quinta-feira, 9 de julho de 2009

Tom Hanks

No dia 9 de Julho de 1956 nasceu Tom Hanks.

Da Infopédia:

Actor e realizador norte-americano, Thomas J. Hanks nasceu a 9 de Julho de 1956, em Concord, na Califórnia. É considerado como um dos intérpretes contemporâneos de maior talento, demonstrando toda a sua versatilidade quer em papéis cómicos quer em dramáticos. Ainda criança, assistiu ao divórcio de seus pais, tendo a sua custódia revertido para o lado paterno. Mudou-se com o pai para Oakland, onde desenvolveu a sua veia artística em peças escolares. Estudou Teatro e fez o seu estágio numa companhia amadora de Cleveland. Procurando papéis mais lucrativos, foi para Nova Iorque, onde fez teatro amador e televisão. A sua estreia cinematográfica foi discreta, num filme de terror de baixo orçamento: He Knows You're Alone (Ele Sabe que Estás Só, 1980). Depois de participações em outras séries televisivas - entre as quais na renomeada Family Ties (Quem Sai aos Seus, 1982-89) -, foi descoberto pelo realizador Ron Howard que necessitava de um jovem actor para protagonizar a comédia Splash (A Sereia, 1984). O filme foi um êxito, catapultando a carreira de Hanks que era considerado como um portento cómico, provando-o em títulos como Bachelor Party (Solteiros e Tarados, 1984), Volunteers (Voluntários à Força, 1985) - foi durante as rodagens deste título que conheceu e se apaixonou pela actriz Rita Wilson que viria a tornar-se sua esposa -, The Man With One Red Shoe (O Espião do Sapato Vermelho, 1985), The Money Pit (Um Dia a Casa Vem Abaixo, 1986) e Dragnet (Polícias da Pesada, 1987). Em 1988, tornou-se um nome familiar dos cinéfilos a nível internacional quando, de forma surpreendente, foi nomeado para o Óscar de Melhor Actor pela sua prestação na comédia Big onde desempenhou uma criança de 12 anos que, uma noite, acorda no corpo de um adulto e torna-se um empresário de sucesso no ramo dos brinquedos. Depois de filmes decepcionantes como Bonfire of the Vaneties (A Fogueira das Vaidades, 1990), Joe Versus the Volcano (Joe Contra o Vulcão, 1990) e A League of Their Own (A Liga de Mulheres, 1992), alcançou sucesso no filme romântico Sleepless in Seattle (Sintonia de Amor, 1993), ao lado de Meg Ryan. Hanks entrara na melhor fase da sua carreira: no mesmo ano, provou todo o seu talento ao interpretar o papel de um jovem advogado homossexual, minado progressivamente pela SIDA, que é marginalizado e excluído pelos seus pares em Philadelphia (Filadélfia,1993). Venceu, por este desempenho, o Óscar de Melhor Actor e seguiu as pisadas de Spencer Tracy quando, no ano seguinte, voltou a vencer o mesmo galardão por Forrest Gump (1994), uma biografia sobre um jovem retardado mental que marca, involuntariamente, a sua presença nos momentos mais importantes da História Contemporânea dos E.U.A. Hanks veio ser nomeado para o Óscar de Melhor Actor por mais duas ocasiões: pelo seu obstinado capitão John Miller em Saving Private Ryan (O Resgate do Soldado Ryan, 1998) e pelo empresário, vítima de um acidente de aviação, que se vê obrigado a seguir as pisadas de Robinson Crusoe em Cast Away (O Náufrago, 2000). Envergou magistralmente a pele de um assassino contratado em missão de vingança em Road to Perdition (Caminho Para Perdição, 2002) de Sam Mendes; um astuto detective em perseguição de um jovem criminoso em Catch Me If You Can (Apanha-me Se Puderes, 2002) de Steven Spielberg; um refinado mestre do crime na comédia The Ladykillers (O Quinteto da Morte, 2004) dos irmãos Joel e Ethan Coen; e um resignado e criativo emigrante do Leste no drama/comédia The Terminal (Terminal de Aeroporto, 2004), de Steven Spielberg, ao lado de Catherine Zeta-Jones.

Tom Hanks. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-07-09]

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Viajar na EasyJet entra Lisboa e o Funchal

Fiz ontem o meu primeiro voo entre Lisboa e o Funchal na EasyJet. Já tinha viajado nesta companhia mas nunca o tinha feito neste trajecto.

Sei que por vezes existem atrasos nos voos, mas ontem correu tudo muito bem. Destaco a velocidade a que se faz o embarque não tem nada a ver com o que se passa na TAP. Quinze minutos antes da hora do voo eu, que fui uns dos últimos a embarcar, ainda estava no terminal. A viagem de autocarro até ao avião e as restantes formalidades de embarque foram de tal forma rápidas e eficientes que a descolagem se deu apenas dois minutos depois do horário.

Com todos os lugares da aeronave ocupados, o comandante fez questão de informar que o consumo de combustível por passageiro à velocidade de cruzeiro era de pouco mais de quatro litros por cem quilómetros, ou seja, tanto como um automóvel a diesel dos mais económicos (e atenção, o termo de comparação está correcto, uma vez que a maioria dos carros que circulam nas nossas estradas transporta apenas um ocupante).

Gostei...

Notícia em Destaque: TAAG com "luz verde" para voar na Europa amanhã

Lê-se no Diário de Notícias:

A companhia aérea angolana TAAG deverá esta quinta-feira voltar a ser autorizada a voar na União Europeia, espaço de onde estava banida desde Julho de 2007 por a sua frota evidenciar "sérias deficiências" a nível de segurança.

Na semana passada o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) português informou que o Comité de Segurança da Comissão Europeia vai recomendar que a companhia aérea angolana possa retomar os voos entre Luanda e Lisboa.

"O colégio de comissários, que irá reunir brevemente, ao aceitar esta recomendação vai permitir à TAAG, companhia aérea angolana, retomar as operações entre Luanda e Lisboa, comprometendo-se o INAC a fazer inspecções às aeronaves que irão operar os voos nesta rota", referiu na altura o organismo português.

O INAC terá ainda de apresentar relatórios ao Comité de Segurança da Comissão Europeia, "tendo em vista a futura retirada de todas as companhias aéreas angolanas da chamada 'Lista Negra'", adianta.

O Comité de Segurança é um comité de consulta da Comissão para efeitos de avaliação da segurança do transporte aéreo por parte dos diferentes países.

A recomendação surge dois anos depois (Julho de 2007) da entrada da TAAG na "lista negra" do espaço aéreo europeu, por falta de condições de segurança nas operações.

Na altura em que foi banida, a TAAG efectuava seis voos semanais entre Lisboa e Luanda.

Em Abril último a Comissão admitiu "progressos significativos" na situação da TAAG, optando, contudo, por manter banida a companhia aérea angolana.

O executivo comunitário "registou, designadamente, o relatório intercalar elaborado pelas autoridades aeronáuticas de Angola sobre a aplicação de medidas correctivas na sequência da visita de uma equipa de peritos europeus em Fevereiro de 2008 e da publicação, em Outubro de 2008, do relatório da auditoria de segurança da ICAO", indica nota então divulgada pela Comissão.

Desde que a TAAG aterrou na "lista negra" da União Europeia, em Julho de 2007, muito mudou na organização interna da empresa para que pudesse regressar às rotas europeias com aviões próprios.

No processo de reestruturação da TAAG foi demitido pelo Governo de Luanda o seu conselho de Administração e nem o então ministro dos Transportes resistiu ao abalo que a decisão da União Europeia provocou em Angola.

O Conselho de Administração foi substituído por uma denominada Comissão de Reestruturação, em Novembro de 2008, e o ministro André Brandão foi substituído, em Abril do mesmo ano, pelo actual titular da pasta, Augusto Tomás.

O ministro dos Transportes angolano, Augusto Tomás, em entrevista à Lusa admitiu em Janeiro deste ano que a empresa deveria retomar as rotas europeias com aviões próprios "em sete, oito meses".

No início da "crise", para contornar a situação criada em 2007 depois de uma inspecção realizada por técnicos franceses, a TAAG passou a voar para a Europa em aviões alugados a diversas companhias, entre as quais a cabo-verdiana TACV, e, como acontece actualmente, à South African Airways (SAA).

A entrada da TAAG na "lista negra" da UE aconteceu pouco depois de a empresa ter adquirido três modernos Boeing 777 para a sua frota destinados essencialmente aos voos das rotas europeias.

Rui Carreira, um dos membros da comissão de reestruturação da TAAG, admitiu à Lusa a sua convicção de que o plano delineado para dar a volta à TAAG vai ser bem sucedido na reunião de quinta-feira.

Também a porta voz do INAVIC, Síria de Castro, disse à Lusa que as expectativas sobre os resultados da reunião de quinta-feira do Comité de Segurança Aérea da União Europeia, "são as melhores possíveis, as mais altas".

Ferdinand Graf von Zeppelin

No dia 8 de Julho de 1838 nasceu Ferdinand Graf von Zeppelin.

Da Infopédia:

Inventor alemão, nasceu em 1838, em Constância, Baden, e morreu em 1917, em Charlottenburg (perto de Berlim). Foi o primeiro construtor de dirigíveis aos quais foi dado o nome de Zeppelins em sua homenagem. Desde 1898 que era projectista de aeronaves e que planeava construir dirigíveis. Em 1900 fez o seu primeiro ensaio no Lago Constança. Em 1906 tinha construído o seu primeiro aparelho. Em 1909 instalou em Friedrichshafen a fábrica onde seriam construídos 119 Zeppelins. Durante a Primeira Guerra Mundial, estes aparelhos bombardearam Bruxelas, Paris, Londres e Bucareste. O Delag, um aparelho com serviço de passageiros foi demonstrado em 1910, mas Zeppelin morreria antes de ver a sua meta atingida: um voo transcontinental.

Ferdinand Graf von Zeppelin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-07-08]

terça-feira, 7 de julho de 2009

Gripe A

As notícias sobre a Gripe A parecem-me cada vez mais preocupantes. O número de novos casos diários aumenta significativamente.

Em caso de sintomas de gripe (febre alta, dores no corpo, dificuldades respiratórias, etc.) é necessário telefonar para a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24). Já apontei no meu telemóvel.

Não sou hipocondríaco, mas começo a ficar um pouco preocupado.

Gustav Mahler

Do dia 7 de Julho de 1870 nasceu Gustav Mahler.

Da Infopédia:

Compositor e maestro austríaco que nasceu em 1860, na Boémia, na Áustria, e morreu em 1911, em Viena. Foi um dos compositores mais marcantes da música do século XX, acabando por exercer uma enorme influência em Arnold Schoenberg, Dimitri Shostakovich e Benjamin Britten. O seu talento musical revelou-se muito cedo. Com apenas quatro anos, fascinado pela música militar e pela música popular, começou a compor pequenas peças de piano e, aos quinze anos, ingressou no Conservatório de Viena. Os anos seguintes foram marcados pela sua ascensão como maestro e, aos trinta e sete anos, foi nomeado director da Ópera de Viena. Influenciada pela escola de Richard Wagner e de Franz Liszt, a expressão musical de Mahler não era mais do que uma visão pessoal do mundo. A própria tensão, o estilo retórico, as orquestrações vivas e o uso irónico da música popular encontram-se bem presentes em várias sinfonias -- de fortes contrastes, mas unidas pela sua personalidade inequívoca. O programa da orquestração da Symphony N.º 1 in D Major (1888) é uma autobiografia da sua juventude; o prazer da vida foi perturbado pela obsessão da morte na macabra Funeral March in the Manner of Callot. Os cinco andamentos da Symphony N.º 2 (1894) abrem, também, com a obsessão da morte. A Symphony N.º 3 in D Major (1896) representa, em seis andamentos, a visão dionisíaca de uma enorme sequência de pessoas, que se movem da natureza inanimada para a consciência de Deus. Os elementos religiosos, presentes nos seus trabalhos, são extremamente significativos, uma vez que a sua infância e juventude foram marcadas pelas tensões raciais (ele era judeu) e pelos conflitos entre os seus pais. Depois de dirigir espectáculos no Metropolitan Opera e de ser maestro da Philharmonic Society of New York, regressou definitivamente a Viena, onde morreu em 1911. Embora a sua música fosse ignorada durante os cinquenta anos que se seguiram à sua morte, Mahler passou a ser olhado como um dos precursores das técnicas de composição do século XX, sendo celebrizado pelas dez sinfonias que compôs.

Gustav Mahler. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-22]

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Obrigado

Obrigado ao Jorge Abreu por seguir o Outras Escritas.

O verão que tarda em chegar...

Não sei porquê, mas estamos em pleno verão e eu ainda nem dei por ele. As recentes viagens para Norte e para Sul e as baixas temperaturas para a época serão responsáveis por tal facto.

Apenas os "braços de fora" dos condutores portugueses, que o Pedro Rolo Duarte tão bem retratou neste "post", me lembram que Julho já chegou.

Ontem fui pela primeira vez à praia mas até a chuva se lembrou de aparecer. Lá consegui ficar umas horas durante a manhã, mas tomar banho foi hipótese que nem se colocou.

A certa altura a luz solar permitiu esta fotografia, que não me parece nada mal.


Publicada também no Olhares.

Frida Kahlo

No dia 6 de Julho de 1907 nasceu Frida Kahlo.

Da Infopédia:

Pintora mexicana, Magdalena Carmen Frieda Kahlo nasceu no dia 6 de Julho de 1907 em Coyoacàn, um subúrbio na Cidade do México, e morreu a 13 de Julho de 1954. Filha, com mais três irmãs, de Matilde Calderón e do famoso fotógrafo Guillermo Kahlo, Frida insistia em dizer ter nascido em 1910, o ano do início da Revolução Mexicana. Este dado é revelador da sua necessidade em se vincular a um momento histórico tão significativo para o México e, portanto, para ela própria. Acreditava, assim, que ela e o Novo México haviam nascido ao mesmo tempo. Tal desejo expressa uma posição nacionalista, assim como também reflecte a necessidade de se inserir num contexto de glória, no qual o povo mexicano, por meio de um processo revolucionário, procurou as transformações que deveriam tornar aquela sociedade mais justa e igual. Kahlo usou esse caminho para mergulhar na problemática nacional e nela própria, retratando fêmeas que sofreram e sofrem, numa dupla visão da própria artista. A sua vida inteira foi atormentada pelo sofrimento. Foi atacada por uma grave doença, poliomielite, aos 6 anos, o que fez com que a sua perna esquerda ficasse mais curta que a direita, dando azo a ser gozada pelas outras crianças. A jovem Frida, que mostrava já um forte carácter, decidiu que iria ser médica, o que, na altura, não era uma profissão muito comum para uma mulher. Mas com 15 anos mais um acontecimento trágico ocorreu na sua vida, alterando-a para sempre. Em 1925, quando regressava da escola, um comboio colidiu com o autocarro em que seguia. Foi encontrada quase sem vida, com o corpo totalmente dilacerado: coluna, bacia, perna e pé direito partidos. E foi no hospital, enquanto recuperava, que começou a pintar. Apesar de a família ter sacrificado quase tudo o que possuía de forma a possibilitar-lhe o melhor tratamento possível, ela nunca recuperou totalmente. Frida decidiu, então, abandonar a ideia de ser médica para continuar a pintar. O acidente mudou não só o curso da sua vida como lhe serviu de inspiração para a sua arte, que era maioritariamente composta por auto-retratos perturbantes, com imagens de morte e sofrimento. Em 21 de Agosto de 1929, Frida casou com Diego Rivera, um famoso pintor de murais, passando a morar em diversos países, entre os quais os Estados Unidos da América, onde o seu marido era convidado a pintar. A sua passagem por outros países deu-lhe material para a produção de obras que reflectiam a relação do México com o estrangeiro, especialmente com os Estados Unidos, pois a proximidade física, os problemas de limites e fronteiras, bem como a própria relação com o imperialismo levaram-na a produzir usando esta temática. Ela e o marido combinavam em muitos aspectos. Antes de mais, na arte, depois nos ideais do comunismo, e ainda no interesse comum pela cultura tradicional dos índios mexicanos. Mas o seu conturbado casamento, a sequência de infidelidades do marido e as separações fizeram com que a vida e obra de Kahlo se confundissem com a vida e obra de Rivera. Por muito tempo pensava-se que ela fosse um apêndice dele, que não tivesse uma existência própria, o que foi sempre reforçado pelas declarações de Kahlo sobre a sua dedicação e sobre se considerar uma seguidora dele. A fragilidade da sua saúde levou-a a hospitalizar-se inúmeras vezes para tratar de problemas isolados, assim como para tratar sequelas dos problemas físicos preexistentes. Um aborto espontâneo conduziu-a ao hospital, em Detroit (1932), pondo fim à esperança de ter um filho, facto que se tornou uma temática frequente em sua obra. Em alguns auto-retratos incluía o seu macaco-aranha de estimação como um filho substituto, representando-o como o ícone de Cristo quando criança. Algumas das suas pinturas eram bastante sanguinárias, mostrando órgãos esventrados, podendo-se estabelecer, mais uma vez, comparações com Cristo e a imagem do Sagrado Coração. Além do seu envolvimento político e intelectual, Frida também desempenhava a função de professora na Escola de Artes La Esmeralda. Apesar de Rivera ter sido um instrumento precioso no seu sucesso, ele considerava-a uma igual, e, apesar de lhe ter sido infiel, nunca foi desleal. Rivera tinha amantes mas Frida também, como, por exempo, o escritor Leon Trotsky a quem o casal tinha oferecido asilo. Frida e Diego divorciaram-se em 1939 mas voltaram a casar logo no ano seguinte, chegando à conclusão de que a sua paixão era mais forte do que as simples necessidades físicas e de que a sua relação poderia resultar se aprendessem a controlar os seus temperamentos. Frida era admirada, não apenas pelo seu marido, mas por artistas e críticos espalhados por todo o Mundo. O surrealista francês André Breton teve um papel fundamental no reconhecimento americano da obra de Frida. Mas apesar de agradecer o respeito de Breton, rapidamente negou qualquer envolvimento no movimento surrealista dizendo: "Nunca pintei os meus sonhos. Pintei apenas a minha realidade". E a sua realidade era de paixão e de sofrimento. Em 1953, a sua perna foi amputada e no ano seguinte foi novamente hospitalizada por dois meses, para se recuperar de uma broncopneumonia, morrendo na madrugada do dia 13 de Julho. Existe alguma especulação em redor da sua morte, surgindo a ideia de que ela se terá suicidado pondo um fim à sua vida de sofrimento. Frida Kahlo foi a primeira mulher latino americana a vender um quadro por um milhão de dólares.

Frida Kahlo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-22]

domingo, 5 de julho de 2009

Desabafo

Nos últimos dias várias pessoas que me são queridas têm estado envolvidas em situações menos boas. Uns com problemas de saúde, outros com problemas profissionais ou pessoais.

Não sou, por natureza, demasiadamente pessimista e mesmo quando interiormente me sinto em baixo, consigo sempre ter forças para tentar ajudar e dar um pouco de ânimo aos que me rodeiam.

Às vezes sinto-me, no entanto, um Dom Quixote a lutar contra moinhos de vento...

Desistir? Não! Isso nunca.

Ryanair na Madeira?

Li no LowCost Portugal:

Na conferência de imprensa de ontem o CEO adjunto da Ryanair, Michael Cawley e o director de comunicação Daniel de Carvalho afirmaram a vontade da companhia “low cost” realizar voos domésticos a ligar os aeroportos do Porto, Faro e Madeira. Outro objectivo que está a ser ponderado é a entrada da companhia “low cost” no aeroporto de Lisboa. “Sabemos que a ANA quer ter um terminal para as ‘low cost’ e nós queremos entrar em Lisboa”, constatou Michael Cawley.

Fonte:
Jornal de Negócios e Jornal de Notícias

Georges Pompidou

No dia 5 de Julho de 1911 nasceu Georges Pompidou.

Da Infopédia:

Político francês, nascido em 1911 e falecido em 1974, foi conselheiro de De Gaulle de 1944 a 1946, dedicando-se depois à actividade bancária durante alguns anos. Negociou a independência da Argélia em 1961 e de Gaulle nomeou-o primeiro-ministro (1962-1968). Posicionou-se ao lado da revolta dos estudantes no Maio de 68. Foi eleito presidente por uma maioria gaullista em 1969. No exercício do cargo, favoreceu uma forte industrialização do país. Não chegou a terminar o mandato, que a morte interrompeu em 1974.

Georges Pompidou. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-22]

sábado, 4 de julho de 2009

Gina Lollobrigida

No dia 4 de Julho de 1927 nasceu Gina Lollobrigida.

Da Infopédia:

Actriz italiana, Luigina Lollobrigida nasceu a 4 de Julho de 1927. Como desejava ser cantora ou pintora, ingressou na Escola de Belas Artes de Roma onde estudou pintura e escultura. Contudo, sendo uma jovem extremamente bela, acabou por participar em vários concursos de beleza, tendo ganho alguns, o que atraiu os cineastas italianos. Assim, a sua entrada no mundo do cinema foi um pouco acidental, tendo aceitado um papel naquele que viria a ser o primeiro dos cerca de 70 filmes da sua carreira - Aquila Nera (1946) - porque necessitava de dinheiro para pagar as aulas de canto. As propostas não pararam e, em pouco tempo, Gina tornara-se uma das principais estrelas do cinema italiano, considerada por muitos a "mulher mais bela do mundo", de acordo com o título de um dos seus filmes, La Donna più bella del mondo (1955). Estreia-se em Hollywood pela mão do cineasta John Huston no filme Beat the Devil (O Tesouro de África, 1954), onde contracena com Humphrey Bogart. De regresso a Itália, em 1949 a actriz casa com um médico jugoslavo, Milko Scofic, com quem teve o seu único filho. O seu casamento iria durar 22 anos, até ao divórcio em 1971. Contracenou com actores tão famosos como Anthony Quinn, no filme Notre Dame de Paris (1956), Burt Lancaster e Tony Curtis, no filme Trapeze (Trapézio,1957), Steve McQueen e Frank Sinatra, no filme Never So Few (1959), Rock Hudson - entre outros filmes conta-se Come September (1964) que ganhou um Globo de Ouro para Melhor Filme -, Sean Connery, em Woman of Straw (1965), entre tantos outros. Nos anos 70, ainda muito bela, Gina apareceu em muito poucas películas, tendo optado por se dedicar à fotografia, carreira que levou muito a sério e para a qual demonstrou possuir grande talento. Imersa nessa e noutras paixões relacionadas com as artes plásticas, Gina acabou por voltar a aparecer no pequeno ecrã na série Falcon Crest (1984) e noutros filmes europeus produzidos para televisão. A sua última aparição cinematográfica foi em XXL (1997). Com uma carreira invejável, Gina Lollobrigida ganhou o estatuto de estrela, e será sempre um símbolo na História do cinema.

Gina Lollobrigida. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-22]

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Regresso

Uma viagem a "tripla" faz-se de idas e regressos. Hoje regressei de Norte mas ainda não à minha ilha do Sul.

Fiquei pela capital.

Alfredo Keil

No dia 3 de Julho de 1850 nasceu Alfredo Keil.

Da Infopédia:

Compositor e pintor português de ascendência alemã, Alfredo Keil nasceu a 3 de Julho de 1850, em Lisboa, e morreu a 4 de Outubro de 1907, em Hamburgo. Durante a sua infância e adolescência frequentou os melhores e mais bem conceituados colégios alemães e ingleses, tornando-se um pintor e músico exímio. Compôs belíssimas óperas, de entre as quais se destaca A Serrana, a sua verdadeira obra-prima. Em 1890 criou A Portuguesa, que a República implantada em 1910 adoptou como hino nacional e que é ainda hoje um dos símbolos nacionais. Foi também autor de muitas outras composições, bem reveladoras do seu talento e inspiração. Na pintura, Alfredo Keil foi um artista de características românticas, mostrando predilecção por paisagens melancólicas e recantos solitários. Foi galardoado com vários prémios, de entre os quais o mais importante foi a medalha de ouro recebida em 1879 na Exposição Artística do Rio de Janeiro.

Alfredo Keil. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-22]

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Um passeio por Lulea

Depois de dois dias de reunião, tive hoje durante a tarde oportunidade de passear um pouco pelas ruas de Lulea ( que se pronuncia Lúlio).

Situada a cerca de 950 km de Estocolmo, Lulea é uma pequena e calma cidade com cerca de setenta e cinco mil habitantes.

Aqui tudo parece acontecer devagar e com calma. Há pouco trânsito e não se vê ninguém com pressa. Até o sol se passeia devagar no seu percurso diário, pondo-se quase à meia noite e regressando logo após a uma da madrugada.

Diz-se por aqui que estas gentes são pacientes, calmas e um pouco teimosas. Penso que estas características humanas estão perfeitamente de acordo com o meio físico.

Interessante será voltar no Inverno, quando o mar gela e o sol, por teimosia, deixa de aparecer...

Últimas Notícias - AF 447:Airbus da Air France não se partiu no ar

Do Económico:

Os investigadores que estão a estudar as causas da queda do Airbus A330 no dia 1 de Junho revelaram hoje que o avião não se destruiu durante o voo e despenhou-se intacto nas águas do Atlântico.

No primeiro relatório sobre o inquérito às causas do acidente, o Bureau Enquête Analyse (BEA), o organismo francês encarregue da investigação, revelou que o Airbus A330 não se destruiu durante o voo.

"O avião não foi destruído em voo. Parece que atingiu a superfície do mar com uma forte aceleração vertical", afirmou Alain Bouillard, responsável pelo inquérito, numa conferência de imprensa.

Alain Bouillard explicou também que o "avião estava inteiro no momento de impacto" e que "a ausência dos coletes de salvamento mostra que possivelmente os passageiros não estavam preparados para a amaragem".

Este responsável indicou ainda que as sondas de medida de velocidade do avião acidentado poderão ser um elemento de explicação do acidente, mas não serão a causa.

Brouillard frisou ainda que nenhuma mensagem de socorro foi enviada e nenhum problema foi detectado pela tripulação.

Hermann Hesse

No dia 2 de Julho de 1877 nasceu Hermann Hesse.

Da Infopédia:

Romancista e poeta alemão nascido em 1877, na pequena cidade de Calw, na orla da Floresta Negra e no estado de Wüttenberg, e falecido a 9 de Agosto de 1962, durante o sono, vítima de uma hemorragia cerebral. Filho de Johannes Hesse, cidadão russo nascido em Weissenstein, na Estónia e de Marie Gundert, nascida em Talatscheri, na Índia, e ela própria filha de um missionário Pietista perito em Indologia, Hermann Gundert, também editor religioso. Como os pais depositavam esperanças no facto de Hermann Hesse poder vir a seguir a tradição familiar em teologia, já que eles mesmos haviam servido como missionários na Índia, enviaram-no para o seminário protestante de Maulbronn, em 1891, mas acabou por ser expulso. Passando a uma escola secular, o jovem Hermann tornou a revelar inadaptação, pelo que abandonou os seus estudos. Hermann Hesse começou depois a trabalhar, primeiro como aprendiz de relojoeiro, como empregado de balcão numa livraria, como mecânico, e depois como livreiro em Tübingen, onde se teria juntado a uma tertúlia literária, "Le Petit Cénacle", que teria, não só grandemente fomentado a voracidade de leitura em Hesse, como também determinado a sua vocação para a escrita. Assim, em 1899, Hermann Hesse publicou os seus primeiros trabalhos, Romantischer Lieder e Eine Stunde Hinter Mitternacht, volumes de poesia de juventude. Depois da aparição de Peter Camenzind, em 1904, Hesse tornou-se escritor a tempo inteiro. Na obra, reflectindo o ideal de Jean-Jacques Rousseau do regresso à Natureza, o protagonista resolve abandonar a grande cidade para viver como São Francisco de Assis. O livro obteve grande aceitação por parte do público. Em 1911, e durante quatro meses, Hermann Hesse visitou a Índia, que o teria desiludido mas, em contrapartida, constituído uma motivação no estudo das religiões orientais. No ano seguinte, o escritor e a sua família assentaram arraiais na Suíça. Nesse período, não só a sua esposa começou a dar sinais de instabilidade mental, como um dos seus filhos adoeceu gravemente. No romance Rosshalde (1914), o autor explora a questão do casamento ser ou não conveniente para os artistas, fazendo, no fundo, uma introspecção dos seus problemas pessoais. Durante a Primeira Guerra Mundial, Hesse demonstrou ser desfavorável ao militarismo e ao nacionalismo que se faziam sentir na altura e, da sua residência na Suíça, procurou defender os interesses e a melhoria das condições dos prisioneiros de guerra, o que lhe valeu ser considerado pelos seus compatriotas como traidor. Finda a guerra, Hesse publicou o seu primeiro grande romance de sucesso, Demian (1919). A obra, de carácter faustiano, reflectia o crescente interesse do escritor pela psicanálise de Carl Jung, e foi louvada por Thomas Mann. Assinada nas primeiras edições com o nome do seu narrador, Emil Sinclair, Hesse acabaria por confessar a sua autoria. Deixando a sua família em 1919, Hermann Hesse mudou-se para o Sul da Suíça, para Montagnola, onde se dedicou à escrita de Siddharta (1922), romance largamente influenciado pelas culturas hindu e chinesa e que, recriando a fase inicial da vida de Buda, nos conta a vida de um filho de um Bramane que se revolta contra os ensinamentos e tradições do seu pai, até poder eventualmente encontrar a iluminação espiritual. A obra, traduzida para a língua inglesa nos anos 50, marcou definitivamente a geração Beat norte-americana. 1919 foi também o ano em que Hesse travou conhecimento com Ruth Wenger, filha da escritora suíça Lisa Wenger e bastante mais nova que o autor. O escritor renunciou à cidadania alemã, em 1923, optando pela suíça. Divorciando-se da sua primeira esposa, Maria Bernoulli, casou com Ruth Wenger em 1924, tendo o casamento durado apenas alguns meses. Dessa experiência teria resultado uma das suas obras mais importantes, Der Steppenwolf (1927). No romance, o protagonista Harry Haller confronta a sua crise de meia-idade com a escolha entre a vida da acção ou da contemplação, numa dualidade que acaba por caracterizar toda a estrutura da obra. Em 1931 voltou a casar, desta feita com Ninon Doldin, de origem judaica. Com apenas quatorze anos, havia enviado, em 1909, uma carta a Hermann Hesse, e desde então a correspondência entre ambos não mais cessou. Conhecendo-se acidentalmente em 1926, foram viver juntos para a Casa Bodmer, estando Ninon separada do pintor B. F. Doldin, e a existência de Hesse ter-se-à tornado mais serena. Durante o regime Nacional-Socialista, os livros de Hermann Hesse continuaram a ser publicados, tendo sido protegidos por uma circular secreta de Joseph Goebbels em 1937. Quando escreveu para o jornal pró-regime Frankfürter Zeitung, os refugiados judeus em França acusaram-no de apoiar os Nazis. Embora Hesse nunca se tivesse abertamente oposto ao regime Nacional-Socialista, procurou auxiliar os refugiados políticos. Em 1943 foi finalmente publicada a obra Das Glasperlernspiel, na qual Hesse tinha começado a trabalhar em 1931. Tendo enviado o manuscrito, em 1942, para Berlin, foi-lhe recusada a edição e o autor foi colocado na Lista Negra Nacional-Socialista. Não obstante, a obra valer-lhe-ia o prémio Nobel em 1946. Após a atribuição do famoso galardão, Hesse não publicou mais nenhuma obra de calibre. Entre 1945 e 1962 escreveria cerca de meia centena de poemas e trinta e dois artigos para os jornais suíços.

Hermann Hesse. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-22]

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Lulea - Fotografias

Aqui ficam duas fotografias destas paragens nórdicas. Um Troll, figura muito comum por aqui, e uma perspectiva da pequena cidade.

Sydney Pollack

No dia 1 de Julho de 1934 nasceu Sydney Pollack.

Da Infopédia:

Actor, produtor, argumentista e cineasta, Sydney Pollack nasceu a 1 de Julho de 1934, em Lafayette, Indiana, nos Estados Unidos da América e faleceu a 27 de Maio de 2008, em Los Angeles. Aos 17 anos, ainda no liceu local e enfrentando a oposição paterna, tentou a carreira de actor. Após a conclusão do liceu, Pollack foi para Nova Iorque estudar Arte Dramática no Neighbourhood Playhouse. Aí teve como professor Stanford Meisner, do qual viria a ser assistente durante cinco anos, numa aprendizagem que lhe deu um profundo conhecimento das técnicas teatrais. A partir de 1955, Sydney Pollack trabalhou como actor profissional na Broadway e na televisão. No teatro, estreou-se ao lado do actor Zero Mostel em A Tone for Danny Fisher e actuou, posteriormente, em The Dark is Light Enough, com Tyrone Power e Katherine Cornell. Na televisão notabilizou-se por aparecer em vários episódios da série Playhouse 90, incluindo as adaptações do escritor Ernest Hemingway. Sydney Pollack estreou-se como realizador de televisão na década de 60, tal como outros nomes da mesma geração: Sidney Lumet, Brian de Palma ou John Frankenheimer. Em Hollywood dirigiu o seu primeiro programa para televisão, um fragmento de Shotgun Slade, alguns episódios de Ben Casey e a série A Cardinal Act of Mercy, que obteve cinco nomeações para os Emmys. Em 1965, ganhou um Emmy com a série The Game. Em 1965, Sydney Pollack realizou o seu primeiro trabalho para o cinema The Slender Thread (Chamada para a Vida) com Sidney Poitier e Anne Bancroft. Em 1966, realizou a sua segunda longa-metragem This Property Is Condemned (A Flor à Beira do Pântano), adaptação de uma peça de Tennessee Williams. Em poucos anos subiu ao topo de referência entre os cineastas da geração contemporânea. A variedade temática dos seus filmes é uma das características que compõem a sua obra, da qual se destacam The Scalphunters (Os Caçadores de Escalpes, 1968), Castle Keep (O Castelo de Maldorais, 1969), They Shoot Horses, Don't They? (Os Cavalos também se Abatem, 1969), Jeremiah Johnson (As Brancas Montanhas do Norte, 1972) - com o seu actor preferido Robert Redford, que participou em mais cinco dos seus filmes, The Way We Were (O Nosso Amor de Ontem, 1973), Three Days of the Condor (Os Três Dias do Condor, 1975), The Electric Horseman (O Cowboy Eléctrico, 1979), Out of Africa (África Minha, 1985), filme que no ano seguinte ganhou sete Óscares, entre os quais o de Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Realizador, e Havana (1990). Sydney Pollack pode definir-se como um grande director de actores: Paul Newman, em Absence of Malice (A Calúnia, 1981), e Dustin Hoffman, em Tootsie (1983), encontraram em Pollack um retratista invulgar dos seus múltiplos talentos. Das suas últimas obras, quer como realizador quer como produtor, destacam-se The Firm (A Firma, 1993), com Tom Cruise; Sabrina (1995), com Harrison Ford e Julia Ormond; Sense and Sensibility (Sensibilidade e Bom Senso, 1996), um filme de Ang Lee;Random Hearts (Encontro Acidental, 1999), mais uma vez com Harrison Ford no papel principal; The Talented Mr. Ripley (O Talentoso Mr. Riple, 1999), realizado por Anthony Minghella; Birthday Girl (Da Rússia com Amor, 2001), com Nicole Kidman; The Quiet American (O Americano Tranquilo, 2002), baseado na obra homónima de Graham Greene; Cold Mountain (2003), dirigido por Anthony Minghella; e The Interpreter (A Intérprete, 2005), de realização sua, com Nicole Kidman e Sean Penn como protagonistas. Como actor, integrou o elenco da derradeira obra de Stanley Kubrick, Eyes Wide Shut (De Olhos Bem Fechados, 1999), e de Random Hearts (Encontro Acidental, 1999), que também realizou.

Sydney Pollack. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-22]