Parece que chove mas não chove, parece noite mas é dia, a roupa no estendal não seca e quase não se respira.O vento de sudoeste faz destas coisas. O Funchal está transformado num caldeirão escuro e húmido.
Parece que chove mas não chove, parece noite mas é dia, a roupa no estendal não seca e quase não se respira.
No dia 3 de Outubro de 1925 nasceu Gore Vidal.Gore Vidal nasceu em 1925 na Academia Militar de West Point. Era filho de um pioneiro da aviação norte-americana. Foi criado em Washington onde seu pai trabalhou para o governo Roosevelt e seu avô foi o senador T. P. Gore. Ingressou na literatura quando adolescente, escrevendo contos e poemas. Publicou seu primeiro romance aos 21 anos quando servia nas Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial, mas nos anos 50 passou a sofrer perseguições por parte dos conservadores liderados pelo senador McCarthy. Tem sido um crítico cáustico das posturas belicistas adotadas pelos dirigentes norte-americanos.
Gore Vidal é romancista e ensaísta e residiu muitos anos em Ravello, Itália, tendo retornado para os Estados Unidos, Los Angeles, quando da enfermidade e posterior morte de seu companheiro Howard Auster, em 2003. Continua a escrever livros e artigos para periódicos do mundo inteiro. Entre seus livros publicados em português, destacam-se: 1876, À Procura do Rei, Burr, Era Dourada: Narrativas do Império, Palimpsesto, Fundação Smithsonian, Kalki, Messias, Sonhando a Guerra, Myron, Criação, O Julgamento de Paris , Williwaw, "A Cidade e o Pilar" e Juliano.
Fui ao fundo do baú encontrar um texto com uma apreciação crítica de um concerto do tenor Josep Carreras ocorrido no Funchal em 2004.
Em primeiro lugar o programa:
I Parte
Carreras
Serenata Napolitana – Costa
Era de Maggio – Costa
OCM – Orquestra Clássica da Madeira
Abertura de “O Morcego” – J. Strauss
Carreras
L’oreneta – Morena
Roso. Pel teu amor – Ribas
OCM
Caveleria Rusticana – Intermezzo – Mascagni
Carreras
L’ última canzone – Tosti
Musica priobita – Gastaldon
II Parte
Carreras
Guapparia – Falvo
Vurria…- Rendine
OCM
Unter Donner und Blitz – J. Strauss
Carreras
Passione – Valente
Vierno – Acampora
OCM
La Boda de Luís Alonso Intermédio – Jiménez
Carreras
Alfonsina y el mar – Ramírez
La Tarbernera del Puerto. No Puede Ser – Sorzábal
Não sei a quem se deveu a escolha do programa, se foi o próprio Carreras que o impôs ou se a organização deu alguma sugestão para que fosse um programa tão ligeiro. De qualquer forma este foi um dos aspectos que mais me desagradou.
Uma vez que o concerto foi divido em duas partes, poderia uma delas ter sido preenchida com repertório operático, ficando a outra parte reservada para o reportório mais ligeiro.
Como não acompanho com muita atenção a carreira do tenor, cheguei a pensar que as suas actuações se limitassem apenas a este tipo de reportório. Confirmei, no entanto, a realização de um concerto na Wiener Staatsoper no final de Fevereiro desta vez com um programa que inclui árias de Puccini, Verdi, Massenet, Cilea e Tschaikovsky. Não poderia a primeira parte do concerto do Funchal, incluir um reportório deste tipo? Certamente seria mais do meu agrado.
O concerto em si, decorreu numa sala adaptada para o efeito no Madeira Tecnopolo (anunciou-se lotação esgotada e cerca de 2100 pessoas), sala essa que é utilizada como centro de feiras. As dimensões obrigam à utilização de amplificação sonora. O sistema de som utilizado foi razoável, se bem que, como eu estava à direita relativamente ao palco, ouvia o tenor do meu lado direito e via-o do meu lado esquerdo. As aproximações e os afastamentos dos microfones eram também notados.
Quanto à voz, a nível de timbre não tenho grandes comentários a fazer,nunca fui grande apreciador do timbre do Carreras, mesmo quando a sua voz estava em plena forma (comparei com uma gravação histórica da ópera Un Giorno de Regno de Verdi com a Norman, a Cossoto e o Wixell de Agosto de 73).
O desempenho melhorou consideravelmente na segunda parte do concerto. Os agudos (poucos e não tão agudos quanto isso) não me agradaram, faltou-lhes volume e brilho. Os “pianissimi” em falsete, que o tenor usa frequentemente, pareceram-me bastante bem.
No final, depois de No Puede Ser o publico aplaudiu de pé e ouviram-se alguns “bravo” na sala. Seguiram-se 3 “encores”: Santa Lucia, Torna A Surriento e …(não consigo recordar-me). Gritei o meu único “bravo” da noite no final do Torna a Surreinto que achei muito bem interpretado e com o registo agudo mais aceitável.
Parabéns à orquestra Clássica dirigida inicialmente pelo seu maestro titular Rui Massena e depois por David Giménez. Os aplausos à orquestra, foram em certos momentos, superiores aos aplausos ao tenor.
Consegui saber posteriormente que o tenor terá preparado 6 “encores”, incluindo a Granada, insistentemente pedida por alguém na assistência. No entanto a orquestra retirou-se depois de 3 “encores”.
No dia 2 de Outubro de 1871 nasceu Cordell Hull.
No dia 30 de Setembro de 1924 nasceu Truman Capote.
Quando ia no carro à hora de almoço, ouvi na Antena 2 que a Mafalda, personagem da banda desenhada da autoria do Argentino Quino, está de parabéns hoje. Completa 45 anos.
No dia 29 de Setembro de 1935 nasceu Jerry Lee Lewis.
No dia 28 de Setembro de 1973 nasceu Gwyneth Paltrow.
Ora aí está! Temos mais do mesmo.
No dia 27 de Setembro de 1957 inicia-se a erupção do Vulcão do Capelinhos.De 16 a 27 de Setembro de 1957, registou-se uma crise sísmica na ilha com mais de 200 sismos, de intensidade não superior a grau V da Escala de Mercalli. No dia 23 de Setembro de 1957, a água do mar começou a fervilhar. Três dias depois, a actividade aumentou intensamente havendo emissão de jactos negros de cinzas vulcânicas com cerca de 1 000 metros de altura (atingindo a altitude máxima de 1 400 metros) e uma nuvem de vapor de água que subia por vezes a mais de 4 000 metros.
A 27 de Setembro, teve início pelas 6h45 uma erupção submarina a 300 metros da Ponta dos Capelinhos (ou seja, a 100 metros dos Ilhéus dos Capelinhos). A partir de 13 de Outubro, a emissão de gases e as explosões de piroclastos, ainda que violentas passaram a ser menos frequentes. Estas foram rapidamente sucedidas por explosões violentas, atirando bombas de lava e grandes quantidade de cinzas para o ar, enquanto que, por baixo, correntes de lava escorriam para o mar. A erupção continuou intensa até 29 de Outubro, com constantes chuvas de cinzas sobre o Faial que destruíram culturas agrícolas e forçaram a evacuação das populações das zonas mais próximas do vulcão.
A erupção evoluiu formando primeiro uma pequena ilha a 10 de Outubro, chamada de "Ilha Nova" (ou "Ilha dos Capelinhos", e ainda, "Ilha do Espírito Santo"), com 600 metros de diâmetro e 30 metros de altura, ficando com a cratera aberta ao oceano. Dada a temperatura, a emissão de materiais revelou um tom acinzentado. A ilha atingiria por fim os 800 metros de diâmetro e 99 metros de altura. Esta primeira pequena ilha afundou-se na cratera, no dia 29 de Outubro.
Munido da sua câmara de filmar, Carlos Tudela e Vasco Hogan Teves, repórteres da RTP, desembarcaram a 23 de Outubro na ilha recém-nascida, na vertente do vulcão activo. Acompanhado do jornalista Urbano Carrasco, do Diário Popular, arriscaram as suas vidas num pequeno barco remado por Carlos Raulino Peixoto para colocar a bandeira nacional na "Ilha Nova".
A 4 de Novembro de 1957, a erupção vulcânica recomeça e rapidamente se formou uma nova ilha. Com a formação de um istmo, no dia 12 de Novembro, a ilha ligou-se à ilha do Faial. A actividade eruptiva aumentou progressivamente, atingindo o seu máximo na primeira quinzena de Dezembro, surgindo um segundo cone vulcânico. A 16 de Dezembro, depois de uma noite de chuvas torrenciais e abundante queda de cinzas, cessou a actividade explosiva e começou a efusão de lava incandescente, a que se juntaram, três dias depois, as explosões com jactos de cinzas e muitos blocos de pedra. Precisamente no dia 29 de Dezembro, a actividade eruptiva conheceu uma nova e breve pausa.
De Janeiro a Abril de 1958, reapareceram jactos pontiagudos de cinzas, geralmente acompanhados de fumos brancos ou acastanhados. Em Março, os Ilhéus dos Capelinhos já haviam desaparecido definitivamente sob manto das cinzas e areias, tendo estas formado dois areais de apreciável dimensão, chegando a atingir vários metros de espessura junto ao farol e nas áreas adjacentes, o que levou ao soterramento de casas e à ruína dos telhados de muitas habitações.
No início de 1958, John Scofield, repórter da revista National Geographic, e o famoso fotógrafo Robert F. Sisson, passaram um mês a documentar as várias fases da erupção.
Depois da violenta crise sísmica na noite de 12 para 13 de Maio, em que houve mais de 450 sismos, a erupção dos Capelinhos sofreu reajustamentos profundos no edifício vulcânico e na estrutura tectónica. A partir de 14 de Maio, a actividade passou ao tipo estromboliano, com fortes ruídos, acompanhados de ondas infra-sónicas que fizeram estremecer portas e janelas em toda a ilha e, por vezes, nas ilhas próximas, e com a projecção de fragmentos de lava incandescente que iam a mais de 500 metros de altura. Também nesse dia, surgiram fumarolas no fundo da Caldeira (vulcão central da ilha), que emitiam vapor de água com cheiro a enxofre e com lama em ebulição.
A erupção constituiu "um espectáculo grandioso", um misto de belo e horrendo que jamais será esquecido por quem o presenciou. É legado transmitido para as gerações seguintes. A erupção prosseguiu por mais uns meses, consistindo em explosões moderadas do tipo estromboliano com várias correntes de lava, a última das quais a 21 de Outubro, sendo observado no dia 24 de Outubro, pela última vez a emissão de fragmentos incandescentes.
No dia 26 de Setembro de 1888 nasceu T. S. Eliot.
No dia 25 de Setembro de 1952 nasceu Christopher Reeve.
No dia 24 de Setembro de 1896 nasceu Francis Scott Fitzgeral.