segunda-feira, 25 de maio de 2009

Beverly Sills

No dia 25 de Maio de 1929 nascia Beverly Sills.

Da Wikipédia:

Beverly Sills (25 de maio, 19292 de julho, 2007) foi uma soprano estadunidense destacada especialmente em óperas do Bel Canto e do romantismo francês e italiano. Nos anos 60 e 70, tornou-se a mais popular cantora de ópera dos Estados Unidos da América.

Juventude e primeiros anos de carreira

Beverly Sills, nascida Belle Miriam Silverman, era de ascendência ucraniana e romena. Nasceu no bairro do Brooklyn e, desde pequena, iniciou-se no meio artístico. Aos quatro anos, cantou para um programa de rádio "Rainbow House", com o nome de Bubbles Silverman. Comenta-se que seu apelido, "Bubbles" (bolhas), se deve à sua personalidade efervescente e aos seus cabelos ruivos. Aos see anos, Sills começou a ter lições com Estelle Liebling e, um ano depois, cantou no pequeno filme Uncle Sol Solves It. Foi então que ela adotou o seu nome artístico, Beverly Sills. Aos dez anos, apareceu no Major Bowes' Amateur Hour, tornando-se a vencedora do programa da semana. Após convite do próprio apresentador Bowes, ela apareceu várias vezes no seu programa de variedades Capital Family Hour.

O debute profissional de Sills teve lugar numa companhia itinerante de operetas de Gilbert and Sullivan em 1945, aos 16 anos. Ela cantou operetas por muitos anos, até que fez seu debute operístico como Frasquita, da Carmen de Bizet, na Philadelphia Civic Opera. Viajando com a Charles Wagner Opera Company por toda a América do Norte, cantou Violetta Valéry (La Traviata, de Verdi), em 1951, e, em 1952, Micaëla (Carmen). Em 1953, debutou na San Francisco Opera como Helena de Tróia (Mefistofele, de Arrigo Boito) e cantou ainda Donna Elvira (Don Giovanni, de Mozart) na mesma temporada.

A trajetória da fama de Sills começa em 29 de outubro de 1955, quando ela fez seu debute na New York City Opera (NYCO) como Rosalinde, da ópera Die Fledermaus, de Johann Strauss II, recebendo elogios da crítica. Desde então, ela virou uma estrela nos palcos da NYCO. Em 1958, sua reputação como cantora cresceu com a estréia, em Nova York, de The Ballad of Baby Doe, do compositor Douglas Stuart Moore.

Nos anos seguintes, Beverly Sills cantou um amplo repertório com papéis tais quais Manon, Violetta Valéry e a Rainha da Noite (papel que a desagradava e que ela decidiu não mais cantar após perceber que, entre sua primeira e segunda aparição no palco, ela pôde endereçar todos os postais de feriado).

Em 1956, ela casou com o jornalista Peter Greenough, tendo com ele dois filhos, Meredith ("Muffy") em 1959 e Peter Jr. ("Bucky") em 1961. Uma vez sabendo que Muffy era quase surda e Peter deficiente mental, ela restringiu sua agenda para cuidar melhor deles.

Apogeu da carreira

A consagração definitiva veio em 1966 com a redescoberta da ópera Giulio Cesare, de Händel, na New York City Opera. Ainda se esperava pela inauguração da nova casa de Ópera do Metropolitan Opera, logo boa parte dos críticos se dirigiram para a performance dessa rara ópera na casa de Ópera menor. A crítica e o público ficaram extasiados com a interpretação de Sills em uma de suas especialidades, o repertório de coloratura.

A partir de então, Sills teve sucessos estrondosos na NYCO com Lucia di Lammermoor, Manon, a Rainha de Shemakha (O Galo de Ouro, de Rimsky-Korsakov) e as 3 protagonistas femininas (Giorgetta, Suor Angelica e Lauretta) da trilogia Il Trittico, de Puccini. Em 1969, debutou no Teatro alla Scala, de Milão, como Pamira em O Sítio de Corinto, de Rossini, com um êxito tão grande que ela virou capa da revista Newsweek. Apresentou-se várias vezes na Europa e, bem menos, na América do Sul, embora se radicasse mais na sua terra natal devido à família.

Apesar de sua grande fama nos Estados Unidos, Beverly Sills só debutou no prestigiado Metropolitan Opera, de Nova York, em 1975, como Pamira, de O Sítio de Corinto, recebendo 18 minutos de aplausos ininterrumptos. Sua voz então estava já no final do seu apogeu, mas ela voltou a cantar em La Traviata, Lucia di Lammermoor, Thaïs e Don Pasquale.

Com o seu amadurecimento, começou a destacar-se em papéis mais pesados, teoricamente inadequados para sua voz ligeira e delicada, mas seus dotes musicais e dramáticos fizeram de suas interpretações grandes êxitos: Norma, Lucrezia Borgia e, em especial, as chamadas "3 rainhas Tudor" de Gaetano Donizetti (Maria Stuarda, Anna Bolena, ambas das óperas homônimas, e Elisabetta I, de Roberto Devereux).

Fim da carreira musical e anos posteriores

Em 27 de outubro de 1980, Beverly Sills retirou-se dos palcos com uma gala de despedida na New York City Opera. No mesmo ano, tornou-se a diretora geral do teatro, mantendo o posto até 1989. Além de sua contribuição artística à casa de Ópera, ela ainda ajudou a tornar a companhia até então problemática financeiramente em um empreendimento de sucesso.

Sills também atuou como promotora das artes e de outras causas (de acordo com seus biógrafos, ela reuniu US$70 milhões para a ajuda às crianças deficientes). Além de seu trabalho na NYCO, em 1994, ela assumiu o posto de presidente do Lincoln Center e, em 2002, do Metropolitan Opera. Em janeiro de 2005, ela se afastou da presidência do Metropolitan Opera, alegando a família como razão principal, mas ela permaneceu tempo bastante para supervisionar a entrada do novo diretor geral Peter Gelb, substituto de Joseph Volpe a partir de agosto de 2006. Até o início de 2007, ela ainda participou com seus comentários e opiniões nas tradicionais transmissões de rádio do Metropolitan Opera.

Em 28 de junho de 2007, a Associated Press e a CNN noticiaram que Sills, que não fumava, havia sido hospitalizada, gravemente doente, devido a um câncer de pulmão. Sob a assistência de sua filha, Beverly Sills faleceu em 2 de julho de 2007 aos 78 anos, deixando um indiscutível legado para a Ópera e as artes em geral. Quando do seu falecimento, o New York Times a considerou a cantora de Ópera mais popular nos Estados Unidos desde Enrico Caruso (1873-1921).

domingo, 24 de maio de 2009

Última hora - Queda de avião no Aeroporto da Madeira

No IOL Portugal Diário:

Um aeronave ligeira de instrução sofreu um acidente, este domingo, ao final da tarde, no Aeroporto do Funchal, na Madeira, confirmou ao tvi24.pt fonte daquele aeroporto.

O acidente fez foi feridos, o instrutor e o instruendo, ambos do sexo masculino, adiantou fonte dos bombeiros de Santa Cruz, acrescentando que aqueles foram transportados para o Hospital Central do Funchal.

Um dos ocupantes sofreu «queimaduras bastante graves em grande parte do corpo», enquanto o outro «sofreu traumatismos vários e luxações, embora não esteja em estado tão grave como o primeiro», adiantou ao tvi24.pt, o coronel Luís Neri, director do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros da Madeira.

O sinistro ocorreu às 18:56 e, de acordo com o mesmo elemento da Protecção Civil «o acidente ocorreu durante a aterragem, tendo provocado um foco de incêndio, apagado pelo corpo de bombeiros do aeroporto».

Ao local foram chamadas as corporações de bombeiros de Santa Cruz e Machico, ambulâncias de socorro e uma equipa médica de intervenção rápida «para efectuar a estabilização dos feridos».

O responsável da Protecção Civil adianta que a pista do aeroporto foi encerrada, estando a decorrer averiguações na aeronave.

Última hora - Queda de avião no Aeroporto da Madeira

No "site" do Público.

Foto de João Franco

Última hora - Queda de avião no Aeroporto da Madeira

Do Diário de Notícias da Madeira:

Duas pessoas estão a ser transportadas para o hospital em estado grave
Data: 24-05-2009

Uma avioneta de acrobacias despenhou-se há pouco na pista do Aeroporto da Madeira, quando efectuava uma manobra de aterragem.

O acidente, cujas causas são ainda desconhecidas, ocorreu por volta das 19 horas e deixou duas pessoas feridas com gravidade.

O aparelho incendiou-se após o impacto e as vítimas foram socorridas pelos Bombeiros Municipais de Santa Cruz (BMSC).

Ambos os feridos foram retirados com vida do avião, e estão a ser transportados para o Serviço de Urgências do Hospital Central do Funchal, pelos BMSC.

Última hora

Acabei de ver na abertura do noticiário da SIC uma notícia que refere que no aeroporto da Madeira caiu uma avioneta.

A pista está encerrada (o que se confirma pela análise de tráfego no site da ANAM) e, aparentemente há dois feridos...

Gabriel Fahrenheit

No dia 24 de Maio de 1686 nascia Gabriel Fahrenheit.

Da Infopédia:

Físico e inventor alemão, Gabriel Daniel Fahrenheit nasceu a 24 de Maio de 1686, na cidade de Danzig, actualmente Gdansk, Polónia, e morreu a 16 de Setembro de 1736, em Haia.
Educado para trabalhar no comércio, viajou pela Grã-Bretanha e pela Holanda, onde se tornou fabricante de instrumentos meteorológicos e dedicou-se, sob orientação do físico Willem Jacob's Gravesande, ao estudo da física experimental. Após várias pesquisas para aperfeiçoar as técnicas de fabricação desses instrumentos e para descriminar com mais precisão as medições desses aparelhos, Fahrenheit criou, em 1714, o primeiro termómetro de mercúrio. Anteriormente, utilizava-se o álcool que, por ter um ponto de ebulição bastante baixo, não permitia medir temperaturas muito altas; para além disso, o álcool dilatava de forma pouco uniforme, não permitindo fazer muitas subdivisões na escala. Fahrenheit escolheu, portanto, o mercúrio por não se alterar este metal numa larga gama de temperaturas. Decidiu, então, criar uma escala própria para fazer as medições. Elegeu como ponto inferior (o valor mais baixo), a temperatura obtida pela fusão de cloreto de sódio (NaCI, conhecido por sal da cozinha) com cloreto de amónio (NH4Cl) e gelo fundente e, para ponto superior, a temperatura do corpo humano. Atribuiu-lhes, respectivamente, os valores de 0º F e 100º F. Esta escala, que tem o nome do inventor, difundiu-se muito em Inglaterra e, mais tarde, foi adoptada pelos americanos.
Em 1724, Fahrenheit foi eleito membro da Royal Society pelas suas grandes investigações e descobertas.
Gabriel Fahrenheit. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-24]

sábado, 23 de maio de 2009

Carl Lineu

No dia 23 de Maio de 1707 nasceu Carl Lineu.

Da Infopédia:

Botânico e zoólogo sueco, nasceu em 1707, em Rashult, e morreu em 1778, em Uppsala. Elaborou uma nomenclatura binominal (géneros e espécies). Das suas viagens pelo norte da Escandinávia trouxe para o conhecimento científico mais de 100 espécies vegetais e muitas observações de outros ramos das ciências naturais. As suas obras mais importantes foram Fundamenta Botanica (1736), Genera Plantarum (1737), Classes Pantarum (1738), sendo que a que lhe deu celebridade foi Systema Naturae (1735). Na 10ª edição de Systema Naturae (1758), estabeleceu uma classificação de todo o reino animal: mamíferos (incluindo o homem), aves, anfíbios, peixes, insectos e vermes. Para além de classificar animais e plantas, Lineu catalogou também minerais. Os seus discípulos muito contribuíram para o conhecimento da flora e da fauna dos continentes porque acompanhavam as viagens dos navegadores e exploradores do século XVIII e XIX.

Carl Lineu. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-23]

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Notícia em Destaque - Mais qualidade de vida para doentes com cancro

Lê-se no "site" da TSF:

Melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro é o objectivo de uma investigação portuguesa, que analisa o impacto da anemia nos doentes. Este estudo revelou que o tratamento à anemia melhora em 50 por cento dos casos a qualidade de vida dos doentes.

O estudo que analisa o impacto da anemia nos doentes com cancro foi considerado um dos melhores trabalhos pela Comissão Científica do Congresso Internacional do Tratamento de Cancro, que decorreu no mês de Fevereiro em Paris.

Esta investigação chegou à conclusão de que só um terço dos doentes com cancro recebem tratamento para a anemia, apesar deste poder melhorar em metade a sua qualidade de vida.

Jorge Freitas coordena a investigação e considera que existe uma desvalorização por parte dos oncologistas de condições clínicas associadas ao cancro.

Existem sintomas que advêm do combate a esta doença que são muitas vezes «negligenciados» pelos oncologistas e um deles é a anemia, explica Jorge Freitas.

Esta é a explicação encontrada para que apenas um terço dos doentes oncológicos tenham recebido este tratamento. O estudo conclui resultados bastante positivos nos doentes que receberam tratamento para a anemia.

Os resultados intermédios desta investigação são apresentados no próximo sábado.

In TSF

Festa do Livro do Funchal

Começou ontem a Festa do Livro do Funchal (35ª Feira do Livro do Funchal).

O tempo parece que começa a ajudar e a chamar-nos para a rua.

Aqui fica o programa deste ano.

21 de Maio de 2009
a 31 de Maio de 2009

35ª Feira do Livro do Funchal, uma organização da Câmara Municipal do Funchal, que traz ao Funchal escritores nacionais e internacionais, embora a aposta principal continue a ser a divulgação daquilo que se escreve na Madeira. Diversas actividades se associam a este evento, nomeadamente quanto a animação, a peça da Com.Tema CSI Funchal, no “Baltazar Dias”, assim como o Speakers Corner, espectáculo de rua encenado pelo Teatro Experimental do Funchal. Como habitualmente ocorrerá a Noite dos Poetas. Espaços infantis, sessões de autógrafos, workshops de manipulação e construção de fantoches e concertos de bandas e grupos musicais são outros tantos complementos de um certame que contará com a presença de 23 expositores, entre livrarias, editoras, alfarrabistas e instituições, e que quer atrair cada vez mais gente para os prazeres da leitura e dos livros.


Placa Central da Avenida Arriaga

Segunda a sexta das 13h00 às 21h00
Fins-de-semana das 13h00 às 22h00

In www.netmadeira.com

Arthur Conan Doyle

No dia 22 de Maio de 1859 nascia Arthur Conan Doyle.

Da Infopédia:

Médico e escritor escocês, nasceu a 22 de Maio de 1859, em Edimburgo, e faleceu a 7 de Julho de 1930. Notável contador de histórias, que concebia com grande poder imaginativo, tornou-se extremamente popular a partir da publicação da primeira aventura do detective Sherlock Holmes, em 1887. Seguiram-se dezenas de histórias com Holmes como protagonista. Para além destas obras, Doyle publicou também narrativas históricas (como The White Company) e de ficção científica (como The Lost World).

Arthur Conan Doyle. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-22]

quinta-feira, 21 de maio de 2009

História a qu4tro mãos


Há mais história aqui.

Notícia em Destaque - João Bénard da Costa, uma vida dedicada ao cinema

Lê-se no site do Jornal de Notícias:

João Bénard da Costa, que hoje morreu vítima de cancro, foi um homem desde sempre ligado ao cinema e à Cinemateca Portuguesa, de que foi director de 1980 a 1991 e director de 1991 a Janeiro último.

Foram os problemas de saúde que obrigaram João Bénard da Costa - que hoje morreu aos 74 anos - abandonasse a Cinemateca, sendo sucedido no cargo por Pedro Mexia, subdirector e director interino.

João Pedro Bénard da Costa, nascido em Lisboa a 07 de Fevereiro de 1935, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Letras da Universidade de Lisboa em 1959.

Foi convidado por Delfim Santos para assistente naquela faculdade, mas a PIDE acabou por impedir-lhe a carreira universitária.

Bénard da Costa deu aulas de História e Filosofia no Seminário Menor de Almada, no Externato Frei Luís de Sousa, também em Almada, no Liceu Camões e no Colégio Moderno, entre 1959 e 1965.

Além do cinema, Bénard da Costa dedicava-se ainda à crítica e ao ensaio. "Muito lá de casa" e "Filmes da Minha Vida/Os Meus filmes da Vida" são algumas das obras que tem publicadas.

Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, João Bénard da Costa foi um dos fundadores em 1963 da revista O Tempo e o Modo, juntamente com Alçada Baptista, que dirigiu até 1970. Dirigiu ainda o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e presidiu à comissão organizadora das Comemorações do Dia de Portugal.

No princípio dos anos 1970, João Bénard da Costa dirigiu o Centro Nacional de Cultura.

Pelo trabalho à frente da Cinemateca, Bénard da Costa foi condecorado em Setembro passado pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, com a medalha de mérito cultural.

Além do cinema, Bénard da Costa dedicava-se ainda à crítica e ao ensaio, tendo participado como actor em vários filmes de Manoel de Oliveira, nomeadamente em "O Convento", "Francisca", "Non, ou a vã glória de mandar" e "Amor de Perdição".

Integrou ainda o elenco de "Recordações da Casa Amarela", de João César Monteiro.

Bénard da Costa foi ainda presidente-geral da Juventude Universitária Católica (1957/1958).

De 1964 a 1966 foi investigador no Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian e de 1966 a 1974 foi secretário executivo da comissão portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura.

De 1969 a 1971 foi responsável pelo sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Gulbenkian.

Em 1973 regressou ao ensino, como professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, onde leccionou até 1980.

Entre 1990 e 1995 presidiu à Comissão de Programação da Federação Internacional de Arquivos de Filmes e em 2000 assinou o capítulo sobre cinema português da enciclopédia Einaudi, incluído na História de Cinema Mundial, coordenada por Gian-Piero Brunetta.

Bénard da Costa foi ainda autor de ensaios sobre o cinema português, em obras colectivas sobre a arte do século XX, editadas pelo Centro Nacional de Cultura ou pelo Ar.Co.

Em 1997, o então presidente da República Jorge Sampaio nomeou-o presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Bénard da Costa colaborou ainda em vários jornais e revistas, em particular no Público, cujas crónicas lhe mereceram o Prémio João Carreira Bom, e foi autor de monografias de vários realizadores de cinema.

João Bénard da Costa, que era Officier des Arts et des Lettres de França, foi galardoado em 1990 com a Ordem do Infante D. Henrique pelo então presidente da República Mário Soares. Em 1995, a Universidade de Coimbra atribuiu-lhe o Prémio de Estudos Fílmicos, ano em que foi instituído o galardão.

Em 2001 foi galardoado com o Prémio Pessoa.

In Jornal de Notícias

Edita Gruberová

Há quem goste e há quem odeie. Gruberová tem, no entanto uma voz inconfundível.

Vejam com que facilidade a senhora chegava ao Mi natural em 1990.





Cena da loucura da ópera Hamlet de Ambroise Thomas

Henri Rousseau

No dia 21 de Maio de 1844 nascia Henri Rousseau.

Da Infopédia:
Pintor francês, nascido em 1844 e falecido em 1910, que é considerado o expoente da arte naïf . Conhecido por Le Douanier (o que significa: o empregado da alfândega), Rousseau pintava apenas nas horas vagas, pois nunca se dedicou profissionalmente à sua vocação artística. As suas pinturas retratam sobretudo cenas dos subúrbios e paisagens fortemente coloridas.

Henri Rousseau. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-21]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma conquista



Eis que chegou o meu Si bemol agudo...

Uma grande vitória meus senhores!

Notícia em Destaque - "Yas-e No" é o jornal iraniano com a mais curta história em banca

Lê-se no Público:

Chama-se “Yas-e No”, é um jornal iraniano e foi encerrado logo na primeira edição, no passado sábado, o que o torna um recordista. Apesar de, nos últimos dez anos, a lista de jornais e meios de comunicação encerrados pelo Governo de Ahmadinejad ser extensa, nenhum teve uma tão curta história em banca. Mas a história deste "Yas-e No" não acaba aqui.

São várias dezenas os jornais, principalmente de cariz reformista, que nos últimos dez anos viram as suas redacções fechadas, acusados de ferirem a moral islâmica ou de terem desrespeitado a República Islâmica e os seus líderes

Resta dizer que o “Yas-e No” é alinhado com o partido Mosharekat, um dos partidos reformistas do Irão, fundado em 1998 por apoiantes do antigo Presidente Khatami e que apoia agora Mir Hossein Mousavi, antigo primeiro-ministro, que corre contra Ahmadinejad nas próximas eleições presidenciais marcadas para 12 de Junho.

O título Yas-e No já existiu, tendo sido lançado em 2004 mas foi suspenso por 5 anos e 4 meses, acusado de incitar à revolta da opinião pública e por ofensas ao líder supremo do Irão. Foi multado também, mas o título não foi suspenso, o que levou os responsáveis a reeditá-lo. Na única manchete que fizeram podia ler-se "Khatami-Mousavi, pelo Irão". Khatami tinha anunciado a sua participação nas próximas presidenciais, mas acabou por renunciar a favor de Mousavi.

Mohammed Naimipur, director do título, escreveu uma carta ao Presidente Ahmadinejad, pedindo para que, tal como se passou em relação à detenção da jornalista americano-iraniana Roxana Saberi, o chefe de Estado iraniano quebre o silêncio e diga que a justiça não está a ser feita também neste caso. Foi uma decisão de Ahmadinejad que levou à libertação de Roxana, presa desde Janeiro e que foi libertada este mês com uma pena suspensa de dois anos.

“Esta acção ilegal contra o jornal é um indicador alarmante sobre o poder daqueles que, no seu grupo são intolerantes à crítica e aos rivais e que decidem contribuir para a sua re-eleição à custa de silenciar os adversários”, disse Naimipur na carta.


In Público

James Stewart

No dia 20 de Maio de 1908 nascia James Stewart.

Da Infopédia:

Actor norte-americano, um dos principais do cinema norte-americano, nascido em 20 de Maio de 1908, em Indiana, e falecido em 2 de Julho de 1997, em Los Angeles. Notabilizou-se pelas suas representações de personagens tímidas mas com um carácter firme e corajoso. Enquanto estudava Engenharia Civil na Universidade de Princeton, começou a trabalhar num grupo de teatro de Joshua Logan, ao qual também pertenciam Henry Fonda e Margaret Sullavan. Em 1932, juntamente com Fonda, partiu para Nova Iorque, onde alcançou alguns papéis na Broadway. Pela influência de amigos, conseguiu entrar para a MGM, estreando-se com uma figuração em Art Trouble (1934). Após alguns papéis secundários, foi Frank Capra quem projectou a sua carreira, primeiro com You Can't Take it With You (Não o Levarás Contigo, 1938) e, depois, com o êxito de Mr. Smith Goes to Washington (Peço a Palavra, 1939), onde protagonizou um jovem idealista que é eleito para o Senado e tenta combater a corrupção aí existente. O seu desempenho tornou-o uma figura bastante popular nos Estados Unidos da América e granjeou-lhe uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor. Seguiu-se uma série de êxitos comerciais, dos quais se destaca The Philadelphia Story (Casamento Escandaloso, 1940), onde desempenhou um jornalista que se apaixona por uma mulher emancipada (Katherine Hepburn). A sua prestação neste filme permitiu-lhe vencer o Óscar para Melhor Actor Principal. Stewart juntou-se às forças americanas que combatiam na Segunda Guerra Mundial, tendo servido na Força Áerea como piloto bombardeiro. O conflito mudou a personalidade de Stewart, que, nos filmes anteriores, demonstrava uma faceta de timidez. Era agora um actor mais intenso e começou a aceitar desempenhar personagens de maior complexidade psicológica. Provou-o em It's a Wonderful Life (Do Céu Caiu uma Estrela, 1946) na pele dum banqueiro altruísta que é salvo do suicídio pelo seu anjo da guarda. Recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor que repetiria quatro anos depois pelo seu retrato de alcoólico em Harvey (1950). Pouco anos antes, tinha iniciado aquela que viria a ser uma frutuosa parceria com Alfred Hitchcock. O realizador britânco conferirá a Stewart um segundo fôlego na sua carreira: o seu primeiro filme juntos será Rope (A Corda, 1948), seguindo-se Rear Window (Janela Indiscreta, 1954), The Man Who Knew Too Much (O Homem que Sabia Demais, 1956) e Vertigo ( A Mulher Que Viveu Duas Vezes, 1958). Mas seria Otto Preminger a dar-lhe um dos papéis mais memoráveis da sua carreira como o espirituoso advogado de Anatomy of a Murder (Anatomia de um Crime, 1959), prestação que lhe valeu a quinta nomeação para o Óscar de Melhor Actor. Destacar-se-ia também em dois westerns de John Ford: The Man Who Shot Liberty Valance (O Homem Que Matou Liberty Valance, 1962) e foi um envelhecido Wyatt Earp em Cheyenne Autumm (O Grande Combate, 1964). Nas décadas seguintes, filmou esporadicamente, destacando-se The Shootist (O Atirador, 1976), ao lado de John Wayne. O seu último trabalho artístico foi no filme de animação An American Tail: Fievel Goes West (Fievel: um Conto Americano 2, 1991). James Stewart. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-20]

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Mestre Quim Sapateiro

Avô

Se fosses vivo, farias hoje 93 anos. Há poucos meses, estive à conversa com a minha mãe, tua única filha, e falámos de ti, da tua vida, da tua morte, do que nos deste e das saudades que sentimos de ti. Não foi uma conversa triste, pelo contrário, relembrámos alegremente o que foste e continuas a ser para nós. Um verdadeiro herói.

Deixo aqui um breve resumo do que foi a tua vida, se bem que a tua história e as histórias que me contavas dariam para escrever um livro.

O Sr. Joaquim Antunes Varela Prates, nasceu no dia 14 de Novembro de 1915. Não teve uma infância particularmente feliz, uma vez que perdeu o pai quando tinha apenas 8 anos. O seu irmão mais velho, o Francisco, passou a ser, aos 18 anos, o homem da casa.

Foi com o Francisco (o Mestre Chico Antunes) que Joaquim aprendeu a sua profissão - Sapateiro.

Todos os irmãos (homens, entenda-se) aprenderam esta "arte" e todos trabalharam juntos durante muitos anos. Com dinheiro que conseguiram amealhar compraram 6 moradias, uma para cada um dos irmãos (quatro homens e duas mulheres). Curiosamente as moradias foram registadas em nome da mãe e só depois da morte desta, foram repartidas por todos.

O Joaquim era o irmão mais novo e foi, por isso, o último a deixar de trabalhar. E trabalhou muito. Fazia sapatos e botas (alentejanas) e percorria longos quilómetros de bicicleta ao frio e à chuva para fazer as suas entregas. Sim, porque naquele tempo as entregas eram feitas ao domicílio. Saía de casa de madrugada e só chegava já a noite ia alta. No Inverno trazia as mãos geladas com o frio e a única coisa que pedia a sua mulher é que lhe preparasse água quente para aquecer as mãos. Sempre pediu muito pouco para sim e sempre deu muito aos outros.

Na véspera da feira-franca, o Mestre Quim Sapateiro quase não se deitava, porque todas as pessoas da terra queriam os sapatos engraxados. A feira era o maior evento social do ano no Ervedal, a vila alentejana onde sempre viveu.

Trabalhou até aos 80 anos e nem mesmo quando decidiu parar mostrava sinais de cansaço.


Parece pequena a tua história da vida, avô, mas no entanto devo-te muito da minha formação como pessoa. Foste sempre para mim um modelo de trabalhador íntegro e dedicado e sempre me ajudaste a seguir em frente e a chegar até aqui.

Curiosamente estava contigo quando resolveste adoecer o que levou a que ficasses acamado durante mais de um ano.

Estava também contigo no dia da tua morte. Por pura coincidência, uma vez que vou ao Alentejo duas ou três vezes no ano e por períodos relativamente curtos.

Resolveste esperar por mim para para morrer...

Obrigado por tudo Avô. Gosto muito de ti.

Texto de minha autoria, escrito no Outras Escritas a 14 de Novembro de 2008 e agora adaptado para a Fábrica de Histórias

Notícia em destaque - Séries de televisão levam jovens a procurar cursos de criminologia

Nem tudo é como na televisão...

Da TSF:

O aumento do crime e as séries de televisão, como o CSI, estão a levar muitos jovens a querer seguir a investigação criminal. Há cada vez mais procura para os cursos de criminologia, mas as saídas profissionais nem sempre são as esperadas. A afirmação é do antigo director do Instituto de Medicina Legal do Porto, José Pinto da Costa.

O antigo director do Instituto de Medicina Legal do Porto diz que por causa do aumento de criminalidade e de séries de televisão como o CSI é cada vez maior o número de jovens que optam por seguir cursos de investigação criminal.

O pior, lembra Pinto da Costa, é que finalizado o curso, a expectativa de carreira pode acabar em desilusão.

«Há um problema que é encontrar uma colocação, a área da investigação quer nas universidades quer na Polícia Judiciária não terá vaga para todos os interessados», explica.

É o aviso de José Pinto da Costa que preside ao Congresso de Criminologia que, esta terça-feira, começa no Porto, na Fundação António de Almeida. Em debate vão estar fenómenos como o rapto de crianças, carjaking, crimes sexuais ou violência escolar.

In TSF

Maria Callas - D'amor sull'ali rosee

Não tendo La Callas um timbre que eu aprecie especialmente, é-me impossível ficar indiferente a esta interpretação na qual, aparentemente, o soprano até não estaria nas melhores condições vocais:

D'amor sull'ali rosee (Il Trovatore - Verdi)
Paris 1958