terça-feira, 17 de março de 2009

Notícia em Destaque - Incêndio na Serra da Estrela circunscrito

Todos os anos se repete esta situação. Basta um pouco de calor para que os incêndios comecem em força. Até quando resistirão as nossas florestas?

Lê-se na TSF:

O incêndio florestal que lavra numa zona de mato em Covão de Santa Maria, Gouveia, foi dado como circunscrito pelas 11:03, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.

O incêndio eclodiu cerca das 23:15 de segunda-feira naquela zona da Serra da Estrela e está a ser combatido por 12 viaturas e 84 homens de seis corpos de bombeiros da região, disse a fonte do CDOS.

No local também se encontram uma equipa do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR e duas Equipas da Força Especial de Bombeiros, bem como elementos do Parque Natural da Serra da Estrela, adiantou.

O comandante dos bombeiros voluntários de Gouveia, Carlos Soares referiu que o combate às chamas tem sido dificultado «pelo vento forte, que tem tido rajadas da ordem dos 70 a 80 quilómetros» e pelos difíceis acessos ao local.

A combater as chamas está, também, um helicóptero.

In TSF

Segundas-feiras

As segundas-feiras são sempre dias bons para o Outras Escritas. Ontem foram ultrapassadas pela primeira vez na história deste blogue as 100 visitas diárias (113 para ser mais exacto).

Claro que este número é pequeno quando comparado com os números de outros blogues tidos como "de referência".

De qualquer forma é um número que me deixa contente e me entusiasma a continuar. Obrigado a todos os que visitam o Outras Escritas. Sejam visitantes habituais ou ocasionais.

Obrigado também aos meus fieis comentadores...

Nat King Cole

No dia 17 de Março de 1919 nascia nos Estados Unidos da América, Nat King Cole.

Da Infopédia:

Artista norte-americano, Nathaniel Adams Cole nasceu a 17 de Março 1919, em Montgomery, Alabama, mas cresceu em Chicago, onde recebeu a influência do pianista Earl Hines.
As suas primeiras gravações datam de 1936, com o grupo Eddie Coles Solid Swingers. Em 1937, formou o seu primeiro King Cole Trio, com o guitarrista Oscar Moore e o baixista Wesley Prince. Começaram por tocar instrumentais, com Cole gradualmente a assumir a vocalização de alguns temas. Durante os anos 40, foi fundamentalmente um pianista de jazz, mas, à medida que a confiança nas suas capacidades vocais aumentava, começou a cantar, tendo esta actividade suplantado em termos de popularidade a de pianista nas décadas de 50 e 60.
O tema "Sweet Lorraine" (1940) marcou a sua afirmação como cantor de excepção. O grupo, já com Johnny Miller no lugar de Prince, gravou outros êxitos tais como "Straighten Up And Fly Right" e "Embraceable You". Em 1946, Cole gravou o tema de Mel Torme, "The Christmas Song", tornando-se num sucesso imediato, entretanto suplantado por outro êxito: "Nature Boy", gravado em 1948, e que vendeu mais de um milhão de cópias. Com "Mona Lisa" (1950), Nat King Cole confirmou-se como um exímio cantor de baladas românticas.
Na década de 50, Cole começou a gravar com o acompanhamento de uma grande orquestra.
Do vasto repertório de sucessos, destacam-se "Route 66", "Unforgettable", "Too Young", "Rambling Rose", "Mona Lisa" (galardoado com um Oscar pela inclusão no filme Captain Carey, USA)e "When I Fall In Love"
Os seus álbuns de maior sucesso incluem Two In Love, St. Louis Blues (banda sonora do filme onde foi actor), To Whom It May Concern, Wild Is Love, After Midnight (onde é patente todo o seu virtuosismo como pianista), Love Is The Thing, The Very Thought Of You, Where Did Everyone Go, Let's Face The Music And Dance, Ramblin Rose e Dear Lonely Heart, entre outros.
Foi o primeiro artista negro a ter o seu próprio programa radiofónico, o mesmo sucedendo em televisão, onde, em 1956, "The Nat King Cole Show" constituiu sucesso de audiências.
No cinema, actuou em St. Louis Blues e China Gate.
Cole foi também um artista popular pelas suas gravações em castelhano e português, das quais se destacam "Solamente Una Vez", "Cachicho" ou "Ojos Verdes".
Faleceu a 15 de Fevereiro de 1965.
Natalie Cole (1950- ), uma das suas filhas, é cantora de sucesso.
O legado indelével de Nat King Cole pode ser escutado em diversas compilações e re-edições. As primeiras gravações foram editadas em 1936, com o título Hit That Jive Jack: The Earliest Recordings. Uma nota ainda para outras compilações, como por exemplo, The Grestest Hits (1944) e Jazz Encounters (1945). Em 2003, os temas principais do cantor romântico foram editados com o título The Classic Singles.

Nat King Cole. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-17]

segunda-feira, 16 de março de 2009

Notícias em Destaque - Primeiro leilão on-line de carros começa hoje

Para os interessados...

Lê-se no Económico:

A Arval Portugal, empresa do grupo BNP Paribas, lança hoje a primeira plataforma de venda de carros usados na Internet para particulares.

A Stock2c.com, bem como toda a infra-estrutura de ‘back-office', representa um investimento de meio milhão de euros.

Através do site Stock2c.com, a Arval Portugal vai disponibilizar mais de 200 veículos por leilão, o que equivale a 800 viaturas por mês e cerca de sete mil carros até ao fim do ano. "Os carros pertencem à nossa frota de usados que resulta do aluguer operacional dos clientes da Arval", explica a empresa.

Apesar da crise que assola o sector automóvel, Stephan Beck, administrador delegado da Arval Portugal, disse ao Económico "que esta crise é uma boa oportunidade para lançar novos negócios. Hoje em dia ninguém ganha dinheiro com a venda de carros na Europa, o que importa é não perder. Com esta plataforma vamos conseguir reduzir custos com os carros usados que temos em carteira."

Os leilões têm a duração de uma semana, e se realmente estiver interessado no carro pode fazer uma só oferta e comprar o carro.

A Alval Portugal estima vender 700 veículos este ano.

In Económico

Mauel Cargaleiro

No dia16 de Março de 1927 nascia Manuel Cargaleiro.

Da Infopédia:

Pintor e ceramista português, Manuel Cargaleiro é oriundo da Beira Baixa, onde nasceu em 1927. Inscreveu-se na Faculdade de Ciências de Lisboa e chegou a trabalhar num banco, mas frequentava as aulas livres da Academia de Belas-Artes e o atelier de olaria de José Trindade. Em 1949 participou no I Salão de Cerâmica do SNI, vindo a receber o Prémio Nacional de Cerâmica em 1954, quando foi convidado para leccionar na Escola António Arroio. Como bolseiro do Governo italiano, estuda cerâmica em Faenza, Roma e Florença. Estagia mais tarde na Fábrica de Faiança de Gien, em França, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian. Parte para Paris, vindo a expor igualmente em Tóquio, Turim, Milão, Rio de Janeiro, Lourenço Marques, Luanda, etc. Na sua pintura pode distinguir-se um sentido ornamental e decorativo, a opção pela bidimensionalidade e a negação da profundidade, de tal maneira que o trabalho da tela se confunde com o dos azulejos, na repetição dos quadriláteros, nos azuis, na necessidade de um enquadramento. Nos seus azulejos, impera a espontaneidade da pincelada. Assume-os como obra de arte, datada e assinada. A obra de Cargaleiro representa a extroversão, a luminosidade, o optimismo e a sensualidade do carácter mediterrânico.
Manuel Cargaleiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-16]

domingo, 15 de março de 2009

Maria Stuarda (Donizetti) - Mariella Devia

Vejam o que Mareilla Devia, um soprano italiano já com mais de 60 anos, consegue fazer com a sua voz, na interpretação de Maria Stuarda, ópera trágica de Donizetti.

A idade parece não contar para esta senhora. Considero até que o seu registo grave está melhor que nunca.

Aqui ficam uns exemplos constantes num DVD que adquiri recentemente, com uma récita ocorrida no Teatro alla Scala (Milão) em 2008.





Outros Blogues (XXVII) - O Caderno de Saramago

Já devem ter reparado que terminei já há algum tempo o livro "O Ensaio sobre a Cegueira" do José Saramago.

Vou preparar um pequeno texto sobre o livro e o seu autor que publicarei um dia destes aqui no Outras Escritas.

Hoje gostaria de destacar O Caderno do Saramago, blogue onde o escritor escreve pequenos textos com alguma regularidade.

Mesmo para o que não gostam da escrita de Saramago, penso que o blogue vale a pena uma visita.

Primavera...

Parece que a primavera começa a dar o ar da sua graça por estas paragens.

Está sol, está calor. É bom.

Este bloguísta aprecia esta mudança de estação. Mudam os ares e mudam as disposições. Para melhor, entenda-se.

Fotografia retirada da Internet, sem direitos de autor.

Joaquim de Almeida

No dia 15 de Março de 1957 nascia em Lisboa ao cator Joaquim de Almeida.

Da Inforpédia:
Actor português nascido a 15 de Março de 1957, em Lisboa. Frequentou o Conservatório Nacional de Lisboa mas deixou o País para desenvolver uma carreira feita sobretudo no estrangeiro, em particular nos Estados Unidos da América. Os seus primeiros tempos foram difíceis, tendo exercido diversas profissões, entre elas, empregado de mesa. Fez teatro amador e conseguiu uma figuração em The Soldier (O Soldado, 1982), filme que se traduziu na sua estreia cinematográfica. Frequentou diversos workshops, onde privou com Lee Strasberg e Nicholas Ray. Após um pequeno papel em The Honorary Consul (O Cônsul Honorário, 1983), em que contracenou com Michael Caine e Richard Gere, filmou a co-produção italo-americana Good Morning, Babylon (Bom Dia, Babilónia, 1987), realizada pelos Irmãos Taviani e que relata os primórdios do cinema, nomeadamente as rodagens de Intolerance (Intolerância, 1916), de D.W. Griffith. De regresso a Portugal, participou em Repórter X (1987) de José Nascimento. Após alguns trabalhos em França e Itália, voltou a Portugal para filmar Amor e Dedinhos do Pé (1991), de Luís Filipe Rocha, e Aqui D'El-Rei (1992), de António Pedro Vasconcelos. Iniciou então a sua melhor fase, participando em El Rey Pasmado (O Rei Pasmado,1992), baseado no romance de Gonzalo Torrente Ballester, e em títulos bem sucedidos de Hollywood, como Clear And Present Danger (Perigo Imediato, 1994), ao lado de Harrison Ford, Only You (Só Tu, 1994), onde contracenou com Marisa Tomei e Robert Downey Jr, e Desperado (1995), no papel de vilão, ao lado de Antonio Banderas. Participou também em êxitos do cinema nacional como Adão e Eva (1995), Tentação (1997), Inferno (1999) e Capitães de Abril (2000). Continuou a marcar presença constante em produções internacionais, como o filme brasileiro O Xangô de Baker Street (2001), onde foi Sherlock Holmes, e Behind Enemy Lines (Atrás das Linhas do Inimigo, 2001), onde contracenou com primeiras figuras de Hollywood, como Gene Hackman e Owen Wilson. Posteriormente, foi actor convidado das premiadas séries televisivas The West Wing (Os Homens do Presidente, 1999-2004) e em episódios da 3.ª série de 24 (2001-2004).

Joaquim de Almeida. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-15]

sábado, 14 de março de 2009

As Memórias que Nunca se Apagam


Como já tinha referido aqui no Outras Escritas, ontem estive presenta na estreia da curta-metragem "As Memórias que Nunca se Apagam" realizada por Dinarte Freitas e Eduardo Costa e com banda sonora de Jorge Salgueiro.

Foi realmente uma noite agradável a que se viveu no Centro de Congressos do Casino da Madeira ontem.

Antes do início do filme tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o maestro Jorge Salgueiro e comentar-lhe um pouco a sua obra "Ensaio Sobre a Cegueira, um Requiem pela Humanidade", que o próprio me enviou em CD recentemente.

O filme surpreendeu pela positiva. A história, que retrata um amor impossível na Madeira dos anos 30 do século passado, é consistente e interessante. Gostei particularmente da utilização do preto e branco como forma de acentuar as memórias de um passado distante.

A banda sonora de Jorge Salgueiro pareceu-me bastante bem, nomeadamente pela sua inspiração em temas tradicionais da Madeira.

No final, gostei de ver referido o nome do meu amigo Tony Silva, falecido no ano passado, e justamente homenageado pela Eduardo Costa Produções, empresa onde trabalhava como operador de câmara.

Momento especial da noite foi a interpretação de Vânia Fernandes do tema central do filme.

O filme não vai já para as salas de cinema, uma vez que participará em vários festivais internacionais.

Uma nota final, apenas para referir que, em conversa com os amigos que me acompanharam, chegámos à conclusão que o final do filme poderia ter sido um pouco mais emotivo.

Livros...

Mais uma passagem pelaBertrand.

Karl Marx

No dia 14 de Março de 1883, morria em Berlim, Karl Marx.

Da Infopédia:

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais directa, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar. O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a concepção dinâmica da realidade e os princípios da dialéctica, reinterpretando-os à luz de uma concepção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstracto, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias ópticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar». Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico , segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas , estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes. A história das sociedades é encarada como um longo processo dialéctico em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado , através da abolição da propriedade privada e da colectivização dos meios de produção , suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes . Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um factor de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida. Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objectivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

Karl Marx. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-14]

sexta-feira, 13 de março de 2009

Notícia em Destaque - 'As Memórias que Nunca se apagam' é exibido às 21h30, no Centro de Congressos

No Diário de Notícias da Madeira:

Depois um longo e moroso processo, o filme 'As Memórias Que Nunca se Apagam' chega esta noite ao público, num formato de curta-metragem. A 'premier' da produção madeirense foi marcada para as 21h30, no Centro de Congressos da Madeira, com direito a carpete vermelha. Sofia Gouveia, Tânia Freitas, Margarida Gonçalves, Gilberto Rosa, Bruno Olim e Fernando Melo são os actores principais da produção, escrita por Dinarte Freitas e realizada por este e por Eduardo Costa. Ao DIÁRIO, o primeiro realizador confessou que não esperava que fosse tão difícil concretizar o sonho. Mafalda Matos, actriz que participou em 'Morangos com Açúcar', e Vânia Fernandes, a voz de 'Tudo me Dobra Pena', também se juntam à apresentação pública do trabalho. O tema principal do filme tem assinatura de Jorge Salgueiro. A cerimónia é apenas para convidados, sendo esperado um auditório cheio para assistir à história de um amor nascido em 1936 em São Jorge, que foi adiado pelos ódios entre as famílias e pela emigração, e que, setenta anos depois, ainda tem de lutar contra os preconceitos de uma sociedade fechada que não aceita o amor entre dois seres na velhice. O filme mostra a Madeira de outros tempos e a actual. Pode acompanhar um excerto de mesmo em http://www.youtube.com/watch?v=kGm6m-If85s.

In Diário de Notícias da Madeira

Hoje estou mais feliz...


Acabei de receber o livro que a a minha amiga Reflexos publicou em co-autoria com os escritores da Fábrica de Histórias.

Já tinha expressado aqui no Outras Escritas, o meu contentamento pela realização de um sonho que conheço na Reflexos desde sempre.

Receber o livro como oferta da própria e com uma dedicatória deliciosa, foi a cereja em cima do bolo.

Como sempre digo "Quando os amigos vencem, nós vencemos também".

Parabéns à nova escritora...

Bidu Sayão

No dia 13 de Março de 1999 morria nos Estado Unidos a soprano Brasileira, Bidu Sayão.

Da Wikipédia:

Biografia

Bidu Sayão (nascida em 1906) começou estudando canto com Elena Teodorini, uma romena que então vivia no Brasil, e que a levou para a Romênia, onde ela continuou seus estudos. Mais tarde foi para Nice na França onde foi aluna de Jean de Reszke, um tenor polonês que ajudou a consolidar sua técnica vocal. Bidu Sayão estreou em 1926 no Teatro Costanzi de Roma, no papel de Rosina em O Barbeiro de Sevilha de Rossini. Sua estréia no Metropolitan Opera House de Nova Iorque se deu em 1937 no papel de Manon na ópera de Massenet. Foi parte do elenco do Metropolitan durante muitos anos. Arturo Toscanini era seu admirador, referindo-se a ela como la piccola brasiliana. Em fevereiro de 1938 cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Roosevelt lhe ofereceu a cidadania estadunidense, mas ela recusou na hora. De acordo com a mesma, "no Brasil eu nasci e no Brasil morrerei". Entretanto ela morreu de pneumonia nos Estados Unidos em 1999, antes de completar 97 anos, sem realizar um de seus desejos: rever a Baia de Guanabara. Havia uma viagem agendada para este propósito no ano de seu centenário, mas a soprano faleceu antes disso. Ao morrer morava na cidade de Lincolnsville, no estado americano do Maine, onde residiu grande parte de sua vida.

[editar] Decepção

Consta que Bidu Sayão se apresentou pela última vez no Rio de Janeiro em 1937, bem antes do término de sua carreira, porque ali foi vaiada durante a apresentação ao cantar Pelléas et Mélisande no Municipal do Rio. Diz-se que a vaia teria sido organizada pela claque da meio-soprano Gabriella Besanzoni Lage, cujo sucesso na Carmen eles não desejavam que fosse empanado pela carioca que vinha dos Estados Unidos coberta de louros. Entretanto neste mesmo ano, 1937, arrebatou a platéia do Metropolitan de Nova Iorque com a sua interpretação da Manon de Jules Massenet. O país onde nasceu não soube entender aquilo que o país que a acolheu recebeu com entusiasmo, e a amargura desse fato talvez só tenha sido abrandada na comovente homenagem que no Brasil recebeu em 1995.

[editar] Graça e Delicadeza

Além da baixa estatura, Bidu Sayão tinha uma voz que a tornava mais adequada para os papéis femininos mais delicados e graciosos. Entre os papéis nos quais ela mais se destacou, podemos mencionar Mimì em La Bohème de Puccini, Susanna em As Bodas de Fígaro de Mozart, Zerlina em Don Giovanni, Violetta em La Traviata de Verdi, Gilda em Rigoletto, Zerbinetta em Ariadne auf Naxos de Richard Strauss, e os papéis femininos principais em Roméo et Juliette de GounodPelléas et Mélisande, a única ópera de Debussy. e

[editar] Reencontro e Reconhecimento

Bidú Sayão foi homenageada pela Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis em 1995,emocionando o público presente na avenida,ela veio no último carro alegórico O CISNE NEGRO,visivelmente emocionada,sentada num trono cuidadosamente preparado para ela.Quem viu não esquecerá jamais,um dos momentos mais emocionantes já visto na Marquês de Sapucaí.

[editar] Discografia

quinta-feira, 12 de março de 2009

Fotografia

Interior do Palau de les Arts - Valência

Terminal 4 do Aeroporto de Madrid-Barajas

Cinema - As Memórias que Nunca se Apagam

Estreia amanhã no Centro de Congressos da Madeira (Casino) a curta-metragem "As Memórias que Nunca se Apagam" com realização de Eduardo Costa e Dinarte Freitas e banda sonora de Jorge Salgueiro.

Gostaria de agradecer ao Jorge Salgueiro o convite que me fez para estar presente na estreia.

Aqui fica uma notícia com mais detalhes sobre o filme e a cerimónia de estreia publicada no Diário de Notícias da Madeira:
Mais de dois anos depois de muito trabalho, alguns contratempos e alteração do projecto inicial, o filme 'As Memórias que Nunca se Apagam' estreia, com direito a carpete vermelha e com o desejo de conquistar outros palcos. A curta-metragem, prevista para ser longa e entretanto reduzida pela falta de verbas, é apresentada a 13 de Março, pelas 21h30, no auditório do Centro de Congressos da Madeira (Casino), tendo como convidada a actriz Mafalda Matos ('Morangos com Açúcar'). Para a equipa, a estreia é a concretização de um desejo e uma tentativa de sensibilizar o público e patrocinadores para a qualidade do projecto, liderado pelos realizadores Eduardo Costa e Dinarte Freitas. Este último, também actor, pretende que a cerimónia, apenas para convidados, tenha alguma dimensão. Para tal, conta com a colaboração de Fernanda Nóbrega e Hugo Santos, dois estilistas madeirenses que, ao estilo de Hollywood, vão vestir as actrizes, Sofia Gouveia, Tânia Freitas e Margarida Gonçalves. O elenco é composto ainda por Gilberto Rosa, Bruno Olim e Fernando Melo, entre outros. Está prevista ainda a presença de Vânia Fernandes, que empresta a voz ao tema principal 'Tudo me Dobra Pena', na Sala do Centro de Congressos, cedida gratuitamente pelo Grupo Pestana, e do actor Virgílio Teixeira, uma participação especial na película madeirense. O filme de 30 minutos conta a história de um amor proibido entre João e Maria, dois jovens madeirenses de famílias rivais que se apaixonam na década de 30, são separados e reencontram-se muitos anos depois. A cerimónia começa com uma apresentação, em género de introdução ao projecto. Segue-se a projecção para a plateia, estimada em cerca de 600 convidados. Dinarte Freitas garante ainda uma surpresa no final. Um percurso difícil Trabalhar em cinema na Região não se tem afigurado uma tarefa fácil para a equipa de 'As Memórias que Nunca se Apagam'. A falta de meios tem sido o principal problema e embora tenham contado com muita boa vontade, sobretudo por parte de actores e colaboradores, os milagres não acontecem. Confrontados com a falta de apoios, tiveram de reduzir na duração do filme. Mesmo assim foi preciso um empurrão do programa da Direcção de Juventude 'Juventude em Acção' para concretizar a versão reduzida. As filmagens começaram em Junho de 2007. Nesse mesmo ano passaram a curta-metragem para não desistir do projecto. A transposição para película foi um dos custos mais elevados. Em declarações ao DIÁRIO, em Novembro de 2007, referiam que o processo custava 400 euros por cada minuto de filme. No entanto, a aposta era fundamental, pois é condição necessária para concorrer aos festivais internacionais. O Short Film Corner, um espaço para as curtas-metragens organizado pelo Festival de Cannes, é primeiro alvo. Dinarte Freitas adiantou que vão submeter o filme à apreciação do júri. O evento aceita até 850 trabalhos. Os madeirenses esperam poder entrar neste número já este ano. Longa não esquecida "Eu sonhei e aconteceu... não poderia ter sido possível sem os apoios que tivemos, não apenas financeiros, até de muitos particulares", reconheceu o realizador e autor do guião, que acalenta o desejo de um dia mais tarde vir a fazer 'As Memórias que Nunca se Apagam' na sua verdadeira dimensão.

Notícia em Destaque - Governo limita taxas a cobrar pelos bancos

Lê-se no Diário de Notícias:

O Conselho de Ministros aprovou ontem a criação de um tecto máximo para as taxas dos contratos de crédito ao consumo e a obrigatoriedade de as empresas de crédito avaliarem a capacidade de endividamento dos consumidores.

O novo regime dos contratos de crédito ao consumo de valor superior a 200 euros e inferior a 75 mil euros carece agora de aprovação pela Assembleia da República, e é uma das várias medidas anunciadas pelo executivo para assinalar o Dia Mundial dos Direitos dos Consumidores que se comemora no domingo. "O objectivo é combater o sobreendividamento", afirmou o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro.

A taxa máxima vai ser definida pelo Banco de Portugal, segundo o governante, que esclareceu que esta instituição vai definir o conceito de "usura" para impedir a cobrança ilícita de juros. "Procurámos definir uma fórmula para o que é a usura e o Banco de Portugal, em função de um histórico, vai definir a taxa máxima para o trimestre seguinte", adiantou o governante.

O estabelecimento destas taxas máximas já foi também imposto para o crédito à habitação, com o mesmo objectivo de travar o endividamento das famílias, e vai ter reflexos no mercado tendo em conta que as taxas de juro chegam a ultrapassar os 20% nos cartões de crédito ao consumo. Para assegurar que o endividamento do consumidor não ponha em causa a sua capacidade de cumprir o contrato de crédito, o governo estabeleceu neste novo regime o dever da entidade credora avaliar a solvabilidade do consumidor antes da celebração de contratos de crédito ao consumo. Passa, assim, a ser obrigatória a consulta, pelas empresas de crédito, ao Banco Portugal da listagem sobre o risco de incumprimento dos devedores.


In Diário de Notícias

L'assedio di Corinto - Beverly Sills

Como já referi aqui no outras escritas, adquiri recentemente uma gravação de uma récita da ópera L'assedio di Corinto (em português "O cerco a corinto") de Rossini. Na minha opinião esta é um das melhores óperas sérias do compositor sendo, no entanto, muito pouco apresentada nas temporadas líricas actuais.

Já apresentei um excerto desta ópera aqui no Outras Escritas interpretado pelo soprano Beverly Sills.

A gravação que adquiri é de uma récita ocorrida no Teatro alla Scala (Milão) a 14 de Abril de 1969. Também desta vez a personagem de Pamira foi interpretada por Beverly Sills.

Deixo-vos um vídeo com a interpretação de Sills da ária "Giusto ciel" precisamente nesta récita do Taetro alla Scala. Considero que esta é uma das melodias mais belas que alguma vez ouvi.

Percam cinco minutos do vosso tempo. Não se arrependerão.




Outros momentos altos desta récita serão brevemente apresentados aqui no Outras Escritas.

Raul Brandão

No dia 12 de Março de1867 nascia no Porto, Raul Brandão.

Da Infopédia:

Prosador, ficcionista, dramaturgo e pintor, oriundo da Foz do Douro, no Porto, nasceu a 12 de Março de 1867, mas viveu parte da sua vida em Lisboa, onde veio a falecer a 5 de Dezembro de 1930. Descendente de homens do mar, a sua infância foi marcada pela paisagem física e humana da zona piscatória da Foz do Douro. Ainda no Porto, conviveu com os jovens escritores António de Oliveira, António Nobre e Justino de Montalvão com quem, em 1892, subscreveu o manifesto Nefelibatas. Iniciou a sua carreira literária em 1890 com Impressões e Paisagens. Frequentou o curso superior de Letras, mas ingressou na carreira militar. Colocado em Guimarães, retirou-se para a Casa do Alto, quinta próxima de Guimarães, local de produção da maior parte da sua obra literária, alternando o isolamento nortenho com estadias em Lisboa, onde desenvolveu paralelamente uma actividade jornalística, tendo colaborado em publicações como o Imparcial, Correio da Noite, Correio da Manhã e O Dia. Nestes últimos, é constante o seu debruçar sobre o terrível drama da condição humana, perpassado pelo sofrimento, a angústia, o mistério e a morte. São também constantes as referências aos ofendidos e humilhados, face visível da expressão humana que é um dos motivos mais regulares na sua obra. Ao longo de uma obra multifacetada, Raul Brandão viria a ser um dos escritores que, a par de Fernando Pessoa, mais influíram na evolução da literatura portuguesa do século XX, sendo eleito figura tutelar não apenas de gerações suas contemporâneas, como o grupo reunido em torno de Seara Nova, ou o chamado grupo da Biblioteca Nacional (Jaime Cortesão, Raul Proença, Aquilino Ribeiro, Câmara Reis), como de gerações posteriores para as quais a redescoberta da obra de Raul Brandão serviu de esteiro para o reformular de estruturas novelísticas tradicionais. Esse processo de ruptura que se enceta com A Farsa, romance que dá a voz à personagem Candidinha, um ser marginalizado pela sociedade em quem, sob a farsa da submissão, se condensa um discurso de ódio, de inveja e de maldade, culminaria em obras-primas como Os Pobres e Húmus. Dificilmente qualificáveis como romances, estas duas obras, aproximando-se de caracteres da escrita poética e filosófica, colocam em causa os modos de representação do real para se afirmar como uma meditação sobre a metafísica da dor e sobre o absurdo da condição humana, dentro da qual as coordenadas de tempo, espaço, intriga ou personagens, apenas esboçadas, servem de cenário universal e abstracto para o drama secular da luta do homem entre o sonho e a desgraça. Conjugando a influência de Dostoievski, com o simbolismo e com um sentido de modernismo, registado em processos como a fragmentação do eu [nas duas obras acima enunciadas, o eu tenta opor-se à voz de um alter-ego, o filósofo Gabiru, cujo discurso, também na primeira pessoa, é esboçado nos "papéis do Gabiru" (Húmus) ou na "filosofia do Gabiru" (Os Pobres)], Raul Brandão inaugura uma forma de escrita romanesca que, rompendo com a linearidade do tempo e da sintaxe narrativa, se desenvolve de forma circular em torno de símbolos e palavras-chave como árvore, sonho, dor, espanto, morte. Entre a redacção e a publicação de Os Pobres (1906) e Húmus (1917), Raul Brandão publicou os romances históricos El-Rei Junot (1912), A Conspiração de 1817 (1914, reeditado, em 1917, com o título: 1817 - A Conspiração de Gomes Freire) e O Cerco do Porto, pelo coronel Owen (1915), obras que, tendo por objecto as convulsões do início do século XIX, se até certo ponto divergem da obra ficcional do autor pela exigência de rigor no tratamento da matéria histórica, revelam também uma tendência para envolver os conteúdos de um sentido universalizante anunciado desde a introdução a El-Rei Junot, quando afirma, numa reflexão metafísica que poderia ser colocada na boca do Gabiru, que "A história é dor, a verdadeira história é a dos gritos. [...] O Homem tem atrás de si uma infindável cadeia de mortos a impeli-lo, e todos os gritos que se soltaram no mundo desde tempos imemoriais se lhe repercutem na alma. - É essa a história: o que sofreste, o que sonhaste há milhares de anos, tacteou, veio, confundido no mistério, explodir nesta boca amarga, neste gesto de cólera...". Em conexão ainda com a obra de ficcionista, Raul Brandão publicou três volumes de Memórias (vol. I, 1923; vol. II, 1925; vol. III, 1933) onde evoca episódios, figuras, boatos, chistes políticos e sociais; e apresenta um testemunho directo sobre acontecimentos históricos. No prefácio ao primeiro desses volumes memorialísticos, a comprovar que as fronteiras entre os vários géneros cultivados por Raul Brandão têm contornos diluídos, a voz do autor torna-se, pela mesma angústia metafísica, indistinta da das suas personagens ficcionais, ao afirmar que "O Homem é tanto melhor quanto maior quinhão de sonho lhe coube em sorte. De dor também", ao constatar a inutilidade da vida ("Agarro-me a um sonho; desfaz-se-me nas mãos; agarro-me a uma mentira e sempre a mesma voz me repete: - É inútil! Inútil!"), ao concluir que " Deus, a vida, os grandes problemas, não são os filósofos que os resolvem, são os pobres vivendo. O resto é engenho e mais nada. As coisas belas reduzem-se a meia dúzia: o tecto que me cobre, o lume que me aquece, o pão que como, a estopa e a luz. / Detesto a acção. A acção mete-me medo. De dia podo as minhas árvores, à noite, sonho. Sinto Deus - toco-o. Deus é muito mais simples do que imaginas. Rodeia-me - não o sei explicar. Terra, mortos, uma poeira de mortos que se ergue em tempestades, e esta mão que me prende e me sustenta e que tanta força tem... [...] Teimo: há uma acção interior, a dos mortos, há uma acção exterior, a da alma. A inteligência é exterior e universal e faz-nos vibrar a todos duma maneira diferente. Destas duas acções resulta o conflito trágico da vida. O homem agita-se, debate-se, declama, imaginando que constrói e se impõe - mas é impelido pela alma universal, na meia dúzia de coisas essenciais à vida, ou obedece apenas ao impulso incessante dos mortos." (Memórias, vol. I, Lisboa, Perspectivas e Realidades, s/d, p. 14). Raul Brandão é ainda autor de várias peças de teatro, onde temática ou formalmente subverte as expectativas da recepção dramática do início do século XIX, em peças como O Gebo e a Sombra, O Rei Imaginário, O Doido e a Morte, Eu Sou um Homem de Bem ou O Avejão. Bibliografia: Impressões e Paisagens, Porto, 1880; História Dum Palhaço: A Vida e o Diário de K. Maurício, Lisboa 1986; A Farsa, Lisboa, 1903; Os Pobres, Lisboa, 1906; Húmus, 1917; A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore, Lisboa, 1926; O Pobre de Pedir, Lisboa, 1931; O Gebo e a Sombra, O rei Imaginário, O Doido e a Morte, Porto, 1923; Jesus Cristo em Lisboa, Lisboa, 1927; O Avejão, Lisboa, 1929; Os Pescadores, Lisboa, 1923; Ilhas Desconhecidas, Lisboa, 1926; Portugal Pequenino, Lisboa, 1930; Correspondência Completa entre Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes, Lisboa, 1995; El-Rei Junot, Lisboa, 1912; A Conspiração de 1817, Porto, 1914; Memórias, 1.º vol., Porto, 1919; Memórias, 2.º vol., Lisboa, 1925; Memórias - Vale de Josafat, 3.º vol., Lisboa, 1933

Raul Brandão. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-12]