Os processos judiciais do Schießbefehl, a respeito de se atirar em todas as pessoas que tentaram cruzar o Muro entre 1961 e 1989, demoraram até o outono de 2004. Entre os responsáveis acusados, estavam o presidente do Conselho de Estado, Erich Honecker, o sucessor dele, Egon Krenz e os membros do Conselho Nacional de Defesa Erich Mielke, Willi Stoph, Heinz Keßler, Fritz Streletz e Hans Albrecht e ainda o presidente regional do partido SED em Suhl. Além disso, foram acusados alguns generais, como o chefe das forças fronteiriças, Klaus-Dieter Baumgarten e vários soldados que eram parte do Exército Popular Nacional (NVA) ou das forças fronteiriças da RDA.

Como resultado dos processos, 11 dos acusados foram condenados à prisão, 44 foram condenados a uma pena, que foi suspensa condicionalmente, 35 acusados foram absolvidos. Entre estes, Albrecht, Streletz e Keßler foram condenados a vários anos de prisão. O último processo acabou dia 9 de Novembro de 2004, exatamente 15 anos depois da derrubada do Muro, com uma sentença condenatória.

"Mr. Gorbachev, tear down this wall!"

Em um discurso no Portão de Brandemburgo em comemoração ao 750º aniversário de Berlim[23] em 12 de junho de 1987, Ronald Reagan desafiou Mikhail Gorbachev, então Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética, para derrubar o muro como um símbolo de crescente liberdade no Bloco de Leste:

Damos as boas-vindas à mudança e à abertura, pois acreditamos que a liberdade e segurança caminham juntos, que o progresso da liberdade humana só pode reforçar a causa da paz no mundo. Há um sinal de que os soviéticos podem fazer que seria inconfundível, que faria avançar dramaticamente a causa da liberdade e da paz. Secretário Geral Gorbachev, se você procura a paz, se você procura prosperidade para a União Soviética e a Europa Oriental, se você procurar a liberalização, venha aqui para este portão. Sr. Gorbachev, abra o portão. Sr. Gorbachev, derrube esse muro![24]

Queda do Muro

O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. Além disto, houve um enorme fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.

O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski, membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.

Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strabe, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de Novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.

Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha.

domingo, 8 de novembro de 2009

Blogue da Semana (XXXV) - Fugas

Destaco esta semana o blogue de viagens do jornal Público.

De nome Fugas, este blogue actualizado quase diariamente, é essencial para que gosta de viagens.

Reencontros - Madeira Spotters

Depois de muito meses, voltámos ontem a fazer um jantar dos Madeira Spotters, um grupo de amigos que partilha uma paixão comum. A aviação.

Foi muito bom ver e conversar com amigos de longa data e verificar que o grupo está a crescer e a dinamizar-se.

Ficou combinado que voltaríamos a tentar organizar pelo menos um jantar mensal, mesmo sabendo que é quase sempre impossível estarmos todos presentes.

Os interessados nesta temática podem visitar o "site" dos Madeira Spotters e os links para alguns blogues e "sites" que se encontram na secção respectiva aqui no Outras Escritas.

Faz anos hoje - Edmond Halley

No dia 8 de Novembro de 1656 nasceu Edmond Halley.

Da Infopédia:

Cientista inglês, nascido em 1656 e falecido em 1742, dedicou-se à matemática e à astronomia, duas áreas de interesse que combinou na perfeição, e foi membro da Real Sociedade de Londres, a mais dinâmica associação científica do seu tempo. Em 1705, foi o primeiro investigador a calcular a órbita do cometa que hoje tem o seu nome. Mais tarde tornou-se o astrónomo da Coroa. Halley é também conhecido pelo incentivo que deu à publicação da obra de Newton Philosophiae Naturalis Principia Mathematica.
Edmond Halley. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-08]

sábado, 7 de novembro de 2009

Faz anos hoje - Joan Sutherland

No dia 7 de Novembro de 1926 nasceu Joan Sutherland.

Da Wikipédia:

Joan Sutherland (Sydney, 7 de Novembro de 1926) é uma cantora de ópera australiana que se tornou uma das mais famosas sopranos do século XX. É conhecida também como La Stupenda ou Koloraturwunder por seus fãs.

Sutherland ganhou renome internacional pela sua voz belíssima e cheia, dotada de uma rara combinação, no meio operístico, de enorme volume e extensão vocal com uma notável flexibilidade na realização de intrincados ornamentos vocais e de sobreagudos.[1] Dona de impecável domínio do legato, do trilo, do staccato e de amplos recursos de fraseado, ideais para o repertório de coloratura tanto lírica como dramática,[2] deu uma decisiva contribuição à redescoberta de óperas que haviam sido escritas para grandes divas do Bel Canto e que haviam sido negligenciadas por anos até a década de 1950, quando se iniciou um movimento de resgate, liderado inicialmente por Maria Callas.

Juventude na Austrália

Órfã de pai quando tinha apenas seis anos, sua mãe era uma mezzo-soprano aposentada, com quem Joan Sutherland diz ter aprendido bastante em casa, quando costumavam cantar juntas e ouvir gravações. Segundo ela, "Eu não me lembro de quando eu não cantava". [3] Curiosamente, Sutherland não freqüenta de início nenhum conservatório, aperfeiçoando-se com a mãe, tempo em que estudava como mezzo-soprano, e, mais tarde, com as lições de Aida Summers, a partir de quando se prepara como soprano dramático. Enquanto trabalhava como secretária, Sutherland começou a estudar canto seriamente por volta dos 18 anos. Curiosamente, ela nunca freqüentou um conservatório.[4] Desde 1946, com 20 anos, atua como corista no Oratório de Natal de Bach, seguindo-se concertos e atuações em óperas e oratórios barrocos. Seu debute operístico é Austrália como Dido, de Dido and Aeneas, de Purcell, em 1947. Nos recitais, seu repertório é heterogêneo e, acima de tudo, conta com árias de óperas para soprano dramática, especialmente as de Richard Wagner.[5]

Carreira na Grã-Bretanha

Em 1951, canta na estréia mundial de Judith, de Eugene Goosens. No mesmo ano, ganha a mais importante competição de canto da Austrália e, com o dinheiro do prêmio, viaja para Londres a fim de estudar na Opera School of the Royal College of Music. Aí reencontra o pianista Richard Bonynge, a quem já havia sido apresentada na Austrália e que a incentiva de imediato a voltar-se para a técnica e o repertório do Bel Canto, que considera ideal para a sua voz grande mas com enorme facilidade para atingir notas agudas. Em 16 de julho de 1952, faz seu debute europeu como Giorgetta (Il Tabarro), de Puccini, no Parry Theatre, acolhendo boas críticas, o que lhe abre as portas da célebre Royal Opera House, Covent Garden, de Londres. Em 28 de outubro daquele ano, canta aí a Primeira Dama em A Flauta Mágica.

Embora ainda seguindo os passos de Kirsten Flagstad, quem Sutherland considerava a maior cantora de todos os tempos, a jovem australiana passa a aperfeiçoar-se no repertório de coloratura do século XVIII e XIX. Devido à agilidade e, por outro lado, ao grande volume da voz, sua definição vocal se torna complexa - Bonynge acredita tratar-se ela de uma soprano dramático-coloratura, a Royal Opera House vê nela uma soprano dramática e, por fim, sua mãe insiste que ela é uma mezzo-soprano.

Em 1953, ela canta sua primeira protagonista no Covent Garden: Amelia, de Un Ballo in Maschera. Depois, interpreta ainda a Condessa de Almaviva de Le Nozze di Figaro. No mesmo ano, participou da estréia mundial da Gloriana de Britten, parte das comemorações da coroação da rainha Elizabeth II. Em 1954, Sutherland casa com Richard Bonynge, com quem tem, em 1956, um filho, Adam.

Entre 1954 e 1958, a jovem soprano aumenta seu repertório em um ritmo muito veloz, demonstrando uma enorme versatilidade, desde os papéis convencionados para soprano ligeira até os para soprano dramática: em 1954, Aida (da ópera de Verdi), Ágata (Der Freischütz, de Weber), Lucinda (Cecchina, de Piccinni) e Antonia (Les Contes d'Hoffmann, de Offenbach); em 1955, Jennifer (na estréia mundial de A Midsummer Marriage, de Michael Tippett) Euryanthe (de Weber), Micaëla, na Carmen de Bizet e Giulietta e Olympia (Les Contes d'Hoffmann); em 1956, Vitellia (La Clemenza di Tito) e Pamina (A Flauta Mágica); em 1957, Eva (Die Meistersinger von Nurnberg), Alcina (da ópera homônima de Händel), Gilda (Rigoletto), Madame Herz (Der Schauspieldirektor), Desdemona (Otello), Laodice (Mitridate Eupatore, de Scarlatti) e Emilia di Liverpool (da ópera homônima de Donizetti); e, em 1958, Madame Lidoine (Dialogues des Carmelites), Temperentia (Applausus Musicus, de Händel) e Donna Anna (Don Giovanni).

Nesses anos prepatórios, momentos importantes foram seu debute como Olympia (Les Contes d'Hoffmann), em 1955, que significou a aceitação da direção do Covent Garden em escalar Sutherland para papéis de coloratura, após muita insistência de Richard Bonynge; em 1957, o debute dela em Alcina, que lhe trouxe grande sucesso e marca seu longo trabalho de redescoberta das óperas há muito esquecidas do barroco e do bel canto; sua interpretação de Madame Lidoine na estréia inglesa da consagrada ópera de Francis Poulenc Dialogues des Carmelites; e, por fim, seu debute fora da Grã-Bretanha em 1958, como Donna Anna, em Vancouver.

La Stupenda

A consagração como Lucia

Em 1959, Joan Sutherland é convidada para cantar, no Covent Garden, a ópera Lucia di Lammermoor, de Donizetti - que não fora apresentada no teatro há décadas - em uma produção regida por Tullio Serafin e encenada por Franco Zeffirelli. Essa produção se tornou um clássico, inspirando diversas encenações posteriores, e catapultou Joan Sutherland para a consagração internacional, cuja interpretação de uma agilidade possante e destemida e um senso trágico e elegíaco apurado fez manchetes em diversos jornais e, de imediato, tornou-a uma das divas mais promissoras de sua geração.

A diva greco-americana Maria Callas, que assistiu aos ensaios da soprano para Lucia e por quem Sutherland sempre declarou grande admiração, também elogiou os dotes da australiana e se diz que teria afirmado que os britânicos não mais precisavam dela em Lucia, pois já tinham a sua própria. Elisabeth Schwarzkopf, que também estava presente nos ensaios e era esposa de Walter Legge, diretor da EMI, persuadiu o marido a contratá-la para gravar Don Giovanni, em sua primeira gravação de estúdio para uma grande gravadora. No mesmo ano de 1959, a soprano grava seu primeiro álbum solo, com árias de óperas do Bel Canto tardio.

Nesse apogeu inicial, Sutherland manifesta ainda uma expressão vocal mais focada na palavra e em recursos teatrais mais extrovertidos, os quais vão dando lugar, na década de 1960, a recursos expressivos mais intimistas e elegíacos, com a comunicação das emoções derivando de forma mais imediata e pura da própria melodia e da voz, sendo um exemplo dessa transformação artística a comparação entre sua primeira Lucia, no Covent Garden, e suas interpretações ao redor do mundo e em estúdio após 1960.[2]

O apogeu da carreira

Em 1960, grava o legendário álbum The Art of the Prima Donna para o selo DECCA, que a partir de então se torna sua gravadora exclusiva. No ano seguinte, o álbum ganha o Grammy Award, sendo ainda hoje um dos mais recomendados pelos críticos. No mesmo ano, Sutherland faz seu debute estadunidense como Alcina na Dallas Opera. Prosseguem os êxitos, cantando Lucia em Paris e, em 1961, no La Scala de Milão e no Metropolitan Opera de Nova York. Em 1960, ela interpreta uma aclamadíssima Alcina no La Fenice, de Veneza, onde foi apelidada pela platéia de La Stupenda. Logo após, Sutherland tornou-se conhecida como La Stupenda em todo o mundo.

Com a fama no repertório belcantista, Sutherland incluiu suas maiores heroínas no seu repertório: Violetta (La Traviata), Amina (La Sonnambula) e Elvira (I Puritani) em 1960; Beatrice di Tenda, de Bellini, em 1961; Marguerite de Valois (Les Huguenots), de Meyerbeer - esta no La Scala, em um dos maiores sucessos da história daquele teatro -, e Semiramide, de Rossini, em 1962; Norma, de Bellini - o segundo papel que ela mais interpretou na carreira e tipo por ela como seu favorito [4] - e Cleopatra (Giulio Cesare), de Händel em 1963.

Em 1965, Sutherland volta à Austrália para uma longa turnê em que interpreta diversas heroínas de óperas famosas. Aí também debuta como Marguerite, do Fausto de Charles Gounod. Em fevereiro desse ano, em Miami, havia convencido a casa de ópera a contratar o jovem Luciano Pavarotti em lugar de um tenor subitamente adoentado, cantando com ele em Lucia di Lammermoor e iniciando aí uma famosa parceria de décadas. Logo em seguida, Pavarotti a acompanhou na turnê australiana, cantando várias óperas com ela, em um momento decisivo na carreira do célebre tenor italiano.[6]

Outros debutes foram como Euridice, do Orfeo ed Euridice de Haydn, e Lakmé, da ópera homônima de Delibes, ambos em 1967. Em 1966, ela acrescentara Marie (La Fille du Régiment), que, junto a Luciano Pavarotti, ela transformou em um de seus cavalos-de-batalha, devido à coloratura ágil e impecável, à primazia no estilo do bel canto, ao belo fraseado e ao seu reconhecido dote para a comédia.

Mesmo durante o auge de sua carreira, Sutherland passou por nítidas transformações vocais. Logo após sua apoteótica Lucia di Lammermoor, em 1959, a soprano teve que realizar uma cirurgia nas cordas vocais devido a um problema no sinus. Isso, junto às mudanças técnicas necessárias, fez com que o timbre agudo e límpido dos primeiros anos da fama dessem lugar, por volta de 1962, a um timbre notavelmente mais escuro, cheio e redondo. Sua dicção, considerada antes adequada, piorou bastante como resultado de uma escolha profissional - segundo seu marido e técnico, Richard Bonynge, para aperfeiçoar o legato, uma vez que, anteriormente, ela seguia um estilo "não-legato" ou "germânico" de canto.

Na década de 1970, Sutherland adquiriu um peso e expressividade maiores na voz, e sua dicção melhorou bastante. Em 1972, gravou uma inusitada Turandot com Pavarotti e regência de Zubin Mehta, que se tornou um enorme sucesso de vendagem. Entre 1971 e 1974, Sutherland adicionou ao repertório alguns de seus maiores sucessos futuros: em 1971, Maria Stuarda, de Donizetti; em 1972, Lucrezia Borgia, do mesmo compositor; em 1973, Rosalinde (Die Fledermaus) e, pela primeira vez, as quatro heroínas de Les Contes d'Hoffmann juntas; e, em 1974, a então desconhecida Esclarmonde, de Massenet, que Bonynge, tendo redescoberto a partitura, resgatou aos palcos.

Carreira posterior e final

A decadência vocal de Sutherland foi marcantemente lenta. Iniciou-se no fim dos anos 1970, quando foi gradualmente crescendo um tremolo em seu registro médio e a voz se tornou um tanto menos flexível em coloraturas muito ágeis. Além disso, um certo tom matronal dificultou sua adequação em papéis muito joviais, daí porque seus maiores sucessos, nesse período, foram em interpretações de papéis maduros, que requerem voz mais pesada e escura, como Norma e Lucrezia Borgia.

Não obstante, devido à sua indiscutível maestria técnica e musical, a soprano continuou a obter grandes sucessos em teatros desde os Estados Unidos até o Japão, inclusive cantando o mesmo repertório da juventude. Entretanto, apesar de notavelmente manter boa parte das cadências e ornamentos que cantava no seu apogeu até mesmo após os 55 anos, ela recorreu cada vez mais a transposições da tessitura de papéis e árias, adaptando-as à sua voz mais grave e madura - alternativa a que muitas das intérpretes originais do Bel Canto recorriam, a exemplo da lendária Maria Malibran.

Em 1977, Sutherland canta a Suor Angelica de Giacomo Puccini, um de seus únicos papéis veristas, em Sydney, gravando a ópera para a DECCA no ano seguinte. Em 1979, acrescenta ao repertório, após muito tempo sem adentrar mais no repertório mozartiano, o papel de Elettra, em Idomeneo. No mesmo ano, grava um álbum exclusivo de árias de Wagner, compositor em cujas obras inicialmente se acreditava que viriam os êxitos de Sutherland.

Em 1980, obtém um grande êxito em sua primeira Lucrezia Borgia no Covent Garden. Em 1982, retornando ao Metropolitan Opera, de Nova York, após uma ausência de quatro anos, Sutherland obteve um grande sucesso como Lucia di Lammermoor. Mesmo na década de 1980, Sutherland ainda adicionou os papéis de Anna Bolena (1984) Amalia em I Masnadieri (1980), Adriana Lecouvreur (1983) e Ophélie em Hamlet, de Ambroise Thomas (1985). Em 1988, interpretou sua última Lucia di Lammermoor no Gran Teatre del Liceu de Barcelona, após interpretar o papel mais de duzentas vezes ao longo de quase trinta anos.

Sua última performance operística se deu em 1990, aos 64 anos, como Marguerite de Valois (Les Huguenots). A carreira de Joan Sutherland foi uma das mais longas e prestigiadas do século XX, abrangendo 43 anos. Entretanto, sua última aparição como soprano ocorreu em um recital de gala, intercalado a uma produção de Die Fledermaus, com seus amigos e freqüentes parceiros Luciano Pavarotti e Marilyn Horne, também na sua terra natal.

Durante toda a sua carreira e, mesmo depois, Sutherland recebeu vários prêmios. Em 1961, Sutherland foi tornada uma Commander of the British Empire. Em 30 de dezembro de 1978, ela foi elevada de Commander para Dame Commander. Em 9 de junho de 1975, Dame Joan foi feita uma Companion of the Order of Australia. Finalmente, em 29 de novembro de 1991, foi nomeada para a Order of Merit, uma das maiores honras da Grã-Bretanha. Joan Sutherland aparece em diversas competições de canto internacionais e é a patrona da famosa competição BBC Cardiff Singer of the World. Vive em Les Avants, na Suíça, com o marido Richard Bonynge.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (II) - Gorden Kaye

Não sei se se lembram, mas houve uma altura em que circulou de boca em boca a notícia de que o René, ou seja o actor Gorden Kaye, tinha sofrido um acidente de automóvel e que tinha morrido.

O acidente realmente aconteceu, mas o actor recuperou e continuou a fazer a série. Aliás, nascido em 1941, o "Grande René" continua vivo.

Curiosidade: Em 2007 for recriado um episódio do Allô Allô na Austrália (ver abaixo).

Da Wikipédia (em português do Brasil):

Gorden Kaye (Gordon Fitzgerald Kaye) (Huddersfield, Reino Unido, 7 de Abril de 1941) é um actor inglês.

É mais conhecido pelo seu trabalho na série cómica 'Allo 'Allo!, onde interpretava a personagem René Artois.

Biografia

Quando era novo, jogava na Liga de Rugby pelo Moldgreen ARLFC, antes de ir estudar em Almondbury, na King James's Grammar School, mesmo ao lado da sua terra natal.

Após a primeira aparição em cena da peça Coronation Street, que fazia de Bernard Butler, sobrinho de Elsie Tanner em 1969, e mais tarde impressionou o produtor/escritor David Croft tendo papéis memoráveis em It Ain't Half Hot Mum, Are You Being Served? e Come Back Mrs. Noah.

Croft ofereceu-lhe o papel principal de uma peça que tinha escrito, chamada de Oh, Happy Band!, mas Kaye estava indisponível e o papel foi para Harry Worth. Oh, Happy Band! acabou no final da primeira série, e em 1982, Croft mandou a Kaye o argumento do episódio piloto de 'Allo 'Allo! convidando-o para ser a personagem central de René Artois. Ele aceitou o papel tendo aparecido no papel por 85 vezes.

Kaye é autor em 1989 da sua autobiografia Rene & Me: A Sort of Autobiography (ISBN 0-283-99965-9) juntamente com Hilary Bonner, em que descreve as suas experiências de juventude, como um rapaz tímido e com excesso de peso.

Kaye sofreu graves ferimentos num acidente de carro em 25 de Janeiro de 1990.[1] Apesar disso não se consegue lembrar detalhes do acidente, ele ainda tem a cicatriz na testa devido a um pedaço de madeira ter embatido no vidro dianteiro do carro.

Quando recuperava de uma cirurgia realizada ao cérebro devido ao acidente, Kaye foi fotografado e entrevistado pelo jornalista Roger Ordish do jornal Sunday Sport. O jornal foi processado por Kaye, mas apesar de não haver consenso quanto ao seu comportamento, o tribunal disse que a sua privacidade não tinha sido invadida – esta decisão foi diversas vezes referida como sendo o ponto mais baixo da Lei Inglesa da Privacidade. .[2]

Gorden Kaye regressou como René Artois em 2007 para reviver mais um episódio de 'Allo 'Allo!, foi na cidade de Brisbane na Austrália no Twelfth Night Theatre, em Junho e Julho, juntando velhos amigos; Sue Hodge como Mimi Labonq e Guy Siner como Tenente Gruber. As outras personagens foram interpretadas por diversos actores australianos, incluindo Katy Manning, Steven Tandy, Chloe Dallimore, Jason Gann, Tony Alcock e David Knijnenburg.


Faz anos hoje - Sally Field

No dia 6 de Novembro de 1946 nasceu Sally Field.

Da Infopédia:

Actriz norte-americana, Sally Margaret Field nasceu a 6 de Novembro de 1946, na cidade californiana de Pasadena. Filha de um militar, foi da mãe (actriz em filmes da série B) que herdou as aptidões interpretativas. Aos 19 anos, encantou a América ao protagonizar a série televisiva Gidget (1965-66). Foi chamada para um pequeno papel no filme The Way West (A Caminho do Oregon, 1967), que marcou a sua estreia cinematográfica e onde teve oportunidade de contracenar com Kirk Douglas e Robert Mitchum. Voltou à televisão para assinar novo sucesso com The Flying Nun (1967-70). A partir daí, foi presença constante em telefilmes, tendo chegado mesmo a vencer um Emmy para Melhor Actriz pelo telefilme Sybil (1976) onde interpretou o papel de uma esquizofrénica. Provaram-se as aptidões de Field para papéis com forte intensidade dramática, tendo regressado ao cinema com a comédia ligeira Stay Hungry (À Força de Músculos, 1976). Durante as rodagens de Smokey and the Bandit (Os Bons e os Maus, 1978), iniciou um tórrido romance com o actor Burt Reynolds. O romance nas câmaras transpôs-se para a vida real, fazendo as delícias dos paparazzi. O casal ainda contracenou no filme de acção Hooper (Hooper, o Maior Duplo do Cinema, 1978). No ano seguinte, suplantou as favoritas Jane Fonda e Bette Midler para vencer o Óscar de Melhor Actriz pela sua composição de ferrenha sindicalista e operária têxtil em Norma Rae (1979). Em 1981, findou a sua ligação a Reynolds, iniciando uma série de bons desempenhos interpretativos: foi uma jornalista em Absence of Malice (A Calúnia, 1982) e uma viúva em Kiss Me Goodbye (Beija-me... e Adeus, 1982) antes de voltar a sair como vencedora na noite dos Óscares, premiada como Melhor Actriz por Places in the Heart (Um Lugar no Coração, 1984) pelo papel de Edna Spalding, uma proprietária rural viúva que luta por salvar a sua quinta dos efeitos da Depressão. Voltou a trabalhar em dramas como Murphy's Romance (O Romance de Murphy, 1985) e Steel Magnolias (Flores de Aço, 1989). Na década de 90, preferiu dedicar-se à produção, embora tivesse actuado em êxitos como Mrs. Doubtfire (Papá Para Sempre, 1993) e Forrest Gump (1994). Nos últimos anos, tem sido presença constante em séries televisivas.

Sally Field. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-06]

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Allô Allô, uma retrospectiva... (I)

Como o meu "post" sobre o Allô Allô suscitou vários comentários dos leitores do Outras Escritas, resolvi procurar na Internet informação sobre a série e os actores.

Encontrei alguma informação interessante e decidi partilhá-la aqui (alguma dela em Inglês).

Comecemos pela Infopédia:

Série cómica britânica, produzida pela BBC e criada por Jeremy Lloyd e David Croft em 1982. Do seu elenco fazem parte Gordon Kaye, que se tornou famoso com o seu papel de René, Carmen Silvera, Vicki Michelle e Francesca Conshaw, entre muitos outros. Conta a história de um pacato dono de um café (René Artois) de uma pequena vila francesa, que só pretende ter uma vida calma e tranquila, enquanto seduz a empregada do café às escondidas da mulher. Acontece que vive em plena Segunda Guerra Mundial durante a ocupação alemã e a resistência francesa exige a sua ajuda. René vive então dividido entre servir e agradar os militares alemães que frequentam o seu café e esconder membros da resistência. Considerada um êxito internacional, esteve em exibição durante 10 anos, divididos em 85 episódios. Em Portugal, estreou somente em 1986, mas o êxito não foi menor.

Allô Allô. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-05]

Faz anos hoje - Vivien Leigh

No dia 5 de Novembro de 1913 nasceu Vivien Leigh.

Da Infopédia:

Actriz inglesa nascida a 5 de Novembro de 1913, em Darjeeling, na Índia, e falecida a 7 de Julho de 1967, em Londres, vitimada por tuberculose. Filha de um corretor inglês e de uma doméstica irlandesa, foi educada na Inglaterra, França e Itália em diversos colégios de freiras. Desde menina que almejava seguir uma carreira ligada aos palcos. Estudou Interpretação na Royal Academy of Dramatic Art, mas foi obrigada a interromper os estudos quando se casou com o advogado Herbert Leigh quando tinha apenas 19 anos. Estrear-se-ia profissionalmente, em 1935, na West End de Londres com a peça The Sash. A sua beleza e talento não passaram despercebidos aos produtores cinematográficos que se apressaram em assegurar os seus serviços. Estreou-se em 1935 na comédia Look Up and Laugh. Durante as rodagens de Fire Over England (Inglaterra em Chamas, 1937) apaixonou-se por Laurence Olivier com quem viveria um apaixonado e conturbado idílio. Ambos casados, abandonaram os seus respectivos consortes para viverem juntos. Segundo se conta, o produtor David O. Selznick ficou positivamente impressionado com o desempenho da actriz no filme Sidewalks of London (Ilusões Perdidas, 1938) e decidiu convidá-la para fazer uma audição para o papel de Scarlett em Gone With the Wind (E Tudo o Vento Levou, 1939). A força e a energia de Leigh, tão indispensáveis para a personagem, foram condições essenciais para que o papel lhe fosse atribuído. Scarlett tornar-se-ia a imagem de marca da actriz, uma personagem inesquecível e imortal que lhe valeu o Óscar para Melhor Actriz. Apesar do galardão, Leigh procurou moderar as suas aparições artísticas, de modo a dedicar-se a Olivier. Ambos contracenariam em That Hamilton Woman (A Batalha de Trafalgar, 1941). Os seus trabalhos cinematográficos tornaram-se cada vez mais raros: nos dez anos seguintes, apenas filmou por mais três vezes, protagonizando Caeser and Cleopatra (César e Cleópatra, 1945), Anna Karenina (1948) e A Streetcar Named Desire (Um Eléctrico Chamado Desejo, 1951), onde voltou a ter uma interpretação magistral na pele de Blanche DuBois, uma mulher presa num mundo de fantasia e que valeu a Leigh o seu segundo Óscar para Melhor Actriz. Gradualmente, os seus problemas de saúde, agravados pela dependência do álcool e das drogas, começaram a afectar a sua carreira. A actriz sofria sucessivas crises de instabilidade emocional, procurando conforto em relações extra-conjugais. Em 1960, Vivian Leigh e Laurence Olivier separaram-se definitivamente. Ship of Fools (A Nave dos Loucos, 1965) foi o seu último trabalho cinematográfico. Ainda acedeu ao convite de John Gielgud para protagonizar, na Broadway e durante seis meses, a peça Ivanov (1966). Regressou a Londres para produzir e protagonizar a peça A Delicate Balance (1967) de Edward Albee. Seis dias antes da estreia, foi encontrada morta no seu apartamento. Como homenagem, as luzes do West End ficaram apagadas durante uma hora.

Vivien Leigh. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-05]

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DiDonato - Excerto do novo álbum

Aqui fica um excerto do novo álbum da Joyce DiDonato. O meu exemplar deve chegar em breve...

É curioso o facto de no vídeo ir aparecendo a partitura. Poderão verificar que, muitas vezes a interpretação não corresponde ao que está escrito. Esta é uma das características do período do Bel Canto.

Faz anos hoje - Ponte de D. Maria Pia

No dia 4 de Novembro de 1876 terminavam as obras da Ponte de D. Maria Pia.

Da Infopédia:

Ponte ferroviária metálica construída sobre o Rio Douro, em 1876, pelo famoso engenheiro francês Gustave Eiffel. Durante mais de um século, ligou a cidade do Porto ao Sul do País. Em 1991 o trânsito ferroviário passou para a Ponte de S. João, construída a muito pouca distância. A Ponte de D. Maria Pia é hoje monumento nacional. A Ponte de D. Maria Pia, construída nos finais do século XIX, permitiu concluir a ligação ferroviária entre o Porto e Lisboa que, na altura, terminava na estação das Devesas em Vila Nova de Gaia. Foi inaugurada em 1877. De facto, a revolução dos transportes em Portugal tornava urgente a ligação directa entre as duas principais cidades, assumindo a cidade do Porto a posição de nó de um conjunto de linhas importantes. As transformações operadas pela introdução deste meio de transporte na cidade são evidenciadas pela construção de novas estruturas ferroviárias (pontes, túneis, estações) e pelo reordenamento do tecido urbano em função da localização das estações. Em Maio de 1875 foi aberto um concurso público internacional para a selecção da empresa construtora. Das quatro soluções, apresentadas pelas companhias francesas Eiffel et Ce, Fiver Liles e Batignolles e pela inglesa Medd, Wrightson & Co, foi seleccionada a proposta dos engenheiros Gustave Eiffel e Théophile Seyrig, considerada a mais económica e elegante. De facto, o projecto de Eiffel, prevendo a construção de um tabuleiro horizontal ao nível da cota mais alta das margens, apoiado num enorme arco parabólico, revela uma especial atenção aos valores paisagísticos do vale do Douro, procurando os pontos de inserção mais favoráveis num local em que as margens mais se aproximam. Para além de concretizar um problema tecnicamente difícil que era a implantação de uma ponte numa escarpa acentuada, esta estrutura representa um sucesso do ponto de vista formal. O tabuleiro, com 354 metros de comprimento e 4,5 metros de largura, fica a 61 metros do nível das águas, assentando em seis pilares que apoiam sobre um arco com 160 metros de vão e 42,60 metros de flecha, formado por duas curvas parabólicas que no alto têm uma separação de dez metros. Apoia sobre rolos de fricção, o que possibilita a sua dilatação no sentido longitudinal e o torna independente dos movimentos do arco. A construção foi adjudicada em 5 de Janeiro 1876 e o contrato previa um prazo de construção de dezoito meses. O Inverno atrasou as obras que se fixaram em 22 meses, terminando em 30 de Outubro de 1877. No dia da conclusão foi realizada uma experiência de resistência tendo circulado dois comboios pela ponte. Nesta construção, vigiada pelos engenheiros Pedro Inácio Lopes e Manuel Afonso Espregueira, trabalharam cerca de duzentos operários. A montagem do arco, a operação mais delicada exigiu a presença dos engenheiros franceses Emil Nouguier e Marcel Augevère. A ponte foi inaugurada em 4 de Novembro, com assistência do rei e da rainha que daria o nome à ponte, esta estrutura manteve-se operacional até 1 de Junho de 1991. Depois desta obra notável, entre 1880 e 1884, Eiffel construiu em França o famoso viaduto de Gabarit, sobre a profunda garganta do Truyère, com 448 metros de vão e 122 metros de altura, seguindo o modelo estabelecido para a Ponte D. Maria Pia.

Ponte de D. Maria Pia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-04]

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Allo allo

Estou a rever uma das melhores series de comédia de sempre. Para mim e para muitos dos meus amigos, nunca mais se fez nada igual.

Falo, evidentemente do "Allo allo" e das aventuras e desventuras do "homem mais corajoso" de França durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial, René Artois.

Lembro-me como se fosse hoje das discussões que havia todas as segundas-feiras nos meus tempos de faculdade sobre o episódio do fim-de-semana. Sim, porque as conversas de segunda não se cingiam ao futebol.

Faz anos hoje - Benvenuto Cellini

No dia 3 de Novembro de 1500 nasceu Benvenuto Cellini.

Da Infopédia:

Escultor e ourives italiano, Cellini nasceu a 3 de Novembro de 1500, em Florença, e morreu em 1571. Aprendeu o ofício de ourives, mas cedo o seu temperamento apaixonado e combativo lhe causou problemas. Foi expulso de Florença e partiu para Roma em 1523. Francisco I introduziu a arte maneirista em França e convidou Cellini. Dessa época data A Ninfa de Fontainebleau, actualmente exposta no Louvre. Regressou a Itália, e em Florença executou trabalhos para Cosimo de Medicis, designadamente a colossal estátua em bronze Perseu e Medusa (1545-54). As obras menores, jóias, medalhas e pequenas figuras, são contudo mais perfeitas e mais próximas da arte de ourives. Mais do que um artista, Cellini era um artífice e a sua personalidade fascinante e excessiva evidencia-se na célebre autobiografia escrita de 1558 a 1562.

Benvenuto Cellini. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-03]

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Leituras - Uma noite não são dias (Mário Zambujal)

Mais uma vez Mário Zambujal surpreende. Neste pequeno livro, que se lê em pouco mais de uma hora, o autor transporta-nos para um final de tarde de um dia de 2044.

O romance é uma caricatura perfeita aos usos e costumes actuais, extrapolados exageradamente para um futuro longínquo.

O mercado Paulo Portas, a praça Santana Lopes, o TGV Sócrates e o Aeroporto Mário Lino engrandecem o cenário.

Sem dúvida uma hora de leitura muito bem passada.

Recomendo vivamente.

Faz anos hoje - Maria Antonieta

No dia 2 de Novembro de 1755 nasceu Maria Antonieta.

Da Infopédia:

Rainha francesa, nascida em 1755 e falecida em 1793, filha de Maria Teresa da Áustria e de Francisco I, foi casada com Luís XVI, tendo exercido uma forte influência sobre as decisões do rei e responsável por muitos dos erros políticos do marido. Ficou conhecida, sobretudo, por ter sido guilhotinada durante a Revolução Francesa, por decisão do tribunal revolucionário.

Maria Antonieta. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-02]

domingo, 1 de novembro de 2009

Faz anos hoje - Paulo Gonzo

No dia 1 de Novembro de 1956, nasceu Paulo Gonzo.

Da Infopédia:

Cantor português, de nome verdadeiro Alberto Ferreira Paulo, nasceu a 1 de Novembro de 1956, em Lisboa. Em 1975, formou com o guitarrista João Allain, o grupo blues-rock, Go Graal Blues Band, uma referência da música portuguesa cantada em inglês na viragem da década. Após 12 anos de actividade com a banda e de quatro álbuns gravados - Go Graal Blues Band (1979), White Traffic (1982), Black Mail (1983) e So Down Main (1987), Paulo Gonzo decidiu iniciar carreira a solo. Em 1985 estreou-se com o single "So Do I", confirmando a primazia da soul e do rhythm 'n' blues na sua sonoridade. Outros exemplos: "These Arms Of Mine" e "My Girl", versões dos clássicos de Otis Redding. Em 1986 editou o álbum de estreia, My Desire. Outro tema: "She Knocks Three Times", obteve algum sucesso nos mercados discográficos da Alemanha, Áustria e Suíça. Em 1992, editou Pedras Na Calçada, o primeiro trabalho cantado em português, que incluiu êxitos como "Caprichos Da Lua" e, principalmente, "Jardins Proibidos". Seguiram-se My Best (1993) e Fora D'Horas (1995), que incluiu o sucesso "Acordar", tema composto por Pedro Abrunhosa. O ano de 1997 marcou a edição de Quase Tudo, o álbum de maior sucesso da sua carreira, do qual fez parte o dueto com Olavo Bilac (Santos e Pecadores) na nova versão de "Jardins Proibidos". Vendendo mais de 200 mil cópias (quintupla platina), este trabalho inlcuiu ainda o sucesso "Dei-te Quase Tudo", a canção mais tocada na rádio em 1997, logo seguida de "Jardins Proibidos". No ano seguinte, surgiu Suspeito (1998), álbum que incluiu o single "Pagava P'ra Ver", mas que não obteve o sucesso do seu antecessor. Em 1999, gravou Paulo Gonzo Unplugged, que contou com a colaboração de artistas como Tim e Rui Reininho. Entre várias actuações relevantes em toda a sua carreira, destacam-se a que deu em Setembro de 1996, no Estádio do Restelo (Lisboa), na primeira parte do concerto de Tina Turner, em Junho de 1998, na Expo 98, juntamente com o grupo australiano Savage Garden e, em Maio de 99, com vários artistas portugueses no palco do Coliseu de Lisboa, em solidariedade para com o povo de Timor. Ao longo da sua carreira, colaborou em projectos de outros artistas: tocou harmónica num tema do álbum Mosquito dos GNR; participou no álbum ao vivo dos Santos e Pecadores, cantando em dueto com Olavo Bilac o tema "Momento Final"; interpretou um tema de Jorge Palma na colectânea Voz & Guitarra (1997); e participou no álbum-tributo aos Xutos & Pontapés, XX Anos XX Bandas, com a interpretação da canção "Chuva Dissolvente". O músico regressou em 2001, com Mau Feitio, não conseguindo o mesmo sucesso dos discos anteriores. No ano seguinte, Paulo Gonzo esteve envolvido na edição do single "Mundial", título não oficial de apoio à participação da selecção portuguesa de futebol no campeonato do mundo desse ano. Ainda nesse ano, colabora na compilação Somos Benfica.

Paulo Gonzo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-01]