quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mariella Devia (uma vez mais)

Começar o dia com uma selecção de árias interpretadas por Mareilla Devia é algo de extraordinário.

Este é, na minha opinião, o melhor soprano da actualidade, e isto inclui umas Netrebko's e umas Dessay's para aí andam a brilhar no repertório "Bel Cantísta".

Num artigo da Opera News deste mês é apresentado o DVD com a ópera Maria Stuarda de Donizetti gravada no Scala em 2007 e a voz de Devia é apresentada como um exemplo a seguir pelos jovens sopranos em início de carreira e mesmo pelos menos jovens já com carreiras consolidadas. Isto quer, certamente, dizer alguma coisa.

Igor Stravinsky

No dia 17 de Junho de 1882 nasceu Igor Stavinsky.

Da Infopédia:

Compositor russo, Igor Fiodorovitch Stravinsky nasceu a 17 de Junho de 1882, em Oranienbaum, na Rússia, e morreu a 6 de Abril de 1971, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. O seu trabalho teve um enorme impacto revolucionário na sensibilidade musical, antes e depois da Primeira Guerra Mundial. Formou-se em Direito em 1905, embora se dedicasse ao piano desde os oito anos. Teve como mestre Rimski-Korsakov e, desde muito cedo, compôs as músicas para os bailados de Diaghilev. Os mais célebres são: O Pássaro de Fogo (1910), Petrouchka (1911) e A Sagração da Primavera (1913), este último bastante controverso, devido aos ritmos e às harmonias pouco ortodoxos para a época. A versatilidade do seu trabalho varia entre o seu bailado neoclássico Pulcinella (1920) e Sinfonia de Salmos (1930). Mais tarde fez uso de novas técnicas de composição em trabalhos como Canticum Sacrum (1955) e o bailado Agon (1953-57). Com a criação de O Pássaro de Fogo, Stravinsky obteve um enorme sucesso, passando a ser conhecido como um dos compositores mais dotados da nova geração. Os trabalhos instrumentais mais conhecidos incluem Octeto para Instrumentos de Sopro (1923), Concerto para Piano e Instrumentos de Sopro (1924), Piano Sonata (1924) e Serenata (1925), para piano. Durante a Segunda Guerra Mundial, compôs dois trabalhos sinfónicos importantes: Sinfonia em dó maior (1938-40) e Sinfonia em Três Andamentos (1942-45). As conquistas da obra de Stravinsky deram-se no campo do ritmo, da harmonia e da orquestração. Nesse sentido, rejeitou sempre a ideia germânica de que o desenvolvimento temático apenas se baseia na escrita séria. Essa característica acabou por influenciar vários compositores deste século, como Falla, Prokofiev, Hindemith e Honegger. As suas composições permanecem como um critério de modernismo.

Igor Stravinsky. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-17]

terça-feira, 16 de junho de 2009

Desabafo

Há dias em que não há paciência para o blogue.

Vou tentar escrever aqui.

Até amanhã...

Ivan Lins

No dia 16 de Junho de 1945 nasceu Ivan Lins.

Da Infopédia:

Ivan Guimarães Lins nasceu no Rio de Janeiro a 16 de Junho de 1945, filho do militar Geraldo Lins e de Leia Guimarães Lins. Aos 2 anos de idade, mudou-se com a família para Massachusetts, nos EUA, onde residiu durante três anos. Findo esse período, a família Lins regressa ao Brasil e o jovem Ivan é matriculado no Colégio Militar, onde, aos 12 anos, teve o seu primeiro contacto com a música, colaborando com a banda do colégio. Aos 18 anos, apenas pela audição das suas músicas preferidas, foi aprendendo piano, passando a tocar jazz e bossa-nova. Em 1968, chegou à final do Festival Universitário da TV Tupi com a música "Até o amanhecer". Terminou a formatura em Química Industrial, em 1969, e, no mesmo ano, Elis Regina gravou com enorme êxito a canção "Madalena", de sua autoria. No ano seguinte, obteve o segundo lugar no V FIC cantando "O amor é o meu país", música usada nos aviões da Varig em voos internacionais. Por esta altura, foi convidado, na companhia de Aldir Blanc, Gonzaguinha e outros, para coordenar o programa "Som Livre Exportação", da TV Globo. Em 1974, lançou o álbum Modo Livre, pela RCA, com o sucesso "Abre Alas". Este disco deu início à parceria com o letrista Victor Martins. No ano seguinte, ainda pela RCA, lançou Chama Acesa. Em 1977, conseguiu outro grande sucesso com a musica "Somos Todos Iguais Esta Noite", lançada em disco homónimo pela Odeon. Um ano depois, lançou o LP Nos Dias de Hoje e, em 1979, A Noite, ambos pela Odeon. No início da década de 1980, a música "Começar de Novo" (composta em 1979 com Victor Martins) obteve êxito numa interpretação de Simone. Também nessa altura, fez sucesso com o LP Novo tempo (Odeon). Transferiu-se em 1981 para a Polygram e lançou dois discos Daquilo Que Eu Sei (1981) e Depois Dos Temporais (1983). A partir de 1985, passou a gravar nos EUA e a realizar tournées internacionais. A repercussão alcançada levou-o a criar uma editora nos EUA, a Dinorah Music, ligada à produtora de Quincy Jones. Com o reconhecimento internacional, as suas músicas foram gravadas por George Benson, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, entre outros. Em 1989 gravou pela WEA o disco Love Dance, todo em inglês. Nesse mesmo ano, lançou no Brasil o disco Amar Assim. Para comemorar os 20 anos de carreira, em 1990, realizou uma digressão pelo Brasil, registada no disco Ivan Lins: 20 anos. Em 1991, criou a editora Velas, envolvendo o seu amigo, parceiro e sócio Victor Martins, com o objectivo exclusivo de lançar novos talentos e de resgatar as raízes da música brasileira. Como produtor e empresário, lançou cantores como Chico César, Lenine e Belô Veloso. Em 1993 lançou no Brasil e nos EUA, Japão e Europa, o CD Awa Yio, em parceria com Victor Martins, tendo a música "Meu País" obtido grande sucesso. Em 1995, lançou o CD Anjo De Mim, uma vez mais com músicas em parceria com Victor Martins. No ano seguinte, gravou com a banda Irakere o disco Ao Vivo Em Cuba. Em 1997 lançou o CD duplo Vivanoel - Tributo a Noel Rosa, com a participação de diversos convidados, entre eles Caetano Veloso e Chico Buarque. Ainda em 1997, Ivan foi nomeado para os prémios Grammy, pelo álbum The Heart Speaks, gravado com o trompetista Terence Blanchard. Neste mesmo ano actuou nalguns dos mais conceituados palcos mundiais, como o Royal Festival Hall, em Londres, o Hollywood Bowl e o Festival de Jazz de Monterey. Dois anos mais tarde, outro registo ao vivo Ivan Lins At MCG (1999), gravação do concerto célebre dado em Setembro de 1997 em Pittsburgh, nos EUA. Em 2000, volta aos trabalhos de estúdio com A Cor do Pôr-do-Sol, onde conta com a colaboração de Caetano Veloso, num disco de parcerias, com 15 faixas, apenas duas com letras de Victor Martins. No ano seguinte, Ivan Lins homenageia Tom Jobim em Jobiniando.

Ivan Lins. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-16]

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Última hora - Air France substitui sondas dos Airbus 330 e 340

Da TSF:

A Air France substituiu todas as sondas de controlo velocidade dos seus Airbus de longo curso 330 e 340, depois do acidente do A330 que fazia a travessia Rio de Janeiro-Paris. O comunicado foi feito, esta segunda-feira, por um porta-voz sindical.

Na sequência do acidente do A330 da Air France, a companhia decidiu substituir todas as sondas de controlo de velocidade dos Airbus 330 e 340, que poderão ter estado na origem do acidente.

O comunicado foi feito, esta segunda-feira, à Agência noticiosa France Presse, por um porta-voz do maior sindicato de pilotos da companhia, Erick Derivry.

Edvard Grieg

No dia 15 de Junho de 1907 nascia Edvard Grieg.

Da Infopédia:

Compositor norueguês que nasceu em 1843, em Bergen, na Noruega, e morreu em 1907, também em Bergen. Foi o fundador da escola nacionalista de música norueguesa. Começou a estudar piano com a mãe e, alguns anos depois, sob a influência de Niels Gade, inclinou-se para o nacionalismo musical romântico. Embora tenha viajado por vários países europeus, a sua música situa-se entre o folclore norueguês e a sensibilidade lírica refinada, cuja harmonia se desenvolveu através da parte final do estilo romântico. Intuitivamente, Grieg identificou-se com imagens mentais de poetas, até descobrir a sua equivalência musical. Entre os seus trabalhos mais importantes, destacam-se dez colecções de Lyriske Stykker, Piano Concerto, Opus 16, String Quartet in G Minor, Opus 27, Peer Gynt, Opus 23, Holberg, Opus 40 e Slatter, Norwegian Peasant Dances, Opus 72.

Edvard Grieg. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-15]

domingo, 14 de junho de 2009

O Velho Banqueiro

O Velho Banqueiro vive há mais de quarenta anos no velho palacete de Sintra. Começou pobre, subiu a pulso e fez uma brilhante carreira. Hoje é rico, é muito rico, e o velho palacete de Sintra é uma das suas maiores conquistas. Nunca casou porque não teve tempo. Viveu do trabalho e para o trabalho.

Apesar de ter levado uma vida solitária, o Velho não vive só no velho palacete. O seu único sobrinho, um dos seus afilhados e as respectivas esposas vivem consigo e às suas custas. São boémios, inúteis e carácter é coisa que não sabem bem o que é. Não gostam do Velho, nem fazem grande questão de demonstrar por ele algum afecto.

O Velho nunca foi dado a grandes sentimentos e, por isso, considera a presença dos dois casais como um mal necessário. Encontram-se apenas para jantar e, nessa altura, mantêm quase sempre silêncio.

Entre si, os dois casais mantêm uma amizade de conveniência. O seu objectivo é comum, ficar com a fortuna do velho depois dele morrer. É isso que consta no testamento e, por isso, resta-lhes esperar. O Velho tem oitenta e cinco anos e não durará muito mais tempo. Ou durará?

'Talvez dure'- pensam em conjunto. 'O odioso Velho, faz caminhadas e natação todas as manhãs e parece estar teso como um pêro. Não será melhor apressar as coisas?'

Combinam entre si colocar umas gostas de arsénico na água do jantar. Já ouviram falar que o envenenamento por arsénico é quase indetectável. 'Não vai morrer logo, mas sempre se apressam as coisas.'

O acesso à água que o Velho bebe é muito fácil, uma vez que o Mordomo coloca sempre a bandeja com as bebidas no aparador traseiro enquanto se dirige à cozinha para dar a últimas indicações sobre o jantar. Uma das esposas entrará na sala de jantar, precisamente quando o mordomo sair e colocará umas gostas de veneno no copo. O copo do Velho também é fácil de identificar, é sempre o que está mais à esquerda uma vez que ele exige ser o primeiro a ser servido.

Iniciam o esquema planeado. É tudo muito fácil, O Velho e o Mordomo não dão por nada. Basta esperar resultados.

Passa um mês, passam dois meses, três, quatro e... nada acontece. O Velho continua com os mesmos hábitos e com uma saúde de ferro. 'Estará a fingir que está bem de saúde?' - pensam ao ver que o seu plano parece não estar a dar resultados.

Porém, há um dia em que o Velho não aparece para tomar o pequeno almoço às sete e trinta, como é seu hábito. Às oito o Mordomo sobe ao quarto para encontrá-lo em cima da cama com um tiro na cabeça. O revólver está na sua mão direita. O Velho suicidou-se. Será?

Ao funeral segue-se a leitura do testamento. Ao Sobrinho e ao Afilhado o Velho deixa apenas o suficiente para que vivam bem até ao fim dos seus dias. O resto dos bens e fortuna ficam para o seu fiel Mordomo.

Más notícias, não é possível que o Velho lhes tenha feito tal. O Sobrinho sente-se mal, desmaia e é conduzido ao hospital. Fazem-se exames médicos. Parece que não foi apenas um desmaio devido à emoção. Mais exames médicos concluem que tem cancro sem quaisquer possibilidades de cura.

A polícia investiga o eventual suicídio do Velho e descobre vestígios de arsénio num copo usado no jantar do dia anterior. Uma análise à impressões digitais presentes no copo leva a concluir que o mesmo foi utilizado pelo sobrinho. Há no entanto uma dúvida. 'Porque razão foram todos os copos lavados menos o que continha vestígios de arsénico?'

As investigações prosseguem e as novas análises médicas feitas ao Sobrinho concluem que o seu estado de saúde se deve a envenenamento por arsénico. As esposas e o Afilhado são acusados e condenados por tentativa de envenenamento. A pena agrava-se quando um mês mais tarde o Sobrinho acaba por morrer.

O Mordomo, agora senhor do velho Palacete de Sinta, continua a administrar os bens que um dia foram do Velho.

Quanto ao suicídio, ainda hoje constitui um mistério, mas houve alguém que lucrou imenso com ele...

Texto de minha autoria, escrito para a Fábrica de Histórias

Última hora - Voo 447: Boeing defende Airbus

Do Jornal de Notícias:

A Boeing, construtora americana de aviões e rival da Airbus, saiu em defesa da construtura europeia do A330 no caso da queda do avião da Air France.

“As causa do acidente são desconhecidas e penso que não existirão ligações com alguma falha grave no avião. O A330 é um avião fiável e com provas dadas”, disse o director executivo da Boeing, Jim McNerney, citado pela agência Reuters.

As duas empresas são rivais na construção de aviões comerciais e disputam taco a taco a adjudicação de concursos para o fornecimento de aviões às companhias aéreas.

Airbus pede paciência aos jornalistas

A Airbus, por seu lado, pede paciência àqueles que especulam sobre as causa da queda do avião da AirFrance, no Atlântico.

“Por favor, sejam pacientes. Um inquérito destes é longo e não podemos precipitar-nos porque causa problemas às famílias, elas não sabem se o que estão a ler nos jornais é verdade ou não”, disse o responsável pela Airbus, Louis Gallois.

Neste momento, os investigadores da Airbus investigam a possibilidade dos medidores de velocidade terem falhado durante o voo.

A construtora europeia é pioneira em sistema de voo electrónicos, estreados na família de aviões A320, em 1988. A Boeing introduziu esses sistemas nos anos 90, com o 777.

Lucia Aliberti

Uma selecção de árias interpretadas por Lucia Aliberti, soprano de origem italiana muito apreciado na Alemanha.

Nos registos grave e médio a voz é muito semelhante à de Callas, embora muitos dos apreciadores da voz da "La Divina" não admitam tal semelhança. No registo agudo, no entanto, não há, a meu ver, qualquer semelhança.


Última hora - Voo 447: acidente é resultado de «causas diferentes»

Do IOL Portugal Diário:

Os exames aos corpos e destroços já encontrados e deslocados para a ilha Fernando de Noronha acabam este domingo, de acordo com o jornal «Estadão».

Chegaram este domingo ao Recife centenas de destroços do avião. Entre eles, está o maior fragmento encontrado até agora, refere o jornal «Folha Online».

Acidente é resultado de convergência de causas diferentes

Este domingo, o director da Airbus declarou que o avião caiu devido a uma «convergência de causas diferentes». A avaria nos sensores de velocidade que tinham ficado, de acordo com a «Associated Press», cobertos de gelo e emitiram leituras falsas ao computador enquanto este passava por uma tempestade. Os especialistas da indústria dizem que o Airbus é um dos mais seguros do mundo.

Tom Enders garantiu que a investigação está a prosseguir para resolver o mistério à volta da queda do avião que transportava 228 pessoas, visto não se saber ainda se foram os sensores a originar acidente.

Entretanto, Pierre Vandoorne, embaixador francês encarregue de dialogar com as famílias das vítimas, vai visitar este domingo os centros de busca, de acordo com um comunicado enviado pela Marinha e Aeronaútica. Vandoorne transmitiu, este sábado, às famílias das vítimas que a Air France vai emitir certificados de presença no voo 447, de acordo com o jornal «Folha Online»

Até agora foram resgatados 43 corpos das vítimas do acidente. Vinte e um corpos foram transportados, este sábado, para o Instituto de Medicina Legal para análise, refere o mesmo jornal.

As buscas pelos corpos das vítimas do voo 447 foram, entretanto, interrompidas, este sábado, devido ao mau tempo.

O Regresso

Regressado de uma Roma cheia de sol.

Última hora - Voo 447: Encontrados mais seis corpos no Atlântico

Do Expresso:

Com a descoberta de novos corpos, passaram a ser 50 os cadáveres resgatados, das 228 pessoas transportadas no voo 447 do Airbus 330 da Air France que caiu no Atlântico no passado 31 de Maio.

A descoberta de seis novos corpos de vítimas do acidente do Airbus da Air France no Oceano Atlântico forneceu hoje novas esperanças às autoridades brasileiras para continuarem com as buscas pelo tempo que for necessário.

O navio anfíbio francês "Mistral" retirou hoje do mar seis cadáveres que ainda não foram entregues às autoridades brasileiras, que estão encarregadas de identificar as vítimas, informou a Força Aérea brasileira, numa conferência de imprensa na cidade de Recife.

Com a descoberta de novos corpos, passaram a ser 50 os cadáveres resgatados, embora sejam uma pequena parte das 228 pessoas transportadas pelo aparelho acidentado no passado 31 de Maio.

As buscam vão prosseguir até ao próximo dia 25, no mínimo, disse o porta-voz.

"Não está planificado parar com as buscas", informou o oficial.

Steffi Graf

No dia 14 de Junho de 1969 nascia Steffi Graf.

Da Infopédia:

Tenista alemã nascida a 14 de Junho de 1969, em Bruhl. Aos seis anos já praticava ténis por influência de seu pai e da sua mãe, que era praticante da modalidade. Aos 13 anos, Graf tornou-se na segunda tenista mais nova de sempre a profissionalizar-se. Em 1985, apesar de não ter vencido ainda nenhum título acabou o ano em 6.º lugar do ranking feminino. No ano seguinte, conseguiu vencer seis torneios, impondo-se perante tenistas de renome como Navratilova e Chris Evert Lloyd. Em 1987, destacou-se ao vencer no Open de França - Roland Garros. Este foi o primeiro de muitos títulos no Grand Slam. Ainda nesse ano, Steffi Gra venceu 45 encontros consecutivos e só perdeu com Navratilova nas finais de Wimbledon e do Open dos Estados Unidos. O ano de 1998, ficou marcado pelas vitórias em Wimbledon, Roland Garros, no Open da Austrália e no Open dos Estados Unidos da América, o que fez de Graf a quinta tenista a alcançar o Grand Slam. No ano seguinte, só não venceu no Roland Garros, juntando mais três grandes títulos ao seu palmarés. Na década de 90, venceu: duas vezes o Open da Austrália (1990, 1994); cinco vezes em Wimbledon (1991 a 1993, 1995 e 1996); quatro vezes em Roland Garros (1993, 1995, 1996 e 1999) e três vezes no Open dos Estados Unidos (1993, 1995 e 1996). Quando venceu, em 1995, o Open dos EUA, Graf tornou-se na primeira mulher a ganhar cada um dos quatro títulos do Grand Slam, pelo menos, quatro vezes. Graf recebeu o título de campeã do mundo de ténis feminino seis vezes, em nove anos (1987-90, 1993, 1995). Com um palmarés de vitórias invejável, Graf afirmou-se como a melhor tenista da geração que se seguiu à de Chris Evert-Lloyd e Martina Navratilova. Retirou-se em 1999.

Steffi Graf. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-14]

sábado, 13 de junho de 2009

Fernando Pessoa

No dia 13 de Junho de 1888 nascia Fernando Pessoa.

Da Infopédia:

Poeta, ficcionista, dramaturgo, filósofo, prosador, Fernando Pessoa é, inequivocamente, a mais complexa personalidade literária portuguesa e europeia do século XX. Após a morte do pai, partiu com sete anos para a África do Sul onde o seu padrasto ocupava o cargo de cônsul interino. Durante os dez anos que aí viveu, realizou com distinção os estudos liceais e redigiu alguns dos seus primeiros textos poéticos, atribuídos a pseudónimos, entre os quais se salienta o de Alexander Search. Com dezassete anos, abandona a família e regressa a Portugal, com a intenção de ingressar no Curso Superior de Letras. Em Lisboa, acaba por abandonar os estudos, sobrevive como correspondente comercial de inglês e dedica-se a uma vida literária intensa. Desenvolve colaboração com publicações (algumas delas dirigidas por si) como A República, Teatro, A Águia, A Renascença, Eh Real, O Jornal, A Capital, Exílio, Centauro, Portugal Futurista, Athena, Contemporânea, Revista Portuguesa, Presença, O Imparcial, O Mundo Português, Sudoeste, Momento. Com Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, entre outros, leva, em 1915, a cabo o projecto de Orpheu, revista que assinala a afirmação do modernismo português e cujo impacto cultural e literário só pôde cabalmente ser avaliado por gerações posteriores. Tendo publicado em vida, em volume, apenas os seus poemas ingleses e o poema épico Mensagem, a bibliografia que legou à contemporaneidade é de tal forma extensa que o conhecimento da sua obra se encontra em curso, sendo alargado ou aprofundado à medida que vão saindo para o prelo os textos que integram um vastíssimo espólio. Mais do que a dimensão dessa obra, cujos contornos ainda não são completamente conhecidos, profícua em projectos literários, em esboços de planos, em versões de textos, em interpretações e reflexões sobre si mesma, impõe-se, porém, a complexidade filosófica e literária de que se reveste. Dificilmente se pode chegar a sínteses simplistas diante de um autor que, além da obra assinada com o seu próprio nome, criou vários autores aparentemente autónomos e quase com existência real, os heterónimos, de que se destacam - o seu número eleva-se às dezenas - Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, cada um deles portador de uma identidade própria; de uma arte poética distinta; de uma evolução literária pessoal e ainda capazes de comentar as relações literárias e pessoais que estabelecem entre si. A esta poderosa mistificação acresce ainda a obra multifacetada do seu criador, que recobre vários géneros (teatro, poesia lírica e épica, prosa doutrinária e filosófica, teorização literária, narrativa policial, etc.), vários interesses (ocultismo, nacionalismo, misticismo, etc.) e várias correntes literárias (todas por si criadas e teorizadas, como o paulismo, o interseccionismo ou o sensacionismo). Elevando-se aos milhares de milhares as páginas já publicadas sobre a obra de Fernando Pessoa, e, muito particularmente, sobre o fenómeno da heteronímia, uma das premissas a ter em conta quando se aborda o universo pessoano é, como alerta Eduardo Lourenço, não cair no equívoco de "tomar Caeiro, Campos e Reis como fragmentos de uma totalidade que convenientemente interpretados e lidos permitiriam reconstituí-la ou pelo menos entrever o seu perfil global. A verdade é mais simples: os heterónimos são a Totalidade fragmentada [...]. Por isso mesmo e por essência não têm leitura individual, mas igualmente não têm dialéctica senão na luz dessa Totalidade de que não são partes, mas plurais e hierarquizadas maneiras de uma única e decisiva fragmentação. (p. 31) Avaliando a posteriori o significado global dessa aventura literária extraordinária revestem-se de particular relevo, como aspectos subjacentes a essas múltiplas realizações e a essa Totalidade entrevista, entre outros, o sentido de construtividade do poema (ou melhor, dos sistemas poéticos) e a capacidade de despersonalização obtida pela relação de reciprocidade estabelecida entre intelectualização e emoção. Nessa medida, a obra de Fernando Pessoa constitui uma referência incontornável no processo que conduz à afirmação da modernidade, nomeadamente pela subordinação da criação literária a um processo de fingimento que, segundo Fernando Guimarães, "representa o esbatimento da subjectividade que conduzirá à poesia dramática dos heterónimos, à procura da complexidade entendida como emocionalização de uma ideia e intelectualização de uma emoção, à admissão da essencialidade expressiva da arte" bem como à "valorização da própria estrutura das realizações literárias" (cf. O Modernismo Português e a sua Poética, Porto, Lello, 1999, p. 61). Deste modo, a poesia de Fernando Pessoa "Traçou pela sua própria existência o quadro dentro do qual se move a dialéctica mesma da nossa Modernidade", constituindo a matriz de uma filiação textual particularmente nítida à medida que a sua obra, e a dos heterónimos, ia, ao longo da década de 40, sendo descoberta e editada, a tal ponto que, a partir da sua aventura poética, se tornou impossível "escrever poesia como se a sua experiência não tivesse tido lugar." (LOURENÇO, Eduardo, cit. por MARTINHO, Fernando J. B. - Pessoa e a Moderna Poesia Portuguesa - do "Orpheu" a 1960, Lisboa, 1983, p. 157.) Bibliografia: 35 Sonnets, Lisboa, 1918; English Poems, I, II e III, Lisboa, 1921; Mensagem, Lisboa, 1934; Obras Completas, 11 vols., Ática, 1942-80; Obra Poética (org., intr., e notas de Maria Aliete Galhoz), Rio de Janeiro, 1965; Obras em Prosa (org., intr., e notas de Cleonice Berardinelli), Rio de Janeiro, 1974; Obra Poética e em Prosa, (org. intr. bibli. e not. de António Quadros), 17. vols, Lisboa, 1985-86, 3 vols, Porto, 1986. Edições Críticas da Obra de Fernando Pessoa: Fernando Pessoa-Ricardo Reis: Os Originais, as Edições, o Cânone das Odes (org. e apres. Silva Belkior), 1983; O Manuscrito de O Guardador de Rebanhos (edição fac-similada com texto crítico de Ivo Castro), Lisboa, 1986; Texto Crítico das Odes de F. Pessoa-Ricardo Reis: tradição impressa revista e inéditos (notas e comen. de Silva Belkior), Lisboa, 1988; A Passagem das Horas de Álvaro de Campos (edição crítica de Cleonice Berardinelli), Lisboa, 1988; Edição Crítica de Fernando Pessoa, vol. II, Poemas de Álvaro de Campos (edição crítica de Cleonice Berardinelli), 1990, reed., aum. e corr. 1992; Álvaro de Campos - Livro de Versos (ed. crítica org. e apres. por Teresa Rita Lopes), Lisboa, 1993; Edição Crítica de Fernando Pessoa, volume V, Poemas Ingleses, tomo I (ed. João Dionísio), 1993; Mensagem - Poemas Esotéricos (edição crítica e coord. José Augusto Seabra), Madrid, 1993; Edição Crítica de Fernando Pessoa, vol. III, Poemas de Ricardo Reis (edição crítica por Luis Fagundes Teles), Lisboa, 1994; Poemas Completos de Alberto Caeiro prefácio de Ricardo Reis posfácio de Álvaro de Campos (recolha, transcrição e notas de Teresa Sobral Cunha, posfácio de Luís de Sousa Rebelo), 1994; Edição Crítica de Fernando Pessoa, volume I, Poemas de Fernando Pessoa: Quadras (ed. Luís Prista), Lisboa, 1997; Edição Crítica de Fernando Pessoa, volume V, Poemas Ingleses, tomo II (ed. João Dionísio), 1997; Edição Crítica de Fernando Pessoa, volume V, Poemas Ingleses, tomo III (ed. Marcus Angioni e Fernando Gomes), 1999. Edição Crítica de Fernando Pessoa, volume I, Poemas de Fernando Pessoa, 1934-1935, tomo V, (ed. Luís Prista), Lisboa, 2000.Correspondência: Cartas a Armando Cortes-Rodrigues (intr. e ed. Joel Serrão), Lisboa, 1944, reed. 1960; Cartas a João Gaspar Simões (editadas e prefaciadas pelo destinatário), Lisboa, 1957, reed. 1988; Cartas de Sá-Carneiro a Fernando Pessoa, 2 vols., Lisboa, 1958-59; Cartas de Amor de F. Pessoa, vol. I (org. e pref. Urbano Tavares Rodrigues), Lisboa, 1958; (org., posfác. e notas de D. Mourão-Ferreira, estabelecimento do texto e preâmbulo de Maria da Graça Queirós), 2 vols., Lisboa, Ática, 1978; Correspondência inédita de Mário de Sá-Carneiro a Fernando Pessoa (leitura, intr. e notas de Arnaldo Saraiva), Porto, 1980; Cartas de Amor de Ofélia a Fernando Pessoa (org. de Manuela Nogueira e Maria da Conceição Azevedo), Assírio e Alvim, 1996; Correspondência Inédita, (org. e notas Manuela Parreira da Silva, pref. Teresa Rita Lopes), Lisboa, 1996; Correspondência (1923-1935) (ed. Manuela Parreira da Silva), Lisboa, Assírio e Alvim, 1999; Correspondência (1902-1934) (ed. Manuela Parreira da Silva), Lisboa, 2000

Fernando Pessoa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-09]

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Anne Frank

No dia 12 de Junho de 1929, nascia Anne Frank.

Da Infopédia:

Judia alemã, Anne Frank nasceu a 12 de Junho de 1929, em Frankfurt am Main, e morreu a 31 de Março de 1945, em Bergen-Belsen. Filha de um comerciante, viveu com a sua família em Frankfurt até que à chegada ao poder do partido nazi se seguiu um agravamento das manifestações de anti-semitismo no país. Em 1941, a família emigrou para a Holanda, mais precisamente Amesterdão, onde Anne passou a viver confinada a um esconderijo. Durante dois anos, escreveu um diário em que relata a experiência da perseguição movida pelos nazis e fala dos terrores que se abatiam sobre os que com ela partilhavam aquele pequeno espaço. A família acabou por ser descoberta e transportada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde Anne e sua mãe viriam a morrer. O diário de Anne Frank é um dos mais vivos testemunhos do horror que o nosso século conheceu. Encontra-se traduzido em mais de trinta línguas e fez da sua jovem autora um símbolo do sofrimento dos inocentes perante a injustiça. A casa de Amesterdão que albergou a família Frank é hoje um museu.

Anne Frank. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-09]

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Carlos Seixas

No dia 11 de Junho de 1704 nascia Carlos Seixas.

Da Infopédia:

Compositor português nascido a 11 de Junho de 1704, em Coimbra, e falecido a 25 de Agosto de 1742. Estudou música com o pai, Francisco Vaz, organista da Sé Catedral de Coimbra. Ainda adolescente, foi convidado a ocupar o lugar do pai, após a morte deste, mas pouco tempo depois foi para Lisboa exercer o cargo na Sé Catedral de Lisboa, passando mais tarde a vice-mestre da Capela Real. O mestre na altura era o napolitano Domenico Scarlatti, que lhe teceu os maiores elogios como músico e professor de música. Foi professor de cravo de famílias nobres que frequentavam a Corte. De estilo predominantemente barroco, invulgar e de grande sentido estético, a maior parte das suas composições desapareceram (pensa-se que parte delas no terramoto de 1755), mas um número considerável ainda se mantém guardado pelas bibliotecas da Ajuda, da Universidade de Coimbra e da Nacional, em Lisboa. Compôs essencialmente peças de música sacra, tocatas e sonatas, para órgão, cravo e instrumentos de corda. O seu legado é considerado um valoroso contributo para o espólio do Barroco europeu.

Carlos Seixas. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-09]

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Última hora - Avião terá enfrentado condições piores que um furacão

Do Expresso:

Uma imagem de satélite revela que o voo 447 da Air France cruzou com uma tempestade de nuvens muito compactas e uma temperatura de 83°C negativos antes de se despenhar no Atlântico.

Os dados foram captados pelo satélite Meteosat-9 da Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos às 23 horas do dia 31 de Maio.

Catorze minutos depois da captação da imagem de satélite, o A330 da Air France enviou a última mensagem automática com indicação de despressurização.

Segundo o meteorologista Humberto Alves Barbosa, o coordenador da estação que analisou as imagens, estes elementos apontam para uma nova explicação para o acidente.

Humberto Alves Barbosa acredita que o avião pode ter enfrentado condições climáticas inéditas em rotas de voo.

"Alguns dos aglomerados de nuvens podem ter-se intensificado muito rapidamente durante a passagem do avião. As temperaturas de brilho nos topos das nuvens apresentaram valores de -83 ºC. Pode ter havido condições únicas encontradas pelo avião na passagem da região, que apresentava alta turbulência", explicou o especialista.

"Isso leva à especulação de que turbulências nas proximidades das tempestades de rápido desenvolvimento podem ter desempenhado um papel no acidente", acrescentou, sublinhando que "é a primeira vez que vi uma situação destas numa rota de voo".

O especialista nota ainda que o avião pode ter enfrentado condições mais adversas do que as de um furacão, caso tenha sido sujeito à temperatura calculada pela estação.

"Um furacão, em média, alcança 70°C negativos. Isto pode ter reduzido significativamente a velocidade do avião. Então, o piloto automático teria de corrigir esta perda de velocidade por meio dos sensores, que também podem ter entrado em colapso com a tempestade", afirmou.

A avaria dos sensores de velocidade já tinha sido confirmada pela comissão francesa que investiga as causas do acidente com o A330 da Air France.

O A330 tem três sensores de velocidade e pelo menos um deles mostrava uma velocidade diferente dos outros - uma diferença superior a 50 quilómetros por hora.

De acordo com os especialistas franceses, a incoerência desses dados pode ter feito com que alguns sistemas electrónicos deixassem de funcionar, como o piloto automático, e levado o avião a atravessar a tempestade com uma velocidade mais baixa do que o necessário.

Última hora - Voo 447: Brasil já recuperou 41 corpos

Do IOL Portugal Diário:

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informaram ao final do dia desta terça-feira que foram resgatados mais 17 corpos das águas do Oceano Atlântico. No total já foram recuperados 41 corpos provenientes do voo 447 da Air France.

25 dos corpos estão embarcados Fragata Bosísio. Os primeiros 16 estão em Fernando de Noronha e serão transportados por uma aeronave Hércules C-130 para a Base Aérea de Recife nesta quarta-feira à tarde.

Air France promete trocar sensores de velocidade

O governo Francês solicitou o ingresso, em águas jurisdicionais brasileiras, de dois rebocadores de alto-mar contratados pela França: o Fairmount Expedition e o Fairmount Glacier, que levarão a bordo 40 toneladas de equipamentos para auxílio às buscas dos destroços.

Para além disso, o Submarino Nuclear Émeraude, o Navio de Pesquisa Porquoi Pás e o Navio Anfíbio Mistral, estão a dirigir-se para a área das buscas

A Interpol vai ajudar a coordenar a identificação dos corpos das vítimas do voo 447. «Como as vítimas desta tragédia são originárias de diversas partes do mundo, a colaboração internacional será essencial para garantir que sua recuperação e sua identificação sejam feitas de forma confiável, digna e rápida», afirmou o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble.

Dia de Portugal


Hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Última hora - Primeiros corpos do voo 447 já chegaram ao Brasil

Do Expresso:

Ao todo foram resgatados 24 corpos do voo 447 da Air France, oito já estão no Brasil. A Interpol vai ajudar na coordenação da identificação das vítimas.

Os primeiros oito corpos das vítimas do acidente do Airbus A330 da Air France chegaram hoje de manhã à ilha de Fernando de Noronha, a 360 quilómetros da costa brasileira, num helicóptero militar, informou fonte oficial.

Entretanto, a Interpol adiantou que vai ajudar a coordenar a identificação dos corpos das vítimas do voo 447 da Air France que se despenhou no Atlântico com 228 pessoas a bordo, anunciou a organização policial, num comunicado divulgado em Paris.

"Dado que as vítimas desta tragédia eram originárias de diferentes partes do mundo, a colaboração internacional será essencial para garantir que a sua recuperação e identificação se faça de modo fiável, digna e rápida", declarou o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble.

As marinhas brasileira e francesa recuperaram 24 corpos do Airbus, indicou segunda-feira um porta-voz militar brasileiro.

A identificação dos cadáveres consiste na recolha de informações "post-mortem", como impressões digitais, tatuagens, implantes cirúrgicos e radiografias dentárias, depois comparadas com informações "ante-mortem", explicou a Interpol.