sábado, 21 de fevereiro de 2009

Margot Fonteyn

No dia 21 de Fevereiro de 1991 morria a bailarina Margot Fonteyn.

Da Infopédia:

Bailarina britânica, nasceu em 1919, em Reigate, no Surrey, com o nome de Margaret Hookam, e morreu em 1991, vitimada por um cancro. Ainda na infância, foi viver para a China com os pais, mas a família regressou a Inglaterra quando ela tinha 14 anos. Em Londres estudou com a professora de dança russa Seraphima Astafieva. Ainda com 14 anos, fez audições para a companhia de ballet Vic-Wells, tendo sido aceite. A estreia ocorreu em 1934 quando representou um floco de neve no bailado O Quebra-Nozes. O primeiro solo aconteceu quando interpretou a jovem Treginnis em The Haunted Ballroom. Com apenas 16 anos, era já uma bailarina conceituada e foi a escolhida para substituir a primeira bailarina da companhia, Alicia Markova. Até aos 20 anos, protagonizou Aurora, Giselle e Odette/Odile e começou também a trabalhar com o coreógrafo Frederick Ashton, com quem viria a manter uma longa relação de trabalho. A princípio Margot e Ashton não se entendiam, mas com o passar do tempo formaram uma dupla notável, que durou mais de 25 anos e resultou em excelentes trabalhos. Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, a companhia de Margot tornou-se itinerante, situação que terminou em 1945 quando se instalaram definitivamente em Convent Garden, em Londres. Na noite de abertura, Margot Fonteyn deslumbrou a plateia com a sua representação de A Bela Adormecida. Seguiram-se os bailados Variações Sinfónicas e Cinderela. Três anos depois, definitivamente com o estatuto de primeira bailarina, Fonteyn triunfou em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Na década de 50, continuou a sua carreira brilhante e, em 1954, passou a presidir à Academia Real de Bailado. Em 1956, foi nomeada Dama do Império Britânico e casou com um embaixador do Panamá, tendo de se dividir entre o bailado e a vida de esposa de um diplomata. Em 1960, começou a ser falada a possibilidade de Margot se retirar da dança, mas, no ano seguinte, fez dupla com o bailarino soviético Rudolf Nureyev para interpretarGiselle em Londres. O espectáculo foi muito apreciado e nasceu então a mais famosa dupla da história do ballet. A diferença de idades (Nureyev era mais novo que Fonteyn quase vinte anos) criou alguma tensão entre ambos, agravada pela diferença de temperamento dos dois. Mas essas distâncias não se notavam em palco e a bailarina inglesa prolongou a sua carreira para além de 1970, sempre ao lado de Nureyev. No início da década de 70, Margot Fonteyn retirou-se da dança e foi viver para junto do marido no Panamá. Em 1979, o Royal Ballet (antigo Vic-Wells Ballet) distinguiu Margot Fonteyn com o título de prima ballerina assoluta.
Margot Fonteyn. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-21]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Já Não se Escrevem Cartas de Amor - Mário Zambujal

Tive que passar, hoje, quase 5 horas no aeroporto de Madrid, no regresso de uma viagem por Espanha que misturou lazer e trabalho e durou quase uma semana.

É bom voltar a casa depois de algum tempo de ausência, se bem que uma outra viagem por Espanha já se aproxima.

Aproveitei estas horas para ler o último livro de Mário Sambujal de nome "Já Não se Escrevem Cartas de Amor". Que o livro era bom, eu já sabia! A escrita do Zambujal é de referência, e livros como "Crónica dos Bons Malandros" e "Histórias do Fim da Rua" são indispensáveis.

Em "Já Não se Escrevem Cartas de Amor", o autor retrata de forma magistral a Lisboa boémia do anos 50. Uma história de amor é contada por Duarte que, numa noite de tempestade enquanto espera com alguma ansiedade a chegada de sua mulher, relembra a sua juventude, os seus relacionamentos amorosos e a forma como conheceu e se apaixounou por ela na Lisboa dos anos 50.

Recomendo vivamente...

Vitorino Nemésio

No dia 20 de Fevereiro de 1978, morre o escritor Vitorino Nemésio.

Da Infopédia:

Poeta, ficcionista, ensaísta, cronista e crítico literário português, Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva nasceu a 19 de Dezembro de 1901, na Ilha Terceira, nos Açores, e faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa. Entre 1911 e 1912, Vitorino Nemésio frequentou o liceu de Angra, onde cedo manifestou a sua vocação de poeta e prosador, estreando-se com o livro de versos Canto Matinal, em 1916. Em 1919, após um desaire escolar, iniciou o serviço militar como voluntário, partindo para o continente. Do ano seguinte data a peça em um acto Amor de Nunca Mais e a poesia de A Fala das Quatro Flores. Em 1921, em Lisboa, iniciou-se na actividade jornalística, na redacção de A Pátria, a Imprensa de Lisboa e Última Hora. Em 1922, concluiu os estudos liceais em Coimbra e matriculou-se na Faculdade de Direito, onde, como revisor da Imprensa da Universidade, publicou o poema Nave Etérea. Transitará para o curso de Ciências Geográficas e, posteriormente, para Filologia Românica. Colaborou na fundação de Tríptico, em Seara Nova e na Presença. Correspondeu-se com Unamuno. Em 1934, doutorou-se com uma tese subordinada ao título A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio. Como leitor de Português na Universidade de Montpellier, conviveu com Marcel Bataillon, Robert Ricard, Pierre Hourcade, e iniciou correspondência com Valéry Larbaud. Publicou, em 1936, em francês, La Voyelle Promise e, em 1936, concorreu ao cargo de professor auxiliar da Faculdade de Letras de Lisboa, com uma tese intitulada Relações Francesas do Romantismo Português. Em 1937, fundou, com Alberto Serpa, a Revista de Portugal, uma revista ecléctica, atenta à actualidade filosófica e literária europeia. Como docente universitário, estagiou em França, na Bélgica, no Brasil, em Espanha, na Holanda, sendo distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Montpellier e de Ceará. De 1938, data da publicação de O Bicho Harmonioso, a 1976, data de Sapateia Açoriana, desenvolveu uma intensa actividade poética que se afirma pela novidade relativamente ao cânone presencista, explorando as dimensões simbólica e imagética da linguagem, saboreada na sua materialidade, comedindo qualquer confessionalismo por um distanciamento irónico ou objectivo, características aliás recorrentes na sua obra ficcional, que, embora se enquadre nos moldes realistas pela linearidade do tempo e pelo poder de representação de espaços sociais, se complexifica pela rede de imagens de alcance simbólico que a entretecem. "Inclassificável" (cf. LOURENÇO, Eduardo - O Canto do Signo, p. 73) como crítico e como autor, Vitorino Nemésio manteve-se equidistante dos grupos que disputaram o espaço literário ao longo da primeira metade do século XX, e, embora reflectindo na poesia e na prosa vertentes estéticas contemporâneas como o imagismo, o surrealismo, o existencialismo, manteve-se fiel à consciência de que a criação resulta, não de dogmas, mas de uma pluralidade que integra, como a existência, a contradição, o imprevisto, a renovação: "Não estaremos aqui todos para escrever do mais íntimo da vida, matar esta sede de expressão e de confidências que nos faz levantar todos os dias cedo no meio do deserto e ver água onde, na maior parte dos casos, nada mais há que a triste e fátua projecção dessa íntima secura?" (cit. in MOURÃO-FERREIRA, David - Sob o Mesmo Tecto, Presença, Lisboa, 1989). De entre as suas obras, são de destacar Festa Redonda (1950), Nem Toda a Noite a Vida (1952), O Pão e a Culpa (1955), O Verbo e a Morte (1959), O Cavalo Encantado (1963), Canto da Véspera (1966), e ainda o romance Mau Tempo no Canal (1944), que serviu de base para uma série realizada para a RTP Açores, por José Medeiros, apresentada, posteriormente, noutros canais. Em 1966, Vitorino Nemésio recebeu o Prémio Nacional de Literatura. Bibliografia: Nave Etérea: em Memória do Descobrimento Celeste para o Brasil, Coimbra, 1922; Paço do Milhafre, Coimbra, 1924; Varanda de Pilatos, s/l, 1926; Sob os Signos de Agora: Temas Portugueses e Brasileiros, Coimbra, 1932; Exilados, 1928-1832: História Sentimental e Política do Liberalismo na Emigração, Lisboa, s/d; Destino de Gomes Leal, Lisboa, s/d; A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio, Lisboa, 1934; La Voyelle Promise, s/l, 1935; Relações Francesas do Romantismo Português, 1936; Isabel de Aragão, Coimbra, 1936; A Casa Fechada, Coimbra, 1937; O Bicho Harmonioso, Coimbra, 1938; Études Portugaises: le Symbolisme, Lisboa, 1938; Eu, Comovido a Oeste, s/l, 1940; Mau Tempo no Canal, Lisboa, 1944; Ondas Médias, Lisboa, 1945; Festa Redonda, s/l, 1949; O Mistério do Paço do Milhafre, 1949; A Poesia dos Trovadores: séculos XII-XV, Lisboa, 1950; Nem Toda a Noite a Vida, Lisboa, 1952; O Campo de S. Paulo, A Companhia de Jesus e o Plano Português no Brasil, Lisboa, 1954; O Pão e a Culpa, Lisboa, 1955; Corsário das Ilhas, Lisboa, 1956; O Retrato do Semeador, Lisboa, 1958; Jornal do Observador, Lisboa, 1958; Vida e Obra do Infante D. Henrique, Lisboa, 1959; O Verbo e a Morte, Lisboa, 1959; O Cavalo Encantado, Lisboa, 1963; Canto da Véspera, 1966; Vesperais, 1968; Quatro Prisões Debaixo de Armas e Outras Histórias, Lisboa, 1971; Poemas Brasileiros, Amadora, 1972; Limite de Idade, Lisboa, 1972; Sapateia Açoriana, Andamento Holandês e Outros Poemas, Lisboa, 1976; Portugal: A Terra e o Homem, Lisboa, 1978; Poesias Vitorino Nemésio (antologia), Lisboa, 1983; Quase Que Os Vi Viver, Venda Nova, 1985; Poesia, 1935-1940, Venda Nova, 1986

Vitorino Nemésio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-13]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Saragoça "by night"



Algumas fotografias captadas sem tripé na Praça da Catedral da N. Srª do Pilar em Saragoça.

Nicolau Copérnico

No dia 19 de Fevereiro de 1473 nasceu Nicolau Copérnico.

Da Infopédia:

Astrónomo polaco, nasceu em 1473, em Torun (Polónia), e morreu em 1543, em Frauenburg, tendo criado nesta cidade um observatório astronómico (denominado Curia Copernica). Era filho de um abastado mercador e estudou matemática e astronomia com Brudzewo na Universidade de Cracóvia. Depois destes estudos foi para Itália, onde leccionou matemática entre os anos de 1496 e de 1501 em Bolonha e em Roma. Em 1504 doutorou-se em medicina em Ferrara, tendo depois regressado à Polónia. Entre 1505 e 1611 viveu no castelo de Heilsberg com o seu tio e entre 1517 e 1522 dedicou-se a actividades diversas que se estenderam da administração de propriedades à representação política. Copérnico demonstrou a existência de dois movimentos dos planetas (sobre si mesmos e em torno do Sol). Alguns meses antes de morrer, saiu das prensas de Nuremberga o seu célebre trabalho Das Revoluções dos Corpos Celestes (ou De revolutionibus orbium coelestium libri VI), tendo-o dedicado ao papa Paulo III. Copérnico acreditava que o Sol, e não a Terra, estava no centro do Sistema Solar, opondo-se assim às doutrinas sustentadas pela Igreja do seu tempo a à Física de Aristóteles, por ela sustentada. Esta obra foi contudo salvaguardada inicialmente pelo prefácio de Andreas Osiander, que dizia ser o conteúdo apenas uma exposição de um método matemático que poderia auxiliar no cálculo das posições planetárias, que poderia ser falível, e não perante uma teoria incontestável. Durante trinta anos desenvolveu estudos sobre hipóteses segundo as quais a rotação e o movimento orbital da Terra seriam responsáveis pelo movimento aparente dos outros corpos celestes. Os problemas com a Igreja Católica advieram das ilações de cariz filosófico retiradas por Giordano Bruno, um antigo frade dominicano queimado pela heresia panteísta dos seus pensamentos. Outra obra relevante deste astrónomo é a Dissertatio de optima monetae cudendade ratione, de 1526.

Nicolau Copérnico. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-13]

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

António Aleixo

No dia 18 de Fevereiro nasce António Aleixo.

Da Infopédia:

Poeta e autor dramático, exerceu as profissões de cauteleiro, guardador de rebanhos, cantor popular. António Aleixo constitui um caso singular da poesia portuguesa: embora semi-analfabeto, compunha de forma espontânea ("a arte é força imanente, / não se ensina, não se aprende, / não se compra, não se vende, / nasce e morre com a gente"), por vezes de improviso, em quadras ou sextilhas, onde exprimia numa forma concisa uma filosofia da vida aprendida pela observação e pela experiência própria ("Se umas quadras são conselhos / que vos dou de boa fé; / outras são finos espelhos / onde o leitor vê quem é."). De temas variados, "o que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dorido, irónico, um pouco puritano e moralista, com que aprecia os acontecimentos e as acções dos homens" (MAGALHÃES, Joaquim - "Explicação Indispensável" in Este Livro que Vos Deixo , 3.a ed., 1975). Difundida oralmente e coligida em 1969 pelo professor Joaquim Magalhães, a sua obra poética foi acolhida com êxito por um público que viu nas suas quadras um repositório de sabedoria popular e um protesto por um mundo mais justo. Bibliografia: Intencionais, Faro, 1945; Quando Começo a Cantar, Faro, 1943; Auto do Curandeiro, s/l, 1950; Este Livro Que Vos Deixo, Lisboa, 1969; Inéditos, Loulé, 1978

António Aleixo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-13]

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Saragoça



Gago Coutinho

No dia 17 de Fevereiro nasce Gago Coutinho.

Da Infopédia:

Oficial da Armada, geógrafo, historiador, matemático e pioneiro da aviação, Carlos Viegas Gago Coutinho nasceu em 1869 e morreu em 1959. Ao serviço da Armada, percorreu os quatro cantos do mundo, atingindo o posto de almirante. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma vasta obra de investigação científica, publicando uma significativa variedade de trabalhos geográficos e históricos, principalmente acerca das navegações portuguesas, como, por exemplo, O Roteiro da Viagem de Vasco da Gama e a sua Versão nos Lusiadas. Como geógrafo e navegador que era, alargou os seus estudos a um domínio ainda pouco explorado no nosso país, a navegação aérea. Ao sextante primitivo, adicionou um horizonte artificial tornando-o mais eficaz na orientação e definição de coordenadas. Esta evolução passou a permitir um maior rigor na orientação em viagens aéreas. Com Sacadura Cabral, realizou, em 1922, a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro. O feito valeu-lhes notoriedade internacional. Como reconhecimento de toda a sua obra, Gago Coutinho foi nomeado director honorário da Academia Naval portuguesa em 1926, e distinguido como piloto aviador. Retirou-se da vida militar em 1939.

Gago Coutinho. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-13]

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sofia Escobar


Parabéns à Sofia Escobar por ter ganho este prémio.

Madrid...

Primeira etapa desta minha curta viagem por terras de Espanha: Madrid.

Bela e movimentada como sempre, com muito sol e algum (pouco) frio, Madrid apresenta condições óptimas para longos passeio a pé pelas ruas da cidade.

Uma visita ao Museu da Aviação e uma ida à Zarzuela foram cerejas em cima do bolo.

Carlos Paredes

No dia 16 de Fevereiro de 1925 nasce Carlos Paredes.

Da Infopédia:

Músico português nascido a 16 de Fevereiro de 1925, em Coimbra, e falecido a 23 de Julho de 2004, em Lisboa. Carlos Paredes foi o continuador de uma tradição familiar de tocadores da guitarra portuguesa, pois tanto o seu pai, Artur Paredes, como o seu avô, Gonçalo Paredes, foram intérpretes inovadores desse instrumento. Muito jovem, Carlos Paredes partiu para Lisboa, onde fez estudos liceais e musicais. Começou por estudar violino; no entanto, acabaria mais tarde por abandonar o estudo daquele instrumento para se dedicar inteiramente à guitarra. Desde os começos da década de 60 destacou-se como intérprete do chamado estilo de Coimbra, criado por seu pai, ficando o seu nome também ligado ao novo cinema nacional, que encontrou no som da guitarra o suporte para cimentar o seu carácter português. Conseguindo dar ao seu instrumento uma nova dimensão sonora, Carlos Paredes escreveu música para filmes e para peças de teatro. Algumas das suas obras foram coreografadas. Deu concertos nos cinco continentes e recebeu vários prémios da crítica, alcançando um prestígio inigualado por outros instrumentistas da guitarra. Ele próprio reconheceu a sua "propensão para o virtuosismo e o melodismo de sugestão violinística". Deve-se-lhe, não apenas o aperfeiçoamento estrutural da guitarra portuguesa, mas também a criação da guitarra-baixo. Entre os álbuns que gravou, encontram-se Carlos Paredes (1957), o seu álbum de estreia, Guitarra Portuguesa (1967), Movimento Perpétuo (1972), Concerto em Frankfurt (1983, reeditado em CD em 1990) e Espelho de Sons (1988). Além do seu trabalho como músico, realizou ainda a produção e direcção musical do disco Meus Pais (1970), de Cecília de Melo, acompanhando a cantora à guitarra e musicou poemas de Manuel Alegre, ditos pelo próprio, no disco É Preciso Um País (1975). Nesta altura, o cantor realizava as gravações do sucessor de Movimento Perpétuo. As sessões foram interrompidas e retomadas diversas vezes, dada a insatisfação do músico com o trabalho conseguido. Dessas sessões acabou por nunca resultar um disco e apenas algumas faixas foram editadas, sob o título O Oiro e o Trigo (1977), edição consentida por Carlos Paredes mas sem o acordo da sua editora, a Valentim de Carvalho. Esta situação esteve na base da ruptura entre o músico e a editora. Em Invenções Livres (1986), o músico colaborou com o maestro António Vitorino d'Almeida, num trabalho ainda hoje muito saudado pela crítica clássica, um disco de improvisações de guitarra portuguesa e piano.Também no domínio das parcerias, surgiu, em 1990, Dialogues, um disco que juntou o mestre da guitarra portuguesa ao contrabaixista Charlie Haden, nome consagrado no mundo do jazz. A ligação com a Valentim de Carvalho foi retomada no final de 1990. A editora lançou, em 1993, uma compilação temática com gravações do guitarrista, de José Afonso e Luiz Goes. No final desse ano, o mestre adoeceu, refém de uma mielopatia que lhe prendeu os movimentos e o afastou do seu trabalho e da guitarra que sempre o acompanhou. Na Corrente, saído para as lojas em 1996, reuniu todo o trabalho do músico na Valentim de Carvalho, antes da separação, e ainda algumas raridades. Quatro anos mais tarde foi lançado o último registo discográfico do músico, aproveitando o trabalho das últimas sessões de gravação que realizou em 1993, já limitado pela doença. Intitulado Canções Para Titi, o disco contém oito composições inéditas. No ano de 2003, homenageando os 10 anos de retiro do cantor, foi lançada uma edição de luxo, com oito CD e um livro com uma biografia do músico, com o título O Mundo Segundo Carlos Paredes. Nos últimos anos, Carlos Paredes manteve-se afastado da actividade artística por motivos de saúde. Quando morreu, aos 79 anos de idade, foi decretado um dia de Luto Nacional.

Carlos Paredes. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-13]

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Galileu Galilei

No dia 15 de Fevereiro nasce em Pisa Galileu Galilei

Da Infopédia:

Matemático, astrónomo e físico italiano, Galileu nasceu a 15 de Fevereiro de 1564, em Pisa, e morreu a 8 de Janeiro de 1642, em Arcetri, uma localidade perto de Florença. É considerado o fundador do método experimental. Descobriu a lei da aceleração uniforme da queda dos corpos e a lei do isocronismo das pequenas oscilações do pêndulo, entre outras, tendo conseguido traduzi-las matematicamente. Publicou a obra Tratado das Esferas. Tendo ouvido falar da invenção do telescópio, Galileu desenvolveu um método de ajuste de lentes que lhe permitiu construir e usar esse instrumento na observação astronómica. Graças a essa adaptação, constatou que a superfície da Lua não era plana, como se supunha, mas irregular, observou que a Via Láctea era composta de estrelas, e descobriu e nomeou os satélites de Júpiter. As observações que publicou em Siderius Nuncius foram muito criticadas pelos astrónomos ligados às ideias de Cláudio Ptolomeu. Galileu abraçou publicamente a teoria copernicana de um universo heliocêntrico e de uma Terra móvel, o que lhe valeu numerosas críticas, nomeadamente por tais noções serem contrárias àquelas presentes na Bíblia. Por esse motivo, Galileu foi julgado e condenado em 1633, e teve de abjurar perante a Inquisição.

Galileu Galilei. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-13]

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ovelha Dolly

No dia 14 de Fevereiro de 2003 morre uma da mais famosas ovelhas de sempre. O Ovelha Dolly.

Da Wikipédia:

A ovelha Dolly (5 de Julho de 199614 de Fevereiro de 2003) foi o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso a partir de uma célula adulta. Dolly foi criada por investigadores do Instituto Roslin, na Escócia, onde viveu toda a sua vida. Os créditos pela clonagem foram dados a Ian Wilmut, mas este admitiu, em 2006, que Keith Campbell seria na verdade o maior responsável pela clonagem. O nome Dolly é uma referência à atriz Dolly Parton.

Dolly foi gerada a partir de células mamárias de uma ovelha adulta com cerca de seis anos, através de uma técnica conhecida como transferência somática de núcleo. Apesar das suas origens, Dolly teve uma vida normal de ovelha, e deu à luz dois filhotes, sendo cuidadosamente observada em todas as fases. Em 1999 foi divulgado na revista Nature que Dolly poderia ter a desenvolver formas de envelhecimento precoce, uma vez que os seus telómeros eram mais curtos que os das ovelhas normais. Esta questão iniciou uma acesa disputa na comunidade científica sobre a influência da clonagem nos processos de envelhecimento, que está ainda hoje por resolver. Em 2002 foi anunciado que Dolly sofria de um tipo de artrite degenerativa, o que foi interpretado por alguns sectores como sinal de envelhecimento. Dolly foi abatida em Fevereiro de 2003 para evitar a sua morte dolorosa por uma infecção pulmonar incurável. O seu corpo empalhado está exposto no Royal Museum of Scotland, em Edinburgo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Luz e Sombra

Publicada também no Olhares

Estremoz

Ontem a Reflexos publicou no Desvios uma imagem de uma tela da Maluda que representa a visão da pintora sobre a cidade de Estremoz.

Hoje, no meio de preparativos para uma viagem de trabalho, lembrei-me de Estremoz.

Estremoz é uma cidade pequenina, no meio do Alentejo, mas que sempre teve para mim um grande significado. Fica a cerca de 30 Km da terra onde os meis pais nasceram e onde eu vivi com eles até aos 18 anos.

Era em Estremoz que os meus pais e avós faziam as compras mais importantes. Costumávamos ir aos Sábados, dia de mercado ao ar livre que ainda hoje se mantem. Íamos com o avô Alberto num Volkswagen Carocha azul. Era uma viagem longa (para a minha idade) e por vezes eu até enjoava. A chegada resolvia os problemas de enjoo todos! Íamos ao Café Central comer torradas de pão de forma e depois vinham as compras nos locais do costume e onde todos nos conheciam.

No Natal tudo se tornava ainda melhor, porque se ficava com a expectativa das compras dos presentes.

Momentos destes ficam sempre na nossa memória e às vezes basta um "clique" para que os recordemos com saudades.

Hoje, regresso com alguma regularidade a Estremoz. É bom. Mas a magia, essa ficou na infância.

Notícia em Destaque - O primeiro telemóvel a energia solar

Lê-se no IOL Portugal Diário:

A Samsung vai apresentar, na próxima semana, o primeiro telemóvel com ecrã táctil que funciona apenas com energia solar, informa o 20 minutos.

O «Blue Earth» pode ser carregado em apenas uma hora, com um painel solar colocado na traseira do aparelho. A duração da bateria será igual à de qualquer outro telemóvel.

A capa do telefone é feita de plástico reciclado de garrafas de água, reduzindo assim o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono do processo de produção.

O novo telemóvel da Samsung terá ainda uma opção «Eco mode», que permitirá um consumo de energia muito reduzido.

Outra das novidades é a função «Eco walk», um «medidor» de passos que o dono vai dando enquanto caminha, permitindo calcular as emissões de CO2 que está a poupar ao fazê-lo.

O «Blue Earth» é o resultado de uma política ecológica seguida pela empresa, sendo que até a embalagem é feita de papel reciclado.

In IOL Portugal Diário

Queda de avião em Buffalo

Só agora consegui ver algumas notícias, e logo me deparo com a queda de um avião em Buffalo no Estado de Nova Iorque.

Ao que parece há 49 mortos confirmados...

Agostinho da Silva

No dia 13 de Fevereiro de 1906 nasce no Porto, Agostinho da Silva.

Da Infopédia:

Professor e investigador português, George Agostinho Baptista da Silva nasceu a 13 de Fevereiro de 1906, no Porto, e morreu a 3 de Abril de 1994, em Lisboa, tendo vivido grande parte da sua juventude em Barca de Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, junto ao rio Douro. Após terminar, aos 22 anos, a licenciatura e o doutoramento em Filologia Clássica da Faculdade de Letras do Porto, com a nota máxima de 20 valores, uma bolsa de estudo conduziu-o até à Sorbonne, em França. Depois de regressar a Portugal, o filósofo portuense fundou, em 1931, em Lisboa, o Centro de Estudos de Filologia, encargo que lhe foi atribuído pela Junta Nacional de Educação, e que seria posteriormente transformado no Centro de Linguística da Universidade Clássica de Lisboa. Quatro anos depois, em 1935, Agostinho da Silva foi demitido da sua condição de professor do ensino oficial por se ter recusado a cumprir a chamada "Lei Cabral", isto é, a assinar uma declaração em que garantisse não pertencer a qualquer organização secreta. Apesar de não pertencer a nenhuma organização desse género, Agostinho da Silva recusou-se a assinar tal documento por ir contra as suas convicções pessoais. De 1935 até 1944 residiu em Madrid e em Lisboa, onde viveu à custa do ensino particular e de explicações, tendo-se relacionado, por esta altura, com o grupo Seara Nova e com o escritor António Sérgio. Em 1944, foi excomungado pela Igreja, facto que o levou a abandonar Portugal para se fixar no Brasil, país onde desempenhou funções e ocupou cargos importantes no domínio da investigação histórica, mantendo sempre ligações de docente com universidades brasileiras e com os Colégios Libres do Uruguai e Argentina. Como representante do Brasil, cuja cidadania adquiriu em 1958, viajou pelo mundo inteiro (Japão, Macau, Timor Leste), onde fundou, por exemplo, o Instituto de Língua e Cultura Portuguesa, em Tóquio, e os Centros de Estudos Ruy Cinatti e de Estudos Brasileiros, ambos em Díli. Em 1969, Agostinho da Silva, portuense com naturalidade brasileira há cerca de 10 anos, decidiu voltar a Portugal, sendo reintegrado no Ensino Superior, na qualidade de aposentado como Professor Titular das Universidades Federais do Brasil. Com direito a uma pensão de aposentação, decidiu, em 1976, criar o Fundo D. Dinis para atribuição do prémio com o mesmo nome, prémio D. Dinis. Para além de professor, filósofo e investigador, George Agostinho Baptista da Silva notabilizou-se também como escritor, em cujo currículo constam mais de 60 obras, muitas delas publicadas durante a sua permanência no Brasil, como, por exemplo, Sentido Histórico das Civilizações Clássicas (1929), A Religião Grega (1930), Miguel Eyquem, senhor de Montaigne (1933), A Vida de Francisco de Assis (1938), A Vida de Moisés (1938), Sete Cartas a um Jovem Filósofo (1945), Herta. Teresinha. Joan (1953), Reflexão à margem da literatura portuguesa (1957), Uns Poemas de Agostinho (1989), Do Agostinho em torno de Pessoa (1990) e Ir à Índia sem Abandonar Portugal (1994). Tido como um dos grandes filósofos portugueses, Agostinho da Silva tornar-se-ia, nos últimos anos da sua vida, ainda mais conhecido graças à sua participação no programa "Conversas Vadias" emitido pela RTP1.

Agostinho da Silva. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-13]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Notícia em Destaque - Cartão de Cidadão Tempo de espera é questão de sorte e vai de seis minutos a várias horas

Parece que nem tudo está a correr bem.

Lê-se no Sol:

A caneta digital com que assinou o Cartão de Cidadão embirrou com o ‘L’ de Laura e cortou-lhe a letra pelo meio. A funcionária desistiu à terceira tentativa, mas Laura continua a dizer que aquela assinatura oficial não lhe pertence.

«O meu L é só um risco grande e quando assinei com aquela caneta só apareceu metade da letra», explicou, salientando que «assinar com aquela caneta não é a mesma coisa que assinar com uma caneta normal».

À terceira tentativa com insucesso, sempre com Laura a recusar-se a ficar com o ‘L’ pela metade, a funcionária deu o caso por encerrado.

«Eu disse-lhe sempre que aquela não era a minha assinatura, mas ela disse-me que tinha de ficar assim, porque o sistema não reconhecia a letra e não dava de outra maneira», contou, afirmando que quando assinar com uma caneta comum, a sua assinatura não se vai parecer com o rabisco do Cartão de Cidadão.

«Não sou eu naquele cartão», reafirmou, garantindo que nem na fotografia pequena e a preto e branco se reconhece, porque não conseguiu «ficar descontraída depois de algumas horas à espera».

São precisamente as longas filas de espera a queixa mais frequente de quem enfrenta o processo de requerer o Cartão de Cidadão (CC), um ‘cinco em um’, já que substitui o Bilhete de Identidade, o cartão de Identificação Fiscal, o da Segurança Social, o de Saúde e o de Eleitor.

Passar pouco tempo nas filas pode ser tanto uma questão de sorte como de escolher bem o posto de atendimento entre os 370 espalhados pelo país, incluindo dez lojas do cidadão e conservatórias do registo civil.

O tempo médio de espera até se ser atendido pode ir de seis minutos a várias horas e até custar um dia de trabalho.

O sítio do CC na Internet disponibiliza as médias de tempo de espera nos postos de atendimento, que permitem saber que na passada semana tirar este documento demorou, por exemplo, uma média de 16 minutos em Celorico de Basto, 20 em Aveiro e 24 em Viseu. Mas em Portimão foram precisas cinco horas e em Abrantes três.

Segundo esta fonte, no mesmo período as onze conservatórias do registo civil de Lisboa onde é possível requerer o cartão registaram médias de tempo de espera entre os seis e os trinta minutos, enquanto que ser atendido na Loja de Cidadão (LC) das Laranjeiras demorou em média 03h34.

No entanto, a Agência Lusa demorou bem mais do que isso para ser atendida nas Laranjeiras em dois dias da mesma semana.

Retirou quarta-feira, dia 04, a senha número 190 às 10h39 e apenas seria atendida cerca das 16h40. No dia seguinte retirou nova senha, a 130, às 10h09, e apenas conseguiu atendimento às 14h44, excedendo em ambos os casos a média de espera referida no site.

Numa ronda por conservatórias da Grande Lisboa, a Lusa confirmou que o tempo de espera depende de vários factores, mas a afluência de cidadãos às LC de Lisboa pode fazer com que ser atendido nestas lojas demore mais.

«Temos muito menos gente do que em Lisboa. É que as pessoas devem pensar que em Lisboa é mais rápido», referiu à Lusa uma funcionária da Conservatória do Registo Civil de Alenquer, garantindo que o tempo de espera depende de vários factores, mas «nunca é preciso perder uma manhã ou tarde de trabalho».

«Também temos casos de pessoas que foram a Lisboa e acabam por vir tirá-lo aqui», afirmou, por seu lado, uma funcionária da conservatória de Sobral de Monte Agraço, uma das primeiras onde se pôde requerer o cartão, salientando que no início foi complicado, mas «agora as pessoas já não têm de esperar muito tempo até serem atendidas».

Para evitar este tempo de espera, nas lojas do cidadão das Laranjeiras (Lisboa), Restauradores (Lisboa) e de Odivelas é possível agendar com antecedência o atendimento através do telefone ou do envio de um e-mail para agendamento.cc@lojadocidadao.pt com o nome, data, hora, loja do cidadão pretendida e número de telefone. Deverá depois receber um e-mail ou telefonema de confirmação do atendimento.

Quem se dirigir directamente às lojas do cidadão e a alguns postos de atendimento poderá ainda aderir a um sistema que permite saber, através de SMS que custa 0,60 euros mais IVA, quantas senhas faltam para que determinado número seja atendido e a hora provável de atendimento ou ainda ser alertado sobre a altura em que chegou a sua vez.

Ultrapassada a questão da espera, o atendimento propriamente dito ocorre em cerca de 15 minutos. O processo custa 12 euros.

Após a conclusão do pedido, a emissão do documento depende das entidades responsáveis pelos cinco cartões que substitui e começa então mais um processo de espera que tanto pode demorar duas semanas como dois meses.

In Sol

Cahrles Darwin

Já falei de Darwin aqui no Outras Escritas, no dia em que se assinalaram 150 anos da publicação da Teoria da Evolução.

Hoje assinalo os tão falados duzentos anos do seu nascimento, numa altura em que surgem algumas teoria que colocam em causa a Teoria da Evolução.

Da Infopédia:

Naturalista e biólogo inglês, Charles Robert Darwin nasceu a 12 de Fevereiro de 1809, em Shrewsbury, e morreu a 19 de Abril de 1882, em Dawn, Kent. Neto de Erasmus Darwin, um médico e poeta conhecido, e filho de um médico, perdeu a mãe com apenas oito anos e, desde então, a sua educação ficou a cargo das irmãs mais velhas. Ingressou na Universidade de Edimburgo em 1825 para estudar Medicina mas, não se sentindo identificado com o curso, mudou para a Universidade de Cambridge com o intuito de se tornar pastor da Igreja. Apesar das suas intenções, Darwin conheceu os professores John Henslow, de biologia, e Adam Sedgwickint, de geologia, que lhe despertaram o interesse pelo estudo da História Natural, área a que se veio a dedicar no percurso da sua vida. Findos os estudos universitários, em 1831, participou como naturalista na viagem do navio inglês Beagle. Esta viagem a várias partes do globo proporcionou-lhe o estudo e desenvolvimento aprofundado dos seus conhecimentos, assim como novos dados de investigação sobre a evolução da Terra, desde as variações geológicas à descoberta de fósseis que se assemelhavam a animais que ainda habitavam na mesma região. De regresso a Inglaterra, em 1836, Darwin deu início ao estudo científico baseado nas suas experiências e descobertas e lançou uma publicação científica com o nome Journal of Researches , em 1839. Ainda nesse ano, casou com Emma Wedgwood, com quem viria a ter 10 filhos, e mudou-se para Down House, em Kent. Mais tarde, em 1859, publicou a célebre obra em que expôs a sua teoria, The Origin of Species by Means of Natural Selection (A Origem das Espécies pela Selecção Natural). Apesar de reconhecer que os seus conhecimentos sobre hereditariedade eram limitados, representou em forma de árvore a relação entre os animais e plantas da actualidade com outros já extintos, seus ancestrais. The Origin of Species by Means of Natural Selection foi alvo de várias críticas por parte de outros cientistas que alegavam falta de provas e explicações para fundamentar as teorias apresentadas. Em 1871 Darwin aplicou a sua teoria ao estudo da origem do homem, dando importância ao factor sexual na selecção natural, na obra The Descent of Man and Selection in Relation to Sex (A Ascendência do Homem e a Selecção em Relação com o Sexo ). Cerca de 1880, realizou, juntamente com o seu filho Francis, uma série de experiências através das quais, utilizando sementes de gramíneas, sobretudo de aveia, tentou descobrir as razões que levavam a que algumas plantas se inclinassem para a luz. Após várias horas de observações, concluiu que as plantas produzem substâncias - fito-hormonas - que influenciam o seu comportamento assim como o seu crescimento. Os resultados destas experiências foram relatados mais tarde no livro The Power of Movement in Plants (1881). Nas duas últimas décadas da sua vida, Darwin escreveu, aliás, vários livros sobre botânica, nos quais descreveu pormenorizadamente todas as observações e experiências que realizou com plantas. O trabalho de investigação sobre a importância das hormonas no crescimento das plantas continuaria a ser desenvolvido, mais tarde, por Peter Boysen-Jensen (1913), Arpad Paal (1918) e Frits Went (1926). A doutrina proposta por Darwin, segundo a qual a luta pela vida e a selecção natural são mecanismos da evolução dos seres vivos, é conhecida por darwinismo. As suas teorias foram postas em causa, principalmente por membros da Igreja, até inícios do século XX. Foi membro da Royal Society e membro honorário de várias academias de ciências. Os restos mortais de Charles Darwin encontram-se na Abadia de Westminster.

Charles Darwin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-12]