terça-feira, 7 de abril de 2009
Rockwell Blake - "Rossiniano" ou "Mozartiano"?
Aqui fica uma interpretação "Mozartiana"
Almada-Negreiros
No dia 7 de Abril de 1893, nascia em S- Tomá e Príncipe, Almada-Negreiros.Da Infopédia:
Artista e escritor polifacetado, José de Almada-Negreiros nasceu a 7 de Abril de 1893, em S. Tomé e Príncipe, e morreu a 15 de Junho de 1970, em Lisboa. "Pela sua obra plástica, que o classifica entre os primeiros valores da pintura moderna; pela sua obra literária, que vibra de uma igual e poderosa originalidade; pela sua acção pessoal através de artigos e conferências - Almada-Negreiros, pintor, desenhador, vitralista, poeta, romancista, ensaísta, crítico de arte, conferencista, dramaturgo, foi, pode dizer-se que desde 1910, uma das mais notáveis figuras da cultura portuguesa e uma das que mais decisivamente contribuíram para a criação, prestígio e triunfo de uma mentalidade moderna entre nós". Assim apresenta Jorge de Sena, no primeiro volume das Líricas Portuguesas, o homem que, com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, mais marcou plástica e literariamente a evolução da cultura contemporânea portuguesa Órfão desde tenra idade, viajou para Lisboa com sete anos para casa de uma tia materna. Frequentou os estudos primários e liceais em Lisboa, no Colégio Jesuítico de Campolide, Liceu de Coimbra e Escola Nacional de Lisboa. Entre 1919 e 1920, seguiu estudos de pintura em Paris, aí trabalhando como bailarino de cabaré e empregado numa fábrica de velas, redigindo na capital francesa muitos dos textos e grafismos que viriam a ser célebres, como o "auto-retrato". Viveu entre 1927 e 1932 em Espanha, onde realizou várias encomendas para particulares e públicos. Embora já tivesse colaborado com textos e grafismos em algumas publicações, como Portugal Artístico ou Ilustração Portuguesa, e tivesse participado com êxito no 1.º Salão do Grupo dos Humoristas Portugueses, é a sua colaboração no número 1 de Orpheu, em 1915, onde publica o texto ainda incompletamente revelador Frizos (A Cena do Ódio, destinada a Orpheu 3, só viria a ser publicada em Contemporânea), que lhe dará a base de lançamento para uma postura iconoclasta (o Manifesto Anti-Dantas, apresentado no mesmo ano, é modelar neste ataque generalizado a uma intelectualidade convencional, burguesa e passadista), tornando-se um dos principais representantes da vertente vanguardista do movimento modernista. Em 1917, participa no projecto Portugal Futurista, publicando nesse órgão do "Comité Futurista de Lisboa", que co-fundara, no mesmo ano, com Santa-Rita, o Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX, texto que já tinha sido objecto de performance pública, e os os textos simultaneístas Mima Fatáxa e Saltimbancos. Desenvolve paralelamente uma intensa actividade artística, tendo colaborado, com grafismos e com criação literária, em várias publicações, como Diário de Lisboa, Athena, Presença, Revista Portuguesa, Cadernos de Poesia, Panorama, Atlântico, Seara Nova e tendo fundado outras, como os "Cadernos de Almada-Negreiros", SW, onde, em 1935, no primeiro número, tenta equacionar, com o máximo de clareza, as relações entre civilização e cultura, entre arte e política, entre indivíduo e colectividade, aí vindo também a publicar um dos seus vários textos dramáticos, SOS, que, com Deseja-se Mulher, deveria integrar o projecto, originalmente escrito em castelhano, Tragédia da Unidade. Uma análise da obra de Almada-Negreiros não pode deixar de considerar a complementaridade que nela assumem as várias formas de expressão artística, nem de verificar que, independentemente do suporte escolhido (argumento e coreografia de bailados, exposições, happening, produções publicitárias, cinema, jornais manuscritos, telas, frescos, mosaicos, vitrais, painéis de azulejos, palestras radiofónicas, cenários e figurinos, cartões de tapeçaria, etc.), toda a realização artística de Almada se distingue por certos traços comuns, não necessariamente antitéticos, como a graciosidade e a irreverência, a ingenuidade e a inteligência, o populismo e o esteticismo, a abstracção e o concreto. Na tentativa de encontrar a arte poética subjacente à sua actividade exclusivamente literária, Celina Silva considera que a "performance constitui o universal maior de toda a produção" de Almada-Negreiros: "evidenciando-se no literário através da adopção de uma concepção do verbal que é encarada enquanto acção", essa performance verbal que "tanto é típica da postura vanguardista quanto se revela reinstauração do verbal nos seus primórdios [...] implica um exercício da palavra-acção radicada numa postura geradora de uma ficção do eu", ao mesmo tempo que "A espontaneidade e o cunho comunicativo radicam numa ambição totalizante, eivada de optimismo e euforia, que, pela abrangência de que se reveste, aponta para um projecto de alargada recepção, embora projectado por uma elite" (cf. SILVA, Celina - A Busca de Uma Poética da Ingenuidade ou a (Re)Invenção da Utopia (Reflexão Sistematizante acerca da Produção Literária de José de Almada-Negreiros, Porto, Faculdade de Letras, 1992, pp. XIII, XIV). A "poética da ingenuidade" explanada por Celina Silva, anulando qualquer descontinuidade entre a forma linguística do poema, do drama, do texto de intervenção, e a expressão do ensaio, da teoria poética ou filosófica, encontraria numa "sofistificação da simplicidade" (cf. Sena, Jorge de in Obras Completas de Almada Negreiros, vol. I, Lisboa, INCM, 1985, p. 17) o equilíbrio entre poesia e conhecimento, num autor para quem "A Poesia "conhece" e não "sabe" (Prefácio ao Livro de Qualquer Poeta).
Almada-Negreiros. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-04-07]
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Controlos
No mínimo, exige-se que o controlador se autocontrole...
Estarei errado?
Notícia em Destaque (II) - Sismo em Itália - Berlusconi confirma 92 mortos e pelo menos 1.500 feridos
No "site" da SIC:O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, confirmou que o sismo hoje na Itália central fez pelo menos 92 mortos e "1.500 feridos até agora", numa conferência de imprensa conjunta com o ministro do Interior italiano.
"Entre as vítimas figuram dois estudantes, um dos quais é da República Checa", afirmou o primeiro-ministro italiano.
"Quero dizer uma coisa importante, ninguém será abandonado à sua sorte", garantiu o chefe do Governo italiano, que referiu também os "milhares" de desalojados.
A Protecção Civil italiana avançou que entre 45 mil a 50 mil pessoas foram retiradas de suas casas.
Berlusconi anunciou igualmente que está a ser montado um acampamento com capacidade de abrigar entre 16 mil a 20 mil pessoas, que estará pronto esta noite.
In SIC
Notícia em Destaque - Sismo em Itália fez mais de 90 mortos
Lê-se no Público:O número de mortos causados pelo terramoto que hoje atingiu violentamente o centro de Itália está contabilizado agora em mais de 90, segundo informação divulgada pela agência de notícias italiana ANSA.
O sismo, que aconteceu de madrugada e atingiu uma de magnitude 6,3 na escala de Richter, terá feito também cerca de 50 mil desalojados na cidade de L'Aquila, a mais atingida, cerca de 95 km a leste de Roma, na região montanhosa de Abruzzo.
O sismólogo português Rui Pinho, que trabalha no norte de Itália, explicou à Agência Lusa que o sismo deveu-se a uma falha tectónica regional, sem qualquer relação com os mecanismos tectónicos de Portugal.
In Público
As musiquinhas dos blogues
Está a instalar-se uma nova moda na blogosfera. A de colocar música de fundo nos blogues (não sei se é este o termo correcto).Já verifiquei que existe uma variedade enorme de aplicações, qual delas a mais fantástica, para disponibilizar as músicas ao gosto do blogger!
Acontece que geralmente, enquanto uso o computador, tenho auscultadores para ouvir a "minha" música e é muito desagradável, entrar num blogue e começar a ouvir outra música "em cima" da que já estou a ouvir antes de entrar. Depois, das duas uma, ou fecho a janela e não vejo o "post" que me interessava, ou tenho que andar à procura do botão de pausa no blogue. Às vezes o maldito botão não é fácil de encontrar e acabo por desistir.
Isto de modas, tem que se lhe diga...
Rafael Sanzio (Raffaello)
No dia 6 de Abril de 1483, nascia na Itália Rafael Sanzio. O pintor/arquitecto, viria a morrer também a 6 de Abril do ano de 1520.Da Wikipédia:
Rafael, em italiano Raffaello Sanzio, (Urbino, 6 de abril de 1483 — Roma, 6 de abril de 1520) foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano, celebrado pela perfeição e suavidade de suas obras. Também é conhecido por Raffaello Sanzio, Raffaello Santi, Raffaello de Urbino ou Rafael Sanzio de Urbino.
Biografia
A sua biografia foi notável. Rafael era filho de Giovanni Santi, poeta (escreveu uma Crônica famosa em rima) e também pintor para a corte de Mântua. Quando o nascimento de Rafael, ele dirigia um famoso estúdio em Urbino. Giovanni ensinou seu filho a pintar e o introduziu à corte humanista de Urbino, que, ao final do século XV, havia se tornado um dos mais ativos centros culturais da Itália, sob a regência de Federico da Montefeltro, falecido sete meses antes do nascimento de Rafael. Lá, Rafael pode conhecer os trabalhos de Paolo Uccello, Luca Signorelli, e Melozzo de Forlì. Precoce, aos dezessete anos (em 1500) Rafael já era considerado um mestre.
De acordo com Giorgio Vasari, Rafael foi levado pelo pai aos onze anos para ser aprendiz de Pietro Perugino, em Perúgia, mas esta informação é discutida por algumas autoridades no assunto. É de consenso geral que Rafael estava na Úmbria a partir de 1492, ano de falecimento de seu pai.
Trabalhos
O primeiro trabalho registrado de Rafael foi um altar para a Igreja de San Nicola da Tolentino na cidade de Castello, entre Perúgia e Urbino. A peça foi encomendada em 1500 e terminada um ano depois.
Foi muito danificada por um terremoto em 1789, restando atualmente somente alguns fragmentos na Pinacoteca Tosio Martenigo, na Brescia.
Outra peça importante de seus primeiros anos foi o altar de Oddi para a capela de mesmo nome na igreja de São Francisco de Perúsia. Rafael, provavelmente como membro da oficina de Pietro Perugino, trabalhou também nos afrescos do Collegio del Cambio
O Casamento da Virgem, de 1504, foi sua principal obra desse período, ainda influenciado pelo estilo de Perugino. Logo depois Rafael concluiu três pequenos quadros: Visão de um Cavaleiro, As Três Graças e São Miguel. Neles já se expunha o seu estilo amadurecido e o frescor que lhe acompanharia a vida toda.
Ainda em 1504, Rafael se mudou para Siena com o pintor Pinturicchio, a quem ele tinha fornecido desenhos para os afrescos da Libreria Picolomini. De lá foi para Florença atraído pelos trabalhos que estavam sendo realizados, no Palazzo della Signoria, por Leonardo da Vinci e Michelangelo. Viveu na cidade nos quatro anos seguintes, viajando a outras cidades ocasionalmente. Em 1507 uma nobre de Perugia lhe encomendou uma notável Deposição de Cristo, hoje exposta na Galleria Borghese, em Roma.
Em Florença, Rafael tornou-se amigo de vários pintores locais, destacando-se Fra Bartolomeo, um proponente do Idealismo Renascentista. A influência de Fra Bartolomeo o levou a abandonar o estilo suave e gracioso de Perugino e abraçar a grandiosidade e formas mais poderosas. Entretanto, a maior influência sobre a obra de Rafael durante seu período florentino veio de Leonardo da Vinci e suas composições, figuras e gestuais, bem como suas técnicas inovadoras como o chiaroscuro e o sfumato.
Na segunda metade de 1508, o Papa Júlio II, encorajado por Donato Bramante, amigo de Rafael e arquiteto do Vaticano, contratou os serviços do pintor. Aos 25 anos, Rafael ainda estava forjando seu estilo. Contudo logo conquistou a fama e os favores do papa. Ele começou a ser chamado de o Príncipe dos Pintores. Nos 12 anos seguintes, Rafael nunca deixou Roma que passou a ser sua segunda nação. Trabalhou principalmente para Júlio II e seu sucessor, Leão X (filho de Lorenzo de Medici). Ao final do ano de 1508, ele começou a decoração dos apartamentos de Júlio no Vaticano, os quais, na visão do papa, eram destinados a glorificar a o poder da Igreja Romana através da justificação do Humanismo e do Neoplatonismo. Uma série de obras-primas, como a Disputa (ou Discussão do Santíssimo Sacramento) e a Escola de Atenas, pintados na Stanza della Segnatura, o tornou o artista mais procurado da cidade.
Rafael continuou o trabalho nos quartos até 1513, sob o governo de Leão X, mas deixou as últimas seções quase que inteiramente sob cuidado de seus pupilos. Nesse meio tempo, ele realizou outras tarefas como decorações sacras e seculares para vários prédios, retratos, altares, desenhos para tapeçarias, design para pratos e até trabalhos cenográficos.
Alguns de seus trabalhos mais famosos desse período nasceram da amizade com que mantinha com um rico banqueiro de Siena, Agostino Chigi, que lhe encomendou o belíssimo afresco de Galatéia para sua Villa Farnesina e as Sibilas na igreja de Santa Maria della Pace, junto com o projeto e a decoração da Capela de Chigi na igreja de Santa Maria del Popolo, em 1513.
Raffaello Sanzio, conhecido em português como Rafael, nasceu em Urbino, então capital do ducado do mesmo nome, na Itália, em 6 de abril de 1483. Seu pai, Giovanni Santi, era pintor de poucos méritos mas homem culto e bem relacionado na corte do duque Federico da Montefeltro. Transmitiu ao filho, de precoce talento, o amor pela pintura e as primeiras lições do ofício. O duque, personificação do ideal renascentista do príncipe culto, encorajara todas as formas artísticas e transformara Urbino em centro cultural, a que foram atraídos homens como Donato Bramante, Piero della Francesca e Leone Battista Alberti.
Após a morte do pai, em 1494, Rafael foi para Perugia, onde aprendeu com Pietro Perugino a técnica do afresco ou pintura mural. Em sua primeira obra de realce, "O casamento da Virgem" (1504), a influência de Perugino evidencia-se na perspectiva e na relação proporcional entre as figuras, de um doce lirismo, e a arquitetura. A disposição das figuras é, no entanto, mais informal e animada que a do mestre.
Florença
No outono de 1504, Rafael foi a Florença, atraído pelos trabalhos que estavam sendo realizados, no Palazzo della Signoria, por Leonardo da Vinci e Michelangelo. Sob a influência sobretudo da obra de Da Vinci, absorveu a estética renascentista e executou diversas madonas, entre as quais a "Madona Esterházy" e "A bela jardineira". Fez uso das grandes inovações introduzidas na pintura no Renascimento, e de Da Vinci a partir de 1480: o claro-escuro, contraste de luz e sombra que empregou com moderação, e o esfumado, sombreado levemente esbatido, ao invés de traços, para delinear as formas. A influência de Michelangelo, patente na "Pietà" e na "Madona do baldaquino", consistiu sobretudo na exploração das possibilidades expressivas da anatomia humana.
Roma
Por sugestão de Bramante, seu amigo e arquiteto do Vaticano, Rafael foi chamado a Roma pelo Papa Júlio II em 1508. Nos 12 anos em que permaneceu nessa cidade incumbiu-se de numerosos projetos de envergadura, nos quais deu mostras de uma imaginação variada e fértil. Dos afrescos do Vaticano, os mais importantes são a "Disputa" (ou "Discussão do Santíssimo Sacramento") e a "Escola de Atenas", ambos pintados na Stanza della Segnatura. O primeiro, que mostra uma visão celestial de Deus, seus profetas e apóstolos a encimar um conjunto de representantes da igreja, equipara a vitória do catolicismo à afirmação da verdade. Já a "Escola de Atenas" é uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano. Mostra um grupo de filósofos de várias épocas históricas ao redor de Aristóteles e Platão, ilustrando a continuidade histórica do pensamento platônico.Após a morte de Júlio II, em 1513, a decoração dos aposentos pontifícios prosseguiu sob o novo papa, Leão X, até 1517. Apesar da grandiosidade do empreendimento, cujas últimas partes foram deixadas principalmente por conta de seus discípulos, Rafael, que então se tornara o pintor da moda, assumiu ao mesmo tempo numerosas outras tarefas: criou retratos, altares, cartões para tapeçarias, cenários teatrais e projetos arquitetônicos de construções profanas e igrejas como a de Sant'Eligio degli Orefici. Tamanho era seu prestígio que, segundo o biógrafo Giorgio Vasari, Leão X chegou a pensar em fazê-lo cardeal.
Em 1514, com a morte de Bramante, Rafael foi nomeado para suceder-lhe como arquiteto do Vaticano e assumiu as obras em curso na basílica de São Pedro, onde substituiu a planta em cruz grega, ou radial, por outra mais simples, em cruz latina, ou longitudinal. Sucedeu também a Bramante na decoração das loggias (galerias) do Vaticano, aí realizando composições de lírica simplicidade que pareciam contrabalançar a aterradora grandeza da capela Sistina pintada por Michelangelo.
Pesquisador
Competente pesquisador interessado na antiguidade clássica, Rafael foi designado, em 1515, para supervisionar a preservação de preciosas inscrições latinas em mármore. Dois anos depois,foi nomeado encarregado geral de todas as antiguidades romanas, para o que executou um mapa arqueológico da cidade. Sua última obra, a "Transfiguração", encomendada em 1517, desvia-se da serenidade típica de seu estilo para prefigurar coordenadas do novo mundo turbulento -- o da expressão barroca.
Em conseqüência da profundidade filosófica de muitos de seus trabalhos, a reputação de humanista e pensador neoplatônico de Rafael implantou-se em Roma. Entre seus amigos havia respeitados homens, como Castiglione e Pietro Aretino, além de muitos artistas. Em 1519 ele projetou os cenários para a comédia I suppositi, de Ludovico Ariosto. Coberto de honrarias, Rafael morreu em Roma em 6 de abril de 1520...
Arquitectura
O primeiro trabalho arquitetônico conquistado por Rafael foi a posição de arquiteto da nova Basílica de São Pedro, cuja construção começou em 1506. A posição havia sido vagada pela morte de Bramante em 1514. Rafael mudou a planta de um desenho de inspiração grega para um design longitudinal. Contudo este projeto foi modificado novamente após sua morte. Dois anos depois ele projetou as linhas da importante Villa Madama em Roma. Em 1515 ele foi nomeado uma espécie de supervisor paras as pesquisas arqueológicas romanas, desenhando um mapa arqueológico da cidade.
Política
O prestígio de Rafael até mesmo deu a sua obra um papel na criação e fortalecimento de alianças políticas, como no caso de trabalhos hoje em dia expostos no Louvre, que foram enviados a corte francesa, e o retrato de Lorenzo de Medici para o partido florentino.
Rafael nunca se casou, ainda que algumas fontes afirmem que em 1514 ela estava noivo de Maria Bibbiena, sobrinha de um cardeal, mas o noivado terminou devido a morte prematura da jovem. Diz a lenda que seu grande amor foi "Fornarina" (padeirinha), mas sua existência jamais foi confirmada. Segundo Vasari, a morte prematura de Rafael foi causada por excesso de amor.
Últimos anos A morte precoce de Rafael, no dia em que completava 37 anos, reforçou a aura mística que rodeava sua figura. Admirado pela aristocracia e pela corte papal, que o viam como o "príncipe dos pintores", foi encarregado pelo Papa Júlio II de decorar com afrescos as salas do Vaticano hoje conhecidas como as stanze de Jesus Cristo.
Em seus últimos anos (1518-1520) a intervenção do estúdio em seus trabalhos tornou-se mais significativa, como pode se ver em obras como Spasimo da Sicília, para uma igreja de Palermo, e a Visitação, hoje abrigada pelo Museu do Prado em Madrid. Também a decoração do Quarto de Constantino no Vaticano foi executada inteiramente por seus pupilos, baseado em desenhos do mestre. Seus últimos trabalhos autorais foram um retrato duplo do Louvre, o pequeno mas monumental A Visão de Ezequiel e a Transfiguração.
Rafael morreu em Roma no seu aniversário de 37 anos, (alegadamente apenas a algumas semanas depois de Leão X apontá-lo como cardeal), acometido por uma febre após um encontro à meia-noite, e foi profundamente lamentado por todos aqueles que reconheciam sua grandeza. Seu corpo repousou por um certo tempo em uma das salas na qual ele havia demonstrado sua genialidade e foi honrado com um funeral público. A Transfiguração precedeu seu corpo durante a procissão fúnebre.
A incansável mão da morte (nas palavras de seu biógrafo) pôs um limite em suas conquistas e privou o mundo de um benefício maior de seus talentos, na idade em que a maioria dos outros homens começa a ser útil.
Rafael foi enterrado no Panteão, o mais honorável mausoléu na Itália. Em sua tumba foi colocada uma frase de Pietro Bembo em latim que diz: "Aqui jaz Rafael, que fez temer à Natureza por si fosse derrotada, em sua vida, e, uma vez morto, que morresse consigo".
domingo, 5 de abril de 2009
Outros Blogues (XXVIII) - De ópera e Concertos
Para os amantes da ópera e da música erudita, o blogue De Ópera e Concertos é uma referência.Este é um blogue que consulto diariamente.
Obrigado ao José Carlos Neves Lopes.
Notícia em Destaque - Ponte de gelo gigante ruiu na Antárctida
Lê-se no "site" do Público:Colapso terá sido causado pelo aquecimento global
Uma ponte de gelo que ligava a um vasta região gelada na Antárctida do tamanho da Jamaica a uma pequena ilha colapsou ontem e os cientistas consideram que se trata de uma consequência do aquecimento global. “É espantoso como o gelo ruiu. Há dois dias estava intacto. Esperámos muito para ver isto”, disse à Reuters David Vaughan, investigador do British Antarctic Survey. A gigantesca plataforma de gelo tem vindo a diminuir desde 1990 e esta foi a primeira vez que se perdeu uma das ligações, que partiu no ponto mais fino registado nos 40 quilómetros da faixa de gelo, adiantou a BBC. Imagens de satélite captadas pela Agência Espacial Europeia mostram uma faixa de gelo com cerca de 40 quilómetros que mantém a plataforma de gelo Wilkins Ice Shelf no lugar a despedaçar-se no ponto mais frágil, com cerca de 500 metros de largura. Na parte ocidental da península da Antárctida ficaram a boiar novos icebergs, adiantou a BBC. “A ilha de Charcot vai ser, pela primeira vez na história, uma verdadeira ilha”, disse Vaughan à Reuters. Uma das consequências é que as correntes poderão agora continuar a desfazer a plataforma de Wilkins. Nos últimos 50 anos já desapareceram cerca de 50 plataformas de gelo na Antárctida, como a Larsen A em 1995 e a Larsen B em 2002. Algumas estariam formadas há cerca de 10 mil anos, e a formação de cada uma demorou várias centenas de anos. Naquela região a temperatura aumentou pelo menos 3 graus Celsius nos últimos 50 anos. “Acreditamos que o aquecimento na Península da Antárctida está relacionado com as alterações climáticas globais, ainda que a ligação não seja totalmente clara”, adiantou Vaughan.
In Público
Bette Davis
No dia 5 de Abril de 1908, nascia Bette Davis.Da Infopédia:
Ruth Elizabeth Davies nasceu a 5 de Abril de 1908, em Lowell, no estado de Massachusetts. Filha dum advogado, desenvolveu uma paixão pelo teatro quando ainda frequentava o Liceu. Em 1928, mudou-se para Nova Iorque onde frequentou uma academia dramática dirigida por George Cukor. Em breve, chegou à Broadway, onde protagonizou as peças Broken Dishes (1929) e Solid South (1930). Em 1931, assinou um contrato cinematográfico com os estúdios Universal, estreando-se nesse mesmo ano com Bad Sister (1931). Contudo, a Universal considerou que Davis não se enquadrava nos padrões de beleza exigidos para uma grande estrela. Foi recrutada pela Warner Bros., que apostou na sua exuberância e emotividade dramática. Num dos seus primeiros trabalhos, Dangerous (Mulher Perigosa, 1935), interpretou uma actriz em dedadência que tenta voltar aos píncaros. Venceu o Óscar para Melhor Actriz, mas estranhamente a Warner recusou-se a chamá-la para projectos credíveis, oferecendo-lhe apenas papéis medíocres. Como resposta, Davis entrou em greve e partiu para Inglaterra. Quando os tribunais deram razão à Warner, Davis regressou, somando êxitos como The Petrified Forest (A Floresta Petrificada, 1936), Marked Woman (A Mulher Marcada, 1937) e Jezebel (Jezebel, a Insubmissa, 1938), filme pelo qual recebeu novo Óscar para Melhor Actriz. Em 1939, sofreu um dos maiores desgostos da sua carreira, ao ser rejeitada em detrimento de Vivien Leigh para interpretar o papel de Scarlett O'Hara em Gone With the Wind (E Tudo o Vento Levou, 1939) . Contudo, continuava na mó de cima: entre 1939 e 1944, recebeu cinco nomeações para Óscar: por Dark Victory (Vitória Negra, 1939), The Letter (A Carta, 1940), The Little Foxes (Raposa Matreira, 1941), Now, Voyager (A Estranha Passageira, 1942) e Mr. Skeffington (A Vaidosa, 1944). Após este glorioso período, acumulou uma sucessão de reveses comerciais, o que levou a Warner a rescindir o contrato com a actriz em 1949. Contudo, Davis não esmoreceu e, no ano seguinte, regressou em força com All About Eve (Eva, 1950), interpretando o papel duma actriz que acolhe na sua mansão uma jovem fã (Anne Baxter), descobrindo, algum tempo depois que esta está a tentar ocupar o seu lugar. Devido a este desempenho, voltou a ter nova indigitação para o Óscar de Melhor Actriz, assim como em The Star (A Estrela, 1952). Foi também uma enérgica Isabel I de Inglaterra em The Virgin Queen (A Rainha Virgem, 1955). Em 1962, aconteceu o impensável: o realizador Robert Aldrich conseguiu juntar Davis e Joan Crawford no mesmo filme, o thriller What Ever Happened to Baby Jane? (Que Teria Acontecido a Baby Jane?, 1962). As actrizes, que se detestavam na vida real e que chegaram mesmo a trocar insultos publicamente, fizeram uma dupla perfeita no campo ficcional. Neste filme, Davis interpreta uma antiga estrela de filmes infantis que controla a vida da sua irmã paraplégica (Crawford). Davis recebeu a sua décima e última nomeação para o Óscar. A partir daí, a sua carreira entrou em desaceleração, participando sobretudo em filmes de terror gótico e telefilmes. Exceptuam-se a adaptação cinematográfica do policial de Agatha Christie Death on the Nile (Morte no Nilo, 1978) e o nostálgico The Whales of August (As Baleias de Agosto, 1987), onde Davis fez equipa com outros dois veteranos de Hollywood: Lilian Gisr e Vincent Price. Wicked Stepmother (A Minha Bela Madrasta, 1989) foi a sua última prestação no cinema. Morreu em Paris, a 6 de Outubro de 1989, vítima de cancro da mama. Ficou imortalizada na canção de Kim Carnes Bette Davis' Eyes (1983).
Bette Davis. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-04-05]
Presente do Bono
sábado, 4 de abril de 2009
Martin Luther King
No dia 4 de Abril de 1968 era assassinado em Menphis (EUA), Martin Luther King.Da Infopédia:
Líder da população negra norte-americana, nasceu em 1929, em Atlanta, e morreu assassinado em 1968, em Memphis. O seu protagonismo foi decisivo para a declaração de inconstitucionalidade da segregação racial dos negros. Eloquente ministro baptista, liderou o movimento a favor dos direitos civis da América Negra nos anos 50 até ao seu assassinato em 1968. Em 1955 uma mulher negra tinha-se recusado a ceder o seu lugar sentado no autocarro a um passageiro branco, pelo que fora presa por violar a lei da segregação racial. Os activistas negros formaram em Montgomery uma associação com o objectivo de boicotar o trânsito e escolheram Luther King para seu líder. O boicote durou 381 dias e em 1956, o Supremo Tribunal declarou inconstitucional a lei de segregação nos meios de transporte. Entre 1960 e 1965, a influência de King atingiu o auge. Em 1960 foi preso e o caso assumiu proporções nacionais. A estratégia de liderar um movimento activo mas não violento levou à adesão de muitos negros e de brancos liberais em todas as partes do país, tendo estas acções contado com o apoio da administração Kennedy. Em 1963, mostrou ao mundo a importância de resolver os problemas raciais através de uma marcha pacífica em Washington pelos direitos humanos, em que participaram mais de 200 000 pessoas. Nesse dia proferiu a célebre frase "I have a dream" num discurso em que fez uso de frases bíblicas, no qual proferiu o seu sonho de um dia ver brancos e negros juntos. Em 1964 foi aprovada a lei que acabaria com a segregação racial. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1964. A 4 de Abril de 1968 foi morto por um atirador quando estava na varanda de um hotel com alguns acompanhantes. Em 1969 a acusação recairia sobre o branco James Earl Ray, que foi condenado a 99 anos de prisão. O Congresso americano votou a favor de um feriado nacional em sua honra, que começou a ser celebrado a partir de 1986 na terceira segunda-feira de Janeiro.
Martin Luther King. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-04-04]
Obrigado ao Henrique Freitas pela dica...
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
João e o Mar...
João fecha o livro com uma lágrima no canto do olho. Tem 10 anos, adora ler e... nunca viu o mar. Gosta de livros de aventuras, de piratas, de marinheiros. Gosta de Júlio Verne e devorou as "20 000 Léguas Submarinas", sempre sonhou comandar o "Nautilus" e... nunca viu o mar.
João nasceu no meio de uma família pobre no interior de Portugal, num tempo em que as pessoas não podiam falar de tudo. Havia uns senhores de fatos escuros e carros pretos que levavam os homens que ousavam falar de uma coisa a que chamavam "liberdade" e que o João nunca entendera bem o que é. Alguns desses homens, amigos de seu pai, nunca mais tinham voltado à aldeia. João imaginava que teriam partido em busca da "liberdade" de que tanto falavam. Mal sabia o João...
"Avô, o que é a liberdade?"
"Porque é que o Zé da Ti Joana, foi no carro preto e nunca mais voltou? Foi à procura da liberdade?"
Todas estas perguntas ficavam para o João sem resposta. Mas na sua mente o conceito de liberdade estava relacionado com o mar. Porquê? Porque nos livros que lia os marinheiros e os piratas viviam livremente, navegando por mares infinitos ao sabor dos ventos e das correntes.
Mas o João... nunca viu o mar.
"Avô, como é o mar? É azul, é verde? É grande?"
"Avô, o mar não tem fim? Porque não chega o mar aqui à aldeia?"
Tantas perguntas e tão poucas respostas. O avô, homem rude e de poucas falas, é com quem o João mais gosta de estar, depois de sair da escola e enquanto os seus pais não chegam exaustos, do trabalho no campo. João fala muito e o avô fala pouco. Entendem-se, por isso, muito bem.
"João, não faças tantas perguntas e vai dar milho às galinhas e aos patos" - é muitas vezes a resposta do avô.
João é um sonhador, sonha com a "liberdade" que não sabe bem o que é, e sonha com o mar de que falam os livros que o professor Martins lhe empresta. Sim, porque se não fosse o professor Martins, nunca teria lido um livro.
"Senhor professor, como é o mar?"
"É grande? Azul ou verde?"
"O mar, João, o mar tem muitas cores. É azul, é verde, e de ouro ao pôr-de-sol..."
"Um dia vou ver o mar. Vou ser marinheiro e nunca hei-de voltar a terra..."
João cresce, torna-se um homenzinho. Tem jeito para os estudos e fez a quarta classe sem problemas. Com bastante sacrifício dos pais, foi para o liceu na cidade mais próxima e terminou o sétimo ano com distinção. Mas, nunca viu o mar...
Um dia, pouco tempo depois de ter completado 18 anos, chega a sua casa uma "Guia de Marcha". Está na altura de cumprir o seu dever para com a Pátria e partir para o serviço militar. São precisos homens para a Guerra do Ultramar e João é forte e sente vontade de cumprir o seu dever. Mal sabe o João...
Depois de uns meses de tropa, passados quartel de uma cidade próxima da sua aldeia, João recebe a notícia de que terá que partir para o Ultramar. Vai para Angola, mas isso não lhe importa. João tem 18 anos e vai finalmente ver o mar... Que lhe importa a guerra? Não tem medo. Vai ver o mar...
O dia chega. Parte de comboio para Lisboa. Depois a pé para o cais. Vê o rio! É grande, mas não é o mar! O barco. Confusão... Tanta gente. Uns partem, outros ficam... As mãe choram...
João, começa a compreender que há algo naquelas despedidas que não está certo. Sabe que algures nos campos da sua aldeia também a sua mãe chora pela sua partida.
"Uma mãe nunca deveria ter que chorar pelo seu filho" - pensa João enquanto embarca. Fica triste. Tão triste que até se esquece que vai ver o mar.
Ao passar a barra do Tejo o mar surge finalmente. Não é verde nem azul. É cor de chumbo! Chove muito! João chora. Sente saudades de todos e não sabe o que vai encontrar do outro lado do mar, que afinal parece não ser nem verde, nem azul!
Voltou dois anos mais tarde, são e salvo para alegria de todos. Lutou numa guerra estúpida e sem sentido, mas que finalmente tinha acabado. Mudou muito. Tornou-se um homem. Compreendeu quem eram os senhores de fato escuro que andavam nos carros pretos. Compreendeu o que era a liberdade...
Uma coisa, no entanto, não mudou no João. A sua atracção pelo mar, que, embora se lhe tenha apresentado cinzento na primeira vez que o viu, depressa se lhe mostrou de todas as outras cores e com todos os seu encantos.
João vive hoje em Itália. É comandante de um dos maiores navios de cruzeiro do mundo... Vive do mar e para o mar. É feliz! Ainda lê Júlio Verne...
Notícia em Destaque - Baleia azul na Madeira
Lê-se no Diário de Notícias da Madeira que foram avistadas duas baleias azuis nos mares da Região.Parece-me, no entanto, que existe um erro na notícia quando se afirma que "A baleia azul é o maior animal que alguma vez existiu à face da terra". Então e os Dinossauros?
Correcção (4/4/2009): Com um agradecimento à Ana Mendonça, rectifico o meu comentário anterior.
"Quem pensa que o maior animal conhecido na Terra foi algum dinossauro está muito enganado: ele ainda existe e é a baleia-azul (Balaenoptera musculus). É o que informa o biólogo Guilherme Domenichelli, do Zoológico de São Paulo." in http://noticias.terra.com.br
Os cerca de vinte turistas que, anteontem, optaram por uma saída de catamarã, deram, certamente, o tempo como bem empregue, pois tiveram a oportunidade de avistarem duas baleias azuis, uma das espécies mais raras nos mares da Região. Carlos Silva, o 'skipper' do catamarã 'Sea the Best' descreveu ao DIÁRIO a experiência vivida na tarde de anteontem, considerando-a como "a mais empolgante" ao nível dos avistamentos de baleias. "O primeiro avistamento ocorreu por volta das 16.15 horas quando navegávamos a cerca de 4,5 milhas a Sul do Garajau. Fomos alertados para a presença da baleia, pois vimos um enorme sopro, que calculo ter atingido uma altura de 10 metros. Já com os motores parados, ficámos todos muito surpreendidos, pois a baleia começou a aproximar-se do catamarã até a uma distância de cinco metros. Os cerca de 20 turistas a bordo ficaram maravilhados com os avistamentos. Foi fenomenal observar a baleia a mergulhar e vê-la, passados cinco a 10 minutos, regressar à superfície. Ela nadava em círculos e à medida que submergia afastava-se cada vez mais da costa. Devia medir um 27 metros. Depois, na viagem de regresso ao Funchal os turistas ainda tiveram oportunidade de avistar golfinhos, tartarugas e duas baleias comuns", concluiu. Museu da Baleia notificado do avistamento Luís Freitas, director do Museu da Baleia, confirmou ao DIÁRIO os avistamentos de duas baleias azuis nos mares da Madeira. "A chegada ao Museu da Baleia da informação da presença de baleias azuis - "Balaenoptera musculus" - frente ao Garajau, no dia um de Abril, soou-me, inicialmente, a peta, pois são acontecimentos muito raros. Os relatos partiram das embarcações de observação de cetáceos, dando conta do avistamento destes animais a meio da tarde. Sobre estas baleias, de salientar que o primeiro registo desta espécie nas águas da Madeira remonta ao ano 1964 quando foi observada e seguida pelos baleeiros na costa Sul da Madeira. De então para cá as observações da baleia azul têm sido esporádicas, com 2 observações nos últimos 15 anos, a ultima das quais em 2004. O avistamento desta espécie é sempre um acontecimento digno de registo, pois trata-se de uma espécie rara nas águas da Madeira, rara no oceano Atlântico, com uma população estimada em não mais de 500 a 1.000 exemplares. A baleia azul é o maior animal que alguma vez existiu à face da terra, podendo atingir os 30 metros de comprimento (equivalente a um avião Airbus A320) e um peso de 120 toneladas. A observação de duas baleias azuis e duas baleias comuns frente ao Garajau na tarde de ontem, bem como o aumento nos últimos anos do avistamento de outras espécies de baleias e golfinhos são demonstrativos da importância das águas do arquipélago da Madeira para este grupo de animais", disse.
In Diário de Notícias da Madeira
"O Homem Sentimental" - Javier Marías
Li este pequeno livro nas horas de espera nos aeroportos e durante os voos que fiz recentemente."O Homem Sentimental" retrata uma história de amor contada na primeira pessoa por um cantor de ópera, que numa das suas viagens de trabalho se apaixona por uma mulher casada.
A escrita de Javier Marías, não sendo das mais fáceis, não deixa de ser agradável e fluente. A forma como o autor conta a história é interessante, uma vez que tudo se baseia num sonho recente, sobre factos reais vividos pelo cantor uns anos antes. Sonho e realidade confundem-se.
Recomendo...
Marlon Brando
No dia 3 de Abril de 1924, nascia nos Estado Unidos da América, Marlon Brando.Da Infopédia:
Actor norte-americano, nasceu a 3 de Abril de 1924, em Omaha, no Nebraska, e morreu em Los Angeles, a 1 de Julho de 2004. Foi considerado pela revista Billboard em 2001 como "o maior actor do século XX", contribuindo com um estilo muito próprio para a redefinição das regras de Interpretação e de Expressão Dramática. Ao longo da sua carreira, recebeu dois Óscares e oito nomeações. Frequentou a Academia Militar, mas por influência de sua mãe, actriz amadora, decidiu seguir a carreira de intérprete. Partiu para Nova Iorque, onde foi aluno de Stella Adler e de Lee Strasberg. A sua profissionalização deu-se em 1943, quando protagonizou a peça Bobino (1943). Em breve chegou à Broadway onde o seu estilo enérgico e inovador, baseado no Método de Adler, abriu-lhe as portas do cinema, no qual se estrearia interpretando um inválido de guerra em The Men (O Desesperado, 1950). Entre 1951 e 1954, recebeu quatro nomeações sucessivas para o Óscar de Melhor Actor. Primeiro, pelo papel que o celebrizara na Broadway, o do brutal e animalesco Stanley Kowalski em A Streetcar Named Desire (Um Eléctrico Chamado Desejo, 1951). Seguiu-se a recriação do revolucionário mexicano Emiliano Zapata em Viva Zapata! (1952) e a de Marco António em Julius Caesar (Júlio César, 1953). À quarta nomeação seria de vez: o seu retrato de Terry Malloy, um ex-pugilista que tenta combater o poder dum sindicato mafioso que controla os estivadores de Nova Iorque, entrou directamente para a galeria das personagens inesquecíveis do cinema. On the Waterfront (Há Lodo no Cais, 1954) consagrou Brando como actor talentoso e símbolo maior duma geração beat que se afirmava lentamente nos Estados Unidos da América. Após mais uma nomeação para Óscar por Sayonara (1957), Brando substituiu o realizador Stanley Kubrick durante a fase de produção de One-Eyed Jacks (Cinco Anos Depois, 1961), um dos primeiros westerns psicológicos de sempre. Foi o único filme de Brando como realizador que, apesar de ter dividido a crítica. Brando era, contudo, encarado pelos produtores como um actor irascível e excêntrico. A prová-lo, durante as rodagens de Mutiny on the Bounty (Revolta na Bounty, 1962), estão os sucessivos arrufos com o realizador Lewis Milestone e o actor Trevor Howard, para além de injustificados atrasos do actor. O filme veio a ser um desastre comercial, mas foi durante as rodagens que Brando se apaixonou pelo Pacífico Sul, chegando a adquirir uma ilha no Tahiti onde assentaria morada. Nos dez anos seguintes, o actor acumulou uma série de reveses comerciais que empalideceram a sua estrela e a sua imagem junto dos produtores e dos fãs. Foi Francis Ford Coppola quem o libertou do obscurato, fazendo finca-pé junto dos executivos da Paramount que exigiam Edward G.Robinson para o papel de Don Vito Corleone em The Godfather (O Padrinho,1972). Foi durante os castings que Brando impressionou Coppola, colocando lenços de papel na boca para compor a voz arrastada e soturna que ajudou ao sucesso da personagem. Apesar do cachet simbólico que receberia, Brando arrancou aí a mais bem conseguida interpretação da sua carreira, vencendo assim o seu segundo Óscar para Melhor Actor. Na noite de entrega dos Óscares, recusou o prémio devido à discriminação social que os nativos norte-americanos recebiam. Farto do sistema de Hollywood, acedeu ao convite de Bernardo Bertolucci para filmar na Europa. O resultado foi outra interpretação deslumbrante: em Ultimo Tango a Parigi (O Último Tango em Paris, 1973) desempenhou um arquitecto de meia-idade que estabelece uma relação carnal platónica com uma jovem. O mundo rendeu-se à entrega de Brando ao personagem e a sua prestação, repleta de intimismo e carisma, para além de cenas muito ousadas para a época, valeu-lhe nova nomeação para o Óscar de Melhor Actor e um esgotamento nervoso de que demorou dois anos a recompor-se. O envelhecimento de Brando predispô-lo a aceitar novas tipologias de personagens. A sua faceta de vilão no western Missouri Breaks (Duelo no Missouri, 1976) não foi bem recebida pelos seus fãs, o que esteve na origem do fracasso do título. Os produtores de Superman (1978) pagaram-lhe quase 4 milhões de dólares por aparecer em 10 minutos do filme, interpretando o papel de Jor-El, pai do Super-Homem. Em The Formula (A Fórmula, 1980), foi-lhe oferecido novo cachet milionário por um trabalho que se cingiu a três cenas. Entre 1980 e 1989, raramente saiu da sua ilha. O seu apetite voraz conduziu-o a uma obesidade excessiva e numa cerimónia filantrópica, realizada em Nova Iorque em 1987, Brando confessou a uma cadeia televisiva pesar perto de 170 kg. Só regressou ao cinema em 1989 num filme sobre o apartheid, A Dry White Season (Assassinato Sob Custódia). Brando provara que não perdera o seu magnetismo: pelo seu papel de advogado activista dos direitos dos negros, recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário. Em 1990, uma tragédia afectou a sua vida pessoal e fê-lo perder uma parte da sua fortuna pessoal: o seu filho Christian foi condenado a dez anos de prisão por ter apunhalado o namorado da sua meia-irmã Cheyenne que se encontrava grávida. Meses depois do julgamento, Cheyenne suicidou-se. Para combater o desgosto, Brando decidiu refugiar-se no trabalho. Parodia a sua personagem de O Padrinho na comédia The Freshman (Um Caloiro na Máfia, 1990), recria Tomás de Torquemada em Christopher Columbus: the Discovery (Cristóvão Colombo: a Descoberta, 1992), e participa ainda em Don Juan de Marco (1995) e The Island of Dr. Moreau (A Ilha do Doutor Moreau, 1996). Em 2001, apesar dos numerosos problemas de saúde e de conflitos nos sets de filmagem, brilhou em The Score (Sem Saída, 2001), ao lado de Robert de Niro e de Edward Norton. A sua biografia, editada em 1994, intitula-se Canções Que a Minha Mãe Me Ensinou (Brando: Songs My Mother Taught Me).
Marlon Brando. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-04-03]
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Noticia em Destaque - Avião da TAP aterrou de emergência em Luanda
Le-se no Jornal de Noticias:Relações Públicas da TAP desmentem tese de que o avião teria um reactor em chamas. Os passageiros do voo TP252, que deveria aterrar em Lisboa às 15.35 horas, estão todos bem.
O avião está imobilizado na pista enquanto os técnicos da TAP fazem a avaliação dos estragos, após uma aterragem de emergência. "Trabalhamos em várias frentes no sentido de resolver esta situação ", assegurou fonte das RP da TAP.
Argumentando que "a TAP vai encontrar uma solução em breve", as Relações Públicas da transportadora aérea nacional admitem a possibilidade de enviar outra aeronave, caso não seja possível reparar o avião. "Estamos também a trabalhar do ponto de vista operacional", não apenas no da manutenção, na pista.
O voo TP253 tinha aterragem prevista para Lisboa às 15.35 horas. Levantou voo às 7.30 horas, mesma hora em Portugal, e regressou ao estacionamento 25 minutos depois, às 7.55, segundo informações das Relações Públicas da TAP.
O avião, um Airbus, aterrou de emergência, esta manhã, em Luanda, cerca de meia-hora depois de ter levantado. A Lusa, citando fonte da transportadora na capital angolana, avançou com a notícia de que o aparelho teria um reactor em chamas.
“Não houve incêndio nem emergência”, contrapôs António Monteiro, das Relações Públicas (RP) da TAP. Admitindo que “possa ter havido uma chama ou uma faísca”, as RP da TAP consideram “alarmista falar-se em reactor em chamas.
As RP da TAP sustentam que está tudo bem com os 248 passageiros que seguiam a bordo. “Os passageiros tomaram o pequeno-almoço no aeroporto, numa perspectiva optimista, de que a situação se vai resolver em breve e de que será possível retomar a viagem”, explicou.
“Uma ave entrou num reactor e como o avião já tinha descolado o comandante decidiu, por razões de segurança, regressar à pista”, explicou. Um incidente idêntico ao que aconteceu recentemente em Nova Iorque, no caso que ficou conhecido como “Milagre do Rio Hudson”, quando um avião aterrou no rio, depois de um embate com aves. “Infelizmente é uma situação que acontece com frequência em aeroportos de todo o Mundo”, disse António Monteiro.
Foto de Miguel Van Dijk Grilo
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Samuel Morse
No dia 2 de Abril de 1872, morria Samuel Morse.Da Infopédia:
Físico e pintor norte-americano, de nome completo Samuel Tinley Breese Morse, nascido a 27 de Abril de 1791 e falecido a 2 de Abril de 1872. Concebeu o primeiro sistema de telégrafo eléctrico e inventou o código que tem o seu nome, código de Morse, para enviar mensagens por telégrafo. Nasceu em Charlestown, Massachusetts. Cursou na Universidade de Yale e, mais tarde, interessou-se pelo estudo de física e de química, embora a pintura o tenha atraído desde a adolescência. Em 1835, construiu um aparelho que designou "Recording Electric Telegraph" com o qual transmitiu sinais a um quilómetro de distância, mas não os recebia pela mesma linha, efeito que só conseguiu dois anos depois. Só em 1843, conseguiu um subsídio para construir a primeira linha telegráfica. Pelas suas descobertas, foi premiado com numerosas distinções provenientes da maior parte do Mundo.
Samuel Morse. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-04-02]
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Milan Kundera
No dia 1 de Abril de 1929, nasce na República Checa, Milan Kundera.Da Infopédia:
Escritor de origem checa, nasceu a 1 de Abril de 1929, em Brno, tendo-se naturalizado francês em 1981. Fez os seus estudos em Praga e leccionou História do Cinema na Academia de Música e Arte Dramática e no Instituto de Estudos Cinematográficos daquela cidade. Chegou a filiar-se no Partido Comunista do qual, no entanto, acabaria por ser expulso em 1948 por não partilhar das ideias oficiais do partido. Aquando da invasão soviética da Checoslováquia, em 1968, as suas obras foram proibidas e retiradas de circulação, tendo mesmo sido obrigado a exilar-se em França onde deu aulas de Literatura Comparada. Os seus romances, novelas e peças de teatro apresentam-se como variações sobre o tema da solidão do indivíduo face às forças da História. Publicou, entre outros, La Plaisanterie (A Brincadeira, 1967); Risibles Amours (O Livro dos Amores Risíveis, 1969); La Vie est Ailleurs (A Vida Não é Daqui, 1973); La Valse aux Adieux (A Valsa do Adeus, 1976); Le Livre du Rire et de l'Oubli (O Livro do Riso e do Esquecimento, 1979); L'Art du Roman (A Arte do Romance, 1986); l'Insoutenable Légèreté de l'Être (A Insustentável Leveza do Ser, 1987), romance que foi adaptado ao cinema; L'Immortalité (A Imortalidade, 1990); Les Testaments Trahis (Os Testamentos Traídos, 1992); La Lenteur (A Lentidão, 1994); L'Ignorance (A Ignorância, 2000); e Le Rideu (A Cortina, 2005). Pela totalidade da sua obra, foi galardoado em 1981 com o prémio norte-americano Common Wealth Award e em 1985 recebeu o Prémio Jerusalém.
Milan Kundera. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-27]
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